sábado, setembro 15, 2007

O Elevador

«A educação e a formação são o elevador que permite subir na vida. Sou um exemplo claro disso. Foi pela educação que subi na vida»
Cavaco Silva

O nosso Sr. Silva comparou hoje que o abandono escolar com uma cave da qual não há esperança de saída e a educação e a formação com o elevador que permite subir na vida. Como anda distraído o Presidente, todos nós sabemos bem que para muito milhares de jovem que completam os seus estudos o elevador só pára no andar do Centro de Desemprego. É que nem a todos saiu a lotaria ou têm pais com bombas de gasolina.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

As cores de Luis Filipe Menezes

Inspirado no Retrato de Che Guevara de Andy Warhol

Luís Filipe Menezes, a quem chamo de Santana Lopes do Norte, mostrou-se ontem muito zangado com a pergunta se ia abandonar o cargo de Presidente da Câmara de Gaia se fosse eleito para a liderança do PSD. Eu tenho uma péssima memória e já nem me lembro do que almocei ontem, mas normalmente quando vejo alguém contar uma história que não me cheira mal gosto de esperar para ver. Nas últimas eleições do PSD, os concorrentes eram os mesmos, e este, quando viu que ia perder, fugiu com a desculpa de que tinha um compromisso com a população de Gaia que o tinha eleito. Dois anos depois esse compromisso já não parece ser tão importante e, ou se está nas tintas para o povo de Gaia e prefere muito mais ser líder do PSD, ou então mostra que se está nas tintas para o partido ao manter-se como Presidente da Câmara sabendo que é impossível compatibilizar as duas funções sem perder eficácia em ambas. Isto, se ganhar, mas o mais provável mesmo é que passe a vergonha de conseguir perder contra um politico com a pequenez do Marques Mendes. Quem se ri com tudo isto é o Sócrates que sabe que contra qualquer destes candidatos tem a reeleição mais que garantida. Pena é que este povo veja a politica como vê o clubismo futebolístico e não recuse este jogo viciado da política de alterne.

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sexta-feira, setembro 14, 2007

Dia Europeu contra a Pena de Morte


Ouvi recentemente um ministro, não me lembro qual, afirmar que Portugal pretendia criar o Dia Europeu contra a Pena de Morte. Embora eu acredite pouco na eficácia destes dias com dedicatória, penso que este poderia ter a sua utilidade pois iria relembrar que anualmente milhares de pessoas são condenados e mortas pelos estados. Parece que existe, no entanto, uma dificuldade à criação desse “dia”; a Polónia. Sabendo que uma das imposições feitas a todos os países que desejem entrar na União Europeia é a não existência de pena de morte nesses países, custa-me entender esta posição de um país que já é membro. Se não a pratica, porque se opõe?

Depois lembrei-me que tem sido a Polónia, com algumas exigências, que mais tem dificultado a assinatura do novo tratado europeu e que por isso já assistimos a uma campanha (justa, mas por outros motivos) de diabolização dos gémeos Kaczynski. Como já nada me espanta e já acredito em tudo não pude deixar de me perguntar se esta não seria só mais uma forma de os colocar na posição dos maus da fita? Não que não o sejam, mas isto fez-me recordar um western-spargueti do Sérgio Leone, “O Bom, o mau e o vilão”, onde até o “Bom” era mau como as cobras. Não me parece que os “Bilderberguianos”, que nos querem enfiar à força o Tratado pela goela abaixo, sejam muito melhores. Por isso, uma vez mais falo aqui da necessidade da exigência de um Referendo ao Tratado e da mobilização de todos, dentro e fora da blogosfera, para essa luta contra a Pena de Morte da Liberdade, da Democracia e da nossa identidade nacional.

