Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
sábado, março 31, 2007
terça-feira, abril 18, 2006
QUATRO ARGUMENTOS EM TORNO DE UM FALSO ALIBI
1. A afirmação de que Irão está a desenvolver armas nucleares é um mero pretexto para a guerra. O NIE (National Intelligence Estimate) prevê que o Irão não será capaz de produzir ogivas por talvez uma década. Da mesma forma o responsável máximo da AIEA, já disse reiteradamente que a sua agência de vigilância não encontrou "qualquer evidência" de um programa de armas nucleares.2.Não são os programas de armas nucleares, mas os planos económicos do Irão colocam uma ameaça à América. A administração Bush quer a todo custo impedir que o governo iraniano abra uma bolsa que negoceie o petróleo em euros. Se isto acontecer, centenas de milhares de milhões de dólares seriam despejados de volta nos Estados Unidos, esmagando a sua economia. Eis porque Bush está a planear levar o país à guerra contra o Irão. É uma defesa óbvia do actual sistema global e da continuidade do domínio da divisa de reserva, o dólar (O petróleo é cotado em dólares e vendido tanto no NYMEX como no International Petroleum Exchange (IPE) de Londres, possuídos ambos pelos americanos)
3. O monopólio americano da divisa é o verdadeiro vertex do esquema. Enquanto os países forem forçados a comprar petróleo em dólares, os Estados Unidos podem fazer perdurar a sua impunidade orçamental e os gastos astronómicos na defesa. A única ameaça a esta estratégia é a perspectiva da competição de uma bolsa independente de petróleo, forçando o flutuante dólar a competir frente a frente com uma divisa mais estável.
4.A tentação nuclear do Irão (mesmo admitindo que verdadeira) funciona como ecran de ocultação da possibilidade de uma nova bolsa de petróleo. A propaganda obsessiva contra o perigo islâmico tem servido para dar cobertura ao desencadear de um conflito em defesa do dólar.
Jorge Matos
Contribuição para o Echelon: JSOTF, Hollyhock
domingo, fevereiro 26, 2006
Boas Noticias...esperemos que sim

Finalmente uma boa noticia vinda daquela zona do mundo. Após a vitória do Hamas na Palestina e consequente aumento da violência com Israel e com o pré-anuncio de uma guerra civil no Iraque tudo parecia indicar que tempos ainda mais difíceis se aproximavam. A questão nuclear no Irão parecia não ter saída, e com os EUA a colocarem mais este país no eixo do mal, um nova invasão parecia inevitável. Sabendo nós que o Irão é um dos grandes produtores de petróleo podíamos já imaginar Bush a babar-se abundantemente sobre os mapas da guerra.
Este acordo parece vir provar a boa fé do Irão quando afirmava que só desejava, como acontece com muitos outros países, produzir energia eléctrica. Esperemos que o acordo se concretize e que os EUA desistam do seu conceito expansionista evitando assim mais mortes e o alastrar da violência e da insegurança.
Basta olhar para aquilo que se passa no Iraque, em que não há nenhum dias em que a morte não seja noticia, para entender que mais um conflito armado na zona nada resolveria vindo só a agravar a já insustentável situação. Bom agora era que alguém viesse com um plano que possibilitasse a saída dos EUA do Iaque sem deixar aquele pais entregue a uma guerra civil. Embora pareça um cenário quase impossível deveria a comunidade internacional exigir ao presidente Buh que assumisse as suas responsabilidades e que se comprometesse a abandonar o Iraque no momento em que a ONU conseguisse um acordo entre as facções religiosas ai existentes. Enquanto os EUA não entenderem que a sua omnipresença no médio oriente só conduz à existência de mais e maiores conflitos não é possível haver paz na zona.
segunda-feira, abril 10, 2006
Um louco anda por ai na Casa Branca
A administração de George W. Bush admite lançar bombardeamentos maciços contra o Irão, incluindo nucleares, para destruir uma instalação suspeita de fabricar armas atómicas, afirma a revista New Yorker na sua edição datada de 7 de Abril.O homem é louco. Anda toda a gente preocupada com a possibilidade de o Irão produzir armas atómicas, quando temos o país que possui a maior arsenal dessas armas a ameaçar utiliza-las. É chegado a hora, de todos compreendermos que um tal armamento não pode estar nas mãos de um louco furioso como é George Bush. Esse homem tem de ser destituindo do seu cargo e entregue urgentemente a uma instituição psiquiátrica onde deverá ficar internado permanentemente.
