Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
sábado, junho 13, 2009
Dia Mundial do Trabalho Infantil
terça-feira, julho 01, 2008
O Trabalhador satisfeito
O nosso Engenheiro anda muito ocupado a fazer reuniões de militantes do PS para mostrar como estão satisfeitos os trabalhadores deste país com a nova lei laboral. Como o quero ajudar aqui fica uma imagem de um trabalhador satisfeitíssimo depois de ter trabalhado as 12 horas diárias que o novo código permite.
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping
quarta-feira, junho 11, 2008
65 Horas de Trabalho Semanal...Porreiro pá
A Comissão Europeia já saudou o acordo político. “Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais uma vez, que a flexigurança pode ser posta em prática” »
Porreiro pá. Para quem tinha duvidas que esta Europa é dirigida por sabujos ao serviço dos tenebrosos Bilderberg espero que isto os ajude a pensarem no assunto. Quando o desemprego aumenta, quando a precariedade se está a transformar em regra, quando os direitos nos são retirados uma a um, quando aumenta a vigilância e a actividade policial em redor dos interesses dos poderosos, quando a pobreza aumenta assim como o fosso para os mais ricos, quando nos impõem um Tratado Europeu que coloca o poder e as decisões em mãos de quem nem é eleito, mas nomeado por gente que nem conhecemos, quando o estado social está a ser destruídos, que mais falta dizer. Que vão fechar os nossos filhos, logo desde pequenos, durante 11 horas nas novas super escolas, vigiadas, muradas, gradeadas e onde lhes vão ensinar a obediência, a subserviência para se tornarem em mão de obra barata, enquanto os pais são obrigados a um trabalho cada vez mais escravo e mal pago? Que mais falta dizer quando somos confrontados com esta realidade a ser construída debaixo dos nossos pés para percebermos que temos de fazer alguma coisa? Que temos de reagir, que temos de os travar já. O nosso futuro está a ser construído hoje por gente que não presta e se nada fizermos é nesse futuro que iremos viver. Se estão a contar com aqueles que elegeram para os travar não se esqueçam que, perante este amanhã, eles sorriem e dizem: - Porreiro pá.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
sexta-feira, maio 02, 2008
A mentira da competitividade
Não há festança onde não vá a dona Constança assim como não há governo que não queira mudar a lei laboral. Não sei porque vai a dona Constança à festança, mas entendo perfeitamente porque querem os governos mudar a lei laboral. Todos os governos dos últimos anos fazem parte de uma ideologia liberal e que se apoia, ideologicamente e economicamente no patronato. Todas as alterações à lei têm sido feitas com a perda de direitos de quem trabalha e para servir as ambições dos patrões. Invariavelmente cria-se um conflito entre os sindicatos, representando os trabalhadores e o governo, os patrões. Todas as alterações são sempre baseadas em conceitos como a “produtividade” ou “competitividade”, conceitos em que cabem todas as alterações que desejem fazer. É evidente que cada direito, cada regra são consideradas como constrangimentos a esses dois conceitos e por isso necessários de acabar ou alterar. A possibilidade de despedir, não haver limites horários, não haver nem direitos nem regras serão sempre mais valias para quem manda, mas torna quem obedece indefeso aos abusos.
