sexta-feira, maio 29, 2009

Ódio obscurantista

A Pudica e o demonio

Um amigo deste blog teve a simpatia de me chamar a atenção para um texto do João César das Neves publicado no DN. Deixo aqui o texto e nem me parece necessário fazer comentários, tal a,....nem sei como lhe chamar. Um regresso das ideias do obscurantismo, do puritanismo, do anti-comunismo primário, (só faltou dizer que comem criancinhas ao pequeno-almoço) e da mais negra e bolorenta mentalidade. Custa imaginar que haja quem pense como este César vomita palavras.
Aqui fica o texto para que todos o possam ler.

A educação sexual é indispensável na formação de todos. Por isso, as escolas devem interessar-se pelo tema e dar aulas sérias e formativas. Há anos que a questão é discutida nos meios didácticos e políticos e o Parlamento tem analisado sucessivos projectos de lei. Apesar disso, a educação sexual não melhorou nem se prevê que melhore nas próximas décadas em Portugal. Os responsáveis só complicam um assunto que não precisa de ajuda para ser difícil.
A educação política também é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que "a energia deve ser pública" (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas raízes maoístas e trotskistas. Seria um terrível abuso do sistema educativo.
É exactamente essa infâmia que tem sido cometida nos últimos anos no campo da educação sexual escolar. Um grupo de iluminados, defendendo fanaticamente posições extremistas que assumem como únicas razoáveis, tem capturado o ensino impondo essas ideias como "educação sexual". Ideias que, por acaso, são opostas às da maioria das famílias portuguesas, que esses especialistas desprezam como conservadora e tacanha, pretendendo iluminá-la do alto da sua ciência.
De forma sub-reptícia nos corredores do ministério ou abertamente nos debates políticos, tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, auto denominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava "porcalhões". As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates.
Já deve ter reparado que no nosso tempo existe uma intensa controvérsia acerca das questões da família e do sexo. Aspectos consensuais há milénios são momentaneamente polémicos e vivemos enorme confusão de valores e critérios. Isso não nos deve escandalizar, porque todas as gerações têm os seus debates fundamentais. Se vivêssemos há uns séculos, ver-nos-íamos envolvidos em discussões, hoje abstrusas, acerca do sistema político, empresarial ou religioso. Aliás são os mesmos activistas revolucionários que, órfãos dessas antigas lutas político-económicas, vêm agora atacar a instituição familiar com a fúria dos velhos combates laborais. A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.
Em consequência, o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa-se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas. O mais incrível é não se darem conta do ridículo. As gerações futuras vão rir à grande com a tolice dos nossos políticos que pateticamente se encarniçam a regular o baixo-ventre.
Devemos terçar armas nas lutas do momento mas sem temer pelos valores vitais. Em breve, as posições extremistas contra o matrimónio e a castidade, hoje julgadas indiscutíveis e gritadas com fúria, serão tão cómicas e obsoletas como são as ideias económicas do Bloco de Esquerda, tão respeitadas há 50 anos (altura em que também o PS as defendia). As tolices acabam sempre vencidas. O mal são as vítimas que criam entretanto.
Felizmente, não são os partidos, deputados e especialistas em educação que dão aulas, mas os professores. Professores que em geral têm filhos e amam a família. O mundo é sempre melhor que a caricatura legal.


4 comentários:

  1. Bom,

    Caso Freeport

    Caso BPN

    Caso BPP

    Caso BCP

    Caso Maddie

    Caso João Pedro

    Caso Alexandra

    Caso Cova da Beira

    Caso Felgueiras

    Caso BragaParques

    Caso Contentores de Alcântara

    Caso Gang do Multibanco

    Caso Gang das Picaretas

    Caso Gang das Farmácias

    Caso Noite Branca

    Caso Passarelle

    Caso Apito Dourado

    Caso Apito Azul

    Caso João Pinto

    Caso H1N1

    Caso H5N1

    Caso Gripe A

    Caso Rui Costa

    Caso Joana

    Caso Madeoff

    Caso Iraque

    Caso Coreia do Norte

    e muitos outros, enfim, a sensação com que ficamos disto tudo, é que toda a gente em Portugal já está licenciada com mestrado em PJ, em Crise Económica e Gripe A, qualquer urso neste país já sabe dizer "ah e tal, isto ainda vai bater no fundo..." ou "é brutal...", nesta redoma enclausurada de poderes maçónicos mundiais, tornámo-nos monstros com a TV, passamos a usar expressões como estéreotipos do bem comum social; porque afinal de contas a igreja católica também sempre andou a comer criancinhas ao almoço e ao jantar, milhares de crianças raptadas todos os anos por extraterrestres, enfim isto há um Grande Plano Mundial que ainda ninguém se deu conta, que está a acontecer...

