segunda-feira, dezembro 22, 2008

O Pantano da avaliação

Bruxa do Pantano

De simplex em simplex, lá vai a Sinistra Ministra impondo esta avaliação aos professores. Depois de moribunda, de ser salva pelo Memorando de entendimento, de voltar quase a cair quando cento e vinte mil professores desfilaram em Lisboa e quase toda uma carreira fazer greve, mostrando estar motivados para a luta, não se entende porque nada acontece. Mandando o seu vampiro de serviço, o Pedreira, para fazer a desinformação e a propaganda na comunicação social, (a Sinistra e o Valter Lemos já estão queimados demais), vemos o Sindicato a falar enquanto desmarca greves e parece não saber o que fazer. Não estará na hora de os professores se reunirem nas suas escolas e tomarem a luta nas suas mãos? Vão ficar à espera que se vence esta gente com manifestações e greves feitas de vez em quando? Não estará na hora de exigir mais?

53 comentários:

  1. Excelente imagem.

    Por regra, os portugueses esperam que alguém tome os seus assuntos em mãos e os resolvam por si. E depois queixam-se do estado a que as coisas chegam.

    ResponderEliminar
  2. Ouve lá ó puto imbecil...queres que os professores tomem a luta nas suas mãos ?? ahahah e depois somam mais um desastre igual aquele que tu patrocinaste aquando da segunda manifestação dos movimentos de professores não é ??

    ResponderEliminar
  3. A verdade é que a maior parte da malta já se fartou do Mario Nogueira.

    ResponderEliminar
  4. Não sei se já percebera que os portugueses estão fartos de tanto mau exemplo dos professores e da imagem que transmitem para a sociedade.
    A falta de respeito pelos seus superiores vai ter consequências fantásticas na forma como alunos e pais vão passar a relacionar-se com os professores. Depois queixem-se!
    E peçam ajuda ao Ministério que vos deram umas lapadas...
    Vai ser bonito! Vale a pena esperar!
    MFerrer

    ResponderEliminar
  5. contestatária22/12/08 16:27

    Sempre houve, e continuará a haver, oportunistas. Este governo está infestado deles.
    Como é possível haver gente que se vende por tão pouco?!
    Em nome de uns cargos que não acrescentam nada a quem os desempenha (se são crápulas e medíocres continuarão a sê-lo "ad eternum"), põem em causa o futuro (já de si periclitante) do país.
    Alguém, que esteja em seu perfeito juízo e que tenha dois dedos de testa, acredita que esta chafurdice que é feita no ME tem como finalidade um maior desenvolvimento do país? Como é que milhares de certificados passados a semi-analfabetos vão melhorar a qualificação da mão-de-obra? Que vantagens terão estes pobres coitados, certificados em meia dúzia de meses, relativamente a outros que têm formação especializada, para poderem competir a nível global? E, a nível interno, o que é que aprendem para se tornarem mais produtivos? Contudo, milhões e milhões de Euros que chegam da UE, através do QREN, são esbanjados e, possivelmente, arrecadados numas certas contas.
    Portugal pagará muito caro esta política do facilitismo, do laxismo e do faz-de-conta.
    Através de uma política demagógica e inconsequente tentam fazer aumentar o IDH para camuflar a descida do nível de vida dos portugueses.
    Pessoas sem escrúpulos que não olham a meios para atingir os SEUS fins! Quando o povo abrir os olhos, pelas dores de barriga que a fome acarreta, será muito tarde.

    ResponderEliminar
  6. MFerrer:
    Colocar a Policia nas escolas a bater nos professores, aluos e pais resoveria o teu problema. Teria é de haver mais policias para colocar as fábricas, as empresas e nas ruas a reprimir quem ão concorde com as politicas do governo. Talvez fazer viver de novo a Pide seja uma solução que agrade a muitos, mas eu que já vivi esses tempos ão os quero de volta. Quem acredita na justiça e na luta pelos seus direitos não pode aceitar esse discurso. O respeito ão se impõe, ganha-se

    ResponderEliminar
  7. O povo quer-se ignorante e submisso para "escorregarem" melhor as medidas políticas impostas pelos bilderberg...logo...os professores e as escolas serão um alvo a abater...

    ResponderEliminar
  8. E a imagem (a julgar pela sandocha de morcego) deve ser uma caricatura do Ozzy Osbourne...personagem beeem menos sinistra que a milu...

    ResponderEliminar
  9. Esta questão de avaliação já chateia. Mas começo a achar que o Governo arranjou aqui um bom assunto para desviar as pessoas de todas as outras asneiras que tem vindo a cometer. Ainda assim o problema da avaliação parece-me a mim ser um problema pessoal do Sr José Sócrates, que depois de ter contornado os exames do seu curso de todas as formas, depois de ter feito testes por correspondência quer agora redimir-se e no fundo expiar os pecados que ele mesmo cometeu. Talvez ele pensa que todos os professores sejam iguais àqueles corruptos que o fizeram tirar o curso. Faz lembrar aquelas pessoas que toda a vida destruiram vidas, e no leito da morte, eles que nem sequer eram crentes apelam à divindade.

    ResponderEliminar
  10. Como dizia o Homer Simpson... Boring!!!

    Já chateia discutir um assunto para o qual ninguém, nem mesmo os mais interessados, apresenta uma única proposta, a não ser a estaca zero. É uma conversa estafada, esta, pois de estacas zero todos nós andamos fartos há já tempo demais.

    Já fizeram manifestações, já se indignaram, já boicotaram. Acho muito bem, estão a lutar pelos seus direitos. Agora, é altura de sentar o rabo e pensar no que realmente querem e transmiti-lo a quem de direito. Sem isso, soa tudo a birra. Sem isso, soa tudo a manter estatuto privilegiado. Ainda que não seja essa a verdade.

    Ontem, uma sondagem anunciava que 75% dos professores mudava de profissão. Devem estar doidos! Ou pensam que são os problemas que estão a atravessar os problemas de outras profissões? Ingressem no privado e sujeitem-se a todas as regras do mercado de trabalho e não se arrependerão. Farão manifestações todos os meses para o resto da vossa vida. É que isto cá fora está tão mau, que já ninguém perde um segundo com a vossa luta, já ninguém pode dispensar um segundo da sua vida para prestar atenção à vida do lado. E é pena que nunca se tenham dado conta disso.

    ResponderEliminar
  11. Adorei a imagem...Ela está mesmo intragável...

    Para os comentadores que não percebem nada do que se passa nas escolas, mas que continuam a dar palpite, só tenho um "adjectivo": "Pimenta no cu dos outros é refresco..."

    ResponderEliminar
  12. Boas Festas e Bom Ano de 2009!

    ResponderEliminar
  13. Ó mugabe, o problema deste país não são os professores que se manifestam contra a destruição da escola pública, mas antes, este governo da treta e todos os outros que o antecederam.
    Esta máfia, chula descaradamente os mais pobres para entregar de mão beijada aos poderosos (versão socretina do robim dos bosques).
    Esta gaijada já perdeu à muito o respeito por quem os elegeu, e agora, até perderam o medo. Nestas circunstâncias uma solução se impõe, criar um contra poder que ponha ordem nesta merda. Umas bombocas a preceito, colocadas estrategicamente, em locais, onde a coisa faz doer e teriamos todos os armanis deste país, de cúzinho apertado a falar fininho. Então sim, a política ficaria para gente séria e não para arrivistas de meia tigela, que tem como único objectivo, sacar aquilo que não é deles, através de negociatas manhosas.

    ResponderEliminar
  14. kaos
    o que mais interressa é : onde houver contestação junta-te a ela!
    ferrer
    ides ver onde isto vai parar...ides...podes crer que ides!
    nós só esperamos que haja, um só exagero policial...repito,1 só...e depois...caos!!!
    olha e se te cruzares comigo,afasta-te.
    abraço do vale

    ResponderEliminar
  15. 'A falta de respeito aos superiores',m ferrer é ao cavaco que tem um dos conselheiros mafiosos,para não falar do alberto joão j.,superiopresos quadros dirigentes dos bancos,uma cambada de vigaristas da pior espécie.Aos generais q são outros q tais, etc.Essa porcaria de discurso(?) pareceuma conversa de analfabetos e não tenho paciencia para salazaristas.Olha,e os superiores da Casa Pia?Vai-ta...

    ResponderEliminar
  16. Porque é q os profs não fazemuma greve de uma semana inteirinha?Ah!ópois não tem dinheiro para desbaratar nos centros comerciais.I got it!

    ResponderEliminar
  17. Kaos,
    "De simplex em simplex, lá vai a Sinistra Ministra impondo esta avaliação aos professores."
    Verdade!
    Não entregar os objectivos individuais e a outra ficha que nos foi enviada pelo C.E. deve ser a nossa resposta.
    :)

    ResponderEliminar
  18. Um Bom Natal para ti! :))
    Bjinhos

    ResponderEliminar
  19. Essa imagem da pimenta foi engraçada! É mais ou menos como aqueles que nada apresentam para negociar uma solução para um problema menor.

    Pimenta no cu das centenas de milhar de desempregados deste país deve saber muito bem ao amigo anónimo!

    Acordem! Acham que, num país onde o caos social se vai instalando, alguém tem paciência para problemas destes? Coisinhas? Podem ser muito importantes para os professores, não duvido e apoio! Mas com o desespero de uns em arranjar emprego e de outros em não o perder, pensam que têm o povo do vosso lado? Pensam que eles não sabem quanto levam de reforma? Pensam que desconhecem os salários? Acham que conseguem comparar o vosso problema aos deles, que, muitas vezes, não têm o que comer no fim do mês?

    ResponderEliminar
  20. A segunda manifestação foi um fracasso deixa-me rir....OHOHOOOHHOOOHHOOHOO
    Os sindicatos têm de convocar uma greve por tempo indeterminado muito simples!

    ResponderEliminar
  21. Infelizmente, o meu espírito e as minhas vértebras já reclamam descanso e não estou para dar uma de Joana d'Arc... sorry

    Http://Anitanosupermercado.vox.com

    ResponderEliminar
  22. O mais grave é que uma prof da escola bairro padre cruz -por acaso - delegada sindical ...furou a greve hehehe diz ela que nao sabia, que nao sabia
    se nao acreditam investiguem e vejam se nao é verdade
    VERGONHA - devia ser denuciada

    ResponderEliminar
  23. Desempregado22/12/08 22:48

    É um regalo ler as opiniões aqui expressas pelo Cirrus. Se todos fossem assim, tão inteligentes, talvez o País tivesse outro nível de desenvolvimento.

    Infelizmente para o nosso País o mesmo está entregue a todos os níveis, nos lugares de chefias, a incompetentes. O País está a endividar-se como nunca se viu, estando o mesmo à beira da falência. Agora os nossos governantes já não falam do tal monstro que tanto inquietava um dos nossos ex-primeiro-ministro.

    Não admira quem está no poder não tem tempo para reflectir sobre isso. Depois do 25 de Abril nunca mais houve ensino com qualidade. Os nossos “doutourados” nem precisavam de fazer exames para provar os seus conhecimentos. Passava tudo administrativamente o resultado está à vista. Muitos nem ler e interpretar um texto sabem. É a iliteracia no seu melhor estilo.

    E o regabofe continua, com as novas oportunidade e com o ensino de qualidade que está a ser administrado nas nossas escolas. Mas cada há mais doutores e engenheiros que não servem para nada a não ser para aumentar a lista dos desempregados como eu.

    ResponderEliminar
  24. e aquela anedota de uma professora da escola da beata do grupo dos 13 que vai diariamente buscar os alunos ciganos a Alcantara para os transportar para a escola de vialonga?? (faz o transporte nos 2 sentidos) VERGONHA

    CHIBEM ESTA

    Se nao acreditam investiguem

    estes comportamentos revelam bem a cultura da subserviencia DENUCIEM! Passem a palavra

    ResponderEliminar
  25. Meu caro Desempregado,

    Não tenho pretensões quanto a ser considerado inteligente ou não. Manifestei a minha opinião, e quem concordar, concorda, quem não concordar, paciência e pode rebater à vontade.

    Apenas estou cansado de uma questão que já deu mais que falar do que problemas bem mais sérios deste país, para gáudio daqueles que julgam que o mesmo se pode dirigir para a preponderância de classes. Custa perceber que somos uma equipa de 10 milhões, e que temos de remar todos para o mesmo lado para levar o barco para qualquer lado? O timoneiro não presta? Deita-se boda fora! Desde quando o trabalho de alguns pode ser considerado mais importante do que o de tantos outros? Que democracia é esta, em que apenas os direitos de alguns têm de ser acautelados, enquanto o grosso do povo não tem quem o defenda? Todos temos direito ao trabalho, pelo menos isso. Alguns vêm que podem ter mais direitos, tudo bem, aceito. O que não posso aceitar é que aqueles que tão desesperadamente lutam pela sobrevivência todos os meses tenham de levar invariavelmente com os problemas daqueles que (ainda) não têm problemas para comer!
    Para mim, o meu trabalho é o mais importante do Mundo! Porquê? Porque me dá de comer. E é bom que o faça bem, tanto para me sentir bem, como para não ser despedido.

    ResponderEliminar
  26. contestatária23/12/08 00:49

    Cirrus, deve convir que se para si o seu trabalho é o mais importante do Mundo, os outros possam pensar o mesmo e, no caso dos professores, é bom que tenham consciência da importância do trabalho deles, pois, provavelmente, se não fosse o trabalho dos professores o senhor não teria esse trabalho e, quiçá, fosse simplesmente analfabeto.
    O grande problema da Educação foi abordado pelo Desempregado: deve-se ao facilitismo impingido por n políticas educativas que descambou numa grande oferta de licenciados sem que tenha havido o mesmo aumento da procura. Isto, em termos económicos, faz descer o preço, logo, o valor do trabalho dos licenciados tem propensão para atingir valores mínimos (o elevado número de licenciados no desemprego faz-nos recordar o exército de reserva de que falava Marx).
    Agora, vir um governo dar uma machadada ainda maior na qualidade do ensino e impor o facilitismo que tenta mascarar com uma avaliação dos professores (no contexto, os excelentes seriam, provavelmente, os medíocres) só pode causar muita revolta a quem tem sentido crítico e sentimentos de solidariedade para com os licenciados desempregados (ou subempregados) e não perspectiva uma melhoria da qualidade de vida para as pessoas que, pelo seu esforço, lutaram (e lutam) para isso.
    Só quem sofre directamente essas consequências poderá falar dos sentimentos de frustração e revolta ao ver goradas tantas expectativas legitimamente criadas.
    Todos nós deveríamos exigir um ensino público de qualidade e lutar contra o facto do governo querer atribuir à Escola o papel de principal agente na reprodução social, ao invés de ser um factor de mobilidade social.

    ResponderEliminar
  27. Minha cara Contestatária

    Foi com agrado que li o seu post. Nunca por nunca quis pôr em causa a legitimidade da sua luta, apenas chamo a atenção para a falta de propostas da parte dos professores, e, por outro lado, para a desmesurada importância que se já deu a este assunto. Bem disse que seria importante para vocês, sem dúvida, mas não esperem que as pessoas normais, que ganham ordenado mínimo e nunca sequer tiveram quaisquer expectativas para gorar em qualquer altura das suas vidas os compreendam, pois isso não vai acontecer. E se falarmos de desempregados (por exemplo, todos os professores que não foram colocados - também são professores, não?) - então a coisa fica bem mais feia.

