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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Republica Independente do Banco de Portugal


Segundo o Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal, as medidas previstas nesta altura pelo Governo de Passos Coelho não são suficientes pare reduzir os custos do Estado, apelando a novas medidas de contenção e a cortes no consumo público.

O conselho de administração do Banco de Portugal, liderado por Carlos Costa, decidiu, “no respeito pelas convenções colectivas de trabalho a que o Banco está obrigado (acordos de empresa e Acordos Colectivos de Trabalho para o sector bancário), manter o pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos colaboradores no activo”.

Esta gente não tem nem moral nem vergonha na cara. Austeridade fica para os outros que dentro da Republica Independente do Banco de Portugal, sacrifícios e cortes não entram. Basta ver que temos um Presidente no Banco que ganha mais que o Presidente da Reserva Federal Norte Americana.
O que eu ainda não entendi é porque deve o Banco Central do país, o banco do Estado português ser tão independente de todos os poderes, sejam eles a Assembleia da Republica, governo, ou Presidência da Republica. (Faria mais sentido ser a Justiça a ter esta independência, a não estar sujeita a pressões de quem lhes paga os ordenados que ao Banco de Portugal).
Depois estranham que quando vêm falar de sacrifícios os mandem à merda.

terça-feira, junho 16, 2009

O ceguinho do Banco de Portugal

O ceguinho

O governador do Banco de Portugal admite que a instituição que dirige pode ter sido ingénua em relação ao Banco Português de Negócios (BPN). “Nenhum de nós pensou que o Dr. Oliveira Costa fosse capaz do tipo de coisas que aconteceram no BPN. Nunca”. “Alguém que foi director da supervisão do Banco de Portugal, entrou outros aspectos do seu percurso pessoal, realmente, não houve essa suspeita. Será ingenuidade? Talvez e admito que possa considerar isso”, sublinhou Constâncio.

Ingénuo ou ceguinho pouca diferença devia fazer. O que conta é os milhares de milhões que isso vai custar de dinheiro dos nossos impostos. Sejamos honestos e reconheçamos que se o Constâncio se tivesse metido com os bancos antes da crise, se andasse a chatear e a meter o nariz nos negócios da banca, já teríamos o CDS e o PSD, que agora pedem a sua demissão pelas falhas de supervisão, a pedir a sua cabeça por estar a criar dificuldades aos negócios e à iniciativa dos nossos empresários. Todos sabíamos que a supervisão era uma fachada e que por detrás das portas as negociatas eram o pão-nosso do dia a dia, como acredito que deve continuar a ser. Alguém acredita que o Banco de Portugal vai entrar pelo BCP, pelo BES, ou pelo Santander e começar a chafurdar em todos os negócios em que estão metidos? Alguém acredita que há uma real vontade de acabar com os paraísos fiscais tornando mais fácil descobrir a corrupção? Alguém acredita que há uma real vontade de acabar com a corrupção? Lá por o Constâncio ter admitido que foi ingénuo não quer dizer que todos tenhamos de também o ser.

domingo, maio 24, 2009

Banda Paralamentar da A.R.

Banda Parlamentar

Em Portugal, os deputados ganham 3708 euros de salário-base, o que corresponde a 50% do vencimento do presidente da República. Para além das actualizações do vencimento base, 2,9%, há ainda subida em complementos remuneratórios - como o subsídio de refeição, e despesas de transporte em viatura própria, por exemplo. Os titulares de cargos públicos têm ainda direito a um abono mensal para despesas, cujo limite pode chegar a 40% do salário no caso do Presidente, primeiro-ministro e ministros, ou de 25% no caso dos deputados. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por semana, e por cada deslocação semanal ao círculo de eleição, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais dois mil euros, além do ordenado.

A notícia levantou polémica, no Parlamento, quando surgiu a informação de que os administradores do banco, assim como os da Anacom e da Autoridade da Concorrência iam ser aumentados em 5 por cento. Mas depois ficou a saber-se que pelo menos no caso do Banco de Portugal os salários vão ser congelados, o que implica que o mesmo aconteça com a Anacom e a Autoridade da Concorrência, cujos salários estão indexados aos do banco central. A oposição aplaude, mas não se dá por satisfeita. Miguel Fasquilho considera «uma atitude sensata» o congelamento dos salários, mas afirma que houve «por parte do Ministério das Finanças nenhum desmentido, nem nenhuma notícia a dizer que nunca lhes passou pela cabeça que houvesse estes aumentos». O PCP concorda. Honório Novo afirmou que «Registamos esse recuo, mas lançamos um outro desafio: o senhor ministro das Finanças é quem assina estes aumentos, e nós, naturalmente desafiamos a que não aprovasse (…) qualquer aumento dos administradores do Banco de Portugal e das demais entidades reguladoras em 2009. Já Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, pede regras claras para quem ocupa os altos cargos das entidades reguladoras e defende que, no caso do Banco de Portugal, os salários são já muito elevados. «Estamos a falar de salários que em alguns casos são três vezes o do Presidente da República».

Aplaudem os deputados o não aumento dos administradores, mas não usam o mesmo critério em causa própria. Nem resolveram não ser aumentados este ano nem os vejo utilizar o seu poder legislativo para criar regras que impeçam a vergonha e a imoralidade de alguns salários de detentores de cargos públicos que existem neste país. Será que é porque sabem que, muitas vezes, é na Assembleia da Republica e no governo que são “recrutados” os próximos senhores a ocupar esses cargos?

sexta-feira, novembro 02, 2007

Voyeur Constâncio

Voyerismo

O Governador do Banco de Portugal mostrou-se indignado com o teor das notícias sobre empréstimos a administradores do Banco de Portugal, considerando-os legais. Vítor Constâncio adiantou que a instituição tem sido vítima de um «voyerismo» sem paralelo na comunicação social, com o objectivo de limitar a sua actuação e o desempenho do seu dever de supervisão.

O outro diz que anda a ser escutado e agora vem este queixar-se que anda a ser vítima de voyerismo. Oh Sr. Governador, bem se pode queixar que a comunicação social tem toda a razão. Vêm dizer-nos que o Banco de Portugal, que não é uma instituição de crédito, empresta o nosso dinheiro a administradores, coisa que nem os bancos privados podem fazer e é tudo legal. Talvez seja, mas o que não tenho dúvidas é que é uma “amoralidade” política. Numa altura em que grande parte da população anda com a corda no pescoço, com a subida dos juros e a ganância da banca, são logo administradores pagos a peso de ouro que usam esse cargo para conseguir crédito barato. Gostava de saber qual a taxa de juros, o spread, que comissões lhes cobra o banco.
Não pode ser quem prega a moral, os bons costumes e as boas práticas, que depois é o primeiro a fazer o contrário. Do Sr. Constâncio já não esperava grandes atitudes de coerência, pois quem paga a si próprio salários milionários, vive com todas as mordomias e nos vem aconselhar moderação salarial para quem sente os meses cada vez mais compridos, já mostrou daquilo que é feito. Que o governo nada faça, compreende-se pelos belos relatórios com que sempre o presenteia, mas espanta-me que também a oposição nada tenha a dizer sobre o assunto e da necessidade de acabar com a pouca vergonha. Não venham depois falar-nos de credibilizar e dignificar a classe politica. Pelo menos esta que temos, não merecem mesmo nada.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Cantor Lirico

