Segunda-feira, Abril 30, 2007

O grande antifascista madeirense

João Jardim chamou de fascistas a José Sócrates, Manuel Monteiro e Francisco Louça. Claro que em resposta já vieram vozes a relembrar que o mesmo Alberto João, no antes 25 de Abril, escrevia num jornal regional artigos em louvor ao antigo regime. Se as suas declarações não me surpreendem, já que atoardas destas são o pão nosso de cada dia na boca do burgesso, já a segunda muito me admirou, não por saber que apoiava o regime salazarento, mas porque desconhecia que o Bicho da Madeira soubesse sequer escrever. Assim continua a democrática campanha eleitoral naquela República das Bananas e, a cada dia que passa, mais me pergunto porque não se lhe oferece a independência Assim, livrávamo-lo a ele de aturar os “Cubanos contenentais” e a nós de o aturar a ele de uma vez por todas. Ficava toda a gente satisfeita.

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O cigarro da paz

Depois de um mês complicado, por se saber que afinal o Engenheiro é só um engenheiro assim assim e em que assistimos ao milagre da multiplicação de diplomas acompanhado de um atabalhoado tapar de buracos, em que quando tapavam um mais dois apareciam, parece que a calma voltou a São Bento. Como que por milagre, o assunto da licenciatura deixou de interessar e de ser noticia e o Paulo Portas apareceu para assombrar o já solitário Marques Mendes. Como isto podia não ser suficiente, o caso Bragaparques tomou conta da comunicação social. A Sócretina pode finalmente fumar um cigarro descansada e o pequeno Mendes vê o seu, também já pequeno mundo, ruir-lhe em cima. Ou a Sócretina tem realmente muita sorte e o destino gosta dela ou são cartas há muito guardadas na manga, e jogadas na altura própria. Não lhe queria reconhecer tanta competência, mas há momentos em que o acaso parece ser demasiado conveniente para ser só isso. A outra alternativa, só pode passar por a Sócretina andar carregada de patas de coelho, trevos de quatro folhas e ter uma ferradura atrás de cada porta.

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O ultimo tango em Lisboa

Vem ai nova ofensiva para a criação da Constituição Europeia. O Grande Português Durão Barroso, empregada da limpeza dos donos da Europa, nada atarefadíssima a tentar baixar-nos as calcinhas. Se o Sr. Silva, ao dizer que não é a favor de um referendo para a sua rectificação, parece que já as aceitou baixar, a Sócretina, não diz que sim nem que não, mas sabendo nós como ela por poder faz tudo, provavelmente está só a regatear o preço. Preparem a vaselina que eles vêm ai.

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Restos de colecção

Antes que mais esta imagem fique a apodrecer na pasta dos bonecos esquecidos até ao próximo 25 de Abril, vai já hoje para a blogosfera. Tenho que confessar que, para além da falta de tempo, também a imaginação e a paciência não andam nos seus níveis mais elevados. Sinto-me bloqueado, sem ideias. Não é a primeira vez que isto me acontece e espero que passe rapidamente e, já agora, que ninguém que cá vem o note. Por isso esqueçam que eu disse isto e fiquem com aquilo que deveria ser acompanhado por um texto sobre a importância excessiva que a comunicação social, com os seus comentadores e analistas, normalmente dá a discursos de ocasião do Sr. Silva e que espremidos, dizem o mesmo que disseram os dos seus antecessores. Mas como ando sem pachorra para escrever, vai mesmo assim.

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Domingo, Abril 29, 2007

No Reino das Bananas

Na campanha eleitoral já por mais de uma vez ouvi o Bicho da Madeira ameaçar com a independência da ilha, ou melhor, ameaçar com a procura de outro país disposto a sustentar a seus gastos de gente rica, e a sua politiquisse de quero, posso e mando. O unico conselho que lhe posso dar é que não diga isso muitas vezes, não vão os "contenentais" fazer-lhe a vontade. Eu por mim, não faço muita questão em lhe chamar de português.

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Multas privadas, despesas públicas

O governo vai acabar com a DGV (Direcção Geral de Viação), que tem 1100 funcionários, e substitui-la pela ASR (Autoridade para a Segurança Rodoviária) que contará apenas com 90. Com isto, mais de 1000 funcionários da DGV estão em risco de irem direitinhos para o quadro de supranumerários da Função Pública. Poder-se-ia pensar que, se 90 fazem o trabalho daquela gente toda, é porque andava muita gente sem fazer nada e se trata de uma boa acção de racionalização e poupança pública. Só que depois ficamos a saber que o mesmo governo também pensa contratar duas empresas privadas para tratar das multas de trânsito. Defende o Governo que o recurso a serviços jurídicos privados resultará num aumento da eficiência.
Ultimamente todos nós certamente notámos um aumento das actividades da polícia de trânsito e naquilo a que normalmente se chama a “caça à multa”. Muitos, como eu, pensei que se poderia tratar de o estado tentar aumentar os seus rendimentos, uma forma de ir receber mais dinheiro dos cidadãos sem ter de fazer mais um aumento de impostos. Como quem é multado, normalmente é porque fez uma transgressão, de poucos nos podíamos queixar. O pior é que pelos vistos os motivos eram outros. O que se pretendia era provar que se trata de um bom e rentável negócio para os privados.
Assim, destrói-se a vida de mais de mil famílias, o estado pouco ou nada deverá poupar, já que vai continuar a pagar uma percentagem dos vencimentos a quem vai para o quadro dos supernumerários e as empresas privadas certamente quererão receber uma boa percentagem das nossas multas. Reduzem-se funcionários públicos para mostrar em estatísticas, sem se provar que há redução de custos e sem se ter o mínimo de consideração pela vida das pessoas. Neste modelo de liberalismo em que vivemos, descartam-se as pessoas em nome de números. Será que este povo não está farto disto? Será que pensa que é só com os outros, que ele não tem nada a ver com isso? Será que não vê que o seu dia também se aproxima? Será que não preferem um país em que se pense primeiro nas pessoas do que nos dados estatísticos do Banco de Portugal? Será que já não estão fartos de ver os predadores privados a abocanhar tudo quanto é público? Será que não têm uma vontade enorme de ir para a rua e correr com esta canalha toda? Eu tenho.

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A Besta com 109 anos

A presença da direita nos meios de comunicação aumentou imenso nestes últimos tempo, o que mostra que uma campanha, aproveitando o favor que a RTP lhes fez ao promover a estupidez de um concurso para eleger o maior português de sempre, para a sua afirmação na sociedade portuguesa, está a decorrer. A minha posição normal perante esta gente é a do desprezo. Honestamente são gente que não me interessa. Se há quem queira abrir um Museu do Salazar, nada tenho contra, se lá se contar toda a história e todas as acções por ele feitas. Seria como fazer um Museu Hitler, onde para alem das fotografias de um bebé fofinho, de um miúdo de calções, também estariam as dos mortos e dos campos de concentração. Não acredito que, a não ser para muito poucos, aquela figura não saísse ao olhos de todos como um ser repelente. Afinal os seus actos falariam por eles.
Se falo aqui disto, é porque ouvi numa televisão alguém a dizer que, não admite que se continue assim a denegrir a imagem do Salazar”. Pois é, era só o que faltava que eu não pudesse dizer aquilo que desejar sobre uma coisa que cometeu tantos crimes. Fez ontem 109 anos do seu nascimento, mas se querem saber, 1968, o ano em que caiu da bendita cadeira e o de 1970 em que bateu as botas são datas bem mais importantes. Salazar, prendeu, matou, torturou, só pelo simples crime de opinião. Ele também não admitia que se falasse contra aquilo que ele queria. Só por isso mandava matar. Felizmente a besta arde num qualquer inferno e eu posso dize-lo.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sábado, Abril 28, 2007

Restos de colecção

A Versão Oriental do Chicken-man

Ao longo do tempo alguns dos bonecos que tenho feito, por ao não serem publicados por outros assuntos ou outros bonecos terem ocupado o seu espaço, foram ficando para aqui a amontoar-se numa pasta meio esquecida. Tinha duas alternas, ou simplesmente os apagava, ou então utilizava-os sempre que o tempo apertasse. Claro que escolhi a segunda solução, afinal sempre é uma ajuda para quando estou mais aflito. Aqui fica portanto o primeiro destes restos de colecção, que esteve para ser publicado, primeiro quando o Sr. Silva visitou a Índia e depois quando iniciei uma pequena colecção dedicada ao chicken-man.

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Maças

Cuidados com as maças que este Engenheiro vai começar a oferecer agora que as sondagens começam a ser menos rosas e a mostrar mais alguns espinhos. Como aquelas que nos chegam da União Europeia, vêm muito bem embaladas, são muito bonitas e muito brilhantes por fora, mas estão envenenadas por dentro.

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O Escondidinho

Agora que já ninguém duvida que Carmona Rodrigues vai ser constituído arguido no Caso Bragaparques, onde anda Marques Mendes. Gritou por moralismo, e muito bem, nas ultimas eleições autárquicas, recusando apoiar as candidaturas de Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Exigiu a suspensão de mandato a Fontão de Carvalho e Gabriela Seara, também eles arguidos no mesmo processo de permuta de terrenos da Feira popular. Não seria altura de não se esconder mais e vir a publico esclarecer qual a posição do PSD neste caso? Vai propor eleições autárquicas em Lisboa? Vai deixar cair o moralismo e deixar tudo como está? Vai deixar que Lisboa continue a agonizar?

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Novas Oportunidades 3

Para que a licenciatura do Sócrates não morra no esquecimento aqui tentarei publicar um post semanal para relembrar que há Engenheiros que constroem pontes e outros que nem uma barraca para cães eu lhes confiaria. A esses, não lhes dou uma nova oportunidade.

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Sexta-feira, Abril 27, 2007

O Voo do anjo Carmona

Parece que este anjinho voou para o estrangeiro. Segundo o PSD era uma viajem já prevista, segundo as más-línguas é para evitar perguntas e dar tempo ao pequeno Mendes para pensar o que fazer e segundo as péssimas-línguas já estará a apanhar sol na praia de Ipanema, a fazer uma operações para esticar as peles e com o cabelo bem lourinho (ou isto foi a Felgueiras?). Seja como for não estará na altura de Lisboa exigir que esta cambada se ponha a andar e, de preferência com um bom pontapé no cu?

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A Primavera do CDS

Vejam só o que desabrochou lá para o lado das Caldas.

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As asas do poder

Carmona Rodrigues apresentou uma proposta para que a Câmara de Lisboa suporte as custas dos processos em que são arguidos vereadores e ex-vereadores. Até ver, Fontão de Carvalho, Gabriela Seara e Eduarda Napoleão. A proposta baseia-se no estatuto dos eleitos locais, segundo o qual deverão ser as autarquias a pagar as custas judiciais dos processos em que os autarcas sejam arguidos devido às funções que ocupam, desde que os mesmos não decorram de prática dolosa.
Se do Processo Bragaparques não decorrem práticas dolosas para a autarquia, para a cidade e para os cidadãos tenho muitas dúvidas, mas não estará já a pensar que talvez, também ele, vá necessitar dos serviços de alguns advogados?

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Eleições na Madeira

O Rei da Madeira

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Quinta-feira, Abril 26, 2007

Oposição claustrofóbica

Pelos vistos a oposição sente-se claustrofóbica com a actuação do governo dos Sócretinos. Que sejamos todos nós a sentir-nos cada dia mais apertados, por impostos que não param de surgir e aumentar, por uma classe politica que cada vez mais distribui administrações e empregos aos amigos, enquanto para os outros o desemprego alastra e por uns meses que cada vez parecem maiores para salário que ganhamos, é compreensível, mas preocupante é que seja agora a oposição, perante uma situação paupérrima do pais, não encontre espaço de manobra para confrontar o governo. Isto só quer dizer que, este governo está a conseguir ocupar todo o espaço político do PSD, ao fazer a politica que ele próprio sempre desejou fazer e não foi capaz.
É preocupante porque esta politica está a arruinar o país, a disseminar a corrupção e a criar cada dia mais miséria.
É preocupante porque o maior partido da oposição se sente incapaz de fazer frente a isto por ser isto que também ele defende.
É preocupante porque a cada dia que passa aumentam as dificuldades e cresce a pobreza para os cidadãos.
É preocupante porque esta democracia só nos dá como alternativa mais do mesmo e, esse mesmo, não resolve os nossos problemas.
É preocupante porque vivemos numa Europa para a qual temos obrigações, mas que a cada dia está mais longe de nós.
É muito preocupante porque este caminha não parece levar a lado nenhum.
É muito, muito preocupante porque até o acto de votar se está a tornar cada dia mais claustrofóbico assim como a oposição que temos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O discuros Cavaquista do 25 de Abril

No seu discurso do 25 de Abril, Cavaco Silva afirmou:“De tão repetidas nos mesmos moldes, o que resta verdadeiramente da comemoração do 25 de Abril? Continuará a fazer sentido manter esta forma de festejarmos o Dia da Liberdade ou será tempo de inovar?”. “Preocupo-me sobretudo com o sentido que este dia da Liberdade possui para os mais jovens, aqueles que nasceram depois de 1974. É deles o futuro de Portugal. O que dirá este cerimonial às gerações mais novas?”

