Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
segunda-feira, março 13, 2006
Um abandono exemplar!
Berlusconi teve hoje em directo na RAI uma atitude verdadeiramente exemplar para todos os políticos. Pensando que a jornalista Lucia Annunziata o ia deixar estender o guardanapo do seu programa eleitoral, sentiu-se subitamente contrariado por a referida jornalista ter iniciado a entrevista com uma pergunta sobre o caso quente da véspera: a demissão do ministro da saúde Francesco Storace pela sua alegada implicação num caso de espionagem política. Berlusconi acusou então a jornalista de “ser de esquerda” e de “estar a ser violenta”. Tendo a jornalista resistido à insistência de Berlusconi em falar do seu programa eleitoral afirmando que ela era a jornalista, ela fazia as perguntas, o primeiro-ministro abandonou o programa em directo premiando a jornalista com as palavras: “Mostraste bem como se comporta uma pessoa de esquerda”, dizendo que ela “devia ter vergonha”. Finalmente foi-se embora gritando: “E ainda dizem que sou eu que controlo a RAI!”.(citações retiradas do Diário Digital de 12/03/2006)
domingo, março 12, 2006
Nous somes le pouvoir!
Estudantes e policiais de volta às ruas de Paris
PARIS. Metade das universidades francesas, incluindo a Sorbonne, foi palco ontem de protestos contra o Contrato do Primeiro Emprego (CPE), marcando a escalada do conflito com o governo. Em Paris, cerca de 600 jovens enfrentaram a polícia e invadiram a Sorbonne — um fato que não acontecia desde os protestos estudantis de 1968 na França.
— Não queremos repetir Maio de 68. O contexto é diferente. Naquela época, quando os estudantes saíam da faculdade tinham emprego — disse a estudante de sociologia Elodie.
Segundo a principal associação estudantil, a Unef, greves e bloqueios afetavam 45 das 84 universidades. Os universitários rejeitam o CPE, aprovado pelo Parlamento na véspera. Ele permite às empresas demitir jovens nos primeiros dois anos sem justificativa. (in Jornal O Globo, 11/03/2006)
- Sim, como lhes dizer que os seus avós podem estar agora no poder a reformar as leis do trabalho (e não só), que os irão prejudicar, reunindo assim as condições para acolher e conservar todo o desespero predador do capitalismo globalista?
Que podem estes jovens fazer para mudar o mundo e não respeitar as novas leis do CPE já aprovadas?
- Não vão trabalhar. Não trabalhem e convençam os outros que bastará pararem de trabalhar por uma geração, se preciso for, mas eu acho que não seria preciso. Nessa luta pacífica bastará ficar de braços cruzados, uma forma de protesto zen que terá o poder de assegurar à sua geração e às seguintes a possibilidade de conquistar maior segurança no trabalho e de se efectivar um salário mais justo. Os jovens são por tradição o motor de arranque da revolução.
Que podem os pais destes jovens fazer pelos seus filhos e pela dignificação-valorização do trabalho)? Suportá-los, no sentido de ajudá-los na luta. Os pais dos jovens que vão sair da faculdade para o desemprego prolongado ou para trabalhar dois anos até ser substituído por outro, e assim sucessivamente, indo depois juntar-se aos desempregados, terão de qualquer forma que os suportar. Numa casa de família onde comem dois, comem três, quatro, os que for preciso, e se não houver dinheiro os bens perdem o valor. Assim as empresas anseiam por choques tecnológicos que lhes acelerem a velocidade já desenfreada dos seus lucros. Esperam ávidas por essa leva de jovens tecnologicamente bem formados, condenando-os ao desemprego e aliciando-os a sair dele pondo-os a trabalhar temporariamente, não lhes garantindo qualquer futuro, mas exigindo-lhes qualidade, criatividade e competitividade. Pois não os vão ter. Trabalhem os empregadores. O trabalho é tão caro quanto houver de capital para pagar as despesas com a produção e distribuir os lucros – que eles existem! - pelas partes implicadas nano processo produtivo. Os lucros são para ser melhor repartidos. No processo da produção/produtividade o trabalho vale tanto quanto os meios de produção. Sem trabalho não se pode gerar capital. E sem capital, acaba-se a alta finança. Para que queremos nós a alta finança se com ela estamos cada vez mais pobres e inseguros, mesmo se trabalhamos? A alta finança vive do nosso trabalho e do dinheiro que lhe devolvemos enquanto consumidores. Ela suga-nos, vira as leis a seu proveito, mina o poder. O que acontecerá quando os jornais estiverem cheios de pedidos desesperados de trabalhadores em condições precárias e ninguém lhes der resposta?
Os jovens de agora não são como os do Maio de 68. Agora estão pior: não têm trabalho ou não têm contrato.
Pede-se aos jovens universitários trabalho escravo.
Não vão nesse contrato!
Slobodan Milosevic - A morte de um Assassino
Slobodan Milosevic, protagonista das guerras dos Balcãs dos anos 90, foi hoje encontrado morto na sua cela, impedindo assim a conclusão do seu julgamento por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.Uma porta-voz do Tribunal Penal internacional (TPI), que o julgava há quatro anos, afirmou não existirem sinais de suicídio, mas remeteu a determinação da causa da morte para o relatório da autópsia e de exames toxicológicos a realizar pelas autoridades holandesas.
O chefe da diplomacia portuguesa lamentou que o ex-presidente jugoslavo «não tenha sobrevivido para ser sujeito a julgamento» e definiu-o como «um ditador» que ficará na história «pela negativa».
Os seus actos causaram a morte a mais de 300.000 pessoas na Europa, quatro guerras e a instabilidade no sudeste da Europa.
Todos os dias somos confrontados com a morte de alguém que admiramos ou que contribuiu para melhorar este mundo onde vivemos. Não é o caso deste Senhor. Morre tanta gente que faz falta que antes a deste ditador que de outra qualquer pessoa. Não é pela sua morte que vou chorar. Se existe um inferno então que seja lá recebido com toda a pompa e circunstancia.
sábado, março 11, 2006
D. Freitas do Amaral

O único membro do governo que parece mostrar mais desacordo dos inquiridos é Freitas do Amaral, o que a mim me parece ser uma injustiça. Só mesmo a campanha histérica, feita pelos média, em nome de uma dita “liberdade de expressão, pode justificar tais resultados. Freitas tomou a posição mais correcta ao criticar as malfadadas caricaturas, não por uma questão de ser contra a liberdade de expressão, mas sim por terem sido feitas com intenções assumidamente provocatórias. Não estamos aqui a falar de problemas que um qualquer pobre desgraçado tenha tido por uma ideia que lhe passou pela cabeça, mas sim de uma série de “maus” desenhos realizados para testar até que ponto iriam os muçulmanos aguentar até se revoltarem. A resposta foi dada e sem qualquer dúvida da pior maneira. Tão inaceitáveis são as causas que motivaram os protestos como a forma que esses mesmos protestos assumiram.
De novo veio agora Freitas do Amaral assumir uma posição de grande coragem ao denunciar o facto da comunidade internacional ter dois pesos e duas medidas ao criticar a afirmação do Hamas quando assumiu a posição de poder realizar actos terroristas contra dirigentes Israelitas, mas se calou quando Israel ameaçou mandar matar os lideres do Hamas, também eles eleitos pelo seu povo. Dois pesos e duas medidas de quem deveria ser o fiel da balança num conflito que já tanta morte causou e de que todos nos devemos envergonhar.
Independentemente da “vendeta” em que o CDS anda empenhado para denegrir a imagem de Freitas do Amaral a verdade é que as suas posições são as mais honestas e não hesita em atacar quem usa da hipocrisia na política internacional. Há finalmente quem, em Portugal, não mostre medo dos EUA ou de Israel. Os factos são factos e as verdades são para serem ditas. Os anos em que ocupou a posição de Presidente da Assembleia-geral da ONU deram-lhe uma visão e uma coragem que são de aplaudir.
Só espero que a imagem que procuram vender da sua popularidade não venha, mais cedo ou mais tarde, a fazer com que Sócrates o acabe por descartar em nome de votos.
sexta-feira, março 10, 2006
TAXAS MULTIBANCO - Uma boa notícia
BOA NOTÍCIA. O Presidente da Administração da Caixa Geral de Depósitos veio hoje informar-nos que não apoia a cobrança de taxas pelo uso do cartão nas caixas Multibanco. Ficamos todos com a esperança que esta posição venha a refrear e mesmo a anular essa pretensão por parte da restante banca. Já quando da primeira tentativa, há alguns anos, foi a posição da CGD que travou esse objectivo. A notícia é ainda melhor se pensarmos que na mensagem original que nos informou da pretensão da banca em cobrar as taxas referia o BES e CGD como os proponentes da ideia. Este recuo é uma vitória para todos nós que nos levantámos em protesto quer através dos Blogs, abaixo-assinados ou contactos com os nossos bancos.Obrigado a todos os que colaboraram e se empenharam. Afinal vale a pena.
O FUTURO DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

A compatibilização entre as responsabilidades do Estado e a sustentabilidade do SNS, coloca dois cenários:
- Limitação do carácter tendencialmente gratuito, com empobrecimento dos seus recursos – Um serviço pobre para os pobres.
- Manutenção dos cuidados de saúde, universal e tendencialmente gratuitos (com a comparticipação de todos, em função da progressividade dos seus rendimentos)
O primeiro cenário introduziria a liberalização selvagem num sector em que a solidariedade social e a responsabilidade do Estado não podem estar ausentes.
O segundo cenário impõe medidas de sustentabilidade, que o tornem economicamente viável e desenvolvam a sua qualidade.
A separação entre o exercício público e privado, assente em médicos e enfermeiros, devidamente remunerados, que trabalhem exclusivamente para o SNS, parece inevitável. O apoio anaclítico do SNS ao exercício da medicina privada tem introduzido desperdícios e imensa falta de produtividade (não podem ser os mesmos!).
O argumento de que os interesses corporativos inviabilizariam o SNS, parece não colher, neste momento. Existe uma classe jovem de médicos e enfermeiros, com qualificação de ponta, que não desdenhariam o desafio. A contestação ficaria circunscrita aos detractores do SNS (que não o dispensam, para servir, complementarmente, os seus interesses particulares).
Redistribuição dos médicos (60% concentrados em Lisboa).
Alargamento da cobertura dos Centros de Saúde, como forma de mitigar o acesso às unidades hospitalares.
Prescrição obrigatória, no sector público, de medicamentos fabricados por empresas públicas, ou adquiridos em concurso público, comercializados em “linha branca” e prescritos à unidade (a sua distribuição mesmo que gratuita, introduziria uma poupança real face ao actual sistema de comparticipação das marcas comerciais).
Abertura de farmácias nos Centros de Saúde para os medicamentos referidos.
Quatro medidas simples que introduziriam uma racionalidade que o SNS não tem e, desenvolveriam a sua sustentação acompanhada de desenvolvimento e eficácia.
O direito aos serviços de saúde e a sua sustentabilidade parecem assentar no seu aprofundamento e desenvolvimento, e não na sua liquidação.
Jorge Matos
SÓCRATES E O CASO FINLANDÊS
«Pro-tech Policies»Sócrates ao estudar o modelo Finlandês não deve esquecer que nesse país a flexibilização dos mercados foi acompanhada de um alargamento dos mecanismos de segurança social, e da amplitude da protecção do estado. Foi assim que fez face ao desemprego, por exemplo. Hoje tem um excedente orçamental e investe 3% do PIB em investigação e tecnologia.
Veremos se Sócrates se limita a copiar o modelo na sua vertente de liberalização do mercado, esquecendo que a tecnologia não é gerada por medidas esquemáticas, mas é construída à custa de cultura e segurança.
Jorge Matos
Teorias económicas vão rolar com as cabeças!

Fábrica em Palmela equaciona despedimentos
A fábrica Visteon, em Palmela, pretende rescindir os contratos de trabalho com uma centena de trabalhadores, alegadamente para "melhorar a eficiência da empresa". A confirmação desta intenção foi avançada à Agência Lusa por Dolores Muniz, do Departamento de Relações Públicas da Visteon, produtora de componentes electrónicos para a indústria automóvel.
A proposta avançada aos trabalhadores convidados a rescindir passa por indemnizações de mês e meio de salário por cada ano ao serviço da empresa, havendo agora que esperar pela resposta dos trabalhadores. Dolores Muniz negou no entanto qualquer relação da proposta de rescisão de contrato com eventuais problemas de saúde dos trabalhadores agora convidados a deixar a empresa.
Segundo os sidicatos que representam os trabalhadores da Visteon, muitos dos trabalhadores que estão a ser convidados a rescindir os contratos de trabalho com a empresa porque contraíram doenças profissionais, nomeadamente tendinites, ou porque estão a usufruir de regimes laborais mais favoráveis por se tratarem de trabalhadores-estudantes, ou de trabalhadoras que foram mães há pouco tempo e estão a beneficiar do regime horário de amamentação.
Em Junho de 2003, a Visteon Corporation assinou um contrato de investimento com o Governo português, no montante de 49 milhões de euros, dos quais 18 milhões de euros para projectos de inovação. Como contrapartida, a empresa recebeu um incentivo de 2,7 milhões de euros ao abrigo do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime) e um crédito fiscal de 13 por cento do investimento.
