«Ângelo Correia considerou que é grave que Manuela Ferreira Leite quebre uma tradição, já que foi convidada para a Festa do Pontal, logo após ter sido eleita, mas fez saber que não vai estar presente. " Não deseja proferir intervenções políticas de fundo antes da Universidade de Verão do PSD, em Setembro".
Ângelo Correia afirmou “Todos os líderes lhe dedicaram particular atenção. O Dr. Sá Carneiro, o professor Mota Pinto, o professor Cavaco Silva, o professor Marcelo. Só houve um presidente que não pode ir e delegou num vice-presidente. Este é um caso inédito de abandono do partido. Sobretudo, o que é mais grave para mim, é que era a oportunidade da Dra. Manuela Ferreira Leite reconciliar o partido, fazer a unidade".»
Este PSD é mesmo uma anedota, não tem mesmo emenda e a sabotagem ao líder já não é um acontecimento mas uma tradição. Não há um que lá chegue e não veja que os seus piores inimigos estão dentro do seu próprio partido. O Sócrates agradece.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
quinta-feira, agosto 07, 2008
O Mimo do PSD
Um Gulag planetário
«O CDS-PP anunciou hoje que vai promover um colóquio em Outubro para «recordar o papel histórico» do escritor russo Alexandre Soljenitsin, que morreu domingo em Moscovo com 89 anos.»
Sempre fui um defensor da liberdade e considero que não há totalitarismo que se justifique. A existência de prisões políticas e Campos de Concentração, sejam na Rússia, China, Alemanha, Israel ou na América, não têm qualquer justificação. Este colóquio que o Portas quer realizar não é certamente uma homenagem à liberdade e aos direitos humanos, mas mais um revanchismo, uma celebração da queda do Muro de Berlim. Se o fim de uma ditadura é sempre algo a festejar, não nos devemos esquecer de quais foram as consequências da derrota da URSS. Entrámos na era do neo-liberalismo Capitalista e Global que nos arrasta a todos para um precipício da derrocada social e para o fim de toda a liberdade e democracia. Não sou só eu que o digo, é uma evidência que entra pelos olhos de todos os que olhem para o futuro sem preconceitos ou interesses pessoais. Os sintomas da doença estão todos aí, o discurso repete-se aqui como em todos os países e, embora a cura seja conhecida, ninguém parece interessado em travar o seu avanço. O Estado social caminha para o fim e o mundo prepara-se para uma sociedade em que 80% da população não vai ter emprego. Caminhamos para um mundo em que não haverá um “Gulag” na Sibéria, mas onde o mundo será todo ele um enorme “Gulag”. Era com isso que o Portas se devia preocupar, era sobre isso que deveria fazer os seus colóquios se não fosse o facto de estar convencido que fará parte dos 20% que viverão da miséria global. Quero que o Soljenitsin descanse em paz, que é bem mais importante reler e repensar aquilo que Marx escreveu e combater o capitalismo voraz que nos está a devorar. Folclore político pode ser muito bonito mas em nada contribui para melhorar o nosso ameaçado futuro.
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quarta-feira, agosto 06, 2008
O Mafioso Italiano
Berlusconi representa tudo aquilo que nunca deveria poder sequer aproximar-se do poder. Mafioso, aldrabão, bandido, este verme devia estar na cadeia e, só a utilização dos meios de comunicação de que é dono lhe permitiram ser eleito e fazer leis que impedem o seu julgamento. Este ser nojento não tardou a mostrar o seu racismo ao fazer uma lei em que obriga todos os ciganos, e só eles, a passarem a ter a impressão digital no seu BI. Agora, em nome da segurança, coloca o exército a fazer de polícia. Esta medida, que já ouvi muitos defenderem em Portugal, é um ataque claro à liberdade e à democracia. Os soldados têm formação própria para executarem a tarefa e como todos sabem são “máquinas” que obedecem cegamente a ordens sem pensar. O exército é uma força feita para a guerra e não para garantir segurança, ou neste caso só virá a garantir a sua própria segurança e da pandilha que o rodeia. Trazer a guerra para as ruas das nossas terras é o pior que nos poderia acontecer.
