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terça-feira, agosto 06, 2013

Governo Parte II - Pedro Mota Soares


O governo pretende recorrer ao Fundo de Estabilização da Segurança Social (que garante o pagamento de pensões), investindo-o na compra de dívida pública e assim diminuindo para metade as necessidades de financiamento do Estado em 2014.
O Jornal de Negócios dá conta que em Maio de 2011 o atual primeiro-ministro Passos Coelho, criticou ferozmente o governo do Partido Socialista, então liderado por José Sócrates, por colocar em risco os depósitos e as reformas dos portugueses, ao pedir à Segurança Social e aos bancos para comprarem dívida pública nos leilões das novas emissões.
Recorde-se que um dos últimos atos de Vítor Gaspar foi assinar um despacho que permite ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social que serve de almofada para o pagamento futuro das pensões, incrementar o investimento em dívida soberana portuguesa para 90% da carteira.

Não vai faltar muito para se saber que há um buraco na Segurança Social, que falta dinheiro e que para garantir a sua sustentabilidade é necessário mais cortes nas pensões e nos direitos de quem descontou toda uma vida para garantir aos outros e a si um final de vida com dignidade e segurança. 

quinta-feira, julho 25, 2013

Não há Machete que corte a memória ao BPN



O novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do conselho superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a proprietária do Banco Português de Negócios (BPN). Na sua qualidade de ex-presidente da Fundação Luso-Americana, Rui Machete esteve ligado ao Banco Privado Português (BPP), onde foi membro também do conselho consultivo.
O antigo presidente da Comissão Política do PSD e ex-vice-primeiro-ministro do Governo do Bloco Central (PSD/CDS) e novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considerou que as críticas de que é alvo por ter exercido funções na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, são reflexo da “podridão dos hábitos políticos” e acrescentou que está de consciência tranquila “há muitos anos”.

Realmente esta gente é tão mázinha. Coitado do homem só porque fazia parte do conselho superior sabia lá agora das trafulhices. Ele até só aceitou o cargo porque lhe pediram e tinha lá amigos com quem gostava de tomar uns copos. O Duarte Lima, O Dias Loureiro e até o Oliveira e Costa. Tudo bons amigos com quem partilhou o governo. O Homem andava lá a dormir e não se deu conta de nada. Só lhe faltam as asas para ser um anjinho e a nós o dinheiro para pagar o roubo. E estar nos conselhos dos dois bancos onde a roubalheira foi à descarada e que andamos a pagar é só uma coincidência. Um mero acaso. 

sexta-feira, maio 24, 2013

Gaspar, o louco


Ontem, passei por um rádio onde falava o Vitor Gaspar que fazia um balanço daquilo a que chamava de programa de ajustamento. Se não vivesse aqui ou se fosse totalmente alucinado acreditaria que tudo está a correr extremamente bem. As medidas de austeridade necessárias da fase um e depois mais não sei o quê da fase dois do programa, mais os bancos a fase três, a quatro e sei lá que mais. Tudo uma maravilha, tudo a correr de uma forma perfeita. Agora vem mais a fase dos mercados e a do investimento. Há 4 meses batemos no fundo dos infernos mas agora já caminhamos para o paraíso. Tudo isto seria lindo se os números não fossem o que são. Ainda hoje se soube que o défice se agravou em mais de mil milhões só de Março para Abril, a nossa dívida externa nunca foi tão alta em relação ao PIB que nunca foi tão baixo. Até as exportações sofrem quedas e não fosse os portugueses e a economia estarem de tanga e não poderem importar nada lá se ia a balança de transacções, a recessão afunda e o desemprego acelera.  A miséria já se tornou paisagem e não há uma previsão do governo que não se mostre errada e sempre para pior.
Onde vai o Gaspar buscar todo este optimismo e satisfação? Só pode ser à loucura, não de acreditar no que diz pois sabe muito bem que só os seus donos estão satisfeitos, mas de acreditar que nós acreditamos no que diz. Interne-se o animal, não num manicómio mas sim na mais profunda masmorra como criminoso e traidor que é. Ele e toda a a corja que o apoia na sua loucura.


domingo, abril 14, 2013

Gente sem vergonha


Os doentes e os desempregados vão ser os primeiros a sofrer pelas más contas do Governo, que previa 1300 milhões de euros em receitas inconstitucionais. Na reunião do Ecofin, o ministro das Finanças terá apresentado aos congéneres europeus uma solução que passa, em primeira instância, por cortes nos cerca de 419.360 beneficiários de subsídios de desemprego e dos 94.840 beneficiários de subsídios de doença.

Vivemos numa sociedade onde é considerado bom ser-se bem educado. Em principio concordo que não devemos andar por aí a chamar nomes aos outros, mas há momentos em que a indignação se torna tão grande, que o nojo por certas pessoas se torna tão enjoativo que ser bem educado é mandá-los à merda. É que ser-se um filho-da-puta tem limites. Fazem merda, lixam tudo, pior sabem que estão  a fazer merda, sabem que estão a lixar tudo e no fim ainda se vingam e descarregam sobre os mais fracos e os que já vivem em desespero. Estes bandalhos apresentam um orçamento carregado de inconstitucionalidades, acabam a culpar o Tribunal por chumbar essas normas e como retaliação vão bater nos mais fracos, nos que estão mais desprotegidos e com menor capacidade de retaliar, os que vivem na agonia do desemprego ou na doença. Em nenhum momento mostraram a mínima vontade de encontrar receitas ou cortar despesas com bancos, PPP's, assessores, auditorias ou pareceres. Em nenhum momento se lembraram de olhar para onde o dinheiro não falta. Não, é com os que já vivem no limite da vida, nos que mais necessitam do apoio. É nesses que cortam. Filhos-da puta
.

terça-feira, março 26, 2013

A Grande Farra Alemã


19/03/2013 A chanceler alemã, Angela Merkel, insistiu hoje com o presidente cipriota, Nikos Anastasiades, que o plano de resgate deve ser negociado apenas com a "troika".
22/03/2013 A chanceler alemã, Angela Merkel, avisou o Governo de Nicósia que não deve pôr à prova a paciência da 'troika' nas negociações para o resgate de Chipre.
22/03/2013A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou hoje a utilização dos fundos de pensões como garantia do fundo de solidariedade.
25/03/2013 Angela Merkel elogiou o acordo para resgatar o Chipre e avisou: "Não queremos que os contribuintes salvem os bancos. Os bancos têm que se salvar a eles próprios. É o que vai acontecer no caso do Chipre",

Porque tivemos então de salvar os nossos bancos? Porque condenámos o nosso país à miséria em nome  da banca, esse sagrado altar do capital? Se não queria os contribuintes a salvar os bancos porque pagamos os impostos que pagamos para os salvar? Porque mudou agora o discurso?
Talvez porque a Alemanha, ameaçando que os estados passam a poder abocanhar os depósitos, espere que todos eles fujam para a Alemanha a terra da segurança e da estabilidade. Porque a Frau Merkel está-se nas tintas para a Europa, ela quer lá saber dos europeus para alguma coisa, o que a preocupa é o roubo e o saque. Hitler usou tanques ela utiliza Euros, mas o objectivo é o mesmo, conquistar e escravizar os povos. 

sexta-feira, março 15, 2013

Lixo humano


E agora como é? Para a Troika está tudo bem e até aceitam que o défice de 6,6% (mais 2.6% que o acordado) em 2012 e nos dão mais uma ano para atingir os 3%. Que se lixe se afinal a recessão não é de 1 mas sim de 3,2% este ano, que a divida externa atinja os 123,7%  e que o desemprego suba até aos 19%. Que se lixem os portugueses se morrerem de fome e que se lixe o país. Isto nas novas previsões do governo que normalmente já mostraram ser optimista passados dois meses com a realidade a ser bem mais terrível.
E agora como é? Este governo não muda uma virgula no rumo que escolheu e já se prepara para acrescentar mais 4 mil milhões à austeridade, despedir 20 mil funcionários públicos, aumentar impostos e baixar o próprio salário mínimo. Que se lixem as pessoas, que se lixe a Constituição, as leis e a democracia que importante mesmo são os bancos e os mercados.
E agora como é? Vamos ficar a chorar-nos nos sofá lá de casa (quem ainda tem casa), a chamar nomes aos governantes nas conversas de cafés ou vamos realmente fazer alguma coisa que possa mudar isto. Só vindo para a rua, ocupando-a, exigindo a demissão deste governo e a responsabilização de todos os que nos colocaram nesta situação, exigindo tolerância zero para a corrupção, suspendendo a dívida até ser feita uma auditoria independente que anule a sua parte suja e usurária, Exigindo mais democracia, que sejamos escutados nas decisões mais importantes e um maior controlo sobre os governantes assim como o direito a revogar o seu cargo a qualquer altura do mandato, Só quando assumirmos a responsabilidade pela condução da nossa vida e do nosso destino isto pode mudar. De que estamos á espera? 

terça-feira, março 12, 2013

Os Miseráveis da Europa


A dias de mais uma cimeira europeia, em Bruxelas, Durão Barroso escreveu aos chefes de Estado e de Governo para fazer um balanço da resposta à crise na Europa e dar conta de algumas preocupações da Comissão Europeia, a que preside. As reformas dos países começam “a dar frutos” mas é preciso ter em atenção as “consequências sociais” da crise, nomeadamente a subida do desemprego.

A chanceler alemã Angela Merkel vai tentar evitar que o Parlamento alemão vote a extensão do prazo para cumprir o pagamento dos empréstimos concedidos a Portugal e à Irlanda.

Esta é a Europa que temos, a merda em que vivemos, o futuro em que querem que sobrevivamos. Um antro de malfeitores e gananciosos comandado por uma cabra sem escrúpulos. Se algum houve quem tivesse a ilusão de uma União Europeia a realidade mostra bem que são os egoísmos quem mais ordena. Como vai isto acabar? Infelizmente temo que da pior maneira e uma nova guerra na Europa não é impossível
Como até já o próprio Presidente do Parlamento Europeu reconhece, o alemão Martin Schulz, a Europa gastou milhões de euros para resgatar os bancos, mas, com a crise e os actuais níveis de desemprego, em particular entre os jovens, arrisca-se a perder uma geração e identifica a perda de confiança dos cidadãos na capacidade de a União Europeia resolver os seus problemas como “uma das principais ameaças” da própria UE. “E se a nova geração perde confiança, penso que é a UE que está verdadeiramente em perigo”.
 

segunda-feira, março 04, 2013

Um Esqueleto no armário


O Sr. Silva anda desaparecido e mesmo quando muitas centenas de milhares de pessoas saem à rua para dizer que não querem mais este governo, que já não os representa, ele não é visto nem ouvido. Alguns dizem que, como cobardolas que é está escondido num armário, outros que são os esqueletos que tem no armário que o obrigam a estar escondido e outros até que é ele próprio que já é um esqueleto.
Quando iniciei este blog há mais de sete anos ia-se iniciar a campanha eleitoral daquele que viria a ser o seu primeiro mandato. Bem berrei que ele era o principal responsavel pelo estado a que chegou o país quando esbanjou os comboios de dinheiro que chegavam todos os dias da Europa, quando destruiu o tecido produtivo, as pescas e a agricultura, quando fomentou a instalação de uma politica de interesses e de gatunos, quando apadrinho o nascimento de Bancos como o BPN, BPP e BCP, quando levou para os seus governos gente sem escrúpulos e sem moral que criou este sistema de clientelismo e compadrio. Hoje estamos a pagar bem caro a sua governação como Primeiro-ministro e a sua vacuidade como Presidente da republica. Se ainda tem uma pinga de vergonha na cara, demita este governo e demita-se a ele depois por triste e má figura.

sábado, fevereiro 09, 2013

O vampiro


Quando vi esta imagem tentei imaginar que cara lhe ficaria melhor. A primeira que me veio à cabeça foi a do Sr. Silva, mas rapidamente conclui que ele. mais que um vampiro, nunca passou de um lacaio dos interesses de outros, um mero assalariado, sem dúvida bem pago, mas que mais não fez que escancarar a porta aos seus donos. O caso BPN nascido e engordado durante os seus mandatos como primeiro-ministro demonstram-no. Dias Loureiro também chegou a ser hipótese, mas ser um operacional do grande capital talvez não lhe desse o direito ao trono. O velho Balsemão, homem de mão dos Bilderberg em Portugal, o papá Espírito Santo também me passaram pela cabeça, mas resolvi-me pelo mais óbvio, o homem que dá e dispõe tudo neste governo. Não, não é o Primeiro-ministro Passos Coelho, que não passa de mais uma lacaio, mas o homem de confiança dos Alemães, dos Bancos e dos Mercados, o Ministro das finanças Vitor Gaspar. Ele põe e dispõe, ele impõe a sua lei e a sua austeridade mesmo quando já se provou que é uma aposta perdida e que não vai resolver os problemas do país. Ele suga a vida e a esperança dos portugueses alimentando-se dela. Ele sim, é um verdadeiro vampiro ao serviço de um mundo subterrâneo e escondido onde a ganancia, a indignidade e o poder são lei. 

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Quando a Realidade supera a indignação


Copiei este texto do mural de uma amiga do facebook que por sua vez já o partilhava de um outro amigo:
 
Fez-me chorar... 
Já visitei a Venezuela e Cuba. Mas, esta tarde, visitei, pela primeira vez, um país do terceiro mundo. Eu conduzia pela via de acesso ao IC19 quando observei dois homens que seguiam junto ao rail vindos do Hospital Amadora-Sintra. O mais novo aparentava 45 anos e tinha a cara tostada pelo sol. O mais velho devia ter cerca de 80 anos e trazia um dreno ensanguentado junto à cintura. O filho trazia o pai que havia tido um AVC e uma infecção urinária. Ficaram na Brandoa. Foi onde os deixei depois de ter decidido dar-lhes boleia. Não tinham dinheiro para o transporte de ambulância. Durante a viagem, envergonhado, o filho concordou comigo. Este é o país em que os donos dos bancos e das grandes empresas enchem os bolsos através da humilhação dos trabalhadores e dos reformados. O velho mal se compreendia. Muito cansado tentava comentar com muita dificuldade o que se dizia. Mas houve um momento em que encheu a voz de força e rematou: "É preciso um novo 25 de Abril". Respondi-lhe, então, que se o havia que repetir que fosse sem cravos. Pelo espelho retrovisor, vi-lhe o sorriso. Não sei o que lhe passava pela cabeça. Mas, na minha, vi o nosso povo unido esmagar os que assim tratam os que sacrificaram o melhor das suas vidas pela felicidade de outros. E sorri-lhe de volta.

Quando o li comentei que pensava fazer um post utilizando o texto se entretanto conseguisse fazer um boneco que o merecesse. Não me perguntem porque escolhi esta imagem que pouco ou nada se relaciona com ele, mas na altura, sem saber dizer porquê, pareceu-me a imagem certa e ainda agora não sei mas ainda agora me parece. Quanto à história, não é o 25 de Abril sem cravos que me diz muito, já que foram eles que me mostraram os tempos e as gentes mais lindas que vivi, mas a tristeza de saber que vivemos outros tempos bem mais feios onde se despreza a pessoa e onde quase nada resta da dignidade humana. Este é o mundo de quem coloca nos altares do poder o dinheiro e não o homem. Este é o mundo do capitalismo selvagem, o mundo em que a cada vida humana é colada uma etiqueta com o preço que vale e a vida de cada um de nós cada vez vale menos.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

A praga da Europa do Sul


Em todos os países mais ao sul da Europa não há país que não esteja em crise e onde a corrupção vai brotando com alguma regularidade. Ninguém parece estranhar que só os países mais ao sul da Europa estejam em crise profunda provocada por uma enorme dívida. Ninguém estranha que só aí as pessoas tenham vivido acima das suas possibilidades.  Ninguém estranha que aí todos os governantes sejam políticos domesticados às ordens da Frau Merkel. Ninguém estranha que só nesses países a corrupção seja conhecida e não haja nenhum politico ou banqueiros condenados por ela. Ninguém estranha que seja nestes países que a corrupção seja lei, e a justiça lenta e ineficaz. Ninguém estranha que estes países corram para a insolvência enquanto outros fazem as regras e engordam. Ninguém estranha nada nestes países nem quando vemos a pobreza a alastrar em toda a Europa do Sul. Deve ser culpa do calor e do Sol.
Ninguém acha isto estranho
que se salvem bancos e se deixam morrer pessoas? Ninguém pensa que isto não é normal. Ou talvez não seja estranho e seja tudo normal se aceitamos viver governados por mentirosos, aldrabões, canalhas e outra gente do mesmo teor. E até agora aceitámos. 