Ontem foi dia de espectáculo de Teixeira dos Santos. O homem cantou que se fartou, e depois de, nos dias anteriores, terem atirado para a praça pública uma série de medidas de arrepiar os cabelos, pondo tudo e todos, a berrar e a lançar impropérios, eis que agora chegam as medidas que nos passam a mão pelo pêlo. Para amaciar ai estão novas regras para os Administradores de empresas públicas, o fim das pensões milionárias e vitalícias aos administradores do Banco de Portugal, e uma maior colecta fiscal aos Bancos. Termina, num trinado para dizer que afinal a electricidade não vai aumentar os quase 16% mas se deve ficar por uns módicos 8%. Ufa, que alivio, só 8%.
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Fica o povinho contente, porque afinal as dificuldades são para todos, e esquece-se daquilo que, na véspera, o tinha indignado.
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Tudo muito bonito, mas ainda me ficam umas perguntas por responder. Do estatuto dos Administradores de empresas publicas, ficamos na mesma, porque feitas as contas nada nos garante que estas regras são melhores e mais baratas que as anteriores. É que na questão do Banco de Portugal, há um gato com o rabo de fora. Isto é, cada Administração nunca pode ser nomeadas para mais de dois mandatos de 5 anos. O que lhes foi retirado é o direito de passarem a receber a reforma vitalícia ao fim de um mandato, isto é, como a grande maioria cumprirá sempre dois mandatos, acabarão sempre por vir a ver a tal milionária pensão ser-lhes atribuída. Já que estou a falar do Banco de Portugal, seria bom saber se já poderemos ver o tal estudo que tinha sido encomendado sobre os salários e reformas que ai são pagos. Foi anunciada num outro qualquer anterior anúncio de orçamento e até agora nada. Da banca, também não entendi nada. Não vai aumentar a taxa de IRC sobre os pobres bancos, ou seja, vão continuar a pagar muito menos que todas as outras empresas embora sejam os que têm os maiores lucros, mas garante, o Ministro, que vão pagar mais. Ou seja, na dose de rebuçados que nos foi dada para amaciar a azia da véspera, esta montanha de medidas populares pode não mais ser que um cenário. Por trás continua tudo na mesma.
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

sábado, janeiro 05, 2008

Assalto ao Banco de Portugal

 Assalto ao Banco

“O secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, afirmou que o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, deve prestar esclarecimentos até dia 15 sobre a averiguação das operações financeiras do BCP ou sair do cargo”.
In “TSF”

Depois de ter justificado a promíscua exigência de o novo Presidente da CGD ser laranja, por ser “tradição” e o compadrio garantir que esse tacho não poder ser da mesma cor partidária do Governador do Banco de Portugal, o PSD lançou um ataque à gerência do BCP, acompanhada por uma enorme campanha mediática que transformou bestiais em bestas, alterações de apoios e muitas histórias menos claras, chegou agora a hora de também tentar assaltar a Presidência do Banco central do Estado. Estou mesmo convencido que, após tomar conta de tomar de assalto todos os Banco do país, o Luís Filipe Gaiato, nos vai explicar que quem domina o sistema bancário fica com o direito a nomear o Ministro das Finanças e quem tem o Ministro das Finanças deve, evidentemente, nomear o Primeiro Ministro. Nem serão necessárias eleições.
Sempre ouvi dizer que o poder corrompe, mas pelos vistos também enlouquece.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sábado, junho 30, 2012

Uma história que parece não ter fim


Falar do BPN é falar do maior roubo da história deste país e também do processo em que a impunidade dos culpados parece ser a regra. Nascido na era das vacas gordas do Cavaquismo e apadrinhado por ele foi durante anos um antro de malfeitores que saltavam entre o governo e o banco. Durante anos foi um fartar vilanagem sob o nariz do Magoo Constâncio do Banco de Portugal que nada via ou queria ver. Não fosse a famosa crise internacional e quem sabe ainda os Oliveira e Costa, Duarte Lima e Dias Loureiro continuariam a encher contas em off-shores e a comprar condomínios de luxo em Cabo Verde. Como se não bastasse veio a nacionalização dos prejuízos, pelo Teixeira dos Bancos, que já defraudou o país em muitos milhares de milhões de euros. (Dava para pagar os subsídios de férias e Natal que este governo nos roubou durante três anos). Quando parecia que esta roubalheira já tinha chegado ao fim chegou a vez da reprivatização em que o actual governo resolveu vender o banco ao BIC do Mira Amaral a preço de saldo por quarenta milhões de euros, não sem antes ter retirado centenas de milhares de créditos mal parados para empresas do estado, (créditos de Duarte Lima e Vítor Baía são alguns exemplos) e recapitalizado o banco em mais algumas centenas de milhares de euros. Um negócio da China...para o Mira Amaral. Talvez, embora duvide, tenha terminado aqui as negociatas e a roubalheira com este banco, mas ainda faltava mais uma manobra para poupar impostas. Afinal não é o BIC que vai incorporar o BPN, vai ser o BPN a incorporar o BIC, mudando depois o nome para BIC para assim pagar menos impostos nos próximos anos. Para alguns todos os truques são lícitos e o Estado olha para o lado, para o pobre do cidadão que aperta o cinto para pagar os impostos que este governo não se cansa de aumentar, o não pagamento de um bilhete do metro ou de uma portagem é suficiente para soltarem os cães e penhorarem qualquer bem que se tenha. Se há uma justiça para ricos e outra para pobres também no fisco parece haver uns que podem tudo e outros que só podem pagar e calar.

PS: NOVIDADE DO DIA - Dois dos condenados pelo Banco de Portugal por prestação de informação falsa e falsificação de contas no caso BPN, trabalham como diretores para um fundo do Estado. [AQUI]

sexta-feira, abril 17, 2009

Marretas - Cozinheiro Sueco

 Cozinheiro sueco

O Banco de Portugal reviu hoje em forte baixa as suas estimativas para a economia nacional em 2009.

Item

Projecção actual

Projecção anterior

PIB

-3,5%

-0,8%

Consumo Privado

-0,9%

+0,4%

Consumo Público

+0,4%

-0,1%

Procura Interna

-3,5%

0,0%

Exportações

-14,2%

-3,6%

Importações

-11,7%

-1,0%

Inflação Harmonizada

-0,2%

+1,0%

Fonte: Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, adiantou ainda que a actual crise está a colocar todas as previsões num clima de grande incerteza em particular no que toca ao investimento, mas também à redução do consumo em 0,9 por cento.«Esta diminuição registar-se-á apesar de continuarmos a prever um aumento real de cerca de dois por cento do rendimento disponível médio das famílias portuguesas», adiantou.

Como fiz recentemente os “Velhos Marretas do PSD” apeteceu-me fazer mais um boneco e coube a vez ao “Cozinheiro Sueco” aqui na versão Vítor Constâncio. Como ele este também fala muito embora este se engane muitas vezes na quantidade dos ingredientes da receita.


quarta-feira, dezembro 28, 2011

O cheiro podre da impunidade independente


Quase 100 mil euros para o Hotel da Praia. Parece incrível, mas foi quanto o Banco de Portugal pagou para realizar um evento junto ao mar. Assim vai o Banco de Portugal, que tem uma sede gigante na avenida Almirante Reis (Lisboa) que parece não ter espaço suficiente para realizar eventos. Esta não é a primeira vez que a instituição aparece no radar da Má Despesa.

Este é o mesmo Senhor que não se cansa de apelar à austeridade, ao empobrecimento e aos sacrifícios. Claro que nunca refere que o Banco de Portugal é totalmente independente do Estado pelo que não sofre dos cortes de salários e subsídios pelo que todos os outros portugueses têm de passar e decidem do valor dos seus salários, (Este ganha mais que o Presidente da Reserva Federal Norte Americana). É fácil apelar aos sacrifícios dos outros quando podemos viver na abastança e de mordomias. Correr com esta canalhada toda é urgente.

domingo, dezembro 11, 2011

BPN. O roubo continua


O Estado acordou esta sexta-feira a venda do BPN ao Banco BIC, que tem como accionistas de referência a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, e o português Américo Amorim, mas ainda pode ter de injectar mais dinheiro na instituição, admitiu o presidente do BIC, Mira Amaral. «Nós acordámos comprar o banco com o seguinte balanço: 2,2 mil milhões de euros de crédito, 1,8 mil milhões de euros em depósitos, e rácios de solvabilidade acima de 9%, que é o limite mínimo exigido pelo Banco de Portugal».
O presidente do BIC desconhece «qual a situação líquida do banco neste momento», por isso, diz, também não sabe «quanto é que o Estado terá de meter ainda no BPN para atingir a situação que foi acordada no contrato promessa, mas admitiu que o valor em causa se poderia aproximar dos 500 milhões de euros. «O Governo tem de capitalizar o banco para atingir os rácios acordados, mas não sei quanto é que ainda terá de lá meter».

