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segunda-feira, novembro 21, 2011

Um Monumento ao Cavaquismo


Antes da nacionalização, o então deputado Miguel Relvas intermediou para o Banco Efisa, do grupo BPN, um negócio da ordem de 500 milhões de dólares, que envolveu o município do Rio de Janeiro. Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa, confirmou ao PÚBLICO que Relvas, na altura membro da bancada parlamentar do PSD, o ajudou "a abrir portas no Brasil", mas o actual ministro explica que a sua colaboração ocorreu sempre "no quadro" da Kapakonsult, onde era administrador, e que teve um único cliente: o banco de negócios do BPN - Efisa.

Quando se olha para todo este caso do BPN, que nos custa já nem sei se são 5 ou 9 mil milhões, suficientes para que não fossem necessárias muitas das medidas de austeridade que vão conduzir este país à pobreza e à miséria, torna-se evidente a sua ligação à era cavaquista que tanto mal fez a este país. Foi a era das vacas gordas dos dinheiros da Europa, da criação dos BPN's, BPI's, BCP's e tantos outros "avanços na modernização da economia", como a destruição da agricultura, das pescas e da industria que tínhamos. Ex-Ministros, ex-Secretários de Estado, ex-lideres parlamentares e parlamentares, ex-Conselheiros de Estado. É um autentico cavaquistão laranja com negócios no corrupto BPN. Uma mão na massa como nunca se tinha visto em Portugal. Até quem acabou por comprar, a preços de amigo em época de Saldos e com desconto, o BPN, foi um outro ex-cavaquista, o Mira Amaral. Um bom assunto para o Sr. Silva de Boliqueime, isso e a sorte que teve no bom negócio das acções do BPN, pensar quando estiver comodamente na sua Casa da Quinta da Coelha. Já o estou a ouvir dizer para si mesmo, enquanto abana lentamente a cabeça, É o preço do "puguesso".

sábado, abril 18, 2009

Trabalho em horas extraordinárias

 Fuga para Vabo Verde

Joaquim Coimbra, accionista de referência da SLN, detentora do BPN, garantiu desconhecer a existência do Banco Insular, explicando que quando ouvia a sigla BI pensava que se referia a «Bilhete de Identidade».

Ricardo Pinheiro, ex-director de operações do BPN e actual quadro do banco Sol, em Angola, admitiu no Parlamento que “de facto, quando a Operação Furacão entrou no BPN, os arquivos contendo toda a informação de clientes com contas em offshores já tinham sido retirados e estavam preparados para ser enviados para Cabo Verde”.
Ao que o CM apurou, o BPN foi avisado das buscas por telefone. Nesse mesmo fim-de-semana, accionou um conjunto de funcionários que retirou a papelada da sede do banco. Ricardo Pinheiro explicou aos deputados que foi um dos elementos do banco que participou no processo de remoção, avançando que “o processo ocorreu em várias estruturas do banco em vários pontos do país”.
Ricardo Pinheiro garantiu ainda que a ordem foi dada por Oliveira Costa, “na sequência da decisão do conselho de administração”. “Eram documentos que tinham a ver com BPN Cayman e BPN IFi e processos de clientes que tinham contas em estruturas offshore”, referiu o bancário.

Um diz-nos que quando ouvia falar de problemas no BI pensava que Oliveira e Costa estava a falar do Bilhete de Identidade, outro que participou no envio de documentos para Cabo Verde quando foram avisados de uma busca da Policia Judiciária.
Será que não há motivos para mais ninguém ir preso? Quem telefonou a avisar? A falta de supervisão e a possibilidade que os bancos tinham e ainda têm de fazer trapalhadas é fantástico e mais fantástico ainda é que não vamos ser feito nada para que as impedir. A quem dá jeito este estado de coisas? Quem beneficia com isso?