Até à invenção de cada nova lei, tudo funciona, as grandes empresas, aquelas que mais lutam por essa nova lei, aumentam os lucros todos os anos, mas querem mais e mais. Agora é a “competitividade” que vale, a necessidade de flexibilizar para combater a concorrência das empresas Indianas e Chinesas. Mas não estaremos a ver todo este problema na perspectiva errada? Não deveriam os governos defender a população, os cidadãos deste país, os que trabalham e não aqueles que só pretendem aumentar os seus lucros? Não deveríamos não aceitar a concorrência daqueles que não respeitam os seus trabalhadores e os seus cidadãos? Como aceitamos jogar um jogo sem regras se não aceitarmos sujeitar o nosso povo a essa mesma falta de regras? Devemos baixar ainda mais os nossos salários e o nosso nível de vida para ficarmos equiparados a eles? Deveríamos aceitar a existência de trabalho infantil? Deveríamos legalizar o uso do chicote? Até onde se pretende ir na “flexibilização” da nossa lei laboral? Agora um pouco, daqui a quatro anos mais um pouco e mais e mais e mais. Até quando? Quando considerarão eles que a lei laboral é suficientemente competitiva? Quando não houver nenhuma? Será que só nos deveremos revoltar no dia em que o nosso patrão nos mandar limpar-lhe as botas? Ou deverá ser já hoje, enquanto ainda há quem pode falar, ainda há quem possa lutar. O que está mal não são os direitos de quem trabalha, o poder ter alguma dignidade, o que está mal é o sistema que diz só poder funcionar se esses direitos e essa dignidade não existirem. Um sistema que não sirva os interesses de quem trabalha, de quem vive neste país não nos serve para nada, pelo que mudar a lei nada resolve. Mude-se o sistema que deixa de ser necessário mudar a lei.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
sábado, março 01, 2008
O papá marioneta
in "RTP"
Oh Albino, sou pai e não concordo nada contigo. Se a escola pública não for defendida, se a educação de qualidade não for uma realidade, se as escolas não estiverem providas de bons professores motivados para o ensino, não há boa educação para os nossos filhos. Não entendo como vens dizer que são os professores que têm de parar a sua luta quando vemos a Sinistra Ministra a destruir o futuro de uma escola de qualidade, quando vemos a escola ser transformada numa fábrica de mão de obra barata para servir as necessidades dos grande capital. E escola deve formar cidadãos livres e responsáveis e não máquinas programadas para a obediência e para o trabalho. Quando vemos as escolas transformadas em autenticas prisões, onde os nossos filhos são encerrados 11 horas por dia, onde perdemos toda a possibilidade de os educarmos, de transmitirmos amor, a cultura e as tradições familiares, é lógico que os pais nunca podem estar ao lado destas medidas. Quem tem de parar, a bem dos nossos filhos é o Ministério e não os professores. Estou cada vez mais farto de ver as marionetas criadas e sustentadas pelo poder falarem em nome em nome de quem não lhes deu esse direito.
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
domingo, fevereiro 24, 2008
A Educação e o futuro
A semana passada foi com algum horror que tomei conhecimento da intenção de alterar os horários dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, de forma a que passem a entrar na escola às 8.30h da manhã para saírem às 19.30h. São 11 horas de escola por dia o que dá uma coisa como 55 horas semanais de aulas.
Quando coloquei aqui um post sobre o assunto, pareceu mais importante discutir-se se a posição expressa pelo sindicato, (não sei qual deles), era aquela que os professores defendiam, do que as funestas consequências da medida governamental.
Durante esta semana coloquei esta questão a diversos colegas e amigos meus e a resposta mais frequente também teve pouco a ver com os nossos filhos e muito mais com a resolução dos seus problemas pessoais. Quase todos concordavam com a medida. Assim não têm de encontrar (e pagar) um OTL para colocar as crianças, estão melhor na escola do que na rua ou sozinhos
Está tudo errado e é grave que nós pais aceitemos isso pacificamente. A solução que nos oferecem para o problema é errada e perigosa. Temos de colocar as crianças como o eixo principal da solução e não a produtividade e a competitividade das empresas, como está a ser feito. Sei que o Clube de Bilderberg defende que seja o Estado a tratar da educação das crianças e a sua separação da instituição familira, mas isso não torna obrigatório que lhes façamos a vontade. Quem tem filhos em idade escolar deveria poder estar à porta da escola à hora da sua saída. A lei deveria dar-lhes esse direito e nós devíamos exigi-lo, afinal é dos nossos filhos e do seu futuro que estamos a falar.
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping







