domingo, março 02, 2008

Os emplastros

Emplastros

Ontem parece que foi dia de Sinistra Ministra para algumas televisões e muitos políticos. Falou o Cavaco, o admirador secreto, e depois foi vê-la toda sorridente a receber elogios e prendas (seria um apito dourado?) do Major Valentim Loureiro, ladeada pele viciada voz dos pais do Albino Almeida. Claro que isso obriga a que aqui o Jardim também lhe dedique mais atenção, mais não seja porque se os professores resistirem à ameaça e/ou canto da sereia deste desgoverno, mais dia menos dia, deixa de ser esta a cara da Ministra da Educação. Juntos é possível derrotar o monstro e mais importante ainda será se todos entendermos que juntos podemos derrubar muitos mais. Que se desejarmos podemos correr com esta corja do poder e mudar as politicas liberais do capitalismo global que nos conduzem à escravatura do poder económico e à pobreza e miséria. Mais uma vez aqui digo que, vencida esta, a próxima luta deveria ser a da exigência de um referendo ao Tratado de Lisboa. Está na hora de lutarmos por aquilo em que acreditamos antes que seja tarde demais.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

11 comentários:

  1. Anónimo2/3/08 11:24

    Lindo. Acha que de facto o melhor é manter tudo na mesma, que o ensino está óptimo, como a saúde excelente etc.
    O status quo agrada-lhe! Reformas, não!. Opiniões de reaccionários com a mania que são pra frentex.
    Ignorantes.
    E acham que a manifs são espontaneas? Então não são!

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  2. Anónimo2/3/08 11:27

    E os sindicatos também querem o bem de todos nós, então não querem?
    Cambada de oportunistas que nunca trabalharam e que vivem das acções sindicais de merda há 30 anos

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  3. anonimo:
    Como dizia o outro, Para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim. Será que não vês ou pior não queres ver qual o caminho para onde nos levam nesta "mudança"? Desculpa lá se não posso ficar calado e não posso aceitar a "mudança", mas tenho uma vida e tenho filhos a quem quero garantir um futuro que não seja o da escravidão. Quanto aos sindicatos também tenho muitas reservas, mas a minha idéia do que é trabalho não passa só por ter uma picareta nas mãos. Quem fala como tu é porque nunca teve de lutar por nada ou então é um capacho que deixa que todos lhe limpem os pés. Acordem que ninguém dá nada a ninguém e quem não luta acaba a comer o pãp que o diabo amassou. (e diabos não faltam por aí)
    Fica bem

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  4. Anónimo2/3/08 13:33

    A Ma Zedonga (ou Má Xé Xunga) está muito bem na foto!

    Em relação aos dois primeiros comentários:
    Pois, neste país, nada está bem, e já não é de hoje. Se estivesse bem, não seríamos os mais atrasados da Europa depois de andarmos a receber ajudas comunitárias há mais de 20 anos!

    Isto tem sido um regabofe com os desgovernantes da treta; alguns safam-se à grande, mas o país vai a pique para as bandas do Atlântico... Parece o titanic!

    O ensino está péssimo, por isso, não precisamos que ainda fique pior. Já chega de facilitismos e de más educações. Está na hora de recomeçarem os exames, com rigor e exigência, desde os primeiros anos de escolaridade. Quando se fizer essa reforma, torna-se fácil medir o desempenho dos professores. Não há o risco dos professores sofrerem represálias com a tão apreciada caça às bruxas por parte do ME e dos albinos, em consequência de avaliações da treta e sobre a treta...
    Está na hora de dignificar o ensino e de dar igualdade de oportunidades a todas as crianças e jovens, não preterindo os que têm mais capacidades em consequência de um ensino vocacionado para atrasados e malcriados!
    Como frisou Teófilo Braga, a Escola deve ser um meio que conduza à selecção natural dos indivíduos e combater a selecção social (por exemplo, acabar com a selecção pelas partidarites e dar oportunidade, apenas, aos boys e girls, mesmo que sejam burros como uma tamanca!). Construa-se uma Escola baseada no mérito e teremos, a longo prazo, pessoas capazes a comandar os destinos da Nação.
    Se tivéssemos uma sociedade educada para o mérito, jamais teríamos um primeiro-ministro deste calibre. Estaria, quando muito, a assinar uns projectos de uns casebres mal amanhados, se os honorários fossem em conformidade com tão péssimo trabalho!

    Quanto à saúde, a mesmíssima coisa. Exija-se uma saúde pública com qualidade e humanidade, ao invés de se exigir quantidade na produção e poupança nos recursos. Os impostos, que subiram em flecha, servem, precisamente, para termos direito a excelentes serviços de saúde e não sermos tratados, nos hospitais, como se fossemos indigentes.

    Pelo mérito, por Portugal!

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  5. Neste ultimo comentário concordo com muitas coisas mas fico com algumas reticencias quando se fala da valorização pelo mérito e ao colocar nos exames a solução para todos os problemas da educação. Nem todos somos iguais, há quem tenha mais habilidade para as artes outros para as matemáticas e outros ainda que nascem com dificuldades de aprendizagem. Importante mesmo é o mérito do esforço e do trabalho, o procurar atingir objectivos. Portugal necessita de homens e mulheres que sejam verdadeiros seres humanos que lutem polo bem de todos e não fazer deste país uma corrida aos lugares e ao poder. Posso ser um idealista, acreditar numa sociedade justa e livre, mas nasci assim, cresci a acreditar nestes valores e não é agora que vou mudar
    um abraço

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  6. Anónimo2/3/08 16:52

    Não concordo nada com o Kaos. Argumenta como o Portas. Concordo com os anónimos

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  7. Anónimo2/3/08 17:00

    Boa essa dos emplastros.

    E só faltava o valentino colado à burra da ministra, agora. Que estaráo bem um pò outro, pelos vistos.

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  8. Anónimo2/3/08 17:04

    Qual dos 3 é o pior? Quem adivinhar, ganha o Euromilhões...

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  9. anonimo:
    Estranho, o meu desacordo com o outro anónimo (ponham um nome qualquer que isto de falar com anónimos é uma confusão) é exactamente por pensar que o seu discurso é demasiado colado ao do Portas. Mas, talvez seja eu que esteja enganado....ou não
    abraço

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  10. Anónimo3/3/08 01:20

    "Nem todos somos iguais, há quem tenha mais habilidade para as artes outros para as matemáticas e outros ainda que nascem com dificuldades de aprendizagem. Importante mesmo é o mérito do esforço e do trabalho, o procurar atingir objectivos."

    Por isso, uma Educação assente num modelo único, "todos diferentes, todos iguais" não oferece uma verdadeira igualdade de oportunidades, mas conduz à igualização quase absoluta do que é inigualável, com todas as aberrações que isto provoca.

    Se é difícil haver uma Educação, de tal modo diversificada, que leve a que cada pessoa desenvolva o seu projecto de vida para que se torne um ser único - um indivíduo -, pelo menos que não seja tão formatadora e limitadora para tantos.

    Mas, seja qual for o projecto, deve valorizar-se o mérito, caso contrário, gera-se a desmotivação por parte de quem o tem.

    Se a Escola pretende que se atinjam determinados objectivos, não vejo qualquer razão que impeça de serem medidos através de provas que não estejam, à partida, viciadas, os ditos exames. Sejam de que área forem, pois todo e qualquer trabalho deve ter um determinado resultado mais ou menos visível e mensurável.

    Deixar que os alunos transitem de ano sem terem atingido um mínimo de conhecimentos exigíveis é condená-los ao insucesso, pois mais cedo ou mais tarde estarão completamente impossibilitados de prosseguirem os estudos e a angústia e baixa auto-estima não se farão rogadas.

    Discordo, completamente, com o faz-de-conta e a arbitrariedade que se vão vivendo neste país.

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  11. Anónimo5/3/08 19:52

    Sabem que estudos da OCDE mostram que repetência não é nem mais produtiva nem melhora o nível de aprendizagem?
    Sabem que países como o Japão ou a Finlândia não utilizam sistemas de repetência?
    E o que nos resolve o exme para os alunos que abandonam a escola a meio (com 10, 11 ou 12 anos)?
    Sabem a taxa deste abandono?
    E os que se mantêm graças ao esforço dos professores?

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