    Por outro lado, que bem lhe fica mais uma pontada de corporativismo, pois todos seríamos analfabetos sem professores! Evidentemente, minha cara! Tal como estaríamos todos a morar em cabanas sem trolhas, iríamos para o emprego em burros sem motoristas de autocarro, e mesmo a pé, sem criadores de burros, estaríamos todos doentes sem médicos, não teríamos estes computadores em que estamos a martelar sem engenheiros, não teríamos estradas sem manobradores, não teríamos o que comer sem pescadores, pastores e agricultores, não teríamos azeite sem azeiteiros e provavelmente espalharíamos muitas doenças depois de morrer sem cangalheiros.
    Sabe porquê? Porque cada um tem a sua função na sociedade, e nenhuma deve ser considerada mais importante do que qualquer outra. A sua insinuação só revelaria a prepotência de quem se julga mais importante que os outros, não fosse eu quem sou e saber que a minha amiga não é prepotente.
    Como dizia o meu avô, cada macaco no seu galho, mas a árvore é feita de todos os galhos. Destacar um é como dizer que o seu braço direito é mais importante que a perna esquerda.

    Pense assim: sem alunos, provavelmente estaria no desemprego e, em última análise, sem escolas, também a minha amiga seria analfabeta.

    E lembre-se de uma outra coisa: até os analfabetos têm o direito de ser cidadãos, e não são, nem por sombras, menos importantes que a minha amiga ou eu.

    Não sei até que ponto se pode dizer que há excesso de licenciados. De facto, Portugal continua nos últimos lugares em número de licenciados da UE. Tudo tem explicações, e, neste caso, temos um patronato cego como uma toupeira. Mas isso é já uma outra conversa...

    Mas quero relembrar-lhe, já que mencionou o meu possível analfabetismo, que nem todos os professores que tive foram bons. Alguns, tal como alguns profissionais de outras áreas, eram francamente maus. Esses, pelos números, também foram à manifestação. Agradou-lhe saber que também muita gente incompetente se atrevia a gritar as mesmas palavras de ordem que você? Porque não identificá-los, de uma vez por todas?

    ResponderEliminar
  28. contestatária23/12/08 02:21

    Meu caro Cirrus,

    E quem lhe disse que sou professora? Contudo, se não houvesse professores, não haveria, também, economistas.
    E, como já escrevi noutro comentário, reconheço a importância de todos e de cada um para a existência de uma sociedade verdadeiramente desenvolvida e, perdoe a minha insistência, não podemos pretender tal coisa se não houver investimento numa Educação de qualidade e se esta não apostar, tal como está consignado na CRP, numa autêntica IGUALDADE DE OPORTUNIDADES. Por certo, tal como eu, não defende que as escolas de excelência (privadas) passem a ser frequentadas pelos meninos da classe dominante, enquanto os meninos da classe dominada (sem poder de compra) tenham de se sujeitar à escola pública (de má qualidade).

    ResponderEliminar
  29. Não, minha cara, não pretendo tal coisa. Pretendo, isso sim, igualdade para todos. Todos significa cada um de nós. Considerar a função de professor como importante é essencial, considerá-la como mais importante que todas as outras que fazem funcionar a sociedade não só é pretensioso, como criminoso, levando à separação de classes que tanto se esforça, como diz, por combater.
    Isto porque, no dia em que este país admitir que a função de professor ou qualquer outra é mais importante que a do simples pedreiro, então é bom arrumarmos as malas e mudar de poiso. Isso não é viver em sociedade, é viver em sociedades privadas, ou lobbies, que tem sido o que este país tem mais visto nos últimos tempos. Se afina pelo diapasão do sectarismo, ou corporativismo feroz, então não conte comigo para as suas lutas. Se, pelo contrário, como espero, assumir uma posição construtiva de espírito de equipa, então tem aqui um colega de cruzada.

    De facto, não sei se é professora ou não, e, francamente, pouco me interessa, pois isso não diminui em nada a estima que tenho pelos seus comentários e pela convivência que temos cultivado neste blogue. Não é relevante. Já assumi a minha profissão há muito tempo, nunca tive medo de a assumir, e, mais uma vez, assumo, sou engenheiro. Mas daí até tirarmos qualquer conclusão acerca das capacidades de cada um para comentar, vai uma grande diferença.

    Como disse anteriormente, não afirmo nem tenciono afirmar, que a luta dos professores é despropositada ou injusta. Apenas afirmo que, como classe profissional consciente do país onde vive, e como socialmente responsável, há muito que os professores deviam ter tomado em mãos a tarefa de se juntar aos inúmeros protestos sociais que há muito se fizeram, aquando da aprovação das leis que reformularam as carreiras na FP. Tal não sucedeu, não sei se por falta de atenção, se por falta de convicção, ou se por convicção de que a lei nunca lhes chegaria. O que não deixa de ser estranho, pois ou consideraram que estariam a salvo num cantinho escondido, ou estariam acima da lei. Preocupante, se tal for o caso, porque voltamos à vaca fria da segregação social, das classes dominantes sobre as outras menos afortunadas, o que não faria dos professores (falo hipoteticamente) melhores que alguns tachistas bem conhecidos da nossa praça.

    Falou em Igualdade de Oportunidades. Tudo indica que tal não se aplicará aos professores, pois o resto da Função Pública não terá a oportunidade de ver suspensa a sua avaliação, nem de não verem reformuladas as suas carreiras. E é por aqui, que lhe digo, que, se por um lado, a luta é justificada, por outro, todos os outros os olham como uma classe à parte dentro da FP, e mais ainda dentro de um país com tantos milhares de desempregados e desfavorecidos.

