quinta-feira, janeiro 18, 2007

O espectáculo continua numa empresa perto de si

O valor dos salários em atraso subiu o ano passado 62% em relação a 2005. Os números são do relatório da Inspecção-Geral de Trabalho.
No ano passado a Inspecção-Geral de Trabalho (IGT) apurou quase 17 milhões de euros de salários em atraso e contribuições em dívida à Segurança Social.
In “TVI”

Segundo o governo caminhamos, embora lentamente, para o paraíso. Tudo melhorou em Portugal nos últimos tempos e só temos que ter esperança no futuro. O pior é que depois sabemos coisas destas e o milagre prometido começa a não bater certo. É que das duas uma, ou os patrões já sentem uma tal impunidade que se arrogam no direito de já nem pagar o devido a quem trabalha para eles ou realmente tudo está pior e as empresas já nem podem cumprir com as suas obrigações. Seja como for, quem sofre são todos aqueles que, com o seu suor, tentam levar alguma esperança para casa e chegam ao fim sem dinheiro para sustentar as suas famílias. Vivemos num país em que a população é espoliada dos seus direitos para engordar alguns. Venha dai, Sr. Primeiro-ministro, venha fazer-nos mais um discurso cheio de números e indicadores económicos. Venha cantar-nos essa linda ladainha, que nós cá vamos sobrevivendo com na realidade que nos esconde.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Porque hoje é quinta-feira

Andava a Maria de espanador em punho e a pensar Muito pó se junta nesta casas velhas só numa semana – quando tocou a campainha da porta. Era Sócretina que entrou sorridente.
– Olá Maria, então essa viagem, correu bem?
Ainda a Maria ia abrir a boca e já a Sócretina lhe perguntava:
– O Aníbal está por ai?
– Está sim – disse suspirosa a Maria. – Mas ele pediu para te dar isto antes de entrares.
A Sócretina pegou no embrulho que a Maria lhe estendia e abriu-o. Era uma roupa indiana, alguma bijutaria barata e uma carta.
– Olha Maria, o Aníbal quer que vista isto antes de ir ter com ele à varanda. Deve estar a preparar alguma o grande maroto.
Logo ali começou a trocar de roupa sob o olhar indignado da Maria. – Grande cabra – disse entre dentes enquanto lhe virava as costas e saia da sala.
Entusiasmada, a Sócretina, correu para a varanda para ver o que a aguardava. Lá, deitado sob um grande tapete, o Sr. Silva, sorria.
– Olá Socretina, anda daí e senta-te aqui ao pé de mim. Tenho tanto para te contar.
– Silva que saudades que tive de ti. Só de saber que andavas a passear-te lá pela Índia com a Maria andava louca.
– Tu sabes que tinha de ser. A Maria andava farta de me chatear que queria ir à Índia, que queria ir à India e chegou mesmo a comprar-me um chapéu de cowboy. Eu já não podia adiar mais.
– Um chapeu de cowboy? Mas porquê?
– Uma coisa um bocado parva. Tanto eu como a Maria pensavamos que na India havia Indios. Daqueles com penas na cabeça e que fazia hu hu hu. Foi uma surpresa enorme para nós quando vimos que não tinham a pele vermelha e que em vez de bufalos havia elefentes. Cheguei a dizer à Maria que ou a agencia de turismo se tinha enganado ou então tinham desviado o avião. Afinal parece que quem se enganou foi o Vasco da Gama. Ou terá sido o Colombo? Já não sei.
– Não me venhas agora com a desculpa de que lá foste por causa da Maria, porque o que tu realmente querias era fugir dos jornalistas depois de assinares as leis das Finanças Locais e Regionais. Eu já te conheço bem.
– Sabes, é que eu tenho de manter esta imagem de mauzão e não tenho muito jeito para dar explicações. Mas deixa lá isso e vê bem o que tenho aqui nesta caixa.