Depois de vermos desaparecer o Cravo da lapela do Presidente da Republica, símbolo do dia da liberdade, vem agora o Sr. Silva lançar mais umas farpas sobre o 25 de Abril. Efectivamente não sei se esta é a melhor forma de comemorar este dia, mas para quem desceu a Avenida da Liberdade e viu o número de pessoas que ai se deslocou para o festejar, não pode deixar de acreditar que ele ainda está bem vivo e que a esperança ainda resiste. Procurar retirar-lhe os símbolos e o sentido, transformando-o em mais um 10 de Junho não me parece ser a melhor forma de o defender. Bom seria que os nossos políticos retirassem aquelas gravatas que lhes apertam as gargantas e viessem para a rua, para junto do povo que os elegeu, gritar e agradecer a quem lhes permitiu estarem onde estão e serem aquilo que são hoje, em vez de fazerem estes discursos de ocasião, vazios de sentido e sobretudo de sentimento. A melhor forma de comemorar o dia da liberdade é vivendo-a, indo para a rua onde ela foi conquistada e mostrando que nunca mais aceitaremos mais mordaças.
Mas, como o Sr. Silva não parece pensar assim e não nos disse que formato defende para estas comemorações, aqui publicarei algumas sugestões que poderão ser do seu agrado. Esta é a primeira, muito voltada para a juventude. Talvez retomar a velha tradição de encher o Estádio Nacional com a Mocidade portuguesa a exibir-se para gáudio dos Senhores sentados em tribunas de honra. Claro que tudo isto sem cravo ao peito.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Porque hoje é Quinta-feira

Era ainda bem cedo quando a Sócretina chegou ao Palácio. Viu uma rede pendurada entre duas árvores e foi-se lá deitar a ler um livro. (Pelo que nos podemos aperceber pareceu-nos ser a nova edição de “Engenharia Civil para Totós). Pouco tempo depois, apareceu o Sr. Silva de Cravo Vermelho ao peito.
– Sócretina, então não me avisaste que tinhas chegado? Estás com um ar cansada.
– Oh Silva, tu é que tens razão, temos mesmo que mudar esta merda das celebrações do 25 de Abril. Vê lá que tive de abrir as portas de São Bento e aturar aquele povinho todo a meter o nariz por todo o lado. Até houve um que estava a abrir as gavetas, e quando lhe perguntei o que estava a fazer disse que andava à procura meu diploma de engenheiro para mostrar à mulher. Gente chata, o povo.
– A quem o dizes, também já tive disso aqui por Belém. Nesse dia, até tive de acalmar a Maria que queria correr todos à vassourada quando viu que lhe tinham sujo com lama o tapete da entrada. E logo quando que tinha passado toda a manhã de joelhos a esfregá-lo. Estava brava.
– E tu, que fazes com o raio de um cravo ao peito?
– Foi uma ideia da Maria. Até já ando a suspeitar que quando afirmou naquela entrevista que era de centro esquerda, não estava a mentir. Disse-me, que se fosse visto com o cravo, ia garantir que alguns desses esquerdistas votassem em mim daqui a três anos. Não gosto nada disto, mas se dizem que pode dar votos até ponho um ramo na cabeça. – Disse ele sorrindo.
– Tu tens cada uma, Aníbal. Já ontem me fartei de rir com aquela da classe politica mais qualificada para os nossos filhos e netos. Qualificados somos nós, eu Engenheiro e tu Economista.
– Há há há há, só tu para me fazeres rir. Mas anda daí, vamos para dentro.
– Oh Aníbal, hoje não estou mesmo para ai virada. Dói-me a cabeça.
– Dói-te a cabeça? Não vais começar também tu com essas desculpas da dor de cabeça. Já me chega a outra. Anda mas é daí que hoje estou com umas ideias novas: Eu PIDE e tu comunista. Anda. – Disse o Sr. Silva enquanto retirava a flor da lapela e lhe dava um pontapé. – Golo, grande golo.
– Com essa já me convenceste. Ajuda-me a levantar e vamos lá fazer o nosso 25 de Abril.
E lá foram andando para o Palácio deixando só um cravo amachucado caído no caminho.

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O Tunel do Carmona

Foi finalmente inaugurado o Túnel do Marquês de Pombal. A Liga dos bombeiros profissionais de Lisboa vieram avisar para diversos problemas de segurança na sua concepção, o que coloca em causa a segurança para quem o utiliza, para além daqueles que já todos sabíamos existirem pelos níveis de inclinação existentes e que ultrapassam em muito todas as recomendações europeias. Contrariando esta ideia, apareceram depois os Sapadores Bombeiros a garantir a segurança do túnel e o Presidente da câmara a afirmar que é, de todos os existentes em Lisboa, o mais seguro. Perante estas opiniões tão divergentes, para que o túnel abrisse devia ser exigido a Carmona Rodrigues e a todos aqueles que põem a mão no lume pela segurança para quem o utilizar, que assumissem a responsabilidade civil e criminal por qualquer acidente que ai acontecesse. Talvez aí pudéssemos confirmar se todas estas certezas e essa confiança, são tão reais como nos querem fazer crer. É que depois de acontecerem as desgraças é vê-los todos a fugirem com o rabo à seringa e a lavarem as mãos das responsabilidades, para a culpa a morrer, como sempre, solteira.

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Quarta-feira, Abril 25, 2007

Sentidas condolências

Há por ai más linguas que dizem que aquelas lágrimas não são sentidas.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

A Gárgula do Palácio

O Sr. Silva, foi no ano passado, o primeiro Presidente da República a não usar um cravo na lapela no discurso das comemorações do 25 de Abril. Sendo esse um direito que lhe assiste, mostra como cada vez mais há a vontade de transformar esta data em só mais um feriado sem carga politica e, sobretudo ideológica. Mas, enquanto houver alguém que se recorde do cinzentão salazarento e que ame a liberdade haverá sempre uma lapela onde um cravo florirá e uma voz que não deixará esquecer. Quanto a si Sr. Silva, pode estar descansado, que sempre que me apetecer faço um boneco seu com um cravo vermelho bem berrante na lapela. E olhe que é para o seu bem, para ver se não se transforma também num velho tão cinzento e caquéctico como o outro. O que caiu da cadeira, o Botas (Não confundir com o Fardas). Vais ver que um bocadinho de cor até te faz ficar com um aspecto mais saudável.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Coitadinho do tiraninho


Este senhor...
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve o sal,
E sob o céu
Fica só azar, é natural

Oh, c’os diabos!
Parece que já choveu


Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho.
Nem sequer sozinho…
Bebe a verdade
E a liberdade.
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.
Coitadinho
Do tiraninho!
(de Fernando Pessoa)

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Acabei de ver um programa de homenagem ao Zeca Afonso na TV feito na Galiza, e fiquei com vontade de escrever. Não sei bem o quê. Mas a vontade é grande. É daquelas coisas que crescem cá dentro e que a partir de um certo tamanho precisam de sair. De alguma maneira.
Então vieram-me à lembrança algumas memórias de 25 de Abril de 1974, um dia claro, bonito, com uma das mais belas alvoradas de sempre.
A maior parte das pessoas preparavam-se para mais um dia tristonho, cinzento e escondido. Muitas pessoas esperavam, em celas de prisões, por liberdade. Muitas pessoas esperavam que os seus filhos não morressem em África. Muitas pessoas preparavam-se para mais um dia em que falariam às escondidas de outras pessoas.
Muitas pessoas faziam contas às suas vidas e preparavam-se para sair de Portugal, também às escondidas, à procura de uma vida melhor ou para evitar que os seus filhos fossem para a guerra. Havia ainda alguém que imaginava o dia em que poderia sair à rua e gritar. Gritar tudo, muito, sem contenção, tudo o que lhe ia na alma. E que era bastante.
Nessa manhã, porém, a luz do sol era diferente. Mais brilhante, mais clara e mais nítida, e com um poder mágico de fazer sorrir as mulheres e os homens, os velhos e os novos, os gordos e os magros, os altos e os baixos, os feios e os bonitos, os brancos, os pretos, os azuis, os amarelos, os verdes, os vermelhos e até os roxos.
Então toda a gente veio para a rua. Era ver para crer. Para crer que era desta. Era desta que ia acabar a noite longa, os dias sem luz. Era desta que Portugal ia começar a ser justo, amigo do próximo, instruído, culto, saudável, crescido, desenvolvido, livre.
Já os soldados estavam na rua. Desde bem cedo, ainda madrugada, os soldados saíram dos quartéis e dirigiram-se para os locais onde as sanguessugas moravam, essas sanguessugas que se alimentavam do povo e o enfraqueciam. Que faziam do povo, um povo triste, sem garra, sem sonhos. Para depois melhor poderem pisar, humilhar, prender ou matar, sempre que fosse necessário. O povo apercebeu-se imediatamente e juntou-se ainda mais nas ruas, agora ao lado dos soldados. Era preciso ajuda? o povo está aqui, ao vosso lado, para o que der e vier. Vamos aproveitar, não haverá outra oportunidade. Os soldados agradeceram. Agradeceram a força do povo, que era muita, era tanta força que era desconhecida por muitos até então. Os soldados agradeceram as sandes, a água, o vinho, as sopas, os sorrisos, as palavras de incentivo. Mas sobretudo a alegria. A alegria imensa que rejuvenesce, que não mente porque é franca, que nos enche o espírito de ideias e projectos e que nos dá o dom da compreensão quando olhamos para o outro e nos vemos a nós próprios.
De repente, alguém trouxe cravos. Vermelhos. E as pessoas agarraram nos cravos e puseram-nos nas pontas das espingardas.

Texto do nosso amigo José Leitão


25 de Abril, SEMPRE!

Abril de1974 foi há… 33 anos e eu tive a grande sorte de nessa altura já ter entendimento suficiente para apreciar a grande felicidade que essa revolução trouxe subitamente aos rostos das pessoas. Vivi esses momentos e os que se seguiram com o espanto disponível para a novidade que há nos olhos das crianças. Vi os retratos cinzentos de Américo Tomás e Marcelo Caetano a serem retirados da parede da minha sala de aula e de repente tudo ganhar côr. O país encheu-se de bandeiras cinco dias depois, no primeiro 1º. de Maio, e eu relembro desse dia a euforia dos milhares de pessoas que enchiam a Alameda e que se olhavam nos olhos e se abraçavam experimentando a nova sensação da liberdade. Na minha casa viveu-se Abril intensamente, apaixonadamente. E o Maio, maduro Maio. E o Verão quente de 75. Estava-se ainda muito longe de imaginar que os ratos continuavam a roer… Os cravos foram belas flores de paz e liberdade mas não fizeram a limpeza necessária. No velho país dos bufos e dos generais os bufos e os generais continuaram a minar os alicerces da revolução. “Já murcharam tua festa, pá, mas certamente esqueceram uma semente nalgum canto do jardim/ Manda novamente algum cheirinho de alecrim”, cantava Chico Buarque em 1978, lançando já então a sua mensagem de alerta e de esperança. De Abril resta-nos principalmente a liberdade de expressão e uma aguda consciência de não querermos que o tempo volte para trás, jamais. Mesmo as saudades que tenho desses dias, não são saudades do passado mas sim saudades de um futuro em que a semente da esperança ainda florirá. Na minha querida concepção de utopia como possibilidade real sinto esse germinar cada vez mais urgente, pois cada dia que passa maiores e inadiáveis vão sendo os motivos que nos dão. Toda a revolução eclode do bater no fundo. Temos essa consciência? Podemos nós esperar por mais essa descida aos infernos?

O povo saiu à rua num dia assim. Todos eram povo. Velhos, jovens, militares, professores, estudantes, operários todos. Um cravo era igual à arma. O fim da guerra, a nossa flor vermelha à paz e à liberdade de a empunhar. Por um país melhor, nessa renovada primavera de Abril.

Depois foi isto que aconteceu, muito rapidamente, para o nosso mal.

Hoje estamos aqui, pior?, saudosos de um outro Abril que só ainda não aconteceu.


Era um puto de 16 anos e não houve aulas

Há um ano escrevi este post contando como foi vivido dia 25 de Abril por mim. Como a esperança existe sempre para quem ama a liberdade, quem sabe não terá o meu filho a sorte de viver, também ele, o seu dia em que tudo parece ser possível, o amanhã é uma página em branco onde todos os futuros podem ser escritos e eu a felicidade de estar a seu lado.