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Já devemos mais 2.5 mil milhões. Que alegria


Anda tudo felicíssimo porque Portugal voltou aos Mercados. Portugal colocou mais divida no valor de 2.5 mil milhões de euros a juros perto dos 5%.  Aleluia, que alegria, que felicidade, já devemos mais 2.5 mil milhões de euros, pouco mais do que acabaram de enterrar no BANIF e um quarto do que já fizeram desaparecer no BPN. Mas o que nos vai trazer toda esta euforia? Vão baixar impostos? Vai haver mais dinheiro para a saúde e a educação? Vão aumentar as pensões? Vai ser combatida a fome e a miséria? Vai diminuir o desemprego? A resposta é não, nada disso. Aumentámos a nossa dívida em mais 2.5 mil milhões que se vão sumir sem nunca sabermos o que lhe aconteceu. O que vai certamente acontecer é que nos vão dizer que já devemos mais dinheiro, que a nossa dívida é maior, que continuamos a gastar acima das nossas possibilidades e que para o pagar vamos ter de aumentar impostos, reduzir pensões e cortar nos direitos. Ninguém me perguntou nada, mas já tenho na minha conta corrente mais 2.5 mil milhões para pagar. Claro que alguém vai ganhar, primeiro quem vai receber os juros de uma dívida que uma economia como a nossa em recessão e deficitária nunca poderá pagar a não ser criando mais divida e pagando mais juros. Um carrossel sem fim e de lucros garantidos. Outros também ganharão aqueles que vierem a beneficiar desse dinheiro em ajudas ao investimento, em ajudas aos bancos, em ajudas ao raio que o parta e em viagens e mordomias para amigos e compadres. Mas não nos preocupemos que já começaram a garantir que vamos ter mais tempo para pagar, que haverá mais dinheiro para nos emprestarem se necessitarmos, ou seja que a miséria está para ficar. 


terça-feira, janeiro 22, 2013

O Vampiro Gaspar


No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas 

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei 

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada 
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada 

Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Os Vampiros - Zeca afonso

Começam a ser pagos os salários de Janeiro e começa vir ao de cima a brutalidade fiscal deste Orçamento de Estado. A uma diminuição tão drasticamente dos salários vai seguir-se mais uma redução do consumo e  a falência de muito do pequeno comércio que já vivia com a corda na garganta provocando mais desemprego e mais miséria. Uma espiral destrutiva que arruína o país, destrói empregos e empresas e conduz a economia numa espiral recessiva sem fim à vista.Para ajudar uma vez mais, com menos negócios e mais desempregados, se vai assistir a um abaixamento das receitas fiscais, a mais umas previsões erradas do Gaspar e ao regresso do discurso da inevitabilidade de um novo aumento dos impostos e do corte de direitos de todos nós. Não se corta na ajuda aos Bancos, pelo contrário gastam-se milhares de milhões para cobrir os seus erros, como os mais de mil milhões agora enterrados no BANIF, mas corta-se na saúde, na educação ou nas reformas dos que já vivem no limite da subsistência. São vampiros, são bandidos, são seres despreziveis esta gente que nos governa. Alternativas necessitam-se urgentemente, não tirar uns para pôr lá outros parecidos, mas para mudar o sistema, as politicas e a lógica que impera. Repensar o futuro, sem dogmas, sem medos, sem ideias feitas. 


terça-feira, janeiro 15, 2013

Escudo é protecção



 O amigo "Homelivre3" enviou mais um capitulo e uma bela imagem desta história que ele vai contando lá do estrangeiro para onde teve de emigrar para ganhar a vida. Foi mas não esqueceu o seu pais nem a necessidade de o reconstruir. Renovo o agradecimento pela sua colaboração e ajuda a este blog.

