terça-feira, setembro 01, 2009

A oportunidade perdida

Estratégia eleitoral 2009

Já aqui o disse e continuo a não entender a estratégia da esquerda para as eleições legislativas, recusando a união e a apresentação de uma alternativa de poder e preferindo jogar pelo seguro e por tentar ganhar mais um ou dois deputados. Nem o PCP nem o BE, nem nenhum outro partido que se reclama de esquerda, foi capaz de apresentar uma plataforma de união que nos pudesse criar a esperança de não sofrermos mais quatro anos de aplicação das políticas capitalistas, liberais da União Europeia. Vou certamente votar na esquerda, mas sei que é um voto que não vai resolver os problemas de um país cada vez mais pobre e mais injusto. É pena, porque neste momento em que estavam reunidas as condições para mudar, para aproveitar a incapacidade mostrada pelas politicas de direita para resolverem a crise que eles próprios criaram.

4 comentários:

  1. Tens razão e é preciso ir fazendo pressão, mas "Roma e Pavia n se fizeram num dia", espero que n nestas, mas naspróximas algum tipo de plataforma já exista...

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  2. à esquerda pedia-se sentido de oportunidade. mostram-nos oportunismo, que, infelizmente, não é bem a mesma coisa. e assim, mais 4 anos de centrão, pois então.

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  3. Anónimo1/9/09 19:20

    O BE desde o seu início que se demarcou claramente do PCP e atacou este partido incessantemente. À uma, à duas, à terceira começaram a levar de volta. Mas é normal, há já muitos interesses capitalistas imiscuidos no BE. Cada vez me dá menos confiança, apesar de ter votado neles nas penúltimas legislativas.

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  4. É sem dúvida uma oportunidade perdida. Não digo que o PCP e o BE vencessem coligados. Mas pelo menos não estariam apenas a lutar por mais deputados.
    Será que o BE daqui a 4 anos vai manter o resultado que agora vai fazer? Irá descer? Crescer? Acho que se o PS ganhar, no final do mandato, a insatisfação deverá repetir-se e uma aliança de esquerda faria todo o sentido.
    PS: Houve um partido de esquerda que apelou a uma união do PS, PCP e BE. Foi o POUS, da Carmelinda Pereira.

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