terça-feira, dezembro 06, 2011

A subserviencia dos miseráveis


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apelou hoje a um consenso nacional em volta de uma posição portuguesa face à possibilidade, defendida pela Alemanha e por França, de aprovar um novo tratado europeu. A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy debateram formas de "repensar e refundar a Europa", um plano que prevê um novo tratado europeu que reforce a governação económica na Europa.

A Europa é uma ditadura Germano/Gaulesa, em que os seus lideres põem e dispõem de como os governos, subservientes, devem governar.
Sei que muitos defendem uma Europa e um país, que muitos defendem o federalismo, que os países deixem de o ser para se tornarem em simples regiões de um país maior e que se abdique da independência. Não vou agora aqui defender um lado ou o outro mas só realçar que com a forma como a Alemanha e a França se têm portado, mandando e impondo as suas opiniões a todos os outros, não podemos ficar descansados de que a Democracia continue a existir, (se é que ainda existe), que a liberdade não passe a ser uma memória e que não passemos a ser considerados cidadãos de segunda às ordens de uma raça ariana armada em raça superior.
Paulo Portas fala em procurar o consenso nacional, abrindo já a porta ao compadrio politico e renegando a possibilidade de dar a voz e a decisão do povo através de um referendo. O poder não gosta de referendo, como se viu na altura do Tratado de Lisboa e até, mais recentemente, na Grécia com a ajuda externa e os pacotes de miséria que a acompanhavam. O poder não gosta de dar a voz aos seus povos pois podem decidir de forma diferente daquela que eles querem e desejam. Não sei qual é a definição que alguns dão à Democracia, mas na minha, mesmo numa democracia minimalista como é aquela que temos, isto é ditadura. Vamos exigir que nos devolvam a democracia que nos estão a roubar e aproveitemos para exigir uma outra democracia, mais participativa e onde a palavra dos cidadãos conte mais que as opiniões de um qualquer politico. Uma democracia em que a Constituição não seja feita palavra rasa.
Esta não é uma luta que nos podemos dar ao luxo de perder porque é todo o futuro, o nosso, o dos nossos filhos e netos que está em causa. Esta é uma luta que cabe a todos, uma luta que não é travada no sofá em frente da televisão, uma luta que tem de ser feita na rua, na ocupação do espaço público e na exigência da mudança. Não é hora de resignação nem de comodismo porque não há outra hora que não esta para o fazer.

8 comentários:

  1. Consenso já existe. Até existem dois: um da classe política, outro da sociedade em geral. O problema é que são de sinal contrário.

    ResponderEliminar
  2. Isso mesmo. Se Paulo Portas gosta de ser entalado, nós não!!! Devemos exigir um referendo a este novo tratado de submissão nacional!

    Este acto imperial de Sarkosi e Merkel é em tudo idêntico ao pacto de Munique, acordado entre o Chamberlain (pelo Reino Unido), Daladier (pela França) e Hitler (pela Alemanha), em 1938, e que deu a bênção à destruição da Checoslováquia, com a ocupação da Rep. Checa pela Alemanha e o estabelecimento de um estado satélite da Alemanha na Eslováquia, sem que os checoslovacos fossem consultados sobre o assunto. A única diferença é que, hoje, o Reino Unido está de fora desta nova negociata imperial.

    O novo tratado é um documento com inteira força legal, portanto muito mais sério que um memorando. Seria uma mutilação infame da independência nacional. O novo tratado não fazia parte do programa eleitoral de nenhum dos três partidos que o vão assinar, PS, PSD e CDS. No caso do CDS, a retórica até era hostil à perda da independência nacional, com críticas a Sócrates sobre a redução de Portugal a um protectorado. Assim sendo:

    PS, PSD e CDS NÃO TÊM LEGITIMIDADE DEMOCRÁTICA PARA ASSINAR O NOVO PACTO IMPERIAL FRANCO-GERMÂNICO.

    ResponderEliminar
  3. A propósito, apenas um ano depois de Munique, em 1939, a Alemanha de Hitler traiu a França e o Reino Unido ao assinar com a União Soviética de Estaline um tratado de partilha da Polónia e de não agressão, em caso de guerra da Alemanha com... a França e o Reino Unido!

    As velhas raposas de Londres aprenderam alguma coisa com os acontecimentos de 1938-39 e, talvez por isso, recusam o novo tratado. E quanto à França, pois, que se cuide... Não venha a gloriosa França vir a ser outra vez traída pelos seus "amigos" alemães. Pois que o tratado que nos quer impingir pode-se virar contra ela.

    ResponderEliminar
  4. Uma coisa é certa, quem se fode somos nós, por isso, só a luta tenaz do Povo, nas ruas, nas empresas, nos campos, só com um novo sistema poderemos fazer frente a este novo fascismo travestido de liberalismo. Existe na esquerda burguesa do sistema a ideia, feita quase certeza que a saída da UE e por consequência do Euro é má para nós, é catastrófica, eu digo, NÃO, não é, temos um mar imenso, um solo riquíssimo, um clima óptimo, temos mãos para produzir, temos vontade, temos iniciativa, afinal que estamos nós há espera? Porque razão não nos tornamos independentes e LIVRES?

    ResponderEliminar
  5. Claro. E então se tivermos que pagar o que devemos a solução é ainda mais viável!

    ResponderEliminar
  6. O que devemos? Eu não devo nada a ninguém. Você deve?

    ResponderEliminar
  7. Devo...por conta da merda que os outros têm andado a fazer. Não me diga que andou hibernado?

    ResponderEliminar
  8. Pois eu não devo!!! e ase a culpa "é da merda que os outros têm andado a fazer", então qual é a sua dúvida? Fica hibernado e paga ou responsabiliza-os?

    ResponderEliminar

Ocorreu um erro neste dispositivo