Acordei naquela manhã como em qualquer outra manhã, com a correria do lavar, vestir, comer, o beijinho de – Até logo e porta-te bem e o correr de novo para apanhar o comboio das quarenta e dois. Vão entrando mais amigos e mais colegas, os de Oeiras da Parede até todos juntos entrarmos pela escola dentro. Logo surgiu o Director e alguns professores a dizer-nos que não havia escola, – Vão todos para casa.
Logo ali a ideia, que fazer com este dia livre. Discutia-se a hipótese Praia da Zambujinha quando, chega a notícia de que há uma revolução em Lisboa com soldados e tanques. Nem se discutiu mais e lá fomos todos a correr, uma vez mais, para a estação. A confusão, o que seria, haveria tiros e as informações de quem também viajava e que tinha ouvido dizer.
Cais do Sodré e lá fomos nós, de novo a correr, Tanques, soldados e o, – Para trás, – Vão para casa. Ali passámos todo o dia correndo Lisboa de baixo para cima e de cima para baixo. Foi durante esse dia que Portugal, um país a preto e cinzento, ganhou cor. O vermelho dos cravos, o brilho dos risos, tudo era alegria e cor. Foi como se o mundo se tivesse aberto e jorrado toda uma nova gente que até ai eu nunca tinha conhecido. Gente solidária, amiga, alegre, colorida. Cor, havia cor por todo o lado. Até os velhos fatos cinzentões pareciam ganhar cor com aquele simple cravo na lapela.
Foram tais as sensações e emoções que vivemos nessas intermináveis horas, hoje já tão curtas, que fizeram daquele dia um dos mais inesquecíveis da minha vida. Nem mesmo o raspanete monstruoso e uma mãe, preocupadíssima, quando finalmente cheguei a casa, já noite, alteraram o sentir desse dia. 25 de Abril, Sempre.

Aqui sentado , olho para a jarra cheia de cravos vermelhos que a minha companheira ali colocou hoje e não posso deixar de pensar – Fui um puto com muita sorte e ainda sou.

Terça-feira, Abril 24, 2007

O Sonho do Sr. Silva

Como nos aproximamos do 25 de Abril e isso cria em mim sempre um espírito mais fraterno, resolvi tentar ajudar o Sr. Silva. Um homem simples como ele, para quem ler algo com mais páginas que uma factura é um sacrifício e, que na sua juventude se habituou a trabalhar com as suas próprias mãos na bomba de gasolina do pai em Boliqueime, aquela vida passada no palácio de Belém deve ser um enorme pesadelo. Por isso aqui lhe deixo a sugestão. Abra a sua própria bomba de gasolina à porta do palácio. Cumpra o seu sonho de atestar depósitos e de lavar uns vidros. Vai ver que se vai sentir muito mais útil à sociedade e muito mais satisfeito com a sua vida. A Maria, entre lavar a louça do almoço e aspirar a sala, poderá facilmente assinar aquela papelada sempre tão chata e tão cheia de letras. E, depois ainda há quem diga que eu não sou um gajo porreiro.

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O Grande negócio

Para alguns, Correia de Campos, é o Ministro da Saúde, para outros, o Presidente da Comissão Liquidatária do Serviço Nacional de Saúde. Ainda hoje foi noticiado que centenas de médicos estão a abandonar os hospitais públicos para entrarem nos privados, que agora começam a inaugurar um pouco por todo o lado. Finalmente os Melos e outros grandes grupos económicos vêm a sua luta de anos ser recompensada, o serviço público a ser desmantelado e o grande negócio de muitas centenas de milhões ser-lhes servido de bandeja, ironicamente pelo mesmo partido, o dito socialista, que tinha pensado e implementado a saúde para todos. Foi mesmo dito na inauguração do um novo e luxuoso Hospital privado, com a presença do Presidente da Republica e do Sr. Ministro, que é este o melhor negócio logo a seguir ao da venda de armas.
Muitos afirmaram que o SNS é uma despesa demasiado elevada para o estado e que consome muito dos seus recursos, ou seja dos nossos impostos. Vamos agora ver quantos desses recursos e impostos não irão ser pagos, por esse mesmo estado, a esses hospitais privados, quando para fazer uma operação ou prestar um qualquer serviço de saúde, virmos os utentes serem reencaminhados para eles. Toda aquela preocupação com a despesa do estado, que muitos “vampiros” se queixam, não está em o estado a fazer, está simplesmente em não a fazer dando-lhes o dinheiro a eles. Ai, deixará de ser uma despesa incomportável para o estado, para passar a ser um investimento na saúde dos portugueses.
Já agora, só uma pequena chamada de atenção para os médicos que tão apressadamente vão atrás do engodo privado. Podem agora ir para hospitais com melhores condições, irem ser mais bem pagos, mas quando o serviço público estiver completamente destruído, passarão a ser impotentes perante a gula dos grupos económicos e verão as suas condições de vida e a sua saúde financeira ser reduzida drasticamente. Não é a primeira profissão, nem será a ultima, em que isso tem acontecido.

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Filmes do Palácio de Belém

Porque me apeteceu, e porque um Presidente da República não pode ser uma Rainha decorativa que não serve para coisa nenhuma, embora neste caso não preste mesmo para nada.

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Mais uma para o dia do Mundial Livro

Como é o dia mundial do livro, fui aos arquivos mortos, lugar sombrio onde alguns dos bonecos que por falta de oportunidade uns, ou porque outros lhes foram retirando a vez, repousam abandonados. Foi de lá, que no meio da poeira retirei este velho livro para recomendar a sua leitura. Nele são relatados diversos crimes, que vão desde o assassinato do Serviço Nacional de Saúde, Policias que em Belém olham para o lado para nada fazerem, histórias de licenciaturas duvidosas, assassinatos políticos, traições partidárias e mesmo a venda de um país. Para quem tenha estômago para tanta porcaria.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Segunda-feira, Abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro

Integrado no Dia Mundial do Livro, apresentamos aqui em primeira edição a obra-prima de Maria de Lurdes Rodrigues, Mona Vazia, ou como lixei a escola pública. Aplaudido pela critica mais liberal esta obra mostra como em apenas dois anos se pode abrir o caminho à futura gestão privada das escolas e como se transformam os educadores dos nossos filhos, os professores, em inimigos públicos da sociedade e culpados do estado em que se encontra a educação em Portugal.

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Dia Mundial do Livro

Uma proposta do WeHaveKaosInTheGarden, integrada na Campanha "Novas Oportunidades" promovida pelo governo Sócretino. Vamos fazer de Portugal um país de Engenheiros.

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O Castigo divino

Alberto João Jardim defendeu que os problemas de José Sócrates na polémica sobre o seu percurso académico são um:
"castigo divino pelo mal que está a fazer à Madeira e aos portugueses".
"Nosso Senhor não castiga nem com paus nem com pedras. Ele (José Sócrates) quis fazer mal a tanta gente que agora está a ser castigado".

O Bicho da Madeira no seu melhor e a campanha promete palhaçada que baste. O WeHaveKaosInTheGarden agradece.

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Ainda em Exibição

Esta tragédia, feita com grandes orçamentos europeus, estreada com toda a pompa e circunstancia, retrata a estranha ironia do "fado" deste Portugal. Um pequeno país no canto de um continente, terra de heróis e aventureiros que deram novos mundos ao mundo, virando-se para todo este oceano que o banha para se ver agora afundar, qual Titanic, exactamente no momento em que vira as costas às suas costas para olhar terras da Europa. Uma grande produção que deu um péssimo filme, sobretudo para os figurantes.

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Domingo, Abril 22, 2007

Novas Oportunidades II


Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Novas Oportunidades 1


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As Contas do Sócrates

... mais 15 a Inglês Técnico e 18 a .....

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O Paulinho está de volta

O Méééér da direita portuguêsa

Como já todos sabíamos que iria acontecer, o Paulinho das feiras lá ganhou as directas do CDS. Muitos dizem que agora sim, o Sócrates vai ter adversário. Olhando para o passado não me parece que deva andar muito preocupado com isso, mesmo que agora o Portas tenha tirado a farda de homem de direita para vestir a de centrista. O mais certo será mesmo que acabem por se beneficiarem mutuamente, afinal partilham mais semelhanças que diferenças.

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Sábado, Abril 21, 2007

A pequenez de Marques Mendes

Hoje pelos vistos, estou a matar saudades desta gente que há já tanto tempo me tem servido de inspiração neste blog e que ultimamente se tem escapado. Com toda esta confusão Sócretiniana e toda esta engenharia a ela associada, este pequeno personagem político quase caiu no esquecimento. A verdade é que injustamente, já que conseguiu estar calado quando podia ter falado, falar quando devia estar calado e fazer perguntas para depois desistir sem ter as respostas que exigia. Este coitado, nem com os problemas dos outros consegue não ser ele a fazer figura mais triste de todas. Mais que não seja, porque sendo ele o líder da oposição consegue ser o melhor argumento para que o Sócrates se mantenha no poder. A tal porra de conversa do “vejam quais são as alternativas”. Os lixados, como sempre, somos todos nós.

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Porque me apeteceu

Não sei porquê, mas sentia saudades de fazer bonecos do Isaltino.

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Tempos de pirataria

Eu que até moro aqui no Concelho de Oeiras, já tinha saudades de fazer aqui um post sobre o Pirata Isaltino Morais. Hoje, lá me apareceu ele na televisão a clamar pela sua inocência agora que foi acusado de mais umas trafulhices. Triste é ver a nossa justiça a trabalhar a passo de caracol e que investigações de 2003 só agora cheguem à fase de acusação. Com mais uns recursos, atrasos e tretas isto ainda se vai arrastar por muito tempo e, enquanto isso, ele continua como presidente da câmara a lixar o concelho e a engordar cada vez mais. Quando tudo estiver resolvido já ele se poderá reformar e ir viver que nem um nababo para a Suiça ou outro qualquer país que não esteja no fundo da cadeia evolutiva da Europa ou para um qualquer paraíso terceiro mundista. Afinal a pirataria ainda é um negócio lucrativo.

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O Filme da Semana

“Pivete, a história de uma licenciatura” é a versão portuguesa do sucesso “Perfume, a história de um assassino” Também não estavam à espera, que com a falta de meios existentes no país, fossemos realizar uma grande produção tipo “A Sócretina e os 40 ladrões”, “ Portugal, o Titanic da Europa” ou “Os gangs de São Bento”. É que a vida não está fácil.

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Sexta-feira, Abril 20, 2007

O Velho Ogre da politica

Não vou aqui discutir o papel politico de Mário Soares no pós 25 de Abril, embora tendo vivido toda essa época, tenha sobre o assunto as minhas ideias e até alguns factos e opiniões, (muitas vezes contraditórias sobre o que fez, quais as suas alianças e as suas motivações e o que o levou a tomar certas altitudes em determinados momentos). Só o chamo aqui à baila porque ontem apareceu no jantar de 34º aniversário do PS. Realmente não havia necessidade de ver o homem que colocou o socialismo na gaveta, vir agora aplaudir o homem que o mandou para o lixo. Teria sido mais honesto, que como fundador do Partido Socialista, ir ali sugerir que lhe mudassem o nome para Partido Liberal ou qualquer coisa do género. Afinal o nome é a unica coisa que resta de socialista naquele partido.

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Decência, Superioridade e Elevação

«Queremos uma democracia de valores, uma democracia fundada no respeito pela tolerância e pelo adversário político, na lealdade do confronto político, no livre confronto de ideias. Uma democracia que tenha decência, superioridade e elevação, porque esses são os valores e exemplo que queremos dar aos portugueses».
José Sócrates, numa intervenção feita no jantar do 34º aniversário do PS.

Tinha de chegar o dia em que concordaria com algo que o Sócrates dissesse. Penso que todos nós defendemos uma democracia com valores. A decência é sem duvida um deles. Pena que não utilize na prática aquilo que diz no discurso político. De palavras bonitas temos os ouvidos cheios, mas isso não enche barrigas. Somos o país com maior desigualdade social e com mais pobreza da Europa. Uma democracia decente, superior e elevada não pode viver paredes-meias com a miséria. São trinta e quatro anos de um partido que de socialista já só lhe resta o nome. Um nome tão enganador como quem o dirige e controla. Um nome tão enganador como os pilares de mentira que o sustêm. Não é verdade, engenheiro Sócrates?

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Eu sou de esquerda

Antes de escrever a razão que me fez fazer esta imagem há uma coisa que me parece importante ser dita, para que não fiquem dúvidas a ninguém. Eu, não sou do PCP nem pertenço a nenhuma outra organização ou partido político, mas sou definitivamente um homem de esquerda. Quem tenha chegado de novo a este blog, e muitos foram nos últimos dias, não terá lido posts mais antigos onde sempre o afirmei. Tenho uma divida de gratidão para todos aqueles homens e mulheres que fizeram o 25 de Abril, talvez o dia que mais influenciou a minha vida. Foi o dia em que um país a preto e branco, cinzentão, mudou e me fez ver pela primeira vez como era belo viver num país a cores. Devo-lhes a liberdade e o prazer que ela me deu quando a saboreei pela primeira vez. Era um jovem de 16 anos que de repente desembarquei num maravilhoso mundo novo. Devo-lhes isso tudo e muito mais. Mas, como dizia, sou de esquerda, acredito que o homem é mais importante que as estatísticas do Banco de Portugal. Acredito na liberdade como algo de essencial para nos fazer gente completa, gente viva. É por isso que não posso aceitar a posição do PCP quando vetou a possibilidade de o Gato Fedorento, Ricardo Araújo, discursar na manifestação do 25 de Abril. Não quero saber se ele em tempos pertenceu à Juventude Comunista e resolveu sair. Não posso aceitar que isso, ou outra qualquer justificação cale uma voz que quer falar em nome da liberdade. Não foi esse o 25 de Abril que eu vivi, não é esse o 25 de Abril que eu quero ver nas ruas de Portugal. Não há vetos para a liberdade, porque no dia em que o aceitarmos é o primeiro dia em que a perderemos definitivamente.

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Politica de Comunicação dos Sócretinos

Video informativo e formativo para distribuir por todas as redações de orgãos de comunicação social.

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Quinta-feira, Abril 19, 2007

O Homem de muitos fatos

Os governos PS sempre tiveram um jeito especial para escolher Ministros da Economia. Sócrates tem o Manuel Pinho, o Guterres tinha Pina Moura. Este senhor é um dos casos mediáticos de maior promiscuidade entre a política e os grandes barões do dinheiro. Deputado do PS, acumulava com o cargo de Presidente da Iberola Portugal. Muito se falou como era possível que estas duas situações pudessem coexistir, sabendo-se dos interesses dos Espanhóis no mercado da energia em Portugal e ser a Assembleia da Republica a sede legislativa da nação. Ao fim de todo este tempo, resolve sair finalmente de deputado e abandonar todos os cargos de dirigente no PS para aceitar o convite para se tornar também Presidente da Administração da Média Capital, empresa que detêm a TVI. Com ele leva um outro deputado do PS, José Lemos.
Numa altura em que tanto se fala de pressões do governo sobre a comunicação social, este será certamente mais um caso muito falado. Por mim o Super Pina Moura bem pode abandonar a politica definitivamente que não vou chorar nenhuma lágrima por isso. Pena é que não abandone também o país e vá definitivamente para Espanha, afinal parecem gostar tanto dele.

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Porque hoje é Quinta-feira

O Sr. Silva andava de um lado para o outro, como uma fera enjaulada.
- Que horas são isto? Ela que não há maneira de chegar e é quase noite.
Neste dia a Sócretina tinha adiado a visita ao Palácio para mais tarde. Num bilhete que enviou afirmava: Desculpa lá Anibalzinho, mas amanhã vou ter um dia muito ocupado, mas passo por ai mais para o fim da tarde.
A Maria que entretanto ia lavando um vidro da janela, abanava a cabeça disse:
- Hoje andas que parece doido desde a manhã. Tem calma que ela já chega. Vocês dois deviam era ter vergonha de serem unha com carne em tudo e em todo o lado. O que as pessoas devem pensar de vocês.
Nesse momento, quando o Sr. Silva lhe ia responder, toca a campainha e ele lança-se pelo corredor fora em passo apressado. Abriu a porta e lá estava ela, toda rosa, toda afogueada de ter subido as escadarias a correr.
- Sócretina, finalmente chegaste.
- Oh Aníbal, nem sabes o dia que tive hoje. Tanta coisa para fazer que não parei um minuto - respondeu a Sócretina.
Sem a deixar entrar em casa, o Sr. Silva pegou-lhe no braço e dirigiram-se para o jardim.
- Mas afinal que andaste tu a afazer todo o dia? – Perguntou-lhe.
- Nem queiras saber. Com aquela merda de me andarem agora a chatear por causa do diploma de engenharia, tive de andar a por tudo certinho. O Gago telefonou-me aflito, a dizer que não ia ser pelos seus lindos olhos que a UNI não ia rebentar a bomba. Lá tive eu de ir à Universidade, mascarada de inspector, para sacar de lá o meu processo, não fossem encontrar mais alguma coisa. Só ai, perdi montes de tempo porque, como nunca lá tinha ido, perdi-me no caminho. Depois queimar meia dúzia de diplomas que tinha para lá. Era uma confusão e já nem sabia qual era o último que tinha mostrado na televisão. Aquilo estava tudo com notas e datas diferentes. À hora do almoço ainda tive de telefonar ao Arouca para o avisar que lhe ia mandar mais dois ou três trabalhos de Inglês e para ele não se esquecer de os assinar com a data da altura. Já tenho os meus assessores a faze-los.
- Mas Sócretina, tu devias mesmo tirar o curso. Podias aproveitar aquela coisa que agora há aí. As novas oportunidades.
- Depois ainda chumbada e então é que ia ser uma barrigada de riso do povinho. Nem pensar. Só se pedisse ao Vara que me escolhesse uns professores fixes que aceitassem os testes por fax.
- Já não andas farta disso de ser Sra. Engenheira? Não preferes ir lá para dentro para me fazeres uns projectos de resistência de materiais? – Disse ele com um brilhozinho nos olhos. Sem mais conversas entraram pela porta que se fechou nas suas costas.

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Que rica familia

No meio de toda esta desgraça, trapaça e fumaça em que sobrevive este governo, ontem aconteceu uma coisa que me fez ficar satisfeito. Passei os olhos pelo debate entre o Ribeiro e Castro e o Paulo Portas e, para minha grande alegria, lembrei-me que não tenho de escolher entre nenhum daqueles dois trastes. Mais, depois de os ouvir um bocadinho percebi que felizmente nunca passarão do partido do táxi (com ou sem um deputado escondido no fundo do carro por causa da policia). Que canastrões que aqueles dois me saíram

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Os inspectores, o processo e as investigações

A Inspecção do Ministério da Educação esteve na Universidade Independente para sacar o processo do Sócrates. Perante a recusa da UNI em o entregar voltaram depois para levar todos os processos de todos os alunos. Há algumas perguntas que podem ser feitas. Vejamos:
A UNI afirmou que não entregava o processo porque se recusa a divulgar dados sobre assuntos privados dos seus alunos. Até aqui tudo bem, mas depois afirmou que os inspectores já uma vez tinham recusado levar o processo quando a UNI o quis fornecer. Afinal fornecem ou não fornecem os dados pessoais da vida dos alunos? Ou mudou a politica da universidade neste ultimo mês? Ou nas ultimas 24 horas?
A outra pergunta é para o Ministério que acusou a UNI de obstuir as investigações. Investigações? Afinal estão a ser feitas investigações sobre o processo do Sócrates. E, se assim é, porque ouvimos o Mariano “Olhos mais lindos” Gago dizer “Já nada me incomoda”?
Para quem depois ouviu a conferência de imprensa que ia ser, mas não foi, bombástica talvez a explicação seja fácil. O nada dizer de relevante e o desconhecer quando as contradições eram colocadas foi aquilo que se viu. O que mudou de ontem às 6 da tarde, em que ia rebentar a bomba atómica e as 20 horas de hoje em que nem uma rabicha se viu? O que mudou na cabeça dos responsáveis da UNI?
Mas, isto ainda não acabou, e basta estar atento ao que vai ser o futuro da Universidade ou dos seus responsáveis para se poder encontrar a resposta a estas perguntas.

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Quarta-feira, Abril 18, 2007

Não há festa onde a Sra Constância não meta o nariz

Em Portugal existem muitos políticos, com particular incidência na raça dos economistas, de quem não gosto muito e até sinto algum desprezo. O Sr. Constâncio, digníssimo senhor vindo da área socialista, (há gente que não tem mesmo vergonha nenhuma), há anos na presidência do Banco de Portugal, onde se atribuiu a si mesmo um ordenado milionário, futuras pensões e indemnizações de fazer corar qualquer cidadão, acérrimo defensor da “contenção salarial”, para os outros, para os que menos têm, grande fazedor de relatórios encomendados e autentico “Zandinga” das contas públicas em que só acertas nas previsões depois do fim do jogo, vem agora do alto da sua clarividência dizer-nos que temos de mudar a lei laboral.
Que eu saiba, não votei nele e não lhe compete, como Presidente do BP, andar a dizer como devem ser as leis em Portugal. Estará ele com problemas de produtividade lá no banco? Deixe isso das leis do trabalho para os políticos, patrões e trabalhadores. A assembleia da Republica não necessita dos seus “bitates” para lixar os trabalhadores; eles já o sabem fazer bem mesmo sem ajuda. Raios partam esta gente, que do alto do seu conforto e das suas mordomias, manda bostas de saber para lixar o Zé-povinho. Ao menos tenham a decência de se manter calados e tentem passar despercebidos para que não nos lembremos das sanguessugas que são dos dinheiros públicos.

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A ameaça do Deuses

Vinha ai a bomba atómica. As revelações iam ser explosivas. Era o fim do mundo que se aproximava. Inesperadamente, ou não, os Deuses Independentes, com pena dos homens, resolveram dar-lhes mais 24 horas para se arrependerem dos seus pecados, para se corrigirem dos seus erros. Um vice-deus ameaçou demitir-se do Olimpo universitário porque não era assim que se tratavam os assuntos dos mortais. Era falando com os lideres e não criando o pânico publico que o assunto se resolvia. O Sumo-sacerdote ia chegar de viagem e havia que dar tempo para que se redimisse. Os homens olhavam os céus e esperavam.
De repente, não mais que de repente, chega a notícia. O homem está salvo, os Deuses vão falar mas o homem vai ser poupado. Será porventura até ilibado dos seus pecados e glorificado no altar dos engenheiros. Afinal a montanha pariu um rato de papel.
Que promessas receberam os Deuses Independentes dos Sacerdotes do templo não sabemos, mas rapidamente iremos descobrir.


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Na hora do desCancio

Alguém que viu Sócrates por um canudo.

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É bom companheiro, sim senhor!

Quando saio à noite para ir passear o meu cão é normal ir a falar com ele. Pronto, sei que sou maluco, mas é por isso mesmo que quando se aproximam pessoas, começo a falar comigo mesmo. Assim os outros não me chamam de maluco. Ia eu todo entretido nisto quando, um chiar de pneus, duas portas do luxuoso carro preto se abrem num repente e de lá saem dois fatos, cabelo curto, óculos escuros e um fio enfiado no ouvido de cada um. Aproximam-se e dizem.
– Está ali alguém que quer falar consigo.
Entro, assim mais ou menos inconfortável e lá estava ele sentado a olhar para mim.
– Você é que é o Kaos? – Disparou.
Antes que eu tivesse tempo de responder já dizia – Você está a criar problemas ao governo e a desmoralizar a imagem do Primeiro-ministro. Você está a pôr-se no caminho do rumo que trilhámos. Isto não pode continuar.
Aí, confesso que temi um pouco pelo meu futuro.
– Mas isto resolver-se. A partir de hoje, só vai poder por coisas na Internet de louvor ao governo. Não só vai deixar de incomodar como até vai ser a nossa lança na propaganda dos blogs.
-E se eu não quiser? - Perguntei baixinho. O sorriso do fato que estava ao meu lado disse-me tudo.
– Pronto, então já estamos combinados – disse ele – Adeus.
Sai do carro e, ainda não estava a pensar no que se tinha passado, já ele me chamava.
– Kaos, esqueci-me de lhe dizer que se tudo correr bem, lá mais para o fim do ano vou precisar de uns Administradores para umas empresas. Boa noite.
Os fatos desapareceram rapidamente dentro do carro e o carro dentro da noite.
É por isso senhores, que a partir de agora isto é só louvores e hip hip hurras ao governo e ao seu líder, o Engenheiro Sócrates. Estou certo que vocês me entendem. Afinal, qual de nós não imaginou como seria chegar ao fim do mês a ainda ter muito dinheiro no banco. Deve ser fixe. E para que não fiquem duvidas, proponho já aqui um brinde a ele.
Vá lá, 1, 2, 3.
- O Sócrates é bom companheiro.
- O Sócrates é bom companheiro.
- O Sócrates é bom Engenheiiiiirooooooooo.
- Ninguém o pode negar.
Tchin Tchin pata todos.

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Terça-feira, Abril 17, 2007

O Teste do Engenheiro

Agora que anda ai tudo numa aflição - Ai meu deus, que agora é que a casa vem abaixo - com a Independente a ameaçar com a bomba e os Sócretinos a rodopiar. A Universidade adiou conferência de imprensa e deu mais 24 horas ao governo para pensar se quer ou não quer negociar. É que a avaliação do Engenheiro em Inglês Técnico foi feito em casa, numas simples folhas de papel A4 e foi entregue acompanhado com um cartão da Secretaria de Estado do Ambiente onde está rabiscado ""o José Sócrates envia-lhe, como combinado, o texto da cadeira de Inglês Técnico. Receba com amizade do seu...". Se a isto juntarmos que a data do documento faria com que o teste tinha sido realizado depois da data do fim da licenciatura em 8 de Agosto, como refere o certificado enviado à Covilhã, a coisa está mesmo complicada. Agora falta saber o que haverá para mostrar ou não mostrar amanhã.

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A Campanha Negra

“O primeiro-ministro, José Sócrates, está a ser alvo de "uma campanha negra" no caso da Universidade Independente, defendeu, hoje o porta-voz do PS, Vitalino Canas.”

Perante toda a obscuridade que rodeia o caso do engenheiro, é natural que aquilo que se vai passando seja relativamente negro. Se a sua carreira académica fosse mais clara essa escuridão talvez não existisse.

Vitalino Canas, questionado sobre a promessa de revelações sobre novos dados no caso da licenciatura de José Sócrates feita pela assessora da imprensa da UnI, disse que, "nestes episódios, é preciso ser sempre prudente porque há muitos interesses em jogo".

Aqui concordo com o Sr. Vitalino, embora estranhe porque devemos ser prudentes. Afinal o que nós gostávamos mesmo de saber é quais são esses interesses. Diga-nos lá quais são.

Canas defendeu ainda que se os "adversários" tivessem "outros argumentos", se tivessem "outra capacidade de resposta", não procurariam nos "aspectos da vida privada das pessoas" argumentos para fazer política.

Sr.Canas, eu não sou adversário do Engenheiro. Não concordo com a política que segue, mas isso não inviabiliza que queira saber se o Primeiro-ministro do meu país me andou a enganar com as suas habilitações, resumindo, se é aldrabão. É que por mais que digam isto não é um aspecto da sua vida privada. Ele tornou-o num público e até num hipoteticamente criminal, quando se intitulou a si próprio de Engenheiro. Como ele gosta muito de dizer, haja rigor nas coisas.

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O Cofre de Pandora

Hoje ao fim da tarde está marcada uma conferência de imprensa, para a qual foi convidado o ex-engenheiro e os olhos mais lindos, (que recusaram a honra), para divulgar os resultados do inquérito feito pela Universidade Independente aos diplomas de algumas figuras públicas que por lá passaram. Os processos dessa gente estavam guardados num cofre-forte, (gostava de ver a lista de quem são os famosos que tiveram direito a tal tratamento), que agora vai ser aberto.
Que sairá de lá? Que monstros esconde essa autentica Arca de Pandora? Será que sai um engenheiro recauchutado e uma autorização para a continuidade do ensino na Independente ou um monstro acusativo, filho da vingança e da morte anunciada daquela universidade? Deverão tremer os filhos da mentira ou os amantes da verdade? Virá aí o fim do mundo ou somente o alastrar da pestilência?

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A Mentira

Há dias e dias que se fala da licenciatura do Sócrates e muito se tem discutido e escavado a sua existência, mas em tudo isto onde está o facto verdadeiramente relevante? Está em haver a possibilidade de alguém ser quem na verdade não é, apenas por ser quem é ou por ter uma conta bancária bem recheada. Resumindo está na mentira. Esta, é a minha posição, mas pelos vistos não represento a voz da maioria das pessoas deste país. Talvez por ela, a mentira, já fazer parte do nosso dia a dia, muita gente a considere como algo de normal e aceitável. Afinal somos governados por um Partido Socialista que nada tem de socialista, partidos de direita que querem ser do centro, partidos sociais-democratas que na verdade são partidos de direita e partidos mais à esquerda que acabam a fazer o discurso do centro ao aceitar a economia de mercado, o liberalismo e a soberania europeia. Vivemos na mentira, na aldrabice dos números, das estatísticas e das promessas. Somos enganados diariamente por uma comunicação social que nos vende as mentiras encomendadas, que nos lava o cérebro para nos retirar o ânimo e a força para resistir. Somos embalados em notícias sem valor, em futebois coxos, com histórias de vidas alheias, com sonhos de milhões e imagens de miséria. A Democracia em que vivemos é toda ela uma enorme mascarada em que nos dão o poder de voto, mas não alternativas. Vivemos numa ignorância fabricada, e na certeza que mesmo na desgraça, ainda tivemos sempre muita sorte. A sorte de ter um salário de miséria, porque há muitos que perdem o emprego, a sorte de ter uma codea de pão para comer porque há muitos que nada têm, a sorte de morrer agora porque houve muitos que morreram ontem. Vivemos na mentira e por isso a aceitamos tão calmamente. Será que ainda suportaríamos viver num mundo livre dela? Eu gostava de tentar.

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O Homem-telefone

Li hoje publicado no Correio da Manhã algumas transcrições de escutas, carregadinhas de trafico de influencias, barbaridades e palavrões, do Major para elementos do governo de Durão Barroso. Vale a pena ir ler [Aqui], uns para rir outros para chorar. Como é que é possível que esta gente ande por ai, livre e vomitando honestidade. Mais grave ainda, ocupando diversos cargos políticos, de gestão do estado e a mexer no dinheiro de todos nós.

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Segunda-feira, Abril 16, 2007

Viagem Sócretina a Marrocos II

A Jóia da Coroa
(Só é pena ser falsa)

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Viagem Sócretina a Marrocos

O Camelo

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As Directas do CDS

Com toda esta história das engenharias socráticas, até as directas do CDS têm passado despercebidas. Esta guerra intestina, de tão mal cheirosa entre gente tão fina, com o Ribeiro e Castro a atacar o Paulo Portas que por sua vez se faz de Madre Teresa de Calcutá, quase não tem passado nas notícias. Resumindo nada de novo ou de muito diferente daquilo que se podia esperar. Substantivo, talvez só o facto de o Paulinho da feiras agora se querer intitular de “centro”, abandonando a sua direita onde dizia existir todo o bem e todas as virtudes. Se no diploma do Sócrates não podemos confiar, na palavra deste nem vale a pena falar. Por este andar ainda vamos ter o CDS na extrema-esquerda e o Portas a gritar numa manifestação anti-Bush: - Essa escumalha da direita como o Freitas do Amaral, o Louça e o Jerónimo de Sousa que atacam os direitos dos trabalhadores e as conquistas de Abril.
Afinal, se já vimos o Cavaco a cantar a Grândola Vila Morena, pelo que nada nos deve surpreender.

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A alternativa

Uma das coisas que muito se tem debatido nos comentários, é o vazio político que parece haver para lá do Sócrates. Se cair o que fica?
A pergunta é boa, mas o que nos devíamos perguntar primeiro é se queremos continuar a ser governados por ele. Se queremos que esta politica e esta mentira continuem a mandar neste país. Eu digo desde já que não e que há que mudar.
Ai! o vazio político, Ai! Que não temos alternativa, dizem. Isso não existe, há muitos outros que podem pegar no barco e fazer até um melhor trabalho (que diga-se não seria muito difícil). Já nem peço que seja alguém de uma integridade sem mácula, mais preocupado com as condições de vida das populações, com os seus direitos e necessidades, que com a aprovação do tratado europeu. Já nem peço que seja alguém com coragem para dizer ao Sr. Silva que os seus roteiros são uma treta, à Maria que se veste mal, ao Constâncio para ir plantar batatas, ao Marques Mendes para crescer e que explicasse ao Portas que numa democracia, para atingir o poder (felizmente só dentro do seu partido), não é necessário “matar” os adversários. O ideal seria alguém que dissesse ao Procurador que cagace no apito dourado, (eu quero lá saber se o farfanense foi beneficiado no jogo com o pixalense) e começasse mas era a investigar como foram feitas tantas grandes fortunas em tão pouco tempo, que investigasse se toda a gente que devia estar presa por causa do processo casa Pia está já sentada no banco dos réus, e metesse as mãos em toda essa merda que anda por ai, mas sei que isso é difícil. Bastava-me por isso que fosse alguém sério e com vontade de levar este país para a frente, em combater a miséria e defender a saúde e a escola publicas. Bastava-me que fosse alguém mais honesto e mais justo. Será pedir muito?

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Chove em S. Bento

Hoje esteve um domingo lindo de sol, mas para alguns, a chuva continua a cair abundantemente. Nem os chapéus-de-chuva com que os Marianos e os Armandos o têm tentado tapar lhe parecem valer. Já está completamente ensopado nas águas da mentira e não parece que as nuvens de tempestade se vão esgotar muito rapidamente. A "alta-pressão" da blogosfera está para ficar.

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Domingo, Abril 15, 2007

Campanha pelo ""Não" à mentira

O meu amigo e Guru blogosférico "Arrebenta" dos BraganzaMothers, sugeriu-me a ideia de criar um símbolo com o polegar para baixa, com os, dizeres "Sócrates Não" e que pudesse ser utilizado em todos os blogs que desejarem aderir à causa. Fiz este, e aqui o deixo para quem concordar coma ideia o possam copiar. Por mim já chega de mentiras, compadrios e aldrabices. Estou farto.

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Sócretino, O entalado

Desde pequeno que sempre ouvi dizer que quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão. Será que finalmente o entalado vai ser outro?

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Clones

Toda esta confusão sobre as habilitações do José Sócrates, está cheia de justificações que só criaram mais suspeitas e duvidas. Como se costuma dizer, cada tiro cada melro, cada cavadela sua minhoca, e com tanta chuva de aves e tanta minhoca a rastejar por aí já não pode haver dúvidas da verdade. Houve trafulhice e isto tem de ter consequências políticas. (Pena é que não as possa ter também criminais, mas os crimes em que incorriam quem as praticou prescreveram ao fim de 10 anos). Esta última minhoca, a da existência de dois certificados com datas de final de curso diferentes, equivalências diferentes e número de cadeiras realizadas na Universidade Independente diferentes não deixa dúvidas. Como se isto não bastasse a cereja no topo do bolo, é a existência de dois pormenores que provam irremediavelmente a aldrabice. Num certificado, passado em 1996, existe um número de telefone e um de fax com o indicativo 21, alteração que só aconteceu em 31 de Outubro de 1999 e um código postal 1800-255 de 7 dígitos que só começou a existir em 1998.Mais uma vez o Sócrates chuta para canto ou seja passa as culpas para a secretaria da Universidade Independente, que mandou agora abrir um processo de averiguações. O que não se entende é como pode ter Sócrates entregue um certificado em 1996 se este foi obrigatoriamente só passado depois de 1999.
Teremos passado por algum portão temporal sem darmos por isso
? Haverá mais que um José Sócrates?
Afinal qual dos dois deu a entrevista à RTP?

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A Caridadezinha

As populações mais pobres foram as que mais empobreceram nos últimos anos, indiciando um falhanço das políticas sociais dirigidas a este sector populacional, segundo dados apresentados hoje na conferência «Compromisso Cívico para a Inclusão». Segundo os dados apresentados, Portugal continua a ser o país da União Europeia com maiores níveis de desigualdade (41% contra os 31% da média comunitária a 25) e maiores níveis de pobreza.
Entretanto Cavaco Silva fez a defesa do empenho da sociedade civil no combate à exclusão social, por considerar que «o Estado já faz muito».
Vamos lá ver se eu entendo. O estado já faz muito e somos o país da EU com maiores níveis de desigualdade e pobreza. Isto é, o nosso Presidente descarta as responsabilidades do estado, “que já faz muito” e diz que somos nós que temos de fazer algo para resolver o problema. Estaremos a voltar ao velho tempo da caridadezinha?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Sábado, Abril 14, 2007

Barroso, O Pensador

Esta coisa chernenta anda cá pelo país a dar recados e a vender a sua banha europeia. Depois de andar a defender a flexigurança, a opção nuclear vem agora dizer-nos que devemos abdicar ainda mais da nossa soberania. Aflitinho por aprovar, até 2009, a constituição europeia, agora apelidada de tratado e de preferência nas costas de todos nós. Não aos referendos porque isso pode dar chatisses como aconteceu em França e Holanda no falhado primeiro assalto, parece ser a estratégia. Há uns séculos atrás esta gente seria no mínimo presa ou sumariamente condenada por traição ao seu país. Agora, quando o próprio presidente vem defender essas mesmas ideias bem podemos começar a pensar se não estará na hora de fazer uma revolução e desfenestrar todos estes Vasconcelos da actualidade. Temos uma história e uma cultura a defender.
Preocupante é também o não ter confirmado a sua intenção de se recandidatar à Presidência da Comissão Europeia. Seria terrível que o tivéssemos de aturar a viver por cá de novo. Até o Jaime Gama apoia que ele fique por lá.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

O desespero dos Sócretinos

A Sócretina, na sua entrevista à RTP, apontou os blogs como os principais responsáveis pela campanha, segundo ela, difamatória de que está a ser vitima. Eu, pela minha parte e embora pouco tenha ajudado para o apuramento da verdade, sinto-me muito satisfeito por ter dado a minha humilde contribuição. Limpar a mentira, a corrupção e o compadrio da política é essencial. É bom ver que a blogosfera ultrapassou a comunicação social e que se abre uma janela de esperança à liberdade. Agora há que impedir que a fechem.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

A Moral Bloguista

Claro que isto não tem nada a ver com este caso do Sócretino, mas certamente que ele não deixará de aproveitar se lhe derem a oportunidade para se vingar da blogosfera. Na linha daquilo que tem sido defendido por alguns figurões, daqueles que se arrogam os grandes vultos da cultura e da intelectualidade actual, lá por fora também há quem deseje colocar uma rolha nos blogs. Toda esta liberdade está a começar a fazer-lhes confusão e a ideia de “banir da Internet todos os "blogs desagradáveis” está em marcha. Podem ler a notícia completa [AQUI].

Imagem já anteriormente publicada em Março 2006

Estes novos “Mandamentos” chegam ao ponto de tentarem passar a responsabilidade daquilo que é dito nos comentários para o dono do blog. Todos sabemos que na blogosfera há bom e mau. Há quem a utilize para passar ideias nazis e racistas, para o insulto gratuito ou para outra parvoíce qualquer, mas também há que a use como forma de discussão de ideias e de espaço de liberdade. Perigoso por isso para os governantes, tão ávidos de controlar as mentes e as opiniões. Estas zonas onde há quem pense livremente são um aborrecimento e ainda podem criar chatices pelo que o melhor mesmo é cortar o mal pela raiz. Não tenho duvidas que já estão a esfregar as mãos e a rezar a todos os santinhos para que essa gente se apresse com essa nova moral bloguista e que lhes forneça as ferramentas para finalmente calarem os incómodos. Aproveitemos, por isso, o tempo que nos resta.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Cenas da vida conjugal

A Bela e o Rezingão

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sexta-feira, Abril 13, 2007

DeadWood do Pacheco

"À luz dos recentes acontecimentos, a blogosfera emergiu como parte do processo político pela primeira vez de forma plena. De modo duplo: como local mal frequentado e como centro de vitalidade. Quem vê um sem o outro, engana-se. É como Deadwood, malfeitorias inomináveis, invejas, mesquinhices, ressentimentos, facadas nas esquinas dos comentários, gente vil na sombra do anonimato, mas, ao mesmo tempo, esta lei da selva, altamente competitiva introduz vitalidade, força, vis, numa sociedade amorfa, complacente e muito pouco dinâmica. O balanço do futuro dirá qual dos modos prevalece". (Pacheco Pereira)

Pois é, isto da blogosfera anda a confundir muito o Pacheco. Nuns dias é um local infame onde só reina a porcaria e noutros um centro de vitalidade. Falta saber se essa confusão vem de um pensamento profundo sobre o que é a liberdade e quais os seus limites, ou se é algo bem mais simples e, a linha que separa a malfeitoria do vis, depende simplesmente do alvo do momento. Ter dois pesos e duas medidas para a mesma realidade é perigoso e pouco honesto. Descartar a solução para o futuro é sem duvida a solução de quem escolhe não se comprometer e prefere manter este espaço sob o fio da espada de Demóstenes. Será porventura bem mais fácil e mais confortável, mas também menos correcto. Eu, por mim, afirmo desde já que prefiro aceitar a lei da selva preservando a liberdade. É que este pode mesmo ser o último reduto onde ela ainda exista.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A Babel Sócretina


José Sócrates possui dois certificados de licenciatura na Universidade Independente (UnI). Num, aquele que o Sócrates referiu na televisão, acabou a licenciatura a 8 de Setembro, teve equivalência a 27 cadeiras e completou mais cinco na Independente.
Noutro, o que consta do ficheiro pessoal de Sócrates na Câmara Municipal da Covilhã, acabou a licenciatura a 8 de Agosto, teve equivalência a 24 cadeiras e completou as sete que lhe faltavam na Independente.
A Noticia completa está
[Aqui]
Explique lá agora mais esta Senhor Primeiro-ministro. É que aqui passar as desculpas para erros de outros não parece fazer sentido. Ou será que nos vai dizer que não leu o Certificado que apresentou na CMC e que por isso não notou que alguém se tinha enganado?
De tanto querer subir, de com tanta cagança se querer apresentar talvez o Sócrates tenha construído na Independente a sua Torre de Babel. Talvez tenha acontecido à sua licenciatura o mesmo que à torre: Nunca foi acabada.

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A Ultima Sessão

A deputada do PCP, Odete Santos, ao fim de 26 anos participou ontem na sua ultima sessão da Assembleia da República. Embora nem sempre tenha estado de acordo com as suas ideias quero aqui deixar-lhe a minha homenagem por sempre ter falado em nome dos mais fracos e pela coerência com que sempre defendeu os seus ideais. Justíssima a enorme ovação que recebeu de todos os partidos.

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Chiken-man II

O Homem-Galinacio versão Europa

O Cara de cherne veio agradecer a Portugal que aprovasse a Nova Constituição da Europa, agora com novo nome, sem recorrer a um referendo nacional. O Sr. Silva já fez questão de nos informar que está contra a realização de tal referendo. Isto é vamos levar com mais uma porrada em cima e nem ai! nem ui! vamos poder dizer. De que tem medo o homem-galinha? Que os portugueses lhe digam não. Cobardolas.

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Quinta-feira, Abril 12, 2007

Uma questão de jeito

A habilidade politica do pequeno Marques Mendes sempre me fez lembrar a história da Freira que, estava um dia a costurar e picando-se na agulha, gritou:
- Porra! Ah merda que disse porra. Ah caralho que disse merda. Ah! Cona-da-mãe que não tenho jeito nenhum para ser freira.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O piquenique da Sócretina

A Sócretina foi ontem à Televisão fazer a única coisa que sabe fazer bem; Propaganda. Com aquele seu ar de mula ofendida, aquele seu sorriso de Mona Lisa desflorada mas satisfeita e aquele seu discurso de vendedor de banha-da-cobra, fez a festa, lançou os foguetes e apanhou as canas. Perante a impotência de dois jornalistas abananados por tudo aquilo, foi vitima, engenheiro, mártir, D. Sebastião, génio, salvador, Madre Teresa de Calcutá, Einstein, social-democrata, comunista-liberal, e Deus.
Depois vieram os famosos comentadores botar faladura, uns totalmente esclarecidos, outros a dizer que não entenderam nada e que tudo ficou na mesma. Isto é, não vieram dizer nada e muito menos esclarecer seja lá o que quer que fosse. O povinho, esse ouviu, comeu, e engoliu tudo, como aliás já era de esperar.
Quem parece ter acordado de um estranho silencio foi o pequeno Mendes que parece que não aprende nada. Foi logo escolher a pior altura para falar e colocar em causa aquilo que já se discute há semanas. É logo quando o povinho chora baba e ranho perante a pobre Sócretina, tão maldosamente injustiçada, que aparece ele a dizer aquilo que já todos estavam fartos de dizer. As próximas sondagens vão-lhe mostrar que ele realmente não tem jeito nenhum para isto.

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The Great Pretender

Palavras para quê, é um artista português.

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The Chicken-Man

Desde que comecei este blog nunca escondi a minha antipatia pelo Sr. Silva. Contrariamente à opinião de muita gente, considero-o um homem que receia afrontar as situações de frente e como um dos principais responsáveis pelo estado lastimoso a que chegou este jardim à beira-mar plantado. Mas, isso são águas passadas e ele agora é Presidente da Republica e tem obrigações para com o país. Não pode continuar a esconder-se por detrás de esquemas e truques para não ter de assumir as suas posições frontalmente. Os seus desígnios eleitorais não podem ser colocados à frente dos interesses nacionais.
Como disse há dois ou três posts atrás o homem sempre que tem de promulgar uma lei polémica, assina e foge para o estrangeiro, recusando-se depois a falar do assunto, exactamente porque está no estrangeiro. Aconteceu uma vez mais, agora com a Lei do Aborto, só que com uma agravante. Como ele é contra a existência de tal lei, e uma vez mais não tem coragem de o assumir frontalmente, deixou alguns recados no texto de promulgação que enviou para a AR. Com isso e ao fugir, só veio lançar a confusão e mais achas para a fogueira de um assunto já por si tão polémico. Vêm os defensores do não exigir alterações à lei já aprovada como se a palavra do Sr. Silva valesse mais que o voto do povo. O Sr. Silva teve o direito e a oportunidade de exprimir a sua opinião no voto como todos os outros portugueses. O Sr. Silva teve a oportunidade de não a promulgar, assumindo as suas responsabilidades e não o fez. Era portanto dever seu, o garantir que a lei seria aplicada sem grandes ondas nem tempestades. Não estará na hora de assumir com coragem aquilo que realmente pensa e se deixar de joguinhos de Chico-esperto?

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O Sócrates falou

Garantiu, sorriu e o povo aplaudiu

Quarta-feira, Abril 11, 2007

Ressurreição

Só para lembrar que o milagre da ressurreição Sócretina e respectiva subida ao céu nas sondagens está marcada para as 21 horas.

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O Godzilla de Lisboa

"Segundo o relatório de gestão do ano passado, que hoje vai ser analisado em reunião da câmara Municipal de Lisboa, a taxa de execução do plano de investimento situou-se nos 46%, muito abaixo do nível registado em 2005, de 64%. É a segunda vez, desde pelo menos 2002, que a maior câmara do país deixa metade do investimento por realizar. A primeira ocorreu em 2004, ano em que a liderança do município foi partilhada entre Santana Lopes e Carmona Rodrigues.
.....
Em Abril de 2006, Carmona prometeu uma redução do volume de dívidas da câmara em 30%. Um ano depois, ficou a saber-se que o passivo voltou a crescer, atingindo 1261,3 milhões de euros, mais 5,1% do que no ano anterior e mais 23% do que em 2004, ano em que Carmona assumiu o comando do executivo camarário. No espaço de cinco anos, o passivo quadruplicou."
In
DN

Depois das trapalhadas, dos negócios escuros, dos compadrios e dos grandes escândalos que têm assolado a CML , e depois de olhar para os números das contas de 2006, em que a se investiu menos de metade do previsto e aumentou o passivo, só quero fazer uma pergunta à oposição. O que mais será necessário e quando pensam atirar com esse “monstro” que está a destruir Lisboa para o olho da rua?

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Divagando

Claro que isto é só uma hipótese académica, já que a Sócretina leva tudo estudado, combinado e tratado, mas supostamente imaginemos que ele se enganava, baralhava, perdia a cabeça e suicidava-se politicamente. Que aconteceria?
Lá teria de vir o Cavaco de supersónico da Letónia para pegar na batata quente. Que hipóteses lhe restavam. Demitir a Sócretina e convocar eleições correndo o risco de ficar com o Marques Mendes como Primeiro-ministro?
Procurava que o PS constituísse um novo governo enquanto mandava os seus esbirros assaltarem, com aviso de urgente, o poder no PSD, para depois poder convocar eleições mais tarde?
Esqueçam, a Sócretina vai sair em triunfo sob o aplauso generalizado e possivelmente até ainda vai ganhar mais uns pozinhos nas sondagens. Assim se faz politica em Portugal.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Um problema de merda

Como sabem temos andado neste blog a procurar justificações para as razões pelas quais o Sócrates não aparece com o diploma e demonstra que é um grande Engenheiro, capaz de tudo a bem da nação, como aquele mais velhote, o que caiu de uma cadeira. A cada dia que passa e a cada nova noticia que aparece nos Jornais, a nossa tarefa tem sido mais difícil para desculpar tão impoluto homem, até que a justificação nos surgiu simples e clara.
Com tantas idas e vinda entre os Ministérios, a Assembleia e a Universidade aconteceu que um dia, numa enorme aflição não notou não haver papel na casa de banho. Que fazer, como resolver aquele problema de merda. Que situação aquela e logo ele, um Engenheiro de Sanitários acabadinho de se licenciar. Sim, que não houvesse dúvidas, tinha ali mesmo com ele o tão desejado diploma. Olhou para ele e logo a solução lhe surgiu à frente.
- Nunca ninguém irá questionar as minhas habilitações, ainda para mais tiradas nesta tão respeitável Universidade Independente.
Desenrolou o diploma e o resto, vocês podem imaginar. Limpou-se dessa vez, falta saber como se vai limpar desta.


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Regresso ao Futuro

As biografias oficiais da Assembleia da República de 1993 já apresentavam José Sócrates como licenciado em Engenharia Civil, três anos antes de o actual primeiro-ministro ter concluído a sua licenciatura na Universidade Independente.
Um ano antes da conclusão da licenciatura, em Outubro de 1995, o então secretário de Estado adjunto do Ministério do Ambiente assumiu o título de Engenheiro no decreto de nomeação para o Governo de António Guterres publicado em Diário da República.

Entrámos nitidamente no domino do surrealismo temporal, num autentico "Sócrates no País da Maravilhas", num "Regresso ao futuro". O tempo baralha-se, o relógio anda ao contrário e o amanhã torna-se em ontem sem passar pelo hoje. Nisto tudo Sócrates está pendurado por um fio, o desastre parece inevitável. Mas, como em qualquer filme de aventuras, o herói dá uma pirueta, encontra uma solução e salva-se no ultimo segundo.
The End.
Sucesso de bilheteira garantido.

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Terça-feira, Abril 10, 2007

Professores Independentes

"Luís Marques Mendes, o actual presidente da PSD, foi um dos docentes da Universidade Independente no ano lectivo de 1995/96, precisamente na mesma época em que José Sócrates ali concluiu o curso de Engenharia Civil. Marques Mendes foi professor convidado, com um "acordo de colaboração" com a Independente, para ali ministrar quatro horas semanais de aulas, além de assegurar a "liderança do Centro de Estudos de Comunicação Política" e integrar a comissão directiva do curso de Ciências da Comunicação".
"Entre outros professores convidados da Independente, contava-se o arquitecto Tomás Taveira ("director indigitado da Faculdade de Arquitectura e Artes") e o encenador teatral Filipe la Féria ("professor convidado; prestação de serviços; seis horas semanais de aulas")".
In DN

Realmente a vida dá muitas voltas e tantas vezes bastaria algo no passado ter sido um pouco diferente para fazer toda a diferença nos dias de hoje. Se o Taveira ainda fosse “Cineasta amador” ou o La Faria andasse na altura à procura de coristas para algum espectáculo, quem sabe não se lembrariam de ter visto a Sócretina pela independente. Se Marques Mendes tivesse adivinhado as vergonhas que a Sócretina lhe iria fazer passar na Assembleia, quem sabe não teria feito uma forcinha para não lhe assinarem a licenciatura. Como tudo poderia ter sido diferente, e claro que isto nada tem a ver com o ensurdecedor silêncio da oposição sobre o assunto.

