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segunda-feira, janeiro 18, 2010

Governo apoia o trabalho precário

precariedade

O Governo vai alargar os apoios à contratação a prazo a todos os desempregados de longa duração com mais de 40 anos, satisfazendo as reivindicações das associações patronais e da Comissão Europeia. As empresas que contratem a termo pessoas com mais de 40 anos, que estejam à procura de emprego há mais de nove meses, terão um desconto nas contribuições a pagar à Segurança Social de 50% no primeiro ano e de 65% nos anos seguintes.

Quem não se lembra de ver esta gente a impor a nova Lei Laboral afirmando der esta a melhor forma de combater a precariedade no emprego. Nove em cada dez novos empregos são contratos a prazo e, a vantagem das empresas de pagarem menos imposto na contratação sem termo, perde-se agora nesta nova benesse ao patronato.
Também todos se lembram de assistirmos às mudanças feitas nas regras da Segurança Social, com a redução das reformas e aumento da idade a que a ela teremos direito, baseada na necessidade de garantirmos a sua sustentabilidade. Agora é ver essa mesma segurança social ser delapidada nas suas receitas e o seu dinheiro utilizado para tudo e mais alguma coisa. Não deve faltar muito para nos virem anunciar uma nova crise e na necessidade de fazer novas alterações que, como sempre, serão pagas por todos nós. Até quando vamos deixar esta gente delapidar o nosso presente e o nosso futuro?

PS: A UE há muito que reclamava por o o Estado dar apoios maiores ao emprego sem termo que ao emprego precário. Esta é a Europa nas mãos da qual depositamos o nosso futuro.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Greve aos Belmiros e companhia

escravatura

Em protesto contra a vontade dos grandes hipermercados em alargar o período de trabalho até às 60 horas semanais, (14 horas por dia) os trabalhadores marcaram uma greve para o próximo dia 24.
- “Não acredito nesse anúncio de greve para a véspera de Natal e que os sindicatos sejam duplamente irresponsáveis: criar desconforto a milhões de portugueses por um pequeno ataque de baixa qualidade e, segundo, - seria muito mais grave – ousem formar algum movimento e não deixam trabalhar os trabalhadores que querem trabalhar”.

Desconforto a milhões de portugueses por os trabalhadores estarem a defender os seus direitos, (e os nossos porque também chegará o dia em que nos quererão impor o mesmo)? Desconforto é sabermos que se frequentarmos os antros dos Belmiros e companhia estamos a pactuar com a exploração de mão-de-obra mal paga? Desconforto é saber que mesmo em ano de crise os lucros dessa gente subiu na ordem das centenas de milhões e mesmo assim não se coíbem de explorar ainda mais quem trabalha para eles e lhes permite serem cada vez mais ricos. Desconforto é saber a pressão e as ameaças que vão sofrer quem trabalha para aquela gente. Desconforto é saber que esta gente reina neste país com a bênção da nova lei do trabalho imposta por um governo que se diz socialista.
É por isso que vou fazer greve aos locais desse senhor, não só no dia 24, mas todos os dias. Belmiros, não obrigado

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Os Miseráveis

os miseraveis

A proposta dos empresários, subscrita pela maioria das confederações patronais da Indústria, comércio e turismo pretende que o salário mínimo só suba para os 460 euros no próximo ano, contrariando a proposta do Governo que aponta para 475 euros - valor intermédio entre o nível actual e a meta acordada entre parceiros sociais para 2011 (500 euros).

Passa actualmente na rádio um anúncio de uma instituição bancária que nos tenta convencer a fazermos um PPR com o argumento de que, 1,5 euros por dia não representa mais que uma caixa de pastilhas, não representa nada. Para outros certamente representará muito, pois representa quase um decimo do seu salário o que, utilizando as contas do anuncio chega para 10 caixas de pastilhas por dia. Falta ainda pagar os impostos, a casa, transportes, água, luz, telefone, escola dos filhos, roupa, comida e as taxas que os bancos não deixam de cobrar, sobretudo nas contas que não conseguem manter saldos elevados durante todo o mês. Uma proposta de aumento de 10 euros é uma ofensa à dignidade de quem já tem trabalho precário, sem direitos e mal pago. Deviam ter vergonha.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Desemprego chega aos 9,8%

 desemprego 9 ponto 8

Os sinais de recuperação da economia estão a demorar a chegar ao mercado de trabalho e ameaçam as previsões mais optimistas do Governo. No terceiro trimestre de 2009, a taxa de desemprego disparou para os 9,8% e, segundo as estatísticas oficiais, afectou 547,7 mil pessoas.