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Muita Lama...sem Dailai

Ouvi ontem o governo dizer que não sofreu qualquer pressão por parte da China para não receber o Dalai Lama, em visita a Portugal. Ouvi também o Embaixador Chinês a dizer que as óptimas relações entre Portugal e a China seriam afectadas por o líder Tibetano ser recebido por instituições politica portuguesas. O que não vi foi o Luís Amado ou o Sr. Silva virem dizer que a ingerência da China na política portuguesa é inaceitável. O que também vi foi um coro de criticas da oposição ao governo mas nenhuma à Presidência da Republica por tomar exactamente a mesma posição. O que estou farto de ver é um branqueamento das atitudes pouco corajosas do Sr. Silva. Sabemos que ele quer ser reeleito para um segundo mandato com 99,9999% dos votos, (não é 100% porque já deve saber que o meu voto nunca o terá), mas o que custa a entender é que não pareça haver na política portuguesa quem tenha coragem de o criticar frontalmente. Porra, o homem não é Deus.

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O Mister é que sabe

Desta vez nem a Santinha o salva.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

O Grande Educador

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse, na sua primeira conferência de imprensa após as férias de Verão «Espero que os líderes europeus, em vez de cederem a um certo populismo contra as instituições europeias, tenham a coragem, a lucidez e a inteligência de trabalhar com os seus colegas europeus».
Barroso referiu-se ao «erro» e ao debate «muito negativo» que teve lugar em França em 2005 durante a campanha do referendo sobre a Constituição europeia, que se saldou pela vitória do «não».
«Foi um erro atacar Bruxelas, como se diz, porque quando se ataca Bruxelas de segunda a sábado, não se pode pedir às pessoas que votem pela Europa no domingo.
Para além disso, acrescentou «é uma confissão de impotência: quando um líder de um Estado membro critica sistematicamente Bruxelas mostra que não é muito poderoso em Bruxelas».

Obrigado “Grande Cherne”, transvertido de “Grande educador da classe operária”, em “Grande educador da Classe Politica”, pelos ensinamentos que nos dás. Primeiro não devem ceder ao populismo, ou seja ligar ao que nós, o povinho, pensa, diz ou anseia. Fazer isso, é mostrar que não têm poder em Bruxelas e esta Europa está disposta a pagar a quem tenha esperteza de se lá ir vender. Até pode mostrar o seu exemplo, em que de Maoista chegou a Presidente da Comissão Europeia.
Tudo isto vem do seu desejo de continuar no tacho onde se sente tão bem com todas as mordomias, atenção e poder inerentes ao cargo. Só a aprovação do Tratado o pode possibilitar e para isso é necessário que não haja quem tenha a coragem de criticar a Máfia que quer dominar a Europa e iniciar uma nova era de obscurantismo. É necessário que não se agitem os povinhos da Europa para que não tenham a coragem dos franceses em dizer “Não” a esta gente. Todos têm de fazer a campanha do “Sim”, da não necessidade de fazer referendos, porque se o fizerem, todos serão recompensados pela “lucidez e inteligência de trabalhar com os seus colegas europeus”. Todos temos de falar em uníssono, não levantar ondas, aceitar a sorte que nos reservaram. Infelizmente parece que há por aí muita gente disposta a calar-se de segunda a sábado.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

As Noites de Nevoeiro de um pequeno líder

O Pequeno Mendes afirmou sobre a escolha dos actuais deputados do PSD, na altura liderado por Santana Lopes, como: “Um grupo parlamentar assim deve ter sido feito numa noite de nevoeiro”. Eu que quase nunca concordo com ele não posso deixar de lhe dar razão. Fazer uma lista de deputados e meter lá o seu nome só mesmo de quem está com a vista turva. Mas, todas as listas de deputados, especialmente no PSD e PS são normalmente muito nublosas e mais não representam que os interesses, pessoais e de grupos, em jogo na estrutura dos partidos. Estes dois partido de alterne, cada vez mais idênticos na sua purga ideológica, restando no PS uns impotentes resquícios de uma suposta ala mais socialista (até me arrepia dizer esta palavra quando falo deste partido), enquanto no PSD só mesmo umas fotografias do Sá Carneiro penduradas numas paredes, para nos lembrar dos velhos e, agora escondidos, Barões do Norte. São por isso partidos estéreis e acéticos em que todo o grupo parlamentar acata a voz do dono, subserviência ali chamada de “disciplina partidária”.
Mas, para maior surpresa minha, acabei a noite a concordar uma segunda vez, num só dia, com o pequeno Mendes, quando afirmou, numa qualquer almoçarada, que a ida do governo em peso pelas escolas do país a vender computadores não passava de propaganda. “Deviam era estar a trabalhar”, concluiu. Deviam eles e também ele. É que, também ele é pago pelo dinheiro dos nossos impostos e não é para andar a fazer campanha eleitoral para a liderança do PSD, mesmo que o seu nome tenha sido escolhido numa noite de nevoeiro.

