«O livro foi bem editado, a meio caminho entre os quatrocentos anos do Quixote e o centenário da morte de Freud. É uma homenagem perfeita a dois marcos da nossa história e da nossa cultura. Espero que o Prós e Contras de segunda-feira tenha servido, pelo menos, para que as pessoas tenham percebido a que tipo de cruzada é que estamos a assistir. O discurso de Manuel Maria Carrilho está, neste momento, ao nível de algumas pessoas que são entrevistadas na Rua Augusta para o 'vox-pop' televisivo ou radiofónico: uma ou duas ideias gerais, suspeitas de corrupção e incompetência gerais, tudo controlado por um "polvo" de mãos (ou tentáculos) invisíveis.» .
Quem oiça esta sumidade da nossa Comunicação Social e director da SIC Noticias, deve ficar com a impressão que vivemos num país onde tudo corre sobre rodas. Corrupção, não existe, incompetência, nem sabemos o que é. Se há quem se refira a esses temas é porque é um simplório, crente nas absurdas teorias da conspiração.
Infelizmente para mim tenho de me colocar nesse número de “patetas” que acredita no “polvo” que tudo controla. Basta-me assistir à televisão de que é director para “imaginar” silêncios comprados, comentadores tendenciosos ou notícias encapotadas.
O Carrilho é o Carrilho e nem vale a pena dizer mais nada. Tem no entanto razão quando fala da falta de isenção da nossa comunicação social. Basta ver a “defesa da honra” feita pelo Ricardo Costa, na estação de que é director, em que contratou diversos comentadores para atacar um livro mesmo antes de o terem lido. Estranha forma de isenção esta que este Sr. usa na “sua” estação de televisão.
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