Levantou a tampa e lá dentro estava um Livro.
– O Kamasutra em versão integral – guinchou a Sócretina – Tu és um louco Aníbal. Vamos já experimentar.
No momento em que se arrastava para junto dele fomos apanhados pela segurança do palácio e obrigados a fugir dali para fora. Ainda não foi desta que assistimo ao grande final de uma daquelas escaldantes quintas-feiras. Talvez para a semana tenhamos mais sorte.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Afinal é mais grave do que parecia

O Ministério da Saúde anunciou hoje que não vai avançar com o inquérito aos socorros prestados à vítima de um acidente de viação na zona de Odemira, na semana passada, que acabou por morrer. Segundo a tutela, os cuidados de saúde e de emergência médica realizados "foram correctos e cumpriram as normais e orientações de serviço".
In “publico”

Estava eu convencido que uma vez mais os serviços tinham falhado, que uma descoordenação ou um erro tinham sido responsáveis, por uma vítima de acidente, ter levado sete horas para ser transferido de Odemira para Lisboa, onde acabaria por morrer, quando o Ministro Correia de campos nos vem dizer que não, que tudo correu como era suposto correr, e que os procedimentos tinham sido todos cumpridos, correctamente.
Se a morte de um cidadão por deficiência da prestação de um serviço era grave, muito mais preocupado fiquei quando isso acontece sem ninguém ter errado. O sistema está desenhado para funcionar mesmo assim, pelo que qualquer um de nós está sujeito a passar pelo mesmo. O valor da vida dos portugueses que necessitem de assistência é considerado descartável em nome do desenho de assistência médica criado. Fica assim demonstrado que as ideias do Ministro de fechar urgências, com o argumento de que todos nós ficamos mais bem servidos ao sermos transportados para outros centros mais bem equipados em tempo útil, é falsa. As tais uma hora e meia ou duas horas que então nos garantiram ser o tempo máximo mostrou ser mais uma mentira, já que o Ministro considera que sete horas, para vir de Odemira a Lisboa é normal e correcto.
Valerá a vida de um cidadão menos que os planos de redução da despesa do Ministro?

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quarta-feira, janeiro 17, 2007

Flexigurança kavakista

Neste caso parece ser mais fléxi que gurança

que a verdadeira segurança fica para eles.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O fabuloso Sr. Silva

Este Portugal tem coisas que me surpreendem. Só mesmo gente Sabastianista, como nós, para endeusar uns e excomungar outros sem motivos ou justificação racional. O Cavaco é um desses casos em que de um, (nem sei como o definir), um mero professor, que nem sabe falar muito bem, que chegou ao poder quase sem querer, sem carisma e que se fartou de fazer asneiras é visto como uma sumidade, um génio, o senhor supremo, o Deus na terra. Tudo o que ele diz é aplaudido, estudado, e debatido. São feitos editoriais, colunas de opinião e todos, mas mesmo todos têm de encontrar a sua forma própria de o aplaudirem. O homem tosse, são publicados dois livros, se o homem sorri, chamados três analistas políticos e se larga uma farpa, unanimemente toda uma nação se verga perante o peso da declaração. O homem foi à Índia e já é a mais importante viagem diplomática desde que D. João II enviou Pêro da Covilhã a terras de Prestes João. Se olharmos com alguma atenção, o homem não diz nem faz nada de realmente importante, que mude algo, que resolva algum problema. Não diz nem faz porque não pode, não sabe e não porque não é essa a sua função. Imagino que se o homem realizasse algo de realmente extraordinário, ou pelo menos diferente e relevante, a onda de entusiasmo e o barulho seriam como um Tsunami que varreria todo este mundo e o outro. O Universo seria pequeno demais para acolher tal figura.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

2006 - Um ano sem vida do Iraque

Pois é Sr. Bush, lindo serviço fez o Sr. no Iraque. O relatório que a Missão de Assistência da ONU no Iraque publicou mostra bem a merda que o fez. Link para a noticia. Leiam que é esclarecedora.
Mais de 34 mil mortes de civis só em 2006 vitimas da violência. Opressão, prisão, tortura, deslocados, corrupção, medo, num país destruído. Terras da babilónia, terras de grandes histórias e glórias, arrasada. Já nem falo aqui dos seus jovens que mandou e continua a mandar para a morte, em troco de uns tantos garrafões de petróleo. Atacou aquela terra, fora do direito Internacional, desrespeitando as resoluções da ONU e contra a opinião da maioria do mundo e de muitos países que historicamente são seus aliados. (Há as tristes excepções de um ganancioso Blair, um oportunista Aznar e um parvalhão Barroso). Atacou-a mentindo ao seu povo, aos seus aliados, à ONU, ao mundo. Mentiu com quantos dentes tinha, escudado no terrorismo e sob o falso pretexto das armas de destruição maciça. Atacou, destruiu, matou milhares de civis, mulheres e crianças. Em nome dos direitos humanos, da democracia, do fim da tirania, dos direitos das mulheres arrasou um país, um estado, um povo. Veja agora o resultado daquilo que fez. Acabou com o terrorismo? Não! São respeitados os direitos humanos no Iraque? Não! Há liberdade? Não. As mulheres vivem menos oprimidas que antes? Não. Há segurança? Não. São mais felizes? Não.

