quarta-feira, abril 26, 2006

Eu não sou parvo!

Correm boatos de que Santana Lopes, pela mão de António Mexia, assumirá o cargo de assessor jurídico da EDP.

Se isso acontecer, mais uma vez se provará que pertencemos a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada. Um país onde o compadrio é promovido como virtude e a pobreza como um destino.

Enquanto nos pedem rigor e austeridade, assistimos a esta chico-espertice congénita, esta desonestidade, que cresce e evolui em escândalo.

É este oportunismo autóctone que é um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento.

Jorge Matos
.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

7 comentários:

  1. As empresas sob regulação do estado comportam-se como albergue de inúteis. Querem reformar o estado com estes exemplos? Reformar a Segurança Social com o exemplo acumulatório de pensões de Cavaco ?

    Os liberais da nossa praça, criticam o estado mas não despegam.

    No mercado do trabalho, ausente de compadrios, para que serviriam Santana ou até mesmo Mexia? Nem os amigalhaços da privada os sustentam. Sanguessugam quanto podem à sombra do estado.
    A malta que pague. E para pagar estes ofícios indecorosos tem que perder regalias.
    VERTIGO

    ResponderEliminar
  2. Quem não se lembra do PM à procura do astral de Portugal.

    Em sociedade com a Maya tem sobrevivido do consultório de empresários.
    Há cada vez mais empresários portugueses que recorrem aos astros para investir, negociar, contratar colaboradores ou delinear estratégias de marketing.

    Uma procura tão forte que, inclusive, levou a mediática taróloga Maya a criar um acesso privado ao seu gabinete e a contratar uma assistente especializada em Economia e Finanças: «neste momento as consultas empresariais são superiores às pessoais», confessa, avança o «JN Negócios».

    Em parte, diz, porque também «têm uma vigência mais curta, já que o empresário faz vários investimentos ao longo do ano».

    São sobretudo os homens de negócios que procuram o auxílio astral de Maya. A maior parte, garante, tem um «nível sociocultural muito elevado e importantes relações internacionais.

    Os pedidos dos empresários giram sempre em torno dos mesmos aspectos. Das cartas de Maya pretendem obter resposta para «o momento mais indicado para investir, se haverá retorno, que perfis deverão ter os colaboradores».

    Cada sessão, «sigilosa», custa 100 euros mas a informação que presta aos clientes, comenta Maya, «não tem preço».

    Santana cansou-se de salvar o país. A Maya ainda não. Santana optou pelo porto, sempre seguro, dos auspícios do estado regulador.
    Também rende e não tem de acertar em nada !
    VERTIGO

    ResponderEliminar
  3. nem quero acreditar! (embora devesse!!!)

    se isto fôr verdade...

    não!

    não pode ser!

    ResponderEliminar
  4. sabes que se clicares sobre a imagem do teu blog (no banner de topo) devia surgir a homepage do blog, mas que dá erro e tenta ir ao:

    http://www.wehavekaosinyhegarden.blogspot.com/

    que não existe?

    ResponderEliminar
  5. a ser verdade, confirma-se que o rectângulo está totalmente nas mãos de canalha!

    ResponderEliminar
  6. Parvo ele é. Digamos que um parvo oportunista.

    ResponderEliminar
  7. E o pior é que o mundo é cada vez mais dos oportunistas. Já repararam que não há gajos decentes no poder? Falta-lhes o oportunismo!

    ResponderEliminar

Ocorreu um erro neste dispositivo