A fábrica, que produz auto-rádios e outros componentes para automóveis, em Palmela, onde laboram actualmente cerca de 1700 trabalhadores, é uma das muitas unidades da multinacional Visteon, presente em 23 países em todo o mundo. O grupo tem sede no estado de Michigan, nos Estados Unidos, e está cotada na Bolsa de Nova Iorque. (in Lusomotores.com, 08/03/2006)
O Presidente da República, Cavaco Silva, apontou hoje cinco desafios cruciais para abrir caminho ao progresso de Portugal, que passam pelo crescimento da economia e pela qualificação dos recursos humanos.
O primeiro desafio que apontou prende-se com a criação de condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa, que considera essencial para o combate ao desemprego e recuperação dos atrasos face à União Europeia. (in Diário Digital, 09/03/2006)
A greve (Lasar Segall, 1956)
Cá está mais uma empresa a criar as tais condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa a que se referiu a empossada Múmia de Boliqueime no seu primeiro de cinco desafios aos portugueses no seu dizKurso de tomada de posse. Agora como é que a sumidade em estratégia económica equaciona estes golpes baixos que as entidades empregadoras na mira dos lucros desenfreados com o combate ao desemprego é que nós gostávamos de saber, e ele não explica (ninguém explica, nenhum desses economistas jamais nos explicou o que vai o país fazer ao número crescente de desempregados). É que estas estratégias para melhorar a eficiência das empresas são incompatíveis com o combate ao desemprego, que no dizkurso do dito cujo surge como pura demagogia. No meio disto tudo o nosso governo não se coíbe de fazer o papel de palhaço, dando incentivos e benefícios a empresas que estão bem e se recomendam e que assim que podem lhe tiram o tapete e criam mais problemas de desemprego ao nosso país. Claro que o governo não sofre muito com isso, para já! Esse é um objectivo que não faz mal não estar a ser cumprido porque há-de chegar o momento em que os índices do desemprego hão-de baixar qualquer coisita dado à necessidade de mão-de-obra que obras públicas megalómanas como o TGV trará ao país. Depois, quando as obras estiverem concluídas se verá o que fazer a todos esses desgraçados que todos os dias ficam sem salário para comer. Além disso, tempos vêm em que o desemprego será a fórmula que os ilustres economistas usarão para que os trabalhadores no desemprego passem a trabalhar em troca do… subsídio de desemprego. Algum desses economistas iluminados já deve ter soprado está fórmula mágica no ouvido ávido de Marques Mendes, quando no outro dia veio propor que se pusessem os professores no desemprego a render (ver artigo neste blog). Saberão os senhores economistas que é essa bomba que estão a criar a mesma que acabará por lhes estoirar nas fuças? É porque não devem ter consciência que a situação de desemprego é uma situação desesperada, insustentável, o rastilho que já se começa a acender e que dará lugar à próxima revolução a que vamos assistir. E esta não será certamente uma revolução de cravos, porque nessa altura não serão as patentes e as carreiras dos militares que estarão em causa mas sim a situação desperada de precaridade de uma grande faixa de povo. Essa será a verdadeira revolução do povo e trará sangue, suor e lágrimas. E as brilhantes cabeças dos economistas e dos políticos que seguem as suas obscenas teorias vão rolar!
quinta-feira, março 09, 2006
O Regresso da MÚMIA de Boliqueime
Hoje é um dia triste para Portugal, Europa, Mundo e mesmo para a nossa Galáxia. A “Múmia de Boliqueime”, também conhecida pelo Professor ou Cavaco Silva, vai assumir a presidência do nosso país. Para ajudar à festa vamos ter como Primeira-dama, deste jardim, uma “sopeira” para juntar à galeria de horrores que tem sido norma ocuparem o Palácio de Belém.Após a vitória do “bicho” cheguei a ficar apreensivo com a ideia de ver as cadeiras da Presidência e da Chefia do Governo ocupadas por duas mulas teimosas. Com o passar do tempo tenho observado que a Múmia anda tão inchada e tão babosa que provavelmente não terá tempo para fazer mais nada que dar entrevistas a falar de si e da sua Maria. Se acreditarmos que vai cumprir com a Constituição e não vai tentar fazer mais do que aquilo que se espera de um Presidente (fazer uns discursos em datas marcadas e umas visitinhas de estado) pode até fazer um primeiro mandato tranquilo. Até o facto de a sua mulher ser tipo “mulher-a-dias” pode ser uma vantagem já que se o acompanhar pode ir limpando a baba que ele vai destilando e que é expelida em grande quantidade pela sua abertura bocal. Protocolarmente também se espera que haja bom senso e que nunca, mas nunca se sirva Bolo-rei quando estiverem presentes convidados que vistam fatos de qualidade. (Só em lavandarias gastar-se-ia uma fortuna). Pede-se também, aos jornalistas, que evitem falar de Santana Lopes para não sermos obrigados a visualizar os esgares e caretas que tal nome lhe provoca. É que podem estar crianças a ver e o trauma que podem provocar numa mente mais fraca são irreversíveis.
Quanto a mim, vou viver, pelo menos, cinco anos sem Presidente da Republica, já que como afirmei anteriormente, não o considero como o meu Presidente. Penso no entanto que conseguirei sobreviver a essa carência e tentarei ser feliz.
quarta-feira, março 08, 2006
Um Iraque cheio de guerras
O secretário da Defesa norte-americano declarou que sempre houve o perigo de guerra civil no Iraque, mas não deixou de acusar os media de “exagerarem” a gravidade da situação naquele país do Médio Oriente. Numa conferência de imprensa, ontem, no Pentágono, Donald Rumsfeld falou da espiral de violência no Iraque depois dos confrontos e ataques ocorridos desde a destruição do mais importante templo xiita, a mesquita de Samarra, a 22 de Fevereiro. O recrudescimento da violência já causou a morte de mais de 500 pessoas desde aquele atentado.Rumsfeld não ocultou que, “actualmente, há uma guerra civil em curso no Iraque”. “Sempre houve – admitiu – a possibilidade” de um conflito civil num país que se “mantinha unido por um regime repressivo responsável por atirar para valas comuns centenas de milhares de pessoas”. As razões fundamentais para o conflito civil latente eram as dissenções entre as comunidades locais, na opinião de Rumsfeld, que registou com agrado o presente envolvimento das diversas etnias e confissões religiosas no “debate político”.De acordo com o titular da Defesa de Washington, a coesão só era possível “pela força e brutalidade, não em resultado de uma Constituição”. Por outro lado, assegurou haver «Guardas da Revolução» (pasdaran iranianos) infiltrados no Iraque e alertou as autoridades de Teerão para o “erro” que estão a cometer. Em relação às críticas dos “media”, adiantou que, segundo o que viu e leu até à data, “muita da informação dada no estrangeiro e em particular nos Estados Unidos exagera a situação no terreno”.Lá como cá culpam-se os órgãos de informação por dizer a verdade. Não entendo muito bem como se pode dizer que eles exageram na gravidade quando morreram mais de quinhentas pessoas em quinze dias. Os EUA abriram a caixa de Pandora do Iraque e não sabe muito bem como podem ou vão descalçar mais esta bota. O povo americano está farto de ver os seus soldados voltarem para casa dentro de sacos de plástico e a situação no terreno só se agrava de dia para dia. Reconhecer que há uma guerra civil e justifica-la simplesmente com a ideia de que poderia ter acontecido com ou sem invasão é atirar areia para os olhos de todos nós. Em todos os países em que há etnias com culturas religiosas muito fortes o conflito é sempre possível. (veja-se a ex-Juguslávia). A verdade é que o Iraque era um país soberano e que neste momento vive numa autêntica confusão em que todos gritam porque todos têm razão.
