quarta-feira, junho 13, 2007

A Dança do Hipopotamo

Eu nem ia falar mais dessa tal Margarida Moreira, Directora da DREN, a tal que suspendeu um professor por ter, numa conversa privada, ofendido a dignidade do Sócrates ao fazer chacota com seu diploma e o seu estatuto de Engenheiro. Estranho seria que fosse o tal Charrua o único português a não o fazer, já que todos, incluindo o Ministro Mário Lino e, como se soube ontem, a própria Directora o fizeram. Aquela licenciatura e os exames feitos por fax não merecem outro tratamento. São uma anedota nacional e, se não nos rimos mais é pela gravidade de termos um Primeiro-ministro suspeito de ser trafulha. Mas, um comunicado em que afirmam “A DREN está a ser alvo de uma campanha de ataques sem precedentes que tem por objectivo denegrir o trabalho desenvolvido, em particular pela sua directora regional, e condicionar acções em curso”, lá trouxe a Margarida de novo à ribalta. Temos de concordar que é estranho que considere “Falsas e injuriosas” as palavras do presidente da Câmara de Vieira do Minho, o padre Albino Carneiro, ao acusa-la de o ter ofendido e humilhado ao lhe dizer, por várias vezes que o seu lugar não era ali, mas na sacristia, quando recentemente se manifestou “surpreendida pelo facto de só agora Albino Carneiro a ter tornado pública”. Afinal, disse ou não disse o que o padre diz que disse e o comunicado da DREN diz que não disse?
Para ajudar, o PS de Vieira do Minho tinha também ele de se juntar à festa. Como se não bastasse a recompensa dada pela Ministra da Educação e pelo Sócrates ao reconduzirem-na no cargo pelas atitudes pidescas que desempenha, um comunicado do PS local sai em defesa da Directora e acusando o autarca de aproveitar “os encontros com altas figuras do estado para tratar problemas ou possíveis ofensas pessoais em vez de expor os problemas do concelho”. Mas, afinal reclamar das atitudes prepotentes da Directora da DREN, uma funcionária do estado no exercício das suas funções, quando este contestava o fecho de 20 escolas no seu concelho, é um problema pessoal?

.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, junho 12, 2007

O bacano da sáude

Sei que muitos dos que aqui me visitam, têm como ódio de estimação a Sinistra Maria de Lurdes Rodrigues, mas deixem-me dizer que este ainda consegue ser pior. Este é daqueles que nunca decide nada, são os estudos que falam por ele. Falam hoje e a noticia desaparece amanhã, um lançar do isco só para ver reacções. Em nome da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, já lhe chamaram um imposto, uma contribuição compulsória e agora o Seguro de saúde ao estado. O que este bastardo deseja mesmo, é inventar uma maneira de nos fazer pagar mais um imposto. Já somos dos povos da Europa que mais pagamos pela saúde, o que diga-se, para quem tem dos menores rendimentos é algo de surpreendente e injusto. Mas não estão satisfeitos, ainda querem mais e mais. Este coveiro do SNS só vai parar quando todo o negócio da saúde estiver em mãos privadas. Ao menos sejam honestos e digam ser esse o objectivo. Assumam aquilo que pensam e deixem-se destas tretas, destes esquemas, destas mentiras. Porra, estou farto.
.
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

O Capitalismo

Muitos de nós crescemos e vivemos, desde sempre, com um único e pequeno interregno fugaz no pós 25 de Abril, sob sistemas capitalistas. A ideia que sempre nos mostraram foi a de um capitalismo dos bancos, do grande capital, do grande negócio, que explora e paga mal. Visto sobre a perspectiva Marxista, um capitalismo que fica com a mais valia do trabalho. Como dizia o José Mário Branco, no seu FMI, “tudo corre bem, a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas. A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou!”. Mas este não era o verdadeiro capitalismo, aquele que fez aparecer os Marks e os Engels deste mundo. Esse, o vindo do século XIX, esse esteve adormecido em muitos países ditos ocidentais, com receio que o socialismo se expandisse. Agora que os Muros de Berlim caíram por todo o lado, aí está ele a voltar. Enquanto os países ricos podiam explorar em seu beneficio os mais pobres, foi-nos vendida a imagem do capitalismo civilizado, afinal até tínhamos alguns direitos. Agora que esses países rapidamente se estão a tornar os ricos e nós os pobres, o capitalismo reage da única forma que sabe. Pela exploração, pela miséria e pela força sobre os seus próprios povos. Vamos ver o desemprego, o trabalho precário, a pobreza, a miséria, a submissão para a maioria sob a tirania do dinheiro.
Hoje vi um pouco dos Prós e Contras sob a nova “escravatura” que já se pratica na Europa. Polacos e Portugueses, enganados e explorados na Holanda, como já aconteceu e acontece na Alemanha, na Espanha e muitos outros locais. Se choca a existência de uma escravatura que pensávamos estar definitivamente erradicada da Europa, mais ainda a forma calma como o poder aceita a sua existência. Eles sabem que acontece, o Secretário de estado, já mandou uns mails para o homologo do outro lado, que não tem grande vontade de fazer nada, afinal é fundamental que as empresas do país sejam competitivas e que melhor forma de o serem que com trabalho forçado. Uns a dizer não poder fazer mais nada, outros a dizer que estão a fazer o melhor que podem, quando afinal nada mais fazem que um levantar de poeira para esconder a realidade. Este sim, é o verdadeiro capitalismo sem as mascaras como o têm apresentado. Este sim é o verdadeiro capitalismo insaciável que se não for travado tudo consome. Nós estamos no seu caminho.
.
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