sábado, janeiro 17, 2009

A Bomba Atómica e os men do BPN

BPN MEN

"Eu sou pela iniciativa privada mesmo quando ela erra. Não sou pela nacionalização. São razões de princípio e de valor", afirmou Miguel Cadilhe na comissão parlamentar de inquérito ao BPN. “Não foi por razões económico ou financeiras que houve a nacionalização do BPN”, disse. “Achamos que há razões de outra ordem” sublinhou, sem especificar. Mas logo de seguida reiterou que foi “quando estávamos” a agir, que “fomos travados pela nacionalização”. “A primeira vez que se estava a levantar as imparidades, que se estava a chamar as pessoas às suas responsabilidades, que se estavam a travar as práticas ilícitas. Quanto tudo isto estava a acontecer, vem o Governo e lança a bomba atómica”.

Claro que o Cadilhe é pela iniciativa privada mesmo quando erra. E quando rouba? E quando, para encher os bolsos de alguns, se prejudica todo um país?
Numa coisa tenho de dar razão ao Cadilhe, realmente o BPN não devia ter sido nacionalizado. Devia era ter sido desmantelado, os seus bens vendidos para devolver o dinheiro aos seus depositantes. Todos os responsáveis pela roubalheira, (será que alguém acredita que só o Oliveira e Costa é que mamou na teta do BPN?), deviam ver as suas contas investigadas e utilizadas para pagar os prejuízos. A questão é saber se há realmente vontade de meter as mãos em toda aquela porcaria e retirar os culpados. Não estamos a falar de “pés descalços”, mas muita gente que frequenta os salões dos poderosos deste país. Gente que se encontra demasiadamente perto dos círculos do poder. Basta lembrar que mal se falou do Dias Loureiro logo muitos viram “merda” a salpicar o Sr. Silva. Poderemos retirar das palavras do Cadilhe que a “Bomba Atómica” da nacionalização só foi lançada para que muitos culpados nunca venham a ser conhecidos?
Já repararam que há assuntos e casos que os jornal e televisões nunca mais falaram? Será que não há explicações que deviam ser dadas mas ninguém parece querer perguntar? Quem encomendou este silêncio?

segunda-feira, agosto 01, 2011

BPN em SALDOS


O BPN custou 2,4 mil milhões de euros ao Estado. BIC pagará 40 milhões de euros pelo banco.
A proposta apresentada pelo BIC apenas assegura a integração de metade dos actuais colaboradores do BPN. Dos actuais 1.580, o banco angolano compromete-se a integrar 750. O Estado assume os "custos com a eventual cessação dos vínculos laborais dos trabalhadores das agências e/ou centros de empresa que venham a ser encerrados ou reestruturados.
Além do BIC, o Governo recebeu propostas de compra por parte do Núcleo Estratégico de Investidores (NEI) e do Montepio. O porta-voz do NEI garantiu recentemente que a proposta deste grupo pelo BPN superava os 100 milhões de euros.

Olho para o BPN e para todos os vampiros que roubaram o país, quase todos impunemente, e para a vergonha que todo este processo tem sido. Neste país rouba-se e dividem-se os espólios sempre entre os mesmos. Os trabalhadores, agoar apelidados de colaboradores", esses continuam a ser quem menos conta e o Estado que temos não se importa de pagar para que sejam despedidos. Números é como nos consideram e isso vamos continuar a ser até ao dia em que levantemos os nossos gordos trazeiros do sofá e vamos todos para a rua correr com esta cambada.


segunda-feira, junho 01, 2009

O Postigo do poder

O postigo da democracia

O escândalo do BPN chegou à campanha para as eleições europeias depois de, em Évora, o cabeça-de-lista do PS ter associado "figuras gradas" do PSD àquilo que considerou ser "a roubalheira do BPN".
'Certamente por acaso, todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD. E estamos à espera que o PSD se pronuncie sobre esta vergonha, que é justamente a roubalheira do BPN', afirmou Vital Moreira durante um comício na cidade alentejana.
O candidato socialista nunca nomeou qualquer militante social-democrata, mas classificou o caso como 'escandaloso e vergonhoso'. 'Esse caso do BPN devemos condená-lo, devemos denunciá-lo, porque é um escândalo, uma vergonha de utilização dos dinheiros da economia para efeitos puramente criminosos', sustentou Vital.
Já antes, o director de campanha do PS, Capoulas Santos, tinha discursado para alertar para o perigo da instabilidade política na sequência de uma eventual derrota do PS nas eleições de 7 de Junho."Em momento de crise internacional, imaginem um Governo com a Dr.ª Manuela Ferreira Leite a primeiro-ministro, interrogou-se Capoulas Santos, numa referência indirecta ao cabeça de lista europeu dos sociais-democratas, Paulo Rangel. "Depois de ter consolidado o défice, consolidado as finanças pública, feito a reforma da segurança social, ter feitos avanços tão significativos, vamos entregar a esta trupe, que se vislumbra no horizonte, a governação do país? Não, não podemos permitir que o 7 de Junho possa ser o postigo, por mais pequeno que seja, para abrir um cenário destes».

Como era de esperar esta gente que não tem proposta nenhuma que não seja a continuidade da vergonha a que temos assistido e das políticas que nos têm empobrecido, com o avançar da campanha começam com os ataques e coma a “baixaria”. Claro que o BPN é um escândalo e uma vergonha e todos sabemos que lá estão enterrados até ao pescoço os “barões” do PSD da Lapa até Belém, mas também todos sabemos que escândalos e vergonhas existem muitas também no PS. As eleições de 7 de Junho não podem ser o postigo para o PSD chegar ao governo, mas também deviam ser a vassoura para correr com a cambada que por lá já anda. Vamos todos retirar a legitimidade a esta gente e dizer-lhes que não os queremos. Vamos mostrar-lhes que desejamos uma sociedade mais justa, mais solidária e onde a palavra democracia não seja um voto de quatro em quatro anos, mas a aplicação da verdadeira vontade de um povo.

sábado, agosto 03, 2013

BPN Team



Rui Machete vendeu acções da SLN ao BPN com ganho de 150%O actual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, adquiriu, no início da década passada, cerca de 25,5 mil títulos da SLN, dona do BPN, a um euro cada, que alienaria nos anos seguintes ao grupo liderado por Oliveira Costa, mas agora a dois euros e meio por acção.
Um negócio com timings e contornos idênticos à operação de compra e venda de acções da SLN/BPN pelo actual Presidente da República, e que resultou num ganho para a família Cavaco Silva de 350 mil euros.

Mais um dos amigos do Oliveira e costa e da equipa do Sr. Silva de quem aliás já sabemos que ainda está para nescer alguém mais honesto. Porque será que isso só me deixa nada descansado com a honestidade dos nossos governantes?

sábado, junho 30, 2012

Uma história que parece não ter fim


Falar do BPN é falar do maior roubo da história deste país e também do processo em que a impunidade dos culpados parece ser a regra. Nascido na era das vacas gordas do Cavaquismo e apadrinhado por ele foi durante anos um antro de malfeitores que saltavam entre o governo e o banco. Durante anos foi um fartar vilanagem sob o nariz do Magoo Constâncio do Banco de Portugal que nada via ou queria ver. Não fosse a famosa crise internacional e quem sabe ainda os Oliveira e Costa, Duarte Lima e Dias Loureiro continuariam a encher contas em off-shores e a comprar condomínios de luxo em Cabo Verde. Como se não bastasse veio a nacionalização dos prejuízos, pelo Teixeira dos Bancos, que já defraudou o país em muitos milhares de milhões de euros. (Dava para pagar os subsídios de férias e Natal que este governo nos roubou durante três anos). Quando parecia que esta roubalheira já tinha chegado ao fim chegou a vez da reprivatização em que o actual governo resolveu vender o banco ao BIC do Mira Amaral a preço de saldo por quarenta milhões de euros, não sem antes ter retirado centenas de milhares de créditos mal parados para empresas do estado, (créditos de Duarte Lima e Vítor Baía são alguns exemplos) e recapitalizado o banco em mais algumas centenas de milhares de euros. Um negócio da China...para o Mira Amaral. Talvez, embora duvide, tenha terminado aqui as negociatas e a roubalheira com este banco, mas ainda faltava mais uma manobra para poupar impostas. Afinal não é o BIC que vai incorporar o BPN, vai ser o BPN a incorporar o BIC, mudando depois o nome para BIC para assim pagar menos impostos nos próximos anos. Para alguns todos os truques são lícitos e o Estado olha para o lado, para o pobre do cidadão que aperta o cinto para pagar os impostos que este governo não se cansa de aumentar, o não pagamento de um bilhete do metro ou de uma portagem é suficiente para soltarem os cães e penhorarem qualquer bem que se tenha. Se há uma justiça para ricos e outra para pobres também no fisco parece haver uns que podem tudo e outros que só podem pagar e calar.

PS: NOVIDADE DO DIA - Dois dos condenados pelo Banco de Portugal por prestação de informação falsa e falsificação de contas no caso BPN, trabalham como diretores para um fundo do Estado. [AQUI]

sábado, março 31, 2012

Para os bons negócios nunca há crise


A factura da nacionalização do BPN pode custar aos contribuintes até 6,6 mil milhões de euros, contas feitas aos diversos apoios que o Estado mobilizou para a instituição que amanhã é oficialmente vendida por 40 milhões de euros ao BIC, mas que vai continuar a receber apoios no valor de 700 milhões de euros nos próximos três anos.
Para este valor contribuem os 600 milhões de euros injectados no banco para que este cumprisse os rácios de capital. Em Fevereiro, o Estado dotou ainda o BPN de igual verba para o capitalizar antes da venda. Somam-se os 1,5 mil milhões de euros de garantias que a Caixa Geral de Depósitos subscreveu.
O banco público tem ainda uma exposição de perto de 3,9 mil milhões de euros em activos problemáticos, como hipotecas e crédito malparado. Há ainda que incluir os 1, 8 mil milhões de euros em perdas com activos que o Estado assumiu em 2010.
Com a assinatura do acordo de compra e venda amanhã as obrigações do Estado português não terminam, e a CGD vai manter duas linhas de crédito, no valor de 700 milhões euros, nos próximos três anos, para assegurar, por exemplo, o risco de fuga de depósitos.

Veículos do BPN absorvem mais 1.100 milhões de euros do Estado
O orçamento retificativo entregue hoje pelo Governo na Assembleia da República inclui mais 1.100 milhões de euros para os veículos que ficaram com ativos expurgados do Banco Português de Negócios (BPN), a PARVALOREM e a PARUPS.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Reencontro em Angola


«Paulo Portas negociou em Luanda as condições de venda do Banco Português de Negócios aos angolanos do Banco Internacional de Crédito. O encontro com Fernando Teles, presidente, e Mira Amaral, presidente do BIC Portugal, aconteceu no dia 23 de Julho, sábado, depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros ter participado na quinta e sexta na reunião da CPLP.
A reunião de Paulo Portas com o BIC visava salvaguardar os interesses do Estado português, nomeadamente o pagamento do crédito concedido pelo BPN em 2006 à Amorim Energia para a compra de uma participação na Galp. A Amorim Energia é uma holding que tem como accionistas Américo Amorim, a Santoro Holding Financial, de Isabel dos Santos, filha do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e a Sonangol.
Com a venda do BPN ao BIC, que tem como accionista principal a Santoro, de Isabel dos Santos, o governo temia que esse crédito, da ordem dos 1,6 mil milhões de euros, fosse pago pela Amorim Energia a um banco que tinha como principal accionista a própria devedora.

Afinal parece que a história de um concurso para saber quem queria comprar o BPN era uma grande treta e que o compradorhá muito que estava decidido. Decidido e com um belo negócio para o BIC e o Mira Amaral e uma vez mais à nossa custa. O poder do dinheiro e as voltas que ele dá para nunca sair do mesmo sitio. BPN que continua a ter como único arguido o Oliveira e Costa. Onde é que estão os outros? (A pergunta é só retórica e não necessita de resposta pois todos sabemos bem os nomes e por onde andam).


terça-feira, junho 02, 2009

As acções do Sr. Silva

BPN acções

Inspirado no quadro de Rembrandt. "Christ Driving The Money Changers From The Temple"

Cavaco Silva foi accionista da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) detentora do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2001 e 2003. Ao sair teve um ganho de 147,5 mil euros. A sua filha Patrícia também teve acções da SLN e lucrou ainda mais ao sair: 209,4 mil euros.

Já vi muitos saírem em defesa do Sr. Silva, afirmando que o ter sido accionista do BPN em nada o chamusca nos negócios fraudulentos agora descobertos. Provavelmente têm toda a razão, mas não me esqueço dos seus oito anos de governo, de como nessa altura tanto pé rapado se transfiguraram em ricos banqueiros, de como este país se rendeu ao neo-liberalismo em que um euro valia mais que os direitos ou a dignidade dos cidadãos, que os muitos milhões que nessa altura jorravam da Europa foram desbaratados e se perderam na poeira das obras publica, formação fajuta, e sabe-se lá mais onde. As acções do BPN, a sua “colagem” ao Dias Loureiro e a memória de um passado talvez faça, para muitos, cair o Anjinho do seu pedestal.

quarta-feira, março 04, 2009

O Ultimo a saber

O ultimo a saber

Francisco Sanches, ex-administrador do BPN e constituído arguido no quadro das investigações do Banco de Portugal feitas ao grupo bancário, disse hoje, na comissão de inquérito ao caso BPN, que o empresário libanês Abdul El-Assir, que vendeu ao BPN as empresas de Porto Rico, que se encontram sob suspeita, e que tinha créditos de cobrança duvidosa no BPN, atingindo vários milhões de euros, foi um cliente trazido para o grupo por Dias Loureiro e que existem questões nesse relacionamento entre Abdul El-Assir e o grupo que ele [Sanches] desconhece.
in"Publico"

Se o Sr. Silva é honesto, como alguns dizem, e se ainda não tem nenhuma idéia daquilo que se passa à sua volta, então é mesmo o ultimo a saber.

quinta-feira, julho 25, 2013

Não há Machete que corte a memória ao BPN



O novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do conselho superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a proprietária do Banco Português de Negócios (BPN). Na sua qualidade de ex-presidente da Fundação Luso-Americana, Rui Machete esteve ligado ao Banco Privado Português (BPP), onde foi membro também do conselho consultivo.
O antigo presidente da Comissão Política do PSD e ex-vice-primeiro-ministro do Governo do Bloco Central (PSD/CDS) e novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considerou que as críticas de que é alvo por ter exercido funções na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, são reflexo da “podridão dos hábitos políticos” e acrescentou que está de consciência tranquila “há muitos anos”.

Realmente esta gente é tão mázinha. Coitado do homem só porque fazia parte do conselho superior sabia lá agora das trafulhices. Ele até só aceitou o cargo porque lhe pediram e tinha lá amigos com quem gostava de tomar uns copos. O Duarte Lima, O Dias Loureiro e até o Oliveira e Costa. Tudo bons amigos com quem partilhou o governo. O Homem andava lá a dormir e não se deu conta de nada. Só lhe faltam as asas para ser um anjinho e a nós o dinheiro para pagar o roubo. E estar nos conselhos dos dois bancos onde a roubalheira foi à descarada e que andamos a pagar é só uma coincidência. Um mero acaso. 

terça-feira, maio 29, 2012

Um roubo Top-secret


O Ministério das Finanças classificou como «confidenciais» os documentos enviados à comissão de inquérito ao BPN. No total, são 13 dossiers que estão numa sala, sob o olhar atento de um funcionário parlamentar. A informação só está acessível aos 17 deputados da comissão de inquérito e aos assessores dos grupos parlamentares que os auxiliam. No entanto, os documentos não podem ser fotocopiados ou digitalizados, estando apenas autorizada a sua consulta. 