É curioso notar, que os altos crânios com computadores e técnicos excelentíssimos se mostrem surpreendidos com os acontecimentos. Será que somos, todos nós neste cantinho da Europa, assim tão inteligentes quando prevemos que isto ia acontecer logo após a invasão?
Infelizmente somos governados por gente sem carácter e que só parece ser capaz de prever a próxima jogada não conseguindo ter uma visão a mais longo prazo. Se fossem jogadores de xadrez eram derrotados por qualquer miúdo de 15 anos. O pior é que mandam no mundo.
Um Pavão de rapina

Ao mesmo tempo há o impecilho da Constituição. E a chatice de em democracia haver povo eleitor e teres que lhe agradar na televisão.Tu bem te esforçastes por parecer simpático, por pareceres boa pessoa. Mas tu não és uma boa pessoa, tu estás te lixando para o que é ser boa pessoa. Tu por ti já terias banido as leis que defendem os direitos das pessoas.
Tu és tu, informaste-te estás a par, conheces o embaixador, citas o seu nome pigarreando e fazes-lhe uma vénia abanando o cú dos pés à cabeça. E vem sempre ao de cima a tua pose arrogante. Sabes, a tua mania de fazer constar que és um gajo inteligente é que não te ajuda nada, em termos de popularidade, mas tu para já não queres nem precisas ser popular. Para já é a outro tipo de gente que diriges o teu discurso. Começaste o programa ávido por fazer desde logo passar a ideia de que as tuas opiniões sobre as coisas são inteligentes e de direita, para não dizeres logo de extrema-direita. Mas como é que uma visão de um mundo construído sob o modelo americano, como é que uma tendência direitista como a tua pode ser uma forma inteligente de evolução humana? Isso não é inteligência, também é esperteza, mas não da saloia, a da rapinácia, a do desespero.
Tu não estás a querer desenvolver país nenhum tornando-o apto para ser um país mais digno no meio desta ideia que os próprios americanos criaram de globalização, e da qual agora nem mesmo eles sabem como hão-de descalçar a bota. Tu estás apenas a querer perfilar-te para ocupares um lugar onde tenhas o pedaço que os americanos te concederem se participares nessa rapinácia à escala mundial. É o Portugal da Cimeira da Terceira que te agrada, só podias mesmo fazer parte desse governo. Tens perfil de ave de rapina. Terias ficado melhor na fotografia do que o Durão Barroso. Que bem terias ficado ao lado de Aznar…
A revolução é um trauma que já ultrapassaste. Ficou aquilo que ela tem de melhor e de pior (por causa da liberdade de expressão temos que ouvir na televisão gajos como tu a emitir opiniões fascistas porque herdaste junto connosco a liberdade de expressão). Tu não tens esse problema de consciência de te servir dessa liberdade que a revolução trouxe aos do teu tempo porque tu nem com 20 anos tiveste alguma vez consciência revolucionária (e, quem não a tem nessa idade nunca mais a tem!). Tu tens uma consciência esquinada se é que se pode chamar a isso consciência.
Tu só foste umdia um bocadinho contestatário quando apareceste no Independente, a causar polémicas, para dares nas vistas, quando sentiste que outros de direita, mas menos de direita do que tu, te ameaçavam de não seres tu e a tua extrema-direita a atingir o poder e a reinar à sua maneira mais radical. Tens ainda um destino a cumprir. Em 20 anos o mundo mudou e, claro, tornaste-te pior, menos contestatário, limaste as arestas, puseste verniz, ganhaste diplomacia. Estás a tentar fazer-te um verdadeiro político, tens vinte anos à tua frente para te tornares... presidente? Agora tiveste que votar neles duas vezes, foi o teu sapo. Mas tu és vaidoso, tu não vais deixar as coisas ficarem assim para sempre, ainda estás muito a tempo de voltar, os ventos mundiais estão de feição para gajos como tu. A tua extrema-direita ainda vai levantar a cabeça, e tu consideras-te mais inteligente do que os outros. É o teu erro, tira-te a popularidade. Nunca hás-de ser um gajo tão popular como o Santana. O povo gosta é de cómicos, não é de gajos com poses de inteligente. Tens fome de aparecer, sabes que é importante dar entrevistas, ter programas na televisão, precisas ser mediático como o Marcelo Ribeiro de Sousa mas tu és menos terra a terra. A tua extrema-direita não pode continuar assim no desemprego do Poder, como tu estás. Por isso foste fazer os trabalhos de casa, pensar em tudo muito bem, reflectir como abordar cada uma das questões nacionais e mundiais, ver os filmes que ganharam Oscares… quem merecia um Óscar eras tu, mas era dos outros… Agora só te faltava esta oportunidade de um programa para mandares os teus bitates, tu, o gajo ideal para preencher esse espaço vazio à direita da direita. Para ti menos do que mudar a Constituição não é nada. Vais ter que a ir minando por palavras, causando a tua influência, falando sempre que possível nessa possibilidade, como a minhoca que entra na maçã apodrecendo-a lentamente. Outros virão em teu auxílio porque no fundo querem o mesmo. Todos querem o mesmo, vais ter que esperar a tua vez. Para já o Cavaco não se vai meter nisso, é muito cumpridor. A comunicação social também te ajudará a promover essa ideia. O jornalismo actual aprecia dar voz às formas de pressão que também agradam aos seus patrões. Até lhes dá jeito, um gajo como tu. Como vês já tens o teu programa na televisão… Quem diria. Quando te foste embora, fingindo-te acabrunhado, como se tivesses aprendido com a lição, até parecia que ias te esconder. Mas foste só inteirares-te melhor da situação mundial, e podes agora na oposição assistir de camarote aos tristes cenários nacionais comentá-los à tua maneira e começar desde já a negar três vezes a Constituição. Anuncias-te como o comentador esclarecido de extrema-direita, o fazedor de opiniões. Mas não te achas um mero comentador, tu és vaidoso. Tens em ti o vício do poder e a vaidade proveniente da mania das grandezas, que te faz achar que és o do olho na terra dos cegos. És um pavão, és um rapinácio. És o D. Sebastião da extrema-direita que volta demasiado depressa para não deixar esmorecer esse triste símbolo. Mas olha que já existem outros na forja... Tu, ideologicamente és mais à direita do que eles todos. Queres ser uma espécie de teorizador, um maquiavélzinho de trazer por casa. Não, tu não és definitivamente um cómico, sabes mostrar um porte sério, apesar de eu manter a esperança que vais em breve perder a compostura, estalar o verniz. E nem precisaste dissimular a tua postura arrogante, porque é o poder dos arrogantes está na moda. Pode ser que o Cavaco ainda te chame para conselheiro, assim ias minando por dentro, mas depois de tudo que lhe fizeste, nem confessando publicamente que votaste nele. O gajo tem muito com quem se aconselhar, não precisa de ti para nada, podes tirar o cavalinho da chuva. Tu sabes que ainda não chegou a tua vez mas isto é mesmo assim, o que importa é começar já a convencer as pessoas que tu é que sabes dizer coisas inteligentes.
terça-feira, março 07, 2006
Quem tem medo da paz?
O projéctil atingiu uma viatura perto da estação de serviço de Al Yuba, na estrada de Salah ed-Din, que liga o norte ao sul da Faixa de Gaza, precisaram responsáveis dos serviços de segurança palestinos.
De acordo com uma fonte hospitalar, dois dos mortos eram operacionais da Jihad Islâmica. Dos restantes, um era uma criança de 10 anos que regressava a casa depois da escola.Dos nove transeuntes feridos, a maioria são crianças palestinas atingidas pela onda de choque. Entretanto, uma multidão enraivecida juntou-se frente ao Hospital de Shifa, na Cidade de Gaza, para onde foram levados os corpos.
Ou sou eu que ando distraído ou não tenho ouvido notícias de ataques terroristas a Israel nos últimos tempos. Embora compreenda como deve ser difícil controlar esses ataques, a verdade é os Palestinianos têm conseguido evitar que as forças mais radicais mantenham vivo esse olho por olho dente por dente com Israel. Mesmo depois da vitória do Hamas a violência extremista tem sido controlada e a paz pareceria possível se ambas as partes aceitassem falar francamente. Infelizmente, parece que quem quer de novo exacerbar os ódios é Israel ao realizar estes ataques sem que nada o pareça justificar. Ameaça mesma com a execução de ataques dirigidos contra elementos do novo governo palestiniano informando que o próprio primeiro-ministro pode ser morto se Israel assim o desejar. Perante este discurso e esta forma de actuar é previsível que mais dia, menos dia se iniciem ataques retaliatórios com as já conhecidas consequências. Mais inocentes irão morrer em ambos os lados das barricadas. Não compreendo esta forma de agir nem quais os objectivos que pretendem atingir no final. Enquanto houver um radical, de qualquer dos lados, a poder determinar estes tipos de acções terroristas, a paz é impossível e o ódio e a vingança continuarão a reinar. Quem perde com isso? As vitimas inocentes e também todos nós que veremos a nossa consciência a ser violada todos os dias por noticias de morte e horror. Por favor, falem, discutam, entendam-se e acabem finalmente com isto. O mundo pode ser melhor se houver quem esteja disposto a fazer um pequenino esforço.
Paulinho das Feiras - AO VIVO
«O Estado da Arte» é o título do programa, com cerca de 40 minutos e moderado pela jornalista Clara de Sousa, e no qual Portas não afasta a hipótese de falar do partido que dirigiu entre 1997 e Abril de 2005. «Não existem temas sobre os quais não falo. O critério será apenas o da relevância», precisou Portas, que sublinha querer tratar assuntos «de futuro» ou com «relevância histórica», mais do que «da espuma dos dias».
Como tínhamos anunciado em Janeiro aqui está o novo programa humorístico da SIC. O "Paulinho das feiras" vem ai para nos dar 40 minutos de opiniões e razões para nos podermos rir. Basta dizer que quer “retirar à esquerda o monopólio da palavra e da autoridade”. Como se as televisões não estivessem já enxameadas de comentadores, económicos e políticos, ligados a áreas mais à direita do nosso espectro politico. Provavelmente estará a referir-se a uma direita mais radical e xenófoba a que queira dar uma voz, a sua. Como ele diz, "Portugal é um país muito politicamente correcto" e faltava mesmo alguém como ele para mudar isso; vamos ter uma voz politicamente incorrecta o que se coaduna perfeitamente com a personalidade do nosso Paulinho.
"Não vou estar a medir as palavras", "convocar a inteligência das pessoas”, “criar bancos de cultura política e debate intelectual” e “criar uma corrente de ar” são algumas das definições do próprio sobre o programa. "O Estado da Arte", a não perder o primeiro episódio.
Uma Minhoca sem espinhas

Já é bastante grave o adiar, uma vez mais, da decisão da construção do Novo Centro de Saúde que tanta falta faz, mas o que mais indignou os presentes foi a falta de coragem e de respeito mostrada por gente eleita e cuja função é representar as populações. Uma atitude vergonhosa e uma ofensa que, estou certo, a população de Algés não esquecerá tão cedo. Que o Sr. Isaltino tenha a sua honestidade financeira em causa e que tenha problemas com a justiça são assunto, já por si demasiado sérios para agora ainda vir juntar a essas “duvidas” a certeza de possuir também uma tremenda falta de espinha dorsal. Teve o Sr. Isaltino medo da população de Algés? Estará ele arrependido de, durante a campanha, ter prometido que a CMO construiria o Centro de Saúde mesmo se o Ministério não o fizesse? Ao Sr. Isaltino, para ser honesto não basta querer parece-lo nem, como acontece aqui por Oeiras andar a brada-lo aos berros, é preciso sê-lo e prova-lo.
Hoje foi um dia triste para Algés, mas mais ainda foi um dia cinzento na credibilidade de um homem de quem já quase todos duvidavam. Foi cobarde, e desrespeitou toda uma população. Não tem desculpa.
segunda-feira, março 06, 2006
O Dolar e o Petroleo

Os EUA negam a afirmação de Chávez de que o país planeja tirá-lo do poder para controlar a Venezuela, que é o quinto maior exportador mundial de petróleo, e consideram os rumores sobre guerra levantados pelo líder venezuelano como motivo para intensificar o nacionalismo e conquistar apoio antes das eleições em dezembro.
Contudo, a tensão entre os dois países é grande. Autoridades norte-americanas retratam Hugo Chávez como um socialista revolucionário aliado a Cuba.