Pode um país em que um em dez dos seus cidadãos não encontra trabalho ser considerado livre e democrático? Veio o Engenheiro desculpar-se com a crise, como se não tivesse culpas no cartório, como se não fosse um dos que aplicam o sistema capitalista global à força e à custa dos cidadãos do seu próprio país. Que inocência pode alegar quando foi ele o autor da nova lei do trabalho que tudo permite aos patrões e retira todos os direitos aos trabalhadores? Que lógica pode haver em enterrar mais de 3 mil milhões para aguentar um Banco delapidado pela corrupção e vermos depois os trabalhadores da Quimonda Solar serem despedidos ao verem declarada a insolvência da empresa por uma divida de 26 milhões. Não seria o dinheiro enterrado naquele Banco mais bem empregue a salvar empresas e empregos, garantindo a dignidade das pessoas e a sustentabilidade do país quando a crise passasse? Não seria esse dinheiro mais bem empregue a salvar o trabalho e a evitar a miséria e o sofrimento daqueles que não conseguem trabalho para sustentarem os seus filhos?

sábado, novembro 14, 2009

Flexibilidade que baste

Horários de trabalho

Muitos podem acreditar que a nova Ministra do Trabalho, Maria Helena André, poderia ser uma boa noticia pelo seu passado sindicalista. Desenganem-se, embrulhado na nova imagem de dialogo que o Engenheiro deseja vender-nos, bastou ouvir uma entrevista para se notar que pouco ou nada podemos esperar na melhoria dos nossos direitos laborais, quer seja na segurança no emprego ou na precariedade do trabalho, mas podemos contar desde já com a imposição de uma ainda maior flexibilização dos horários de trabalho, colocando todo o nosso tempo e a nossa vida à disposição dos patrões. Vimos no que deu a flexibilização dos despedimentos, com a miséria a alastrar por todo o lado, sob o pretexto da crise embora vejamos empresas a apresentar milhões de lucros, vamos sofrer agora a praga da flexibilização dos horários de trabalho. Eu por mim estou farto de ser flexivel e chegou a altura de antes quebrar de flexibilixar. Acabemos já com essa treta da concertação social, onde cada vez que os sindicatos reúnem com os patrões/governo, só negoceiam a extensão dos direitos que vamos perder dessa vez. Está na hora de falar claro e assumir a luta pela reconquista de muitos direitos que nos têm sido retirados ao longo dos anos. São os trabalhadores que têm a força nas suas mãos se tiverem a coragem de a utilizar. São eles que podem parar este país, são eles que produzem a riqueza dos patrões. São eles quem pode alterar este marasmo em que caímos e, em que cada dia, somos menos seres humanos e mais ferramentas do capitalismo.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Novas caras no novo governo (4) + um velho conhecido

o cão de guarda

Temos uma nova Ministra do Trabalho, ex-sindicalista da UGT e metida na criação do grande sindicato Europeu. Ter sido da UGT e andar metida na grande trafulhice do sindicato europeu é já por si um mau sinal. Pior ainda quando sabemos que esta gente normalmente utiliza a traição como arma. Basta pensar que a actual lei do trabalho nunca teria sido possível se o governo fosse de um partido que se arrogasse ser de direita. Também a ministra ser ex-sindicalista pode ser um sinal de que vêem aí mais perda de direitos para os trabalhadores. A estratégica colocação do Valter Lemos, ex-cão de fila da ex-sinistra ministra, como secretário de estado parece confirmá-lo. Ou isso, ou eu estou enganado e o Valter Lemos só lá está para morder na ministra se o seu passado de sindicalista lhe der ideias de defender mais direitos a quem trabalha. De uma forma ou de outra se ele lá está é para morder em alguém.

sexta-feira, outubro 30, 2009

25 Euros de pobreza

Salário minimo

O presidente da CIP entende que empresas continuam a precisar de apoios, pelo menos até 2011. Sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) em 25 euros, Francisco Van Zeller defendeu que, em 2010, esta retribuição não deve ser aumentada porque as empresas correm o risco de fechar. Vale a pena ouvir.