Não nos devemos esquecer que, de todos os países que possuem armamento nuclear, e que já não são tão poucos como isso, o único que até agora as utilizou foi precisamente os EUA. O seu uso contra o Irão iria abrir a porta a que muitas outras nações ponderassem fazer o mesmo como forma de resolver problemas militares que têm entre mãos. Índia, Paquistão, Israel, etc. poderiam seguir o exemplo americano com repercussões gravíssimas. As armas nucleares deviam ser banidas, não só do Irão, mas de todos os países do mundo. As consequências provocadas pela sua utilização são monstruosas e por demais conhecidas. Quem o fizer só poderá ser considerado um assassino e deverá ser imediatamente julgado e condenado por genocídio.
Bombardeemos esses infiéis em nome de Deus
Contra os fundamentalismos religiosos
terça-feira, setembro 25, 2007
Loucos e teimosos
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que foi recebido ontem
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
domingo, novembro 06, 2011
O Irão e as coisas que por aí virão

Como não me sai da cabeça que esta crise económica venha a acabar, como acabaram a de 1909 e a de 1929, numa guerra que chacinará muitos milhões de inocentes, tudo isto me lembrou um texto que vi recentemente, daquelas coisas que muitos gostam de chamar de "Teoria da Conspiração", em que previa a Guerra para começar nos meses de Outubro ou Novembro e a implantação do governo da Nova Ordem Mundial lá para Março. Certo é que EUA, UK e Israel querem a guerra, por vingança, segurança e sobretudo pelo petróleo mas com a China e a Rússia a oporem-se a qualquer ataque. Será agora que vai começar ou é só uma primeira ameaça?
PS: Noticia fresca. O presidente israelita reiterou este domingo que é mais provável um ataque a Teerão do que uma solução amigável. «"A possibilidade de um ataque militar contra o Irão está mais perto do que a opção diplomática», afirmou Shimon Peres
quinta-feira, maio 20, 2010
Impor a paz pela guerra
quarta-feira, outubro 27, 2010
Que estrela seguirão estes Reis Magos?
O Presidente afegão, Hamid Karzai, confirma que o seu gabinete recebe “sacos de dinheiro” do Irão, mas garante que o processo é completamente transparente. Hamid Karzai confirmou hoje, em conferência de imprensa, que recebe dinheiro de vários “países amigos” e que o Irão contribui com cerca de 700 mil euros, duas vezes por ano.“Isto é transparente, é algo que discuti com o (antigo) Presidente George W. Bush, nada foi escondido, e os Estados Unidos fazem a mesma coisa, dão-nos sacos com dinheiro”, salientou o Presidente do Afeganistão. Sobre o destino destas verbas, Karzai disse serem para despesas da presidência, pagamento de salários e de despesas, mas não deu mais pormenores.
Porque será que todas as noticias sobre ste assunto tinham como titulo, "Afeganistão recebe "sacos de dinheiro" do Irão". Será que é porque já sabiam dos outros sacos de dinheiro que recebe? E sabem para que serve todos esse dinheiro? Que está ele a comprar?
quarta-feira, julho 05, 2006
O CALCANHAR DE AQUILES AMERICANO
Há três meses, altos responsáveis americanos, a propósito do contencioso nuclear com o Irão, admitiam como opção possível o ataque militar a “um dos motores do terrorismo mundial”. Há altura Rumsfeld afirmava que “a única maneira de resolver o problema é transformar a estrutura do poder iraniano. E isso significa a guerra”(The New Yorker, Abril 2006). Hoje, através dos ministros dos negócios estrangeiros dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os americanos dão o braço a torcer e reconhecem a prorrogativa do Irão aceder à energia nuclear civil, disponibilizando-se no apoio à aquisição de reactores nucleares de água leve, propondo o fim do embargo e até o apoio à candidatura à Organização Mundial do Comercio (OMC).
À explicação desta reviravolta não será certamente alheia a intenção do Irão poder passar a exigir o pagamento do petróleo e gás em Euro. O dollar parece assim ser o verdadeiro calcanhar de Aquiles da política belicista americana.
Sobre o assunto publicámos aqui em 18.04.2006
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Se ao menos cortassem o mal pela raiz...