Hugo Chavez tem três motivos para temer a invasão e três para poder acreditar que isso não estaje para acontecer para já. A favor da invasão está prioritaeiamente o ter petroleo. Sabendo-e como se sabe da sede que os EUA têm por esse liquido e sobretudo a obseção da familia Bush, quem o possua no seu quintal está sujeito a receber a sua incomoda visita. Se a isso juntarmos o facto de os EUA considerarem como criminosos todos os que se digam, ou sejham por eles considerados como socialistas teremos uma segunda justificação a favor de um ataque ao eixo-do-mal. O outro motivo é geo-estratégico e prende-se com o facto de os EUA não gostarem de ter às suas portas países que não aceitem submeter-se às suas ordens. Se a existencia de Cuba é, há muitos anos, uma espinha atracessada na sua garganta, as actuais tendencias de eleger governos mais “esquerdista” na zona está a deixa-los à beira de uma crise de nervos. Podem por isso, com um ataque, decidir dar um exemplo/aviso aos outros países da America do Sul.
A favor de Hugo Cahvez e contra o ataque estarão o facto de o povo Americano estar fatigado da guerra do Iraque e não desejar ver mais filhos seus metidos em guerras sem fim previsto. O proprio governo Americano não deverá, também ele, com muita vontade de se envolver num novo conflito sem primeiro resolver a alhada em que se meteu no Iraque. O segundo factor prende-se com o Irão, que tem mais petroleo que a Venezuela, e é neste momento a maior prioridade Americana. O terceiro motivo está ligado à dificuldade que os EUA teriam em explicar ao resto do mundo as razões para mais este atentado ao direito internacional.
domingo, março 05, 2006
O Grito

O meu vizinho era uma pessoa com uma vida normal: não era nenhum maltrapilho, tinha emprego, uma mulher mal empregada, mas que sempre ia levando um dinheirinho para ajudar e, ao menos isso, uma casa própria. Tem uns sessenta anos, o meu vizinho. Deixou de ser preciso como motorista e foi para o desemprego. Recebeu o subsídio enquanto pôde e a mulher lá ia ajudando. Um dia a mulher caiu quando fazia um recado à patroa. Estava perto e insistiu em ir para casa, cheia de dores no pé. Afinal tinha-o partido e a coisa estava feia. Teve que ser operada e quando ia a meio da fisioterapia a seguradora da patroa descartou-se das despesas. Alegou que não pagava nada porque ela tinha tido o acidente em casa.Tem oito testemunhas que viram o acidente e que a ajudaram mas também são uns pobres coitados e o advogado já disse que se a patroa se recusar a falar no tribunal, não vai ter grandes hipóteses. O pé começa a gangrenar e ela certamente não poderá mais ajudá-lo a ele, que está sem emprego, sem subsídio, sem nada. Dentro em breve terá todas as condições reunidas para se juntar à população crescente de desgraçados e só não será mais um sem-abrigo porque a única coisa que terá é a casa que é sua (se conseguir dinheiro para pagar a taxa autarquica ou não acabar por ter de a vender para poder comer).
Mas os senhores bem postos na vida, não falam com gente dessa, nem sequer devem ver filmes ou ler livros onde aparece gente dessa, e por isso não mostram ter a mínima consciência de que estas duras realidades existem. Dentro em pouco tempo tudo se passará como no Brasil. Levantarão de helicóptero do alto do seu condomínio privado e aterrarão na sua empresa privada para nem sequer correrem o risco de se cruzarem com essa ralé. E continuarão obstinadamente a aumentar a fasquia do lucro, a gerar mais desemprego e a subverter todas as formas de protecção social, não olhando a meios para atingir os seus fins, desprovidos de princípios humanistas, sem pensar nos vindouros, vivendo a todo o gás a era do capitalismo desenfreado.
Uma BOA notícia
Já 57 mil pessoas pediram, num mês, informações sobre o Complemento Solidário para Idosos. Dos perto de cinco mil requerimentos recebidos nos serviços, resultou a aprovação de 613 processos dos primeiros beneficiários que vão receber a nova prestação já em Março. Dos processos aprovados, 502 são de mulheres e 111 de homens. A maioria dos beneficiários em causa não tem filhos e 96% deles não recebem pensões da Segurança Social. A maior parte desses idosos tem entre 80 e 84 anos, havendo 11 pessoas com mais de 95 anos. O complemento destina-se a idosos cuja totalidade de rendimentos (incluindo pensão de alimentos eventualmente paga pelos filhos) seja inferior a 300 euros, aplicando-se este ano apenas a quem tem 80 ou mais anos. Em 2007, a prestação será alargada aos de 70 ou mais anos e, em 2008, passa a ser para quem tiver 65 anos ou mais.
Já estou farto de estar para aqui sempre a dizer mal. Vou por isso aplaudir que 613 idosos vão receber o seu rendimento solidário já a partir de Março. É bom, é muito bom. Podem alguns estar já a dizer que é pouco, ou que o processo é muito complicado, ou criticar um ou outro ponto de como está feita a lei ou algum pormenor na sua forma de implantação. Não me interessa isso agora, o que é para já importante é que 613 idosos vão ter mais, por pouco que seja, do que tiveram hoje. Podia começar, aqui e agora, a bater nos neo-liberais que afirmavam que a economia portuguesa não aguentava esta despesa, mas nem isso vou fazer. È uma boa noticia e quero que seja aqui apresentada como isso mesmo, uma boa noticia.
sábado, março 04, 2006
Luis Felipe Mendes ou Marques Menezes? Tanto faz.
Ambos os candidatos à liderança do PSD, Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, andam em campanha. Depois de algumas escaramuças, mais processuais do que politicas vêm agora ambos mostrar como serão as suas garras de oposicionistas ao governo. Aproveitando o primeiro aniversário da governação ambos falam do aumento do desemprego e de não terem sido tomadas medidas essenciais para debelar a crise que, como sempre, é a já monótona redução da despesa publica. Nenhum explica, no entanto, como pensa fazer essa redução sem aumentar o desemprego ou diminuição dos direitos sociais. Aqui ficam empatados com muita parra e pouca uva. Luís Filipe Meneses ainda dá algum crédito a Sócrates ao afirmar que consegui transmitir alguma esperança. Chega mesmo definir este governo como “credível, bem preparado e bem intencionado”, lamentando no entanto não ter sido aplicada a metodologia adequada à solução dos problemas.
Onde ambos diferem é que enquanto Marques Mendes lamenta que “um ano de Governo tenha sido desperdiçado em pirotecnia política, com muita festa e muita pompa”, Luís Filipe Meneses afirma ser este “ um governo pouco dado a festividades”.
Sendo este governo de Sócrates mais liberal que socialista, podemos prever que as vozes dos partidos mais à esquerda pouca influencia terão nas opções politicas que virão a ser adoptadas. À sua direita também não parece haver quem lhe faça frente. O CDS/PP com Ribeiro e Castro é um partido demasiadamente chegado para a sua extrema-direita para produzir mais que ruído e fundo e o PSD, pela amostra dada, vai uma vez mais andar a ladrar para uma caravana que passa. (Para não falar das atoardas que Marques Mendes consegue lançar, de quando em vez, como foi o caso de por desempregados a trabalhar, de borla, enquanto recebiam o subsidio de desemprego).
