segunda-feira, setembro 07, 2009

Oh primo, oh rico primo

os filhos dos tios

Há mais um primo de José Sócrates alegadamente envolvido no caso do outlet de Alcochete. Chama-se José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, mais conhecido por ‘Bernardo’ ou ‘Gordo’.

Porra, que rica família esta em que não há um “filho de um tio” que não esteja implicado no caso Freeport ou outra trafulhice qualquer.


Tratado de Lisboa já treme. Que caia de vez

Na corda bamba

Uma sondagem publicada hoje pelo diário "Irish Times" mostra descida do “sim” irlandês ao Tratado de Lisboa, que irá a segundo referendo a 2 de Outubro, com apenas 46 por cento de votos favoráveis. A sondagem aponta para uma descida do “sim” ao Tratado. Mas, em relação a uma sondagem de Maio, o número de indecisos aumentou em sete pontos para 25 por cento, enquanto os contestatários do tratado aumentaram apenas em um ponto, para 29 por cento. Não nos podemos esquecer que a ratificação já foi negada pelos irlandeses no ano passado, quando 53,4 por cento dos votantes optaram pelo “não”. “Ouvimos as críticas feitas aquando do referendo anterior, porque eles temiam perder um comissário. Entendemos o seu pedido. Disseram que temiam que certos valores do seu sistema de imposição não eram respeitados, mas nós demos garantias de que, nos termos do Tratado de Lisboa, serão respeitados”, sublinhou o primeiro-ministro sueco, que preside este semestre à União Europeia.

A repetição desta votação, assim como as excepções abertas para os Irlandeses caso o sim vença neste segundo referendo, são mais uma vergonha e uma demonstração de que para esta Europa a democracia não é um filosofia de regime, mas uma forma de ditadura encapotada. Se a Irlanda vai a votos, isso deve-se ao facto de nesse país todos os tratados terem de ser referendados e não a um desejo dos líderes europeus que, mesmo quebrando promessas, se recusaram a ouvir os cidadãos sobre se queriam ou não abdicar da sua soberania. Espero sinceramente que os Irlandeses não se deixem enganar e que nos salvem da desgraça de ficarmos sujeitos às ordens deste tratado Bildeberguiano. Já chega de mentira, controlo e falta de vergonha na cara desta gente. Disso, e quem sabe, de não termos um “cara de cherne” à frente da comissão europeia por mais cinco anos.


domingo, setembro 06, 2009

O funeral eleitoral ou a missa do 7º dia do PSD

o funeral do psd

O PSD não irá fazer convites às principais figuras do partido para participarem na campanha. Manuela Ferreira Leite deixou-o claro. “Aos casamentos e baptizados não se vai sem ser convidado, mas a todas as outras iniciativas, tais como funerais, missas do sétimo dia e campanhas eleitorais vai quem quer.”

Realmente funerais, missas de sétimo dia e a campanha eleitoral da Manuela Ferreira Leite têm algo em comum; um cadáver, mesmo que no último caso nos queiram convencer que está vivo. Porra, a este não vou certamente com ou sem convite, que para zombie já me chaga o de Belém.

O beija-mão real

O beija mão

A chanceler alemã, Angela Merke,l chegou meia hora atrasada ao encontro com Manuela Ferreira Leite e deu indicações para que não fosse autorizada a recolha de imagens no encontro com a presidente do PSD.
Manuela Ferreira Leite assinalou que respeita as regras estabelecidas pela CDU alemã, já que “em primeiro lugar, era importante ter um encontro pessoal com a senhora Merkel e, em segundo lugar, em termos de provas temos as fotografias".

Pobreza franciscana de quem se rebaixa perante os poderosos da Europa. Pinderiquice de quem diz que tem fotografias para provar que esteve lá. Esta gente que tanto se rebaixa só mostra mesmo a sua pequenez politica. Não nos bastava o Cavaco para nos envergonhar no estrangeiro e agora ainda há quem queira acrescentar-lhe a falta de dignidade da Manuela Ferreira Leite. Ainda vem dizer que tem fotografias para provar que esteve lá. Tenham vergonha na cara.

sábado, setembro 05, 2009

2º debate - Dupont e Dupond

Bicicletas e Ciclistas

Um dizia alguma coisa e outro logo afirmava, “eu diria mais”. Não foi bem um debate, foi tempo de antena em que cada um expôs as suas ideias e o seu programa. Civilizado, calmo e com um inimigo comum; o governo e o PS. Convergiram em quase tudo e ficou a ideia de que se os interesses dos cidadãos se sobrepusessem aos partidários, poderiam ter promovido a união da esquerda e criado uma verdadeira alternativa de poder que nos evitasse a condenação a mais quatro anos de capitalismo liberal, de compadrio e corrupção. Mas, como disse o Jerónimo de Sousa «Cada um pedala a sua bicicleta». É pena.

A história da asfixia democrática

O fim do jornal nacional

Hoje fomos confrontados com a notícia de que o Jornal Nacional das sextas-feiras na TVI tinha sido cancelado. Os novos donos espanhóis tinham decidido acabar com ele. Era um programa que não via normalmente por não gostar do género nem da forma, podia até ser uma merda maior do que aquilo que era, que não se pode admitir que seja censurado. Isto se foi, porque durante a manha falava-se de pressões do governo para que Membros do gabinete do primeiro-ministro José Sócrates tinham feito pressão sobre o presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro (IFSC), Alexandre Relvas, aconselhando-o a ter contenção no discurso de inauguração deste centro de reflexão do PSD. Do Engenheiro podemos esperar tudo e por isso esta pressão e esta censura são possíveis, mas não seriam inteligentes especialmente numa altura em que a Manuela Ferreira Leite tenta fazer cavalo de batalha do que chama “asfixia democrática”. O Sócrates pode ser mau, poder ser manipulador, prepotente e arrogante, mas burro não é. Sabia perfeitamente que suspender este telejornal seria o pior erro político que podia fazer neste momento.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Zero a Zero

debate legislativas 2009

O Engenheiro e o Paulinho das feiras deram o pontapé de saída nos debates entre os partidos nas televisões. Um zero a zero que serve bem os objectivos dos dois adversários, como provam os sorrisos à saída. O Engenheiro consegue ultrapassar um adversário que podia ser mais difícil, Faltam o Louça, que pode ser complicado, o Jerónimo de Sousa que vai ser mais malhar em ferro frio para terminar no “derby” com a Manelinha Ferreira Leite. Ao Portas falta-lhe a conversa de surdos com o Louça e Jerónimo e o da Manelinha em que cada um vai utilizar o debate como tempo de antena, tão pouco vai ser o que têm para dizer um do outro.

O fantasma do PS nas eleições

fantasma

Depois de o Engenheiro o ter feito na véspera foi agora a vez da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, admitir que existiram problemas de comunicação entre Governo e professores nos últimos quatro anos. "Talvez não tivesse havido suficiente delicadeza no tratamento com os professores”, disse.
Quem seguiu a guerra entre esta Ministra e os professores não pode deixar de considerar estas declarações como um sinal de hipocrisia e mais uma demonstração de falta de respeito por uma classe a quem, ao longo da legislatura, chamou de professorzecos. Ninguém tem duvidas que o Engenheiro gostaria que esta guerra fosse esquecida e poder recuperar muitos votos que ficaram definitivamente perdidos, não só na classe dos professores mas em muitos que lhes reconheceram a razão e que se preocupam com a defesa da escola publica de qualidade. Tarde demais, naquele que foi o maior erro político do Engenheiro nesta legislatura; o não ter corrido com a Sinistra Ministra quando teve oportunidade disso. Basta ver os resultados que conseguiu na saúde, em que depois de toda a contestação em torno do Correia de Campos e do fecho das maternidades e urgências, substituiu por uma Ministra mais “tenrinha”, que apesar de não ter desfeito o que o seu antecessor fez, passou a ter uma vida bem mais calma sendo mesmo ela a beneficiar agora da abertura dos novos hospitais e urgências prometidas na altura. Se tivesse feito o mesmo na educação, o Engenheiro poderia agora cantar vitória, mas assim encontra-se na posição de fazer o papel de arrependido quando todos sabemos que não está. Só olhar para a cara daquela Sinistra personagem chamada Maria de Lurdes Rodrigues, enjoa e faz crescer uma raiva que não podem apagar.

PS: Sempre apoiei os professores e os seus movimentos, mas custa-me ver alguns desses movimentos, que deveriam só representar os professores e a sua luta, apoiarem claramente o PSD nestas eleições. Eu não voto PS, mas certamente também não votarei na Manuela Ferreira Leite que, por mais que diga que vai rasgar isto e aquilo, é farinha do mesmo saco.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Medina carreira, O Zzzzaaangado

O zangado

Ouvir o Medina Carreira é dar-lhe razão em muita coisa, mas também saber que se está a ouvir um discurso de “velho do Restelo”, um discurso “fácil”, um discurso em que aponta o dedo a tudo e todos, que critica tudo sem apontar um caminho que seja diferente daquilo que existe. Para ele que tem todas as respostas na sua imensa sabedoria numa terra de incompetentes, a economia é a solução mágica que tudo resolve. É fácil dizer que gastamos mais do que aquilo que produzimos e que a solução passa por mais investimento para aumentar as exportações. Como se faz? Fazendo um estudo para mostrar porque fogem os investidores para a Este e não investem em Portugal. Um conceituado economista como ele não sabe? Claro que sabe, mas também sabe que a resposta está em subordinar, ainda mais, a governação ao capital, aos interesses das empresas sem garantir o respeito pelos cidadãos. Fala de que os partidos deviam aceitar entregar o governo ao Presidente durante (já não me lembro se disse 5 ou 15 anos). Já parece a Manuela Ferreira Leite que também afirmou que devíamos suspender a democracia, durante algum tempo, para poder aplicar medidas impopulares. E se fossem á merda?

A entrevista do Engenheiro

o hipnotizador

Que ele é mentiroso todos sabemos, agora o que não havia necessidade era o PSD escolher para candadata a Primeiro Ministro alguém que parece um "bacalhau velho" e que faz com que o Engenheiro não tenha de mentir para dizer mal dela e daquilo que ela diz.


quarta-feira, setembro 02, 2009

O Abismo

o Abismo

«Não podemos deixar de considerar que a situação em que o país está resulta, exclusivamente, das políticas socialistas». "Neste momento a coisa mais perigosa que existe é avançar com a política socialista porque a política socialista está a conduzir o país num plano inclinado e, portanto, avançar significa cair. Aquilo que há a fazer é travar", disse Manuela Ferreira Leite.

Travar o quê? As politicas Europeias? O neo-liberalismo? A globalização capitalista? O compadrio do poder com os grandes grupos económicos? A especulação e as grandes negociatas, a corrupção e as offshores? É o PSD de Dias Loureiro e do Balsemão que quer travar tudo isto? Não me parece muito coerente com a politica de verdade que diz defender.


Casamento tradicional (sem procriação)

A família tradicional e o acasalamento

A líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, afirmou mesmo que, com este executivo, "diluíram-se pilares da sociedade como a família e o casamento". "Criou-se um ambiente de intriga e de falsas verdades, diluíram-se pilares da sociedade como a família e o casamento, para impor a verdade da lei onde devia prevalecer a liberdade individual".

Bagão Félix, durante a apresentação do Programa eleitoral do CDS, afirmou que “Eu também respeito as minorias, mas que essas políticas mais ou menos discutíveis, mais ou menos por caminhos diversos, não prejudiquem nem anulem a base fundamental da sociedade que é a família tradicional”.

O líder do PS, José Sócrates, advertiu que a 27 de Setembro "uma das principais escolhas será entre duas mundivisões". Ou seja, "há duas formas de olhar para a sociedade e para o futuro. Aqui, neste partido, neste Governo, ninguém acredita que o casamento deve servir apenas para a procriação; aqui ninguém acredita que é preciso uma lei do divórcio que o dificulte, porque aqui acredita-se na liberdade e na tolerância".

Durante as eleições para o parlamento Europeu, quando se deviam discutir os tratados, as directrizes, as leis que nos impõem, andaram a falar de problemas internos do país, para agora, altura para discutir as politicas que nos têm condenado a sermos cada vez mais o cú dessa Europa, resolvem colocar como tema da campanha a família e o casamento. Importante é ocupar tempo de antena sem discutir aquilo que realmente é importante e mostrarem diferenças que permitam sair da crise. Não porque não queiram, mas porque todos pensam o mesmo, mais estrada menos estrada, mas nenhum tem realmente as respostas para o problema. Só o poder interessa.

PS: Mas que é triste que ainda haja gente, como a Manuela Ferreira Leite, que considera que o casamento só serve para a procriação, lá isso é.

terça-feira, setembro 01, 2009

A fantasia do poder

Estratégia eleitoral 2009

Também o BE não soube, ou não quis, protagonizar a possibilidade de uma união de esquerda para estas eleições. Entusiasmado pelo resultado eleitoral das europeias parece acreditar que chegar ao poder é uma questão de tempo e sobretudo que não falta muito. Esquece que o seu eleitorado não tem, nem a fidelidade nem a cultura politica do eleitorado do PCP pelo que é muito mais volátil. O Louça parece acreditar que pode lá chegar, mas possivelmente vai pagar cara essa fantasia. Com muitos dos votantes no PS zangados com os Socretinos, esta era a oportunidade da esquerda que será perdida mal o PS corra com esta liderança e volte a enganar esses eleitores com um discurso de socialismo democrático. O mal de quem quer dar um passo maior que a perna.

A oportunidade perdida

Estratégia eleitoral 2009

Já aqui o disse e continuo a não entender a estratégia da esquerda para as eleições legislativas, recusando a união e a apresentação de uma alternativa de poder e preferindo jogar pelo seguro e por tentar ganhar mais um ou dois deputados. Nem o PCP nem o BE, nem nenhum outro partido que se reclama de esquerda, foi capaz de apresentar uma plataforma de união que nos pudesse criar a esperança de não sofrermos mais quatro anos de aplicação das políticas capitalistas, liberais da União Europeia. Vou certamente votar na esquerda, mas sei que é um voto que não vai resolver os problemas de um país cada vez mais pobre e mais injusto. É pena, porque neste momento em que estavam reunidas as condições para mudar, para aproveitar a incapacidade mostrada pelas politicas de direita para resolverem a crise que eles próprios criaram.

segunda-feira, agosto 31, 2009

O pensionita das feiras

Ano de eleições é ano do Paulinho fazer o roteiro de todas as festas e romarias do país. Faz bem, bebe uns copos, come umas bifanas e uns doces típicos e está num ambiente onde o discurso fácil e populista passa muito bem. O crime, sem colarinho branco, que é necessário prender rapidamente, os imigrantes a quem é necessário fechar a porta e as pensões de miséria que é necessário aumentar. Para isso propõe mesmo retirar dinheiro do Rendimento Mínimo para aumentar as pensões mais baixas. «Vou deslocar uma parte do que está no Rendimento Mínimo. Prefiro apoiar quem trabalhou toda a vida do que quem às vezes abusa do Rendimento Mínimo, porque não quer trabalhar, mas quer viver à custa do contribuinte».
Haverá certamente abusos no rendimento mínimo, mas também não o há nas pensões de quem ganha reformas de milhões ao fim de meia dúzia de anos de trabalho? Não há quem não receba uma reforma, mas muitas? Não seria mais justo e mais correcto ir aí buscar dinheiro para financiar o aumento das pensões mais baixas? Pessoalmente, como sou daqueles que ainda tem emprego, prefiro ver aumentar as pensões imaginando que um dia deixarei de ser um contribuinte para ser um beneficiário da segurança social. Mas, o que pensarão aqueles que perderam o seu local de trabalho, a quem não dão trabalho por já não serem jovens e vêm terminar o tempo a que tiveram direito a subsídio de desemprego? Como vive essa gente a quem a sociedade descartou e condenou á miséria? Vão ter de esperar até terem 65 anos para terem direito a uma pensão? Um estado tem de ser responsável perante os seus cidadãos e cumprir o seu dever de cuidar daqueles para quem a vida foi madrasta. Todos nós, aqueles que têm a sorte de ter rendimentos, contribuímos para esse estado possuir os meios para o fazer e por isso temos de exigir que o cumpram. Não é retirando a quem necessita para dar a outros que também necessitam que se resolve o problema, mas retirando a quem tem muito mais do que necessita e gastando melhor os dinheiros públicos.


Olha quem voltou, o Pina Moura

Sonhos de uma noite de verão

O famoso Pina Moura, ex-ministro do Guterres, veio elogiar o programa eleitoral do PSD em detrimento do programa do PS. Esta personagem que iniciou o seu caminho no PCP e que se transferiu de Ministro da Economia para uma empresa privada, com quem negociou durante vários anos nas suas funções governativas, saco de pancada e de criticas contundentes das oposições e da comunicação social, mal lhe cheirou que o poder podia mudar de mãos veio logo insinuar-se mostrar a sua nova casaca. É gente triste e hipócrita que, como abutres, sobrevoam o poder e mostram a sua face mais suja. Nestas quentes noites de verão, uns sonham com o poder, outros com os negócios com esse poder.

domingo, agosto 30, 2009

A magia da cooperação estratégica

cooperação estrategica

A quem servirá o sapatinho?

A Porta Secreta

A Porta secreta

Foram descobertos documentos relevantes para a investigação do processo BPN, numa porta oculta da casa de Dias Loureiro, ex-Conselheiro de Estado e arguido no mesmo caso. A pequena divisão da sua casa, alegadamente 'escondida' só terá acesso através de uma casa de banho. Dias Loureiro afirmou que se tratava apenas de uma parte 'esconsa do escritório'.
Os documentos apreendidos dizem respeito aos negócios do BPN em Porto Rico e em Marrocos. Foi ainda encontrado um livro sobre a vida empresarial de Dias Loureiro que, o mesmo alegava que não saber onde estava.

sábado, agosto 29, 2009

Uma Barbie com caroço

Mandataria juventude

Já não sou um jovem, mas acredito muito na juventude de hoje. Sei que são diferentes daquilo que eu era quando tinha a idade deles, sei que no meu tempo éramos mais “revolucionários”, mais “contestatários”, mais “hippies”, mas também os tempos eram outros e o mundo tecnológico em que vivem hoje pouco ou nada se compara ao que vivi noutros tempos. Eu envelheci a ver a tecnologia nascer e crescer, eles já nasceram no meio dela. Uma coisa é certa, quem diz que "Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. E uvas sem grainhas. É uma trabalheira", não pode ser mandatária para a juventude de um partido que tem socialista no nome. Quando o Engenheiro “Ken”, numa jogada “à Berlusconi”, escolheu a Carolina Patrocínio para mandatária devia tê-la avisado para só sorrir e abanar a “peidinha” ao passar para os jornalistas, mas nunca abrira a boca. Quem diz que tem uma criada para lhe tirar os caroços das cerejas e as grainhas das uvas, porque dá uma enorme trabalheira, não pode acabar a dizer que não gosta de perder, que "prefere fazer batota a perder”. Batota é o que tudo isto é, das notícias às eleições, de Boliqueime a São Bento. Quando permitimos que gente desta se torne no rosto de uma juventude, atingimos o fundo da degradação moral e social de um país.

A máquinista do TGV laranja

TGV do futuro

Porque será que quem está na oposição é sempre contra e quer sempre renegociações das grandes obras publicas quando chegar ao governo. Afinal não são contra os projectos, são é contra o negócio das adjudicações não ser feito por eles. Fazer a obra só custa dinheiro e dá problemas a um governo, mas negociá-la dá poder, fazem-se amigos importantes e até há quem enriqueça. Claro que quem queria fazer a obra, quando volta a ser oposição só encontra problemas na sua realização e passa a ser contra gastar dinheiro, que não há, em projectos megalómanos. Surpreendente, como o poder e o dinheiro mudam as opiniões das pessoas.

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