segunda-feira, julho 01, 2013

O que é isso de centro esquerda?


 Ainda me lembro quando um partido que se dizia do centro era considerado um partido de extrema-direita. E era. O PCP era um partido revolucionário, o PS um partido de esquerda e o PSD, dizia-se social democrata mas agrupava a direita da altura. Hoje, o O PSD e até o CDS dessa altura estaria muito à esquerda do actual PS nas ideias que defendia. Claro que o PS do Mário Soares meteu o socialismo na gaveta mas não foi isso que fez dele um partido do bloco central. E, na realidade, a ideia de esquerda ou direita quase perderam o sentido pois os princípios que as separavam há muito que se esbateram e o revolucionário transformou-se muito mais em evolucionário, o que mesmo assim é bem mais radical que o o evolucionário que se transfigurou em  retrocesso civilizacional com cortes nos direitos e na prática democrática. O capitalismo venceu essa guerra e desembestou pelas sociedades e pelos países marrando à esquerda e à direita trazendo-nos a esta situação. Quando o homem passa a ser uma ferramenta descartavel daquilo que se transformou no objectivo primordial, o dinheiro, algo está de pernas para o ar. Quando o homem criou o dinheiro, a sua função era de ele ser uma ferramenta para servir o homem e não o contrário. O dinheiro serve para comprar bens e serviços e não para comprar homens. Só a reposição dessa ordem natural em que a politica, a economia, o dinheiro forem colocados ao serviço do homem algo poderá realmente mudar e a dignidade como seres humano nos será restituída. Esta deve ser a nossa luta e o nosso objectivo.

2 comentários:

  1. Anónimo1/7/13 14:06

    croácia
    este já vem com a papinha feita (recessão e desemprego) mais mão-de-obra barata para a merkel xupar

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  2. Resta saber até quando este modelo de exploração da mão-de-obra barata vai durar. Os países do leste europeu estão cada vez mais destruídos socialmente; as taxas de natalidade caem, o que significa que os salários não são suficientes para a força de trabalho ser simultaneamente produtiva e manter o seu número, no futuro. Não só na energia, mas até na exploração da mão-de-obra, o capitalismo parece ser incapaz de outra coisa que não seja a exploração de recursos não renováveis.

    É evidente que isto vai originar uma crise explosiva deste sistema. Nesta fase final, ele enquistou-se num modelo -- de exploração de recursos não renováveis -- que está a levar o mundo à ruína.

    O problema social do dinheiro é o carácter sagrado com que tal construção social aparece, aos olhos da população em geral. No entanto, o dinheiro é uma mera construção social, cuja finalidade é viabilizar a especialização do trabalho, ao permitir a fácil conversão entre várias formas de capital real (capital existente na forma de objectos reais).

    Mas, em processo paralelo ao declínio das religiões tradicionais, o dinheiro assume socialmente o papel de primeiro deus. De facto, desde os primórdios da civilização que o dinheiro foi adorado e divinizado. Logo no Antigo Testamento se descreve o episódio do nascimento do culto do bezerro de ouro; segundo o mito judaico-cristão, desse pecado de idolatria resultou que os hebreus foram condenados, por Deus, a vaguear quarenta anos no deserto.

    Desde os primórdios da civilização que, aos senhores do dinheiro, interessa a idolatria do dinheiro. Por via da adoração que a povo devota ao dinheiro o senhor da finança recebe um upgrade: de desprezível homem da usura ou da especulação, é promovido a mui respeitável sacerdote da religião do vil metal. Pode então o financeiro jogar desapiedadamente com a escassez de algo que ele «produz» do nada, sem risco de ser trucidado pelas fúrias impiedosas da revolta popular.

    O povo torna-se, então, servo do deus-dinheiro; os senhores do dinheiro escravizam indirectamente o povo, ditando a massa monetária em circulação e os juros que, do acto de criar o dinheiro do nada, extraem. Enquanto isso a economia real, anquilosada com a forma estúpida e irresponsável como o aparelho financeiro mundial a gere, definha. Talvez castigada, pela ordem natural das coisas, a economia andará a vaguear não sei quantos anos, no deserto...

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