sábado, abril 06, 2013

Contar os tostões


O chumbo do Tribunal Constitucional à suspensão dos subsídios de férias dos funcionários públicos e pensionistas, dos cortes de 5% no subsídio de doença e de 6% no subsídio de desemprego podem custar mais de 1350 milhões de euros. 

O que se esperava aconteceu e o Tribunal Constitucional acabou por chumbar quatro dos nove artigos que tinha para verificar a Constitucionalidade. Poderiam e deveriam até ter sido mais mas foi o melhor que se conseguiu de um tribunal controlado pelo bloco central (três juízes escolhidos pelo PS e nove pelo PSD), pressionado pelo poder e pelo próprio governo e com muitas responsabilidades do Presidente da Republica. 
A questão está agora em saber como vai o governo tapar o buraco que ele próprio criou ao fazer um orçamento que ele próprio sabia ter normas inconstitucionais. Hoje já estão reunidos para decidir e só vejo três saídas. Ou se demitem atirando a culpa para cima de outros, o que seria uma solução para fugirem de toda a merda que fizeram e que de dia para dia se complica mais, embora pareçam gostar demais do poder para o fazerem, ou pedirem à Troika, e ela aceitar, que não voltem a cumprir o défice , o que não me parece pouco provável num governo que gosta de se armar em forte com os seus donos à custa da vida dos mais fracos, ou muito provavelmente fazerem o que sempre fizeram, aumentar impostos, reduzir salários e cortar direitos e serviços. É só deixá-los contar os tostões e logo saberemos.

2 comentários:

  1. Anónimo6/4/13 14:25

    UM POEMA A PASSOS COELHO


    http://apodrecetuga.blogspot.com/

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  2. Portugal continua a ajudar os países pobrezinhos, não se importando que os seus cidadãos portugueses vivam na misérias

    É lindo fazer caridade com o dinheiro dos outros ............

    Ramiro Lopes Andrade

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    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/portugal-cada-vez-mais-longe-de-cumprir-metas-da-ajuda-publica-a-paises-pobres-1590133

    A ajuda de Portugal aos países mais pobres caiu 13,1% em 2012 face ao ano anterior, indica um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Portugal segue uma tendência geral de cortes neste tipo de ajudas verificada na União Europeia pelo segundo ano consecutivo.

    Em 2012, Portugal disponibilizou 567 milhões de dólares para a Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD), o que corresponde 0,27% do rendimento nacional. Assim, afasta-se cada vez mais das metas internacionais definidas para a APD até 2015, as quais estabelecem que os países destinem 0,7% dos respectivos rendimentos nacionais brutos aos países mais pobres

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