A Cómica

Afinal a coisa da DREN chamada Margarida Moreira, que suspendeu das funções, fez queixinhas ao Ministério Público, pespegou com um processo disciplinara e recambiou para a escola de origem o tal de Charrua, por ter contado umas piadas sobre a licenciatura do Sócrates, também é uma cómica. Depois de ter enxovalhado o Presidente da Câmara de Vieira do Minho, o padre Albino Carneiro, afirmando que o lugar dele não era ali, mas na sacristia, também contou umas piadas sobe a licenciatura do Primeiro-ministro. Durante um jantar numa escola, terá afirmado que “Estão a brincar com o nosso primeiro-ministro, mas agora com o (programa) Novas Oportunidades ele resolve o assunto, pois fica logo certificado”.
Quem iria dizer que uma coisa com uma cara daquelas também dizia piadas e logo sobre o “adorado” Engenheiro, que tão prontamente a tinha reconduzido no cargo após tão relevante serviço e grande exemplo, de como deve agir um “bufo” no estado. Esperamos que no mesmo sentido da decisão anterior, se suspenda das funções, participe ao Ministério Público da piada que disse, instrua um processo disciplinar à sua pessoa e volta para a escola de onde partiu.
Que raio de país este em que uma piada ou uma brincadeira já são considerados crimes. Por essas e por outras que eu aqui não brinco e tudo o que escrevo é a sério. Porra, é que isto de brincar dá problemas.

.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

segunda-feira, junho 11, 2007

A Aura

Será que eu sou, médium, vidente, ou seja lá como se chama, uma daquelas pessoas que conseguem ver as auras que nos rodeiam? Será que só eu consigo ver uma aura salazarenta no Sócrates ou já outros a notam? Será que estou simplesmente a ficar maluco? É que a cada dia que passa, ela parece-me mais nitida e mais brilhante .

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Naufrágio de 10 de Junho

Pronto, eu confesso, não ouvi o discurso do Sr. Silva. Não houve pachorra. Claro que depois foi-me dado a ver, as vaias ao Sócrates, as cerimónias, o desfile (a propósito alguém sabe que raio de coisa era aquela, de uma meninas a marchar vestidas de castanho e com um côco na cabeça?), as condecorações, o cenário marítimo, o veleiro e as palavras presidenciais. Um discurso contra o pessimismo português, pela não resignação e pelo não desistir perante todos os males que nos atingem. Houve um momento em que pensei se não se teriam enganado e transmitido o discurso do ano passado. È que já então ele também já nos tinha pedido para não nos resignarmos e podiam ter trocado as cassetes. Ou o Sr. Silva trocado os discursos. Ou então, o homem realmente não tem nada de novo para nos dizer e uma imaginação que deixa muito a desejar. Seja lá porque for, a verdade é que mais uma vez tenta transferir responsabilidades, passadas e futuras, do que correu, corre e correrá mal para todos nós, desresponsabilizando políticos e governos passados, presentes e futuros. Eu até estava capaz de dizer que aceitamos o desafio e a responsabilidade, mas ponho uma condição, que isso não signifique o calar e aceitar resignadamente os “sacrifícios”, as leis, as injustiças, as politicas, e as misérias que nos conduziriam a um futuro radioso. É que para esse peditório nós já demos, o barco não cessa de afundar e parece que já nos estão a querer convencer que “ Presidentes, governos, políticos, empresários e compadrios, primeiro”. Não nos tentem colocar um boné de capitão, para que orgulhosamente não abandonemos o navio durante seu naufrágio. Não vale a pena tentar branquear o passado, já que há responsáveis e o nome dele está lá em letras bem grandes.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Eleições Alfacinhas- Carmona Rodrigues

O Candidato Motard

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

domingo, junho 10, 2007

Bico Calado

Se eu fosse mal educado
dizia que é muito feio
construir o socialismo
com fascistas de permeio.
.
Mas como não sou,
eu fico cego, surdo, mudo e quedo
a repetir uma história
sem lhe saber o enredo.
.
Por falar em socialismo
lá porque alguém o apregoa
não quer dizer que não esteja
a dizer coisas à toa.
.
E lá porque alguém nos fala
também em revolução
não quer dizer que não esteja
a vender lobo por cão.
.
Eh lá bico calado
muita coisa para dizer
eh lá bico calado
muita luta para vencer.
.
Tenho bichos carpinteiros
não consigo ficar quieto
meto-me no que não devo
no que devo não me meto.
.
Não consigo ficar quieto
devo estar mas é doente
quanto mais ando para trás
mais quero andar para a frente.
.
E quando olho para a frente
vejo um oftalmologista
que me atira areia aos olhos
e que tem poeira na vista.
.
É que ao olhar para isto tudo
Há dois olhares bem distintos
o dos que vivem à larga
e o dos que apertam os cintos.
.
Chamo as coisas pelo nome
pão é pão e queijo é queijo
fome é fome e povo é povo
saúde é que eu vos desejo.
.
E se comeste hoje a carne
amanhã róis o osso
se comeste ontem a ameixa
hoje chupas o caroço.
.
E por falar em comida
voltemos à vaca fria
será que a boca do lobo
já não morde como mordia?
.
Ou será que já voltamos
à pureza inicial
em que o lobo ainda era
um encanto de animal?
.
Eh lá bico calado
muita coisa para dizer
eh lá bico calado
muita luta para vencer.
.
“Bico Calado”; Sérgio Godinho
.
contradicoes said...
Neste País de conformados
já ninguém consegue reagir
os que continuam mal pagos
nem sequer já sabem sorrir

Sentem estar-lhes a estorquir
todos os seus rendimentos
assim não hão-de conseguir

os meios para seus sustentos

Mas não adianta protestar
pois a intenção não é velada
quanto tempo vai demorar
para os corrermos à estalada

Um abraço do Raul
.
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Cavaco, Alegre e os Lusíadas

Hoje, é dia 10 de Junho, dia de Portugal, dia de Camões e dia das Comunidades, mais conhecido por dia da Raça, dia em que o salazarento regime condecorava os “heróis” da guerra colonial, os seus estropiados, as suas viúvas e mães chorosas. Lembro-me de o ver em directo pela televisão, com os desfiles da Mocidade e das tropas em parada. Tudo a preto e branco, tudo triste. O dia do Portugal cinzento e amordaçado.
Hoje, dia 10 de Junhos, Cavaco Silva e Manuel Alegre juntam-se para dizerem Camões, para lerem os Lusíadas. Será que não têm nada de mais útil para nos dizer antes disso. Será que não era importante que o Sr. Silva nos viesse dizer se ainda está totalmente em concordância com o governo, como fez numa entrevista há já alguns meses atrás. É que desde aí, muita lei passou pela Assembleia, muita coisa foi dita, muita arrogância cresceu. Diga-nos se continua a concordar com a política, medidas e atitudes deste governo. Se sim, estamos entendidos, se discorda então tenha a coragem de o dizer. E o Sr. Manuel Alegre, o poeta, o homem do movimento de cidadãos, o homem a quem ninguém cala, não tem nada para dizer? Perante os atropelos à liberdade que vamos vendo acontecer, perante este sabor a autoritarismo, este cheiro a medo de falar que já se sente, o homem que gritou a liberdade, não tem nada mais a dizer que uma ou outra critica desgarrada, a uma ou outra medida do governo, quase parecendo o boneco do Sócrates para controlar os “perigosos esquerdistas” do PS?
Será que antes de dizerem os Lusíada, não nos deviam deixar saber o que pensam e, mais que isso, o que vão fazer? Depois disso, então leiam lá os Lusíadas, distribuam umas medalhas e essas coisas que costumam fazer.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

O Adamastor na Ilha dos Amores

Li por aí que o Cavaco Silva, no dia 10, dia de Portugal e de Camões, vai escrever e ler um pouco dos Lusíadas. Se não o conhecesse, devia ficar satisfeito de ver um Presidente culto, que já leu Camões e que quer homenagear o Poeta pela sua arte. Devia ficar satisfeito porque vão ser escritos os primeiros Lusíadas manuscritos, embora não lhes veja grande vantagem em relação a uma boa edição impressa. Preocupado, sem dúvida, por saber que o Cavaco vai recitar Camões. É sem duvida nenhuma, um crime contra os Lusíadas e contra a nação. Mas, mais preocupante ainda foi a dificuldade que tive, quando procurava uma cabeça de Cavaco, (dito assim fica estranho, não fica?), para colocar no boneco. Não havia maneira de encontrar a cabeça certa. A posição era a mesma, cabia bem no corpo do Camões, mas não era o Camões. Faltava alguma coisa. Só depois percebi o que era. Ao recitar, Camões olhava orgulhoso e confiante o futuro, enquanto as cabeças de Cavaco, esses olhavam para baixo, como se não vissem nada de radioso ou heróico à sua frente.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sábado, junho 09, 2007

A Saúde para os vindouros

“Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti, não te chega para o bife? Antes no talho do que na farmácia; não te chega para a farmácia? Antes na farmácia do que no tribunal; não te chega para o tribunal? Antes a multa do que a morte; não te chega para o cangalheiro? Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir, cabrões de vindouros, ah? Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu ah? Que é que eu ando aqui a fazer? Digam lá, e eu?”
Extracto do Poema
FMI de José Mário Branco.

Depois da proposta de criar uma “contribuição compulsória” para a saúde e da intenção de retirar a isenção de pagamento de “taxas moderadoras” aos menores de 12 anos, ai estão eles a atacar de novo o SNS.
Já somos dos europeus que mais pagamos pela saúde, mesmo sendo dos que temos um menor nível de vida. Em nome da sustentabilidade do SNS, os filhos- da-puta que nos governam pretendem agora reduzir os benefícios fiscais no IRS com as despesas de saúde. Como se não bastasse propõem-se ainda que as taxas moderadoras sejam pagas de acordo com os rendimentos, ou seja, nós que trabalhamos por conta de outrem, que pagamos os nossos impostos ainda vamos ter de pagar mais e mais para sustentar os urubus que nos governam. Também o aumento dessas taxas não irá ser feito anualmente de acordo com a falaciosa taxa de inflação que usam para calcular os aumentos de ordenado, mas uma outra, que reflicta verdadeiramente os aumentos de preço. Já não há paciência para aturar esta gente, para as suas mentiras, para este capitalismo liberal desenfreado que até se baba por deitar o dente ao negócio da saúde. Até não se importam que seja o estado a pagar a nossa saúde se esse pagamento lhes for feito a eles. Abutres que voam em volta da doença e da miséria para se refastelarem com a desgraça alheia. Mereciam era serem todos corridos à paulada para nunca mais voltarem. Estou farto da crise que inventaram para justificarem o fim dos nossos direitos. Estou farto da sustentabilidade que mais não é que a forma que encontraram para nos retirarem aquilo que com tanto custo conquistamos ao longo dos anos. Usem o dinheiro que lhes pagamos em impostos naquilo que é verdadeiramente importante e não em espectáculos mediáticos, em mordomias, em compadrios, em negociatas e em tanta merda que não serve para nada. Governem para o povo e não parta si e para os amigos.
Vão-nos fazer pagar ainda mais pela saúde, um direito que devia ser inalienável para todos os portugueses e nós, calados, vamos deixar em nome de um futuro que não vislumbramos.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Desculpe lá Sr. Engenheiro

Estou aqui para apresentar as minhas desculpas ao Sr. Engenheiro, por ter duvidado das suas habilitações, dos seus NBA’s e dos seus Ingleses técnicos.
Ouvi parte de uma entrevista que deu a uma agência internacional, e foi como se um raio me atingisse em cheio. O Engenheiro não falava Inglês de Inglaterra, nem o Camone Americano, nem mesmo o afrancesado. Ainda pensei, Inglês de Zézé Camarinha, mas mais uma vez esbarrei na negativa. Que raio de Inglês seria aquele? Foi então que fez luz e que compreendi. Aquilo, meus amigos, era inglês técnico, puro e duro. Claro que nós nunca o poderíamos entender. Aquilo era inglês de especialista, inglês só para quem estuda durante muitos anos e até tem faxes e assessores. Aquilo era inglês de um verdadeiro Engenheiro.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping


O Forreta

Eu não sei qual é a vossa opinião sobre o Sr. Silva, mas a imagem que eu faço dele confunde-se um pouco com a de um António, que também foi Ministro das Finanças e que acabou ditador. A mesma ideia de alguma ignorância cultural e de ideias “poupadinhas”. A imagem de um forreta, de uma Manuela Ferreira Leite de calças, de um provinciano que chegou à cidade para triunfar.
Ontem, ficamos a saber que as nossas pensões vão baixar e que, embora já sejamos dos europeus que pagamos a saúde mais cara, vamos começar a pagar ainda mais. Hoje ficámos a saber que, para ir a Setúbal, o tal Silva “agarradinho” vai gastar meio milhão de euros. Trinta quilómetros caros estes que separam Belém de Setúbal. Muito dinheiro para gastar numa jornada de propaganda pessoal. Na realidade nada de importante vai acontecer para lá de uns discursos no deserto da margem sul, umas condecorações amigas, e muito show off. Afinal o poupadinho, quando se trata de dinheiro de todos nós, não poupa nas despesas. Com tanto Roteiro para a inclusão, estou certo que haveria muito lugar onde esse meio milhão seria muito melhor aplicado. Mas isso sou eu que não entendo nada de políticas e orçamentos.


Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

A Engenheira

Afinal, sou ou não sou engenheira?

.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

sexta-feira, junho 08, 2007

Eleições para a CML

As brejeiras loucas de Lisboa
.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Somos Sadomasoquistas?

Serão os Portugueses Sadomasoquistas?
De cada vez que é publicada uma sondagem sobre as intenções de voto dos portugueses, eu não quero acreditar. Se, há duvidas sobre a licenciatura do Engenheiro, sobre os número dos desempregados, sobre o número dos aderentes a greves, sobre os números da economia, isto é sobre tudo o que são números, sejam eles avançados pelo próprio governo ou pelo INE, vem-me logo à cabeça, a ideia de que também os números das sondagens, são mentirosos. Só mesmo a aceitação em silêncio da oposição, pode fazer-nos acreditar que estes resultados sejam verdadeiros. É incrível, que depois de tanta asneira, e de se ver o país a resvalar perigosamente para o obscurantismo da pobreza e da miséria, ainda há quem vote e se proponha dar uma nova maioria absoluta a esta sádica Sócretina. Só posso por isso responder que sim, que o nosso Zé Povinho é mesmo masoquista.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Eleições Alfacinhas- Carmona Rodrigues

Depois de um reinado marcado pela mama na teta municipal para muita gente, aqueles a quem a justiça aponta o dedo, juntam-se para tentar manter aberta a torneira. Para mim é surpreendente a cara de pau necessária para serem candidatos, mas só eles sabem as verdadeiras razões que os movem. Olhando para trás, para os Isaltinos, os Valentins ou as Fátimas não podemos deixar de pensar que esta necessidade de continuar pode ter a ver com a necessidade de concluir algo que ficou a meio.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quinta-feira, junho 07, 2007

Reflexos e reflexões

Eu fiz os Reflexos, vocês as reflexões.

Jack . said...
Kaos:
A minha reflexão é esta:
A vida reflecte os actos; os actos reflectem a educação; a educação reflecte as políticas educativas; estas reflectem o Governo; o Governo é a expressão de vontade do primeiro-ministro; e este reflecte o espírito que lhe radiou a vontade de governar. Os espíritos não reflectem, radiam a vontade de controlar, dominar e amordaçar. Os governantes absorvem e reflectem os traços que os identificam, entres eles, e diferenciam dos governados. Há os que reflectem as ideias dos espíritos mentores de uma forma tão perfeita que acabam por se auto-confundir, crendo que o espírito são eles próprios e, a imagem reflectida é a do espírito.
jcosta said...

Só de pensar que este filme não é um simples thriller mas um documentário muito real-do-que-nos-está-acontecer, arrepia, dá vómito!
Com tanta percentagem, a coisa só pode mesmo piorar, poderá?
É urgente que o sector criativo, o das belas artes, do teatro à música; da poesia à expressão visual (de que o Kaos é um exemplo gratificante) se levante contra este ignóbil estado de coisas. O país estiola e, por muito lado desde as regiões "desactivadas" ao ministerial "deserto" há povo triste, vestido novamente de negro, com a esperança hipotecada e os olhos postos na debandada que durante tantas décadas tomou conta do nosso destino de emigrantes. Acabados os fundos, estarão já a pensar nas remessas? Já acredito em (quase) tudo.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Eleições Alfacinhas- Fernando Negrão

Eis um candidato que promete resolver todos os problemas com uma única solução mágica. Quando lhe perguntam como pensa resolver os problemas financeiros da Camara, o problema da saúde, da educação, do transito, do urbanismo a resposta é sempre "Aeroporto da Portela". O homem parece ter assentado arraiais no terminal do Aeroporto, ai habita e dali não sai.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Cimeira do G8

Será que vai começar a pancadaria?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quarta-feira, junho 06, 2007

Opera Bufa

O Governo reconduziu a Directora Regional de Educação do Norte, envolvida no caso da suspensão de um professor, com o argumento de que terá insultado o Primeiro-ministro.
O despacho de recondução de Margarida Moreira foi assinado pelo Primeiro-ministro e pela ministra da Educação, foi já publicado no Diário da República.

Que virá a seguir? A condecoração com a "Grande Ordem “Socretina"?
É a consagração da bufaria e da pequenez. Nem puderam aguardar pelo fim do famoso “processo disciplinar” para agraciar a Senhora. Há que dar desde já o sinal a todos, de que quem agir em defesa do Engenheiro, tem a recompensa, quem criticar ou falar mal dele, o castigo. Podem por isso confiar plenamente que as avaliações que vão dar acesso a promoções, serão isentas e justas. Afinal já todos começamos a ver quais serão os critérios; os bufos sobem, os outros descem.

