terça-feira, maio 23, 2006

Não estudam, pá,.... depois pá,...não estudam,...pá

Adaptado da obra LABAN de Max Magnus Norman
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“Estou conhecedor da posição da Comissão Europeia sobre essa proposta”. “Perante esse tipo só tenho um comentário a fazer: acho que os políticos devem primeiro estudar antes de fazerem qualquer proposta”.
José Sócrates, comentando a proposta de Marques Mendes, apresentada no congresso, de que o governo deveria solicitar à Comissão Europeia dinheiro para poder “pagar o despedimento” dos funcionários públicos.

Para além do manguito que a Comissão Europeia fez à proposta, felizmente, há aqui outro problema que me escapa. Que os privados usem este tipo de estratégia para reduzir pessoal, entende-se, ficam sem o chato do trabalhador e o estado que depois o sustente. Mas terá ele lógica quando usada pelo estado? O estado livra-se do trabalhador pagando-lhe para ele se ir embora. Pronto já está. Só que logo esse Funcionário Público lhe entra pela porta dentro, informando-o que agora está desempregado. Perde-se um trabalhador activo que contribuía com os seus impostos para a segurança social, e ganha-se um desempregado que passa só a consumir dos impostos de outros. Aumenta-se o desemprego, o buraco da segurança social, os problemas sociais e a miséria no país. Isto não parece fazer muito sentido, pois não. É a chamada lógica do batata. Do não, dos, porque depois aparecem muitas cabeças pensantes a falar do défice, da produtividade, da crise, dos gráficos, dos outros, deles, dos privados, dos conselhos de administração, das Opas, das bolsas, do peso do estado, das privatizações, do raio que os parta.
A economia pode ter um milhão de complexas variáveis e ser algo só ao alcance de alguns iluminados, pobres de nós tão simploriamente mortais, mas a coisa tem de, no final, apresentar resultados com lógica. As coisas têm de ter lógica, fazer sentido e isso até nós percebemos. Por isso desconfiamos, para mais vendo os lindos resultados que os seus “cantos de sereia” têm conseguido produzir.
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Contribuição para o Echelon: THAAD, package

14 comentários:

  1. Complicado, por aqui...
    Boas

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  2. Pois!
    E será que os "doutos" saberão algo de economia?
    Como costumo dizer este país precisa de uma reestruturação de alto a baixo e conceitos completamnente novos e diferentes, se não não vamos a lado nenhum.
    Acho que já tudo me mete asco. Tanta coisa que há a fazer...!
    Bjs

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  3. se a economia fosse uma ciência exacta e os economistas fossem iluminados, seriam eles os detentores da grandes fortunas!
    como não são, temos de concluir que aquilo que apregoam são balelas

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  4. ora bem, supõe um empregador que paga o ordenado e os descontos, mas tb o subsídio de desemprego.
    sai sempre mais caro pagar o ordenado e o desconto para a segurança social do que o subsídio de desemprego. se o que o trabalhador produz ultrapassar a despesa, compensa. se a produção descer, é preferivel pagar o subsidio...sai mais barato ter o trabalhador em casa, em muitas circunstancias, é isso que o estado faz.

    simples...


    bjuzzz, tem um dia bom ;)

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  5. Sabes Kaos, o meu conselho era mandares um email para o nosso primeiro-ministro só com esta frase:

    " Perde-se um trabalhador activo que contribuía com os seus impostos para a segurança social, e ganha-se um desempregado que passa só a consumir dos impostos de outros."

    Se lhe chegasse às mãos talvez, como nos cartoons, surgisse uma lampada no topo da cabeça do homem!

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  6. Arrebenta:
    sê bem aparecido.
    Um abraço

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  7. tb:
    Eles lá têm as suas razões. dar tudo ao privado como se eles se importassem com outra coisa que não seja ganharem dinheiro. O liberalismo é mesmo asssim.
    bjs

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  8. luikki:
    Os economistas são gente sem dinheiro mas que está ao serviço do capital, os seus verdadeiros patrões. São vendidos, mas tanbém é aquilo que lhes ensinam (autenticas lavagens de cerebro) na escola.

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  9. Cristina:
    E os problemas sociais que isso cria? E a sustentabilidade da segurança social?
    O estado deve procurar dar condições de vida aos portugueses e não considera-los como simples números. Esse é o grande problema da nossa sociedade. Não vemos as pessoas como pessoas
    bjs

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  10. allien:
    Eles sabem disso, mas preferem fingir que não vêm. Como disse à Cristina no comentário anterior, para eles não somos nada mais que números.
    bjs

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  11. kaos

    da nossa e das outras, na europa. é o preço das regalias sociais conquistadas....e é um bocado utópico pensar que se vão manter, impossível.
    o sonho acabou meu querido :)

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  12. Cristina:
    Vê-se que tu ainda não conheces bem aquilo que eu penso que deveria ser i futuro desta sociedade. Eu defendo o fim desta sociedade de consumo que está a "secar" o nosso mundo. Isto não pode continuar e não podemos ter todos estes luxos aos quais nem damos tanto valor como isso. O essencial, alimentação, saude educação deve ser de fácil acesso a todos e os luxos bem pagos. É difícil explicar aqui em tão poucas palavras.
    bjs

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  13. é. há conversas que é dificil reduzir a uma caixa de comentários :)

    1 B.

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  14. Cristina:
    exactamente. Com o tempo vais entender aquilo que realmente penso
    bjs

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