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A Bomba Ecológica

A mais potente bomba de vácuo concebida até ao momento, acaba de ser testada na Rússia. O Estado-maior das Forças Armadas russas garante que «pela sua eficácia e capacidade destrutiva a bomba é comparável a uma carga atómica, mas contrariamente às bombas nucleares esta não oferece perigo para o meio ambiente, pois não provoca contaminação radioactiva».
Esta bomba de vácuo lança sobre a zona de impacto um combustível pulverizado que tem a capacidade de se misturar com o oxigénio e, ao ser detonada, queima todos os seres vivos sob o efeito de uma onda supersónica expansiva e forte pressão.
In “Noticias-Portugal”

A minha é maior que a tua
(imagem já publicada anteriormente)

Grande sucesso este desta nova Rússia que tanto o Ocidente lutou por criar. Agora têm a maior bomba ecológica do mundo. Mata tanto como uma bomba nuclear, mas permite que depois se possam pilhar os despojos dos mortos. Agora é muito mais simples a um qualquer governante decidir mandar matar milhares ou milhões de pessoas, afinal não vai contaminar o ambiente, não está a cometer nenhum crime hediondo. Estou certo que vamos ver os Bush´s deste mundo ir a correr fazer uma maior. Uns santinhos estes filhos de um Putin.

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quarta-feira, setembro 12, 2007

Hoje é dia "Ministers Free"

Pelas notícias que ouvi, hoje é um dia bom, desde que tenhamos o cuidado de não ver a parte de propaganda dos noticiários. Todos os ministros disponíveis foram enviados pelo Sócrates para a abertura de escolas por este país para procederem à distribuição de computadores. Para todos aqueles que não são professores, (e são cada vez mais), nem alunos, não vamos ter de os aturar nem esperar que apareçam com uma nova lei para nos lixar. Hoje somos um país “Minister Free”. Nem no verão houve tão poucos ministros nos ministérios.

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Chinatown

Chinatown - Roman Polanski

Maria José Nogueira Pinto pretende «travar a proliferação das lojas chinesas» na Baixa-Chiado. Acrescentou ainda que o comércio «é central» para a Baixa-Chiado, mas sem as lojas chinesas, que «estão a dar cabo do comércio da cidade». A autarquia deveria deslocá-las para uma «Chinatown». «A câmara é que dá a licença, pode dizer que a quota de lojas chinesas neste espaço está esgotada».

António Costa tem de pagar os apoios de campanha e por isso não me admirei ver aparecer o nome da Zézinha como podendo voltar ao projecto Baixa-Chiado. Não entendo muito bem onde uma Câmara que está falida vai encontrar todos os milhões que esse projecto custa, mas mesmo que seja só em papel, o importante é que se crie mais uma empresa e que mais umas administrações tomem posse. Nós, que já vimos tantas a nascerem por aí como nascem lojas chinesas, já não estranhamos. O que ela não pode defender é inconstitucionalidades e vir lançar ideias xenófobas para o ar. Também eu penso que as lojas chinesas são um mal a que a globalização abriu a porta, mas também os Mcdonalds o são. O mal está no sistema e não nos chineses que aproveitam a oportunidade que lhes deram. Ao abrirem o mercado aos seus produtos em busca de mão-de-obra barata e de um mercado de biliões esqueceram-se que também eles ficaram com a porta aberta para cá entrarem. Não é só o comércio que sofre com isso, mas também as empresas, onde tantas já fecharam por não ser possível haver concorrência justa quando as regras de produção não são iguais. Quando uns usam trabalho infantil e escravo sem respeitarem regras de qualidade, quem produz com leis e direitos para quem trabalha não tem hipóteses de resistir. Mas para os grandes do mundo há que expandir a globalização capitalista pelo que esses pequenos detalhes não contam. Assim, também eles podem abrir lá as suas fábricas e beneficiar dessas vantagens competitivas sem terem de respeitarem as leis dos seus países. Afinal, é no lucro que está o ganho.
Mas, voltando à Zézinha e á sua luta contra as lojas chinesas. Propõe também a criação de uma Chinatow em Lisboa, um local para onde seria enxotado todo o comércio chinês. Será que depois também proporá uma Indiatown, um Harlen, ou um Gueto de Varsóvia. Que pior ideia pode haver em concentrar numa só zona toda uma cultura, possibilitando a importação aquilo que ela tem de bom, mas também todos os males de que padeça. Alguém diga à Zézinha que, se o que deseja é aplicar ideias de extrema-direita que volte ao CDS.