    Preparem-se, para o que ainda vem...

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  2. Todos estamos em evolução, naturalmente que a sociedade precisa de valores, mas contrariamente ao que este sujeito diz, de facto deveria haver electricidade para todos, agua para todos, pao para todos, e não haver nenhuma forma de ganancia para haver meia dúzia de previligiados mal formados apesar das suas licenciaturas.

    Um licenciado é alguem que esteve a gastar dinheiros publicos, mesmo que tenha sido em universidades privadas que só existem para a coqueluxe das familias com poder financeiro, mas que levam também fatias do orçamento de estado para engordar mais uns quantos amigos dos amigos, e que os torna apenas especialistas em determinada area mas nao faz deles nenhums supra sumos da sociedade.

    Alguns há que são estupidos como barrotes, assim como há pessoas pouco formadas académicamente que são craneos e que só porque não lhes sáo atribuidos titulos sao despresados pelos outros.

    Este senhor, pode ser lá o que fôr, mas a nivel de valores morais, só os saberá entender quando olhar para o lado e souber que todo o homem é meu irmao, e por essa razão deverá ter os minimos assegurados, porque só se é verdadeiramente feliz, quando as pessoas á nossa volta estão bem e ão felizes também, ora, se a ganancia se mantiver, se a justiça so for como é hoje para quem tem posses, se a saúde for como é hoje para quem tem padrinhos ou posses, então onde está a moralidade? Se as pessoas não tem de comer e vivem com extremas dificuldades, se pasam fome, qual é o dever moral que temos? ou será que lá pelos filhos de alguns irem alimentar os excluidos da sociedade com uma sopa á noite durante algum tempo, já lhes dá o direito de se acharem cheios de moral? onde pára a moralidade destes senhores quando as pessoas sofrem com doenças por nao serem atendidas em tempo útil para encher as clinicas privadas de quem tem alguns recursos e ama os seus parentes e são capazes de vender o que tem e se endividar para salvar uma vida que deveria ser salva pelo serviço nacional de saúde e que para o qual pagamos todos nós? Onde para a moralidade destes senhores quando falamos de idosos marginalizados, que trabalharam uma vida e que tão maltratados são porque dá jeito que haja algumas casa de acolhimento particulares em que sugam o mais que podem ás vitimas?
    Onde está toda a moral destes senhores que se apoderam do dinheiro público para benefeciar as empresas dos amigos, para depois quando saem do governo la vão parar direitinhos para receber luvas encobertas para não dar nas vistas, onde está a moral desta gente? quem são estes senhores que apregoam a moralidade, ams nem um pingo dela tem? só porque vestem umas roupinhas diferentes e usam ums medalhas ou colares dependurados naqueles pescoços pavoneados? porque os amigos deles os consideram pensadores?
    Cambada de hipócritas que não sabem distinguir o que é ser culto e sábio se nao tiver uma merda de uma credencial (na maioria das vezes comprada numa qualquer universidade) a dizer que teve não sei quantos valores.

    Quando apregoarem moralidade, estes senhores que se vejam ao espelho da consciencia, e que analizem se conseguiram fazer alguma coisa pelos seus irmãos que sofrem, e aí sim, apregoem a moralidade da entreajuda, do amor, da fraternidade e que se deixem de coreografias ensaiadas numa qualquer universidade de merda, onde aprendem a ser os crapulas desta sociedade.

    Um bem hajam por denunciarem esta sociedade podre.

    NB: Não defendo nenhuma politica, nenhums sector politico porque para mim e como alguem disse ...
    com esta merda, as moscas não mudam, o que quer dizer que enquanto podem comer da gamela, os porcos juntam-se em varas, a ver quem consegue comer mais depressa da gamela...

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  3. Estou fazendo uma campanha de doações para meu projeto da minibiblioteca comunitária e outras atividades para crianças e adolescentes aqui no Rio de Janeiro,preciso da ajuda de todas as pessoas de bom coração,pode doar de 5,00 a 20,00.Doações no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 Que DEUS abençõe todos nos.Meu e-mail asilvareis10@gmail.com

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  4. Ok, este texto é uma piada, certo?

    Não foi escrito e publicado num dos mais antigos diários portugueses, certo?

    (Foi - já o vi)

    (De repente, senti vontade de fugir deste país)

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