Mostrar mensagens com a etiqueta escravatura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escravatura. Mostrar todas as mensagens

sábado, junho 13, 2009

Dia Mundial do Trabalho Infantil

Trabalho infantil

No Século XXI, numa época em que tanto se fala de direitos humanos três em cada quatro crianças são sujeitas è exploração laboral. São duzentos milhões de rapazes e raparigas que deviam estar a crescer e a estudar que são encafuados em fábricas ou em bordéis para dar lucro è globalização. Grandes empresas mundiais, coca-colas, Nikes, e muitas outras utilizam esta mão-de-obra barata para aumentarem os seus lucros. Nos países mais ricos são os trabalhadores que são atirados para o desemprego e para a miséria com as deslocalizações e a transferência do trabalho, onde ainda há alguns direitos laborais, para onde a escravatura é a palavra de ordem. Esta é a face da globalização capitalista, da liberalização dos mercados e da concorrência a todo o custo. Utiliza-se a miséria em alguns locais do mundo, criando-a onde ela não existia só para aumentar o lucro dos grandes senhores do mundo. Apregoa-se a competitividade sabendo-se que não há nenhuma possibilidade de existirem direitos e competir com o trabalho escravo e infantil. Basta ver os direitos que os trabalhadores dos países mais ricos têm vindo a perder em nome da produtividade. Ao aceitar participar neste jogo e nesta globalização estamos a defender este tipo de politicas de trabalho, sem direitos, sem regras e sem humanidade. Quem defende esta política não respeita os cidadãos, não respeita direitos, não respeita nada. São canibais que aceitam a miséria e a exploração em troca de lucro. Não possuem qualquer sentido da decência nem merecem qualquer respeito por parte de nenhum de nós. Que um raio os parta a todos.

terça-feira, julho 01, 2008

O Trabalhador satisfeito

Na linha de montagem

O nosso Engenheiro anda muito ocupado a fazer reuniões de militantes do PS para mostrar como estão satisfeitos os trabalhadores deste país com a nova lei laboral. Como o quero ajudar aqui fica uma imagem de um trabalhador satisfeitíssimo depois de ter trabalhado as 12 horas diárias que o novo código permite.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quarta-feira, junho 11, 2008

65 Horas de Trabalho Semanal...Porreiro pá

 “Porreiro pá

«Depois de quatro anos de negociações, os ministros europeus aprovaram hoje a Directiva do Tempo de Trabalho, chegando a acordo sobre a possibilidade de prolongar a semana de trabalho das actuais 48 horas até às 65 horas.
A Comissão Europeia já saudou o acordo político. “Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais uma vez, que a flexigurança pode ser posta em prática” »

Porreiro pá. Para quem tinha duvidas que esta Europa é dirigida por sabujos ao serviço dos tenebrosos Bilderberg espero que isto os ajude a pensarem no assunto. Quando o desemprego aumenta, quando a precariedade se está a transformar em regra, quando os direitos nos são retirados uma a um, quando aumenta a vigilância e a actividade policial em redor dos interesses dos poderosos, quando a pobreza aumenta assim como o fosso para os mais ricos, quando nos impõem um Tratado Europeu que coloca o poder e as decisões em mãos de quem nem é eleito, mas nomeado por gente que nem conhecemos, quando o estado social está a ser destruídos, que mais falta dizer. Que vão fechar os nossos filhos, logo desde pequenos, durante 11 horas nas novas super escolas, vigiadas, muradas, gradeadas e onde lhes vão ensinar a obediência, a subserviência para se tornarem em mão de obra barata, enquanto os pais são obrigados a um trabalho cada vez mais escravo e mal pago? Que mais falta dizer quando somos confrontados com esta realidade a ser construída debaixo dos nossos pés para percebermos que temos de fazer alguma coisa? Que temos de reagir, que temos de os travar já. O nosso futuro está a ser construído hoje por gente que não presta e se nada fizermos é nesse futuro que iremos viver. Se estão a contar com aqueles que elegeram para os travar não se esqueçam que, perante este amanhã, eles sorriem e dizem: - Porreiro pá.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sexta-feira, maio 02, 2008