Sabendo que segundo a estratégia do Clube de Bilderberg, mais de 80% dos cidadãos acabarão sem trabalho, começar colocar o exército em posição para travar a contestação parece ser a estratégia. Vamos ver quanto tempo demoram os outros governos europeus a seguir a ideia.
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Férias 2008
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terça-feira, agosto 05, 2008
Não abusem
No Expresso vinha esta notícia.
«O primeiro-ministro defende que o "país precisa de regressar à escola". Não se pode estar mais de acordo com esta necessidade. Mesmo sem a proclamação, sempre se regressa à escola. De vários modos.
A escola pode ser um vício. Depois da escolaridade básica, secundária ou superior, continua a chamar-nos. A atracção, por vezes, é irresistível. Eu não me contentei de andar a pasmar pelo liceu como discente. A ele voltei como docente. Até ficar quietinho, precocemente, a mandar bocas (pseudo) pedagógicas a partir de casa.
Outros, mais afoitos, ficam com o vício de voltar à escola pela calada da noite. Na região Centro, quinze antigos discentes, boa rapaziada certamente, entretinha-se, a horas desavindas, a escalar muros, a partir janelas e portas, a visitar salas de aulas, secretarias, bares de alunos e de professores. Só da Escola Secundária de Soure subtraíram vinte e dois computadores portáteis. Na EB 2,3 de Montemor-o-Velho, outro tanto….»
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As velocidades do verão
Entretanto, onde param os nossos políticos? O Cavaco, já sabemos, que só considerou importante interromper as férias para vir vociferar contra o novo Estatuto da Região Autónoma dos Açores. O Sócrates acelera em inaugurações e anúncios para ganhar balanço para uma ano muito difícil que tem pela frente, com a crise internacional a estragar-lhe a estratégia eleitoral prevista para 2009. Tem muito “trabalho” pela frente e não vai parar. Já a Manuela Ferreira Leite não parece mostrar, nem velocidade nem energia, para lhe fazer frente. Sem ideias, tendo como única estratégia o silêncio, apostando mais nos erros do Sócrates que na apresentação de propostas, joga na estratégia das crises. Da internacional, que possa criar uma situação tão extrema que o governo lhe caia de maduro nas mãos, e nas institucionais que o seu amigo Cavaco possa criar ao governo. No meio de tudo isto quem perde é o país que cada vez mais se afunda na cauda da Europa e do Mundo.
segunda-feira, agosto 04, 2008
Conversas em familia
Lembro-me do dia em que a primeira televisão chegou a casa da minha avó. Era eu miúdo e aquilo foi uma excitação enorme. Colocar a antena no telhado, ligar, esperar que aquecesse e lá vinha a imagem. A preto e branco e cheia de fantasmas, como os tempos que se viviam. - Mais para a direita, agora um bocadinho mais para trás, está boa, está boa, não mexas mais. Foi ai que vi o Eusébio chorar em 66 e o homem aterrar na lua em 69. Foi ai que me habituei a ver a TV Rural do “Sousa Veloso” e a ouvir o sempre a mesma pergunta – Sabias que ele foi colega do pai em Agronomia? E também onde me ria com Raul Solnado, e vi a entrevista do Almada Negreiros no Zip-Zip e, claro, as conversas em família do Marcelo Caetano. Tudo sempre a preto e branco, que a cor, essa só chegou às nossas vidas depois de Abril. Se conto esta história é porque um dia destes ao ver o Sócrates a falar na televisão, a imagem ficou cinzenta e os fantasmas voltaram. Senti um arrepio de outros tempos e uma tristeza enorme de não termos sabido aproveitar a cor conquistada.
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Musica para os meus ouvidos
«Na cerimónia de posse da nova direcção do Sindicato dos Metalúrgicos, realizada neste sábado, o presidente Lula da Silva afirmou “Nós estamos fazendo a economia crescer há quatro anos seguidos. O emprego cresce como jamais cresceu neste país. O salário cresce, e este é o momento de vocês conquistarem salário”.