Com a chegada de Cavaco ficará o PSD refém de uma palavra sua, o que não acontecerá enquanto o Sócrates lhe permitir partilhar os louros do que corra bem na governação. Pode assim Sócrates dormir descansado nos próximos tempos, nós é que talvez não.
Nicolas Sarkozy ...Não te queremos por aqui
O ministro francês de Estado e da Administração Interna, Nicolas Sarkozy, está esta sexta-feira em Lisboa, onde será recebido pelo seu homólogo português, António Costa, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.
Se vivêssemos num mundo com valores mais elevados de direitos, justiça e liberdade gente como esta deveria ser proibida de pôr os pés no nosso país. Representam aquilo que é o fascismo no verdadeiro sentido da palavra. Na linha de Le Pen são o rosto da verdadeira xenofobia europeia e só merecem a nossa repugnância. Institucionalmente, até compreendo que o governo o tenha de receber oficialmente como sendo um Ministro de França. Menos compreensível é que gentinha como o Marques Mendes aceite reunir-se com ele só para aparecer nas notícias como sendo alguém com um mínimo de importância na política deste país. Só lhe fica mal.
Mais uma pequena referencia para notar que é esse “nazi” vai ser recebido pelo Cavaco logo no seu primeiro dia de presidente. Será uma triste coincidência ou simplesmente um sinal dos novos tempos que se aproximam?
Se os portugueses possuissem uma verdadeira consciencia social e politica haveria certamente grandes manisfestações de protesto contra a presença de gente como esta no nosso país.
George Bush - O Cartoon Americano
Cerca de 150 alunos da escola secundária Overland, em Aurora, gritaram palavras de ordem e saíram das salas em solidariedade ao professor Jay Bennish que, em uma aula em 1º de fevereiro, disse que "algumas pessoas comparam Bush a Hitler".
Um estudante gravou 20 minutos da explicação de Bennish na aula em que se discutiu o "Discurso do Estado da União" pronunciado dois dias antes por Bush no Congresso dos Estados Unidos.
Bennish foi suspenso enquanto as autoridades da escola decidem se sua dissertação violou as regras acadêmicas que obrigam que sejam apresentados pontos de vista equilibrados.
Já em Parsippany, Nova Jersey, as autoridades de outra escola se reúnem hoje para analisar o caso do professor Joseph Kyle. Na aula de Política, ele propôs "julgar" o presidente por crimes contra a humanidade como os ataques a povoados civis e o tratamento cruel de prisioneiros.
De acordo com o projeto da turma, alguns estudantes representariam os papéis de promotores e outros os de advogados defensores e testemunhas, enquanto cinco docentes formariam uma "Corte Internacional de Justiça".
De acordo com o presidente do Conselho Escolar, Robert Perlett, participarão da reunião o diretor da escola, o superintendente interino, sua adjunta e o vice-presidente do Conselho. Kyle não foi convidado.
In “Ultimo segundo”
A popularidade do presidente dos EUA, George W. Bush, está em baixa, com 60% dos norte-americanos a desaprovarem a sua actuação, segundo sondagens divulgadas esta sexta-feira pela Imprensa.
Recorde-se que na história dos EUA apenas dois presidentes alcançaram uma taxa de popularidade tão baixa dois anos depois da sua reeleição: Harry Truman, em Fevereiro de 1950, e Richard Nixon, em Fevereiro de 1974, seis meses antes da sua renúncia devido ao escândalo Watergate.
In “Correio da manhã”
Ora essa, Sr. Daniel Bessa
O economista Daniel Bessa propõe algumas medidas para melhorar a consolidação orçamental em Portugal. Entre elas está o fim do salário mínimo e do subsídio de desemprego.Em entrevista ao «Semanário Económico», o economista diz ainda que a vida activa não pode deixar de ser prolongada.
Citando uma discussão em curso na Alemanha, Daniel Bessa diz que «as pessoas têm de trabalhar e têm que o fazer enquanto o mercado tiver condições de lhes pagar e se isso as põe abaixo de mínimos considerados indispensáveis, o Estado tem que acudir (...) Imagine uma pessoa que ganhe 5 mil euros por mês e que, de repente, fique desempregado. A solução que temos diz que esse senhor vai à procura de um emprego compatível e enquanto não arranjar 5 mil euros por mês, está no subsídio de desemprego. Não sei se podemos pedir a uma sociedade inteira “e eu estou a dar um caso extremo e demagógico” que suporte isto. Porque a pessoa talvez não consiga 5, mas talvez consiga 4 ou 3 mil euros por mês e pode ter um modo de vida decente».
Se há classe que me irrite mais é a dos economistas. São, talvez, a classe mais desumana e impiedosa do planeta. Para eles as pessoas nada mais são que números, que somam ou subtraem e se necessário se apagam. Imagino até que, vejam as suas mulheres e filhos, como meras despesas dedutíveis em sede de IRS. Até cada fornicadela que dão deve ser contabilizada no défice energético e o seu custo adicionado às despesas relativas à alimentação. E, o pior de tudo, é que são uma espécie que se multiplica com muita facilidade, mesmo em cativeiro. Desenvolvem-se tresandando, todos eles, a neo-liberalismo aprendido nas universidades de economia capitalista catolizados por gente como Cavaco Silva. Uns vómitos. (Peço desculpa aos poucos economistas que não cabem nesta definição, mas as excepções não fazem, só confirmam as regras).
Oh Sr. Daniel Bessa. Acabar com o salário mínimo? Quem o oiça até parece que estamos a falar de uma grande fortuna. Parece que não o informaram ainda que a escravatura já foi abolida em Portugal em 1869. Para garantir uma melhor produtividade, em vez de a preocupar com a melhoria das qualificações (e consequente melhoria de vida dos trabalhadores), parece ainda defender a velha teoria dos salários, o mais baixos possível. Com gentalha como você a dar opiniões, como se estivesse a dizer uma grande coisa, não podemos nós dormir muito descansados. Isso é um facto.
Defende, V. Sumidade também, o fim do subsidio de desemprego. Primeiro afirma a obrigação que todos temos de trabalhar enquanto o mercado tiver condições para me pagar. Não interessa quanto me paguem nem em que condições o vou ter de fazer, sou obrigado a trabalhar (lembrem-se que, para ele, nem haveria salário mínimo). Pior ainda, se com o que me pagarem mesmo assim ainda estiver “abaixo de mínimos considerados indispensáveis” então o estado é que me deve ajudar. O estado poupa portanto em subsídios de desemprego para depois pagar parte do salário dos trabalhadores de forma a colocá-los ao nível do limiar mínimo de pobreza. Será este, portanto, o valor pelo qual todos nós estaremos nivelados. Atingiremos quase a sociedade comunista da classe única, só que neste caso serão três; a de nível zero onde estarão quase todos, a de nível um onde estarão todos os lacaios e capatazes do grupinho dos grandes capitalistas que serão o nível três. Brilhante.
