domingo, outubro 14, 2007

The Matrix brothers

Estava eu a olhar para a televisão a rir-me do discurso da daquela coisa feia chamada Ferreira Leite quando a televisão mostrou a imagem do Menezes sentado ao lado do Santana. Não pude deixar de pensar se seria o Santana Lopes que estava sentado à esquerda do Menenzes, ou o Menezes que estava sentado à direita do Santana. Só para saber quem vai ser o Cristo nas mãos do Rei Herodes Sócretino, porque, Judas não faltam e quem certamente vai lavar as mãos é o Pilatos Silva.

PS: Tem havido alguns comentários em que me dizem que o Congresso do PSD não interessa para nada e que há por aí um orçamento de estado para 2008 a merecer levar pancada. Acredito, mas deixem-me divertir um pouco com a palhaçada laranja. É o grande circo que volta à cidade, com Santanas, Motas Amarais e outros que tais. Temos a semana toda para falar de coisas sérias.

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Pastorinhos de almas

Ontem foi dia de festa em Fátima. Teve até a honra de ter por lá o Sr. Silva e um Papinha de segunda a prometer que talvez para o ano cá tenhamos o Papa mor. Inauguração de uma nova igreja, mas coisa para grande, daquelas que nós gostamos por ser a não sei quantas maior da Europa ou do mundo. Só ouvi os números e a noticia por alto, mas havia 13 portas e o Cristo estava de olhos abertos. Fátima é um bom negócio, com lucros de muitos milhões por ano, vale o investimento. Para o outro poder, o menos divino, também apreciam uma Fátima forte e o Futebol a ocupar grande parte das televisões e do pensamento da maioria. Só o Fado perdeu a força, já não nos marca um destino, mas esse há muito que foi substituído por novelas e floribelas para nos embalar. Uns cuidam-nos das almas, ou outros da saúde. Estamos bem lixados

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sábado, outubro 13, 2007

Escolha dificil

Segundo as ultimas noticias que ouvi a grande dúvida que se põe no XXX Congresso do PSD é de quem será o próximo lider parlamentar. Mota Amaral ou Santana Lopes, Opus Dei ou Copos Night. Escolha difícil.
PS: Esta gente não quer que os levemos a sério, pois não?

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A Canção do Bandido

Depois de ouvir o discurso do Luís Filipe Menezes, quero começar por agradecer-lhe três coisas.
A primeira, a de ser um leitor diário deste blog. Na sua listagem de criticas ao governo parecia que tinha estado a tirar as ideias dos posts que aqui publico. Esqueceu-se no entanto que eu critico e afirmo que a solução não está neste rumo liberalista, nem na incorporação do capitalismo global enquanto ele critica mas não mostra como os pensa resolver. Atirou com a concretização de muitas das ideias para depois de domingo, para depois do fim do congresso. Vou esperar para ver.
A segunda é mais imediata e foi ter-se dado ao trabalho de me explicar algo que eu tinha aqui dito não saber muito bem o que era; o populismo. O meu obrigado.
A ultima e talvez aquela que mais vai contribuir para a existência deste blog, foi o ter-me mostrado que se vai colocar a jeito para muito boneco aqui neste jardim. Eu que até já andava com algumas saudades do pequeno Mendes e preocupado por, durante uma semana não ver o Menezes falar, já posso dormir em paz. Mostrou ser um digno continuador da dinastia. Basta ver tanta promessa, tanta coisa que vai fazer, tanta vida que vai criar na oposição que, se não fosse a minha falta de tempo, até justificava criar um WeHaveMenezesInTheGarden.

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sexta-feira, outubro 12, 2007

Um Congresso X X X


Os cartazes possíveis

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O Silencio dos culpados

O relatório da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre a ida de dois agentes da PSP ao Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) na Covilhã na segunda-feira conclui que tudo o que se passou foi normal e que não há ninguém a quem atribuir qualquer culpa: nem aos dois agentes envolvidos, nem aos comandantes da PSP de Covilhã e Castelo Branco, nem ao corpo de segurança pessoal da PSP que protege o primeiro-ministro, nem a José Sócrates.
In "Sol"

E eu acrescento que nem do Sr. Silva, nem do Dalai Lama, nem do José Mourinho, nem do Papa. Como dizia o José Mário Branco no seu “FMI”, “A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer isto dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular! Somos todos muita bons no fundo, né? Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né?”
Mas vão ler a noticia [AQUI] que vão achar graça e poder ler “Não há qualquer indício, em particular, de ingerência de S. Exa. o Primeiro-Ministro, tendente a interferir no exercício do direito de manifestação”, que os dois agentes foram aqueles sindicatos por serem os que ficavam mais perto da esquadra e outras do género.
Pronto, vou aceitar que tudo isto não passou de uma confusão, de um mal entendido e que não houve qualquer intenção de criar constrangimentos à manifestação, nem condicionar os protestos. Mas convêm que o Sr. Engenheiro compreenda que, se este problema aconteceu, isso se deve às suas tristes e arrogantes declarações sobre os sindicatos e sobre as vaias a que tem sido sujeito. Tudo isto se deve à sua irritação para com quem não concorda com ele, tudo isto se deve por não só ficarem impunes, como até serem recompensados como aconteceu no caso da DREN, as atitudes pidescas de caciquismo de alguma gente demasiadamente empenhada em agradar ao Engenheiro. É nas mãos dele que está a solução para nos tirar de cima esta sensação de medo, estes olhos bufos que sentimos um pouco por toda a parte, esta ideia de que a liberdade hoje já não é o que era. Aceite viver em paz com as vaias, as manifestações os protestos, as opiniões contrárias e as criticas. Aceite a viver até com os insultos e com as duvidas que existem sobre a sua licenciatura. Aceite tudo isso e espere por 2009 para nos mostrar que estamos todos enganados e que o povo deste país o idolatra e adora. Claro que corre o perigo de vir a ter uma surpresa, mas, tem de aceitar que por mais rafeira que ela já seja, ainda vivemos numa democracia.


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O regresso da Múmia

Tenho gostado imenso dos grandes discursos sobre economia que não oiço do Sr. Silva. Só os escuto de raspão nas notícias e há momentos em que até me custa a acreditar no que oiço. O Cavaco quer que nós, Portugal, estejamos no grupo dos mais ricos, bem lá no topo do Mundo, que tenhamos uma economia que não esteja sujeita a crises ou a depressões (só se for com Prozac). Tudo isto, num Mundo global e altamente competitivo e onde reina o capitalismo. Mas para não pensarem que é só bazófia, a voz off do apresentador a explicar-nos que ele até nos vai dizer como. Fiquei interessado. Aumentar as exportações, reduzir o défice externo, resolver os “vários desequilíbrios macroeconómicos «insustentáveis» que Portugal tem acumulado”, mais eficiência das políticas públicas, combate à corrupção e mais uma data de coisas do mesmo género. Fácil, especialmente para quem, durante oito anos de governação, fez exactamente o contrário. Foi o papá do défice que ainda hoje serve de motivo para apertarmos o cinto, do surgimento de novos banqueiros, de muita da corrupção que hoje diz dever ser combatida, do “big bang” do clientelismo politico, do atirar ao ar os milhões que choviam da Europa, tempos do betão e do CCB. Foram realmente tempos em que vivemos mais perto da cabeça que do cu desta Europa, tempos do novo-riquismo, da ostentação, do esbanjamento. É esse mesmo senhor que hoje nos vem dar lições de economia barata a recitar o mundo perfeito. Haja alguma decência, alguma vergonha no que se diz. Ainda tenho algumas dúvidas sobre o significado preciso dessa nova palavra, “populismo”, agora tão utilizada. Acredito que o Menezes possa cair no espaço da definição de populismo, mas o Sr. Silva é o quê? Um grande economista, um professor que tem o saber e todas as respostas na palma da mão?

Nas próximas presidenciais também me vou candidatar a Belém, e, no meu discurso de vitória, vou logo exigir ao governo que Portugal se torne, nos dois meses seguintes, no país mais rico do mundo e que a selecção de rugby se sagre campeã mundial. Até lhes vou dar a solução de como conseguir isso. Aumentar as exportações, reduzir o défice externo, comprar a Nova Zelândia, ……

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O Tratado da Rosa

Não é altura para partidarismos, para zangas, para ressentimentos, ou para comodismos. A aprovação é aqui em Lisboa já dia 18. Há uma manifestação nesse dia, talvez fosse uma boa altura para lá irmos todos gritar "NÃO". Eu pelo menos vou.

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quinta-feira, outubro 11, 2007

Nobel da Engenharia

Nobel da Engenharia

Nobel da Engenharia Sanitária

PS: Gostei da idéia de estarmos na "época" dos Premio Nobel e apeteceu-me mostrar como, muitas vezes, para fazer um boneco acabo por encontrar outro.