O Comentário:
Jack . said...

Só me apetece dizer:

Por despacho de S. Ex.ª o Sr. Primeiro-ministro, Eng. Sócrertino, e por proposta da Sr.ª Ministra da Educação, Dr.ª Lurdinhas, é agraciada com a medalha de Serviços Distintos da Bufaria, grau pechisbeque, a Dr.ª Bruxa Moreira, pelos serviços relevantes, extraordinários e distintíssimos prestados no desempenho de uma alta comissão de serviço na Direcção Regional de Educação do Norte. Como directora da DREN, e ao denunciar o Prof. Bribcalhão, além de outros conspiradores do regime, demonstrou excepcional zelo no cumprimento da missão de que secretamente foi incumbida, daí resultando honra, brilho e prestigio para o XVII Governo Constitucional, nomeadamente para o Primeiro-Ministro, Ministros e Ajudantes de Ministro.
Para o meter onde lhe convier e poder a interessada gozar de todas as regalias que o rótulo de bufa lhe confere, se passa o presente diploma que vai assinado pelo Ditador-Mor, José Sócretino.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Cimeira do G8

Depois da queda do muro de Berlim e da guerra-fria, os americanos receberam, os novos “democratas russos”, de braços abertos. Foi ao colo que os levaram para a cimeira do G8+1. Os anos passaram, já vamos na G8+5 e, segundo parece, a guerra-fria, afinal estava só congelada e não morta. Pelas declarações do Besta Bush de um lado e do Filho de Putin por outro, a coisa pode vir a dar porcaria. Para já o Putin diz, que se o Bush não tem juízo lhe mija em cima e eu digo que, pela raça dos animais, ainda vai dar é merda.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Haja vergonha

Hesitei muito em fazer este post, mas a importância do assunto assim o exigia. Uma docente de uma escola, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Tinha 63 anos e pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento. Esta triste e revoltante história contínua e hoje a professora já faleceu. (ver detalhes no Sinistra Ministra).
Hesitei em contar a história por não querer ser acusado de estar a fazer graça com a desgraça de outros, mas compreendi que não era isso que estaria a fazer. É uma homenagem a alguém tão mal tratado pelo seu país e a quem todos devemos um pedido de desculpas. Sim, porque a culpa também é de todos nós por nos deixarmos governar por gente como esta. A culpa é nossa porque não corremos com esta gente do poder. Cada dia que passe sem o fazermos, só a aumenta.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

terça-feira, junho 05, 2007

História de um Regime II

O Novo Botas em corpo de "Cabeça de Abóbora"

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Putin - O único Democrata do Mundo

Com esta até o Gandhi se ria
.
"É claro que sou um democrata absoluto, puro. Mas sabem qual é o problema? Não é nem um problema, é uma verdadeira tragédia. A coisa é que eu sou o único, simplesmente não há outros no mundo."
"Após a morte de Mahatma Gandhi não há ninguém com quem conversar".

Vladimir Putin -
Reuters
.
Como dizia a minha avozinha, “Presunção e água benta, cada um toma a que quer”. “Albarde-se o burro à vontade do dono”.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Serviços Secretos de Segurança Sócretino

Moriae said...
Kaos já viste como se desenrola a saga da educação? Desataram a disparar após a greve.

Não tinha visto, mas fui ver ao “Sinistra Ministra”. Professores a caminho do desemprego sem subsídio e dirigentes sindicais identificados pela polícia por tentarem entregar um abaixo-assinado com mais de 30 mil assinaturas no ministério da Educação. Podem lá ir ver que estão lá as histórias todas e completas. Já muita gente sente um “pique” de défice de liberdades. O caso do professor da DREN, mas sobretudo o “medo” que já se cheira, o tanta gente a preferir não falar para não ter chatices, o olhar para ver quem nos está a ouvir, mostra bem que já é bem mais que “pique”, é já azedo. Está estragado, impróprio para consumo. Tem mesmo de se mandar para o lixo. É que isto é um dejá-vu, lembro-me, de ver e sentir tudo isto antes do 25 de Abril e não posso deixar de ficar preocupado.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Histórias de um Regime

Mais um texto enviado pelo amigo Jack de "Os Infiltrados". Mais uma vez o meu muito obrigado pela colaboração e por dar alguma qualidade ao que aqui é escrito.

.

