Eu nem ia falar mais dessa tal Margarida Moreira, Directora da DREN, a tal que suspendeu um professor por ter, numa conversa privada, ofendido a dignidade do Sócrates ao fazer chacota com seu diploma e o seu estatuto de Engenheiro. Estranho seria que fosse o tal Charrua o único português a não o fazer, já que todos, incluindo o Ministro Mário Lino e, como se soube ontem, a própria Directora o fizeram. Aquela licenciatura e os exames feitos por fax não merecem outro tratamento. São uma anedota nacional e, se não nos rimos mais é pela gravidade de termos um Primeiro-ministro suspeito de ser trafulha. Mas, um comunicado em que afirmam “A DREN está a ser alvo de uma campanha de ataques sem precedentes que tem por objectivo denegrir o trabalho desenvolvido, em particular pela sua directora regional, e condicionar acções em curso”, lá trouxe a Margarida de novo à ribalta. Temos de concordar que é estranho que considere “Falsas e injuriosas” as palavras do presidente da Câmara de Vieira do Minho, o padre Albino Carneiro, ao acusa-la de o ter ofendido e humilhado ao lhe dizer, por várias vezes que o seu lugar não era ali, mas na sacristia, quando recentemente se manifestou “surpreendida pelo facto de só agora Albino Carneiro a ter tornado pública”. Afinal, disse ou não disse o que o padre diz que disse e o comunicado da DREN diz que não disse?Para ajudar, o PS de Vieira do Minho tinha também ele de se juntar à festa. Como se não bastasse a recompensa dada pela Ministra da Educação e pelo Sócrates ao reconduzirem-na no cargo pelas atitudes pidescas que desempenha, um comunicado do PS local sai em defesa da Directora e acusando o autarca de aproveitar “os encontros com altas figuras do estado para tratar problemas ou possíveis ofensas pessoais em vez de expor os problemas do concelho”. Mas, afinal reclamar das atitudes prepotentes da Directora da DREN, uma funcionária do estado no exercício das suas funções, quando este contestava o fecho de 20 escolas no seu concelho, é um problema pessoal?
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17







































A minha reflexão é esta:
A vida reflecte os actos; os actos reflectem a educação; a educação reflecte as políticas educativas; estas reflectem o Governo; o Governo é a expressão de vontade do primeiro-ministro; e este reflecte o espírito que lhe radiou a vontade de governar. Os espíritos não reflectem, radiam a vontade de controlar, dominar e amordaçar. Os governantes absorvem e reflectem os traços que os identificam, entres eles, e diferenciam dos governados. Há os que reflectem as ideias dos espíritos mentores de uma forma tão perfeita que acabam por se auto-confundir, crendo que o espírito são eles próprios e, a imagem reflectida é a do espírito.