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A Charruada

Todos nos lembramos de Fernando Charrua, não por ter feito algo de relevante para o país, mas pelo processo disciplinar que lhe foi instaurado pelo “Elefante” da DREN, por supostamente por ter dito “Estamos num país de bananas, governado por um filho da puta de um primeiro-ministro”. Este facto foi falado, comentado e criticado de uma ponta á outra da blogosfera e da sociedade. Todos se levantaram contra a prepotência de uma Margarida Moreira, mais interessada em ser uma pequena ditadora que uma competente profissional e na cultura da bufaria que isso representava. O processo disciplinar foi aberto, e o dito Charrua, que estava requisitado na DREL, foi recambiado para a sua escola de origem. Três meses mais tarde a Sinistra Ministra decidiu enterrar o caso.
Acredito que o tal Charrua, que chegou a ser deputado pelo PSD, não é uma vítima inocente e que se aproveitou tudo o que aconteceu para uma batalha politica. Não sendo algo de muito digno, também não me admira, sabendo bem quão baixa é a luta politica em Portugal. O que me parece ser um abuso é vir agora pedir uma indemnização de 40 mil euros por danos morais.
Segundo diz, esteve três meses na biblioteca da escola “sem nada fazer” o que o afectou psicologicamente. “Sou uma pessoa sensível. Trabalho com afinco e dedicação em tudo o que faço. Toda esta situação, para quem tem o mínimo de auto-estima, provocou-me danos psicológicos muito graves”, afirmou, justificando uma alegada tentativa de suicídio: “Estive três meses sentado numa secretária, sem nada para fazer. Aos poucos, entrei numa espiral negativa e tive de ser medicado. Perdi 12 quilos, não dormia e tive problemas com a minha família”.
Então um professor está meses numa biblioteca e diz que não tem nada que fazer? Leia, cultive-se, melhore os seus conhecimentos. Um professor que fica “louco”, que tem de ser medicado, que não dorme e que pensa no suicídio por estar numa biblioteca, isso sim é uma perfeita loucura. Ou isso ou só pretende prolongar a sua guerrinha politica ou então tudo não passa de uma história mal contada para sacar uns milhares de euros ao estado. Afinal, como ele disse, “Estamos num país de bananas” e eu acrescento onde existem muitos filhos da puta só querem é mamar.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, setembro 11, 2007

O Matrix da Economia Global

Já aqui referi diversas vezes que não entendo nada de economia. Sei fazer as contas lá para casa, evitar cair nas mãos dos vampiros da banca e pouco mais. Mas, uma coisa já compreendi, estes economistas que nos governam também andam tão perdidos como nós. Aqui ficam algumas frases de uma entrevista do Governador do banco de Portugal, Vítor Constâncio, descontextualizados, é verdade, mas se o desejarem, podem depois ler a entrevista .

"É um prazo aceitável, embora seja difícil por um número nesse prazo."
"Neste momento é prematuro."
"Ainda não estamos na situação em que temos a certeza."
"…logo, ninguém sabe quem é que vai ter as perdas e em que dimensão."
"Ainda não sabemos em que ponto vai ficar essa restrição ao crédito."
"Não há dados para dizer isso com rigor."
"Precisamos todos de repensar muita coisa e é o que vai acontecer."
"Tudo isto tem que ser revisto."
"Quanto às conclusões, depois veremos."
"Quanto aos resultados, não sei. Cada um terá a sua visão."
"Agora, algumas coisas terão de ser repensadas."
"Este é um aspecto que também vai precisar de alguma reflexão."

Seja como for, não confio nada nesta gente, tanto porque nos dão os números que desejam, quando desejam e de acordo com aquilo que desejam, mas também porque não posso confiar em quem tem impões austeridade e sacrifícios aos outros, sem pensar no sofrimento que causa e para si exige todas as mordomias e riquezas. E este é um bom exemplo.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O 11 de Setembro

Há muito tempo que já adquiri a imunidade à notícia sensacionalista e até já duvido daquilo que os meus olhos vêm. Digamos que sou um possível crente de teorias da conspiração e que há muita gente que bem pode jurar pelas suas mãezinhas, que eu não acredito nelas. O 11 de Setembro de 2001 foi um dia trágico para muitos milhares de pessoas. Para aquelas que morreram no World Trade center, no Pentágono, no Afeganistão, no Iraque e ainda hoje morrem em muitos outros locais do mundo. A quantidade de perguntas a que a Administração Norte Americana nunca conseguiu responder e as “Bildeberguianas” e económicas vantagens que conseguiu com esse dia não nos possibilitam que não fiquemos com muitas dúvidas. Eu vi em directo aviões baterem nas torres, vi-as desmoronarem-se, mas ainda não sei o que realmente aconteceu. A Internet esta cheia de versões, as oficiais, as oficiosas e as conspirativas. Faz hoje seis anos sobre esse fatídico dia que alterou o mundo. Não sei onde está a verdade, mas olhando para a Casa Branca e vendo lá gente louca como o Bush e aquela corja como e Cheney, o Rummesfeld ou a Condoleezza Rice não posso deixar de sentir um arrepio. Se a minha avó nunca acreditou que o homem tinha aterrado na Lua porque hei-de eu acreditar nesta história tão mal contada?

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Prémio poupança

"O primeiro-ministro defendeu que o sistema de ensino em Portugal está a dar "resultados", na medida em que "há menos professores, mais alunos e menos desperdício de dinheiro". "Há dez anos havia o dobro do dinheiro, mais professores e menos alunos, o mesmo resultado, o mesmo insucesso escolar, o mesmo abandono escolar". O primeiro-ministro elogiou a ministra da Educação pelas reformas que foram implementadas até ao momento."

Chegou a hora de o nosso Engenheiro vir dar p prémio à sua Ministra da Educação e a sua politica, mas não me parece que o tenha feito da melhor forma. Basta ouvir as suas palavras de nos dizer que há menos professores, isso já todos sabíamos pelos 45 mil que recentemente ficaram no desemprego, mas o que não sabia é que havia mais alunos. Tantas foram as escolas fechadas neste país por falta de alunos, tanto falaram de existirem menos crianças no nosso país, que acabo por não entender bem este súbito aumento. Mas, o fundamental daquilo que nos disse foi que tudo não passou de uma problema de poupança, o grande êxito foi com metade do dinheiro ter alcançado os mesmos resultados. Diz que o insucesso escolar foi o mesmo assim como o abandono escolar. Foi isto que ele nos veio dizer. E realmente faz sentido, porque dificilmente se poderiam esperar melhor resultados se, com menos professores se pretende ensinar mais alunos, o que faz com que, ou as turmas sejam maiores ou os professores tenham mais turmas atribuídas. Assim, dificilmente se poderiam esperar melhores resultados para além de uma simples poupança. Mas, mesmo que desejem considerar estes resultados como um grande sucesso, custa a entender que seja possível aferir uma politica ao fim de dois anos. Sabendo a desmotivação que se encontra entre os professores e o erro pedagógico de fechar uma criança numa escola das oito da manhã às cinco da tarde, só veremos as funestas as consequências desta politica dentro de alguns anos.
Onde acredito que o Engenheiro desejou realmente congratular a sua Ministra foi em ter apresentado as primeiras 22 escolas com contratos de autonomia com o Ministério. A pouco e pouco as escolas são afastadas da responsabilidade governativa. Foi dado o primeiro passo para a possibilitar de uma futura privatização.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

DEIXA-M'AMAR

Eu tenho dois amores,
Que nada são iguais,
Mas não tenho a certeza,
De qual eu ganho mais.

Uma é loura e me oferece,
Da direita a votação,
É por isso que eu a quero,
Com loucura e com paixão

Uma loura outra é uma morena,
De esquerda me faz parecer,
Muito embora tão pequena,
Com ela eleições posso vencer,

Meu coração continua,
Sem saber o que fazer,
Se é melhor enganar as duas,
Sem nenhuma perceber...

Até as eleições chegarem,
Eu já pensei mais de uma vez,
Pois enquanto elas não notarem,
Somos felizes os três...

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As sondagens do silencio

Mohamarques Saeed al-Sahhaf Mendes
Ministro da Informação do PSD

Se há coisa que eu não sou é político nem muito entendido no assunto. Como qualquer outro português tudo o que faço é olhar para o que me rodeia e retirar as minhas conclusões, nem sempre certas ou justas, mas sempre baseadas na lógica e, algumas vezes, na intuição. Pode por isso ser uma ousadia dar-lhes conselhos, mas também ninguém os obriga a lê-los ou a segui-los.
Pelos números das últimas sondagens a principal conclusão que se pode tirar é que quem está calado sobe e quem anda para aí a botar discurso desce. Não importa o que fazem ou as consequências que isso tem na nossa vida.
O governo esteve de férias e, embora alguns por aí tenham ficado para aplicar medidas, em que ninguém reparou, afinal estávamos a descansar e não havia paciência para notícias, estiveram calados. Como o Engenheiro também esteve fora e não falou, subiram.
O "Paulinho das Feiras" dedicou-se á Internet e assim também não se ouviu, subiu também.
O Jerónimo, a quem as televisões também não dão grande atenção mesmo quando não é verão, ninguém o ouviu, foi o que subiu mais.
O Sr. Silva, foi para Boliqueime apanhar sol, mandou vetar quatro leis do governo, mas como sempre, não estava disponível para falar sobre o assunto, voltou a subir.
Até a Assembleia da Republica, saco de pancada preferido dos cidadãos, por estar fechada e por isso silenciosa, subiu também.
O “Arcebispo” Louça, esse resolveu falar e desceu.
Também o Pequeno Mendes, por ter eleições internas, passou todo o santo verão a falar. Não se calou um dia que fosse e como era de esperar, desceu.
Senhores políticos, querem ser bem vistos por este povo, querem que ele goste de vocês, é fácil. Podem fazer a merda que desejarem, lixar-nos de todas as formas e feitios, mas calem-se. Não falem, não apareçam. Nós sabemos que isso em nada melhora o emprego, a economia, a educação, a saúde ou a cultura deste país, mas pelo menos melhora a nossa qualidade de vida por não os termos de ouvir. Já não há paciência para sofrer as vossas medidas e ainda ter de vos ouvir a justificar como elas são tão boas para nós. Já sabemos que não são, por isso calem-se.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Marcas dos novos tempos

Hoje este blog esteve meio parado, e isso deve-se ao facto de eu ter mantido a tradição de ir até à festa do Avante. Como sempre diverti-me, bebi umas cervejolas e assisti a um belo concerto do Carlos Bica e do trio azul. Quem como eu a frequenta quase desde o seu início, estava habituado a ver as tascas das bifanas e dos coiratos sempre bem acompanhados de garrafões de tintol e de muita cerveja. As marcas mais mediáticas eram o Ás das Farturas e o Rei dos cachorros pelo que estranhei encontrar, junto da barraca das FARC colombianas as imperialistas, Pizza Hut e o avozinho KFC (Kentuck Kentucky Fried Chicken). Ainda procurei junto da Barraca de Cuba se por lá estaria montado algum Macdonald’s, não o encontrei, mas pelo andar da carruagem nada me admira que para o ano já vejamos alguns comunistas um pouco mais obesos.
Seja como for, continua a ser uma festa onde vale a pena ir.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, setembro 09, 2007

Hipocritas, "como é óbvio pelas razões conhecidas"

Dalai Lama, líder espiritual budista e do Tibete no exílio, desloca-se a Lisboa na próxima semana. «Oficialmente, Dalai Lama não é recebido por responsáveis do Governo português, como é óbvio», declarou a jornalistas o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado. Instado por que razão considerava óbvia a recusa, respondeu: «Pelas razões que são conhecidas». Nunca tinha visto o Luís Amado com um ar tão comprometido, nem mesmo quando andou a fazer a lavagem da utilização dos aeroportos portugueses pelos dos voos da CIA. O “óbvio” “pelas razões conhecidas” mostrou a hipocrisia da resposta. Claro que é óbvio e as razões são tão simples e mesquinhas pois só têm a ver com negócios, com as relações económicas com China. Como se as lojas dos trezentos valessem mais que a consciência, a justiça ou a liberdade. Se ao Americanos esquecem a bandeira, que durante tanto tempo elevavam contra os países comunistas, da liberdade e dos direitos humanos quando tratam com a China ou a Rússia, porque não o poderá Portugal fazer o mesmo? Triste é que faz e assim aceita caucionar o crime e a ilegalidade da ocupação do Tibete pela China. Quem cala consente e quem consente é cúmplice. Espero é que o Dalai Lama, na sua sabedoria milenária, saiba distinguir as atitudes de quem nos governa do verdadeiro sentir deste povo. Esta é a triste realidade da hipocrisia económica que nos é imposta pelo capitalismo global.

PS: Sei que depois deste artigo, este blog vai ser proibido na China e perderei 0,05 das visitas (foram79 até hoje).

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O odor de morte da hipocrisia

Até hoje nunca me tinha referido neste blog ao caso que há quatro meses faz as delícias dos órgãos de informação por todo o mundo e tem mostrado à saciedade a hipocrisia da sociedade inglesa e a parolice da portuguesa. Não o fiz porque desde o início que há um odor a mentira, a sexo e a hipocrisia nisto tudo. O Vaticano, onde o Papa recebeu estes pais, já mandou retirar todas as referências ao assunto da sua página da Internet e até o poder politico dos Ingleses, que tanto os apoiou, com assessores, embaixadores, ministros e até do próprio Gordon Brown, começa a retirar-se do assunto. Não sei quem cometeu o crime, se foi propositado ou um acidente, mas espero que os todos os culpados sejam descobertos e castigados. Afinal no meio de tudo isto quem merece a nossa sincera pena é a pobre Madeleine, a única que não tem certamente culpa nenhuma e quem acabou por sofrer as consequências.

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sábado, setembro 08, 2007

Desculpas e Penitencias

O Papa Bento 16 prestou uma homenagem silenciosa nesta sexta-feira às vítimas do nazismo durante visita à Áustria, onde o número de fiéis na Áustria diminuiu sensivelmente depois de grandes escândalos sexuais envolvendo o clero, tendo afirmado que sua visita mostraria "nossa tristeza, nosso arrependimento, nossa amizade com nossos irmãos judeus" e que chegou a altura de a Igreja se arrepender pelo que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial.

Este Papa, vindo da Juventude Hitlariana, vem agora confirmar a cumplicidade da Igreja Católica no holocausto ao propor o seu arrependimento por tudo o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. Fica-lhe bem e, sabendo quão misericordioso é o seu Deus, não duvido que com umas Avé Marias e uns Pai Nossos, conseguirão o desejado perdão divino. Mais difícil será conseguir o perdão dos homens.

A diocese católica de San Diego, no Estado americano da Califórnia, fechou acordo com mais 144 vítimas de sacerdotes pedófilos e pagará indenizações no valor total de 198 milhões de Dolares.

Já aqui o arrependimento e vida eterna são comprados em dolares. O importante é abrir as Portas do paraíso.

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