A mentira da competitividade

O engraixador

Adaptado do quadro "The Policeman's daughter" dePaula Rego


Não há festança onde não vá a dona Constança assim como não há governo que não queira mudar a lei laboral. Não sei porque vai a dona Constança à festança, mas entendo perfeitamente porque querem os governos mudar a lei laboral. Todos os governos dos últimos anos fazem parte de uma ideologia liberal e que se apoia, ideologicamente e economicamente no patronato. Todas as alterações à lei têm sido feitas com a perda de direitos de quem trabalha e para servir as ambições dos patrões. Invariavelmente cria-se um conflito entre os sindicatos, representando os trabalhadores e o governo, os patrões. Todas as alterações são sempre baseadas em conceitos como a “produtividade” ou “competitividade”, conceitos em que cabem todas as alterações que desejem fazer. É evidente que cada direito, cada regra são consideradas como constrangimentos a esses dois conceitos e por isso necessários de acabar ou alterar. A possibilidade de despedir, não haver limites horários, não haver nem direitos nem regras serão sempre mais valias para quem manda, mas torna quem obedece indefeso aos abusos.
Até à invenção de cada nova lei, tudo funciona, as grandes empresas, aquelas que mais lutam por essa nova lei, aumentam os lucros todos os anos, mas querem mais e mais. Agora é a “competitividade” que vale, a necessidade de flexibilizar para combater a concorrência das empresas Indianas e Chinesas. Mas não estaremos a ver todo este problema na perspectiva errada? Não deveriam os governos defender a população, os cidadãos deste país, os que trabalham e não aqueles que só pretendem aumentar os seus lucros? Não deveríamos não aceitar a concorrência daqueles que não respeitam os seus trabalhadores e os seus cidadãos? Como aceitamos jogar um jogo sem regras se não aceitarmos sujeitar o nosso povo a essa mesma falta de regras? Devemos baixar ainda mais os nossos salários e o nosso nível de vida para ficarmos equiparados a eles? Deveríamos aceitar a existência de trabalho infantil? Deveríamos legalizar o uso do chicote? Até onde se pretende ir na “flexibilização” da nossa lei laboral? Agora um pouco, daqui a quatro anos mais um pouco e mais e mais e mais. Até quando? Quando considerarão eles que a lei laboral é suficientemente competitiva? Quando não houver nenhuma? Será que só nos deveremos revoltar no dia em que o nosso patrão nos mandar limpar-lhe as botas? Ou deverá ser já hoje, enquanto ainda há quem pode falar, ainda há quem possa lutar. O que está mal não são os direitos de quem trabalha, o poder ter alguma dignidade, o que está mal é o sistema que diz só poder funcionar se esses direitos e essa dignidade não existirem. Um sistema que não sirva os interesses de quem trabalha, de quem vive neste país não nos serve para nada, pelo que mudar a lei nada resolve. Mude-se o sistema que deixa de ser necessário mudar a lei.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

sábado, março 01, 2008

O papá marioneta

Albino Almeida

Para Albino Almeida, a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) não concorda com o tom da contestação ao Ministério da Educação. Reunidas este sábado em Gondomar, as associações de pais deixaram uma mensagem aos docentes que têm saído às ruas para contestar as políticas do Governo para o sector: “A única coisa que dizemos é que este processo tem que parar, por vamos entrar num período decisivo dos nossos alunos. Apelamos aos senhores professores para que, como sempre, possam pôr os interesses dos alunos acima dos seus próprios interesses de classe”.
in "RTP"


