A Manuela Ferreira Leite é outra daquelas pessoas que me arrepia. Sempre a vi como uma espécie de urubu, não me perguntem porquê. (Afinal têm a obrigação de saber, basta vê-la, ouvi-la e urubizala). Embora eu saiba que, mais dia menos dia, ela vai voltar, montada no Cavaco e acompanhada pelo seu fiel Aio, António Borges, para meu total desespero, (a alternativa cavaquista ao Sócrates), soube-me bem estes tempos em que andou silenciosamente escondida. Só deitava o pescoço de fora na base de uma afirmação mediática trimestral, (comentar orçamentos, criticar o pequeno Mendes e outras coisas do género). Logo por caso estava a falar, num qualquer colóquio, sobre um qualquer assunto, no dia em que o seu nome surgiu como possível candidata à Câmara de Lisboa, pelo PSD. Sobre o assunto nada disse, (mais um Tabu), mas aproveitou para fazer oposição ao governo. Há que mostrar as garras de quando em vez. Criticou a OTA e o TGV, afirmando estar convencida que não irão ser construídas, por Portugal não tem dinheiro. Por ai nada de novo. Já a critica à construção do Metro Sul do Tejo, afirmando não entender como foi possível estar a gastar dinheiro, num meio de transporte que anda vazio, é um pouco menos compreensível. Afinal, foi ela que assinou com as câmaras locais o protocolo e deu luz verde à construção quando estava no governo. Ela é a mãe daquele bebe, quer ele venha a ser um aborto ou um caso de sucesso, quando finalmente acabar de crescer.
Só gostava de saber se ela, quando disse aquilo, lhe terá parado o cérebro, já não se lembrar do que fez quando foi ministra, ou foi simplesmente a normal hipocrisia, acreditando que, como aconteceu, a imprensa pouco ou nada falaria sobre esse facto. Será que em tanta gente que por ai anda, não há ninguém que fale séria e honestamente? Como dizem os brasileiros: “Puta qui pariu”.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN