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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

SIRESP - Sistema Implantado das Rotinas Eleitorais e Segurança dos Partidos

SIRESP

«O processo SIRESP, que diz respeito à adjudicação, em 2005 na recta final do governo de Santana Lopes, de um contrato para um sistema único de comunicações para polícias e serviços de emergência a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios foi chamado para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal, confirmou ao DN a Procuradoria-Geral da República.
A reabertura do caso, que foi arquivado em Março de 2008, é uma hipótese em cima da mesa, tendo em conta alguma documentação apreendida a José Oliveira Costa, ex-presidente do BPN, no âmbito da investigação a este caso. Para já, o gabinete de impresa da PGR apenas diz que o caso "está a ser analisado no contexto de todas as informações fornecidas até agora".
Em causa está a adjudicação do contrato para o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios, liderada, à época, por José Oliveira Costa. A decisão foi impulsionada por Daniel Sanches, o então ministro da Administração Interna, que, antes de entrar para o governo, foi quadro da SLN.» [Diário de Notícias]

SIRESP, recordações de mais uma trapalhada que prometia apanhar muita vigarice e acabou arquivada. Mais um daqueles que tresanda a 500 milhões de euros num sistema que nunca funcionou nem chegou sequer a ser montado na totalidade. O que parece mais incompreensível não é que a justiça o queira investigar, mas o facto de nunca o terem feito e que tenham encerrado o processo.
Vivemos em tempos de coincidências. Desde as datas ás áreas alteradas no caso Freeport, até ser ano de eleições, o SIRESP ter a cor laranja do PSD, tudo são coincidências. Só que como sempre fazem primeiras páginas de jornais até deixarem de ser noticia, entram em fase de instrução do processo ou outra coisa qualquer do mesmo género, há eleições e os casos hibernam até ao dia que alguém se lembra de os arquivar. O direito está salvaguardado, a justiça, essa ainda continua a ser cega para alguns.

terça-feira, novembro 25, 2008

Para quem não entende nada de contabilidade

Contabilidade

"assinei as contas. Não percebo nada de contabilidade".
Dias Loureiro entra no grupo BPN por sua iniciativa quando em 2001 se dirige a Oliveira Costa, seu ex-colega de Governo, propondo-lhe a compra de 50% da Plêiade, empresa do grupo Roquette, que Loureiro administrara e onde tinha uma posição de 15%. Oliveira Costa comprou tudo e em troca Loureiro ficou com acções do grupo que vendeu em 2002 e lhe renderam cerca de €7 milhões.

Vejam lá se percebesse.

sábado, agosto 03, 2013

BPN Team



Rui Machete vendeu acções da SLN ao BPN com ganho de 150%O actual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, adquiriu, no início da década passada, cerca de 25,5 mil títulos da SLN, dona do BPN, a um euro cada, que alienaria nos anos seguintes ao grupo liderado por Oliveira Costa, mas agora a dois euros e meio por acção.
Um negócio com timings e contornos idênticos à operação de compra e venda de acções da SLN/BPN pelo actual Presidente da República, e que resultou num ganho para a família Cavaco Silva de 350 mil euros.

Mais um dos amigos do Oliveira e costa e da equipa do Sr. Silva de quem aliás já sabemos que ainda está para nescer alguém mais honesto. Porque será que isso só me deixa nada descansado com a honestidade dos nossos governantes?

sábado, abril 18, 2009

Trabalho em horas extraordinárias

 Fuga para Vabo Verde

Joaquim Coimbra, accionista de referência da SLN, detentora do BPN, garantiu desconhecer a existência do Banco Insular, explicando que quando ouvia a sigla BI pensava que se referia a «Bilhete de Identidade».

Ricardo Pinheiro, ex-director de operações do BPN e actual quadro do banco Sol, em Angola, admitiu no Parlamento que “de facto, quando a Operação Furacão entrou no BPN, os arquivos contendo toda a informação de clientes com contas em offshores já tinham sido retirados e estavam preparados para ser enviados para Cabo Verde”.
Ao que o CM apurou, o BPN foi avisado das buscas por telefone. Nesse mesmo fim-de-semana, accionou um conjunto de funcionários que retirou a papelada da sede do banco. Ricardo Pinheiro explicou aos deputados que foi um dos elementos do banco que participou no processo de remoção, avançando que “o processo ocorreu em várias estruturas do banco em vários pontos do país”.
Ricardo Pinheiro garantiu ainda que a ordem foi dada por Oliveira Costa, “na sequência da decisão do conselho de administração”. “Eram documentos que tinham a ver com BPN Cayman e BPN IFi e processos de clientes que tinham contas em estruturas offshore”, referiu o bancário.

Um diz-nos que quando ouvia falar de problemas no BI pensava que Oliveira e Costa estava a falar do Bilhete de Identidade, outro que participou no envio de documentos para Cabo Verde quando foram avisados de uma busca da Policia Judiciária.
Será que não há motivos para mais ninguém ir preso? Quem telefonou a avisar? A falta de supervisão e a possibilidade que os bancos tinham e ainda têm de fazer trapalhadas é fantástico e mais fantástico ainda é que não vamos ser feito nada para que as impedir. A quem dá jeito este estado de coisas? Quem beneficia com isso?

quinta-feira, maio 28, 2009

A Precária de um Oliveira e Costa

Paulada

Dias Loureiro mentiu quanto ao encontro com o ex-vice-Governador do Banco de Portugal, António Marta, Joaquim Coimbra foi o grande coveiro do Grupo SLN e do BPN e Cadilhe "lavou as mãos como Pilatos". Foram estas as afirmações de Oliveira e Costa, antigo presidente da SLN e do BPN.

Dias Loureiro já se demitiu do seu cargo de Conselheiro do Estado pois as pressões para isso estavam a tornar-se fortes de mais e saídas direitinhas de Belém. Esperemos agora para ver se não volta a desaparecer num nevoeiro da comunicação social e só o veremos durante algum tempo escondido em cantos de salas onde se reúne o poder económico deste país. Experiência disso não lhe falta.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Um tribunal comum incompetente




Tribunal absolve Oliveira e Costa e Dias Loureiro. A Juíza considera tribunal comum incompetente para apreciar acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outros ex-responsáveis do grupo.

Porque será que não estou surpreendido?

sábado, janeiro 15, 2011

Tudo bons vizinhos

Podia mas nem vou falar da casa do Sr. Silva de Boliqueime na Aldeia da Coelha, nem do facto que ninguém saber onde está registrada a escritura, nem de como é bom sabermos que temos um Presidente poupadinho que consegue, cêntimo a cêntimo, para investir em ações e comprar esta modesta casinha com três pisos, seis quartos (cinco são duplos) e seis casas de banho, piscina e 1600 metros quadrados de área descoberta, que foi adquirida "através de um permuta com um construtor civil". Nem vou falar da boa vizinhança de Oliveira Costa, , Eduardo Catroga e Fernando Fantasia, administrador de empresas do grupo SLN. Nem vou falar das off-shores metidos nisto porque não quero que me acusem de estar a participar numa campanha suja, ou negra ou outra coisas qualquer. Só fiz este post para colocar este boneco do "Pátio das Cantigas" que me pareceu ficar aqui bem.

sexta-feira, outubro 04, 2013

Cidadão exemplar


Rui Machete, à época presidente do Conselho Superior da SLN, terá sido pago nessa qualidade, recebendo por presença em cada reunião mais de mil euros, através de uma das principais sociedades offshore do grupo BPN, a Jared Finance.
O esquema montado pelo grupo de Oliveira Costa passava por transformar esse capital em seguros de vida, fugindo assim às Finanças. O dinheiro das apólices era depois levantado com direito a juros.
O actual ministro dos Negócios Estrangeiros e os outros membros do Conselho Superior foram, naquelas datas, pagos em espécie, através deste mecanismo constituído em seu nome na Real Vida Seguros, pertencente ao grupo.

Mentiroso quando disse que nunca tinha tido acções da SLN no Parlamento, trafulha e agora Ministro. Um percurso limpinho, limpinho, de quem nos exige sacrifícios e nos fala de moral. Um cidadão exemplar sem dúvida. E o pior é que este esquema não foi só utilizado no BPN, nas grandes empresas onde os grandes moralistas, os que nos falam da necessidade de pagar a dívida, de reduzir salários, de fazer sacrifícios, os pagamentos por debaixo da mesa são coisa comum. Bandalhos.  Morre tanta gente que faz falta.

terça-feira, junho 16, 2009

O ceguinho do Banco de Portugal

O ceguinho

O governador do Banco de Portugal admite que a instituição que dirige pode ter sido ingénua em relação ao Banco Português de Negócios (BPN). “Nenhum de nós pensou que o Dr. Oliveira Costa fosse capaz do tipo de coisas que aconteceram no BPN. Nunca”. “Alguém que foi director da supervisão do Banco de Portugal, entrou outros aspectos do seu percurso pessoal, realmente, não houve essa suspeita. Será ingenuidade? Talvez e admito que possa considerar isso”, sublinhou Constâncio.

Ingénuo ou ceguinho pouca diferença devia fazer. O que conta é os milhares de milhões que isso vai custar de dinheiro dos nossos impostos. Sejamos honestos e reconheçamos que se o Constâncio se tivesse metido com os bancos antes da crise, se andasse a chatear e a meter o nariz nos negócios da banca, já teríamos o CDS e o PSD, que agora pedem a sua demissão pelas falhas de supervisão, a pedir a sua cabeça por estar a criar dificuldades aos negócios e à iniciativa dos nossos empresários. Todos sabíamos que a supervisão era uma fachada e que por detrás das portas as negociatas eram o pão-nosso do dia a dia, como acredito que deve continuar a ser. Alguém acredita que o Banco de Portugal vai entrar pelo BCP, pelo BES, ou pelo Santander e começar a chafurdar em todos os negócios em que estão metidos? Alguém acredita que há uma real vontade de acabar com os paraísos fiscais tornando mais fácil descobrir a corrupção? Alguém acredita que há uma real vontade de acabar com a corrupção? Lá por o Constâncio ter admitido que foi ingénuo não quer dizer que todos tenhamos de também o ser.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Onde está o Wallyveira e Costa?



Isto só pode ser piada. A policia quis ir entregar um papel qualquer do tribunal ao Oliveira e Costa e não sabem onde está. LOL. Então o homem que fez a maior fraude de sempre em Portugal, que está em prisão domiciliária porque está muito doente, tem pulseira electrónica, tem um batalhão de advogados e não o encontram? Hoje parece que já dizem que está em casa mas não abre a porta. Só pode mesmo ser brincadeira, mas vou dar aqui cinco sugestões para resolver o problema. A primeira é que lhe metam o papel no correio e se não comparecer o julguem à revelia, a segunda que entreguem a intimação aos seus advogados, a terceira que a entreguem ao Cavaco Silva, ou Pires de Lima, ou ao Dias Loureiro que são grandes amigos e compinchas. A quarta é que arrobem a porta e a entreguem pessoalmente e para acabar a quinta que é a de lhe entrar pela casa dentro e o atirarem para um calabouço onde não possa não abrir a porta ou fugir. 
Que justiça é esta que um treinador que dá uma palmada no braço de um policia se arrisca a apanhar 4 anos de cadeia e quem rouba milhares de milhões, quem condena um país à miséria e o entrega aos grandes interesses das máfias financeiras internacionais está em casa e se dá ao luxo de não abrir a porta. Arrombem-na e atirem-no para o poço mais fundo que encontrarem. E já agora, para ele não se sentir sozinho, atirem para lá também toda a corja que o serviu e se serviu do dinheiro do BPN. O buraco tem é de ser grande para caberem todos e não haver perigo de nenhum rastejar de lá para fora. 



sábado, junho 30, 2012

Uma história que parece não ter fim


Falar do BPN é falar do maior roubo da história deste país e também do processo em que a impunidade dos culpados parece ser a regra. Nascido na era das vacas gordas do Cavaquismo e apadrinhado por ele foi durante anos um antro de malfeitores que saltavam entre o governo e o banco. Durante anos foi um fartar vilanagem sob o nariz do Magoo Constâncio do Banco de Portugal que nada via ou queria ver. Não fosse a famosa crise internacional e quem sabe ainda os Oliveira e Costa, Duarte Lima e Dias Loureiro continuariam a encher contas em off-shores e a comprar condomínios de luxo em Cabo Verde. Como se não bastasse veio a nacionalização dos prejuízos, pelo Teixeira dos Bancos, que já defraudou o país em muitos milhares de milhões de euros. (Dava para pagar os subsídios de férias e Natal que este governo nos roubou durante três anos). Quando parecia que esta roubalheira já tinha chegado ao fim chegou a vez da reprivatização em que o actual governo resolveu vender o banco ao BIC do Mira Amaral a preço de saldo por quarenta milhões de euros, não sem antes ter retirado centenas de milhares de créditos mal parados para empresas do estado, (créditos de Duarte Lima e Vítor Baía são alguns exemplos) e recapitalizado o banco em mais algumas centenas de milhares de euros. Um negócio da China...para o Mira Amaral. Talvez, embora duvide, tenha terminado aqui as negociatas e a roubalheira com este banco, mas ainda faltava mais uma manobra para poupar impostas. Afinal não é o BIC que vai incorporar o BPN, vai ser o BPN a incorporar o BIC, mudando depois o nome para BIC para assim pagar menos impostos nos próximos anos. Para alguns todos os truques são lícitos e o Estado olha para o lado, para o pobre do cidadão que aperta o cinto para pagar os impostos que este governo não se cansa de aumentar, o não pagamento de um bilhete do metro ou de uma portagem é suficiente para soltarem os cães e penhorarem qualquer bem que se tenha. Se há uma justiça para ricos e outra para pobres também no fisco parece haver uns que podem tudo e outros que só podem pagar e calar.

PS: NOVIDADE DO DIA - Dois dos condenados pelo Banco de Portugal por prestação de informação falsa e falsificação de contas no caso BPN, trabalham como diretores para um fundo do Estado. [AQUI]

sexta-feira, junho 11, 2010

caso BPN


CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE
A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal.
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza. Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!
Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971 euros !!!
Então e o Dias Loureiro e o Arlindo de Carvalho por onde andam? E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?
E mais, tínhamos a crise resolvida.

Este foi um mail, (mais um), que mostra bem que a razão da crise que atravessamos não é devido à lei laboral, à baixa produtividade, a salários demasiado elevados, (para os trabalhadores, claro) ou a feriados a mais. A crise foi criada pela gula de alguns e a mama de muitos. A crise existe por culpa dos mesmos que agora são deixados de fora nas medidas de austeridade para a resolver. E, tudo isto com a conivência da União Europeia que continua a defender a globalização capitalista sabendo que só nos condena a uma cada vez maior pobreza e a complacência dos povos que tardam em exigir justiça.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Reencontro em Angola


«Paulo Portas negociou em Luanda as condições de venda do Banco Português de Negócios aos angolanos do Banco Internacional de Crédito. O encontro com Fernando Teles, presidente, e Mira Amaral, presidente do BIC Portugal, aconteceu no dia 23 de Julho, sábado, depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros ter participado na quinta e sexta na reunião da CPLP.
A reunião de Paulo Portas com o BIC visava salvaguardar os interesses do Estado português, nomeadamente o pagamento do crédito concedido pelo BPN em 2006 à Amorim Energia para a compra de uma participação na Galp. A Amorim Energia é uma holding que tem como accionistas Américo Amorim, a Santoro Holding Financial, de Isabel dos Santos, filha do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e a Sonangol.
Com a venda do BPN ao BIC, que tem como accionista principal a Santoro, de Isabel dos Santos, o governo temia que esse crédito, da ordem dos 1,6 mil milhões de euros, fosse pago pela Amorim Energia a um banco que tinha como principal accionista a própria devedora.

Afinal parece que a história de um concurso para saber quem queria comprar o BPN era uma grande treta e que o compradorhá muito que estava decidido. Decidido e com um belo negócio para o BIC e o Mira Amaral e uma vez mais à nossa custa. O poder do dinheiro e as voltas que ele dá para nunca sair do mesmo sitio. BPN que continua a ter como único arguido o Oliveira e Costa. Onde é que estão os outros? (A pergunta é só retórica e não necessita de resposta pois todos sabemos bem os nomes e por onde andam).


sábado, janeiro 17, 2009

A Bomba Atómica e os men do BPN

BPN MEN

"Eu sou pela iniciativa privada mesmo quando ela erra. Não sou pela nacionalização. São razões de princípio e de valor", afirmou Miguel Cadilhe na comissão parlamentar de inquérito ao BPN. “Não foi por razões económico ou financeiras que houve a nacionalização do BPN”, disse. “Achamos que há razões de outra ordem” sublinhou, sem especificar. Mas logo de seguida reiterou que foi “quando estávamos” a agir, que “fomos travados pela nacionalização”. “A primeira vez que se estava a levantar as imparidades, que se estava a chamar as pessoas às suas responsabilidades, que se estavam a travar as práticas ilícitas. Quanto tudo isto estava a acontecer, vem o Governo e lança a bomba atómica”.

Claro que o Cadilhe é pela iniciativa privada mesmo quando erra. E quando rouba? E quando, para encher os bolsos de alguns, se prejudica todo um país?
Numa coisa tenho de dar razão ao Cadilhe, realmente o BPN não devia ter sido nacionalizado. Devia era ter sido desmantelado, os seus bens vendidos para devolver o dinheiro aos seus depositantes. Todos os responsáveis pela roubalheira, (será que alguém acredita que só o Oliveira e Costa é que mamou na teta do BPN?), deviam ver as suas contas investigadas e utilizadas para pagar os prejuízos. A questão é saber se há realmente vontade de meter as mãos em toda aquela porcaria e retirar os culpados. Não estamos a falar de “pés descalços”, mas muita gente que frequenta os salões dos poderosos deste país. Gente que se encontra demasiadamente perto dos círculos do poder. Basta lembrar que mal se falou do Dias Loureiro logo muitos viram “merda” a salpicar o Sr. Silva. Poderemos retirar das palavras do Cadilhe que a “Bomba Atómica” da nacionalização só foi lançada para que muitos culpados nunca venham a ser conhecidos?
Já repararam que há assuntos e casos que os jornal e televisões nunca mais falaram? Será que não há explicações que deviam ser dadas mas ninguém parece querer perguntar? Quem encomendou este silêncio?

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Papa Silva Iº


Quando parecia que tudo estava resolvido, que já havia fuma laranja a sair das  chaminés do Vaticano e as equivalências do Relvas lhe garantiam o lugar não é que surge outro forte candidato para lhe disputar o lugar. Falo do Sr. Silva que tem a seu favor a idade, o Alzheimer que parece fazer parte dos requisitos, a grande capacidade de falar sem dizer nada, de não se comprometer, babar-se e lançar perdigotos. Para além disso está habituado a viver à custa do Estado e sejam 14 milhões por ano dos portugueses ou dos católicos vai dar ao mesmo. Como se não bastasse também ele pode levar o Oliveira e Costa, o Dias Loureiro e o Duarte lima para dirigirem o Banco do Vaticano, afinal já todos eles são bons amigos que fizeram parte dos seus governos e com quem já fez bons e lucrativos negócios. Quanto à profecia do Nostradamus, essa continuaria a concretizar-se. A luta vai ser renhida.

domingo, janeiro 09, 2011

Coitadinho do Sr. Silva

Cavaco Silva garantiu ontem que perdeu mais do dobro nas aplicações de poupanças nos bancos do que ganhou com a venda das acções da SLN, o grupo que detinha o BPN.
Mas as grandes explicações sobre a venda daquelas acções em Novembro de 2003 foram dadas pelo ex-presidente do PSD Marques Mendes, revelando que no ano em que o actual PR vendeu as acções por 2,40 cêntimos houve vendas a 2,80.

Agora que já nos vieram dizer que afinal o Cavaco até vendeu barato seria bom saber porque também as comprou baratas, a um euro quando na altura valiam cerca de dois. Talvez uma simpatia do seu ex-secretário de estado, Oliveira e Costa.
Afinal parece que ter um lucro de 140% em dois anos é uma coisa natural apara esta gente. Talvez assim se compreenda como o homem era poupadinho, como um professor conseguia ter tantas poupanças para investir. É que a ser verdade o que ele próprio diz não foram só os tais 105.378 euros, (que renderam de lucro os tais 147.500 euros), que ele investiu na altura. Se perdeu mais do dobro então o homem tinha conseguido poupar mais de 400 mil euros, (os 105.378 que "apostou" mais duas vezes os 147.500 euros que perdeu). Isso talvez justifique porque os dinheiros a chegar em "paletes" da Europa na altura em que foi primeiro-ministro também foram perdidos. O homem é um "enterra", mesmo sendo um professor de economia não acerta uma.
Olhando para aquela figura e saber que perdeu mais de 250 mil euros das suas poupanças deviam fazer que eu estivesse cheio de pena dele, mas honestamente não estou. Tenho é pena deste país dirigido por gente como esta.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

O calvário do Sr. Silva


Acabaram as eleições e tudo voltou ao normal. Acabaram-se as investigações e noticias sobre as casas do Sr. Silva, sobre o BPN e todas aquelas perguntas a que ele nunca respondeu. O candidato questiona-se, o Presidente, santifica-se. E onde fica a verdade no meio de tudo isto?

