quinta-feira, julho 12, 2012

De volta ao passado


O comissário do Conselho da Europa para os direitos humanos alertou hoje que há crianças portuguesas a emigrar para trabalhar por causa da crise e famílias a retirar idosos das instituições para beneficiar das suas reformas. Os alertas do comissário Nils Muiznieks surgem num relatório que resulta de uma visita a Portugal, entre 7 e 9 de Maio, durante a qual se debruçou sobre o impacto da crise e das medidas de austeridade sobre os direitos humanos. [AQUI]

Enquanto a Comissão Europeia nos impõe a austeridade o Conselho da Europa vem-nos alertar para as suas consequências. Duas Europas, duas visões e nós fomos logo escolher a pior. A pior para nós, porque para os grandes especuladores e para os mercados que controlam a politica europeia estamos no bom caminho. O do seu enriquecimento que  tudo o resto não lhes interessa assim tanto. Ou aceitamos voltar a um passado que tanto queríamos deixar para trás ou então temos de tomar uma atitude e mudar.

16 comentários:

  1. Caro Kaos, só há uma solução para este estado de coisas. Ou melhor, o início da solução (outras acções se seguiriam): que é deixar de votar, porque isto não é uma democracia, está muito longe de o ser. Democracia não é só votar de 4 em 4 anos, ter liberdade de expressão, de acção e de movimentos que não servem para nada, pois ninguém quer saber dos nossos problemas e reivindicações. Quando digo deixar de votar quero dizer votar em branco ou nulo, massivamente. Que é para a maralha começar a perceber que não queremos nada com democracias destas. Cumprimentos.

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  2. "Sócrates governou como se não houvesse amanhã;
    Seguro faz oposição como se não tivesse existido um ontem"

    E assim vai Portugal!

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  3. http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/cavaco-silva-inscreveu-se-na-pide.html

    E o Cavaco já previa o futuro !

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  4. Cambada de hipócritas!!! Os da Europa, os do governo, os da maioria!

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  5. Cambada de idiotas.Quem deixa de votar,são os responsáveis do estado a qu'isto chegou ao votarem compulsivamente e sociopaticamente no PSD/PS/CDS-vão engamnar o caralho que os FODA-ESTÃO APERTADOS,os atrasados mentais de 'nacionalistas'.Não teem colhões para se afirmarem como a escória da servidão!.Eu voto, e é no PCP!!!!

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  6. Ó só dona Graça, e os da minoria são melhores?

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  7. o vitor tem a mania que é reguila...tem o cabelo rebelde.

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  8. Subscrevo integralmente a opinião do anónimo das 20:49

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  9. Sendo este blog um dos melhores que conheço, pelos bonecos, pelo humor bem pensado, pela subtileza, não queria aqui polemizar mas vou ter de fazê-lo.

    O problema não é o partido, a, b, c, d, etc, o problema é o "Edifício Democrático", ou seja, a ideia de Democracia, sendo esta ideia de democracia uma coisa bem diversa da que se lhe atribui. Quer votem nos três do arco da governação ou nos outros dois que não estão na governação mas que fazem parte do arco parlamentar dos cinco, nada mudará, porque nenhum partido político fará alguma coisa ou terá sequer poder para isso. A máfia democrática que está instalada nas poltronas dos bastidores não o permite. Somos "carne para canhão". Este somos refere-se ao Povo.

    Ninguém quer saber dos nossos problemas, necessidades ou reivindicações. Tomam-se decisões políticas contrárias à vontade do povo, não só políticas como sociais e outras. Onde está a democracia?

    A ideologia patente e actual esbateu a esquerda e a direita, apenas subsiste a extrema-esquerda num plano metastático como é seu apanágio. Como se fosse algo intocável e impoluto... quando se fala em nacionalismo deve saber-se do que se fala, não se deve falar por ódios nem por interesses de presilha, o nacionalismo nada tem a ver com extrema-direita, mas tem a ver com conservadorismo, mas como não sabem as diferenças lançam "panfletos" para o ar...

    A extrema direita não existe em portugal, e ainda bem, pois a mesma, ao contrário do que bons pensantes possam achar e crer, provém das primeiras camadas dissidentes da extrema-esquerda que existiram nos finais do século XIX e início do XX...

    Votem neste e naquele, à procura do ideal metastático que provocará a dissolução final do homem.

    Cumprimentos caro Kaos.

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  10. Carlos Zorrinho e Pezarat Correia resolveram, "inovar" sobre Democracia.

    1. Para mim, a Democracia - "burguesa", chamava-lhe Cunhal, denegrindo-a, e revelando quem era - assenta no primado da soberania de um Povo, que expressa a sua vontade política e legitimidora do Poder em eleições livres; acresce a este status, constitucional e normativo, um conjunto de princípios inquestionáveis de direitos políticos e de cidadania consagrados, e enformadores, a saber, a liberdade de expressão por qualquer meio, a liberdade de opinião, a liberdade de reunião, de associação, e outras que tais. (Já tenho as minhas sérias dúvidas se um texto constitucional não programático, ou seja, que não espelhe os "direitos económicos, sociais e culturais" possa ser tido, por essa razão, como não democrático. Mas esse é outro assunto.)

    Assim, o governo de Passos Coelho é legítimo e democrático. Como os governos de José Sócrates. E todos desde o 1º governo constitucional de Mário Soares (e não estou a considerar em especial, os governos de iniciativa presidencial, historicamente situados, de Ramalho Eanes).

    Portanto, tenho por pacífico que vivemos numa Democracia e que o governo do meu país é legítimo e democrático.

