domingo, novembro 06, 2011

A Nova vida de Lisboa à noite


Eu sei que já me faltam neurónios e há coisas que os génios, tipo o Simplesmente Álvaro, que têm um plano global em que pensam tudo e tudo se ajusta na perfeição. Aumentam-se os impostos, aumentam-se os transportes e diminuem-se os salários. Aumentam também o desemprego, a precariedade, as horas e a flexibilidade no trabalho. Obrigam muitos a trabalhar até mais tarde e agora, fazem o metro acabar logo às onze horas, (em algumas linhas às nove), cortam carreiras de autocarros para os subúrbios e barcos para a outra margem. Enquanto muitos ficam sem transporte para regressar a casa, ir a Lisboa, a um cinema, torna-se impossível ou ao preço de mais um taxi para quem não tem carro. Dá-se cabo de tudo, da vida das pessoas, da cidade, da economia, do país. Fazem-no também para ir buscar mais dinheiro aos que quase não têm mais nada que um trabalho, mesmo que precário e mal pago. Depois do aumento dos transportes, em alguns casos de 25% que fizeram em Outubro, fazem agora um novo aumento com o diminuir da qualidade do serviço, poupando nas despesas. Mas como se não bastasse, ainda acabam com alguns passes sociais, obrigando quem não necessita de comprar passes combinados, pagando muito mais pelo direito de andar num transporte que não utiliza. Tudo isto, ainda antes do novo aumento dos transportes anunciado para Janeiro. Mais o de Junho, o intermédio, o excepcional e o inevitável que ainda devem aparecer por aí. Mais a Grécia, a Merkel, o Irão a a Troika que não vão desaparecer por aí. Mais tudo o resto que é quase tudo que nos querem impingir pela goela abaixo, à força. Democracia é coisa do passado, como provou a vergonhosa "proibição" feita aos Gregos de poderem decidir das suas vidas através de um referendo. Se não paramos isto agora a bem, algo vai acabar muito mal.

sábado, novembro 05, 2011

As mãos que embalam o berço da Democracia


De quando em vez, a verdadeira face desta farsa que é a democracia desta gente cai. Caiu por ocasião do Tratado de Lisboa e voltou a cair agora com a proposta de referendo, por mais hipocrita e oportunista que fosse, do Primeiro-Ministro Grego. Tantas foram as pressões e tanta a falta de vergonha desta gente que o próprio acabou de desistir dela mesmo depois de dizer que não prescindiria de dar a palavra ao povo grego. A Merkel e o Sarkozy, a quem ninguém passou procuração, reúnem-se e telefonam-se para decidir o que todos os outros têm de fazer. Os outros países da chamada União não têm opinião e os seus povos só têm de calar e comer. Esta é a verdadeira e actual Democracia Europeia, em que os dirigentes têm medo dos seus próprios cidadãos.

É por debaixo do pano


Foram 68 votos a favor, 28 contra e duas abstenções. Os socialistas têm assim já definida a votação até na votação final global. Ou seja, abstêm-se mesmo que a maioria de direita não incorpore na proposta de Orçamento qualquer das alterações que venham a ser defendidas pelo seu grupo parlamentar. Seguro propusera a abstenção invocando o interesse e credibilidade do país, embora rejeitando qualquer responsabilidade na futura execução do OE.

O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Prá ninguém saber
É por debaixo dos pano
O que a gente faz

É debaixo dos pano
Que a gente
Entra pelo cano
Sem ninguém ver..