É assim mesmo, o estado que continue a apoiar as empresas com o dinheiro dos nossos impostos que eles não podem dar uns miseráveis 25 euros (80 cêntimos por dia) a quem vive com 450 euros de ordenado mínimo. Se não podem então algo está errado porque eu não vejo faltar dinheiro para pagar dezenas ou centenas de milhares de euros aos administradores e gestores. Quando ouvimos que políticos trabalham para dezenas de empresas, (lembro-me do Nobre Guedes que para ser ministro do ambiente teve de abdicar de 30 cargos em empresas), e onde só devem ir quando o rei faz anos e recebem milhares de euros não podemos deixar de nos revoltar. Vão todos à merda e quem trabalha acorde e lute pelos seus direitos. Já basta desta pouca-vergonha.

sábado, maio 23, 2009

Capataz Azevedo no Reino dos Criseminosos

Criseminoso

O empresário Belmiro de Azevedo afirmou que "estar empregado deve satisfazer praticamente toda a gente neste momento" e garantiu que "não há emprego para quem quer estar a passar os fins-de-semana com os pés na água".
Segundo o "patrão" da Sonae, "nos países que têm uma relação com os trabalhadores muito mais transparente, agressiva e pró-desenvolvimento, as pessoas mexem-se mais depressa e a economia começa a trabalhar mais depressa". "Nos países como Portugal e os nórdicos, onde as pessoas têm um discurso muito concentrado nos direitos adquiridos, qualquer dia estão agarradas a um caco muito pequenino no meio do mar e vão ao fundo com o caco", alertou. Para Belmiro, "o direito ao emprego deve existir, mas é preciso ser empregado e é preciso que o empregador exista também. Se o empregador desaparece o barco vai ao fundo".

Belíssima essa ideia de que devemos aceitar tudo só para manter o emprego. Provavelmente se o patrão decidir que ao toque do chicote trabalhamos mais devemos até agradecer-lhe. Não se preocupe o Sr. Belmiro que quando formos ao fundo com o caco lhe vamos dar a mão para ir connosco. Esquece o Belmiro que foi em Portugal que ficou rico com o suor dos portugueses. Esta gente enquanto os trabalhadores tiverem um direito que seja, enquanto este país tiver um único sistema social não vão descansar. (Até os países Nórdicos que lhes serviram de modelo são agora vistos como perigosos exemplos pelos direitos que concedem aos seus cidadãos). Aproveitam-se da crise de que são os principais responsáveis para imporem mais precarização, aumentarem os horários de trabalho e baixarem salários. Talvez esteja na hora de lhes darmos uma respostas, exigindo mais direitos e melhores salários em troca de não lhes darmos um pontapé no cú e assumirmos a auto-gestão das suas empresas. Todos os povos têm o poder de fazer revoluções se o poder vigente se mostrar incapaz de lhes garantir uma vida digna. Já não falta muito.

sábado, maio 02, 2009

1º Maio 2009

 1º Maio

A Segurança Social gastou até Abril perto de dois milhões de euros nas compensações aos mais de dez mil trabalhadores que estão em situação de 'lay-off', segundo dados hoje divulgados pelo Ministério do Trabalho.
A taxa de desemprego em Portugal subiu para 8,5 por cento em março - acima dos 8,4% verificados no mês anterior e dos 7,6% no mês homólogo de 2008
«Não há nenhuma saída miraculosa, não há uma bala de prata, mas há conjugação de esforços e inteligência para reduzir o impacto das dificuldades», afirmou Vieira da Silva perante empresários numa sessão de esclarecimento sobre «Apoios Governamentais para Vencer a Crise». Aos jornalistas, Vieira da Silva defendeu a «criação de políticas públicas que de alguma forma possam fazer a socialização do risco que as empresas sentem que é a contratação de um novo trabalhador».

Triste 1º de Maio este, para os trabalhadores, num ano que vimos o PS aprovar uma vergonhosa Lei Laboral que nem os partidos de direita tinham tido coragem de apresentar, e vemos o país mergulhado numa crise internacional, totalmente da responsabilidade da ganância do liberalismo capitalista global e com a complacência e apoio dos governos ao seu serviço. Triste dia este, em que vemos os mesmos que nos atiraram com a crise para cima, continuarem a aplicar as mesmas práticas e politicas que a geraram. Vamos continuar à espera que sejam eles que resolvam o problema? Até onde terá de ir o desemprego e a miséria para decidirmos que já basta?
Proibição dos despedimentos e ruptura com a União Europeia são essenciais para podermos construir uma alternativa viável.


quinta-feira, abril 30, 2009

Raças Perigosas XXIV - Vieira da Silva

 Raças Perigosas

Após cinco anos de debate e negociações, a União Europeia decidiu abandonar a directiva que permitia alargar o horário semanal até às 65 horas. Em causa estava uma norma muito polémica que permitia alargar o horário semanal das 48 horas para as 65, desde que houvesse acordo entre o empregador e o trabalhador (“opt-out”).
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, lamentou a falta de acordo entre o Parlamento Europeu e União Europeia sobre a revisão da directiva do tempo de trabalho."Considero uma má notícia".
Na mesma linha, o secretário-geral da UGT também lamentou a ausência de consenso, mas valorizou o facto de não se ter chegado a um acordo penalizador para os trabalhadores. "O parlamento não cedeu e os governos também não", disse à Lusa João Proença.

O ministro que deve representar o interesse dos cidadãos do seu país e o que se diz representante de trabalhadores portugueses, lamentam ambos que não se tenha aprovado o alargamento do horário semanal até às 65 horas. Numa altura em que vivemos o flagelo do desemprego lamenta-se que não se possa forçar alguém a trabalhar perto de onze horas por dia. Eu tinha vergonha.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Crise e sacrifícios

Crise

Confesso que quando oiço estes políticos falar da crise e pedirem-nos sacrifícios só me apetece mandá-los à merda a todos. Porra, há anos que berrava que este era o destino inevitável das politicas económicas que esta gente defendia e diligentemente aplicava. A culpa é deles, eles que resolvam a crise. Infelizmente que acaba sempre por sofrer mais as consequências da dita “crise”, não são os responsáveis mas sim aqueles que menos têm, aqueles que já viviam num país que até publicitava ao mundo a honra de ter “baixos salários”. Da pobreza à miséria estrema para alguns, de uma vida com dificuldade à pobreza para outros, são as consequências da ganância capitalista.
Quando oiço propostas que nos desafiam a aceitar reduzir horas de trabalho e salários para garantir o emprego de todos, fico dividido entre a injustiça de estar a pagar pelos erros propositados da canalha que nos governa, e o compreender que este é realmente um momento em que devemos mostrar a solidariedade para com outros seres humanos que coexistem connosco. Irrita-me estar a fazer tais sacrifícios e que os culpados, além de não fazerem nenhuns, ainda por lá ficam a dizer “porreiros pá” à nossa custa. Como me irrita não os faço, não os faço enquanto eles não saírem de lá. Não faço enquanto não acreditar que o caminho a seguir vai ser diferente, em que os homens vão voltar a ser homens, a contar como homens e não números. Não os faço pelos outros enquanto os outros não assumirem as suas responsabilidades na necessidade de mudança, de criarmos uma nova realidade, uma nova forma de participação na sociedade e de assumirmos, nas nossas mãos, as responsabilidades dos nossos destinos. Este é o momento em que não podemos continuar a compactuar com o poder reinante. Chegou a hora de fazermos renascer a esperança.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Os bons exemplos do Sr. Silva