Grande negócio, um banco com 2,2 mil milhões de euros de crédito, 1,8 mil milhões em depósitos, e rácios de solvabilidade acima de 9% por 40 milhões de euros. Para nós, que ainda veremos pelo menos mais 500 milhões lá enterrados não o será, mas para o Mira Amaral, a Isabel Santos e o Américo Amorim é o chamado negócio da China. Que imposto irá aumentar ou quanto nos vão retirar do salário para pagar isto ainda se está para ver.

segunda-feira, junho 27, 2011

O vingador banqueiro


"Este e mais um dia de audições do caso em que sete antigos gestores do maior banco privado português foram acusados de falsificação de contas e informação falsa. Jardim Gonçalves foi quem teve um castigo mais elevado. O banco de Portugal decidiu que o ex presidente do BCP não pode exercer funções na área durante nove anos e obrigou ao pagamento de um milhão de euros."

Para Jorge Jardim Gonçalves «houve todo um processo cientificamente dirigido» por parte do governo de José Sócrates e dos reguladores dos mercados para tomar controlo do Millenium bcp. O objectivo era resolver «dois grandes problemas»: o BPP e o BPN. Em entrevista ao «Correio da Manhã», o ex-patrão do maior banco privado nacional aponta o dedo a José Sócrates e ao seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos; a Vítor Constâncio e a Carlos Tavares, governador do Banco de Portugal e presidente da CMVM, respectivamente.

Mal mudou o governo e já saem dos seus buracos os acusados de corrupção crimes para passar a culpa para outros. Não defendo os Sócrates, Constâncios ou Teixeira dos Santos, mas também não defendo esta gente que andou a abusar do país e de todos nós, sobretudo quando andamos todos de tanga muito por causa deles. Pague esta raça tudo o que roubou e os prejuízos que causou ao país e acusem-se todos aqueles que nos governos lhes abriram as portas e lhes facilitaram a tarefa.

domingo, novembro 22, 2009

Um nababo a caminho do Banco Europeu

 sem avaliacao

Constâncio entra na corrida à vice-presidência do Banco Europeu. Governador admite deixar o Banco de Portugal para ocupar o cargo de Lucas Papademos em Frankfurt, no final de Maio de 2010. Governo vai apoiar uma eventual candidatura.

Com uma imagem gasta pela insensibilidade social, (para com os outros que para si aprovou regalias e um salário milionário), e a forma como não cumpriu as suas funções de regulador da actividade bancária, (BCP, BPN, e outros), chegou a hora de sair do Banco de Portugal. Como a avaliação de desempenho para promoções só parece funcionar para professores e funcionários públicos, premeia-se a sua má actuação com uma promoção para o Banco dos Bilderberg. Boa viagem Constâncio que não vamos sentir a tua falta.


terça-feira, fevereiro 21, 2006

Luís Delgado, o agoirento

Na sexta-feira, um banco nacional estimou que o PIB de 2006 vai apenas crescer 0,7 por cento, contra os 0,8 por cento do Banco de Portugal, já revistos, e os mais de 1 por cento anunciados pelo Governo. Ainda só estamos em Fevereiro e o ritmo é desanimador. Dias antes também o governador do Banco de Portugal veio alertar para o facto do país ainda ter de levar dois a três anos para chegar à média do crescimento europeu, o que significa que vamos estar quase uma década em divergência com os nossos parceiros. Se nem tudo andar bem, lá mais para a Primavera, os 0,7 por cento podem ser 0,5, e de décima em décima o nosso PIB vai-se esfumando. A pergunta é óbvia: quando é que isto tem fim?
In "Diário Digital"
Hoje portaste-te bem. Escreveste pouco, por isso também disseste menos asneiras, embora as que dizes são de palmatória.
Primeiro pões como referencia um banco privado para procurares argumentos para choramingares (já pareces o Santana Lopes). Melhor seria dizer que esses 0,1 ou mesmo os 0,3 por cento para a previsão do governo se resolviam num instante. Ponha-se esse e os outros bancos nacionais a pagar uma taxa de IRC igual a todas as outras empresas. Com os lucros fabulosos que têm apresentado só essa diferença enchia os cofres do estado em muitos milhões. Este governo completou agora um ano à frente do país. Portanto se esta crise vai durar ainda mais 2 ou 3 anos isso quer dizer que, também nos últimos 6 anos anteriores, quem por lá andou não resolveu nada. Nem os teus amigos Durão Barroso, “o fugitivo” e Santana Lopes “o palhaço”, que tu consideraste tão injustiçado, com as Manuelas Ferreiras Leite e os Bagões Félix, tiveram qualquer sucesso. Antes pelo contrario, enterraram ainda mais o país. Depois entras na tua especialidade; as previsões. Sabendo, como sabemos, que não acertas uma que seja podemos ficar descansados. Quanto à pergunta que fazes, tu já próprio respondeste, o Sócrates. Só tens de esperar os tais 2 ou 3 anos.

quinta-feira, maio 11, 2006

As inconstâncias de um Constâncio

Adaptado da obra “Fred as Scrooge” de David M Bowers
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O governador do Banco de Portugal (BP) referiu ontem, no Parlamento, que as previsões de Junho da instituição deverão rever em alta as previsões de crescimento da economia portuguesa para 2006, antecipando agora um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1%.
Sobre a execução orçamental deste ano, Vítor Constâncio referiu não saber se "serão necessárias novas medidas para controlar o défice público português", frisando, "Espero que a qualquer momento o Governo tome as medidas que forem necessárias para atingir esse objectivo".
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Será que este homem, quando foi aluno, era bom em Matemática? Vidente, parece querer ser, mas a cada relatório publicado os números são diferentes. Nuns a economia vai a pique, para logo a seguir vir outro em que as coisas estão melhores. Eu que não entendo nada disto fico confuso. Pior ainda fico, quando ele, depois de falar, termina sempre a dizer que aquilo que disse pode estar tudo errado se acontecer isto ou aquilo.
Não sabe se serão necessárias novas medidas para controlar o défice, mas espera que o governo tome as necessárias. Afinal, que sabe ele que justifique o chorudo ordenado que ganha no Banco? O que ele sabe dizer muito bem é que é necessário contenção nos salários, dos outros.
O melhor mesmo era ela ficar no seu gabinete do banco de Portugal a contar cêntimos e para com estas informações económicas que, em vez de esclarecerem só confundem o pagode. Veja-se o caso do Marques Mendes que ainda não acabou de referir os dados de um relatório já lhe cai outro em cima a desmentir o primeiro. O homem que já por si é um bocado baralhado ainda se deve sentir mais pequeno. Depois vêm queixar-se que não há oposição.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sábado, maio 10, 2008

Angola é gerida por criminosos

A Banca em Angola

«"Angola é gerida por criminosos". O músico e activista Bob Geldof é o autor da frase, que abriu uma polémica imprevista. Anteontem, numa conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, em Lisboa, Geldof disse também que "as casas mais ricas do Mundo estão [a ser construídas] na baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane". O Grupo Espírito Santo, que co-organizou a conferência, reagiu prontamente, demarcando-se das afirmações do músico "O Grupo Banco Espírito Santo vem, formal e inequivocamente, declarar que é totalmente alheio e não se identifica com as afirmações injuriosas que Bob Geldof proferiu esta tarde num evento Expresso/BES relativamente ao Estado de Angola", lê-se numa nota tornada pública pelo grupo.»

Haja neste mundo quem tenha coragem de chamar os bois pelos nomes. O Bob Geldof veio dizer aquilo que todos sabem mas têm medo de dizer. Um medo que vêm das negociatas e dos lucros que pensam e querem colher em Angola. Nunca foi a corrupção ou a falta de liberdades e direitos humanos quem travou esta gente. Basta ver a rapidez com que o BES se veio logo ajoelhar em pedido de perdão e arrependimento. Mas não é só este banco, basta fazer uma busca sobre quem condenou as afirmações do músico para ver quem negoceia por terras de José Eduardo dos Santos e Família Lda.