Esse senhor Luís Delgado continua a emitir as suas opiniões sem conseguir realizar qualquer esforço que seja de despersonalização, o que lhe daria a possibilidade de se colocar do lado do outro para poder assim tornar as suas opiniões, no mínimo um pouco menos limitadas, já que no seu caso não se pode falar de inteligência. Infelizmente já não acreditamos que isso possa alguma vez vir a acontecer, porque se há no mundo pessoa mais confinada ao seu próprio umbigo, pessoa mais estreita de horizontes, é o senhor Luís Delgado, como se lhe tivessem colocado umas palas de burro logo à nascença, ou talvez já tenha mesmo nascido com elas. Senão vejamos: quando este senhor não está interessado em defender uma ideia, ele simplesmente a põe para o lado: não lhe interessa as teorias apaziguadoras, não sabe se os desenhos eram ou não de bom gosto,
Luís Delgado é limitadíssimo porque, além de não ser capaz de se colocar no lugar do outro, para poder ver a realidade por várias perspectivas, o que um jornalista deve estar habilitado a fazer, pior que isso, ele é explicitamente islamófobo, além de outras coisas, e não enxerga mais longe que o seu próprio reflexo, o que já de si é uma perspectiva execrável. Por isso seres como Luís Delgado, George Bush, Rumsfeld e mais escória que para aí anda, acham que o outro tem que aprender a respeitar a “nossa” democracia, a “nossa” religião" – e isto enquanto “nós” ocidentais iluminados não temos que respeitar os valores do outro, nem sequer quando o outro acede em jogar com as “nossas” regras democráticas (caso da vitória em eleições democráticas do Hamas);
O que é que o senhor Luís Delgado considera uma imprensa “livre, desde que responsável”? Será que considera que a imprensa da Dinamarca e, depois, de quase todos os países da Europa, agiu com responsabilidade? Só se para ele a responsabilidade é a imprensa europeia estar interessada em espevitar o já ateado fogo entre a civilização ocidental e a muçulmana. Será certamente uma imprensa responsável, mas no sentido de responsabilizável por ter criado ainda mais pressupostos para a violência. Não nos parece que tenha havido qualquer inocência na publicação dos cartoons. Não acredito que quem se propõs a fazer, e principalmente a publicar, um cartoon sobre outro povo, com outra religião e outra cultura, num momento delicado de tensões crescentes, não tenha tido antes o cuidado de saber algo sobre a cultura, algo sobre os preceitos religiosos desses povos, de modo a não ferir susceptibilidades, a medir as consequências, de modo a não lançar mais achas para a fogueira. Parece-me que o que se pretendeu no mundo ocidental foi precisamente atirar achas para a fogueira. A imprensa europeia está longe de ser inocente nesta e noutras questões.
Quanto à questão do Irão, Luís Delgado acha que seria bom que o mundo ocidental se prepare para mais um conflito. É este o seu conceito depravado de bom, como se a vergonhosa guerra do Iraque já não lhe bastasse. Ele acha bem que países como os EUA ou Israel tenham armas nucleares, que a França ameace usá-las contra o Irão, mas acha mal que o Irão deseje possuir energia nuclear (não está ainda provado que também queira ter armas nucleares). Faz-nos lembrar a arrogância daquele comercial já não me lembro de que empresa que gabava sem pudor: uns têm, outros…não!
De opinião parola em opinião parola, Luís Delgado, que é tão cosmopolita, destaca-se da atitude parola dos nossos ministros face à visita de Bill Gates; no entanto, vemos Luís Delgado a lamber as botas de outros americanos de QI bem mais reduzido ou mesmo nulo (Bush, por exemplo), aparecendo sempre servilmente em defesa das mais perigosas manobras desencadeadas pelo imperialismo americano (não se lembrará ele que Bush delineou a sua louca cruzada contra o terrorismo dizendo que o fazia em nome de Deus?). Que Maomé, Buda, Cristo ou um outro qualquer Deus nos proteja das opiniões do senhor Luís Delgado que tanto distorce a realidade em defesa de ideias disparatadas que nem sequer são suas.
