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sábado, outubro 18, 2008

A Crise dos Bancos, coitadinhos

A Banca pobrezinha

Roubei este texto do Ricardo Araujo Pereira da Revista "Visão"

«Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.»

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sábado, outubro 08, 2011

Impostos para uns e recapitalização para outros


Os resgates aos bancos da União Europeia já custaram aos contribuintes quatro biliões de euros desde que em 2008 foi necessário começar com este tipo de ajuda financeira às instituições bancárias. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, confirmou a proposta de uma «acção coordenada» para ajudar à recapitalização dos bancos. «Propusemos aos Estados-membros para avançarem com uma acção coordenada para recapitalizarem os bancos e desembaraçarem-se de activos tóxicos».
A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou que uma eventual recapitalização dos bancos é "dinheiro bem empregue".

Afinal é fácil entender porque estamos em austeridade e a fazer sacrifícios. Não há dinheiro para a economia porque o dinheiro é enterrado nos bancos que alegremente vão aumentando os seus lucros. Tanto se falou do BPN, mas esse é uma gota no oceano daquilo que andamos a pagar em nome da recapitalização dos bancos. Usaram e abusaram do crédito fácil, criaram os activos tóxicos que foram negociando para ganhar mais dinheiro fácil até ao dia em que tudo estoirou. O que deveria ter acontecido? Devia-se ter responsabilizados os banqueiros obrigando-os a repor tudo o que ganharam nesse jogo sujo, mas não, a banca nunca podia falir nem os banqueiros ser criticados pelo que a solução foi oferecer-lhes mais dinheiro dos contribuintes. Tiram-se os activos tóxicos e derramam-se sobre os cidadãos e aumentam-se os impostos para encher os cofres dos bancos. O que me custa a entender é como ainda exista quem diga que temos de pagar uma dívida pela qual não fomos responsáveis para enriquecer ainda mais aqueles que foram os verdadeiros responsáveis. Nem a dívida nem a responsabilidade por ela são nossas pelo que nada temos de pagar.

sexta-feira, maio 22, 2009

As lágrimas de crocodilo

Guarda do Tesouro

Os bancos estão com maiores dificuldades em financiar-se, pagando mais pelo dinheiro, procuram meios de compensar a subida dos custos, com mais receita. Uma das medidas tomadas por alguns bancos passa por aumentar os spreads cobrados nos contratos de crédito, o que nem sempre é legal.
O ministro das Finanças garantiu, esta quarta-feira, compreender o aumento dos «spreads» por parte dos bancos. Segundo o mesmo, esta é a resposta possível das instituições bancárias face ao actual cenário de crise. «Não estranho que haja um aumento de spreads», refere o Governante, mas promete que não ficará de braços cruzados perante eventuais abusos.
Teixeira dos Santos diz, no entanto, que estes assuntos não vão ser tratados na praça pública e chama a atenção para a existência de supervisores, salienta na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.
Quando questionado sobre o papel da banca na economia, o ministro apontou os números da Caixa Geral de Depósitos, cujo crédito total subiu mais de 14% até ao final da semana passada.

Claro que o Teixeira dos Bancos compreende as dificuldades dos bancos e lhes dá todo o seu apoio. Coitado do BES que só obteve 101,3 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre deste ano, o BCP de 106 milhões e a CGD de 180 milhões. Estão na penúria e o Sr. Ministro compreende as suas dificuldades, Pelos vistos compreende melhor as deles que a dos cidadãos que têm prejuízo todos os meses na sua contabilidade.
Até quando vamos assistir impávidos e serenos a este despudor, a este sacar a quem já tem pouco para pagar salários, prémios e reformas milionárias a administradores e seus compinchas? Quando vamos ver o Estado mais preocupado com os cidadãos que com os as grandes empresas? Seria tão bom ver quem nos diz representar ser tão solidário com os cidadãos como mostra ser com a banca.

sexta-feira, julho 22, 2011

Ele há filas e filas


Quem reparar bem vai notar que neste momento há duas grandes filas por aí. A fila dos desempegados e a fila dos banqueiros para recorrer ao aval do estado e ir buscar dinheiro aos 35 mil milhões que lhes colocam à disposição. (Vai haver outras filas quando chegar a altura das privatizações, como por exemplo a da vergonhosa privatização das água). A dos desempregados representa a crise a miséria reais, a dos banqueiros a crise e a miséria alheias. Dos sacrifícios de que tantos nos falam, 78 mil milhões de dificuldades e perdas de direitos que nos cobram, 35 mil milhões são para financiar o negócio dos bancos. É dinheiro do Estados e de todos nós que é garantido aos bancos para que possam negociar e especular com eles, ficando os lucros se correr bem e passando o prejuízo se a coisa correr mal. Bom negócio.
Dizem que é necessário capitalizar os bancos para que eles possam financiar a economia. Não tem o Estado um banco público que devia servir os interesses do próprio Estado e de todos nós? Porque temos nós de financiar o lucro de bancos privados que sempre mostraram ter como único interesse o ganharem dinheiro a todo o custo, que ajudaram a endividar o país e os portugueses sem olharem a consequências mas só ao lucro? Porque não usa o banco público para garantir o financiamento à economia mais barato, mais justo e menos usurário?
Porque tenho eu de financiar o Sr. Ricardo Salgado? Porque tenho eu de dar lucro a esses senhores? Será porque quem toma as decisões, quem negoceia com a Troika, quem faz leis, quem as aplica, também têm interesses nesses bancos?

quarta-feira, outubro 06, 2010

O Estado da Banca do Estado

Todos concordam que a actual crise mundial foi crida pelo sistema financeiro, vulgo especulação, vulgo Banca. Foi a ganância de muitos bancos que endividou países e levou mesmo alguns à falência como aconteceu com a Islandia. A Irlanda, o país que há pouco tempo nos era mostrado como exemplo de desenvolvimento a seguir, vai este ano apresentar um défice de 32%. Também em Portugal tivemos os nosso BPN e o BPP. Também em Portugal estamos a sofrer por o estado ter gasto o que tinha e o que não tinha para financiar a banca. Nós, um dos países que já temos uma das mais altas taxas de impostos da Europa, embora sejamos dos mais pobres, sempre permitimos que a banca pagasse muito menos que qualquer outra empresa, que fizesse negociatas em off-shores sem cobrar impostos e aplicasse taxas e mais taxas sobre os seus clientes. Isto apesar de os seus lucros serem de centenas de milhões de Euros e não tenham parado de os aumentar ao ritmo de 20 ou 30% ao ano, mesmo nos anos de crise.
Neste PEC III, em que tudo aumentou menos os salários que diminuiram, foi finalmente lançado um novo imposto sobre a banca. Não se sabe ainda muito bem de quanto será nem que buracos vão ficar na lei para lhes permitir contabilidades coloridas, mas já se sabe que este imposto não vai financiar a crise do país, mas sim ser uma espécie de seguro para a banca se algum banco tiver problemas.
Surpreendemente, foi o Presidênte do Banco do Estado, a CGD, que devia ter como tarefa ser justo e impedir que outros bancos praticassem a usura e o abuso sobre os clientes, quem veio já avisar que seremos nós, os utilizdores do banco quem vai pagar, Faria de Oliveira, que devia ser o primeiro a respeitar as regras, foi o primeiro a dar o aval aos outros bancos para atirarem a conta para cima dos clientes. Vão aumentar taxas, juros e tudo o que for ncessário para nos porem a pagar. Rouba-nos o governo com impostos e roubam-nos os bancos com taxas. Até quando?

sábado, junho 16, 2012

God save the ... banks


As autoridades britânicas anunciaram um conjunto de medidas de emergência para fazer frente à crise da dívida europeia, disponibilizando uma cifra de 100 mil milhões de libras (123,5 mil milhões de euros). O ponto principal deste pacote é um financiamento de 80 mil milhões de libras (cerca de 98,7 mil milhões de euros) do banco central aos bancos comerciais, para as próximas semanas e a um preço reduzido. Paralelamente, o pacote compreende uma injecção de cerca de 5000 milhões de libras por mês nos bancos do centro financeiro de Londres para aumentar a liquidez.

Todos falam da crise das dividas soberanas (os malvados povos do sul que só querem sol e praia e gastam acima das suas possibilidades), mas o que assistimos actualmente é a uma crise dos bancos, (que dos banqueiros não consta que passem por dificuldades), com os estados a endividarem-se desesperadamente para os capitalizar. Os bancos, os principais responsáveis pela crise de 2009 mas que não os impediu de continuarem a especular, (e surpreendentemente a passar nos testes feitos pelo BCE), chegam finalmente ao momento em que mostram estar descapitalizados e a forçar os governos a injectar muitos milhares de milhões. Quem vai pagar em sacrifícios e austeridade tudo isto? Nós.

quarta-feira, março 12, 2008

O profeta da desgraça

O Nababo

Em declarações aos jornalistas no Fórum do Diário Económico sobre Banca e Mercados de Capitais, em Lisboa, Vítor Constâncio disse que "o custo de financiamento para os bancos vai aumentar". "Até agora, os bancos não reflectiram isso concretamente, mas a continuação desta situação, se não houver uma normalização nos mercados internacionais, terá reflexos no preço a que os bancos oferecem os serviços aos seus clientes", acrescentou o governador.

Não há dia em que, quando vejo aparecer este profeta da desgraça nas televisões, sei que vêm aí mais uma maldição. Não há vez em que ele fale que não nos recite a Bíblia dos Bilderberg em homilias de louvor ao Deus do Lucro e do Capitalismo. Quem reclama para si salários milionários não se cansa de nos condenar a salários cada vez mais baixos, vem agora informar-nos que os Bancos tem toda a razão em nos assaltar ainda mais as contas. Custa a entender toda esta crise financeira, em que a ganância da banca por lucros cada vez maiores, acaba em problemas de crédito mal parado e, somos nós que temos de a pagar. Custa a entender que a Banca se queixe de problemas quando apresenta aumentos de lucros superiores a 20 ou 30 por cento. Custa a entender que queiram que sejam aqueles que perdem poder de compra todos os anos que tenham de sustentar os salários e reformas de milhões que os abutres recebem. Vai custar a entender e a aceitar vermos os custos das nossas contas bancárias aumentarem ou, quando finalmente conseguirem cobrar.nos um euro e meio de cada vez que nos dirigirmos a uma Caixa Multibanco. O Governador do Banco de Portugal devia estar ao serviço do estado, ou seja dos cidadãos, que são quem lhe paga principescamente os salários e as mordomias que recebe, e não de interesses privados e de lucros das arábias para meia dúzia de nababos.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, março 26, 2013

A Grande Farra Alemã


19/03/2013 A chanceler alemã, Angela Merkel, insistiu hoje com o presidente cipriota, Nikos Anastasiades, que o plano de resgate deve ser negociado apenas com a "troika".
22/03/2013 A chanceler alemã, Angela Merkel, avisou o Governo de Nicósia que não deve pôr à prova a paciência da 'troika' nas negociações para o resgate de Chipre.
22/03/2013A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou hoje a utilização dos fundos de pensões como garantia do fundo de solidariedade.
25/03/2013 Angela Merkel elogiou o acordo para resgatar o Chipre e avisou: "Não queremos que os contribuintes salvem os bancos. Os bancos têm que se salvar a eles próprios. É o que vai acontecer no caso do Chipre",

Porque tivemos então de salvar os nossos bancos? Porque condenámos o nosso país à miséria em nome  da banca, esse sagrado altar do capital? Se não queria os contribuintes a salvar os bancos porque pagamos os impostos que pagamos para os salvar? Porque mudou agora o discurso?
Talvez porque a Alemanha, ameaçando que os estados passam a poder abocanhar os depósitos, espere que todos eles fujam para a Alemanha a terra da segurança e da estabilidade. Porque a Frau Merkel está-se nas tintas para a Europa, ela quer lá saber dos europeus para alguma coisa, o que a preocupa é o roubo e o saque. Hitler usou tanques ela utiliza Euros, mas o objectivo é o mesmo, conquistar e escravizar os povos. 

segunda-feira, outubro 23, 2006

The Believer

Inspirado na obra "The believer" de James Ryman
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"As Finanças perdoaram à banca o IRS e IRC que o sector deveria ter entregue ao Estado, a título de retenção na fonte, sobre os juros pagos a investidores em obrigações emitidas a partir de sucursais financeiras fora do país.
As Finanças decidiram então que a retenção não é obrigatória até 2007 e justificam a decisão com a ideia de que os bancos agiram de boa-fé quando não realizaram a retenção de imposto. O Governo admite a “forte convicção”, por parte dos bancos, “de que o regime fiscal aplicável seria o da não obrigação de retenção na fonte”, cita o Jornal de Negócios."
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Com esta da boa fé dos bancos é que me lixam. Com tanta gente, tão competente na procura de formas legais de pagar menos impostos, custa a crer que tenham qualquer dúvida sobre cada parcela de impostos que tenham de ser pagos. Acreditando na ideia de boa fé dos bancos, fica ainda a dúvida de porque vai continuar essa fuga aos impostos a ser possível por mais dois meses. Não deveria a lei começar a ser aplicada na íntegra já a partir de hoje?
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

quinta-feira, janeiro 24, 2008

O Anjinho dourado

 Enfeite

O Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, denunciou esta quarta-feira no Parlamento que os bancos estão a congelar algumas contas bancárias e a penhorar salários e pensões de forma ilegal, com o conhecimento do Banco de Portugal. A casa governada por Vítor Constâncio já reagiu e esclarece que esta matéria não é da sua competência.
O Código do Processo Civil prevê que os rendimentos de salários e pensões só podem ser penhorados até ao limite de um terço, caso o contribuinte em causa não tenha outra fonte de rendimento. Além disso, o valor penhorado desse tipo de rendimentos não pode ultrapassar o valor do salário mínimo, ou seja, 403 euros.
Nascimento Rodrigues assegurou ainda no Parlamento que a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) não tem qualquer responsabilidade neste procedimento incorrecto.
In”Agencia financeira”

Esta matéria não é da sua competência, mas parece que já enviou uma carta para os bancos a chamar-lhes a atenção para o assunto. Acredito que o Constâncio não tenha responsabilidade nisto, mas afinal quem tem? Estão a ser violados os direitos dos cidadãos, a ser cometidas ilegalidades e a responsabilidade não é de ninguém. Parece-me que a única solução que resta, já que todos parecem lavar as mãos é mover processos contra os bancos que congelem contas e estou certo que os haverá logo a quem possamos apontar o dedo. Não é admissível que cidadãos sejam enviados para a miséria e para a fome através de ilegalidades.
Mas, já que estou a falar do Camarada Constâncio, que não tem competências neste caso, que naqueles que tem parece andar distraído enquanto a Banca faz as maiores trafulhices, como no caso do BCP, gostaria de saber se a fortuna que recebe, de um dos maiores salário da administração pública, se justifica. É que se a função é só fazer umas previsões e umas contas ao fim do ano para as confirmar não vale a pena. Vivemos bem doudadas figuras decorativas que não servem para nada.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sábado, setembro 17, 2011

O Joe e os Bancos


O presidente da Comissão de Remunerações e Previdências do BCP, Joe Berardo, e que actualmente possui 4,23% do capital desta instituição bancária, deve 400 milhões ao BCP, 250 milhões ao BES e 360 milhões à CGD.

Lembro-me de há uns tempos ter lido a notícia destes três bancos terem andado reunidos para encontrar uma solução para o problema da existência de uma dívida do Berardo de mil milhões que ele não podia pagar. A solução foi juntarem-se para lhe fazer um novo crédito, em condições mais vantajosas que o anterior, para que ele pudesse pagar a divída na altura. Algum tempo depois tudo está na mesma, continua a ter acções, quintas de Budas e a mesma dívida.
Como todos sabemos, quem deve mil euros a um banco tem problemas, mas se deve mil milhões quem tem um problema é o banco, ou melhor, somos todos nós porque de uma maneira ou de outra acabamos por pagar sempre os prejuisos dos bancos. Nada que mais um imposto não resolva.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Presos pelos tomates