O Zé não conseguiu separar-se da família, e emigrar ficou fora de questão.
Largou as malas, limpou as lágrimas arregaçou as mangas e fui para a arrecadação nas traseiras da casa.
- Vou deixar as minhas mágoas, nervos e má disposição , já venho, disse para a mulher. - O que faz falta é algo que proteja o povo, já vi que ninguém o faz por mim, vou ter que meter mãos à obra, Voto naqueles cabrões do parlamento e fazem o quê? uma óva.
A bófia anda armada até aos dentes, o povo é em maioria mas só consegue atirar pedras para aquela escadaria. Deixem vir a próxima manifestação, e vocês verão.
Estou farto de batalhas desiguais, estou a fundir de novo o escudo, para que os nossos filhos continuem a conseguir viver com os pais.
"Que se lixe a troika" , "fora com o Governo" Declarações de guerra não valem de nada.
Temos que combater, e mais importante ainda, vencer. Mas como ? pergunto eu, se não temos armas,
nem um escudo para nos defender. Uns dizem que o "escudo" jamais nos levaria à vitória e a liberdade verdadeira nunca passaria de um sonho na nossa memória.
Eu Zé Povinho falarei para todos aqueles que perderam a esperança, que não podem fazer como eu, sentarem-se e deixar crescer a pança. Haverá armas e um escudo para todos, é preciso é coragem. A Elite quer nos manter ocupados, para consumir a bruta e não dar-mos conta que estamos a ser manipulados.
Aproveitar o tempo livre que o desemprego nos oferece, para nos artilhar e dar à Elite, ao sistema e ao governo o que ele merece.
A luta não continua a luta está é para começar.
Com o escudo refundido e agora já mais calmo, Zé Povinho volta para casa, para descansar.
- Antes eram os romanos, hoje é a troika, governos e bancos. Tornai-vos Viriato e não vos deixeis envenenar pelo sistema.

                                                                                                       ......continua no próximo Domingo

quinta-feira, agosto 23, 2012

O bueiro de Portugal



16 casais por dia ficaram desempregados em Julho. De acordo com os dados recolhidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional , em Julho deste ano, face ao mês homólogo, há mais 4.388 casais (um aumento de 99,3 por cento).

A dívida das administrações públicas aos bancos portugueses subiu em mais de 10 mil milhões de euros no primeiro semestre, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal no Boletim Estatístico.

O Governo já admite arrecadar quase menos três mil milhões de euros em impostos face ao que está previsto no Orçamento Rectificativo, um valor que representa menos 8,5% de receita do que aquele que estava previsto.

Escolhi só três notícias de uma lista quase infindável que provam o falhanço destas políticas e a destruição da economia e da vida dos portugueses. Como este governo não se mostra com o mínimo de vontade de mudar essas políticas cabe-nos a nós exigi-lo e promover essa mudança. Cada dia que passa é um dia perdido e maiores dificuldades para o futuro.

sábado, agosto 18, 2012

Tadinhos dos Banqueiros


«A remuneração que BCP, BPI e CGD vão pagar ao Estado pelo apoio público concedido através de instrumentos de capital contingente ("CoCos") vai ser dedutível na factura fiscal que estas instituições terão de suportar ao longo dos próximos anos. No total, os três bancos poderão abater mais de 400 milhões de euros aos seus encargos com impostos, o equivalente a um quarto dos custos totais que terão com a ajuda estatal nos próximos cinco anos e que podem ascender a mais de 1.650 milhões. »

Como há quem tenha muito mais arte para dizer o que me apetecia dizer deixo aqui um texto do blog "O Jumento".
Tenho pena dos nossos queridos banqueiros, foram eles as grandes vítimas da orgia de consumo dos tesos, dos abusos de Sócrates na noite longa da asfixia democrática quem em bom tempo acabou graças ao 25 de Abril do movimento dos Relvas. Compreende-se que sejam os contribuintes a financiar o aumento de capital e a suportar os juros como o nosso Gasparzinho muito bem decidiu. 
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram abusados por um insaciável Sócrates que os obrigou a baixar as calcinhas e comprar dívida soberana portuguesa. Aliás, a taradice de Sócrates era tanta que tinha um verdadeiro fetishe pelas dívidas soberanas que ainda os obrigou a comprarem outras dívidas, como a grega. 
Tadinhos dos banqueiros que eram obrigados a dar cartões Visa a torto e a direito, eram ameaçados por clientes pobres que tinham perdido a vergonha e que quando queriam consumir acima das suas possibilidades e a juros dignos de proxenetas forçavam os banqueiros a fazer horas extraordinárias abrindo banquinhas de cartões de crédito nos corredores dos hipermercados. 
Tadinhos dos nossos banqueiros, foram obrigados a instalar-se na Zona Franca da Madeira para transformarem os impostos de que o país precisava em dividendos para distribuir pelos seus accionistas. 
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram obrigados a corromper-se, a empregar ex-políticos e familiares de dezenas de altos quadros da Administração Pública a troco de favores e negócios que nunca pediram. 
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram forçados a manter uma das bancas mais permissivas a branqueamento de capitais, como foi defendido por algumas polícias e organizações internacionais. 
Tadinhos dos nossos banqueiros a quem os consumidores pobres gulosos e insaciáveis forçaram a desviar o crédito à actividade industrial para crédito ao consumo e à habitação. 
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram forçados a financiar contra a sua vontade as grandes obras públicas promovidas pelo Estado. 
É por terem sido vítimas de tanta injustiça que o mesmo governo que cortou subsídios a funcionários e pensionistas, muitos deles já falidos, vem agora dar sob a forma de deduções de impostos quase metade do que roubou em 2012 e foi impedido de voltar a roubar porque o TC não lho permitiu. 
É por terem sido vítimas de tanta injustiça que o governo decidiu poupá-los a impostos devolvendo-lhes os juros de um empréstimo cujos juros serão suportados pelos portugueses. 
É por isso que quando ouço alguns destes canalhas, designadamente, o do BCP e o tal dr do BPI que nunca acabou qualquer curso criticarem o Tribunal Constitucional por ter declarado ilegal o corte dos subsídios, acho que o que eles mereciam era serem vítima das inconstitucionalidades que defendem na hora de roubar aos outros, muitos deles seus clientes.
Se é legítimo roubar vencimentos e subsídios à margem da lei constitucional também o é adoptar leis penais de excepção para levar a tribunal estes refinados canalhas, chulos e oportunistas que desde a privatização da banca que não fazem outra coisa senão roubar os portugueses e levar o país à ruína. Até abriria uma excepção e acabaria com o limite dos 25 anos de prisão, alguns destes canalhas merecem muito mais.

sábado, junho 30, 2012

Uma história que parece não ter fim


Falar do BPN é falar do maior roubo da história deste país e também do processo em que a impunidade dos culpados parece ser a regra. Nascido na era das vacas gordas do Cavaquismo e apadrinhado por ele foi durante anos um antro de malfeitores que saltavam entre o governo e o banco. Durante anos foi um fartar vilanagem sob o nariz do Magoo Constâncio do Banco de Portugal que nada via ou queria ver. Não fosse a famosa crise internacional e quem sabe ainda os Oliveira e Costa, Duarte Lima e Dias Loureiro continuariam a encher contas em off-shores e a comprar condomínios de luxo em Cabo Verde. Como se não bastasse veio a nacionalização dos prejuízos, pelo Teixeira dos Bancos, que já defraudou o país em muitos milhares de milhões de euros. (Dava para pagar os subsídios de férias e Natal que este governo nos roubou durante três anos). Quando parecia que esta roubalheira já tinha chegado ao fim chegou a vez da reprivatização em que o actual governo resolveu vender o banco ao BIC do Mira Amaral a preço de saldo por quarenta milhões de euros, não sem antes ter retirado centenas de milhares de créditos mal parados para empresas do estado, (créditos de Duarte Lima e Vítor Baía são alguns exemplos) e recapitalizado o banco em mais algumas centenas de milhares de euros. Um negócio da China...para o Mira Amaral. Talvez, embora duvide, tenha terminado aqui as negociatas e a roubalheira com este banco, mas ainda faltava mais uma manobra para poupar impostas. Afinal não é o BIC que vai incorporar o BPN, vai ser o BPN a incorporar o BIC, mudando depois o nome para BIC para assim pagar menos impostos nos próximos anos. Para alguns todos os truques são lícitos e o Estado olha para o lado, para o pobre do cidadão que aperta o cinto para pagar os impostos que este governo não se cansa de aumentar, o não pagamento de um bilhete do metro ou de uma portagem é suficiente para soltarem os cães e penhorarem qualquer bem que se tenha. Se há uma justiça para ricos e outra para pobres também no fisco parece haver uns que podem tudo e outros que só podem pagar e calar.

PS: NOVIDADE DO DIA - Dois dos condenados pelo Banco de Portugal por prestação de informação falsa e falsificação de contas no caso BPN, trabalham como diretores para um fundo do Estado. [AQUI]

quinta-feira, junho 28, 2012

Uma crise "Dali" mas também daqui


A agência de notação financeira Moody’s e vinte e oito entidades financeiras do país vizinho sofreram cortes de rating de entre um a quatro níveis, num “golpe” que deixou 21 bancos sob a classificação de “lixo”. A “razia” aconteceu no mesmo dia em que o Governo espanhol formalizou o pedido de ajuda à União Europeia para recapitalizar o sector bancário.

Com o pedido de ajuda da Espanha e também do Chipre só falta a Itália para se fazer o pleno dos países do Sul da Europa. Não deve faltar muito e já outros se colocam na calha. França, Bélgica, Holanda...e outros se seguirão. Porque, contrariamente ao que nos tem sido dito nada disto é uma crise de alguns países que se portaram mal, mas sim uma consequência do ajustamento do próprio sistema capitalista às novas formas de especulação e lucro fácil que a globalização mercantil produziu. Um sistema em que se ganha mais em especular em desequilíbrios da produção que em apostar no sistema produtivo dando todo o poder aos mercados para imporem as suas regras e "governarem" o mundo, é um sistema que será sempre injusto, violento e sempre mais preocupado com o lucro que com as pessoas. Não somos por isso vitimas de uma crise, mas de um sistema que se alimenta de uma suposta crise que eles próprios fomentaram.

sábado, junho 16, 2012

God save the ... banks


As autoridades britânicas anunciaram um conjunto de medidas de emergência para fazer frente à crise da dívida europeia, disponibilizando uma cifra de 100 mil milhões de libras (123,5 mil milhões de euros). O ponto principal deste pacote é um financiamento de 80 mil milhões de libras (cerca de 98,7 mil milhões de euros) do banco central aos bancos comerciais, para as próximas semanas e a um preço reduzido. Paralelamente, o pacote compreende uma injecção de cerca de 5000 milhões de libras por mês nos bancos do centro financeiro de Londres para aumentar a liquidez.

Todos falam da crise das dividas soberanas (os malvados povos do sul que só querem sol e praia e gastam acima das suas possibilidades), mas o que assistimos actualmente é a uma crise dos bancos, (que dos banqueiros não consta que passem por dificuldades), com os estados a endividarem-se desesperadamente para os capitalizar. Os bancos, os principais responsáveis pela crise de 2009 mas que não os impediu de continuarem a especular, (e surpreendentemente a passar nos testes feitos pelo BCE), chegam finalmente ao momento em que mostram estar descapitalizados e a forçar os governos a injectar muitos milhares de milhões. Quem vai pagar em sacrifícios e austeridade tudo isto? Nós.

terça-feira, junho 12, 2012

A gula bancária


Os bancos portugueses nunca pediram tanto dinheiro emprestado ao Banco Central Europeu como no mês passado com o financiamento junto do BCE a atingir já os 58,7 mil milhões de euros, mais 3,3 mil milhões de euros que no mês anterior.

Não entendo mesmo nada de finanças, mas faz-me confusão que a solução para um país cujo problema é a divida externa  seja uma ajuda de 78 mil milhões, continue a ir aos mercados pedir mais milhares de milhões emprestados e os seus bancos, que acabaram de ser capitalizados com mais 6 mil milhões, aumentem constantemente  a sua divida. Mais grave ainda quando se sabe que o crédito mal parado não pára de crescer a grande velocidade e todo este dinheiro que entra na banca acaba para não ser utilizado em empréstimos às empresas e ao desenvolvimento da economia e do emprego.
Como é possível resolver os problemas do país se o endividamento aumenta, os juros a pagar aumentam e a economia em recessão encolhe?

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