Um tribunal fantoche julgou e mandou pendurar Sadam pelo pescoço em nome dos crimes que cometeu. O seu governo congratulou-se pela decisão e pela execução. O que lhe quero perguntar é quem o deverá julgar a si, e se também aplaudirá se o veredicto for o mesmo. Afinal, você matou muito mais gente do que ele, mesmo falando só do Iraque.
Vá à merda, Sr. Bush.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

terça-feira, janeiro 16, 2007

Marques Mendes escondido...com o rabo de fora

Neste mundo português vivemos numa espécie de “Twilite Zone” onde nada acontece como era suposto acontecer. Para os políticos uma das principais regras é o “aparecerem”. A televisão é para ele como uma obsessão, o seu “El Dourado”, a sua melhor ferramenta de trabalho, o seu bilhete para o poder. Esta é a regra e todos a procuram seguir.
Claro, que só isso muitas vezes não produz os resultados esperados. Basta ver o Marques Mendes, que em bicos de pés passou o ano de 2006 sempre a acenar e a gritar para as TV’s ,e mesmo assim, ninguém o parecia ver. As sondagens mostravam isso, com o Sócrates a lixar-nos e a subir nas intenções de voto e o pequeno sempre a minguar.
Começou o ano de 2007 e, já me perguntei se ele terá ficado perdido no Reveillon brasileiro, se não teve lugar no avião ou se simplesmente as câmaras de televisão deixaram de ter zoom e por isso ele não se vê. O pequeno anda desaparecido, provavelmente ocupado com outros assuntos, mas não aparece. Ainda hoje deve estar a pensar, porque razão agora que está longe dos ecrãs, a sua popularidade sobe nas sondagens (o seu azar é que o Sócrates também). A memória dos portugueses é mesmo minúscula. Bastam 15 dias fora dos holofotes mediáticos para haver quem pense – Marques Mendes, não estou a ver quem é, mas deve ser melhor do que aquele que lá está agora.
Fica por isso aqui o meu conselho. Desapareça, vá-se esconder até às próximas eleições. Transforme-se num novo D. Sebastião que aparece do nada para salvar Portugal. Sugerimos é que tenha o cuidado de não deixar o rabo de fora, que anda por ai muito PSD com vontade de se aproveitar da ocasião.


Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Kamasutra da Fléxigurança

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Mais uma vez não há culpado?

Texto rapinado no blog "Apanha-Moscas" do amigo Luikki

«inem demite-se de responsabilidades na morte de um homem em odemira
o inem considera que as suas equipas médicas fizeram tudo ao seu alcance no socorro de um homem de Odemira, que demorou sete horas a chegar ao hospital em Lisboa, acabando por falecer.»

provavelmente as equipas médicas do inem fizeram tudo...e até tem brilhantes profissionais ao seu serviço - pago do bolso dos cidadãos que tem seguro automóvel - mas, a estrutura de socorro que foi desenhada por um bando de incompetentes, não funciona.....
agora, mais uma vez, lavam as mãos...dizem ter feito "tudo que foi humanamente possível" e mais um cidadão é vítima da incompetência da corja que (se) governa.
tanto faz ser na rebentação do mar da nazaré como numa estrada de odemira.....

e será sempre assim... enquanto nós permitirmos....

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Empresários do Norte tentam desviar avião de Cavaco Silva

O regresso a Portugal está a causar divergências entre a comitiva de empresários que acompanha o Presidente da Republica, Cavaco Silva, na visita oficial à Índia que entra hoje no sexto dia. Ludgero Marques, presidente da Associação Empresarial de Portugal, fez chegar um ultimato à presidência da República: o avião de regresso tem que passar pelo Porto ou os empresários do Porto vêm noutro avião.
in "Diário Económico"


Um ultimato dos empresários do Norte ao Sr. Silva para o avião os levar ao Porto? Um empresário desafia o Presidente da Républica por uma boleia de 300 kilometros? Que respostas esperavam receber? Que ele dissesse que sim, que os levava a casa antes de ir para o seu palácio? Prefiro pensar que sou eu que estou louco, ou então o Caos chegou mesmo a este Jardim.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Flexigurança kavakista