Sempre fui contra o terrorismo, mas se existe deveria ser capaz de ser mais objectivo, capaz de atingir alvos bem precisos e que não acabassem sempre por matar e mutilar inocentes. Sr. Luis Delgado, se o raptassem e lhe pusessem a cabeça a prémio, se no final achassem que não tinham apanhado grande coisa e o devolvessem, podia ser que lhe fizesse bem a experiência, talvez passasse a ter mais consciência trágica e a tomar em consideração o lado do outro, talvez deixasse de medir tudo em relação ao seu desprezível umbigo.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
A urgência e a emergência dos vendidos

quarta-feira, dezembro 15, 2010
Uma Wikileak à portuguesa

As informações são reveladas pelo "El País", citando a correspondência diplomática entre a Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa e a secretaria de Estado norte-americana, divulgada pela Wikileaks.
No âmbito da estratégia de entrada no mercado iranianiano, o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, é citado várias vezes. "Tentou conciliar interesses tão contraditórios como fazer negócio com o Irão sem que isso afectasse a excelente relação de Portugal com os Estados Unidos. Para isso, propôs fazer trabalhos de espionagem para os Estados Unidos: a troco de entrar no Irão, o BCP ofereceria a Washington informação sobre as actividades financeiras da República Islâmica". Santos Ferreira estaria na disposição de ceder "ao governo dos estados Unidos o controlo sobre as contas iranianas no millennium BCP".
A noticia também informa que "a operação seria do conhecimento do primeiro-ministro, José Sócrates, e de membros do seu governo".
Vejam lá os sacanas do Wikileaks que logo se foram lembrar de inventar um telegrama em que é tudo mentira e logo sobre Portugal, a banca, o governo e ainda por cima com o Irãio, inimigo público nº2, entre a Coreia do Norte e a Venezuela, metido na história. Mesmo assim, se tivesse conta no BCP ia lá tirá-la, que pelos vistos não são muito impremiaveis a "vender" informações sobre contas. Depois, se é preciso mais coragem para ficar que para se ir embora, e não me parece que o que andamos a fazer seja um concurso para saber quem é o mais bravo dos bravos, não se esteja a sacrificar. Nós entendemos.
Quem também parece não saber nada sobre isto é o governo, mas daí também não se esperava uma resposta diferente. Já tem muita prática como se vê pelos voos de aviões da CIA.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Manifesto Convivencial ou a Arte de Resistir
Com o grito rasgado do poema de José Régio começo o meu manifesto convivencial ou a arte de resistir. Chegou também a minha hora de dizer: Basta!!! E irei assim intervir civicamente na vida pública deste país.
Prometo resistir de forma pacífica, mas muito activa, a este permanente, sistemático e ardiloso ataque ao Sistema Educativo Português. Atenção que ainda estou a chamá-lo Sistema Educativo e não Sistema Produtivo que é aquilo em que o querem transformar. O triste é que o Ministério da Educação se tenha convertido num Ministério de Produção. O paradigma que preside e orienta as novas reformas educativas é sem dúvida o paradigma industrial, empresarial e produtivo. A transformação da escola numa empresa e do processo ensino e aprendizagem num processo produtivo pressupõe a metamorfose do aluno em matéria prima e do professor num fabricante de objectos.
Pensava eu que o aluno era um ser humano único e irrepetível, um tesouro incomensurável que nunca poderia ser reduzido à dimensão de um objecto, pela sua transcendência e grandeza. Afinal estava enganado!
Pensava eu que a relação pedagógica se revestia de um carácter extraordinário, quase miraculoso. Julgava que o professor era muito mais que um mero executante ou manipulador de objectos. Concebia o professor como um ser especial com a mais digna e nobre missão: ajudar a formar pessoas. Confesso que estava errado nos meus pressupostos.
No inicio da legislatura, a Sra. Ministra utilizou um argumento absolutamente definidor da sua concepção de Educação. O investimento no ensino cresceu – dizia – nos últimos vinte anos tanto por cento (não me lembro quanto!) e o sucesso escolar não acompanhou esse crescimento; retirava daí o seguinte corolário: os professores são culpados e devemos fazer com que os professores produzam mais sucesso.
Para que os professores se tornem mais produtivos devem passar mais tempo nas escolas e em paralelo é necessário que os alunos também passem mais tempo a aprender. Este é o pensamento da regra de três simples ou da proporcionalidade directa. Mais tempo a produzir maior produção, maior espaço temporal a aprender maior volume de aprendizagens adquirido. Fabuloso!!! Uma ideia genial. Como é possível que não tenha sido pensada antes? Será talvez porque os alunos não são pregos, nem parafusos, nem salsichas... nem outro objecto qualquer e os professores não são produtores de pregos, nem parafusos... nem de outra coisa qualquer? Será talvez porque uma criança não é equiparável a nenhum objecto por mais precioso que este seja?
Esta ideia de que mais tempo nas escolas por parte dos alunos equivale a mais e melhores aprendizagens corresponderá à realidade? Bom se é assim tão simples, eu proponho que os alunos portugueses comecem a pernoitar nas escolas e passem também os fins de semana e férias nas instituições escolares. E desde já auguro que em vez de 22% na diminuição do insucesso escolar em dois anos, como aconteceu até aqui – segundo a ministra – atingiremos, estou certo disso, nos próximos dois anos um país repleto de jovens sábios!!!
A fórmula mágica que a Sra. Ministra encontrou pode ser a solução para as finanças públicas a curto prazo, mas tenho a certeza absoluta que não é o bom caminho para uma educação integral, saudável e digna. No imediato poupou milhões de euros e publicitou que tornou o ensino mais eficaz. Posso afiançar-lhe que, a longo prazo, destruiu um sistema de escola pública, que podia ter muitos defeitos mas tinha grandes potencialidades que acabou por arrasar e delapidar de forma irreversível.
Transferiu os problemas imediatos para o futuro. Os alunos actuais crescerão e irão ser adultos pouco equilibrados e pouco saudáveis mentalmente, e a Sra Ministra contribuiu em muito para que tal acontecesse.
Os milhões que poupou na educação, posso assegurar-lhe, que irão ser investidos no futuro, na construção de novos hospitais psiquiátricos e prisões, e esses recursos que poupou não chegarão.
A ministra tocou de forma muito imprudente e precipitada num mecanismo muito complexo que é a educação e formação das pessoas. Fez contas de merceeiro e simplificou de forma irresponsável aquilo que é enigmático e problemático por natureza. Foi uma opção!!! A Sra. Ministra é a prova provada de como uma única pessoa determinada mas imprudente pode fazer tanto mal a tanta gente no imediato e no futuro, pois as seqüelas destas decisões arrastar-se-ão por gerações.
António Duarte Morais
Escola Básica Integrada de Eixo
domingo, junho 14, 2009
Ele há eleições boas e eleições aborrecidas
Presidente cessante? Já têm a sua queda programada? Honestamente não sei se as eleições no Irão foram livres ou não, mas o que sabia era que se o candidato apoiado pelo ocidente ganhasse seria considerada uma vitória da democracia, mas se o a vitória sorrisse a Ahmanidejad então a sua legitimidade e a honestidade seriam sempre contestadas. Não me enganei e a democracia acabou com confrontos provocados pelos ditos maiores democratas. Não apoio o Ahmanidejad porque não apoio qualquer fundamentalismo, mas não posso deixar de estranhar que surgirem confrontos sempre que o candidato do ocidente não ganha. A ideia que dá é que há aqui muita mão de serviços secretos nestas revoltas. Não me esqueço que em Portugal houve uma revolução e hoje sabemos bem que muitos dólares e muitas tramóias foram feitas para s destruir. Ainda hoje pagamos o preço da actividade dos Frank Carlucci’s, das suas negociatas e dos traidores que se deixaram comprar pelos seus dólares. Sabemos bem os seus nomes e o que ganharam em troca. Conhecemos bens os métodos dos que se dizem defensores da liberdade e da democracia. Enquanto houver dois pesos e duas medidas os povos continuarão a sofrer por mais livres e honestas que sejam as eleições. Vivemos tempos de mentira e enganos.