PS: Não encontrei nenhuma imagem em que se visse também o terceiro ladrão crucificado, o Oliveira e Costa.

segunda-feira, agosto 26, 2013

Uma Presidência queimada



Em protesto pelo silêncio de Cavaco Silva em relação à morte recente de três bombeiros em serviço, são já muitos milhares as mensagens de condolências dirigidas aos familiares das vítimas, colocadas na página oficial da Presidência da República no Facebook. As mensagens estão associadas ao post onde o Presidente da República expressa as suas condolências à família do economista António Borges, ontem falecido.
.... mais tarde a Presidência da Republica veio informar que "O Presidente da República transmitiu as suas condolências às diferentes corporações a que pertenciam os bombeiros falecidos, sublinhando tratarem-se de mensagens pessoais, que não queria tornar públicas".

Mas afinal porque raio é que a mensagem de condolências à família do António Borges é publica e publicada na Página da Presidência e a dos Bombeiros mortos em serviço não o é. Porque umas são pessoais e as outras não? Porque um era amigalhaço e os outros não passavam de gente que ele considera menos importante?
A diferença está em que um só andava a engordar com grandes tachos, a lixar os portugueses e a trabalhar para os mesmos donos a que ele serve e os outros andavam a arriscar a vida para apagar os fogos no país que é de todos nós e que alguns criminosamente teimam em incendiar e em deixar arder todos os anos. A diferença é que um se estava nas tintas para o país e para os portugueses e só pensava em dinheiro e mercados enquanto os outros são verdadeiros heróis pelo que arriscam e pelas condições em que exercem a sua actividade. A diferença está em que uns merecem tudo enquanto o outro nada. Os valores deste Presidente é que estão trocados, mas isso não é novidade porque os seus amigos sempre foram quem foram, basta lembrar o Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outros da mesma laia, e as consequências funestas que isso trouxe a todos nós.
Porra que nunca mais temos ai um luto nacional que nos assinale que estamos livres desta gente.

terça-feira, outubro 08, 2013

Coisas de um bobo da corte


Afinal o meu afastamento do blog e dos bonecos não foi assim tão longo como poderia ter acontecido. Este governo achou que não resistiria à imagem de um deficiente deitado numa cama a fazer greve de fome em frente daquela que devia ser a casa da democracia e da vontade dos cidadãos e por isso lá fez umas promessas que, quer sejam verdades ou mais mentiras, para resolver o problema. Assim aqui estou eu outra vez e para começar nada melhor que o Bobo-mor, que no Dia da Republica resolveu afirmar que os Portugueses são todos iguais e não os há de primeira e de segunda. Isto dito pelo homem que escolheu para seu Conselheiro de Estado um criminoso, que apoia um governo que está a fazer alguns, poucos, muito ricos e milhões de muito pobres, impede a sua queda, que apesar das suspeitas de trafulhice diz que está para nascer alguém mais honesto que ele, que diz que nunca tem dúvidas e raramente se engana, que desrespeita o seu juramento solene de que cumprir e fazer cumprir a Constituição, que foi Primeiro-Ministro dos governos do BPN, BPP, do Oliveira e Costa, do Pires de Lima, do Dias Loureiro, dos grandes grupos económicos da destruição do nossa industria e pescas e que agora como Presidente diz que o dinheiro das suas reformas quase não chega para as suas despesas. Pareceu-me adequado.


sexta-feira, novembro 07, 2008

O Encontro às cegas

 Blind Date

«O líder do Bloco de Esquerda disse hoje que a falência e nacionalização do BPN é o “caso mais evidente da promiscuidade entre política e negócios”.
Francisco Louçã lembrou que o banco foi sucessivamente dirigido por sociais-democratas como Rui Machete, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e Miguel Cadilhe.
“BPN tem sido um autêntico governo sombra do PSD”, disse, acrescentando que têm sido estes políticos a dar caução às muitas operações “fraudulentas” do banco.»
in "Jornal Negócios"

O "governo sombra" pode ser do PSD, afinal esta é banca nascida da governação Cavaquista e desde o inicio se sabia ser uma banca voltada para o milagre da multiplicação do dinheiro, da especulação, dos grandes negócios (e negociatas) e dos paraísos fiscais, mas também pertence ao circulo do poder económico e por isso influente na governação. Só assim se justificam as "injecções" encapotadas de dinheiro do estado, seja via CGD ou de contas da Segurança Social, para tentar evitar o descalabro. Só assim se justifica a "cegueira" do Presidente do banco de Portugal, só assim se justifica este esticar da corda, esta permissividade com bancos que se sabia estarem a executar operações ilícitas. Só assim se justifica o só actuarem quando já não era possível esconder mais a situação.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
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