    Esquece-se frequentemente, nesta questão, o verdadeiro fulcro da questão, que é a defesa dos alunos, das crianças que os professores ensinam, cujas famílias têm vindo a ser vilipendiadas repetidamente e que, de facto, estão a deixar de ter condições para frequentar a escola. Quem luta por eles? Não deveriam, por consciência, os professores estar na linha da frente? Por que razão apenas decidiram lutar quando os seus direitos estão em causa? Ou pretende dizer-me que as escolas são os professores e os alunos só aparecem por acaso?

    Para sermos, como diz, uma sociedade de elevado nível, é essencial termos ensino de qualidade. Perfeitamente de acordo. Tal como temos de ter Saúde de qualidade, como transportes de qualidade, como indústria de qualidade e qualidade em todos os sectores da sociedade. E, já agora, professores de qualidade, mas também alunos de qualidade. Há bons e maus, medíocres e aceitáveis, em todas as profissões. Há distinção entre uns e outros nessas profissões. Menos nos professores.

    ResponderEliminar
  30. Ó cirrus, bates continuamente na tecla, dos professores serem uns nababos, com ordenados milionários! É notório que isso incomoda-te, mas não te esqueças que esmagadora maioria, andou a queimar as pestanas até aos vinte e tais anos, para ingressar numa profissão que os leva a percorrer o país inteiro, qual saltimbanco! Em trinta anos que levo de serviço, ainda tenho de percorrer diariamente 30Km, para poder trabalhar! Já imaginaste os custos que isso acarreta, ao longo de uma vida inteira!?
    A propósito será que também te indignas com a descarada roubalheira da classe política e dos vencimentos pornográficos dos gestores públicos, sem esquecer o nosso querido vitinho do banco de portugal!? Ou será que vais continuar a votar nos xuxas e por inerência no padrinho injinheireiro!?

    ResponderEliminar
  31. Só uma coisa...
    O Cirrus tem carro da empresa, ou anda de transportes públicos?...
    É que eu conheço uns quantos Engenheiros que tem umas quantas benesses, que não estão ao alcance do comum mortal...é que há professores que gastam 1/4 (!!!) do seu ordenado em combustível para ir trabalhar...

    ResponderEliminar
  32. 30km?!! ahahahah...só?...este ano faço eu todos os dias 160km (80+80 ida e volta)...coisa pouca...

    ResponderEliminar
  33. contestatária23/12/08 16:06

    Cirrus,
    Espero, sinceramente, fazer-me entender: não defendo os professores, mas a Educação. Continuo a pensar que a Educação é a pedra basilar de uma sociedade e, por isso, todo e qualquer cidadão deveria exigir uma Educação de elevada qualidade, como garante do desenvolvimento pessoal e colectivo.
    A igualdade de oportunidades está longe de se aplicar ao nível da educação; as condições socio-económicas de onde os jovens são oriundos têm um peso significativo no processo de aprendizagem que, mesmo quando é levado a bom termo, não origina igualdade de oportunidades para ingressar no mundo do trabalho.
    Numa sociedade em que se pretende ter escravos, por certo, não se defende uma Educação de senhores!
    Uma educação adequada, é condição necessária e indispensável para que se possa dar a emancipação, única via para atingir a liberdade que é um valor irrefragável da verdadeira condição humana e, para isso, os objectivos da educação deveriam ser alterados, deixar de preparar os homens para serem governados e começar a prepará-los para se governarem a si mesmos.

    ResponderEliminar
  34. Meu caro anónimo:

    Não lhe compete saber se tenho ou não carro da empresa, pois não é da sua conta, com toda a certeza. Mas afianço-lhe que não falo de papo cheio. Não ando, neste momento de transportes públicos, mas, pelos vistos, não me incomoda defender quem anda e não meia dúzia de privilegiados que nunca passou dificuldade na vida. Se reparar, quem eu defendo, independentemente do meu estilo de vida, não sou eu, como os professores e outros mais. São os desprotegidos e os desempregados, porque já por lá passei três vezes e sei o que custa. E mais: não sei se amanhã não estarei lá novamente. Quantos professores ouve dizerem o mesmo?

    ResponderEliminar
  35. Cara contestatária,

    Concordo com tudo o que diz, até porque deixou de falar de avaliação e passou a falar de igualdade. Deixou de falar de professores, para falar de Educação. Assim já nos entendemos.

    Historicamente, a Educação é um valor intocável da sociedade de direito. Tal como a Justiça e a Saúde (onde podemos incluir direito a comer e a ter habitação). Mas devo relembrar-lhe a paridade das situações. Continuo a pensar que a educação é importante demais para que quem mais está envolvida nela (os professores) a considerem tão pouco importante ao ponto de nada dizerem sobre o que devia ser feito para a melhorar.

    Ainda para o Anónimo:

    Não é por o meu caro amigo andar de carro ou pé que penso seja melhor ou pior. Não é por ter um estilo de vida que pense que outros não o possam ter. Eu luto, todos os dias, por uma sociedade melhor, dentro das minhas modestas posses e possibilidades. Talvez o anónimo faça o mesmo e talvez ande de autocarro. Qual a diferença entre nós? Eu digo nenhuma, o meu caro amigo diz que conhece o primo de amigo que é sobrinho do avô de um engenheiro com certas benesses. Tenha dó. Sabe quantos engenheiros estão no desemprego? Sabe quanto ganha um engenheiro em início de carreira?
    Cheguei a ponderar responder-lhe ou não, pois a sua acusação é tão descabida como ridícula, como se andar de autocarro fizesse com que eu ajudasse mais os outros do que já faço. Conheço a necessidade, descanse. Se era isso que queria que eu passasse, descanse, já passei. Muita necessidade, o que me faz ver o mundo com estes olhos e não com olhos como os que o meu amigo tem, aparentemente. Quem não gasta um quarto do seu ordenado para ir trabalhar? Mas está a brincar comigo ou quê? E todos aqueles que nem esse quarto têm para gastar, uma vez que nem ordenado têm (e muitos deles também andaram a estudar anos e anos a fio, meu caro).

    ResponderEliminar
  36. Para o Cirrus

    posso concordar com muitas das coisas que diz, nomeadamente a diferença entre o sector público e privado, relativamente ainda a todas as profissões serem importantes porque é essa a forma como a sociedade está organizada.

    Mas o que os proifessores fizeram foi importante na medida em que questionaram algo aberrante que lhe era imposto duma forma conta natura.

    Que sociedade pretende uma sociedade de homens livres pensantes instruidos e criticos ou uma sociedade dominada pelo terror de não ser despedido, uma sociedade de homens e mulheres algemadas e definhadas???

    O problema é mais profundo. O Acto de contestar pressupoê em si mesmo uma forma alternativa, um modo diferente de fazer. Talvez seja aí que os professores tenham errado pela ausência de opções de contra-propoastas.

    No entanto tiveram a coragem de afrontar os Golias que neste caso são comprovadamente incompetentes básicos e pior do que isso tem pouco caracter.

    O Cirrus quer uma economia de mercado ??Liberal?? Ou considera que é importante um Estado responsavel ainda que controlador em determinadas matérias?? O exemplo da Grecia é paradigmático com o desespero que assola os jovens.É que uma sociedade amorfa, que é o que nós vivemos neste momento é a porta aberta para os crimes que os Grandes e quando digo grandes digo poderosos fazerem o que bem entendem. Como se veio a provar que tem feito. A competência e o profissionalismo não são o mais importante, mas sim os amigos as cunhas e as intrujices. O Cirrus pode ter a certeza que duma forma ou de outra um dia algum familiar seu ou meu vai sentir na pele o preço desta podre maça que dá pelo nome de Democracia

    ResponderEliminar
  37. Às 11:41, por lapso, referi que percorria 30Km em vez de 60Km. Não sou de forma alguma um sacrificado, mas com trinta anos de serviço, outros profissionais já estariam com emprego junto da sua residência!
    Aproveito o comentário de outro anónimo, para fazer justiça a outros professores que fazem centenas de km diários. Na minha escola, todos os anos há professores, com milhares de km percorridos, sem um cêntimo de ajuda para deslocações. Este ano, uma colega faz "apenas" 280 km diários, 140km para cada lado.

    ResponderEliminar
  38. contestatária23/12/08 21:25

    Caro Cirrus,
    Quando referi a avaliação dos professores, foi no sentido de realçar a hipocrisia dos governantes (um folclore de gosto muito duvidoso), pois estes nunca tiveram a mínima intenção de proceder a uma Reforma da Educação.
    É difícil perceber um governo mais demagogo e desnaturado num país que se pretende com um determinado nível de desenvolvimento.
    Aliás, só os incautos poderiam cair em semelhante logro, pois os valores que defendem (os tais desgovernantes) são sobejamente conhecidos por quem presta alguma atenção às acções por eles levadas a cabo e que nos custarão anos e anos de muito trabalho se formos bafejados pela sorte, pois, hoje em dia, pior do que ter de trabalhar é a angustiosa incerteza em que vivem aqueles que não conseguem arranjar trabalho. Filhos bastardos da democracia capitalista, tantos e tantos seres humanos que estão à margem da escala social aspiram com fervor à condição de escravos assalariados. E os incompetentes e torpes desgovernantes tudo fazem para agravar esta lastimável situação.

    ResponderEliminar
  39. Forte e contestatária:

    Não posso estar mais de acordo, com ambos. Eu, no entanto, não quero uma economia liberal, ela já é liberal, e, agora, resta-nos saber como reagir a isso.

    Como já tinha dito, não foi qualquer familiar meu que sentiu o peso da Democracia, meu caro Forte, fui eu mesmo. E é com esse triste conhecimento que falo contra esta cabala bem montada que se chama democracia à portuguesa. Não sou, como devem por esta altura saber ou adivinhar, grande adepto de intervenção estatal, que, normalmente tem o estranho (ou não...) condão de piorar aquilo que já era muito mau, como no meu caso. Mas sou a favor da regulação, isso sou.

    E o meu amigo Forte acaba por dizer aquilo em que sempre insisti, e em que tanto fui mal interpretado. Ou seja, não sou contra tudo o que foi feito pelos professores, ainda que com 2 anos de atraso, mas sim contra o facto de não conseguirem apresentar uma qualquer proposta para melhorar a situação. E convenhamos, esta é a imagem que passa para o público, a imagem de quem não quer mudar nada. Sei, ou pelo menos, tenha a esperança de que não seja isso que se passa.

    Nunca disse que a FP se devia cingir às regras do mercado privado (porque é isso que é, um mercado), e concordo com a visão esclavagista da Contestatária. E porque só alguns de nós erguemos a voz quando mais era necessário? Porque não houve unanimidade nos protestos? Porquê só agora?