    2. Dito isto, Carlos Zorrinho "inventou" um conceito "novo" que exibiu no discurso do 25 de Abril: "ruptura democrática". Confesso que não imagino o que seja, e, admito optimisticamente, que Zorrinho também não. Para mim, era preciso dizer alguma coisa e disse. A não ser assim - e sendo a sucessão no poder, em Democracia, por via eleitoral - o que é uma "ruptura" democrática? Nos limites da razoabilidade, uma contradição nos termos. Ou uma espécie de "golpe palaciano".

    Vejamos. Que condições objectivas existem para derrubar Passos Coelho? Um voto de censura no parlamento, deliberado por maioria? Dissolução da Assembleia e convocação de eleições antecipadas por iniciativa presidencial? Fim da coligação? De que fala Zorrinho quando fala em "ruptura democrática"? A meu ver, de nada. É mais uma criação da dupla "Zorrinho e Tontinho", segundo a verve ácida e brilhante do cartoonista Augusto Cid. Não se lhe dê importância.


    (2ª parte no post seguinte)

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  11. 3. O senhor general Pezarat Correia também resolveu "inovar". Falou, a propósito do governo de Portugal, em "legitimidade genética" - segundo entendi, a eleitoral - e de "legitimidade funcional". Segundo a sumidade castrense, sendo as duas cumulativas, e tendo o governo de Passos Coelho perdido a segunda, na opinião do senhor general, então... - aí, o senhor general tartamudeou inconsequente... - perdeu a legitimidade, ou seja, concluo eu, é um governo ilegítimo.

    Fazendo um esforço de exegése sobre as palavras, e seus entremeios e interstícios, do senhor general, aparentemente - e digo "aparentemente" com toda a honestidade - aquele entende que se um governo legisla contra a Constituição perde a tal legitimidade funcional. Brilhante.

    Esquece o senhor general - ou ignora, vou mais por esta - que todos os governos legislam contra a Constituição sob pena de não haver recursos para o Tribunal Constitucional procedentes, e há, é óbvio, e declarações de não conformidade constitucional a retirarem da ordem jurídica, normas promulgadas e em vigor. E há. Passe o exagero, todos os dias. Ou seja, o senhor general Pezarat Correia não sabe do que fala, nem o que diz. Apesar de, tendo sido membro do Conselho da Revolução, ter exercido funções de fiscalização da constitucionalidade em seu tempo. Imagine-se com que proficiência.

    Além do que o raciocínio do senhor general é o que legitima todas as ditaduras, seja qual for a cor com que as pintem. Terá o senhor general intuitos "golpistas"? Não, é claro que não (coitado do homem! e os "militares de Abril" não têm tropas, e o "ambiente europeu" afasta qualquer veleidade). Apenas sucede é que o pensamento político do senhor general Pezarat Correia é uma trapalhada evidente. E de consequências imprevisíveis que, estou certo e faço-lhe essa homenagem, o senhor general não quer. Só que, nesta matéria, ou não sabe do que fala, ou sabe muito poucochinho.

    4. O que une o Dr. Zorrinho e o general Pezarat nestes disparates ao quadrado é o facto de ambos discordarem do último resultado eleitoral.

    Ok, já percebemos e estamos conversados. Como se diz aos "pobrezinhos de espírito", tenham paciência!

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  12. "O povo que detém o poder soberano deve fazer por si mesmo tudo o que pode fazer bem; e o que não pode fazer bem tem de ser feito pelos seus ministros". Montesquieu

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  13. A actual democracia é a antítese do bem. O bem entendido aqui como valor supremo e universal.

    A democracia enferma de um processo muito longo no tempo, desde Platão por um lado e Maquiavel por outro, que se estruturou nesta democracia pós-moderna. As elites neognósticas invadiram todas as estruturas; a ética deixou de estar a montante da política.

    Aquando do corte entre o poder temporal e o poder espiritual, o homem submerge nas "interpretações delirantes" para nunca mais recuperar. A atomização social (que é para onde nos leva este tipo de democracia) provocará a dissolução de tudo e todos; "O Homem é o lobo do próprio Homem".

    O que actualmente temos como "Democracia" é na realidade neoliberalismo e plutocracia. Neoliberalismo é a soma de toda a série de desconstruções que as ideologias pós-1789 sofreram. Plutocracia é a elite neognóstica que se serve indirectamente da política para sacarem dividendos enormíssimos, diria até escandalosos à escala planetária.

    Alguém deseja uma democracia destas? Alguém pode aspirar a ser democrata num ambiente destes?

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  14. Só para deixar esclarecidos os dois grandes discursos aqui presentes, o PCP não defende DEMOCRACIAS PARLAMENTARES, mas sim DEMOCRACIAS PARTICIPATIVAS , ENTENDERAM??deu para tirar daqui alguma coisa POSITIVA??

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  15. A única democracia reconhecível é a directa, e a única válida neste momento. Quanto à participativa, e como a própria palavra deixa entender, a coisa vai dar ao mesmo da parlamentar, embbora por outros caminhos. Mas quem participa dessa democracia? E para que serve ela?
    Serve apenas para criar a ilusão de que a democracia não se resume ao voto e que existe alguém preocupado com a esfera social.
    No entanto, essa situação é letra morta, pois como é sabido, nenhuma influência positiva resulta daí
    e os exemplos são mais do que muitos.

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  16. Dizia hoje o Dr Rui Vilar ex-ministro, que as políticas neoliberais de hoje estão ultrapassadas!
    Nunca deviam ter sido postas em prática, o Povo é culpado, não aprendeu nada ao longo destes 38 anos!
    Querem manter-nos "apagados"!...

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