Oh Albino, sou pai e não concordo nada contigo. Se a escola pública não for defendida, se a educação de qualidade não for uma realidade, se as escolas não estiverem providas de bons professores motivados para o ensino, não há boa educação para os nossos filhos. Não entendo como vens dizer que são os professores que têm de parar a sua luta quando vemos a Sinistra Ministra a destruir o futuro de uma escola de qualidade, quando vemos a escola ser transformada numa fábrica de mão de obra barata para servir as necessidades dos grande capital. E escola deve formar cidadãos livres e responsáveis e não máquinas programadas para a obediência e para o trabalho. Quando vemos as escolas transformadas em autenticas prisões, onde os nossos filhos são encerrados 11 horas por dia, onde perdemos toda a possibilidade de os educarmos, de transmitirmos amor, a cultura e as tradições familiares, é lógico que os pais nunca podem estar ao lado destas medidas. Quem tem de parar, a bem dos nossos filhos é o Ministério e não os professores. Estou cada vez mais farto de ver as marionetas criadas e sustentadas pelo poder falarem em nome em nome de quem não lhes deu esse direito.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

domingo, fevereiro 24, 2008

A Educação e o futuro

A admirável nova educação

A semana passada foi com algum horror que tomei conhecimento da intenção de alterar os horários dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, de forma a que passem a entrar na escola às 8.30h da manhã para saírem às 19.30h. São 11 horas de escola por dia o que dá uma coisa como 55 horas semanais de aulas.
Quando coloquei aqui um post sobre o assunto, pareceu mais importante discutir-se se a posição expressa pelo sindicato, (não sei qual deles), era aquela que os professores defendiam, do que as funestas consequências da medida governamental.
Durante esta semana coloquei esta questão a diversos colegas e amigos meus e a resposta mais frequente também teve pouco a ver com os nossos filhos e muito mais com a resolução dos seus problemas pessoais. Quase todos concordavam com a medida. Assim não têm de encontrar (e pagar) um OTL para colocar as crianças, estão melhor na escola do que na rua ou sozinhos em casa. Verdades, é certo, mas talvez seja olhar para o problema pelo lado errado. Primeiro porque é uma falsa solução, pois com a nova legislação laboral que para aí vem, nada nos garante que o patrão não nos faça ficar a trabalhar até às horas que ele desejar, mas a principal razão tem de ser as crianças, os nossos filhos. Eles são o mais importante mas parece que são esquecidos neste assunto. Não sou psicólogo, médico, pedagogo, professor nem engenheiro de nada, mas consigo entender que fechar crianças num local durante 11 horas, com regras, disciplina, vigiados por seguranças e câmaras de televisão, sem espaço para fazer aquilo que é natural na sua idade, brincar, correr, serem crianças, não é bom para um desenvolvimento saudável. Que tipo de homens, estaremos a criar com este tipo de educação? Como podemos nós pais aceitar, por falta de tempo, retirar-nos da educação dos nossos filhos? Quando poderemos conversar com os nossos filhos, transmitir-lhes os nossos valores, os princípios de vida, a nossa cultura, a história da família e a sua vivência? Não é isso fundamental no desenvolvimento saudável de uma criança? Admiram-se depois que quando crescem não tenham quaisquer laços familiares fortes e acabem a despejar os seus “velhos” num qualquer asilo.
Está tudo errado e é grave que nós pais aceitemos isso pacificamente. A solução que nos oferecem para o problema é errada e perigosa. Temos de colocar as crianças como o eixo principal da solução e não a produtividade e a competitividade das empresas, como está a ser feito. Sei que o Clube de Bilderberg defende que seja o Estado a tratar da educação das crianças e a sua separação da instituição familira, mas isso não torna obrigatório que lhes façamos a vontade. Quem tem filhos em idade escolar deveria poder estar à porta da escola à hora da sua saída. A lei deveria dar-lhes esse direito e nós devíamos exigi-lo, afinal é dos nossos filhos e do seu futuro que estamos a falar.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Powered By Blogger