Em 2005 Sócrates assumiu o poder com o país mergulhado numa profunda crise política originada por Barroso, mestre na intriga e que atingiu o poder devido à acção governativa do primo Guterres que, ao delapidar a maior parte da herança, viu-se a braços com uma acção de interdição que o impediu de governar. Guterres, revoltado com o poder absoluto do seu tio Jorge Sampaio I, inconformado com a produtividade e com os votos que foram dados a uns presidentes de câmara com os quais não mantinha lá muito boas relações, fugiu do país e refugiou-se junto das Nações Unidas. Barroso, aldrabão e intriguista de profissão, conseguiu juntar por meio de artes diabólicas nos Açores, os três maiores mafiosos do mundo. Depois de uns copos bem bebidos, com fruta à mistura, não estiveram de modas e vai daí toca a bombardear o Iraque. A coisa deu para o torto e mais uma vez, esse tal de Barroso, dá de “frosques” e põe-se a milhas conseguindo, não se sabe ainda bem como, chefiar um cartel de máfia económica lá prós lados da Europa. Santana, um mulherengo e coscuvilheiro já em decadência, fica a tomar conta da loja mas, devido à gravidez de uma das suas concubinas e, simultaneamente, com problemas internos no gang laranja, que provocaram alguns abanões na incubadora resolve, depois de chorar lágrimas de desespero no regaço de Sampaio, ir uns tempos para o deserto da margem sul a preparar-se para uma pós-graduação em facadas nas costas. Sócrates, com lábia de marialva, consegue que a maioria dos inscritos deposite o seu voto e as suas reformas na alçada do governo, por ele formado, durante uma RGA (Reunião Geral de Alunos) no átrio da Universidade Independente. Político, oriundo da família laranja e, frequentador das noites coimbrãs, numa noitada de bebedeira infernal mete-se com Rosa, uma rapariga de punho fechado e que tinha a sede ali para os lados da Praça da República por trás da AAC. Esta relação tem-se mostrado duradoura, mantendo-se fiel até aos dias de hoje mas, o resultado desta osmose, tem-se revelado uma rosa assim a dar para o desbotado. No plano académico, sempre se mostrou um boémio tendo assumido muito mais notoriedade como aluno do que propriamente como engenheiro. Ao sentar-se na cadeira do poder, cedo se revelou um manipulador político com capacidade para pôr as profissões liberais, ocasionais e outras contra os trabalhadores da administração estatal, demonstrando até uma certa crueldade na imposição dos seus objectivos políticos mas, que no fundo, o tornaram junto do povo um líder muito carismático e respeitado. A vida de “Special One”, trouxe-lhe três grandes dissabores relacionados com o elenco governativo, o primeiro foi quando convidou um ministro que tinha mais jeito para filantropo do que propriamente para a acção ministerial, o segundo foi um Pinho que mais parece um eucalipto, seca tudo à sua volta, o terceiro e último tem-se revelado uma verdadeira tempestade de areia, quando surge transforma campos cultiváveis em verdadeiros desertos. O cavalo de Tróia socrático surgiu devido à acção intempestiva de uns desordeiros que, não estando de acordo com o local onde se pretende construir uma estrada para aterrar os aviões, têm dito cobras e lagartos da OTA, uma senhora recatada, coitada, que mais não pretende do que construir uns prédios sociais nas suas áreas circundantes. Bem mais pacífica foi a questão das urgências e das maternidades, ficou resolvida após a intervenção do Rei de Espanha ao autorizar a ida dos portugueses, das duas margens, aos hospitais espanhóis podendo, se assim o entenderem, no regresso trazer caramelos e torrão de Alicante. Actualmente, José Sócrates, está em vias de alargar os seus negócios governativos, tendo para o efeito lançado uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) hostil à câmara municipal de Lisboa.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, junho 04, 2007

De cuzinho para o ar

A Socretina anda mesmo louca ai por essa Europa. Ontem estava na Áustria, hoje almoça em Paris com o Sarkosy. Segundo consta, estão a discutir a Constituição Europeia, a que chamaram de Tratado Europeu e que já vai em Tratado simplificado. Mais valia declararem desde já que nem é necessário um micro-tratado, os países pequenos, como Portugal, ajoelham-se aos pés dos grandes, prometem vassalagem e obediência e ficam todos satisfeitos. Aliás um pouco do que pelos vistos o Sócrates foi fazer a Paris, pois ao afirmar servilmente que está muito satisfeito por a França voltar à liderança da Europa; “France is back”. Isto, mesmo sendo o novo Presidente da França um Sarkosy, homem da direita e que chama escumalha aos jovens que empurram para a pobreza em bairros periféricos e que diz querer apagar o Maio de 68 da história da França.
Vêm ai tempos difíceis, tempos em que a liberdade vai estar cada vez mais ameaçada. Com esta filosofia, em que os direitos humanos são considerados como problemas internos de cada país, que o negócio vale mais que a liberdade, com esta aceitação de que uma troca comercial compensa a aceitação da opressão sobre os povos, como ficou demonstrado nas declarações que fez na Rússia, “as relações entre a UE e a Rússia, são um assunto muito sério e não podem ser contaminadas por lições irresponsáveis em matéria de democracia e de direitos humanos”, temo pelo futuro. Portugal está a dar um triste exemplo ao mundo ao aceitar e calar a violação de todos os direitos humanos em troca de euros. Basta ver as visitas comerciais que o Sócrates fez desde que chegou ao poder. Angola, China, Índia e Rússia, tudo países em que as liberdades não existem e a pobreza é imensa. Não estou habituado a pôr-me de cu para o ar e a dizer, sirvam-se. Custa-me ver o meu país a comportar-se desta maneira, começo a ter vergonha de ser português.


Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Danças Sócretinas

Fui ontem surpreendido pela notícia de que a Sócretina andava agora por terras Austríacas. Não sei o que foi lá fazer, mas desconfio que deve ser mais uma viagem de preparação para a Presidência portuguesa da EU. Durante seis meses o homem vai andar a olhar lá para fora e esperemos que nos dê a nós um pouco de descanso. Mas, como dizia o Engenheiro anda pela Áustria e não podia faltar aqui a tradicional dança. Neste caso a Valsa com que nos faz rodopiar, que põe esta gente tão tonta que acabam a aplaudi-lo. Bom mesmo seria que, gostasse tanto daquilo lá por fora, que seguisse as pisadas do seu antecessor, o Cherne Barrosento, (o Santana Lopes não conta) e se pirasse também ele daqui para fora.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Uma Tia para variar

Há que tempo que não desfolhava a revista Sábado. Continua a não ser literatura do meu agrado, mas lá cheguei às páginas das futilidades e lá estava a Lili Caneças. Incrível, como tal personagem, pertencente ao parasitismo nacional, aqueles que têm como preocupação na vida saber que sapatos levam à festa dessa noite, foi convidada para o baile de Gala de Verão (entre 8 e 10 Junho) de Alberto do Mónaco e que tem como tema “Laurence da Arábia encontra-se com Cleópatra”. Incrível, porque a Lili disse que “Não sei se me dá jeito”. Realmente deve ter muito que fazer. Claro que as más-línguas já falam e muitos dizem que a sua recusa tem a ver com o facto de, o convite informar que, o seu papel na festa seria de Múmia egípcia. Há gente muito má, mas também há muita gente que não serve para nada

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, junho 03, 2007

Deve doer

Eu, que nem tenho grande simpatia pelo personagem, embora sempre me tenha rido daquelas mãozinhas do "gandá noia sempre a mexer ", chego a sentir pena do personagem de cada vez que o Sócrates vai ao parlamento. Aquilo deve doer mesmo. Chame-se massacre, banho, ou tareia, a humilhação é sempre a mesma. Afinal, também o Marques Mendes tem os seus dias difíceis todos os meses.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Não é destino, é fado

Meinemliebe said...
Quando era pequena, ouvi dizer que "se estiveres em Roma, faz como os romanos", contudo, estamos na Europa e será que fazemos como os europeus??? No que respeita a remunerações, nem por isso...

Fazemos como os portugueses, parece-me ser a resposta correcta se falamos de tradições, de cultura, de luz, de cor, se falamos daquilo que realmente somos. Infelizmente eles falam é de números e de dinheiro. Se para eles já nem as pessoas valem mais do que isso quanto mais o resto. Talvez essa Europa sonhada, esta tábua de salvação a que nos pregaram seja a nossa cruz. Era bom que não puséssemos a hipótese de ressurreição da nossa identidade e independencia totalmente de parte. Podemos voltar a querer ser gente.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Big Brother

Jack . said...
Kaos:

Belo post. A minha imaginação pôs-se a trabalhar e saiu isto, que teve o condão de me causar um arrepio quando o acabei de escrever:

Dada a apetência natural do povo português para as Novas Tecnologias e, tendo em atenção a necessidade que este Governo tem de controlar tudo e todos, determino que se façam estudos de viabilidade no seguinte sentido:
- O Identificador Nacional Único (INU) passar a fazer parte do corpo do endereço de e-mail (obrigatório) a atribuir a cada português;
- No acto da compra de qualquer telemóvel, computador ou outros equipamentos de transmissão, o equipamento passar a ter um IP coincidente com o INU;
- Cada português passar a ter como nome de utilizador o seu INU e que lhe permita aceder a qualquer equipamento dentro do território nacional;
- O INU, como forma de simplificar o sistema bancário, passar a ser o número da conta bancária, precedido pelo código de banco e terminando com um número identificador do tipo de conta;
- Criação de um programa informático de gestão de contas pessoais que faça a ligação ONLINE casa-banco, registando todos os movimentos efectuados, fim a que se destinam as quantias levantadas, impostos deduzidos em tempo real e o seu valor transferido para a conta geral do estado;
- Abolição a curto prazo das transacções em dinheiro vivo, efectuando-se todos os pagamentos ou transacções através das caixas Multibanco ou terminais a no interior de cafés, ou outros estabelecimentos comerciais;
- Obrigatoriedade de todos os locais terem um sistema de abertura de portas com recurso ao cartão nacional único, ficando assim registado o tempo de permanência no local e, permitindo deste modo à administração, em caso de reclamação, saber exactamente o tempo de demora na prestação do serviço, além de simplificar a entrada em locais públicos, privados e no próprio local de prestação de serviços;
- Software que permita bloquear todas as acessibilidades do cidadão, pelo Ministério da Informação, Segurança e Controlo das Novas Tecnologias em caso de sequestro, cumprimento de pena de prisão, outros casos que o governo entenda serem necessárias à segurança nacional ou, imprescindíveis a uma boa governação.

Um muito obrigado ao Jack por esta imagem negra dos sonhos de qualquer Governo de Sócretinos

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sábado, junho 02, 2007

Judas

Ontem andou por ai o Cherne Barroso a proclamar a sua esperança que, durante a Presidência Socretina da União Europeia, se façam grandes progressos na aprovação da Constituição Europeia, agora despromovida a tratado para mais facilmente nos ser impingida. Evita-se fazer referendos e que os chatos dos cidadãos possam dizer o que pensam. Afinal, todos sabemos que vivemos na democracia do “sim Senhor”, na democracia de podermos escolher o que eles querem, na democracia das inevitabilidades.
A UE espera grandes coisas de Portugal nos próximos tempos, que seja a vaselina para os cuzinhos europeus. É fácil entender que os ricos, grandes e poderosos da Europa queiram a sua constituição, que desejem poder criar leis e dar ordens sem terem uns tantos “pequenotes” a servir-lhes de empecilho. Mas, que ganham os países pequenos, como Portugal, com isto? Que ganham em deixar de poder impedir que os poderosos imponham as suas leis sem existir um mecanismo que lhes permita defenderem-se da prepotência? Os países não me parecem ganhar nada, mas os governantes que lhes derem o “ámen”, esses sim, receberão a gratidão dos poderosos por serviços prestados. Esses “Judas” da nacionalidade terão os seus “trinta dinheiros” e, no futuro, mais uma justificação para as “inevitabilidades” com que nos vão brindar. Mais um “sim” da democracia que nos será impingido. Mais uma grilheta da qual nunca poderemos escapar. Para estes ditadores da democracia, mais uma garantia de que os povos nunca poderão escolher outro caminho, outras políticas ou outras alternativas para os seus países. Lá estarão as directivas, as leis, as flexiguranças a serem aplicadas em nome das regras da união. Lá estará a garantia que a nossa Democracia nos permitirá escolher entre o PS e o PSD ou outro qualquer partido do género. Lá estará a garantia que seja quem for que ganhe as eleições nunca poderá fazer uma política diferente da determinada pela EU. Que raio de democracia é esta em que, independentemente de quem for eleito, não pode escolher que caminho seguir. Uma democracia fajuta sob uma ditadura Europeia. Eu digo não.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Um diploma

Porque nunca é demais mostrar aqui o diploma do Engenheiro. Afinal, se vai "oferecer" tantos computadores às "novas oportunidades" é porque sabe que, só no mundo virtual ele é tão real como a melhoria das condições de vida dos portugueses.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Dia Mundial da Criança III

Porque há milhares de crianças que vivem na pobreza em Portugal, enquanto alguns nababos, confortavelmente instalados na mama de ordenados milionários, fazem hipócritas discursos de crise e contenção salarial, não posso deixar de lhes mostrar aqui o meu desprezo e nojo. Enquanto não levantarem a cabeça dos papeis cheios de estatísticas, o rabo dos confortáveis cadeirões e vierem para a rua, para o país, ver o resultado da conversão de todos aqueles números em miséria e desespero, nunca poderão aspirar a ser verdadeiros seres humanos.

PS: Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280.889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570.454 euros.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sexta-feira, junho 01, 2007

Dia Mundial da Criança II

Porque eu fui criança na época salazarenta e confesso, era um tempo de merda, demasiado cinzento, demasiado triste, demasiadamente pesado. Fui um puto feliz, mas só aprendi o que é a liberdade quando cresci. Conheci o monstro e não gostei, mas posso eu dizer o mesmo de todos os que agora só lhe conhecem o busto.
Será que também o Sócrates quer, um dia vir a ser eleito “o melhor português de sempre”?

Retirei aqui dos Comentários, sempre brilhantes, do amigo Jack (do blog "Os infiltrados")

Mestre Salazar, eu sei:

Eu sei que não sou tão bom quanto eu desejaria;
Eu sei que não tenho muito jeito para a engenharia,
Eu sei que não consigo resistir aos avisos da bufaria,
Mas quanto me deito penso em ti e sinto alegria.

Mestre Salazar, diz-me:

Diz-me como hei-de povoar este maldito deserto;
Diz-me como construir um aeroporto aqui perto,
Diz-me como hei-de do Mário Lino ficar liberto;
E assim poder livremente evacuar a céu aberto.

Mestre Salazar, ajuda-me:

Ajuda-me a controlar o défice e a maldita despesa;
Ajuda-me a tributar todos os actos da cama e mesa;
Ajuda-me a igualá-los a todos nos índices de pobreza;
Porque o fardo é grande e começo a sentir moleza.

(O teu discípulo, José Sócrates)


Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Dia Mundial da Criança

Escolhi este personagem como símbolo para este “Dia da criança”. E escolhi-o porque não esqueço e gostava que os outros não esquecessem também, o dia 14 de Março de 2003, na Ilha Terceira, nos Açores. Foi nesse dia, entre sorrisos e palmadinhas nas costas, que se assinou a condenação à morte de muitos milhares de crianças Iraquianas. Esse sangue nunca mais sairá das suas mãos e esses crimes envergonharão Portugal para todo o sempre.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Porque ontem foi quinta-feira

Quando a Socretina entrou nos jardins do Palácio, o Sr. Silva olhava distraído para o outro lado da rua:
Bom dia Aníbal.
Sobressaltado o Sr. Silva deu um salto.
Raios mulher, que susto que me pregaste.
Estavas a dormir em pé ou a pensar na morte da bezerra – Perguntou a Sócretina com um sorriso nos lábios rosas.
Não. Estava aqui a pensar para mim que, se mudasse a estátua do Albuquerque ali para o canto – disse ele apontando com o dedo aquele jardim dava para construir uma bela bomba de gasolina. Sabes, que tenho de pensar no futuro.
Deixa-te lá de parvoíces e toma lá a prenda que te prometi.
Entusiasmado o Silva pega no embrulho e, rasgando o papel, ficou com um belo barrete de pele nas mãos. Enquanto enfiava o barrete, disse
Oh Sócretina. É lindo, dá cá um beijinho.
Onde está a Maria? Eu também trouxe uma prenda para ela. Disse a Sócretina olhando em volta. Essa também só aparece quando não faz falta. Isso é, quase sempre.
- Não sejas mazinha, a coitada anda lá atrás a lavar os vidros da marquise nova. Queres que a chame?
Deixa lá. Também é só uma Marioska. Tu podes dar-lha depois.
Matrioska, queres tu dizer. – Corrigiu-a o Silva.
Não, é mesmo uma Marioska. Uma chinesice que agora está na moda lá na Rússia e que era muito mais barata.
Ainda não me contaste nada sobre a viagem. Como foi?
Uma chatisse. Frio e não se entende nada do que dizem.
Mas ouvi dizer que o Putin até foi simpático. Até te convidou para dormires no Kremlin.
Foi muito simpático, foi. Mal me apanhou lá dentro, foram logo umas vodkas, e ele virou-se para mim e disse: Sócretina, filha, anda cá que vai haver dança grossa. Prepara-te para Kalinkar toda noite. – Disse ela suspirosa.
Mas tu não dançaste. – Disse ele com uma cara preocupada.
Não querias que eu fosse indelicada com o dono da casa, pois não? Lá teve de ser e olha que a kalinka dele até não era má.
Ah sua grande …
Sua grande o quê? Interrompeu a Sócretina. Se há alguém que devia estar zangada era eu. Que ideia foi aquela do debate e do consenso sobre o aeródromo? Só me arranjas problemas.
Pronto. Desculpa lá. Foi sem querer. – Disse o Silva aproximando-se dela. – Os jornalistas estavam a chatear-me, eu como não sabia o que dizer…saiu-me. Desculpa.
És mesmo muito jeitoso, sim senhor. Então eu outro dia, não te dei uma lista cheia daquelas frases boas para essas alturas? Daquelas que não dizem nada e ficam sempre bem na televisão?
A Maria tinha-me limpo o fato e esqueci-me do papel. Atrapalhei-me. Desculpa – Disse o Silva, sorrindo para ela e pegando-lhe na mão – Anda, vamos lá para dentro para me explicares melhor isso do kalincar.
Vamos, mas hoje não tenho muito tempo. Sabes que logo tenho aquela coisa na Assembleia, com aqueles gajos muito chatos a mandarem vir e eu a ter de os aturar. Ainda o que me consola no meio disso é que tenho lá o pequenote Mendes para gozar um bocado. Às vezes até chego a ter pena dele. – Disse ela rindo.
Ainda se riam quando se fechou a porta.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
Powered By Blogger