No seu discurso, fez questão de ser ainda mais explícito, argumentando que, já que as empresas estão a ganhar dinheiro, os trabalhadores devem receber de modo proporcional. “Na hora em que elas estiverem a ter prejuízo o que vocês vão ganhar é desemprego. Essa é a hora de reivindicar salário, de aumentar as conquistas e de conquistar as coisas a que vocês têm direito.”»
Quando ouviremos o nosso Presidente e o nosso governo a falar assim? Conhecendo as aventesmas que pululam na nossa politica era capaz de apostar que nunca ou seja está na hora de os trocarmos por outros mais justos e em quem possamos confiar.
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domingo, agosto 03, 2008
40 anos depois
Faz hoje 40 anos do dia em que o “Botas”, o já na altura bafiento Salazar, caiu da cadeira para nunca mais se levantar, embora, como qualquer coisa ruim, tenha demorado ainda um ano a descer aos quintos dos infernos. Não terá já passado o tempo suficiente para caírem mais umas cadeiras?
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O dinheiro do Patrão
Houve um tempo em que os trabalhadores eram obrigados a viver em barracas fornecidas pelos patrões e forçados a gastar o miserável salário que o patrão lhes pagava na mercearia e na taberna do patrão. Uma forma legal de preservar a escravatura, já que o trabalhador acabava a dever dinheiro ao patrão que assim ficava com o direito de o explorar cada vez mais. Avançou o século XX e muitos direitos foram conquistados pelos trabalhadores, mas também a sociedade evoluiu no sentido de uma maior humanismo, de um maior respeito pelo ser humano e pelos seus direitos. Este avanço civilizacional foi das maiores conquistas do homem.
Hoje, vemos os trabalhadores a viverem em casas compradas à empresa de construção do patrão, com dinheiro emprestado pelo banco do patrão, que lhes paga baixos salários, que gastam nos hipermercados do patrão. Como se não bastasse, a nova lei laboral que os Socretinos nos querem impor ainda vai permitir aos patrões pagarem-nos parte do salário em bens e não
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Obrigadinha, oh Silva
Quem deve estar agradecida ao Sr. Silva é a Manelinha Ferreira Leite que não pára de mostrar que é oportunista, desonesta e alguém para quem a perspectiva de atingir o poder parece tudo justificar. Bem pode querer que esqueçamos os tristes anos que ocupou cargos no Ministério da Educação e nas Finanças, que de merda já estamos fartos. Primeiro foi a forma triste como minou os anteriores lideres do seu partido sem se apresentar como alternativa, para depois, quando pensou que se aproximava a hora de poder chegar ao poder, armar-se
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sábado, agosto 02, 2008
Já não há estrelas no céu
«Dirigindo-se à plateia de 800 talentos nacionais reunida na Praça de Touros do Campo Pequeno, o Presidente da República sublinhou a importância para o país da existência de uma iniciativa como o The Star Tracking, cujos membros - a quem dirigiu um agradecimento especial - disse serem "a linha avançada da projecção de Portugal no Mundo".»
Entristece-me esta nova tendência que agora existe de tentarem vender-nos a imagem de grandeza. Procuram fazer-nos esquecer que muitos dos que ali estavam tiveram de sair do seu país para conseguirem triunfar, que a terra onde nasceram não lhes deu as oportunidades que lhes deram noutros países. Somos tão bons e tão capazes como os outros, necessitamos é que quem ocupa o poder não esbanje o dinheiro em mordomias e em compadrios e só nos ofereça os restos. Necessitamos que nos respeitem e não que nos vejam como mão-de-obra barata para enriquecer meia dúzia de sabujos. A continuar assim para nós “já não há estrelas no céu” e o nosso “Star Tracking” não passa de um grande “star traque”.
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A Teia da Educação
Qual é o objectivo da escola? Ensinar? Educar? Fazer os “homens” do amanhã?
O Ministério que a tutela chama-se de educação, mas eu vejo-a como um lugar de ensino, onde os exemplos comportamentais sejam um complemento daquilo que aprendem em casa com os pais, aqueles que têm a obrigação e o direito de os educar. É à família que cabe saber que valores, que conceitos e princípios lhes querem transmitir. Que ferramentas civilizacionais lhes querem fornecer. Para a escola ficam o saber e as ferramentas que lhes permitam desempenhar uma tarefa, um trabalho. Juntos pais e escola devem fazer o homem, devem dar-lhe as ferramentas do futuro.
Li no jornal que o melhor aluno de cada escola vai receber um prémio de 500 euros. Também já os ouvi defender a ideia de ensinarem as vantagens do crédito e os fundamentos da economia liberal. Parece-me que aqui já está a escola, ou o estado, a meter-se com princípios onde não tem o direito para se imiscuir. É a mim como pai que cabe decidir se quero educar os meus filhos nos princípios da competitividade, do vale tudo para ser o melhor, da ânsia e na ganância do dinheiro, ou se prefiro falar-lhes de valores mais humanistas, de solidariedade, ajuda e companheirismo. Se eu não desejar que os meus filhos sejam educados no principio do prémio, mas sim na simples satisfação da consciência que fez bem? Não estou no meu direito? Deverei eu aceitar que a escola eduque os meus filhos em valores que não acredito e até desprezo?
Recuso esta teia em que a aranha da produtividade e da competitividade quer enredar os meus filhos. Não aceito que os tentem condicionar, já desde pequenos, em ideias que considero erradas e que não farão deles melhores seres humanos, só gente mais trabalhadora e obediente. Esse não me parece ser um bom objectivo de vida para ninguém, a não ser os donos do poder, os Bilderbergs, grandes e pequenos, que procuram modelar os nossos pensamentos. Se o estado tem dinheiro, não o gaste a corromper as mentes das nossas crianças, mas a dar-lhes condições de ensino. Pague condignamente a bons professores que lhes transmitam conhecimento e não comportamentos. Faça uma escola publica na qual todos possamos confiar e da qual nos possamos orgulhar. Não me parece que estejamos a ir no bom caminho.
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sexta-feira, agosto 01, 2008
O duro trabalho parlamentar
«Os 230 deputados deram mais de 1.500 faltas nas 109 reuniões plenárias da terceira sessão legislativa, apenas 10 das quais injustificadas. Os deputados do PSD foram os mais faltosos na sessão legislativa, com 675 faltas, mais 82 do que a bancada da maioria socialista, com 593.
Trabalho político foi o motivo para explicar 959 faltas, seguindo-se 334 por doença. Da lista, 57 faltas foram justificadas por motivos de força maior, 19 por motivo considerado relevante. Oito por paternidade, mais oito por casamento, 14 por luto e uma por maternidade. Dos 230 deputados, seis tiveram que descontar uma parte do ordenado por terem faltas injustificadas - 1/10 na primeira falta, 1/20 na segunda e restantes.
O regimento da Assembleia da República estabelece como um dos deveres dos deputados é "participar nas votações", mas o Estatuto dos Deputados considera "motivo justificado a doença, o casamento, a maternidade e a paternidade, o luto, missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence".»
Não sou gestor, mas acredito que não haveria nenhuma empresa que sobrevivesse a um tal abstencionismo. Mil e quinhentas faltas em 109 sessões dá uma média de quase 14 faltas por sessão, ou seja dos 230 trabalhadores, 14 faltariam todos os dias. Esta gente que é bem paga para só alguns pouco fazerem enquanto outros nada mais fazem que figura de corpo presente para votarem segundo a ordem dos donos. Não sou contra a existência de deputados, antes pelo contrário, mas deveriam estar a prestar um serviço público e a representarem devidamente os seus eleitores. Deveriam escutá-los e votarem de acordo com aquilo que eles lhe dissessem. A disciplina de voto é a maior falácia deste sistema, tornando irrelevante que sejam 230, só dez ou mil o número de deputados. A Assembleia devia representar a vontade dos eleitores e deveria votar de acordo com essa vontade. Infelizmente o desejo de continuarem a ocupar o cargo faz com que obedeçam cegamente aos seus donos, desrespeitando a democracia e abdicando da liberdade e autonomia que deviam ter. Ser-se deputado devia ser uma militância e não um privilégio. Assim só nos envergonham e enganam.