Ainda recentemente na comissão quando questionada sobre se existe um crédito do BPN aos accionistas da SLN de 160 milhões de euros»,  a secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, que explicava a opção de vender o BPN aos luso-angolano BIC Angola por 40 milhões de euros, respondeu que «Não comento valores de créditos concedidos a clientes. Faz parte da documentação confidencial enviada à comissão de inquérito».
Esperemos que um dia esta comissão mostre resultados e que toda a informação possa ser disponibilizada para que todos possamos saber para onde foram os tantos milhares de milhões desaparecidos e que todos nós andamos a pagar bem como a responsabilidade de todos os que roubaram, os que compactuaram, os que lucraram e os que esconderam. É o mínimo que podem fazer.

domingo, maio 20, 2012

O Polvo do BPN


Duarte Lima parece ter decidido, talvez em troca de medidas de coacção mais leves ou da inocência do seu filho ou mesmo de uma pena mais leve quando do seu julgamento, pôr a boca no trombone e denunciar os seus ex-amigos e colegas, com o BPN, UBS, Banco Insular e sei lá mais quem. Esperemos que na sua ruindade e na sua tentativa de se safar das acusações, se não lhe limparem o sebo antes, venha a acusar muita gente que por aí se pavoneia como mais séria que todos os outros, Ou, como normalmente acontece neste país, tudo isto acabe com a montanha a parir um rato.
A verdade é que mais uma vez aparece o BPN metido ao barulho e são mais muitos milhares de milhões que estão em jogo. Tantos, roubados por tão poucos, que talvez sejam suficientes para justificar e pagar a divida que dizem ser de todos.

quinta-feira, março 29, 2012

BPN, Banco Português das Negociatas


No mesmo dia que a União Europeia autorizou a venda do BPN ao BIC, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho afirmou que «Fico muito satisfeito porque foi possível salvar o BPN».

Por este andar ainda tornam o Passos Coelho sócio honorário da Associação de Defesa dos Banqueiros. É que satisfeito mesmo deve estar o Mira Amaral pelo belo negócio que fez à custa do dinheiro público.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Vira o disco e toca o mesmo


Para além dos 767 milhões de euros que o Governo acaba de meter no BPN, pelo acordo para a sua venda ao BIC, o jornal “Público” noticia que o Governo se comprometeu com mais um empréstimo de 300 milhões de euros da CGD ao BPN, a três anos e a uma taxa de juro igual à Euribor, sem qualquer spread (ou seja, sem que o banco público ganhe alguma coisa com o negócio).

A história deste banco é algo de fantástico e atravessa vários governos. Criado na era do Cavaquismo este banco dos seus amigos foi um local de bandidagem. Durante anos o roubo e a corrupção foram a prática e muitos lucraram e ficaram ricos com as trafulhices ai feitas sem que hoje sejam chamados a qualquer responsabilidade. Também quem devia supervisionar o que por ali se passava não viu nada e hoje até foi promovido a vice-presidente do Banco Central Europeu. Quando a crise trouxe ao de cima o buraco criado pelos roubos houve logo quem tomasse como imperiosa a sua salvação para evitar contágios no sistema financeiro. Um buraco sem fundo onde milhões de milhões eram enterrados sem qualquer hipótese de retorno. Finalmente chega a este governo que o decide vender a saldos por 40 milhões para depois ainda lá colocar mais de mil milhões. No total já ultrapassa os 5500 milhões o que nos custou a todos nós a roubalheira do BPN. Mais que o valor do corte nos subsídios de Férias e Natal, mais que o aumento do IVA nos bens essenciais, mais que o aumento das taxas moderadoras ou aumento dos transportes. É isso que nos estão a fazer pagar a nós enquanto dos culpados não há novidades. Do dinheiro roubado não se conhece o paradeiro ou se tenta recuperar. Nós pagamos e pronto.

domingo, dezembro 11, 2011

BPN. O roubo continua


O Estado acordou esta sexta-feira a venda do BPN ao Banco BIC, que tem como accionistas de referência a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, e o português Américo Amorim, mas ainda pode ter de injectar mais dinheiro na instituição, admitiu o presidente do BIC, Mira Amaral. «Nós acordámos comprar o banco com o seguinte balanço: 2,2 mil milhões de euros de crédito, 1,8 mil milhões de euros em depósitos, e rácios de solvabilidade acima de 9%, que é o limite mínimo exigido pelo Banco de Portugal».
O presidente do BIC desconhece «qual a situação líquida do banco neste momento», por isso, diz, também não sabe «quanto é que o Estado terá de meter ainda no BPN para atingir a situação que foi acordada no contrato promessa, mas admitiu que o valor em causa se poderia aproximar dos 500 milhões de euros. «O Governo tem de capitalizar o banco para atingir os rácios acordados, mas não sei quanto é que ainda terá de lá meter».

Grande negócio, um banco com 2,2 mil milhões de euros de crédito, 1,8 mil milhões em depósitos, e rácios de solvabilidade acima de 9% por 40 milhões de euros. Para nós, que ainda veremos pelo menos mais 500 milhões lá enterrados não o será, mas para o Mira Amaral, a Isabel Santos e o Américo Amorim é o chamado negócio da China. Que imposto irá aumentar ou quanto nos vão retirar do salário para pagar isto ainda se está para ver.

quarta-feira, agosto 10, 2011

Um dos mais pobres dos pobres

O amigo Nuno Correia deixou nos comentários de um posts o link para este artigo do Tiago Mesquite no Expresso que não resisti em reproduzir aqui. no WeHaveKaosInTheGarden.

Foi noticiado e salvo erro nunca desmentido, que Dias Loureiro não possuía qualquer bem em seu nome. Custou-me. Chorei. E agora gostava de o ver repatriado para podermos devolver-lhe a dignidade. Vamos todos.

Isto de Dias Loureiro nada ter em seu nome só pode acontecer por dois motivos:
O 1º, mais sórdido e maquiavélico, que desconsidero, teria a ver com o facto de Dias Loureiro ter algo a esconder em relação à origem da fortuna que dizem ter amealhado em poucos anos, e que por isso, dada a possível e aparentemente obscura proveniência dos lucros dos seus negócios, optara intencionalmente por não ter rigorosamente nada em seu nome. Nada. Nem um cão de loiça ou um CD do Angélico. Desta forma, e no caso de correr pelo pior (como veio a acontecer - acusado que está de danos no BPN no valor de 41,16 milhões de euros, conjuntamente com o Oliveira e Costa via SLN, da qual eram ambos administradores), não seria possível fazer qualquer tipo de arresto ou penhora aos seus bens.
O 2º, e no qual acredito sincera e piamente, aponta para que Dias Loureiro esteja efectivamente a passar por muitas dificuldades. E que nunca teve bens em seu nome porque é um verdadeiro altruísta e benemérito. E colapsado que ficou sem empregos, sofre agora silenciosamente de agonia financeira como qualquer outro desempregado comum. Agonia tal que até o Presidente da República lhe tentou garantir o sustento por mais alguns meses como conselheiro de Estado, mesmo após o rebentar do escândalo da SLN, de forma a que ele pudesse, pelo menos, comer uma sopita de nabo e um pão com fiambre por dia. Loureiro, agradecido, continuou sempre a aconselhá-lo: "Aníbal: tens de comprar mais acções do BPN, estão baratas e é de comprar, vais ver que não te arrependerás nunca dos conselhos sábios deste teu fiel amigo e escudeiro"
Partiu-se-me o coração vê-lo ter de pedir boleia a um senhor de Jaguar para poder chegar ao DIAP a horas de ser interrogado. E o senhor do Jaguar também deve ter sentido a mesma angústia pois esperou horas à porta pelo seu regresso.
Será mais um pobre diabo a calcorrear as ruas de Lisboa ou de Cabo Verde? Acabará Loureiro como um indigente, a mendigar para sobreviver? Uma triste e infelizmente cada vez mais comum realidade. Reflexo de uma sociedade desequilibrada, com uma balança mal calibrada que tende a favorecer quase sempre quem não precisa. São tempos difíceis até para Dias Loureiro. E porque o meu sentimento de humanidade e fraternidade não consegue assistir a tamanha falta de dignidade, infortúnio e pobreza, e impelido que está este meu espírito altruísta e desinteressado em ajudar este homem caído em desgraça e numa situação precária, decidi agir.
Desta forma, deixo um NIB de uma conta sita num Banco português de confiança (não pertence ao BPN ou BPP) de forma a devolvermos o sorriso, e quem sabe, os bens, a Dias Loureiro: 0036.0058.99100007846.65
Como sei que Dias Loureiro não pretende ter nada em seu nome, o NIB acima indicado pertence a uma conta minha. "Mas desde já asseguro sob a minha palavra de honra" (onde é que já ouvi isto?) que todo o dinheiro que for amealhado nesta iniciativa terá como único destino a ajuda a Dias Loureiro. Solidarizem-se com apenas 1€ que seja, porque neste caso "nada é tudo"! (literalmente). Obrigado pela vossa generosa colaboração!

Kaos: Como dinheiro não tenho para dar a mais este miserável aqui deixo a sujestão do Cartão de Pobre a que deveria ter direito. Ele precisa.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Todos Cavaquistas, todos BPN


Sei que nos últimos dias tenho abusado da imagem de grupos de mafiosos para fazer os meus bonecos, mas quando olho para tudo isto que se passa à nossa volta é o que vejo. Atacam os nossos direitos e os nossos salários, aumentam impostos e preços, reduzem a quantidade e qualidade dos serviços públicos e começam a desbaratar o que ainda resta do estado. O caso do BPN é um caso evidente. Vende-se o banco onde os contribuintes já "enterraram" mais de 5 mil milhões por 40 milhões e onde o estado ainda vai pagar o despedimento de mais de 750 trabalhadores, capitalizar o banco em mais 550 milhões e ficar com o resto do "lixo tóxico" e do crédito mal parado que por lá exista, sabendo que havia quem desse mais, (fala-se em 100 milhões) e se comprometesse a não despedir ninguém. A juntar a isto e, perante as dúvidas e indignação geral de muitos, o PSD e o CDS recusaram que os preteridos no negócio e até o próprio Ministro das Finanças, fosse ao parlamento dar explicações. O caso do BPN é o maior caso de trafulhices e roubalheira de toda a história portuguesa, (o Alves dos Reis era um anjinho comparado com esta gente), e não se vêm culpados em lado nenhum. Será que é porque a justiça é cega ou porque vê bem demais?


quarta-feira, agosto 03, 2011

Um gang de bons rapazes


Imposto extra ordinário sobre o 13º Mês, aumento de transportes que chegam aos 25% e ainda falta o IVA, o IMI e sei lá que mais impostos para aumentar porque cada milhão é necessário para conter o défice e pagar a dívida. Vendem-se as empresas do Estado. Ou serão que, como no caso do BPN, para oferecer? Oferecer com bonus. Um banco onde já foram enterrados 5 mil milhões dos nossos impostos, sem que se veja acusar ninguém pela da maior fraude de sempre da História Portuguêsa. Há mesmo quem fizesse parte dos Órgãos sociais do BPN que seja nomeada para a nova administração da CGD. O grande amigo do Cavaco, Dias Loureiro mudou de ares para o sol de Cabo Verde. BPN agora vendido por 40 milhões em que vai ter de ser o Estado a pagar o despedimento de 750 trabalhadores depois de capitalizar o banco com mais 550 milhões do dinheiro dos nossos impostos, dos nossos sacrificios. Lixa-se a vida de milhões de portugueses para poupar meia duzia de milhões e depois oferecem-se 550 milhões de mão beijada. Tenham vergonha, os vampiros que nos sugam e nós força para os combater.