sábado, dezembro 08, 2007
Cimeira Colectiva
Ainda não começou a cimeira e já estou farto dela. Da cimeira nem tanto, que até já me ri com algumas imagens e notícias, mas sobretudo da conversa se irão o não “repreender” o Mugabe, se irão ou não falar de direitos humanos. Que o Mugabe é um assassino, que a cimeira está carregadinha de ditadores e de muita gente que devia era estar a caminho do Tribumal de Haia, todos sabemos (Cherne incluído). Entristece-me muito mais a hipocrisia dos nossos dirigentes, aqueles que devem representar-nos, que vão falando de “boa política” de "más companhias" e que esquecem o Darfur, a Etiópia, os refugiados, a fome, a doença e a morte. Entristece-me que só se lembrem dos direitos humanos numa cimeira “colectiva”, onde estão os países mais pobres do mundo e simplesmente porque querem fazer o favor ao Brown. Enjoa-me quando do outro lado estão, cara a cara, países como a China ou a Rússia, estes assuntos sejam tabus. Esta gente só pensa no “Cash” (ouvir aquela coisa chamada Mira Amaral enriquece-nos muito o vocabulário), no lucro, no engordar a grande economia, esquecendo as pessoas, pisando-as sempre que necessário. Esta gente não presta e vive na opulência do poder, servos submissos do grande capital, dos Bilderbergs deste mundo. Só o dinheiro que gastaram com a magnificência desta cimeira, salvava a vida a muitos milhares de crianças que morrem todos os dias. (Morre uma criança de fome, doença ou violência a cada 2 segundos, dois).
Esta gente não me representa, esta gente, quando fala não o pode fazer em meu nome. Não pode porque aqui assumo isso e não lhes dou esse direito. Em meu nome falo eu ou aqueles em que possa depositar a minha confiança. Eles nunca.
quinta-feira, setembro 07, 2006
Começou o ataque ao Irão
Na base das Lajes, nos Açores, aumentou o movimento de caças-bombardeiros e de aviões de abastecimento em voo. Como aconteceu nas duas Guerras do Golfo, isto indica que o ataque ao Irão já foi decidido e que os EUA estão a colocar em posição os seus efectivos. Vai começar uma nova guerra, com os mortos e a destruição a que já vamos estando habituados. As consequências é que podem ser bem mais graves. Já nem falo do problema que isso pode causar no Médio Oriente, é que desta vez os bombardeamentos vão atingir instalações nucleares. Também gostava de saber a opinião do governo Português sobre o assunto, agora que já se sabe que estão decididos a faze-lo e não depois de feito.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
quinta-feira, abril 20, 2006
Pena de Morte - Uma vergonha do sec. XXI
Segundo a Amnistia Internacional, pelo menos 2.148 pessoas foram executadas no mundo, em 2005. Só na China, o total de penas de morte aplicadas foi de 1770 (82%). Este país, o Irão, a Arábia Saudita e os Estados Unidos somam 94% do total de execuções.
Irão - 94
Arábia Saudita - 86
EUA – 60
Bangladesh
Bielo-Rússia
Indonésia
Iraque
Japão
Jordânia
Coreia do Norte
Kuwait
Líbia
Mongólia
Paquistão
Singapura
Somália
Taiwan
Uzbequistão
Vietname
Iémen
Autoridade Nacional Palestiniana.
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Todavia, a Amnistia Internacional adverte que o número de penas de morte aplicadas no ano passado "é apenas a ponta do iceberg", uma vez que muitos países mantêm "um grande secretismo" acerca do número de execuções que levaram a cabo.A organização calcula que o número de pessoas condenadas à morte e que aguardam execução poderá oscilar entre as 19500 e as 25.500.
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Uma das glórias de que Portugal se pode gabar é de ter sido o primeiro país europeu a abolir a pena de morte. Link.
“Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadão”
Victor Hugo, 1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal.
Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI
sábado, março 10, 2012
A Garganta funda dos mercados

O Estado vai receber menos 180 milhões de euros em dividendos este ano com a remuneração accionista que será paga pela EDP e pela REN.
Só podem estar a gozar com a nossa cara. Aos portugueses pedem-se todos os sacrifícios ao ponto da fome, pobreza e miséria e depois desbaratam todo esse esforço sabendo que brevemente nos vão exigir ainda mais e mais. Privatizam o que dá lucro e até a própria água está nos seus planos. Até quando vamos ver e calar este saque aos nossos direitos e às nossas vidas? Até quando vamos ficar parados? Nós somos os 99% e por isso o mundo é nosso.
sexta-feira, abril 05, 2013
O corta-Relvas
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Cimeira Europeia de Bruxelas
Os líderes europeus vão reunir-se, quinta e sexta-feira, em Bruxelas, naquela que já foi considerada por Durão Barroso a cimeira mais importante do seu mandato.
Vi de relance um título de um jornal, (não me lembro qual), em que aparecia a pergunta, que coelho irão os líderes europeus tirar da cartola para resolver a crise para a qual contribuíram e nos arrastaram a todos. Imaginei logo o boneco e tinha de o fazer.