Uma coisa temos de reconhecer ao Sr. Silva. O homem não quer arranjar chatices e muito menos que lhe coloquem problemas. Olhou para cima da sua secretária em Belém, viu lá um monte de leis, daquelas mais conflituosas, para aprovar e não foi de modas. Vai tudo para o Tribunal Constitucional, onde inevitavelmente não seriam chumbadas, e na véspera de ir passear a Maria por terras Indianas, bota-lhes o carapau e ala que lá vou eu. Assim não há perguntas, passa a tempestade dos descontentes e quando voltar está tudo mais calmo. Claro, já que está lá longe também é um bom momento para atirar com umas “bocas” para o ar e mandar uns recados ao Sócrates e uns docinhos aos seus amigos mais liberais. Pimba, toma lá com a fluxigurança para animar as hostes. Não estranho essa sua posição, afinal ele é uma personagem de direita e com ideias capitalistas, mas o que me parece menos honesto é que o faça dizendo que é em nome de quem trabalha e para lhes aumentar a segurança. Poder ser-se despedido simplesmente porque não se lambeu as botas ao patrão, ou porque se ficou doente, ou grávido, ou se quer ter férias, ou se quer chegar a casa a horas de poder jantar, ou por outro motivo qualquer que passe pela cabeça do patrão, não me parece grande segurança. É claro que a escravatura já foi abolida, pelo menos em nome, embora se saiba que há países onde ainda existe. O termos de arranjar um termo para ela e assim podermos concorrer em igualdade de condições no mundo global é que não me parecia necessário. Chamem-se os bois pelos nomes que é muito mais bonito, e escusamos de estar a meter mais palavras esquisitas na língua portuguesa. Ou será que a flexibilidade do Sr. Silva a isso obriga?

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Kamasutra Kavakista

Mais um edição WeHavekaosInThegarden a ser publicada brevemente. A antiga arte do sexo agora em versão Kavakista, profundamente ilustrada e anotada. Uma obra fundamental de alguém que ao londo dos anos tem utilizado esta ciencia do fecundar o próximo com todo um país.

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Camarada Albero

Hoje havia dois programas “engraçados” para ver no mesmo horário televisivo. De um lado o Gato Fedorento, do outro a entrevista do Bicho da Madeira. Claro que, os Gatos, ganharam ao rato. Mesmo assim ainda ouvi uma parte da entrevista e fiquei a saber umas novidades, sendo talvez a maior a de que, Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira, é mais esquerdista que o PS e o PCP. Literalmente um extremista de esquerda. Temos assistido nos últimos tempos a uma tentativa de muitos políticos de direita de se encostarem à esquerda, com o casal Cavaco à cabeça, enquanto um vai ao Alentejo cantar a Grândola Vila Morena o outro diz-se de esquerda democrática. Agora, de extrema-esquerda é o primeiro caso. Seja bem-vindo, Camarada Jardim.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, janeiro 14, 2007

Honoris Cavacus causa manifestação

O doutoramento «honoris causa» do Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, atribuído este domingo pela Universidade de Goa, gerou protestos. Dezenas da manifestantes munidos de cartazes, com inscrições em inglês a dizer «abaixo o imperalismo» e «14 de Janeiro - Dia negro para a Universidade de Goa», juntaram-se em frente à Kala Academy onde decorreu o doutoramento em Literatura oferecido a Cavaco Silva.

O WehaveKaosInThegarden conseguiu uma imagem inédita dessa manifestação que aqui partilhamos, em exclusivo, com os nossos vistantes.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

O Governador das Indias

Em 1505 D. Francisco de Almeida tornou-se no primeiro Vice-rei da Índia. Nesses 456 anos muitos foram os Vice-Reis e Governadores que por lá passaram, até tudo terminar em 1961 quando "reinava" o Governador-geral Vassalo e Silva.
Cavaco anda em Goa a reviver esses tempos encarnando todos eles. Aqui ficam dois exemplos:

Governador Afonso de Albuquerque (1509 – 1515)

Governador-geral Interino Francisco Craveiro Lopes (1936 – 1938)

PS: Aqui está um pouco de História de Portugal para não dizerem que isto aqui é só palhaçada e má-língua. Tomem lá que é para aprenderem.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Notas de uma viagem à India


As soluções energéticas, de transporte e de luta contra o aquecimento global, em nome do futuro de Portugal.