Será um homem? Será um político? Será uma lesma? Não é uma ameba. Infelizmente não posso dizer ao Seguro que por não votar contra este Orçamento vou deixar de votar no PS, pois já não o faria de qualquer maneira, mas para os seus eleitores é uma vergonha e uma cobardia. Incondicionalmente, preferiu esconder-se debaixo da capa da abstenção, aceitando que os portugueses sofram a brutalidade deste orçamento, lavando as mãos como Pilatos. Para o grande capital que se banqueteia com os nossos juros, que vai comprar as boas empresas públicas por tuta-e-meia convêm que, num momento em que um governo tira direitos e salários, promovendo a pobreza e a subserviência no trabalho e na vida, o líder da oposição seja um incapaz sem qualidade para que muitos não o vejam como alternativa ao poder. Sem uma urna para podermos dizer o que pensamos deste orçamento e destas políticas saídas de enormes mentiras eleitorais, que alternativas nos restam. Só na rua podemos expressar a nossa vontade e mais exigi-la. A bater tachos à porta da Assembleia no dia 11.11.11 às 11.11, a participar na greve geral no dia 24 ou a ir para a rua participar em Assembleias, debates de ideias, trocas de experiências exigindo uma nova forma de democracia e novos caminhos para o país. Eu, já deixei o meu sossego e o meu sofá, abdicando das horas de descanso e não há dia em que não aproveite esse tempo para ir a reuniões do 15.O, assembleias de Indignados, encontros de construção de novas alternativas, colar cartazes ou partilhar informação. Só nós, todos e unidos podemos, ocupando a rua que é nossa fazer a mudança. Está a acontecer um pouco por todo o mundo, mais mediática e visível no "Ocupy Wall Street" que se estende por toda a América, mas também em milhares de cidades em centenas de países. Está a acontecer cá, muita gente é que ainda não o percebeu.


sexta-feira, novembro 04, 2011

Somos todos gregos


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que Portugal não seguirá a decisão do governo grego de realizar um referendo sobre o plano de resgate europeu e apelou à união dos portugueses. "Eu espero que Portugal se possa aplicar ainda com mais determinação, para mostrar à União Europeia e ao mundo que nós não seguiremos estes exemplos. Não queremos ser confundidos com o que se está a passar na Grécia, e isso depende inteiramente de nós", disse.

Será que ele ainda acredita que ainda há quem ligue alguma coisa as estes apelos de nacionalismo bacoco? Os portugueses estão bem mais preocupados com o fim do mês e se o Coelho não fosse um rato, fosse mais honesto e não mentisse tanto, certamente que faria também ele um referendo. Ele diz que não queremos ser confundidos com os gregos mas a verdade é que agora somos todos gregos mesmo que isso não dependa de nós, mas do capitalismo financeiros que corroí a Europa e da incompetência de alguns líderes europeus e da impotente apatia de outros.
O que podemos todos fazer é aproveitar este momento em que somos todos gregos para lhes honrar a herança da democracia, recriando-a e transformando-a na verdadeira voz dos cidadãos. Está na hora de negarmos os profetas do nosso fado e assumirmos a responsabilidade do nosso futuro nas nossas mãos. Para isso temos de procurar caminhos, debater soluções, trocar ideias com outros que, como nós, procuram resposta para a sua indignação e para o seu futuro. Junta-te, discute, debate, ouve, fala. A inevitabilidade não existe.

Diplomacia de Merceeiro


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, defendeu, ontem à noite, em Caracas, que as embaixadas e consulados portugueses sejam transformados em centros de promoção das marcas, empresas e produtos portugueses.

Todos os países têm um Ministro de Negócios Estrangeiros para tratar da politica internacional mas Portugal parece ter optado por ter antes um caixeiro viajante, na linha do Sócrates e neste caso até indo fazer negócio com os mesmos clientes que antes desprezavam e condenavam. Mudam-se os tempos, mudam-se as opiniões. As Embaixadas, que antes serviam para ajudar os Portugueses espalhados pelo mundo, agora querem vê-las transformadas em Centros Comerciais e se essa é a politica então o melhor mesmo é fazer regressar a casa os Embaixadores e substitui-los pelos merceeiros Belmiro com o seu Continente e o Soares dos Santos com o Pingo-Doce. Têm é que garantir que não vão para lá vender tomates espanhóis.
Já estou a ver o Embaixador português em Washington a bater à porta da Casa-branca para vender um Zé Povinho ou um "caralhote" das Caldas.

quinta-feira, novembro 03, 2011

A Crise é mundial por isso a nossa luta é Internacional


O Capitalismo financeiro mundial está em crise, a Europa em crise profunda e o euro a dar o último suspiro, com a Grécia a cair, a Itália na linha de fogo dos mercados e a Espanha à porta. Passos Coelho parece que ainda não o compreendeu e procura fazer a vontade aos Deuses do EurOlimpo apresentando-se como o bom lacaio que faz tudo o que lhe mandam e ainda mais, mas esquecendo-se do essencial que é o futuro deste jardim à beira-mar plantado e as pessoas que nele já só sobrevivem. Negar a realidade e tentar fazer de Portugal um exemplo de que esta crise pode ser resolvida com simples medidas de austeridade só vai dar mau resultado. Querer colocar o peso da especulação financeira, o capitalismo e o euro nas nossas costas é uma tarefa condenada ao fracasso. A crise não é só portuguesa, não é sequer só europeia, a crise é do sistema que coloca os interesses financeiros acima das pessoas. Esta crise só se resolve acabando com este sistema antes que ele acabe connosco.

A Europa e o cadáver Grego


O primeiro-ministro grego George Papandreou anunciou hoje a realização de um referendo sobre o novo pacote de ajuda à Grécia. "A vontade do povo grego vai comprometer-nos". "Eles querem adotar o novo acordo ou rejeitá-lo? Se os gregos não o quiserem, não será adotado", acrescentou Papandreou, que na passada semana, enfrentou uma nova vaga de protestos contra medidas de austeridade adicionais decididas pelo governo.

Os lideres europeus caíram de cu, os mercados caíram por aí abaixo. Isto de se perguntar ao povo o que deseja é coisa que nesta democracia não é bem vista. Também lá dentro, na Grécia, a coisa não parece correr muito bem. Há já deputados que levantam a voz contra, outros pedem a cabeça do Papandreou e as chefias militares já foram demitidas com medo de um golpe de estado. A ideia do Primeiro-ministro até lhe pode ter parecido boa. Tentava que o Sim ganhasse com uma campanha forte e assustando com a bancarrota e a falta de financiamento, o que legitimaria as novas medidas de austeridade. Se o Não saísse vencedor limpava as mãos, qual Pilatos, e poderia sempre "chutar" para cima dos Gregos as responsabilidades do não pagamento da dívida e da inevitável saída do euro. A intenção até pode ter sido hipócrita, ao só dar a voz aos gregos quando a escolha já só é entre dois males, mas pelo menos é mais democrática.
A Europa chegou finalmente ao beco sem saída que todos previam mas ninguém evitou. Podem fazer as Cimeiras que desejarem mas o Euro, que já tinha morte anunciada, entrou em coma profundo. Mais um prego no caixão desta Desunião Europeia que tem lideres tão fracos que nem para dirigirem a colectividade aqui da rua serviam.

quarta-feira, novembro 02, 2011


Este Álvaro é uma personagem que não existe. Vê-lo sorridente no fim daquilo a que chamam reunião de concertação social a informar-nos de quão bem tinha corrido a reunião, com sindicatos a saírem "indignados" e a apelarem à greve geral de dia 24 e os patrões descontentes, deixa perplexo qualquer um. Não se se já colocou bandeirinhas em todas as bananas da madeira, nos galos de Barcelos e na cerâmica das Caldas nem se já apagou todas as luzes do Ministério. Não sei nem me interessa muito, preferia saber quando lhe irão entregar um bilhete para Vancouver que os alunos dele andam com saudades. Este nem com a imprensa cor-de-laranja a puxar por ele consegue não nos fazer rir, mesmo que aquilo que diga seja muito triste.

Portugal, Zona de conforto

Os jovens portugueses desempregados devem emigrar, em vez de ficarem na sua «zona de conforto», disse no sábado o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre. «Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras».

Parece que como não temos nem batatas, nem chicharros, nem parafusos para exportar, este governo resolveu exportar os jovens deste país. Ouvi, durante anos e anos, gente dizer que o mal do país, o que fazia com que ele não se desenvolvesse era a baixa qualificação dos nossos trabalhadores. Parecia ter lógica e por isso se aplaudia as medidas que levavam os nossos jovens para a escola, oferecer-lhes melhores condições e ganharem conhecimentos que os transformassem em trabalhadores altamente qualificados. Uma politica consensual onde se gastaram milhares e milhares de milhões para a sua consumação.
Agora, que temos esses trabalhadores descobrimos que não temos trabalho para tanta qualificação. Aliás já chegámos ao ponto em que não temos trabalho para ninguém, seja ele qualificado ou desqualificado. Engenheiros, arquitectos, licenciados de todas as áreas trabalham hoje em call centers ou nas caixas dos supermercados dos hiper-Merceeiros em troca de um salário mínimo e de toda uma vida de precariedade. A isto chama o Secretário de Estado "zona de conforto". A solução é a exportação, não de produtos porque não os produzimos, mas de jovens licenciados. O Salazar exportou os seus trabalhadores desqualificados para os "bidonvilles" desse mundo e estes enviam os seus trabalhadores qualificados para um qualquer bairro dos subúrbios desse mesmo mundo. O Passos coelho veio dizer que nos vai fazer ficar a todos e mais o país mais pobres e agora este que desistiram. Primeiro atiramos tudo o que tínhamos fora, o Cavaco encarregou-se disso, agora atiramos também os jovens e as suas qualificações. O que resta? Nada.

terça-feira, novembro 01, 2011

Cavando a própria sepultura


Paul De Grauwe é um dos maiores especialistas sobre o funcionamento da Zona Euro. O professor e conselheiro da Comissão Europeia não tem dúvidas de que as decisões da semana passada serão insuficientes.
Portugal está mais próximo de uma reestruturação da sua dívida?
Infelizmente, creio que está mais próximo, devido à recessão, a qual implicará rácios de défice e dívida superiores, forçando o Governo a adoptar ainda mais austeridade.
Como avalia a desvalorização interna que o Governo português está a pôr em curso?
É uma estratégia de alto risco. É verdade que Portugal tem de conseguir uma desvalorização interna, mas vocês terão de aplicar medidas tão duras, que conduzirão a uma recessão profunda. Os mercados podem não vos dar o tempo de que precisam. Estão muito nervosos, e poderão colocar-vos mais e mais pressão. Pode acontecer que as coisas ainda piorem, como aconteceu na Grécia, exigindo mais e mais austeridade que torne uma crise gerível numa crise insolúvel.

O homem não sei quem é, mas segundo o artigo é um daqueles gurus das finanças da UE que pensa as politicas económicas e aconselha a Comissão Europeia. Se esta gente vem dizer que mais austeridade vai conduzir à recessão profunda que por sua vez criará mais e mais austeridade que torne uma crise gerível numa crise insolúvel, penso que todos temos a obrigação de nos preocuparmos e procurarmos respostas. Não sendo eu economista nem entendendo nada do assunto há muito que observo os maus resultados de todas estas politicas, que nos têm lavado de mal a pior, e posso facilmente prever que delas nada de bom pode sair. Podem dizer que é o meu anti-capitalismo que me faz dizer isto e não confiar nada neste sistema, mas até os próprios defensores do capitalismo o começam a dizer também. O sistema está podre e a chegar a um ponto em que se está a auto-destruir rapidamente ameaçando com um alastrar da pobreza por todo o mundo. Está na hora, até já passa, de fazer alguma coisa e exigir, no mínimo, mudanças profundas no sistema, (o ideal seria destrui-lo de vez). Se não for por nós que seja pelos nossos filhos.

O pecado da palavra

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Fernando Jesus, acusou hoje de irresponsabilidade e deslealdade as vozes que propugnam um voto do partido contra o Orçamento de Estado para 2012.Fernando Jesus afirmou textualmente que "os responsáveis do partido que têm vindo a público emitir a sua opinião sobre o voto no Orçamento, antes de a Comissão Política do PS reunir e decidir, estão a revelar deslealdade em relação à direcção". E acrescentou que os membros do grupo que propõe um voto contra o Orçamento "revelam também irresponsabilidade nos actos que praticam".