Jerónimo Martins

Cavaco elege a Biedronka como exemplo
«Cavaco Silva encontra-se na Polónia e visita hoje a mega-cadeia de supermercados Biedronka, detida a 100% pela Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce e do Feira Nova). A Biedronka (cujo símbolo é uma joaninha) está na Polónia há mais de 10 anos e soma inúmeros atropelos aos direitos dos trabalhadores que correm na barra dos tribunais. A forma como Biedronka trata os trabalhadores é bem conhecida na Polónia e tem sido sujeito a numerosos artigos e reportagens de TV. Entre os escândalos estão horários de trabalho de 12 horas por dia, pagando apenas 8 horas (uma trabalhadoras todos os meses trabalhava 300 horas em vez de 170 e não tinha folgas) e a morte de uma mulher devido a trabalhos forçados (uma trabalhadora com 21 anos, morreu depois de ter erguido pesos pesados, por falta de equipamentos apropriados. Outra trabalhadora que fez este tipo de trabalho enquanto grávida teve um aborto espontâneo. Ganhava 200 euros por mês). Só num ano a Inspecção-geral do trabalho contabilizou 3813 violações das normas laborais.»
[Mais informação no “Esquerda.net” de onde o texto foi recriado]

São estes os bons exemplos do Sr. Silva, os casos de sucesso que gosta de engrandecer. Triste, mesmo triste, é que seja este tipo de estado de coisas, a possibilidade de usarem e abusarem do trabalho dos outros, que estão a implementar em Portugal. Basta ler a lei Laboral que aí vem. Sabemos que muitas empresas foram deslocalizadas de Portugal para a Polónia em virtude da inexistência de regras que defendam os trabalhadores nesse país. Pelos vistos é este tipo de escravatura que deve servir de exemplo e modelo a Portugal.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

terça-feira, agosto 19, 2008

O Regresso

 Voltar à Realidade

De volta à vida real. O Engenheiro para fazer mais uns anúncios e começar a preparar o ano eleitoral que aí vem e eu para voltar ao trânsito e ao trabalho. Não me posso queixar muito, afinal ainda sou dos que tem trabalho, ainda não faço parte da desgraça que é o desemprego. Mesmo assim custa sempre ver chegar ao fim uns dias calmos com a família e com a anarquia horária de não ter horários. Vem aí mais um longo ano para todos e com muito para fazer.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, agosto 04, 2008

Musica para os meus ouvidos

 Bethoven

«Na cerimónia de posse da nova direcção do Sindicato dos Metalúrgicos, realizada neste sábado, o presidente Lula da Silva afirmou “Nós estamos fazendo a economia crescer há quatro anos seguidos. O emprego cresce como jamais cresceu neste país. O salário cresce, e este é o momento de vocês conquistarem salário”.
No seu discurso, fez questão de ser ainda mais explícito, argumentando que, já que as empresas estão a ganhar dinheiro, os trabalhadores devem receber de modo proporcional. “Na hora em que elas estiverem a ter prejuízo o que vocês vão ganhar é desemprego. Essa é a hora de reivindicar salário, de aumentar as conquistas e de conquistar as coisas a que vocês têm direito.”»

Quando ouviremos o nosso Presidente e o nosso governo a falar assim? Conhecendo as aventesmas que pululam na nossa politica era capaz de apostar que nunca ou seja está na hora de os trocarmos por outros mais justos e em quem possamos confiar.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quinta-feira, julho 17, 2008

Parece-me que andam a mamar

Pedinte

«Os funcionários públicos podem perder até 18 por cento do valor da reforma com as novas regras de aposentação da Segurança Social aprovadas em 2006 enquanto vai permitir ao Estado poupar cerca de 16 mil milhões de euros com pensões até 2020, o que representa uma poupança média de 1.300 milhões de euros por ano.»

Muito mama o estado para tão parcos resultados que nos apresenta. Alguém um dia escreveu numa cabine telefónica, “Parece que o António Calvário é gay”, mas a mim o que me parece é que andam a gastar mal o nosso dinheiro. Parece-me que há por aí quem mame demais dessa teta. Parece-me, não sei bem, parece-me.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, julho 01, 2008

O Trabalhador satisfeito

Na linha de montagem

O nosso Engenheiro anda muito ocupado a fazer reuniões de militantes do PS para mostrar como estão satisfeitos os trabalhadores deste país com a nova lei laboral. Como o quero ajudar aqui fica uma imagem de um trabalhador satisfeitíssimo depois de ter trabalhado as 12 horas diárias que o novo código permite.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quarta-feira, junho 11, 2008

65 Horas de Trabalho Semanal...Porreiro pá

 “Porreiro pá

«Depois de quatro anos de negociações, os ministros europeus aprovaram hoje a Directiva do Tempo de Trabalho, chegando a acordo sobre a possibilidade de prolongar a semana de trabalho das actuais 48 horas até às 65 horas.
A Comissão Europeia já saudou o acordo político. “Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais uma vez, que a flexigurança pode ser posta em prática” »

Porreiro pá. Para quem tinha duvidas que esta Europa é dirigida por sabujos ao serviço dos tenebrosos Bilderberg espero que isto os ajude a pensarem no assunto. Quando o desemprego aumenta, quando a precariedade se está a transformar em regra, quando os direitos nos são retirados uma a um, quando aumenta a vigilância e a actividade policial em redor dos interesses dos poderosos, quando a pobreza aumenta assim como o fosso para os mais ricos, quando nos impõem um Tratado Europeu que coloca o poder e as decisões em mãos de quem nem é eleito, mas nomeado por gente que nem conhecemos, quando o estado social está a ser destruídos, que mais falta dizer. Que vão fechar os nossos filhos, logo desde pequenos, durante 11 horas nas novas super escolas, vigiadas, muradas, gradeadas e onde lhes vão ensinar a obediência, a subserviência para se tornarem em mão de obra barata, enquanto os pais são obrigados a um trabalho cada vez mais escravo e mal pago? Que mais falta dizer quando somos confrontados com esta realidade a ser construída debaixo dos nossos pés para percebermos que temos de fazer alguma coisa? Que temos de reagir, que temos de os travar já. O nosso futuro está a ser construído hoje por gente que não presta e se nada fizermos é nesse futuro que iremos viver. Se estão a contar com aqueles que elegeram para os travar não se esqueçam que, perante este amanhã, eles sorriem e dizem: - Porreiro pá.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

terça-feira, junho 03, 2008

Quem protege os seus...

Guarda-chuva

«José Sócrates tenta tudo por tudo para dar credibilidade a um eventual acordo na concertação social, que envolva a UGT, para a revisão do Código Laboral. Ontem, após uma sessão com militantes em Lisboa para falar sobre a proposta governamental. "O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louça, com a vontade que tem de desacreditar a UGT andou a dizer que o líder da UGT, João Proença, andava a fazer sessões comigo promovendo as nossas propostas do Código do Trabalho. Mas ele nunca fez isso, sempre soube que o seu principal dever é com os trabalhadores", afirmou Sócrates.»

Pois, o Engenheiro pode dizer o que quiser, mas nós só temos de acreditar se assim o quisermos. Todos podemos ver que em todos os casos passados, e não é com este governo, a UGT tem viabilizado a assinatura de tudo o que é lei, deixando aos governantes a possibilidade de dizer que têm o apoio dos sindicatos e, consequentemente dos trabalhadores. Posso até prever que esta Lei Laboral vai acabar com a assinatura da UGT lá bem escarrapachada para gáudio e propaganda do Engenheiro. Não é nada de novo nem de diferente do que acontece sempre. A CGTP, como sempre também, não vai assinar. A história do polícia bom e do polícia mau, mas agora não tenho tempo para a contar.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, junho 02, 2008

Lei Laboral dos Sócretinos

Manifestação

Quinta-feira às 3 da tarde, eu gostava de ir mas estou a trabalhar. Podia pedir ao patrão e até podia acontecer que ele me dissesse que sim, quem sabe até me oferecesse boleia, mas não acredito. Acredito mais que a essa hora, todos os chefes deste país estejam a correr escritórios, escolas e fábricas, para marcar quem está ausente. Agradeço à CGTP o lutar contra esta lei, que pretende em nome dos precariedade no emprego de alguns, tornar-nos, pela liberalização do despedimento, precários a todos. Agradeço-lhes isso, mas que o façam com vontade de ganhar essa luta. Marcar a manifestação para a hora e dia escolhidos só pode mesmo ser para gozar connosco.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

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