quarta-feira, junho 26, 2013

Destruição da Horta do Monte


Por volta das seis horas da manhã, oito elementos da Polícia Municipal (PM) acompanharam os trabalhos camarários de destruição da Horta do Monte, localizada perto do Largo da Graça, em Lisboa. Ainda que o projeto comunitário nunca tenha recebido qualquer notificação formal e legal, a CML decidiu interromper o processo de negociação que tinha sido iniciado, com a marcação de uma reunião, e avançou com a intervenção. As cerca de cinco pessoas, membros do projeto comunitário, que se dirigiram ao local por volta das 7h foram alvo de agressões, sem qualquer justificação, por parte da polícia, segundo relatou a coordenadora da Horta do Monte, Inês Clematis. Entre encontrões e bastonadas, duas pessoas foram detidas e uma foi encaminhada para o hospital com a cabeça partida.

É fantástico o medo que o sistema mostra de ver surgir aoto-organização popular e o nascimento de projetos colectivos que não passem pelo pedido de subsídios ou  lambam as botas ao poder. Casas ou terrenos deixados ao abandono durante décadas, passam loga a ter um projeto e uma requalificação se alguém se lembra de os colocar ao serviço da comunidade. Como aconteceu na Escola da Fontinha no Porto, ou agora na Horta do Monte. Os projetos são desalojados á força, o trabalho feito destruído em nome das legalidades e dos procedimentos que criam para travar a ação popular livre e direta. Gostam muito de aparecer nas televisões a defender a cidadania, a necessidade de se possibilitar a participação dos cidadãos, mas só se forem em rebanho, bem direitinhos e a fazer vênias ao poder. P.q.o.P.











terça-feira, junho 25, 2013

O Bom filho, de qualquer coisa, a casa torna


João Coutinho vai regressar à comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos, de onde saiu há dez anos com uma indemnização de mais de meio milhão de euros, por indicação do Governo.

Como bem dizem os sacrifícios são para todos e repartido com equidade. Estou certo que isto se enquadra perfeitamente nesse conceito e na clareza de procedimentos que o Sr. Silva de Boliqueime diz Portugal ser um exemplo. Bom seria saber quantos anos esteve o homem na CGD antes, quanto ganhou enquanto lá esteve e já agora quanto vai ganhar agora. Ai esta crise realmente é um espectáculo, não para os que passam fome e vivem na miséria que cada vez são mais, mas para esses esta-se o governo e esta escumalha toda borrifando. 


Um porco que é quem é porque o outro que era para ser não foi


Nos últimos tempos tenho andado com uma enorme falta de tempo. Quando assim é corta-se no que é menos importante e aqui os bonecos do blog têm sido vitimas disso. Procura-se bonecos mais simples para serem mais rápidos de fazer mas o maior problema nem é o fazê-los mas ter ideias para eles. Parece incrível como com um governo que só faz merda, só diz disparates eu esteja com tanta dificuldade em as ter. É que na prática o governo são duas ou três caras no meio de gente cinzenta e fazer os mesmos personagens vezes sem conta também cansa. Para mais que já disse tudo o que tinha a dizer desta cambada, já disse o pior que podia dizer pois eles são o pior que podiam ser. Aceito ideias e sugestões.
Quanto ao porco mealheiro de hoje começou com uma ideia nada original de fazer mais um boneco do Gaspar mas não encontrei nenhuma fotografia em que a posição da cabeça do suíno se encaixasse bem na do porco. Não foi um foi outro a acabou por ser o Coelho a transformar-se em porco. Nada de especial ou sequer difícil pois o dito cujo encaixa perfeitamente na personagem.

domingo, junho 23, 2013

Poiares Madura ou mais uma grande Poia Madura


Nos dois anos do governo é boa altura para mostrar a cara nova do governo e que ainda não tinha aqui retratado. Apresentado como mais um génio, como se não nos bastasse o Álvaro santos Pereira,é agora a cara do governo. É novo, muita gente ainda nem sabe o seu nome e por isso a vontade de lhe cuspir em cima ainda não é tão grande, mas ou me engano muito ou brevemente será tão odiado como todos os outros se o governo mantiver a vontade de falar todos os dias. Mas, vamos começar por ver o que disse no fim do tal Conselho de Ministros Especial; "Uma economia mais competitiva, maior mobilidade e coesão social são os objectivos do Governo para os próximos dois anos, disse hoje o ministro Adjunto e do Desenvolvimento, afirmando que há condições para "oferecer esperança" aos portugueses". 
Da economia nem vale a pena falar que é coisa que já destruíram mas gosto especialmente da maior mobilidade e coesão social. Isto traduzido em linguagem corrente quer dizer facilidade em despedir o que seria contraditório com a coesão social a não ser que ela seja vista como menos direitos laborais e por isso mais carneirismo e menos contestação. Quem protesta, rua.

sábado, junho 22, 2013

Dois Anos de Passos Coelhismo


Dois anos de governo. Que mais se pode dizer depois de tudo o que já se disse. Gatunos, mentirosos, bandalhos, vendidos, palhaços, aldrabões, hipócritas, traidores, sabujos,  e mais todos os nomes que nos possamos lembrar. Há lá de tudo. Um governo que está a vender o país a retalho e a saldos, que está a destruir a economia e o Estado Social, vendido e obediente ao grande capital e aos mercados, que cria desemprego e miséria todos os dias, que expulsa do país os nossos jovens e os mais qualificados, que destrói a dignidade a a vida. Tirando isto o que mais se pode dizer deste governo e que facto se pode realçar. Talvez a única remodelação ministerial até agora feita com o sacrifício do asuinado Miguel Relvas. Resumindo um governo de merda.


Seara, o esquilo louco


O Tribunal da Relação de Lisboa considerou o recurso apresentado por Fernando Seara improcedente e manteve a decisão da primeira instância de impedimento da candidatura. Fernando Seara, o presidente da Câmara de Sintra, que hoje confirmou ser candidato à Câmara Municipal de Lisboa, anunciou que irá recorrer para o Tribunal Constitucional para requerer o efeito suspensivo da decisão das decisões anteriores.

Quando olho para o Seara só me lembro do esquilo do filme "Ice Age" que para ficar com a  avelã faz tudo  e nada o detêm. O que faz correr o Seara? Porque tanta vontade de continuar a ser Presidente da Câmara? Só protagonismo e a loucura pelo poder podem justificar tanta insanidade. Oh homem vá para a televisão comentar o Benfica e deixe-se disso.

sexta-feira, junho 21, 2013

Mais um para a história da Educação


Eu agora quando tenho de fazer um boneco do Nuno Crato lembro-me logo da Bruxa em contraponto ao Nogueira que desde que assinou o memorando com a Bruxa Maria de Lurdes Rodrigues me lembra sempre a Branca de Neve e a famosa dentada na maça. Ontem acabei por fazer este boneco mas depois pareceu-me que não era o mais adequado ao texto e substituiu por outro. Para agora devia ter feito algo diferente mas não tive tempo e por isso resolvi publicá-lo. Afinal, de uma maneira ou de outra, todos são representativos do actual estado das coisas.

Democracia fascisoide


Depois de a JSD ter vindo  criticar veementemente não a classe docente, mas sim os sindicatos, deputados do PSD porem em causa o valor transferido do Estado para os sindicatos do sector da educação, o ministério da Educação está a descontar o dia completo de trabalho aos professores que fazem greve a apenas duas horas de reunião por dia.

Ultimamente tem-se visto por parte deste governo um ataque cerrado contra os sindicatos e sempre que uma greve é decretada contra os trabalhadores que a ela aderem. Normalmente porque prejudicam alguém atirando com as culpas para o lado dos sindicatos e nunca para quem cria as razões que justificam a greve. Aconteceu com os estivadores, com a Carris, o Metro, os comboios e agora com os professores. Primeiro culpam os sindicatos, depois os trabalhadores e tentam sempre voltar o resto da população contra quem defende os seus direitos. A velha estratégia do dividir para reinar. Mas, como cada vez mais cada um de nós tem mais razões para fazer greve perante o ataque imoral deste governo aos salários, direitos e ao Estado Social o Passos Coelho já veio dizer que o melhor é modificar a lei da greve, certamente para dificultar ainda mais as sua realização.
Agora, perante uma luta mais que justa dos professores não hesitam em recorrer à ilegalidade de descontar um dia inteiro de salário mesmo que os professores só façam duas horas de greve. Esta gente não presta e são tão zelosos a fazer cumprir leis e normas aos outros mas consideram que eles não estão obrigados a cumprir com o que está escrito. Nem a Constituição os demove e acusam quem exige o seu cumprimento de ser culpados da sua incompetência e desonestidade. O não pagamento dos subsidios de férias em Junho como resulta da resolução do Tribunal Constitucional é só mais um exemplo da longa lista de aldrabices desta gente. Uns bandalhos para não lhes chamar pior. 

quinta-feira, junho 20, 2013


Eis uma notícia que nem necessita que se diga mais nada. Está lá a verdade deste sistema e a desumanidade desta gente. Criminosos
 
Saúde para todos ou só para quem pode pagar?
Observatório Português dos Sistemas de Saúde admite que há sinais de uma «agenda não universalista» no acesso à saúde, mas lembra que esta opção carece de «legitimação política explícita»

O relatório do Observatório  coloca o dedo numa das várias «feridas» do Sistema Nacional de Saúde: a visão política que gere actualmente a saúde em Portugal. O relatório assume que existem «sinais de uma agenda não universalista» no acesso aos cuidados de saúde. O documento, conhecido esta terça-feira, aponta ainda o dedo ao Governo por não avaliar o impacto da crise na saúde dos portugueses e considera que as «taxas moderadoras» são «falsas».

O Relatório Primavera 2013 foi apresentado na Fundação Gulbenkian, numa cerimónia a que o ministro Paulo Macedo faltou. A presença estava prevista, mas não foi confirmada. Esta é a primeira vez, em 14 anos, que o ministério da Saúde não marca presença. As críticas do relatório, nomeadamente, aos «cortes violentos» que foram «além da troika» no sector, podem ser a causa do «desconforto» do Executivo. Mas o documento aponta ainda uma critica mais profunda.

O sistema de saúde português assenta na concepção universalista (constitucional), ou seja, «nos princípios de um seguro público de saúde: pagar enquanto se pode, de acordo com os rendimentos de cada um, para receber mais tarde quando se precisa», lê-se no relatório que explica: «Isto significa precisamente estar protegido de pagar na pior altura, quando se está doente».

A esta visão contrapõe-se uma outra alternativa política, não universalista, que consiste no recusar de um seguro público universal, ou seja, «quem pode paga, quem não pode é "assistido" pelo Estado. O relatório alerta precisamente para os sinais de existência de uma «agenda não universalista», que defende o relatório, «requer legitimação política explícita». Este é um dos factores que está a ameaçar a sustentabilidade política do SNS que sofre ainda da «ausência de uma linha clara de orientação no investimento em saúde», da «desmotivação dos profissionais» e da «insatisfação de uma população mais vulnerável com a resposta do SNS». Ainda assim, o relatório reconhece que no campo da sustentabilidade financeira, o ministério tomou diversas medidas que contribuíram para o objectivo.

Mais de que um diagnóstico das políticas do Governo em matéria de saúde, o relatório retrata também o país que temos hoje. Perante um SNS que em parte se «degrada», mas que ainda resiste, é preciso lembrar que a pobreza e o desemprego, a experiência real das pessoas, têm efeitos na saúde. Algumas das principais conclusões revelam que a crise provocou um aumento dos suicídios e das depressões e levou a que muitos portugueses [inclusive um terço dos idosos] não tenham dinheiro para comprar medicamentos, óculos ou aparelhos auditivos.

As falhas apontadas ao Governo, juntam-se também críticas ao Memorando de Entendimento. Apesar de fazerem parte da troika instituições europeias, um dos princípios do Tratado de Maastricht foi ignorado. «Um dos maiores progressos, a nível internacional, da concepção e posicionamento das políticas de saúde no conjunto das políticas públicas, foi a inscrição no Tratado de Maastricht, do princípio segundo o qual a adopção de qualquer outra política devia tomar em consideração a análise prévia dos seus impactes sobre a saúde», lembra-se.

Em 2012, o Governo introduziu um aumento nas taxas moderadoras. Uma medida que previa reduzir a utilização desnecessária dos serviços de saúde, mas que, para o Observatório, se transformou numa barreira, para muitos cidadãos no acesso à saúde.

«Há múltiplos indícios de que o empobrecimento dos portugueses, associado à extensão e aumento substancial das falsas taxas moderadoras e a dificuldades crescentes com os transportes (para além da evolução dos tempos de espera), dificultam o acesso aos cuidados de saúde de muitos portugueses», lê-se no documento que acusa: «as designadas taxas moderadoras não o são. São pagamentos no ato da prestação dos cuidados».


Só porque sim


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quarta-feira, junho 19, 2013

O Estado Social-cavaquista


Cavaco Silva criticou o que disse ter sido uma «cultura de proteccionismo social» fomentada pelo Estado na segunda metade do século XX. «O perímetro de intervenção do Estado alargou-se, chamando a si um leque cada vez mais diversificado de funções, nomeadamente as sociais, que acabaram por suplantar as tradicionais funções de soberania (...)
Na opinião do chefe de Estado, é preciso «promover uma integração virtuosa dos dois modelos, o do Estado de bem-estar e o da economia social»: «O problema não consiste em optar por um ou outro caminho, mas tão só no desafio que a realidade nos coloca de que, juntos e coesos, poderemos fazer melhor»

Nada tenho contra a solidariedade e a ajuda feita por cidadãos desinteressados a quem mais necessita. Antes pelo contrário, vejo-o como mais um acto de cidadania. Mas, isso não deve e não pode ser visto como uma forma de desresponsabilizar o Estado das suas funções. Eu não paga impostos a esses cidadãos nem aos grupos em que se associam, mas pago-os ao Estado para fazer esse serviço. Quando atacam os serviços do Estado, cortam na sua qualidade e aumentam os impostos só mostram que nos estão a roubar. Não há razão para um privado prestar o mesmo serviço mais barato. Se o estado está mal gerido, mudem e passem a gerir bem o nosso dinheiro e não o ofereçam a gente que se baba por aqueles serviços que o estado dizem ser insustentáveis. Eles até podem ser amigos dos senhores do governo, até podem oferecer umas prendas boas no natal, mas o dinheiro é nosso. O Estado que cumpra com as suas funções e que ajude quem necessita de ajuda. Melhor, arranje soluções para quem necessita de ajuda deixe de necessitar dela. Isso sim seria ajudar o Estado social e governar decentemente.


Obrigadinho Sr. Silva


Presidente da República garantiu esta terça-feira que dará “prioridade” ao diploma que estabelece a reposição do subsídio de férias à Administração Pública e pensionistas em Novembro ou Dezembro. O diploma já chegou a Belém. 

Obrigado Sr. Silva, é muita simpatia da sua parte. apressar-se tanto para que um subsidio que por lei devia ser pago em Junho seja pago em Novembro ou Dezembro. Se não fosse fazer todo esse esforço ainda corríamos o perigo de só o receber lá para 2030. O Tribunal Constitucional decretou que os Funcionários-públicos tinham direito ao subsidio, a lei diz que ele deve obrigatoriamente ser pago em Junho e esta múmia fica muito satisfeita por poder permitir que seja pago no fim do ano. Não há problema nenhum, pelo menos para ele que tem umas poupanças da vendas das acções do BPN por ter tido a sorte de um passarinho lhe soprar ao ouvido que aquela associação de malfeitores ia rebentar, os milhares da reforma ou os milhões da presidência. Para os outros, os que vivem a contar cêntimos e contavam com este dinheiro para pagar os impostos ou dividas talvez faça um bocadinho. Podem não ter dinheiro nas férias mas imagine-se como vão estar ricos na passagem do ano. Obrigado pela sua simpatia Sr. Silva.

terça-feira, junho 18, 2013

Venenosos


Não há solução para o país que não passe por , de "imediato, estabilizar o rendimento disponível das famílias e a confiança dos consumidores". Vários deputados e governantes do partido defendem que "é fundamental que o governo defina que não haverá mais medidas de redução do rendimento, seja pela via de cortes em salários e pensões, seja pela via do aumento de impostos" - essencial, dizem, para inverter a tendência negativa da confiança. O "corte progressivo nas remunerações dos trabalhadores da administração pública e nas pensões", "deve ser reduzido, progressivamente, a partir do final do programa de assistência financeira". Isto num "prazo realista, por exemplo de dois anos, para a anulação deste corte"

São uns cómicos estes senhores do CDS. No governo matam e esfolam e depois vêm fazer-se de virgens ofendidas. Não podem ser o Dr Jekill de mana e depois dizerem que não t~em culpa de serem o Mr. Hide à noite. Quem toma a poção do capitalismo selvagem são eles e de livre vontade. Resumindo, não passam de um bando de hipócritas preocupados com os futuros resultados eleitorais.  


O porquinho mealheiro da Troika



domingo, junho 16, 2013

Que grande democrata


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou que as greves significam que a democracia funciona, defendendo que os mecanismos democráticos "não devem criar excessivos níveis de incerteza ou prejudicar reputações".

E se fosses à merda com a tua concepção de democracia. Democracia é verdade e respeito pela vontade dos cidadãos. Quem é mentiroso e prepotente não é democrata e merece ser corrido a pontapé. E este Coelho já vai tarde.


sábado, junho 15, 2013

Vitor Gaspar - Confisco


Ela há cada Pinóquio por aí


Numa entrevista concedida à Euronews, Cavaco Silva disse, que é com vista à criação de emprego e à prioridade de crescimento económico que em Portugal têm sido feitos ajustamentos, salientando que o programa não está a ser cumprido cegamente. «Não é isso que tem vindo a acontecer, na medida em que alguns ajustamentos têm vindo a ser feitos nos programas. Tem vindo a ser concedido mais tempo para os países saírem da situação de défice excessivo, o caso de Portugal».
O menor consenso social foi um ponto que o Chefe do Estado salientou: «O divórcio entre cidadãos europeus e os líderes acentua-se ainda muito mais.»
Instado a comentar uma eventual falta de transparência da vida pública portuguesa, o Presidente da República respondeu: «Não é correta a visão que transmitiu até porque a transparência da vida pública em Portugal é muito forte.» 

 "A transparência da vida pública em Portugal é muito forte". Não fosse tão triste até dava vontade de rir. Isto por cá é só transparência na vida pública. Pelo menos telhados de vidro há muitos, falta é quem atire as pedras. Oh Cavaco, vai mas é trabalhar, que nem para ser um bom Pinóquio tens jeito. 

sexta-feira, junho 14, 2013

Casamento de Santo António


Era para ter sido publicada ontem, dia dos casamentos de Santo António mas razões técnicas não o permitiram. Quanto ao bouquet não se sabe a que mãos foi parar, mas basta aguardar por quem vai partilhar futuras alianças para satisfazer a curiosidade. 

Neste caso o ladrão fez a ocasião



quarta-feira, junho 12, 2013

Festas de Lisboa 2013




Crato, a Bruxa Má


Nuno Crato revelou que o Ministério vai recorrer de decisão do colégio arbitral nomeado para decidir sobre a determinação de serviços mínimos na greve dos professores do dia 17 de Junho. O colégio, formado por três pessoas, considerou que a greve de professores, pese embora coincidente com o 1º dia de exames finais nacionais do ensino secundário, “não afecta de modo grave e irremediável o direito ao ensino na sua vertente de realização dos exames finais nacionais, não se estando por isso perante a violação de uma necessidade social impreterível”.

A esta hora o Ministro já deve estar a clamar por vingança e o "espelho" já lhe deve ter dado as suas ordens. Da última vez, quando a bruxa era a Sinistra Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, o Mário Nogueira acabou por trincar a maça envenenada que lhe ofereceram. Esperemos que tenha aprendido a lição e que não vacile. Como pai de alunos que têm exame este ano aqui dou todo o meu apoio à luta dos professores, não só em nome da Escola Pública mas de todo o estado social que esta cambada quer destruir. 

terça-feira, junho 11, 2013

Destruição Social


 Cavaco Silva afirmou que com a imagem de um país que, “apesar da austeridade”, de um “grande desemprego” e do número de “famílias em risco de pobreza”, ainda preserva “a coesão nacional”. O Presidente afirmaria mesmo que “não há desestruturação social” em Portugal além de “não existir fragmentação social”.

Em casa dele provavelmente não há pois tem servido bem a família, que o diga  o genro que ficou com o pavilhão Atlântico a preços de saldo. O mal desta gente é, como tem medo do seu próprio povo como provam as medidas excepcionais de segurança de que se rodeiam para que ninguém se possa aproximar, verem o mundo através de números e estatísticas, muitas delas "marteladas" para servirem as suas ideias e interesses. Não sabem nem imaginam o que pensam as pessoas e aquilo porque passam. Não sabem o que é viver no desemprego pois têm sempre o futuro garantido por amigos e favores, não sabem o que é viver com o salário mínimo porque sempre foram principescamente pagos e muito menos sabem o que é ver os filhos com fome ou serem despejados das suas casas. Para esta gente tudo está bem e pode-se sempre pedir mais um sacrifício porque a eles não os atinge. Para esta gente haver quem ganhe milhões todos os anos enquanto outros andam aos caixotes não é fragmentação social. Para esta gente só haverá destruição social quando começarem as pilhagem ou o povo enraivecido lhes invadir as casas e os atirar ao Tejo. Já faltou mais.
 

Portugal a saldos


Desta vez foi o Brasil, mas já outros países vieram aos saldos em Portugal. Da China a Angola passando pela Alemanha todos vêm abocanhar o que de bom tínhamos por cá. A estratégia é sempre a mesma e já foi utilizada um pouco por todo o mundo. Compram-se governantes para que façam dívida pública em projectos faraónicos que, de projectos rentáveis se transformam em elefantes brancos. Expo, estádios, estradas, centros culturais, museus, barragens, grandes eventos, tudo serve. Quando a dívida já tem o tamanho desejado, corta-se o crédito e aumentam-se os juros tornando impossível  ao país o poder pagar o que deve. Agora, mandam-se os carrascos do FMI, no nosso caso no formato TROIKA porque a Europa também desejou participar no repasto, e exige-se que tudo o que tenha algum valor seja vendido ao desbarato enquanto a pobreza se torna paisagem. É então que os abutres poisam na Portela e uns levam a EDP, outros a TAP, ou as Águas, estaleiros, comunicações, tudo o que seja lucrativo. O Estado é destruído e enquanto houver um euro para saquear não se vão embora. Quando o fizerem só deixarão pobreza, miséria e um país devastado. Ainda pensam que esta dívida pode e deve ser paga?


segunda-feira, junho 10, 2013

Blá blá Portugal, blá blá dificuldades, blá blá bla blá


Por mais que eu tente não ouvir o que este personagem diz, foram tantas as vezes que repetiram o que disse e em tantos lugares que não o pude evitar. De todo aquela quantidade de vacuidade e lugares comuns quero no entanto realçar algo que poderia ser bom para todos; que nenhum de nós está dispensado de ajudar o país a sair da crise. Pois então que comece ela a fazê-lo, demitindo-se imediatamente após demitir este governo. Vá-se embora para longe e leve o resto da canalha com ele. O país agradece. 


domingo, junho 09, 2013

O big brother americano


O director dos serviços secretos dos Estados Unidos, James Clapper, criticou os meios de comunicação social por «revelações irresponsáveis» sobre os programas de escuta de comunicações privadas ordenados pelo governo.
Clapper, director da Agência Nacional de Segurança (NSA), disse também que a monitorização de comunicações digitais estrangeiras se realizam com o «conhecimento» das empresas de internet envolvidas.
«Durante a semana passada, assistimos à revelação irresponsável de medidas tomadas pelos serviços secretos para assegurar a segurança dos americanos», afirma James Clapper num comunicado.
As revelações trouxeram ao conhecimento público dois programas secretos da NSA, um relativo à recolha de dados das chamadas telefónicas nos Estados Unidos pelo operador Verizon, e outro denominado PRISM, que visava intercetar as comunicações de estrangeiros fora dos Estados Unidos em nove grandes redes sociais como o Facebook.
O programa PRISM «é legal», assegurou o responsável, sublinhando que tinha sido debatido no Congresso e que é «vital» para garantir a segurança dos Estados Unidos e dos seus aliados.

Este mundo está mesmo virado de pernas para o ar. O animal critica a comunicação social por revelar aquilo que é uma ilegalidade, um abuso e uma intromissão na vida privada dos cidadãos. Não que seja novidade que os Americanos se considerem os donos do mundo e que estão acima de qualquer legalidade. Fazem o que considerariam inaceitável se outros o fizessem, o que seria considerado como razão suficiente para considerarem esse estado como terrorista. As escutas e a monitorização, em nome da sua segurança e dos seus aliados não iliba nem justifica a ilegalidade e o desrespeito total pela liberdade e independência de outros povos, assim como os seus assassinatos sem mandato nem julgamento não deixa de ser um crime e uma prática terrorista que deveria ser condenado por todos. Mas já estamos habituados e o que custa mais é ver o silêncio e o colaboracionismo dos nossos governantes e os de outros países tão ciosos em falar de direitos humanos, justiça e liberdade. Tenho vergonha desta gente e da sua sabuja reverência ao dono americano.

Pum Katrapum



sábado, junho 08, 2013

Chuva na Crista e Sol no Gaspar


"Naturalmente, o comportamento do investimento é muito preocupante, sendo, no entanto, que o investimento no primeiro trimestre deste ano é adversamente afectado pelas condições meteorológicas nos primeiros três meses do ano que prejudicaram a actividade da construção", afirmou Vítor Gaspar.

Ah malvada Assunção Cristas e as tuas rezas a pedir chuva. Quando no ano passado devido à seca  afirmou que já tinha rezado a pedir que chovesse ninguém poderia imaginar que as suas preces se transformassem em chuva e mais chuva e que acabassem por impedir o investimento no país. Imagino que nos países do norte da Europa onde chove imensamente mais há muitos séculos que ninguém invista nada. Aquilo deve ser pior que o Deserto da margem sul.
Mais a sério esta gente só pode estar a gozar com a nossa cara. Incompetentes, aldrabões, vendidos e eu sei lá que mais. Demitam-se já.


sexta-feira, junho 07, 2013

Vamos todos dar-lhes uma lição


Ao fim de todos estes anos de ressaca é bom ver os professores de novo a lutarem pelos seus direitos e em defesa da escola pública. Não sou professor, mas como pai de alunos que vão ser afectados pela greve quero aqui deixar o meu apoio e a minha solidariedade nessa luta, que como deviam ser todas, é de todos nós. 


O único conselho que lhes posso dar é que se unam e não vacilem, nem contra este governo e este sistema, nem na vigilância junto dos sindicatos para que não se repita o que aconteceu no tempo da Bruxa Maria de Lurdes Rodrigues. Não deixem que os sindicatos assinem memorandos de entendimento com o poder sem antes haver uma consulta aos professores e estejam atentos às condições propostas. Não voltem a morder maças envenenadas que vos sejam oferecidas e coloquem a vossa luta ao serviço de todos e de uma luta global. Lembrem-se de tudo o que perderam com a vitória que conseguiram nas ruas e nas escolas. Todos juntos podemos vencer.

A nova Aljubarrota


Freitas do Amaral disse que a actual situação no país só em comparável com a crise de 1383-85, que Aljubarrota resolveu, e com o domínio dos Filipes de Espanha, já que “está em causa a independência nacional”.

Então que se convoque a Padeira, selem-se os cavalos e vamos a isso contra as Merkles da Europa.

quinta-feira, junho 06, 2013

O carniceiro de Portugal


 Corta, corta para servir os seus Senhores até não haver mais nada

O Coelho corajoso

 

Passos Coelho disse que não tem medo dos portugueses.
Se há quem tenha razões para ter medo são os Portugueses da parvoice que te vai nessa cabeça. Será que alguém me explica que, naquilo a que chamam de Democracia, um qualquer eleito poder ter medo dos cidadãos? Se tem consciência que os Portugueses não gostam dele, que o querem dali para fora a sua obrigação, se fosse um verdadeiro democrata era demitir-se.

quarta-feira, junho 05, 2013

Fábula da semana em que "Miss Fardas" foi a Bilderberg, acompanhada pela sua valise de carton, António José Seguro


O boneco não é novo mas a falta de tempo anda a complicar-me a vida e como foi este o boneco que o grande "Arrebenta" escolheu para ilustrar mais um dos seus fantásticos textos, aqui o deixo para todos poderem ler.

Toda a gente sabe que as teorias da conspiração só são teorias da conspiração até se descobrir que o não são, ou, evitando o trocadilho, quando aquilo que nos parecia um delírio se revela ser a mais concreta das realidades.

Essa história de Bilderberg, que começou por andar pelo anedotário, começou agora a fazer parte do horário, e na escala da descarada. Como defende Estulin -- e a Margarida Rebelo Pinto, honra lhe seja feita... -- não há acasos, ou seja, toda esta porcaria que parece desordem não é mais do que uma fase da Nova Ordem, em formato de pronto a vestir, com direito a toilette de manhã, tarde e noite.

Naquela fase cavernosa em que Portugal andou a votar, através de SMS de valor acrescentado quem era o Maior Português de Sempre, e chegou àquela triste conclusão, devia ter sido imediatamente lançado um debate para se eleger o Português Mais Sinistro de Sempre.

Não vos quero influenciar, mas o meu voto ia para Pinto Balsemão, o político há mais tempo na sombra desta decrepitude, a que chamamos "Democracia".

Contas feitas, se Salazar lá esteve uns quarenta anos, este para lá caminha, e pode ter prolongamento, se o Clube assim o decidir. À sua pobre maneira, é um Kissinger português, uma coisa de aldeia, com algum pedigrée, vindo de D. Pedro IV ter ido à cona a uma sopeira, e deveria ter ficado por aí, não fosse o país estar contaminado por meio século de falta de opinião pública, e o cavalheiro ter encontrado uma receita mágica que era ainda conseguir poupar a esse povo, por mais meio século, o esforço de pensar, inventado o "Expresso", que punha as questões, orientava o debate, abafava os contraditórios, e impunha as conclusões.

Aparentemente, porque já era de família, também o "Expresso", depois, foi à cona a tudo o que estava à mão, e foram nascendo algumas SIC bastardias, umas "Caras", umas "Ativas", uns "Jornais de Letras", umas "Visões", e toda a casta de mobiliário folheante dos cabeleireiros de bairro, que não frequento, nem os cabeleireiros, nem a matéria a folhear, obviamente.

Até aqui tudo bem, porque o papel higiénico, como dizia Gutenberg, divide-se entre o impresso e o não impresso, e eu gosto do branco, ao contrário do pão, que prefiro integral, não fosse o papel higiénico ter tomado uma tal escala que nos começou a impedir de respirar, e, sobretudo, essa sofreguidão de impedir o pensamento livre tivesse tornado um país distorcido num amontoado de gente ainda mais distorcida e esclerosada, tipo Somália, na época dos piratas hibernarem.

No princípio, já que temos sempre de voltar lá, era o secretismo. Na fase em que estamos, é tudo à descarada, desde os olhinhos ávidos da Teresa Guilherme, passando pelo branqueamento de capitais de todos os subterrâneos russos, até desaguar nesta porcaria de Bilderberg, que começou por ser uma anedota, mas acabou numa perigosíssima peregrinação.

Enquanto o Mundo inteiro, o das Sombras, ali se reúne, para retirar o pouco de luz que ainda resta ao Mundo que a tem, o Balsemão vai, penosamente -- tanto quanto lhe permite o furo de coca, pelo qual ainda respira, como os cachalotes -- levar os seus pastorinhos anuais, para ver que tipo de solzinho irá dançar, na próxima "saison", no miserável quintal português. Como dizem os crentes, alguma coisa de importante deve mesmo andar a acontecer por aqui, porque não há a mesma preocupação de muitos outros terreiros, com a escala mínima de Portugal, a levar, ano após ano, os seus beatificados, para que recebam qualquer coisa da mão do próprio Senhor.

Nos últimos anos, a coisa bateu certo: Barroso foi, e Kissinger colocou-o como o supra-sumo da nulidade, para Obama ter tempo de destruir o Euro e a Europa. A seguir, a romaria levou Sócrates e Santana, que logo foram Primeiros Palhaços de Portugal. Houve uns interregnos, com Rui Rio, que deverá ir substituir o lambedor de conas de pretas, como líder do P.S.D., e o Tição, que reinará no Sul Mouro, como António Costa. Pelo meio, Clara Ferreira Alves, a ver se arranjava homem e RTP, mas o Relvas foi-se embora e a Isabel dos Santos resolveu trocar a nacionalidade portuguesa pela russa, porque aquilo vai explodir, e os impostos são mais baixos. E sendo que mais vale uma discoteca em Moscovo do que o bordel da RTP, em Lisboa, a Ferreira Alves preferiu a sua estabilidade de "horizontale", no novo coio do "Canal Q": aparentemente, o seu topo da base já foi pelo cano. Temos pena: houve pernas que, abrindo menos, conseguiram mais.

Agora, vem a parte negra.

Como é sabido, é das regras de Bilderberg que os seus pares interajam interpares, ou seja, um pouco como o Cavaco continuou a apoiar o Duarte Lima e a Beleza, e depois o Relvas recebe, recebeu e recebia, na sua casa, da Rua da Junqueira, já que o Aníbal o não podia fazer diretamente, o escroque, "Conselheiro de Estado (!)", Dias Loureiro.

À margem da Lei, Bilderberg é como as Termas do Vimeiro, depois de lá se banharem, todos perdem os crimes, e passam a meros agentes da Estratégia Global.

Para mim, que sou certeiro nas lotarias negras, pensei que este ano fosse a vez de João Galamba, mas o galambismo fica para depois, como vos irei explicar, ou melhor, aguarda, na retaguarda, que as hostes marchem para as tricheiras, através da Santíssimo Trindade, Vítor, Pai; João, Filho, e a Pombinha do Espírito Galamba, e não pensem que me desviei do assunto, porque, este ano, Balsemão, o Português Mais Sinistro de Sempre, leva, por arrasto, Paulo Portas, uma víbora luminosa, que o demónio dotou com o dom da palavra, e a Vénus Vulgar, com o dom da mamada, e como esta gente não se desloca, nunca, sem criados nem camareiros, enturmaram com o merceeiro António José Seguro, o típico parolo, cara de seminarista, que se percebe que nunca irá muito alto, mas poderá servir de cobertor a quem mais alto queira por ele ascender.

Senil, Balsemão já nem esconde o que procura para Portugal. A morte política de Passos Coelho vai na agenda secreta, e o seu sucessor já está na calha, só que o sucedido só vai perceber, no último instante o que lhe sucedeu. Não percebi -- mas também não chego para tudo -- se Cavaco irá ser empalhado, e exposto, como Lenine, no Mausoléu da Quinta da Coelha, ou se a questão turca se sobreporá ao que fazer com o Cadáver de Boliqueime, embora isso me preocupe pouco, porque a romaria só tem três sentidos: ou é o povinho da Favela PSD que vai enturmar num Governo chefiado pelo Maior Demagogo... bom, maior, não sei, talvez um ex-aequo com o Professor Marcelo, e com o PSD, desvitalizado, a reboque, numa rui risada; ou o povão do Centrão que está preparado para votar, à justinha, no ar, à justinha, do António José Seguras o quê, e segura muita coisa, como as piranhas de extrema-direita, de cariz galambista, que só estão à espera de que lhes abram a porta, como aqueles cães assassinos, que são fechados, semanas, em quartos escuros, para virem cegos de ira e carnificina, ou, se a coisa não funcionar, a velha solução do Tio Soares, um casamento entre pederastas do Largo do Caldas e pedófilos do Largo do Rato.

Creio que seria o governo ideal para Portugal, e, para mim, já teve um efeito profilático e terapêutico: fiquei, hoje, com a absoluta certeza dos sítios onde NÃO irei votar, nas próximas eleições.

Para o ano, se a "branca" ainda o não tiver feito estoirar, talvez Balsemão convide Jerónimo de Sousa. No fundo, este mundo é tão pequeno, e tão escassa a nossa finitude, que nada me espantaria...


segunda-feira, junho 03, 2013

Mais uma aldrabice


O líder do PS vai reunir com as chefias dos partidos representados na Assembleia da República na 'demanda' pelo consenso.

Como anda a ser tão mal tratada a palavra "consenso" na boca destes políticos. Consenso pressupões busca da melhor solução através do debate e não negociação de interesses partidários económicos ou pessoais. A actual forma de a politica ser exercida é uma fantochada,  uma corrente de enganos e favores. temos de exigir a mudança, a participação popular e a democracia verdadeira. Esta suposta convergência à esquerda é mais uma mentira, uma forma de tentarem dar alguma esperança, na esperança que isso crie a exigência e possibilidade de novas eleições. Depois ou governa o PS com uma maioria absoluta que já pede ou acaba coligado com o CDS a fazer mais do mesmo. E, isso até é natural já que as ideias do PS quanto ao pagamento da dívida, da renegociação, da subjugação à Europa e aos mercados estão bem mais próximas do CDS que dos partidos de esquerda. Mais uma mentira e mais um engano para apanhar tolos. Vamos ser tolos outra vez?

A Santa Paulinha das familias, protectora das criancinhas


"O apelo que faço muita gente compreende: se as greves forem marcadas para os dias dos exames prejudica o esforço dos alunos, inquieta as famílias e também não é bom para os professores, que durante todo o ano escolar deram o seu melhor, para que aqueles alunos pudessem ultrapassar os exames", afirmou Paulo Portas.

Que querido que ele é. Tão preocupado com as criancinhas, com o inquietar as famílias e com os queridos professores. É tão fofinho, tão bonzinho que ele é. Vejam lá os tadinhos prejudicados pelos professores maus, os que fazem greves. Quem o oiça e não o conheça até pode pensar, "está ali um homem bom, um santo". Mas o azar dele é que o conhecemos bem demais, que sabemos que não passa de um aldrabão e de um fingido. Durante todo o resto do ano não o vejo preocupado por as criancinhas passarem fome, por não terem futuro nem por as sagradas famílias viverem na miséria ou os professores irem para o desemprego. O fazerem greve aos exames é que é grave e preocupante. 
Os professores devem fazer greve, os país não deixar as criancinhas ir aos exames, os transportes fazerem greve, o país parar. Não só no dia dos exames mas em todos até esta gente desaparecer de vez. Portas, Coelhos, Gaspares, Cavacos e toda a matilha que os acompanha. Está mais que na hora.


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