Isto de já não se ser novo tem as suas coisas más, como dores de costas, a necessidade de óculos para ler ou tratarem-nos por Senhor. Felizmente o que se perde de um lado compensa-se pela experiência ganha e a memória das coisas. Como dizia o Vitorino Nemésio, "se bem me lembro", quando entrámos para a União Europeia tudo eram sorrisos de uma Europa social e solidária. Com ela vieram os milhões da Europa que gastámos em belas estradas, por onde hoje chegam as batatas e os Porches, em facturas falsas e na criação de um gang de banqueiros e empresários que ainda hoje continuam a mamar desenfreadamente na teta do estado. Em troca pediam pouco, que destruíssemos a nossa agricultura e desmantelássemos a nossa indústria. Nunca mais esqueci aquela imagem de ver serrar a meio traineiras. Mas, que importava isso se havia milhões por todo o lado. Até que chegou o dia em que nos disseram que havia muitos mais milhões para chegar, mas que tínhamos de começar a colocar a nossa parte. Construi-se uma ponte e eles pagavam metade, pagavam metade de tudo. Claro que faltava a outra metade mas essa também não era problema; também tinham os bancos que estavam dispostos a emprestar-nos tudo o que desejássemos a um juro muito pequenino. Ainda ficámos com mais milhões para esbanjar e distribuir pelos amigos, porque aos milhões que a Europa nos oferecia ainda podíamos somar os outros milhões que nos emprestavam.
Hoje, que já estamos com a corda no pescoço, transformaram-se em mercados e não hesitam a em puxá-la a seu gosto. Hoje, a UE ainda tem 17.4 mil milhões disponíveis para nos dar só que nós nem para fazer empréstimos temos dinheiro. Os juros sobem, sobem, e estamos impotentes para evitar a bancarrota. Aquela Europa solidária que nos acolheu no seu ceio é a mesma que agora empresta dinheiro aos Bancos a 1% de juros para esses bancos nos poderem comprar a divida soberana a um juro de 7%. Estamos como o tóxico-dependente que já não passar sem a nossa doze regular e há muito vendeu todos os anéis. Que falta que nos fazem agora aquelas traineiras que vi cortar a meio.

sábado, setembro 29, 2007

Calças em baixo e enfia o "barrete"

Há uns dias, vi este homem, Presidente da Associação Nacional de Bancos, a quem já algumas vezes senti a necessidade de fazer aqui o “boneco” por afirmações que, na altura, considerei até ofensiva para a dignidade das pessoas deste país, falar do momento da economia e das finanças actuais. Claro que o espírito liberal e os euros nunca deixaram de lhe brilhar nos olhos, mas acabou por reconhecer que o mercado foi e anda a ir longe demais, que, afinal talvez fosse bom que houvesse alguém que o regulasse, porque ele não sabe parar sozinho. Anda esta gente a tirar cursos de economia, a ser Ministros, ocupar cargos “importantíssimos”, a dar entrevistas e a falar em colóquios para agora vir dizer aquilo que todos, mesmo não entendendo nada de economia, há muito já sabemos. Que a cegueira do dinheiro, a ânsia do ter cada vez mais, é uma das características do capitalismo. Se não lhes tiram a faca das mãos acabam sempre por matar a galinha para ficarem com os ovos. Claro que depois veio defender a posição dos Bancos Centrais em meter muitas centenas de milhares de milhões, para safar os Bancos que estavam com a corda na garganta devido aos empréstimos de alto risco. São os mesmos que defendem que o mercado deve ser livre de regulações que depois vêm a correr pedir ajuda quando a coisa corre mal. Claro que trazem sempre mais uma crise e a inevitabilidade de lixar mais os cidadãos para eles saírem do buraco. Eles são sempre o mais importante, os primeiros a salvar pois são a essência do próprio sistema económico capitalista. Nós, somos só meros figurantes.

PS: Acabei depois por ver o Cavaco falar dos problemas que a "malvada" globalização criou, da crise que aí pode vir, como se não fosse ele e outros da mesma laia quem sempre a defendeu e por ela lutou. Não sei se ainda nos vão culpar a nós pelas injustiças que cria, mas que nos vão obrigar a pagar, isso é certo.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sexta-feira, dezembro 05, 2008

O Fardo das responsabilidades

Homem responsavel

Adaptado do quadro “The Burden of the Responsible Man” de James Christensen

«O primeiro-ministro português, José Sócrates, pediu para que se ponham "o populismo e a demagogia de lado" e se considere que a primeira prioridade de qualquer governo é a estabilização do sistema financeiro."Qualquer governante responsável tem de ter uma hierarquia de prioridades, e a primeira prioridade é estabilizar o sistema financeiro. Não é para proteger os banqueiros, mas a economia portuguesa, as suas empresas, os seus empregos e as famílias", declarou Sócrates.»

In “Agencia Lusa"

Claro que há que estabilizar o sistema financeiro, mas não obriguem a que em nome dessa prioridade se tenha de aceitar tudo sem explicações nem responsabilização. Queremos bem explicado como estão a ser utilizados os milhões e ter a certeza que não estão simplesmente a tapar buracos e esconder responsabilidades. Queremos os nomes dados aos bois e queremos saber porque andamos a salvar bancos que só eram utilizados para gerir fortunas. Um banco privado só para privados.
Já repararam que sempre que se tem hipótese de olhar para dentro dos bancos, (BCP, BPN e BPP até agora), se encontram sempre trafulhices e crimes. Isto, olhando só de fora, imaginem o que seria se espreitássemos para dentro de todos os Bancos deste país. Sabendo da promiscuidade existente entre os poderes politica, económico e o financeiro, se houvesse justiça (no sentido mitológico do conceito) este país seria decapitado de todas as lideranças, politicas, económicas e financeiras.

quinta-feira, março 31, 2011

Lixo bancário

A agência Standard & Poor's (S&P) reviu ontem em baixa os "ratings" atribuídos aos maiores bancos a operar em Portugal. O BCP, pela sua "posição financeira mais débil do que os concorrentes", fica apenas um degrau acima das classificações designadas de "junk" (lixo).

Pode ser quase lixo, mas continua a haver dinheiro para pagar mais 4 milhões de euros em salários aos administradores ´no ano de 2011 e até 800 mil euros para um personagem como o Armando Vara que já não la trabalhou um único dia que seja por se ter afastado devido à sua ligação ao caso da face oculta. Cada vez mais duvido dos bancos e, se tivesse poupanças, não sei se dormiria muito descansado e só espero não ver no futuro o estado empenhar-se ainda mais para safar mais bancos da falência.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Os assaltantes

assaltantes


Não sei se é por estar a tentar transformar o PSD numa empresa, se necessita de um Banco para fazer os negócios da venda das sedes ou simplesmente porque necessita de um Banco que lhe pague os custos com as empresas de imagem, os carros pretos com seguranças, ou as despesas com a propaganda, mas o Menezes não pára de tentar assaltar Bancos. Primeiro foi a exigência de a presidência da CGD, baseando-se no compadrio entre o PS e PSD, sobre altos cargos da administração pública, o Teixeira dos Bancos fez-lhe a vontade, agora é a tentativa de meter o Cadilhe na presidência do BCP. Para quem, como eu, acredita que a função dos Partidos é debater politicas e propor alternativas, chego mesmo a acreditar que esta nova actividade partidária só acontece porque, vendo que não encontra forma para ser governo e assim poder encher os cofres do partido, a única solução que encontra é o assalto a Bancos. Irá o PSD transformar-se na nova LUAR da política portuguesa?

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

La teta Asustada

La teta asustada

Vêm aí as reuniões dos mais ricos, dos G7’s, dos G20’s e de todos os G’s que se possa imaginar, com FMI, Bancos e Donas Brancas que podemos imaginar, tudo para encontrar a solução da crise. Evitar proteccionismos, (embora muitos do que o afirmam sejam os primeiros a faze-lo nos seus países) e muito provavelmente a criação de “Maus Bancos, ou sejam Bancos criados para recolherem todos os ditos “activos tóxicos”, (vulgo prejuízos) de toda a Banca Privada e paga por nós. Paga com despedimentos, redução de salários, impostos e mais pobreza. Chegará isso para resolver todos os problemas ou ainda nos virão dizer que a culpa é nossa, da demasiada liberdade, dos demasiados direitos que tem quem trabalha ou simplesmente existe. É sabido que existe a previsão feita pelos grandes senhores do capital, os Senhores do Mundo, os Iluminatti’s, os Bilderberg’s que vivem nas sombras do silêncio mediático, (que controlam), de que brevemente só haverá trabalho para 1/5 da população mundial (80% de desempregados). As soluções encontradas até agora passam pela destruição desse excedente de população, para os mais radicais e o “Tits-entretainement”, uma teoria que afirma que com um mínimo de sobrevivência e entretenimento os povos se mantêm calmos e quietos, para os mais moderados. Seja ela qual for, a solução escolhida para a “Nova Ordem Mundial”, se nada fizermos, estaremos certamente muito pior quando derem esta crise por terminada. Isso é uma certeza.

sábado, agosto 11, 2007

Sinais

A Reserva Federal norte-americana (Fed) interveio pela terceira vez, esta sexta-feira, para tentar corrigir os mercados financeiros dos EUA.