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Turismo na Letónia

O Sr. Silva foi reunir-se com o designado Grupo de Arraiolos na Letónia. Este grupo é composto pelos oito Presidentes sem funções executivas, ou seja oito espécies de Reis sem coroa ou ainda oito figurões sem muito que fazer. Foram discutir a Europa, coisa que o Sr. Silva agora muito gosta fazer, embora se tenha a ideia que nada percebe sobre o assunto. O almoço em Belém para o qual convidou todos os que contribuíram para a entrada de Portugal na EU, deixando de fora Mário Soares, parece prová-lo. Seja como for, lá anda a passear-se por Riga enquanto eu tenho de ficar por cá a trabalhar, para lhe pagar a viagem com os meus impostos. Penso que vou concorrer à Presidência nas próximas eleições. O pessoal aqui dos comentários que se prepare que eu depois vou necessitar de muitos assessores, conselheiros de estado e coisas do género.

Já agora uma pequena observação para futura confirmação por quem o desejar. Sempre que uma lei mais polémica e que desagrada às alas mais direitistas do país deve ser promulgada pelo Presidente, ele assina e foge para o estrangeiro. Quando das Leis Regionais e Locais lá voou ele para a Índia e agora, com a do aborto, lá vai ele para a Letónia. Claro que pode ser só coincidência, mas assim evita ter de responder a perguntas incómodas no calor do acontecimento. Digam lá agora se o homem não tem uma agenda bem planeada.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O artista

É já amanhã que está previsto que o Sócretino dê o seu concerto na RTP, para com o seu virtuosismo encantar o povo. Há vários dias que afina o instrumento e ensaia sem parar. O palco está pronto, o publico ensaiado e o maestro amestrado. Em casa os espectadores, mais duros de ouvido que Beetoven quando escreveu a nona sinfonia, esperam ansiosos por poder aplaudir tão afamado interprete. O êxito estrondoso está garantido.
Vi hoje, numa das telvisões, entrevistas de rua sobre o problema da licenciatura da Sócretina. Metade nem sabia de nada e ria-se muito da sua ignorância e, os que já tinham ouvido falar do problema, ou não o consideravam minimamente importante, ou estavam ávidos de que ele falasse e esclarecesse o assunto. Todos mostraram que basta ele chegar, dizer "sim" para todos abanarem a cabeça e poderem suspirar de alívio. Afinal o homem é mesmo engenheiro.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A Missão de Salvamento

Já está em execução a acção de salvamento ao Sócretino. Todos os meios operacionais de prevenção e a o Centro de Proteção ao Governo com a estratégia planeada e a acção delineada. A Universidade Independente já era e, embora lhe restam dez dias para dar a volta ao texto, ou melhor aos diplomas, as esperanças de sobrevivencia são poucas. É esperar para ver.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Segunda-feira, Abril 09, 2007

A Face da Besta

Quando o PRN ou lá como é que se chamam esses nacionalistas, colocou o cartaz no Marquês de Pombal em Lisboa, contra os imigrantes, decidi pura e simplesmente ignorá-lo, pela simples razão de que não desejei fazer propaganda a essa gente. Falaram disso as televisões, rádios, jornais e muitos blogs e eu continuo sem vontade de lhes dar tempo de antena. Também não pretendo discutir aqui um outro cartaz, este colocado pelos Gatos Fedorentos, nem as suas intenções, fossem elas de criticas, satíricas,publicitárias ou politicas, nem mesmo a atitude da Câmara Municipal de Lisboa de ira a correr retirá-lo por ser ilegal. Tudo isso são assuntos de que prefiro não falar. Impossível é não mostrar aqui indignação por aquilo que se passou depois. Os quatro Gatos Fedorentos foram ameaçados de violência e até a segurança da filha de um deles foi colocada em causa.

"Para os felicitar creio que terei de fazer um destes dias uma visita à hora de saída do colégio (...), onde um destes burgueses esquerdistas tem os seus filhos a estudar e assim parabenizá-lo pessoalmente pelo brilhante cartaz" aparece num dos fóruns de direita que há pela net.
“Deviam ser considerados traidores à Pátria e sofrer em conformidade, mesmo usando a violência física (...) Cá por mim não renuncio ao meu direito de ajustar contas com qualquer destes fedelhos", escreve outro nacionalista. Ao que outro elemento da extrema-direita acrescenta: "Plenamente de acordo, a partir de hoje [data da colocação do cartaz] estão sujeitos a qualquer violência"."
In DN

Saber se partidos que proferem afirmações racistas e xenófobas devem ser autorizados a existir, é uma discussão que se pode ter e honestamente para mim são gente sem interesse e que prefiro ignorar na sua pequenez. Já o ameaçarem usar a violência contra quem não partilhe dos seus ideais é bem mais grave e tem de ser erradicado da nossa sociedade. Essa gente não merece a liberdade que lhes é dada e deve ser banida do convívio social com os cidadãos deste país. O Nacionalismo, quando picado, mostra a sua verdadeira cara.

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Uivos Ministeriais

Parece que Maria de Lurdes Rodrigues, a nossa Ministra da Educação, foi um bocado mal criada quando recentemente, durante um discurso, apupou ao microfone em lânguidos e sonoros uivos um grupo de jovens alunos que a apupava a si. Aos miúdos, a prática de tais actos pode ser compreendida, já da parte da Milú é inaceitável e mostra bem a qualidade da nossa governação.Pedimos desculpa por só agora dar-mos esta notícia, mas com tanta trapalhada com as licenciaturas da Sócretina, esta fotografia ficou esquecida e abandonada até hoje. Seja como for o vídeo da coisa pode ser visto em vários blogs como aqui no "A Sinistra Ministra".

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O Milagre da Rainha Santa Sócretina

Ia a Rainha Santa Sócretina na direcção de uma televisão para distribuir mais umas quantas mentiras em forma medidas de propaganda, na companhia na sua fiel Aia Mariana dos Olhos Lindos, quando inesperadamente lhe surge ao caminho o Rei D. Aníbal Silva e seus dois lacaios, Tony Borges e Ferreira Leite.
– Onde ides minha Rainha? – Perguntou ele com voz doce.
– Meu Senhor, ia só dar uma volta coma a minha aia pelos Jardins do nosso país.
– Vós sabeis, Sócretina, que o reino passa por grandes dificuldades e que o povo não anda satisfeito. Não podemos andar sempre a distribuir-lhes mentiras.
– Meu Senhor Aníbal, vós já me haveis avisado disso e eu nunca vos desobedeceria.
Não, minha Rainha? É que o amor que o povo vos tem mostrado nas sondagens é muito estranho. Não andareis vós a enganar-me e a distribuir mentirinhas nas minhas costas?
– Não seria capaz disso, meu Senhor. – Mentiu a Sócretina.
– Que lavais então ai no vosso regaço?
Tudo parecia perdido. O seu regaço ia carregado de mentiras para distribuir pelo povo e só um milagre a poderia salvar. Sem saber o que fazer abriu os braços e lá de dentro, perante a surpresa de todos, caíram dezenas de diplomas.
– São diplomas, meu Senhor. São diplomas da Universidade Independente.

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Socretinários

Primeira obra inspirada na Pós-graduação do Sócretina em Sanitários.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Domingo, Abril 08, 2007

Engenharia de merda

A primeira experiência falhada na primeira obra Sócretina de pois de tirar a pós-graduação em engenharia de sanitários. Desde ai ele nunca mais se livrou do cheiro e nós passámos a viver num país nauseabundo.

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Rói-te de inveja Luís de Matos

Afinal digam lá quantos diplomas querem.

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O Glorioso Domingo

Para os malandros invejosos que colocam em causa a honra de Sócrates e duvidam de que ele tem uma licenciatura, aqui fica a prova. Esta fotografia, tirada pelo motorista que, noite após noite, esperava pacientemente que ela saísse das aulas, tirada naquele frondoso domingo em que finalmente recebeu o seu diploma de Engenharia. Agora parece que também já tem uma pós-graduação em sanitários, que dizem não existir, mas estou certo que para isso vão encontrar uma justificação. Se for necessário até aqui posso mostrar a fotografia também. Coitado do Sr. Engenheiro. Há gente muito má.

Para quem deseje estar bem informado sobre o assunto o lugar certo é o "Do Portugal Profundo"

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O Motorista

A falta da frequência das aulas (de José Sócrates), denunciada publicamente por alguns dos seus colegas, também será desmentida pelo primeiro-ministro. Uma curiosidade: o seu motorista, à época em que era secretário de Estado, ofereceu-se para testemunhar as noites em que ficou à espera que o então secretário de Estado de António Guterres saísse das aulas”.
In “DN” [Link]

Agora que já temos um Ambrósio para servir os chocolates e o espectáculo está montado, fazem o favor de se sentarem e desligar os telemóveis que no início da semana o artista vai entrar em palco. “Parte uma perna”, José Sócrates que “The show must go on”.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sábado, Abril 07, 2007

Privatização da RTP

Marques Mendes veio agora relançar a ideia de privatizar a RTP, com a bênção do compadre Balsemão e a mando do grande capital. Como se sabe toda a comunicação social está dividida e entre os grandes grupos económicos, que a usam para assim venderem as suas ideias, fazerem a sua publicidade e pressionarem os governantes. Uma zanga e as notícias saltam como pipocas cá para fora, até que a paz seja assinada e a calma regresse. Não tenhamos duvidas que, se vivêssemos numa sociedade em que a imprensa fosse livre e os jornalistas não fossem condicionados a dizer aquilo que lhes mandam, muitas verdades se saberiam, muita gente teria muitas explicações a dar e os tribunais teriam muitos mais processos mediáticos para julgar.
Contrariamente a quem defende a privatização de tudo quanto é órgão de informação, eu considero que o estado tem o dever e o direito de ter o seu próprio canal de informação. O estado tem que poder vincular as suas ideias e defender as suas medidas, concordemos ou não com elas. Devia acabar a hipocrisias de dizer que os órgãos de informação públicos são isentos e livres. Em Portugal isso não existe no público, mas muito menos no privado. A privatização da RTP colocaria o estado totalmente nas mãos dos grandes grupos económicos que, com o seu poder de fazer informação, deitariam abaixo qualquer governo que não lhe satisfizesse as vontades. Passaríamos a ter os governantes ainda mais reféns das televisões e jornais e a nossa liberdade de informação ainda mais ameaçada. Basta ver o exemplo das notícias da licenciatura do Sócrates, há mais de dois anos exposta na Internet e do conhecimento de todos, e que foi necessário haver um Belmiro zangado com uma OPA falhada para o facto saltar para os jornais. Para haver uma verdadeira liberdade é necessário que quem a produz seja também livre. Infelizmente uma utopia no país que temos hoje.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Milagre da Ressurreição

Como todos sabem, estamos no século XXI, época de todos os avanços científicos, e da comunicação global. Para que não fiquem duvidas nem descrentes, como aconteceu com ao primeiro Cristo que pisou a terra, o Sócristino vai ressuscitar na próxima semana, mas em directo e na televisão. Audiências garantidas para assistir ao milagre da multiplicação de diplomas e ao subir ao céu no reino das intenções de voto de um povo prostrado perante tal divindade. Nesta época de planos e maravilhas tecnológicas, o milagre tem dia e hora marcada para que todos possamos assistir.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Pobrezas

Com Engenheiros, Licenciados e Doutores a governar este país, a verdade é que o mais importante ninguém resolve. A pobreza e a miséria que por ai há. Tenham vergonha na cara e resolvam estes problemas que ninguém se vai importar com os vossos títulos académicos. Mas isso, ou não lhes interessa ou são totalmente incapazes de o fazer. De uma maneira ou de outra a única solução honesta é demitirem-se todos.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Portugal é uma limpeza


O detergente recomendado por nove em cada dez governantes.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UX

Sexta-feira, Abril 06, 2007

Só pelo boneco

Ira a Sócretina aguentar-se ou irá desfazer-se em pedaços como acontece com a sua licenciatura?

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Portas a Revolucionária

Depois de há algum tempo termos descoberto que a nossa Maria Cavaco Silva era de esquerda informou-nos agora Paulo Portas que o CDS já não era de direita. Com o regresso anunciado de Portas à liderança, o partido vai voltar à esquerda e todos aqueles valores da direita que tanto defendeu vão ser mandados para as urtigas. Importante agora é comer eleitorado ao PSD e alianças com o partido de Marques Mendes são para esquecer. O objectivo é fazer do CDS um partido para atingir o poder sozinho (a anedota que qualquer moção deve ter).
Posso estar enganado, mas será que esta gente acredita que pode dar todas estas piruetas e cambalhotas, ser de direita hoje e do centro amanhã e mesmo assim esperar que acreditem nele? É certo que neste momento com há uma crise de oposição e de alternativas ao governo PS, mas duvido que esta falta de honestidade ideológica lhe renda grandes frutos. Afinal todos conhecemos aquilo que pensa e a forma como pisa tudo e todos para chegar ao poder. Este é mais um daqueles que se preocupa mais com consigo próprio que com o seu partido ou o seu país. Espero que esta sua segunda vida como líder do CDS seja a ultima e que desapareça de vez da política portuguesa. Porcaria já por cá há muita.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A Lavadeira

...Dessas avaliações e inspecções resultaram recomendações e acções correctivas. Delas não resultaram informações que pusessem em causa a legitimidade dos diplomas atribuídos ou o ensino ministrado.
...Do mesmo modo, os diplomados e antigos alunos da Universidade Independente não podem ver descredibilizados os seus diplomas e o esforço que realizaram. Todos eles têm direito ao seu bom-nome e ao reconhecimento pela sociedade da vontade de estudar e progredir que demonstraram.

Isto são alguns extractos do Comunicado divulgado pelo Gabinete do Ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago [LINK].
Não quero parecer um descrente no nosso sistema e na honestidade de quem governa este país, mas não tenho a certeza se as habilitações do Sr. Engenheiro Sócrates não estivessem ligadas à Universidade Independente, haveria tanto cuidado e tanta preocupação com os diplomas por ela passados. Posso estar enganado, mas não são os “lindos olhos do Sr. Ministro” que me vão fazer desacreditar que tudo isto tem um ar de detergente, daqueles que tornam tudo num “branco mais branco” por mais sujo que se esteja. Terá o Sr. Ministro vocação de lavadeira?

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A Aldeia da Roupa Branca

Ò povo nem tu sonhas,
Ai o Gago não mata,
Ai ’té lava diplomas,
Ai põe-nos cor de prata.

Três diplomas, um bacharel,
Sete exames, um Doutor,
Três notinhas no papel,
Que o freguês é um Senhor.

Engenheiro, sorridente,
Engenheiro que o curso aldrabou,
Universidade, Independente,
Povinho que o Sócrates enganou.
Um curso de engenheiro,
Vê lá bem tão lavadinho,
Influências ou dinheiro,
Vê lá bem, está aprovadinho.

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Quinta-feira, Abril 05, 2007

Sócristino

Fechar urgências, maternidades, serviços de atendimento permanente, escolas e tribunais em todas estas "tentações" o Sócristino caiu. Em todas elas, pelo menos a olhar para as sondagens, conseguiu a absolvição da poderosa Comunicação Social e do crente publico televisivo que, entre duas telenovelas ou no intervalo de um jogo de futebol, ainda encontra uns minutos para ouvir os cardeais economicistas que ai fazem os seus sermões, lhe vão dando vivas e aplausos. Será que esta ultima tentação de ser aquilo que não é, esta vaidade de ser engenheiro num mundo de Doutores para se sentir entre iguais, não será a sua cruz? Conseguirá ele atravessar este seu Calvário e sobreviver no fim?

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A Nova história do Capuchinho Vermelho

A pedido de um dos maiores escribas hiper-realista-fantástico da blogosfera, o "Arrebenta", (para inveja de muito Pachecos e companhia), aqui fica o melhor que consegui fazer para criar a imagem que ele idealizou. Quanto ao texto brilhante que certamente ele escreverá para ela, terá de ser lido depois no Braganza Mothers. Eu já estou à espera.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Porque hoje é Quinta-feira

Dentro do Palácio, o Sr. Silva comia o seu pequeno-almoço que a Maria lhe ia servindo.
Vê lá se tens cuidado com o Bolo-Rei e não enches tudo de migalhas que depois eu é que tenho de limpar.
Nesse momento ouviu-se o som da campainha.
Vai lá abrir, Maria. Deve ser a Sócretina para a nossa reunião semanal – Disse o Sr. Silva enquanto da boca lhe saltavam por entre os perdigotos pedaços de bolo.
Dirigindo-se à porta e enquanto ia ajeitando o avental, a campainha tornou a tocar.
Já vai – gritou a Maria – Raio de dia este.
Abriu a porta e lá estava a Sócretina.
Bom dia, Sra. Engenheira – disse-lhe a Maria com um sorriso nos lábios – Ainda bem que chegou porque lhe queria pedir se me podia fazer os cálculos para umas varandas que quero fechar em alumínio.
– Oh Maria, já não me bastam os jornais e os blogs para me chatearem e agora também tu vens com gracinhas. Vai mas é fazer o almoço.
Entrou por ali dentro em passo apressado e chegando ao pé do Sr. Silva disparou:
– Estou lixada com isto. Vê lá que até a Maria me veio chatear com isto do Curso de Engenharia.
Primeiro Bom-dia – disse o Sr. Silva e sorrindo continuou – Ainda bem que levantas essa questão, é que eu queria pedir-te se me fazias os estudos de engenharia para mudar os sanitários do palácio e agora não sei se estás qualificada para isso.
– Vai à merda Silva. Se também vais começar com gracinhas vou-me já embora.
– Pronto, desculpa lá, apeteceu-me brincar contigo. Não leves isso tão a sério. Queres um café?
– Não, só quero que me abraces. Eu estou tão mal.
Abraçaram-se um ao outro e ali ficaram, a Sócretina com uma lágrima no canto do olho e o Sr. Silva com um sorriso no canto da boca.
A Maria entrou por ali dentro e enquanto ia colocando a loiça num tabuleiro disse:
Vê lá se hoje não acabas muito tarde com a Sra. Engenheira que logo tens a visita da Dra. Manuela Ferreira Leite.

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Cenas da Páscoa

O Beijo de Judas

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Quarta-feira, Abril 04, 2007

A Marioneta

Quem olhe para esta imagem até pode pensar que vou aqui falar do Bonécreiro Sócrates ou perguntar quem é o homem que, por trás dele, nos vai dando música. Mas não, só desejo questionar o boneco, o palhaço, o Zé-povinho que se deixa ser uma marioneta nas mãos dessa gente. Será que não vêm que o caminho liberal que trilhamos não tem saída? Será que não vêm que somos enganados todos os dias com notícias e mentiras? Será que não reparam que só os mais ricos, aqueles que mais têm, aqueles que continuam a mamar à nossa custa, dizem bem desta governação e por isso lhes é dado acesso à tribuna televisiva? Será que não sentem que estão cada dia mais pobres, mais perto do buraco da miséria em que tantos outros já caíram? Será que o nosso Zé-povinho está surdo, cego e mudo?

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Mais uma imagem fofinha para a Páscoa

Cuidado que morde.

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A Ultima Ceia

Agora que fui completamente embrenhado pelo espírito Pascal tinha que representar aqui a Ultima Ceia com o Sócristino a fazer a engenharia de multiplicar pão e vinho para oferecer aos seus comensais. Mas como em qualquer boa ceia há sempre um Judas que não lhe passa cavaco e o atraiçoa no fim. Alguém sabe quem será.

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Dia Mundial do Livro Infantil IV

Será por estas e por outras que a juventude lê tão pouco em Portugal?

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Terça-feira, Abril 03, 2007

Dia Mundial do Livro Infantil III

O Sr. Silva sempre foi um admirador do Lobo Mau. Já em pequenino fazia sempre força para que ele apanhasse os três porquinhos e batia palmas quando o via comer a avozinha do capuchinho vermelho. Há mesmo quem diga que nunca se interessou muito pela leitura, pois os livros acabavam sempre mal com o caçador a dar umas chumbadas no lobo. Agora que é grande, espera escrever "Os novos contos do Lobo Mau" com finais mais do seu agrado.

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Dia Mundial do Livro Infantil II

Para josé Sócrates o livro que mais o marcou foi o famoso "O Rei vai nú". Não conseguimos saber as razões de isso ter acontecido, nem mesmo se isso terá algo a ver com o seu Curso de Engenharia. Alguma razão deve haver.

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Dia Mundial do Livro Infantil

Hoje é o Dia Mundial do Livro infantil e todos sabemos como é importante incutirmos hábitos de leitura nas nossas crianças. Numa tentativa de saber que livro teria impressionado mais os nossos políticos fizemos uma busca.
Para Marques Mendes o livro que mais o marcou durante a sua juventude foi "Um monstro debaixo da cama". Segundo parece ainda hoje acorda sobressaltado e receoso, porque há muitos monstros que o assombram na grande noite da oposição laranja.

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Os Coelhinhos da Páscoa do PS

Quando chega a páscoa fico assim. Ou crucifixo esta gente ou transformo-os em fofinhos coelhinhos. Desta vez saíram na rifa o Sócrates e a sua fotocópia Pedro Silva Pedreiro.

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Segunda-feira, Abril 02, 2007

A Cassete pirata do terrorista

Encontrei no blog do meu amigo Luikki, o “Apanha-Moscas”, um excelente post sobre a forma como nos querem assustar e assim mais facilmente nos reduzirem liberdades e direitos, em nome do terrorismo.

Já passa por Portugal o tráfico de armas de destruição maciça. O risco de organizações criminosas de natureza transnacional penetrarem no sistema legal português é apontado como ameaça prioritária pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS). No relatório anual de segurança interna relativo a 2006, ontem apresentado, a entidade alude à passagem por Portugal de indivíduos ligados ao tráfico de armas de destruição maciça. Neste sentido, o relatório constata que redes de armas de destruição maciça utilizaram o território nacional "não só como país de trânsito para as mercadorias pretendidas, mas também como país de origem das mesmas. (...)”. Podem ler o resto [
Aqui].
A cereja no topo do bolo:

“A pirataria de música e filmes é, neste momento, uma das maiores fontes de financiamento dos principais grupos terroristas. (...) Foi neste contexto que me apercebi de que os lucros astronómicos obtidos pelas redes organizadas de pirataria serviam para, na prática, financiar organizações responsáveis por actos terroristas.” O Resto está
[Aqui].

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Eleições na Madeira


Aproximam-se as eleições Regionais da Madeira o que tem sido um descanso para todos nós "cubanos e contenentais". O Bicho da Madeira anda para lá entretido a preparar a campanha e a marcar as inaugurações habituais pelo que não tem tido tempo para soltar as bujardas a que nos acostumou.
Do “contenente” tudo o que o parece preocupar é que se olhe para esse lado. Primeiro foi o considerar inaceitável que elementos da Comissão Nacional de Eleições se deslocassem à região. Aquilo ali é feudo dele e gente de fora só iria atrapalhar. Mais recentemente foi a indignação pelos custos de deslocar um carro da RTP durante as eleições. Há na ilha a RTP Madeira que pode fazer muito bem o serviço encomendado e não se quer gente estranha que vá lá filmar e fazer reportagens fora daquilo que deseja. Era o que faltava ver-se na televisão os outros partidos a fazerem campanha e a dizerem aquilo que os Madeirenses não devem ouvir. O inconcebível que seria, passarem afirmações que não sejam de louvor e admiração pelo grande líder. O inaceitável que se tornaria ouvirem-se critica ao Senhor supremo. Mesmo com as eleições mais que ganhas e a maioria absoluta garantida o Bicho da Madeira não quer problemas. Afinal a Madeira é dele.

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O Golpe de Estado

Com todas estas engenharias quase me esquecia do golpe de estado que se está a passar no CDS. Num fim de semana com um Conselho Nacional, sem a Zézinha que já se pôs a andar dali para fora, não acabasse por levar mais porrada de um qualquer conselheiro, e com o líder Ribeiro e Castro a atirar com a toalha ao chão passados 25 minutos, consumasse o golpe. Para salvaguardar a imagem de que este golpe não é ditatorial, ai estão as directas marcadas para dia 21, embora como no tempo da famigerada AN com vencedor já antecipadamente conhecido. Depois, silenciosamente, limpar os restos do Ribeirismo e impor a sua lei. O CDS volta a ser PP.

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Frases feitas

A mentira tem pernas curtas.
Seja lá o que isso quer dizer, mas com tanto engenheiro que para ai há, certamente alguém deve saber.

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Domingo, Abril 01, 2007

A Cruz de Sócrares

Pelos vistos não são os problemas do país a grande cruz do Sócrates. Quando tudo lhe parecia correr bem, com o anúncio do défice a ficar abaixo do previsto, a oposição a auto destruir-se em combates intestinos e um Presidente mais preocupado em admirar-se ao espelho da comunicação social, eis que os seu fantasma de engenharia saiu do armário para o assombrar. Já há dois anos que na blogosfera se falava sobre as habilitações do Sócrates serem falsas e se suspeitava que ele era tanto engenheiro como o Cavaco culto. A comunicação social, por motivos que ela lá sabe, resolveu não falar do assunto e fingir que nada sabia.

Provavelmente, se soubesse um pouco mais de engenharia, saberia encontrar uma solução técnica para reduzir o peso, dessa cruz saída do seu passado que agora vai ter de carregar. Assim irá percorrer um penoso caminho e veremos se no final resistirá ao calvário. Não tenho pena dele, que de Cristo este não tem nada.

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Porque hoje é dia das Mentiras

Como hoje é dia das mentiras, andei a pensar qual a maior que aqui poderia contar. Fui aos arquivos e aqui está ela; José Sócrates e Lili Caneças no dia em que se doutoraram em Engenharia Civil, Naval e Aeronáutica para alem de Honoris Causa em Medicina, Direito, Arquitectura e Biologia Marinha. Agora é com vocês, acreditem se quiserem.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Vem ai a Páscoa

Páscoa para os mais pequeninos

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