Acaba finalmente por dar um exemplo a que até você classifica como de “caso extremo e demagógico” de alguém que ganhava 5.000 euros mensais e que poderia ter uma vida decente mesmo que tivesse de aceitar um ordenado de somente 4.000 ou mesmo 3.000 euros. Digo-lhe já aqui, e para que não fiquem quaisquer dúvidas, que a grande maioria dos trabalhadores portugueses aceitam a sua proposta, de imediato, se lhes garantir que o nível de miséria em Portugal passa a ser os tais 3.000 euros. O que quer você melhor do que isto?
Afinal, o que você queria dizer, não eram 3.000, mas sim 300 euros, que é quanto o Sócrates se propões pagar aos mais idosos para ficarem no dito limiar de pobreza.
Sr. Daniel Bessa, para terminar, só lhe quero dizer uma coisa: Vá bardamerda.
sexta-feira, março 03, 2006
Um Nuclear, várias medidas
O presidente George W. Bush e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, anunciaram ontem um acordo que o líder americano classificou de pacto nuclear histórico para ajudar o país asiático a satisfazer suas enormes necessidades civis de energia e ao mesmo tempo permitir que continue a desenvolver armas nucleares. O presidente George W. Bush e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, anunciaram ontem um acordo que o líder americano classificou de pacto nuclear histórico para ajudar o país asiático a satisfazer suas enormes necessidades civis de energia e ao mesmo tempo permitir que continue a desenvolver armas nucleares. A Índia classificará 14 de seus 22 reactores como civis, abrindo-os pela primeira vez a inspecções internacionais. Os outros reactores, incluindo o protótipo de um reactor auto-regenerador, ficarão fora das inspecções. A Índia também terá o direito de manter secretos os futuros reactores auto-regeneradores de seu programa nuclear, o que deverá desagradar aos críticos do acordo. Em troca, a Índia terá garantido um fornecimento de combustível nuclear e acesso a tecnologia.
Se olharmos para o que se está a passar com o Irão esta notícia é quase surrealista. Bush considerou o pacto nuclear efectuado com a Índia de histórico por “permitir que a índia continue a desenvolver armas nucleares”. Fantástico. Oito dos seus reactores nucleares, criados para fins militares, ficarão fora da alçada das inspecções internacionais e a trabalhar com combustível e tecnologia americana. Extraordinário.
Só espero que o futuro não venha a provar que os EUA estão a fazer mais uma das suas jogadas em que o tiro lhes acaba por sair pela culatra. Se recordarmos que foram os americanos quem primeiro financiou, armou e treinou aqueles que são agora os seus maiores inimigos, e principais responsáveis pelo terrorismo mundial, sentimos um certo arrepio na espinha ao pensarmos que os seus novos “amigos” possuem armamento nuclear fora de qualquer controlo. Sabendo nós como é volúvel o pensamento americano, e de como o seu conceito de amizade tem mais a ver com interesses do que com princípios poderemos nós dormir descansados? É o que se chama viver sobre o fio da navalha.
Bush vai agora ao Paquistão. Sabemos como são grandes as medidas de segurança que sempre o acompanham, mas a esperança é sempre a ultima a morrer.
Não às comissões do MB
quinta-feira, março 02, 2006
Dores de corpo e alma
Isto de se estar com gripe é uma porcaria e faz-nos doer o corpo todo quase não nos deixando mexer. Tive, por isso a hipótese de ouvir um pouco do fórum TSF e pude assim juntar às dores corporais a dor intelectual de ouvir os habitantes do meu país. Sei que não sou uma sumidade quer em conhecimentos quer em inteligência, mas aquilo que se ouve é de bradar aos céus. O tema desta manhã que era qual as expectativas para o mandato do Cavaco Silva como Presidente e qual o tipo de relação que esperavam que ele viesse a ter com o governo. Gostava de manifestar aqui é a minha tristeza pela ignorância mostrada pela maioria dos participantes. Ligam par o fórum, sem nada para dizer e acabando por mostrar um entendimento quase nulo da realidade bem como das competências de cada órgão. Deixaram-se enganar por promessas vãs e ao fim deste tempo ainda acreditam no “Pai Natal”. Acho que, neste momento, me está a doer mais a alma que o corpo, mesmo sabendo que o grande vírus de Boliqueime só daqui a uma semana é que vai assentar arraiais.PACHECO PEREIRA IX
As Portuguesas nem tanto.
quarta-feira, março 01, 2006
De Felgueiras a Oeiras é só asneiras
O Tribunal Central de Instrução Criminal declarou nula a acusação de corrupção contra o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais. Os juízes deram razão a um dos arguidos que o Ministério Público (MP) não ouviu durante a fase de inquérito do processo.
Já nem sei como classificar a justiça
A minha duvida, é se deverei estar para aqui a atirar sobre os elementos do Ministério Publico, quando olhando para cima, o que vêem como exemplo, é um Procurador incapaz apresentar um simples relatório a explicar o aparecimento de uns quantos números de telefone num processo. Pior, parece querer atacar o mensageiro, o jornal 24 horas neste caso, não se vislumbrando qualquer resposta ao pedido de inquérito urgente solicitado pelo, ainda, actual Presidente da República. São os Isaltinos, as Fátimas, os apitos dourados, enfim, é a nossa paciência a chegar ao fim.
Fomos atacados por VÍRUS

Durante esta quadra carnavalesca um vírus infiltrou-se em nossa casa e atacou todos os que cá habitam. Não se tratou portanto de um vírus informático, mas daqueles que dão enormes dores por todo o corpo, com principal predominância na cabeça, arrepios de frio agora para um calor intenso passado um bocado e uma tosse que parece querer levar os pulmões atrás, resumindo, que nos dá vontade de morrer. Esteve por isso o nosso espaço só mantido vivo pela carolice da Kaotica.
Prometemos voltar à produção normal assim que estejamos em melhores condições físicas e mentais.
PACHECO PEREIRA VIII
CONTRA A GUERRA DO IRAQUE
18 de Março: Iraque – três anos de ocupação, três anos de resistência
Concentração em Lisboa (local a anunciar)
(CGTP, PCR. Bloco de Esquerda)
Este é o primeiro apelo à nossa participação nesta concentração contra a guerra.
Gazeta do Povo (Assinatura)Onda de ataques no Iraque mata mais de 50 pessoas
JC OnLine -
Um novo ataque a uma mesquita xiita no Iraque deixou ao menos 23 mortos e 45 feridos em Bagdá nesta terça-feira (28). Mais cedo ...
Nova explosão eleva para 41 número de mortos no Iraque
Explosões em série matam ao menos 31 no Iraque
Dia de violência termina com 60 mortes no Iraque


