Há muito que critico aquilo a que teimam em chamar de democracia mas que não passa de uma outra forma de manutenção do poder de alguns e de regalias de outros. Controlando os meios de comunicação social, fazendo as leis e "premiando" quem mantenha as aparências de alternativas foi fácil criar um sistema em que se garante uma politica de alterne que nos convence, de quatro em quatro anos, que temos opções de correr com quem nos mentiu e lixou para lá colocarmos outro que nos vai também mentir e lixar.
Mas isso é na politica mais generalista, porque quando chegamos aos partidos, ai nem a voz é livre. As direcções impõem a sua lei da rolha e obrigam, até aqueles que foram eleitos nessa falta democracia, a obedecerem às ordens de uma liderança, por mais patética e inconsequente que ela seja.
Este orçamento é um caso daqueles que envergonha todos os que foram eleitos sob a bandeira de um partido, que mesmo não o sendo, se chama de socialista. Um orçamento que viola a Constituição, que condena um povo à pobreza e à miséria e que em muito ultrapassa as próprias exigências internacionais para garantir a ajuda externa e o cumprimento do acordo feito com a Troika não devia necessitar de qualquer discussão e obrigatoriamente ser chumbado. Não o fazer e ainda criticar aqueles que o defendam é a demonstração de que a democracia não passa de uma palavra sem sentido na boca desta gente.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Fado Oriental

...
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Vai tornar-se uma imensa China laboral

O diabo está nos detalhes


O Presidente da República considerou hoje que as conclusões da última cimeira da zona euro "vão no sentido correto", mas que há "detalhes técnicos" por esclarecer, e observou que "o diabo às vezes está nos detalhes".

Ele lá sabe isso dos detalhes e dos diabos, afinal na sua santa honestidade tem andado com alguns ao colo.

domingo, outubro 30, 2011

Os Sobreiros das Patacas


«Em entrevista exclusiva ao Correio da Manhã, a ministra da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas, admite ter dado informação errada ao parlamento sobre a barragem do Tua. Mas, mesmo assim, já ordenou o abate de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras.
A zona onde se vai construir a barragem está inserida numa região classificada como património da Humanidade pela UNESCO, que agora pode ser posta em causa com esta decisão. Na primeira grande entrevista que dá como ministra, Assunção Cristas diz também que não sabia que o escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, onde trabalhou antes de ir para o Governo, tem como cliente a concessionária da barragem do Tua, a EDP. »

Mas afinal que raiva é esta do CDS para com os sobreiros? Parecem ser a sua árvores das patacas.

O Rei da Respública do raio que o parta


Para a Cimeira Ibero-Americana, que decorre no Paraguai, Aníbal Cavaco Silva arrasta atrás dele um séquito de 23, no qual se incluem mordomo e médico pessoal. O mesmo Presidente, que se eternizou na célebre frase "Ninguém está imune aos sacrifícios", já tinha suscitado consternação aquando da visita aos Açores em Setembro, por se ter feito acompanhar de uma comitiva de 30 pessoas, entre as quais estavam o chefe da casa civil e sua esposa, quatro assessores, dois consultores, um médico pessoal, uma enfermeira, dois bagageiros, dois fotógrafos oficiais, um mordomo e 12 agentes de segurança. Já recentemente Cavaco Silva recebeu as credenciais de seis embaixadores tendo cada um sido acompanhado por 60 cavalos e charanga da GNR.

É o que dá ser-se Rei de uma Republica. A Presidência receber por ano mais de 14 milhões de euros, o dobro do orçamento da Casa Real Espanhola, dá para isto e muito mais. Que não faltem festas, passeios e charangas . Quem perdeu os subsidio de férias, Natal e parte do salário e vê quem afirmava que todos tínhamos de fazer enormes sacrifícios a esbanjar à grande e à francesa, como se deve sentir? Pessoalmente sinto-me indignado mas também muito zangado e Irritado.


sábado, outubro 29, 2011

Preso a Portugal


O Ministério Público brasileiro acusou formalmente, esta quinta-feira, o ex-deputado português Duarte Lima do homicídio de Rosalina Ribeiro. A Interpol terá sido contactada para que inclua o nome de Duarte Lima na lista de pessoas procuradas. A denúncia foi encaminhada ao Juízo da 2ª Vara de Saquarema pela Promotora de Justiça Gabriela de Aguillar Lima, que também requereu a prisão preventiva de Duarte Lima.

Não sei se o homem matou ou não matou porque embora ainda não condenado já é acusado com Interpol e tudo. Como Portugal não extradita cidadãos portugueses para o Brasil enquanto se ficar aqui pelo Jardim não vai ser preso fisicamente mas nunca mais se libertará do estigma que tem na testa. A sua honra só poderia ser restabelecida se aceitasse entregar-se à justiça brasileira e ser julgado e absolvido. Mas, parece-me que vamos ver o homem muito tempo por aqui.

O pobre Pinóquio


'Só vamos sair desta situação empobrecendo', Passos Coelho

Empobrecendo? Quem? Ele? Os seus amigo?, O Presidente? Os altos quadros do Estado? Os seus lacaios? Os banqueiros? Ou só todos nós?
É que alguns já não têm mais onde ir buscar dinheiro para uma existência digna, enquanto outros enchem os cofres das offshore.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Chegaram os temporais


Os líderes europeus saúdam os esforços de Portugal e «Convidam os dois países a manterem os seus esforços para alcançar as metas acordadas e estarem preparados para tomar quaisquer medidas adicionais necessárias para atingir esses objectivos».

Chegaram os temporais e parece que não pára de chover no molhado. Felizes os que têm onde estar abrigados.

Contágio


Ao optarem por tratar as pessoas como a variável menos importante no orçamento do estado para 2012, exigindo-lhe sacrifícios colossais e cortando os subsídios de férias e natal, o governo abriu a Caixa de Pandora da indignação. Não há agora dia em que um jornal, nos mails, nos blogs e nas redes sociais não surjam as mordomias com que os nossos políticos continuam a viver. Sejam os subsídios de transporte do Ministro que tem casa em Lisboa, as pensões vitalícias, (que duplicam quando fazem 60 anos), as milionárias reformas antecipadas, os ordenados e prémios obscenos, os carros, as casas e as negociatas. O Ministro já veio dizer que quer atenção redobrada sobre manifestações de risco. Têm medo porque brutalizam um povo e já nem conseguem esconder os vícios privados sob a capa da mentira de públicas virtudes.

quinta-feira, outubro 27, 2011

Até lhe chupam os ossinhos


O primeiro-ministro Passos Coelho justificou hoje a decisão de eliminar os subsídios de férias e de Natal apenas na função pública dizendo que um corte generalizado não seria visto de forma credível na Europa e que deixaria Portugal sem ajuda externa já em Novembro.
O primeiro-ministro afirmou que "Não vale a pena fazer demagogia sobre isto, nós sabemos que só vamos sair desta situação empobrecendo - em termos relativos, em termos absolutos até, na medida em que o nosso Produto Interno Bruto (PIB) está a cair", e admitiu que Portugal pode fazer tudo em termos internos, mas isso não ser suficiente para assegurar o crescimento económico.

Que espera ele conseguir com este discurso? Que as pessoas se calem e aceitem o seu destino de pobreza sem mesmo lhes darem uma certeza de que este caminho tem uma luz no fim do túnel? Pensa ele mobilizar as pessoas para trabalharem mais e melhor cortando-lhes os salários e os subsídios e não repartindo os sacrifícios por todos para agradar aos senhores da Troika? Quem o ouve hoje e quem o ouvia antes de ser eleito pode aceitar que este "coelho" se considere com legitimidade para continuar no cargo? Rua com esta escumalha, já.

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