“Quando me montaram o telefone no gabinete, disseram-me que quando quisesse ter uma conversa mais secreta falasse junto da televisão”. Pinto Monteiro na A.R.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
“Quando me montaram o telefone no gabinete, disseram-me que quando quisesse ter uma conversa mais secreta falasse junto da televisão”. Pinto Monteiro na A.R.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
Carneiro said...
Eu, que sou adepto de teorias da conspiração:
E se de repente as escutas telefónicas fossem atacadas de tal modo, por tudo o que seja "individualidade proeminente", visando criar um ambiente anti-escuta-telefónica?
Eu, que sou raia miúda, não tenho segredos por aí além. As escutas incomodam-me mais do ponto de vista dos princípios do que dos segredos - rascas e reles - que eu possa ter. (quem é que quer saber das minhas amantes?)
Mas haverá muita "individualidade proeminente" que convive muito mal com a possibilidade de poder vir a ser escutado.
Nada melhor para as "individualidades proeminentes" do que pôr a raia miúda em manifestações de rua contra as escutas.
É como a célebre factura detalhada da PT que por engano apareceu no processo Casa-pia. As "individualidades proeminentes" insurgiram-se. Apesar de só resultar daqueles registos a hora, duração e destino das chamadas. O que incomodou os gajos foi aquela factura permitir ver que no dia que pedroso foi posto em liberdade o presidente Sampaio telefonou duas vezes para o gabinete do juiz desembargador que o libertou, certamente para falar sobre o centenário de Miguel Torga, pois que como sabemos o principio da divisão de poderes é sagrado.
Para atacar as escutas, nada melhor do que por o procurador-geral a duvidar delas... Digo eu.
Recebi do amigo Carneiro este comentário ao meu post "Temos a Raposa no galinheiro" e, o mais preocupante é que ele pode estar certo. A pergunta a fazer é se devemos defender os nossos direitos à privacidade e à intimidade ou aceitar que sejam devassados para que quem nos governa, quem ocupa altos cargos possa ser vigiado? A pergunta é pertinente, mas a resposta só pode ser uma. Quem ocupa lugares públicos têm de ser gente honesta, e ainda há por aí alguma, não chegam é lá acima. Não é deixando que nos ataquem nos nossos direitos e na nossa dignidade que se resolve o problema. Facilitem a escuta a que ocupa cargos públicos e dificulte-se a quem não os têm. Combatam efectivamente a corrupção, penalize-se muito mais a corrupção feita por quem ocupa os cargos públicos. Acabem com a impunidade a que todos nós assistimos e em que nem um único caso acaba
Na abertura da fase de instrução do processo «Apito Dourado», os principais arguidos como Valentim Loureiro, Pinto de Sousa ou José Luís Oliveira não se mostram preocupados nem procuram negar os factos pelos quais são acusados. Esta tranquilidade dos principais arguidos no «Apito Dourado» tem como «escudo protector» a ideia de que a lei de corrupção no desporto é inconstitucional.De acordo com a defesa dos principais arguidos, o crime de corrupção não é aplicado neste caso.Em causa está também um pedido de nulidade das escutas telefónicas feitas pela defesa de José Oliveira e Valentim Loureiro por alegadas ilegalidades na obtenção dessas escutas.
A obsessão do Pacheco Pereira com o Engenheiro já chegou ao ponto de vir defender que escutas telefónicas deviam ser utilizadas no Parlamento como facto político e para provar que ele, o Engenheiro, mentiu sobre o caso da TVI. Não se trata de provar corrupção ou um crime, mas simplesmente de utilizar as escutas para fazer política. Passou-se.
Em entrevista ao semanário “Sol”, publicada na edição deste sábado, Pinto Monteiro considera que "as escutas telefónicas em Portugal são feitas exageradamente" e admite ainda ter dúvidas sobre se é também ele alvo de escutas. "Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei".
"Penso que tenho um telefone sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos", chega a afirmar o procurador.
In”CM”
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