O empresário Joe Berardo considerou hoje que Bob Geldof não sabe do que está a falar quando afirma que "Angola é um país gerido por criminosos". (As ligações de Berardo a Angola têm, hoje, um nome: Millennium bcp, o maior banco privado português, do qual é um accionista de referência, assim como a Sonangol.)
Para o presidente do BIC Portugal, Luís Mira Amaral, as declarações do músico Bob Geldof de que Angola é gerida por criminosos "são irresponsáveis e desconhecedoras da matéria". "Há dois tipos de pessoas: os gestores que sabem do que falam e os artistas de rock e pop que serão competentes na sua área mas, se calhar, noutras não têm competência nem o conhecimento para falar", afirma o responsável durante a apresentação oficial do novo banco, que possui uma estrutura accionista semelhante ao BIC Angola. O ex-ministro Mira Amaral teve no passado responsabilidades no Banco de Fomento de Angola.
Podia ir por aqui fora, passando por comentadores e acabando em governantes, mas nem vale a pena, são sempre os mesmos.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Mais uma ano de miséria para os Silvas


"Eu descontei, quase quarenta anos, uma parte do meu salário para a Caixa Geral de Aposentações como professor universitário. E também descontei alguns anos como investigador da fundação Calouste Gulbenkian, e devo receber 1300 euros por mês. Não sei se ouviu bem: 1300 euros por mês. Quanto ao fundo de pensões do Banco de Portugal, para o qual eu descontei durante quase trinta anos parte do meu salário, eu ainda não sei quanto é que irei receber, mas os senhores não terão dificuldade".
Em Janeiro de 2011, Belém confirmou que o Presidente da República decidiu prescindir do salário de 6523,93 euros, optando por receber pensões no valor de 10042 euros mensais. No entanto, "tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações, quase de certeza, não vai chegar para pagar as minhas despesas, porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República."
                                                                                                                   20 Janeiro de 2012

Faz agora um ano que o Sr.Silva fez estas lindas afirmações por as pensões irem ser cortadas no Orçamento de 2012, que não enviou para o Tribunal Constitucional, o mesmo que acabou por declarar inconstitucionalidades em alguns pontos quando questionado por alguns deputados. Este ano promulgou uma vez mais um Orçamento bem mais violento que o anterior mas acabou por pedir a verificação de dois pontos sendo um deles os cortes nas pensões mais elevadas, como a dele. Compreende-se as dificuldades são muitas e pelos vistos também as despesas. Os 14 milhões que o Palácio de Belém recebe ( o dobro da família Real Espanhola) para o seu funcionamento são só umas migalhas para ajudar o pobre homem. Nem quero imaginar como sobreviverá quando tiver de ir viver para a sua Casa na Quinta da Coelha só com a sua magra pensão. Terá certamente de recorrer às suas poupanças mas tenho a certeza que os seus amigos, como o Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa e muitos outros não deixarão de o ajudar.


quarta-feira, julho 23, 2008

O Homem do Fraque

 O Homem do Fraque

"Segundo o Banco de Portugal, até Maio, os bancos tinham emprestado 131.635 milhões de euros, mas mais de 2.500 milhões estão por pagar ou seja 2 por cento do total do crédito concedido. É um novo recorde do crédito malparado que aumentou 24 por cento em Maio, o quinto mês consecutivo. Também o crédito concedido atingiu um novo máximo histórico. Aumentou 0,4 por cento em relação a Abril e mais de 11 por cento quando comparado com Maio do ano passado. O recurso aos empréstimos continua a aumentar no nosso país sobretudo graças aos créditos ao consumo.
De acordo com o Banco de Portugal, o endividamento dos portugueses atinge já 129 por cento do rendimento disponível das famílias e as taxas de poupança estão no nível mais baixo dos últimos 45 anos."

Ainda recentemente vi publicidade em que se ofereciam milhares de euros para ir fazer férias ao Brasil agora e paga-las durante os próximos 10 anos. Continua a festa e, como se não bastassem as dificuldades criadas pelos baixos salários pagos em Portugal, os altos impostos que o estado “implacavelmente e violentamente” nos cobra, temos a banca a “oferecer-nos” facilidades na altura do empréstimo, mas um pesadelo para o resto da vida. Esta voracidade do consumismo, estes empréstimos para comprar o supérfluo está a arruinar este país enquanto enche os bolsos a meia dúzia de banqueiros. Até quando?