    Estas são as minhas questões, e mais uma vez sublinho que o que foi feito até aqui é contraproducente com a ausência de alternativas apresentadas pelos professores. E também penso que os professores deviam preocupar-se mais com a base do seu emprego, as famílias. Como todos nos preocupamos. Com certeza não dirão que estou enganado! Preocupamo-nos ou não?

    Quanto a esta espantosa afirmação:

    "Ó cirrus, bates continuamente na tecla, dos professores serem uns nababos, com ordenados milionários! É notório que isso incomoda-te, mas não te esqueças que esmagadora maioria, andou a queimar as pestanas até aos vinte e tais anos, para ingressar numa profissão que os leva a percorrer o país inteiro, qual saltimbanco!"

    O que se pode dizer a isto? A mim incomoda-me o desemprego, o desespero e a fome. É por isso que considero a questão da avaliação quase mesquinha. Eu, como não queimei pestanas até aos vinte e tais, mas sim até aos trinta e tais, trabalhando até às 3 da manhã para pagar os estudos, estou de facto em desvantagem. Até há pouco tempo, andava pelo país todo e via a minha mulher ao fim-de-semana. Isto passa-se cá fora, também!! Felizmente agora consigo passar mais tempo com ela. A palavra nababo não saiu da minha boca. Saiu da sua.
    Não digo que a minha vida foi uma desgraça. Nada disso. Nunca quis mudar de profissão, porque era minha convicção de que era aquilo que queria fazer, apesar de ter ido parar ao desemprego por três vezes, nunca desisti de querer exercer aquilo que tinha tentado aprender. Dei-me, até ao momento, bem. Finalmente. Mas foi preciso determinação. Mas isto já é outra história...

    ResponderEliminar
  40. FORTEIFEIO23/12/08 23:37

    Para o Cirrus e para o KAOS

    Apreciei a forma como fez a análise mas o que acontece é que a fome e o desemprego é mau, mas não nos podemos humilhar porque precisamos de um emprego, existe a necessidade de haver um equilibrio entre as partes para que não exista abusos de qualquer dos intervenientes.


    Kaos

    Sobre a democracia era importante que houvesse um post sobre o Método de Hondt, que quanto a mim é uma aberração inqualificavel.No fundo não existe uma proporcionalidade de votações e representantes na Assembleia.

    Lanço este desafio, porque a pluralidade que existiria se este método não existisse seria outra.

    E vocês que acham????

    ResponderEliminar
  41. É uma boa proposta!

    ResponderEliminar
  42. contestatária24/12/08 00:10

    Cirrus,

    Quanto ao facto dos professores terem ficado calados durante tanto tempo (quanto a mim, muito mais dos que os 2 anos que apontou), estou de acordo. Enquanto intervenientes directos, deveriam ter uma acção mais preponderante na defesa da Educação.
    Quanto à existência do liberalismo económico, estou em desacordo. Como bem sabe, uma economia liberal assenta em determinados pressupostos que estão completamente ausentes da economia vigente. Desta feita, ao invés da "mão invisível" que regula o mercado, temos uma "mão visível" que o desregula.

    ResponderEliminar
  43. Talvez, talvez... Olhe que é capaz de ter razão...

    ResponderEliminar
  44. Forteefeio:
    O Metodo de Hondt é tão mau como qualquer outro que esta gente escolhesse para sustentar o sistema. Vivemos na mentira da democracia que não existe na realidade. No dia 25 oferecerei aqui uma prenda (um video tirado da Net) que vai mostrar toda essa mentira e talvez faça alguns pensar que não estou louco quando digo o que digo.

    ResponderEliminar
  45. Bjos querido Kaos! Para ti e para a tua linda família!

    Esta imagem está linda :-)
    Sempre,
    M.

    ResponderEliminar
  46. Cirrus, quanto ao facto dos professores terem ficado calados durante tanto tempo e não terem agido na altura própria, na minha opinião, deve-se ao facto de a classe docente, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, ser um grupo profissional muito dividido, por circunstâncias várias que não interessam agora dissertar. Apesar do apelo dos sindicatos para as movimentações que o governo, sem negociação, tinha preparado sobre o ECD, Concursos e Avaliação, ninguém mexeu uma palha, ninguém se manifestou, por muito gravosos que fossem os diplomas emanados pelo ME.
    Por outro lado os professores, por comodismo, ou mesmo por divisionismo, não acreditaram no monstro legislativo que se estava a arquitectar, pelo que se julgou não ser possível a sua aplicabilidade. Deixaram andar...
    De repente acordámos, afinal a coisa ia mesmo avançar. Muitos professores (alguns deles colados ao poder vigente) ainda acreditaram ser possível fazer o processo avançar, mas rapidamente, todos entenderam que o modelo não tinha pernas para andar, até porque o único objectivo do governo não era melhorar a qualidade do ensino, mas transformar as próximas gerações em analfabetos diplomados( logo mais maleáveis à manipulação do poder vigente), o que interessava no fundo era despachar o maior nº de prof. para fora do sistema de ensino. Assim, engendrou um sistema fortemente burocratizado (único no mundo!?) criando nas escolas o caos.
    O ambiente nas escolas é de cortar à faca, a sobrecarga e as condições de trabalho deterioram-de de tal forma, que os prof. parecem uns zombies, passar 10h na escola para dar despacho a tanta papelada e realizar tanta reunião, tornou-se uma rotina. Não esquecer, obviamente, as aulas a leccionar, a preparação e a correcção de testes,... que ficam para todo o fim de semana!
    É pois natural, menos para os observadores mais distraídos, que as manifestações e greves que os professores realizaram tenham tido a dimensão que tiveram.

    Quanto às contra-propostas que os prof. não apresentaram, não é totalmente verdade.
    Não esquecer que os sindicatos ao longo de 3 ano de reuniões, apenas se limitaram a sentar o rabo na cadeira e pouco mais, tudo já estava cozinhado. O conceito de negociação deste governo está à vista de todos - quero, posso e mando.
    Mais, propor remendos em diplomas cujos princípios estão errados seria pactuar com uma filosofia de escola que os professores, definitivamente não concordam.

    ResponderEliminar
  47. Eu apoio a luta dos professores por dois motivos principais. Primeiro porque me parece ser necessário defender a escola publica e impedir que ela se transforme numa fabrica de mão de obra barata. A segunda, mais generalista, passa por tentar mostrar que é possível lutar fora do sistema. Se for possível construir uma união de vontade que ultrapasse as próprias organizações que o sistema criou para manter os trabalhadores controlados e disciplinados será possível fazer verdadeira contestação e luta contra o sistema. A luta pode e deve ser feita nas escolas, nas ruas ou em qualquer lugar sem prisões ou obediência a regras e ordens impostas pelo sistema. Será possivel? É dificil contra um sistema bem montado e controlado, mas está nas nossas mão faze-lo

    ResponderEliminar
  48. Meu caro anónimo,

    O seu contributo é de inestimável valor. Por várias razões, das quais destaco estas:

    1) Admite que pode ter havido algum laxismo como a lei de reforma das carreiras da FP foram encaradas pelos professores, o que não deixa de ser estranho, sendo os professores uma classe transversal, sociologicamente falando, pois contactam com todas as classes sociais;

    2) Admite também o diviosionismo dentro da própria classe profissional, o que, para mim, não deixa de ser natural, pois só mostra que alguns professores divergem das opiniões de outros, o que pode originar debate de ideias;

    3) Também não duvido que a negociação, por parte do governo, é perto de zero; no entanto, não é só o governo que está envolvido, nem só os professores - se o governo sentisse o peso de toda a opinião pública do lado dos professores, então poderia ceder à negociação. Só que a opinião pública está à espera que os professores avancem com soluções, que não existem. Logo, lá se vai o apoio. E o governo continuará a negociar zero, pois pensa que tem a opinião pública dos seu lado (está mais perto da verdade do que pode julgar);

    4) não duvido que os professores estejam, neste momento, com carga horário redobrada, mas esse aspecto pode funcionar ao contrário, ou seja, como 90% dos portugueses têm cargas horárias parecidas e às vezes piores, delatar este aspecto só vai enfurecer mais a opinião pública contra os professores;

    Por estas razões, continuo a pensar que a luta é válida, mas a estratégia é completamente errada, particularmente depois da adesão verificada na manifestação. Os professores não estão a ser capazes de capitalizar essa força junto da opinião pública, que continua à espera de saber o porquê de tudo isto, e, principalmente, o que querem os professores que saia disto tudo. Têm que saber, têm esse direito e querem saber. E querem dar apoio a alguém. Neste momento, não é aos professores.

    ResponderEliminar
  49. Cirrus:
    O problema da luta dos professores é que a sua vitória seria uma derrota para o sistema o que é inadmissível para o próprio sistema que contem o próprio sindicato. É por isso que quem trava a luta dos professores são os seus próprios representantes que representam o próprio sistema.Vivemos num circulo fechado que só a sublevação pode romper.

    ResponderEliminar
  50. Kaos,

    Não me soa bem. Na realidade, não me soa a nada. Tiveram uma enorme oportunidade de serem ouvidos por todo o povo português e desperdiçaram-na. Quiçá irremediavelmente.

    ResponderEliminar
  51. Õ que é pena pois este povo bem necessitava de ver que era possível derrotar o sistema. Teremos de o demonstrar de outra forma

    ResponderEliminar
  52. Exactamente! As lutas só se ganham com o apoio do povo. Caso contrário, quem pode sentir-se mais confortável e atropelar direitos à vontade? O governo, pois tem a legitimidade do voto para tal. Quando quem neles votou diz basta, então eles pensarão de novo. Até lá... bom atropelo!

    ResponderEliminar
  53. Este modelo de avaliação é uma ponta de todo um conjunto de problemas com que este Trio está a afrontar a Escola, os Alunos, os Professores. os Pais e a hipotecar o futuro da nossa sociedade.

    Vão camuflando a realidade com "os professores não querem ser avaliados", os velhacos!

    Agora as Autarquias não querem pagar as despesas do Magalhães, façam deles torradeiras!

    Sabiam que esses lindos Computadores eram registados com o NIF do respectivo professor?
    Não era o do Papá, ok?!

    E soma e seguem as barbaridades diárias que esta gente inventa para ver "se fica bem na fotografia", mas esquecem-se de pôr rolo na máquina, isto é, atiram as ideias parvas inconsequentemente e nada se pode concrectizar de tão absurdo que é.

    Nesta época festiva só lhes desejo que deus os faça bonzinhos que bem precisam.

    Para ti João e para a Família o melhor para 2009, de prefência longe destes escroques não vão ter alguma doença perigosa.

    Beijos

    Isabel

    ResponderEliminar

Ocorreu um erro neste dispositivo