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sábado, janeiro 13, 2007

Notas de uma viagem à India

Cavaco mergulha no Rio Ganges para tentar purificar o seu karma. Todos sabemos que em vão, mas a esperença é a ultima coisa a morrer. Não nos parece que esta sua fé consiga remover o esterco que conspurca a sua alma.

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Apagar o passado

O facto de Gomes Cravinho, ter evocado a falta de continuidade que a visita de Mário Soares à Índia teve, para enaltecer que este Governo tudo fará para impedir que as relações entre os dois países voltem a afrouxar, caiu mal junto do Presidente da República, Cavaco Silva.
Em 1992, o actual Presidente da Republica era (e foi por mais três anos) primeiro-ministro e, por isso, era dele a principal responsabilidade de aproveitar o empurrão que Mário Soares na altura tentou dar às relações bilaterais entre Portugal e Índia. Logo, a crítica de Gomes Cravinho atinge Cavaco Silva em cheio, até pela forma como o adjunto do ministro Luís Amado reagiu, quando lembrado de quem era o primeiro-ministro nesse ano e seguintes. “Coincidências...”, disse, sorrindo.

Provavelmente este governante acabou de fazer o seu haraquiri político. Como, não acredito que o Cavaco tenha sido emprenhado pelo espírito de Gandhi, não lhe vai certamente perdoar. É que para o Cavaco, aquilo que mais o preocupa e, que rege todas as suas actividades e atitudes, é a imagem. (Por mais arrepiante que a sua figura nos possa parecer). Os dez anos que levou a construi-la, como que lhe colou à pele essa necessidade. Foram dez anos a criar a ilusão de um grande primeiro-ministro, que fez, que desenvolveu, para depois os seus sucessores esbanjarem todo o seu trabalho e colocado o país no estado em que se encontra hoje, tornando necessário o seu "Sebastionico" regresso para por ordem na casa. Para vender esta ideia há que apagar muita da história dessa época. Quem não se lembra daquele ruinoso segundo mandato, que o fez sair do cargo quase humilhado. Mas também não nos devemos esquecer que, sob a capa de competência e pragmatismo, foi também nos seus mandatos que os maiores erros foram cometidos e que nos levaram ao que somos hoje. Qual D. João V da actualidade, não desbaratou os ouros do Brasil, mas esbanjou os dinheiros da Europa. Muita obra, muito betão, muito alcatrão, mas de investimento produtivo, de preparação da economia, nada. (o que é estranho sendo ele considerado um notável professor de economia). Aliás esse e todos os outros problemas fundamentais porque passa o nosso país, ainda hoje, foram criados nessa altura. O défice, de que é o papá, o exagerado número de funcionários na administração pública, engordada por ele, a corrupção, a quem deu rédea solta aceitando o desbaratar dos fundos europeus em Ferraris para empresários e na criação de novos-ricos. Isto para não falar dos números clausus que fazem com que hoje até já tenhamos de importar médicos. Não pode por isso, deixar que qualquer pedrita possa ser atirada ao seu antigo reinado, com tantos telhados de vidro que tem. Não pode arriscar que tanto trabalho, a apagar e a reescrever o passado, possa ser assim colocado em causa.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Apagar a luz à Europa

A Comissão Europeia (CE) quer que o Governo volte atrás na sua decisão de limitar o aumento do preço da electricidade a 6%, e quer ver em vigor o aumento proposto pelo regulador do sector, que era de quase 16%.
Segundo a Comissão Europeia, a política de preços regulados e artificialmente baixos imposta pelo Governo na electricidade impede a entrada de novos operadores no mercado, anulando a liberalização do sector energético.

É com todo o respeito que mando esses senhores à merda. Estou cada vez mais farto da prepotência da CE. Estas regras e manias liberalizadoras, estão a acabar com o pouco que temos e a criar barreiras a qualquer hipótese que tivéssemos de sair do buraco.
Não estará na hora de dar um murro na mesa, e impor condições. Mais vale sair da EU e salvar este país que continuar com esta morte lenta. Ou aceitam ou saímos. Temos todos os países de língua portuguesa para formar uma nova comunidade, temos um mundo inteiro para negociar. Recolocamos de novo impostos sobre as importações, voltamos a cultivar este país e a abrir fábricas de produtos de primeira necessidade. Não vamos ter os novos modelos de telemóveis ou de GPS’s ou televisões a preços de trabalho escravo em países de terceiro mundo. Que mal é que isso faz? O que é importante é que tenhamos de novo esperança, um país que seja nosso e um futuro que seja possível.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
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