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sexta-feira, novembro 14, 2008

Os Compadres Maneis

Compadres

Com tanta coisa a acontecer falta tempo para tentar compreender a dimensão de tanta informação e sobretudo para a encaixar na lógica geral que lhe confere a legitimidade e a torne credível. Esta história do Maneis, o Pinho e o Sebastião foi daquelas que só fui entendendo em informações dispersas e confusas. Muitos vêm dizer que isto nem é um caso e que tudo o que aconteceu foi legalíssimo e sem mácula. Quem sou eu para dizer que é mentira.
Claro que por dentro não posso deixar de imaginar o outro cenário, o do cambalacho. O Pinho ao comprar uma casa pertencente a um fundo imobiliário do que era gestor como administrador do BES o que já em si vai contra a ideia de um administrador poder negociar em nome particular bens de um banco que gere. (Para quem não se lembra esta casa foi a do Almeida Garrett e que tanta polémica deu na altura com a sua demolição). Quem o deveria fiscalizar é o Banco de Portugal, mas que podemos pensar quando é um funcionário do próprio Banco de Portugal, Manuel Sebastião, a servir de procurador do Pinho na compra desse mesmo prédio. Quem devia investigar a legalidade é quem consuma o negócio. Se isto já parece estranho, mais ainda fica quando o próprio Sebastião acaba por se tornar, também ele, como proprietário de uma das fracções desse mesmo prédio. Não sei quanto pagou, como pagou ou mesmo se o chegou a pagar, mas a verdade é que o Sebastião é hoje presidente da Autoridade da Concorrência, cargo para onde foi nomeado pelo próprio Manuel Pinho.
Como disse, tudo isto pode ser do mais imaculado que existe, mas com tantos cruzamentos entre estes Maneis tudo isto perde muito da sua transparência. Fica turvo, tão turvo como anda este país.
Podem ler uma noticia sobre o assunto aqui [Publico]

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Ai os marotos

Marotos

«Banco de Portugal acusa nove ex-gestores do BCP. São nove os notificados pelo Banco de Portugal no caso BCP. Os três antigos presidente do banco, juntamente com cinco ex-administradores e dois directores-gerais receberam na sexta-feira à noite a notificação do supervisor bancário. A saber: Jorge Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto, Filipe Pinhal, Christopher de Beck, António Rodrigues, Alípio Dias, António Castro Henriques e ainda os directores-gerais Luís Gomes e Filipe Abecassis. Nenhum destes notificados quis, para já, fazer qualquer comentário.»

Isto no mesmo dia em que sabemos da maior fraude financeira de sempre com o caso da Dona Branca dos muito ricos protagonizado pelo ex-presidente do Nasdaq, Bernard Madoff, e que atinge os 50 mil milhões de dólares. Há aí muita gente rica que vai ficar pobre, e muito Banco que vai ficar teso, isto se não resolverem dividir o prejuízo por todos nós. Por cá somos mais modestos e temos só BCPs, BNPs e BPPs, até agora. Desta pobre gente, (no BCP ganhavam 10 mil euros por dia), só um foi preso, os outros continuam alegremente a viver dos lucros. As coimas são altas, podem ir até a um milhão, mas considerando o que ganharam com as trafulhices foi muito mais, vale a pena. Gente fina é outra coisa.

terça-feira, julho 11, 2006

Quem parte e reparte...

Parece ser uma tarefa penosa a alteração do regime de pensões do Banco de Portugal, Sócrates prometeu alterar e passado mais de um ano e várias pensões recheadas voltou a dizer-se que ia mesmo mudar. O certo é que anda está tudo na mesma.
Sócrates deveria explicar porque de uma penada consegue mexer nas pensões de milhões de portugueses e é não difícil alterar o regime de pensões da meia dúzia de funcionários do Banco de Portugal que beneficiam de um estatuto que não tem qualquer justificação, a não ser pela aplicação do princípio segundo o qual "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é estúpido ou não tem arte".
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping