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quinta-feira, novembro 07, 2013

A justiça às escuras


A EDP anda a cortar a luz nos bairros mais pobres do Porto por falta de pagamento das contas da luz, condenando quem já nada tem a viverem a pobreza e a miséria às escuras. Pela lei têm a razão do seu lado e até levam a policia quando vão efectuar os cortes, mas será que se está a praticar a justiça? Quando alguém recebe remunerações de mais de 3 milhões de euros num ano,  numa empresa que em 9 meses já vai em quase 800 milhões de lucro, pode mandar cortar a luz a quem já nem dinheiro para alimentar os filhos tem? Qual é a justiça disto? Qual é a moral desta gente? Filhos de uma grande puta, bandalhos de merda, gente que nem gente é. Que ardam todos no inferno e se não existir um no céu que ardam num cá na terra. Gentinha de merda.
 



terça-feira, junho 11, 2013

Portugal a saldos


Desta vez foi o Brasil, mas já outros países vieram aos saldos em Portugal. Da China a Angola passando pela Alemanha todos vêm abocanhar o que de bom tínhamos por cá. A estratégia é sempre a mesma e já foi utilizada um pouco por todo o mundo. Compram-se governantes para que façam dívida pública em projectos faraónicos que, de projectos rentáveis se transformam em elefantes brancos. Expo, estádios, estradas, centros culturais, museus, barragens, grandes eventos, tudo serve. Quando a dívida já tem o tamanho desejado, corta-se o crédito e aumentam-se os juros tornando impossível  ao país o poder pagar o que deve. Agora, mandam-se os carrascos do FMI, no nosso caso no formato TROIKA porque a Europa também desejou participar no repasto, e exige-se que tudo o que tenha algum valor seja vendido ao desbarato enquanto a pobreza se torna paisagem. É então que os abutres poisam na Portela e uns levam a EDP, outros a TAP, ou as Águas, estaleiros, comunicações, tudo o que seja lucrativo. O Estado é destruído e enquanto houver um euro para saquear não se vão embora. Quando o fizerem só deixarão pobreza, miséria e um país devastado. Ainda pensam que esta dívida pode e deve ser paga?


terça-feira, abril 09, 2013

A saga continua


Felizmente há algum tempo que me deixei de assistir a noticiários nas nossas televisões por uma questão de sanidade mental, mas hoje, nem sei porquê resolvi sentar-me em frente ao televisor e carregar no botão. Fiquei completamente horrorizado com a campanha a que assisti. Desde a chantagem dos nossos "amigos" europeus que ameaçam cortar com o dinheiro, ao arrebanhar de comentadores, uns para criticarem o Tribunal Constitucional por ter cumprido com a sua função de fazer respeitar a lei inscrita na Constituição,  outros para nos mostrarem já onde o governo vai obrigatoriamente ter de cortar, na saúde, na educação e na segurança social, com a sugestão de milhares de despedimentos na função pública. Eram 2 mil milhões aqui, mais 700 milhões acolá, mais 1500 milhões noutro lado, mais mil milhões por todo lado. Aquilo somado dava muitos milhares de milhões sem haver quem dissesse que o Tribunal Constitucional só cortou 1300 milhões. Se fizerem todos os cortes que foram anunciando vamos ser um país riquíssimo heio de gente sem um pão para comer. É que nos jornais os cortes já se transformam em mais impostos e o IRS para os funcionários públicos vai subir. É um fartar vilanagem. Mas não refilem, tenham medo porque já paira a ameaça de não haver dinheiro para pagar os salários de Abril (a próxima tranche de ajuda só estava prevista chegar em Maio), Este país entrou em loucura e a comunicação social já está a fazer a cabeça das pessoas para a inevitabilidade, para aguentarem e calarem. Ah, e afinal o tal relatório do FMI, a dizer aquilo que o governo pediu para lá vir escrito e que era só um estudo, uma achega ao debate da "refundação do estado" agora já é a Bíblia dos próximos tempos e há que começar a cumprir com os seus mandamentos.  Mais gente para o desemprego, mais cortes nos salários, nos subsídios, aumento das taxas moderadoras, das propinas, dos horários de trabalho, da idade da reforma e sei la´que mais. Ah, e para a semana troika vem de novo a Portugal entregar mais um caderninho de exigências e medidas e quem sabe um segundo resgate. Realmente não somos a Grécia mas alguém me vai ter de explicar a diferença que não seja um ano de atraso na rota da miséria.
O Bastonário da Ordem dos Médicos já veio avisar que se houver mais cortes na saúde há o perigo de começarem a morrer mais gente nos hospitais por falta de condições. A Troika mata e tudo em nome do lucro, dos mercados. 
Num país onde o Mexia da EDP ganha 8500 euros por dia e onde o tal bandalho do Ulrich, veio dizer que os portugueses aguentam, a pergunta a fazer. Vamos mesmo aguentar ou vamos dizer basta? vamos ficar parados a assistir a mais esta vergonha? Vamos ficar à espera que alguém se lembre de convocar mais uma manifestação para daqui a uns meses? 


terça-feira, fevereiro 19, 2013

CDIAP Lava mais branco


Ia falar aqui um pouco sobre a demissão e correspondente processo disciplinar da Procuradora do DCIAP, Cândida Almeida, mas prefiro só referir um ou dois factos. O primeiro a de que a Senhora há algum tempo referiu que não existia corrupção na política portuguesa e depois os casos que tinha entre mãos e que não andavam nem desandavam como sejam como vários inquéritos por suspeitas de branqueamento de capitais que envolvem altas figuras do Estado angolano, duas megafraudes fiscais (o caso Monte Branco e a operação Furacão), vários processos sobre a bancarrota do Banco Português de Negócios e uma investigação às privatizações da EDP e da REN. 


segunda-feira, dezembro 10, 2012

Como se chama a um vendedor de panelas? Relvas?


Na Assembleia da Republica foi aprovado a extinção de mais de mil freguesias, enquanto ao mesmo tempo se criam mais uns tachos de coordenadores locais ou regionais, não eleitos mas sim nomeados e a ganhar uns milhares de euros por mês. Uns tachos para agradar aos boys das concelhias e mais uma machadada na democracia. Não se deviam acabar com freguesias, o que se deviam era criar mais garantindo que nenhuma tinha mais de cinco mil habitantes e assim que nenhum membro da junta era remunerado. Assim se garantia que quem concorresse para esses cargos o fazia por cidadania e serviço público e que os cidadãos ficariam com alguém que conheciam e que os poderia atender para ouvir as suas opiniões e problemas. Aproximar os eleitos dos eleitores devia ser o caminho não o contrário, como está a ser feito, em que os eleitos nem conhecem os eleitores e os eleitores vão ver chegar gentes dos partidos, muitos vindos de bem longe, para ocuparem os lugares e os tachos administrativos agora criados.
Este Miguel Relvas é o personagem mais sinistro deste governo, é o homem que cala jornalistas, saneia outros, vai vender a RTP a amigos, anda metidos em segredos das secretas e paga favores feitos ao partido com tachos para boys. Primeiros foram os amigos importantes, em cargos de Administração bem pagos, como na EDP, CGD e outras, depois lugares de assessores e consultores pelos Ministérios e empresas públicas e agora há que satisfazer os boys locais com tachos administrativos bem remunerados. Pelo menos bom pagador de favores este governo é. Ao pé deste Relvas até o aldrabão do Sócrates parece um anjinho.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Mais um choque nos consumidores


Governo agrava factura da luz e do gás com novo sobre-custo. Apesar do Governo ter decretado ‘tolerância zero' às rendas excessivas e sobre-custos no sector energético, os consumidores vão ser penalizados com um novo encargo na factura da electricidade e do gás natural. O Executivo prepara uma nova medida que obriga as empresas do sector e as famílias a pagarem todos os custos associados à supervisão, acompanhamento e fiscalização das concessões de electricidade e gás natural que, até agora, eram suportados pela Direcção-Geral de Geologia e Energia. (Os consumidores de electricidade pagam hoje quase tanto em subsídios como em energia. Estes encargos pesam hoje mais de 40% no bolso das famílias.)

Não tarda nada ainda nos vêm dizer que é mais uma medida para incentivar a economia e facilitar a vida aos portugueses. Depois de venderem a EDP ao governo chinês, de aumentos brutais no ano passado, vários aumentos este ano, inventaram agora mais esta para agravar ainda mais os orçamentos familiares. É só sacar tudo o que podem e quem paga são sempre os mesmos. Há quem diga que este governo pretende fazer um retrocesso civilizacional nas condições de vida dos portugueses colocando-nos na década de cinquenta do passado século, mas eu digo que o que desejam é voltar ao século XIX, com trabalho sem direitos e iluminação à luz da vela.

sábado, julho 28, 2012

Lista de Luz Negra


O presidente da EDP disse estar de acordo com a criação de uma lista negra que integre pessoas que devam mais de 75 euros de electricidade ou gás. António Mexia adiantou que esta lista negra permitirá «condições de informação fácil» às empresas que vão entrar no mercado da electricidade.


Impõem uma austeridade brutal, fazem subir o desemprego a números nunca vistos, aumentam impostos e a pobreza no país, vendem a EDP ao Governo Chinês, aumentam brutalmente os preços, preparam a liberalização do mercado da electricidade e agora pretendem que quem deva 75 euros passe a estar referenciado numa lista negra. Claro que o Mexia, que com o seu "pornográfico" salário concorda totalmente. A electricidade que como a água, saúde, educação, transporte se tornaram em bens essenciais deviam ser garantidos a todos independentemente dos seus rendimento e não ser uma fonte de negócio e de lucros brutais para gente gananciosa e sem respeito pelo ser humano como individuo com sentimentos, sofrimento e necessidades.

segunda-feira, julho 23, 2012

Quanto vale um kwanza


De há uns tempos para cá que não há ministro ou secretário de Estado que não passe por Luanda. (Alguns mais valia tirarem o passe que devia ficar mais barato). Portugal está à venda e ali há uma classe dirigente residente,  bem abastada e com a vontade de negócio. Energia, comunicação social, construção, banca, tudo se vende e tudo compram. Sabendo-se que em Portugal cada vez mais governa o dinheiro que os interesses do país é natural que alguns fiquem preocupados por ser a filha de um governante que há mais de 30 anos governa com pulso de ferro, reprime manifestações e onde a corrupção é moeda de troca corrente, quem cada vez mais manda em sectores estratégicos para Portugal.
Longe vão os tempos em que a politica internacional acenava com os direitos humanos, com a liberdade e democracia. Agora, vende-se a EDP e a REN ao Partido Comunista Chinês e Angola é recebida de braços abertos, sem uma palavra, uma critica, sem uma pequena observação. Com o fim da cortina de ferro já não há necessidade de pensar nos povos como forma de impedir o avanço "comunista". Os povos são agora só gado e é o dinheiro que fala cada vez mais alto. Os mesmos que há algum tempo chamavam de ditador, corrupto, assassino e outras coisas do género ao José Eduardo dos Santos são os mesmos que hoje se curvam perante ele no beija mão submisso.

segunda-feira, junho 25, 2012

Uma Rede de tachos


O PS contestou hoje a nomeação de José Luís Arnaut para o cargo de membro não executivo do conselho de administração da REN - Redes Energéticas Nacionais e exige ao Governo que explique no Parlamento o processo de privatização da empresa. O PS acusa o Executivo de fomentar "um dos maiores exercícios de promiscuidade entre a política e os negócios, conformando a negociação em si uma ilegalidade".
"A privatização da REN, tal como da EDP, funciona como uma espécie de espólio que o Governo distribui para personalidades ou dirigentes topo de gama do PSD e do CDS. Depois de Eduardo Catroga ou de Celeste Cardona, vem agora José Luís Arnault, sobretudo na sua qualidade de administrador da REN e simultaneamente presidente da comissão de auditoria financeira do PSD".
O PS contesta igualmente a nomeação de Miguel Moreira da Silva, do CDS, que irá ocupar um lugar de direcção na REN. "Miguel Moreira da Silva que sai do Governo, que acompanha esta privatização, e sendo ele irmão do próprio vice do PSD, Jorge Moreira da Silva, vem ocupar um lugar de direcção e isto não é nenhuma coincidência".

Qual é a surpresa? Mais uma vergonha a juntar a tantas outras de e que infelizmente não é uma excepção. Vendem aquilo que é património de todos nós e pagam os favores aos seus boys. Os sacrifícios, esses ficam para os outros.

quinta-feira, março 15, 2012

O poder eléctrico


«O secretário de Estado da Energia é a primeira baixa no Governo de Pedro Passos Coelho. Henrique Gomes - que foi substituído no cargo por Artur Trindade, director da entidade reguladora do sector energético (ERSE) - apostou na reestruturação do sector e no corte de custos que têm um impacto na tarifa energética, mas fê-lo contra os operadores do sector e acabou numa guerra que resultou na sua demissão.
Os verdadeiros motivos para a sua demissão prendem-se com as tensões entre Henrique Gomes e os principais ‘players' do sector, em especial a EDP, que começaram praticamente desde que tomou posse há oito meses. O mais recente caso terá sido o estudo encomendado pelo Governo a uma entidade independente para avaliar o custo das rendas excessivas pagas pelo sistema eléctrico nacional às grandes produtoras de electricidade, e que apontava para um ‘cheque' de 3,9 mil milhões de euros a essas empresas. O objectivo do Governo seria cortar 2,5 mil milhões deste montante, seguindo assim as orientações da ‘troika' que exigem uma forte redução dos custos de interesse económico neste sector.»

Uma renda de quase 4 mil milhões de euros corresponde quase a um BPN por ano para a empresa que num ano pagou 4 milhões ao seu António Mexia de salários e prémios, e que todos os anos bate os recordes de empresa com maiores lucros (este ano acima dos mil e duzentos milhões). Paga e sobra os cortes nos salários e nos subsídios ou no Serviço Nacional de Saúde. É para aí que são canalizados os sacrifícios que nos pedem num país onde pagamos os mais altos preços na conta da electricidade. Oferecem os dividendos da EDP e da REN, aceitam que a lusoponte receba as portagens e a compensação paga pelo estado para não as receberem e descarregam milhares de milhões nas contas dos Senhores do capital.
Será que temos de aceitar um país atirado para a miséria para encher o papo a esta gente?

sábado, março 10, 2012

A Garganta funda dos mercados


A EDP obteve lucros de 1125 milhões de euros em 2011, mais 4% que no ano anterior, o que representa o melhor ano de sempre da eléctrica. O dividendo por acção proposto é de 0,185 euros, o que representa um aumento de 8% comparativamente a 2010. Os novos accionistas da China Three Gorges irão receber 144 milhões de euros em dividendos.
O Estado vai receber menos 180 milhões de euros em dividendos este ano com a remuneração accionista que será paga pela EDP e pela REN.

Só podem estar a gozar com a nossa cara. Aos portugueses pedem-se todos os sacrifícios ao ponto da fome, pobreza e miséria e depois desbaratam todo esse esforço sabendo que brevemente nos vão exigir ainda mais e mais. Privatizam o que dá lucro e até a própria água está nos seus planos. Até quando vamos ver e calar este saque aos nossos direitos e às nossas vidas? Até quando vamos ficar parados? Nós somos os 99% e por isso o mundo é nosso.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

A escolha natural do Partido Comunista Chinês


No final da Assembleia Geral da EDP, Eduardo Catroga afirmou que “Eu seria um candidato natural para um mandato como presidente. A minha escolha é uma escolha natural, e os accionistas, ponderando alternativas internas e externas, consideraram a mais acertada”.

Ainda bem que esta gente não sabe estar calada porque assim nos vão relembrando da vergonha que a sua existência representa para a justiça social, para a decência e para a hipocrisia reinante. É certamente uma escolha natural quando o Primeiro Ministro que negociou a venda da participação do Estado se chama Passos Coelho a quem tanto ajudou a fazer eleger. Também é certamente a alternativa mais acertada para os accionistas que têm um bom e agradecido amigo no poleiro do poder. Para ele ficam os mais de 40 mil euros mensais, para nós a factura da luz sempre a subir.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Estes até vendiam a mãe


A participação de capitais angolanos em empresas portuguesas de comunicação social é normal e decorre de Portugal ter uma economia aberta, disse hoje em Luanda Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares português.

Venderam a EDP ao democrata Partido Comunista Chinês e agora vão pojar-se aos pé do honesto e democrata José Eduardo dos Santos para lhes venderem o Canal um da nossa televisão pública. Valores como a liberdade, justiça, direitos humanos, corrupção são palavras proscritas nos negócios do governo mais liberal e capitalista que existiu em Portugal.
Como bem diz o Ministro somos uma economia aberta o que quer dizer que tudo está à venda, das nossas empresas à própria soberania do país . Mas não é só por cá, muitos outros países europeus estão a ser atirados para a bancarrota para poderem ser comprados pelos "mercados" em época de saldos. O que se está a passar é um assalto, um roubo consentido pelos nossos impotentes e incompetentes governantes. Se ainda somos um país, se ainda temos uma história, uma cultura e uma identidade tudo isso não pode ser assim desbaratado e destruído por hipócritas vendilhões do templo. Há coisas que não se vendem nem têm preço.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Ser ou não ser hipócrita por um pentelho


"50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais."
Eduardo Catroga sobre os mais de 45 mil euros que vai ganhar como Presidente do Conselho Consultivo da EDP para juntar à sua humilde pensão de 9 mil.

Se haver altos salários é bom para o Estado, porque se empenha ele tanto em promover a redução dos salários em Portugal? Será que desejam conscientemente o mal para o país? Será que são só burros ou incompetentes? Ou as duas coisas. Ou será que somos todos filhos, uns da mãe e outros filhos da puta?
Quanto ao "pentelho" da questão é que o Catroga é um mãos largas e sacrificasse a que lhe paguem ainda mais para ele poder ajudar ainda mais o país e os seus pobrezinhos, redistribuindo ainda mais. E, ainda há quem lhe chame hipócrita.

domingo, janeiro 15, 2012

Novos "comunistas" vieram à luz


Quando se conheceu o resultado da venda da EDP ao Partido Comunista Chinês e os nomes das nomeações para os tachos, não houve quem não reparasse que o cartão partidário foi considerado como um requisito essencial para o lugar. Ter ajudado o Passos Coelho a chegar ao poder também parecia ter sido levado em grande conta. Mas afinal parece que não, tantos têm sido os desmentidos do governo, dos próprios, dos accionistas, dos comentadores, dos amigos, etc. Segundo dizem não foi o governo quem deu a lista de nomes mas foram os próprios Chineses quem os escolheu. Não deve ter sido bela beleza da Cardona ou pelo pentelho do Catroga. Então só posso concluir que foi uma vez mais o cartão do partido a condicionar a escolha, nesta caso não o laranja do PSD, mas o vermelho do Partido Comunista Chinês.

sábado, janeiro 14, 2012

Um tacho de pentelhos


Há realidades que são tão reais que se podia acreditar que ninguém duvidaria da rua realidade. A transferência das acções do Jerónimo Martins Portugal para o Jerónimo Martins Holanda é um desses casos. A partidarização e o compadrio na nas nomeações para os melhores tachos, como já tinha acontecido na Caixa Geral de Depósitos e aconteceu agora com a EDP e Águas de Portugal. O mais incrível, é que estas realidades tão reais são desmentidas e colocadas em dúvida. Não há bicho careta, comentador, "senadores" que não saiam em acérrima defesa e até indignação por haver quem possa pensar que a realidade que viu é real. Jornais, televisões, rádios não poupam nos custos de servir os seus donos. E, a realidade deixa de ser o que é para passar a ser uma outra, nem que seja por um pintelho. Assustador é que haja tanta gente para quem a nova realidade seja mais real que a própria realidade que viveram.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Compadres e compadrios na toca do Coelho


A assembleia geral de accionista da EDP vai escolher no próximo dia 20 de Fevereiro o conselho geral e de supervisão. Entre os novos nomeados seis têm ligação ao Governo, entre os quais o futuro presidente Eduardo Catroga e também Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, que em 2010 encabeçou a equipa que elaborou o projecto de revisão constitucional do PSD.

O Passos Coelho bem disse que com ele no governo iam acabar os cargos de nomeação partidários e o compadrio. Como até agora, desde que é Primeiro-ministro, sempre fez o contrário daquilo que disse em campanha acabou por não ser surpresa para ninguém. Há que pagar favores e nisso o Coelhinho já mostrou ser honesto, coisa que não consegue fazer em tudo o resto.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

O Pentelho que faltava


O antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga vai ser o novo chairman da EDP e vai presidir ao Conselho Geral e de Supervisão a partir de fevereiro, ponto um ponto final nas dúvidas sobre a sua posição na cerimónia de aquisição da participação do Estado na EDP por parte da China Three Gorges.

Confesso que quando o vi todo aprumado na cerimónia a única ideia que me veio à cabeça foram velhas imagens de outras cerimónias em que, ao fundo estava sempre o Dias Loureiro. É o gajo lá ao fundo. Mas neste caso a coisa é bem mais simples e clara, estava lá porque fazia parte do pacote de venda da EDP e que mesmo assim os chineses consideraram um bom negócio.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Negócio da China


Foi um negócio da China e quem o diz são os próprios. O presidente executivo da China Three Gorges, a empresa que venceu a corrida à privatização da EDP, admitiu ontem que o preço pago pelos 21,35% do Estado na eléctrica nacional foi relativamente baixo.

Para ter entrada directa e em força no Brasil e nos Estados Unidos o preço foi realmente muito barato. Para quem vai sair caro é para nós, porque perdemos o controlo de mais uma empresa estratégica para o país e é interessante reparar que foi o governo mais de direita, mais liberal e mais capitalista após o 25 de Abril quem vendeu uma empresa pública a um governo chinês e comunista.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

A Privatização da EDP vai dar à luz


«No caso da E.ON, além de contactos directos entre as administrações das empresas – dos quais terá surgido a ‘promessa’ dos alemães a Mexia da sua continuidade como CEO e de um lugar de administrador não-executivo na eléctrica germânica –, houve um envolvimento directo dos líderes políticos. Numa conversa recente com Passos Coelho, noticiada pelo Financial Times, a chanceler Merkel enfatizou os benefícios para Portugal da proposta da E.ON.»

Lá se vai mais um anel, e já não há muitos. Segundo parece, quem oferece mais por ele, por cima da mesa, são os chineses, mas tudo indica que no fim o alemão acabará por ser a língua oficial da EDP. A Merkel já perguntou, "não nos faz uma atençãozinha?", o Mexia já vê os milhões que ganha por ano a poderem aumentar com mais um cargo de administrador-não-executivo e quem sabe se para outros não ficará guardado um "bom emprego" para garantir o "futuro". Isto é um negócio para nos venderem a luz, mas como sempre tudo acaba por me parecer muito escuro.
Certo é que as águas já rebentaram e, se a ecografia não enganar, a criança vai-se chamar E.ON.
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