Têm a notícia com todos os pormenores [AQUI] e vale a pena ler. Não que eu entenda alguma coisa daquilo que lá diz, para além de ver bancos aflitos e quem tem empréstimos a poder perder a sua casa. Lá e cá e pelos vistos por todo o mundo ocidental. São “problemas no crédito hipotecário de alto risco”, seja lá isso o que for mas, os poderosos, já disseram que estão “disponíveis para forneceras as reservas necessárias» de modo a dar a liquidez para "o funcionamento harmonioso dos mercados financeiros". Eu sempre me pareceu, que a politica financeira em que esta gente se cria o poder não passa de ficção. Não existe, é fictícia, é incorpórea. Tanto esticam a corda que um dia vai rasgar por algum lado e, quando começar, vai ser como um castelo de cartas e todos vão ver que afinal o rei vai nu e pior, é eunuco.

PS: O Banco Central Europeu (BCE) fez ontem uma injecção de emergência no valor de quase 95 mil milhões de euros para que os bancos da zona euro continuem a ter dinheiro suficiente (liquidez) para exercer a sua actividade e evitar que o pânico alastre nos bancos europeus.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, outubro 27, 2008

Recorde Presidencial

recorde dos 20 mil milhões

"O diploma entrou na Presidência da República às 14:00, o Presidente da República estudou-o antecipadamente e às 14:30 promulguei o diploma", afirmou Cavaco Silva. "Foi talvez o diploma elaborado com maior rapidez alguma vez em Portugal, quer pela actuação da Assembleia da República, que o discutiu ontem, quer pelo enviou à Presidência, quer pelo tempo dedicado pela Presidência ao seu estudo, como disse antecipámos a sua analise, quer pela promulgação", ou seja, continuou Cavaco Silva, "o diploma está em condições de ser publicado".
Questionado se pensa que esta medida será suficiente para a situação que se vive, Cavaco Silva disse apenas: "Eu espero bem que sim".

Será Recorde Mundial, poderá ser inscrito no Guiness?
Sempre soubemos que o Sr. Silva era amigo dos Bancos, o seu principado como Primeiro-ministro são disso a prova. Mesmo assim temos estranhar como neste país, onde não há dinheiro para pagar a um vigilante de museus ou a uma qualquer auxiliar para uma escola ou uma enfermeira num Centro de Saúde, tanto o governo como o Presidente sejam tão lestos a disponibilizar 20 mil milhões de euros para ajudar bancos. Bancos, que dizem não estar a ser afectados pela crise do “lixo-tóxico” e até apresentam esta ano lucros superiores a 30%. Já são quem menos IRC paga neste país, tanto pela lei como pela engenharia financeira, são quem criou esta crise com a ganância do lucro e vão acabar por ser quem mais vai beneficiar com a crise. O que eu realmente gostava era vê-los correr tanto e serem tão generosos quando milhares de pequenos negócios fecham e milhares de trabalhadores caiem no desespero do desemprego e da pobreza. Mas, aí, nunca há dinheiro, ou como se parece provar, nunca há vontade.

PS: Sei que esta noticia já não é de hoje, mas não queria deixar de registar aqui este Recorde Presidencial.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, outubro 24, 2006

Um Roubo com Pré-aviso

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, diz que a banca sabe bem o que fazer para não pagar impostos, depois do Ministério das Finanças ter deixado claro que a partir de 2007 os juros obrigacionistas pagos a investidores de sucursais no estrangeiro vão ser sujeitos a IRC e IRS.
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Aqui fica a prova provada da boa-fé da banca. No mesmo dia em que se sabe que as Finanças, perdoaram o IRS e IRC em algumas operações financeiras e, ainda oferece mais dois meses de isenção para o futuro, por considerar que essa fuga foi feita de boa-fé, venha o Presidente da Associação Portuguesa de Bancos, um ex-ministro das finanças, mostrar essa mesma boa-fé da Banca relativamente aos seus compromissos fiscais, ao afirmar que os Bancos já sabem bem como continuar a não pagar.
Parece-me que agora o governo só tem uma opção; fazer com carácter de urgência, uma lei que tape o buraco legal que vai permitir ao Banco ganhar dinheiro sem pagar o respectivo imposto. Se nós sabemos, o que vai roubar um ladrão, quando e como, só somos roubados se formos cúmplices do ladrão. Será que vamos, uma vez mais, ver a banca sair a rir de mais uma trapalhada?
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

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