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A "Montanha" pariu um Rato
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quinta-feira, julho 31, 2008
CSI Portugal
«Vários presos foram libertados no último ano, sem que se pudesse apurar se podiam ou não ser responsabilizados criminalmente, devido a atrasos na realização de perícias psiquiátricas, que ultrapassavam o prazo da prisão preventiva. Para além dos atrasos nos exames psiquiátricos, realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML), há ainda que contar com os das perícias realizadas pelo Laboratório de Polícia Científica. O procurador explica que, por exemplo, um teste de balística chega a demorar «anos», ao passo que um pedido de informação bancária pode levar dois meses e uma carta rogatória, com pedido de diligências no estrangeiro, pode tardar um ano a ser cumprida.»
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Nota Blogosférica
Faço este post porque quero deixar aqui uma nota pessoal sobre um certo tipo de ideias que têm surgido nos comentários deste blog. Tirando um ou outro mais directamente apoiante do bafiento salazarismo, que só merecem o meu desprezo, outros têm aparecido em que se deprecia o tempo actual em relação aos “tempos da outra senhora”. Muitos têm afirmado que “isto está pior que no tempo do Salazar”, que “o Sócrates é pior que o Salazar”. Não posso deixar de dizer que não podia estar mais
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quarta-feira, julho 30, 2008
Os Ratos
«Pelo menos 30 militantes da Juventude Popular do distrito de Setúbal vão seguir os passos de Carlos Dantas. Em desalinho com a direcção nacional do CDS-PP, os jovens vão abandonar o partido. As demissões surgem como um gesto de solidariedade, depois da saída do líder da distrital de Setúbal.»
A primeira ideia que me veio quando li esta notícia foi a de ratos a abandonar o navio, mas depois pensei melhor e questionei-me se haverá 30 militantes do CDS
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O bom exemplo do Estado
«A despesa do Estado com salários reduziu em 18 milhões de euros no primeiro semestre de 2008. Ao mesmo tempo os encargos com pessoal contratado a termo têm aumentado, estando previsto um acréscimo de 50 milhões de euros em 2008.»
Como podemos nós acreditar que há um verdadeiro desejo de lutar contra o trabalho precário quando vemos o governo a dar exemplos destes. Podemos nós confiar nas verdadeiras intenções da nova Lei laboral quando os que a impõem são os primeiros a transformar postos trabalhadores contratados em trabalhadores precários? É este o tipo de relações de trabalho que desejamos para o futuro? Podemos nós aceitar que nos imponham uma sociedade em que as nossas vidas, o nosso futuro e as nossas esperanças possam ser descartadas a qualquer momento? Podemos aceitar viver com o pesadelo do desemprego presente em cada dia das nossas vidas? Que futuro podemos construir, que projectos podemos fazer, que vida podemos aspirar para os nossos filhos?
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terça-feira, julho 29, 2008
A Matrafona
Talvez por a pintura mostrar melhor a “alma” daquilo que representa que a própria fotografia, quando tento encontrar um boneco para retratar a Manuela Ferreira Leite, é aí que encontro a imagem que a ilustra melhor. Pode não ser a imagem certa para ilustrar o post que queria escrever, mas ganha uma vida própria que mostra mais que quaisquer palavras que aqui pudesse colocar. Fica o “boneco” e que cada um leia nele aquilo que desejar.
PS: A pedido dos amigos nos comentários alterei o nome de "A Matrona" para "A Matrafona". Realmente é o titulo mais correcto.
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