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Nobel da Democracia

"Nobel da Democracia"

PS: Idéia recebida por mail do amigo Manuel Costa . O meu muito obrigado porque já há muitos dias em que me vão faltando imaginação e as idéias. Nem sempre posso aproveitar algumas que me enviam, umas vezes pela sua complexidade na execução da montagem, noutras em encontrar as imagens necessárias para retirar as pessoas ou as situações, devido à minha falta de tempo, pelo que aqui agradeço a ajuda.

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Parada do Socialismo Socretino

Houve um comentário aí para baixo que me causou curiosidade:

Anónimo said...

Eu sou de direita. Adoro ler os kaos, onde me revejo. Acho que os comunistas têm razão e o Sócrates está a matar o nosso país e os portugueses. Ele não presta.


Há alguém de direita que se revê nos meus textos, eu que defendo os ideais de esquerda e que sempre aqui o afirmei. Há no entanto uma justificação para isso poder acontecer, o facto de eu me sentir envergonhado de ser governado por um Partido que se diz Socialista e segue as politicas que segue. Sinto-me envergonhado de ver o nome do socialismo associado ao que se passa. Eu sei, ele sabe e espero que todos saibam, que aquilo que o Engenheiro está a fazer nada tem a ver com os valores do socialismo e da esquerda. Acredito que até aqueles que se dizem de direita se possam sentir chocados com tanta insensibilidade social, com tanta arrogância e prepotência. A parada social deste governo é de assustar qualquer um.

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Falsas verdades, verdadeiras mentiras

Afinal parece que os professores também podem ir parar à lista de excedentários da Função Publica. Contrariando as afirmações, que fez há uma ano na Assembleia da Republica, em que chegou a acusar dos Sindicatos de estarem a inventar, chega-se agora à conclusão que afinal sempre era verdade. Falsas verdades e verdadeiras mentiras parecem ser a especialidade deste governo.

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Um Durão Mau-mau

Ontem os nossos governantes andaram empandeirados pelas terras deste país, num regresso às escolas onde estudaram, para uma campanha de sensibilização sobre a Europa e as suas virtudes, junto dos jovens que aí estudam. O Sócrates, esse foi até ao seu liceu na Guarda para levar com uns merecidos apupos à entrada e até o Durão Barroso compareceu para dar a lição no Liceu Camões. Podemos ser o português, mais português de todos e ser também europeus, defendeu ele. Pena que ninguém lhe tenha dito que já somos europeus há muito tempo. Até já o éramos antes de sermos portugueses, mas eu não vejo é necessidade de sermos ainda mais. Gostei de o ver a passear-se por lá, a ver as suas notas, que pelos vistos já mostravam insucesso escolar na altura e com pena fiquei eu que não passassem o vídeo, em que uns anos mais tarde, discursava contra os burgueses, o sistema em nome dos trabalhadores e dos seus direitos. Mas, para quem desejar podem vê-lo [AQUI]. Claro que todos podemos mudar de ideias com a passagem do tempo, já mudar de valores, me parece menos natural. Não vale a pena ter vergonha do passado, nem todos temos de ter crescido com convicções firmes e de nos termos formado em valores demasiado importantes para deixar para trás.

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;

Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;

Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis
."
Brecht

Deixa lá Durão, ser bom já não é muito mau.

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Vá para fora cá dentro

O Sr. Silva andou com a sua Maria pelos Açores, provavelmente em busca do anticiclone e eu quase que não deixava um registo do acontecimento aqui no Jardim.
Na terra onde está o único politico que neste momento faz oposição ao Engenheiro, o Sr. Silva enviou a mensagem ao seu arqui-inimigo João Jardim, que autonomia já a têm, que a devem aproveitar e que isso do seu aprofundamento é coisa para esquecer.
“A César o que é de César”, respondeu logo César. Temos uma boa lei das finanças regionais, agora é preciso que o governo sócretino a cumpra. Cuidado César, que se a comunicação social não andasse ocupada com o caso Maddie, com o Santana Lopes, com o Benfica do Camacho, os árbitros, sabe-se lá de quem, o relvado do Sporting, com a namorada do Menezes e os assaltos aos multibancos e o Engenheiro, que pelos visto tem maus fígados, dava-te um táu-táu. Ai dava dava...

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terça-feira, outubro 09, 2007

A corrida do Santana

O nosso Menino Guerreiro anda eufórico com a vitória do Menezes. Para ele isto é a vingança de toda a pancada que a família laranja lhe deu quando ainda estava na “incubadora”. Muito se fala da possibilidade de vir a assumir a Presidência da Bancada Parlamentar do PSD na Assembleia da Republica, mas ele diz: - Não estou na corrida. Claro que ele pode dizer o que desejar, mas que já vestiu o equipamento e fez o aquecimento e tem andado a treinar para ela, não pode negar.
“Em função dessa conversa, logo se verão as consequências, mas candidato nem pouco mais ou menos. Sou um soldado que está sempre pronto para o combate, mas para combater não preciso de ter divisas nos ombros nem de nenhuma graduação especial. Tenho combatido sempre independentemente do posto». É nessa conversa que hoje vai ter com o novo Líder do PSD que tudo deve ficar decidido e, seja qual for o resultado, o Menezes já perdeu. Se não lhe der o lugar, ou lhe promete algo melhor ou corre perigo de entrar para a lista de “ódios de estimação” do Santana. Se lhe der o lugar, muito brevemente veremos um partido com duas cabeças, sendo que a do Santana, mais bem-falante, muito mais mediática e com o palco da AR para brilhar, rapidamente ganhará todo o protagonismo. O Menezes corre o perigo de ficar na sua sombra e ainda ter de andar a apagar os fogos a que o Santana nos habituou sempre que fala.
Para o Sócrates, tudo isto são boas noticias, primeiro porque vê o líder da oposição fragilizado pelas declarações que fez anteriormente em relação à baixa dos impostos, ao referendo ao Tratado Europeu e no apoio á regionalização. Depois porque, se passava a vida a confrontar o pequeno Mendes com os anos de governação PSD, muito mais fácil será faze-lo agora, com aquele que foi o pior Primeiro-ministro da história da humanidade e arredores. Exemplos de trapalhadas não lhe faltarão para lhe atirar sempre que achar necessário. Ri-se o Sócrates, aparvalha o PSD e lixamo-nos nós. Nada de novo.


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As novas "rotinas" dos sócretinos

Adaptado de uma parcela de um quadro de Paula Rego

O Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) classificou hoje de «intimidatória» a visita de agentes da Polícia que “pediram informações sobre o que íamos fazer (José Sócrates é esperado às 15:00 na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, onde estudou, numa acção organizada no âmbito da iniciativa «Regresso à Escola», da responsabilidade da Comissão Europeia) e arrogaram-se no direito de dar conselhos. Que tivéssemos cuidado com a linguagem, que não fosse atentatória da integridade pessoal”. «Os polícias disseram que era uma atitude de rotina.

Eu estou a ver mas não quero acreditar. Prefiro pensar que tudo isto não passa de mais uns funcionários demasiados zelosos e preocupados em agradar ao Engenheiro que ordens vinda lá de cima. Gostaria de ter a certeza que, se isto vem lá de cima, não chegue ao gabinete do Primeiro-ministro. É que se é esse o caso então a coisa está a atingir o ponto em que, já não estão só a mexer no nosso bolso, mas começam a atingir aquilo que somos como pessoas, a matar o nossa natural ânsia de liberdade. Eu com carteiristas ainda consigo conviver, agora com assassinos não. Têm usado a democracia em vosso benefício, aproveitando-se dos direitos que a liberdade vos concede e nós temos permitido acreditando que com isso garantimos eternamente os ideais dessa mesma democracia e liberdade. Mas, se toda esse campo de pilhagem que vos concedemos já não vos chega então também chegou a altura de dizermos que acabou. Numa democracia e em ultima instancia é o povo que tem a palavra e o direito de revogar todas as vossas leis, se não lhe servirem. Vamos por isso dizer ao Sr. Engenheiro, de todas as formas que nos lembrarmos e podermos, mails, cartas, blogs, manifestações, em conversas de amigos, de café, nas lojas, nos transportes públicos, vamos dizer-lhe que “Não”. Que não pode fazer isto, que não aceitamos o seu discurso, que nos mande calar, que se sinta ofendido quando lhe chamamos mentiroso. Prometeu 150 mil empregos mas há cada dia mais desempregados, prometeu-nos um referendo sobre a nova Constituição Europeia e já anda a falar de democracia representativa. Chamou comunista a quem vai a manifestações de desagrado à sua pessoa e eu não sou comunista, mentiu. Desculpe lá, mas já está a abusar da nossa paciência.

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O Gil da Politica

«Numa altura em que se perde de vez a possibilidade de os portugueses se pronunciarem sobre o novo tratado europeu, com o abandono do compromisso pela actual liderança do PSD de fazer um referendo, dá-se mais um passo num triste caminho de criar uma entidade internacional que é cada vez menos democrática e a quem entregamos cada vez mais a nossa soberania nacional. É uma decisão, por parte do PSD e do PS, inqualificável de falta de respeito pelos compromissos assumidos, tornada ainda mais grave quando é claramente manchada pelo facto de ter como principal razão o medo dos resultados do referendo. Ou seja, não se faz o referendo porque os eleitores europeus e portugueses não podem, por diktat, dizer "não". Os Governos e os grandes partidos europeus substituíram a democracia na legitimação do processo europeu por decisões iluminadas, tomadas in camera pelos Governos, sobre matérias decisivas para o futuro de todos nós.»
in Público

Nunca levei o Pacheco Pereira muito a sério, como o comprovam os primeiros tempos deste blog, mas para outros as suas palavras quase faziam lei. O Pacheco Pereira dizia ou escrevia algo e isso, só por si, transformava uma ideia num facto. Mas, como acontece a todos os que gritam lobo vezes demais, a cada dia que passa a sua palavra é menos escutada. Até o Lobo Xavier, que não passava de um mero papagaio daquilo que o “Grande Pacheco” dizia, já começa a ter voz própria perante a queda do mito.

Num momento tão desastroso para este país, como vai ser a aprovação do novo Tratado Europeu, toda a ajuda é pouca e, sobre esse assunto, o Pacheco Pereira diz coisas importantes. Primeiro que o tratado vai ser aprovado à revelia dos povos, recusando-se a realização de referendos, por receio da palavra dos cidadãos. Mais importante ainda é a sua confirmação daquilo que aqui estou farto de dizer, sobre a falta de democracia de uma comissão europeia que não é eleita pelos cidadãos e que cada vez mais tem um maior poder sobre a nossa soberania.

O que espero mesmo é que o Pacheco Pereira não tenha dito isto como um desabafo e assuma uma posição combativa sobre o assunto. Talvez seja uma boa oportunidade para ele voltar a ganhar algum protagonismo, usando a credibilidade que lhe resta em defesa de Portugal e da sua, nossa, independência.

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segunda-feira, outubro 08, 2007

O Gang do PSD

...
Contra os Barões

Marchaaar, marchaaaar


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Ena pá tanto comunista

Uma manifestação de sindicalistas estragou ontem ao primeiro-ministro a inauguração da plataforma tecnológica de hidrogénio para produção de energia de Montemor-o-Velho, em Coimbra. A manifestação acabou por ser mais empolgada antes da chegada do primeiro-ministro, quando a GNR tentou impedir a manifestação, alegando não estar autorizada, retirando faixas, afastando e cercando os manifestantes com uma fita plástica e separando-os das outras pessoas presentes tendo ainda identificado alguns sindicalistas. Indignados, alguns dos manifestantes exibiram os bilhetes de identidade enquanto gritavam "25 de Abril sempre, Fascismo nunca mais".
O primeiro-ministro ignorou os sindicalistas que pretendiam entregar-lhe uma cópia de uma carta sobre o encerramento da maternidade da Figueira da Foz, já enviada por correio há algum tempo a José Sócrates e que estará sem resposta, bem como um documento onde se podia ler "Os sindicalistas fazem falta à Democracia; os maus governantes é que não!". Confrontado com as reivindicações de professores (Fenprof), enfermeiros e outros trabalhadores presentes na manifestação, José Sócrates não gostou e acusou o Partido Comunista de confundir “o direito à manifestação com o direito de insultar”. “O Partido Comunista não aprendeu nada, não evoluiu nada. Onde quer que eu vá fazem manifestações”, afirmou.
Questionado sobre se sentia ofendido, Sócrates respondeu: "Não, por amor de Deus!". O PCP, disse ainda, "faz isto há 30 anos", já o fez "com todos os primeiros-ministros", designadamente com Guterres: "Onde quer que ele fosse faziam também estas manifestações."

O primeiro-ministro acrescentou ter sabido "pelos jornais" que o Partido Comunista da Covilhã estava com "muita dificuldade" em saber qual a hora em que irá visitar uma escola daquela cidade. "Informo-os, pois, que lá estarei, na terça-feira, às três e meia da tarde e espero pela manifestaçãozinha do Partido Comunista. Isso não me incomoda nada."

Fiz aqui uma pequena colagem de textos de artigos sobre mais um atropelo á liberdade. Oh, Sr. Engenheiro licenciado na UNI, primeiro diz que os sindicatos nata terem a ver com os trabalhadores e depois de que quem se manifeste é automaticamente comunista. Deixe-me dizer-lhe que eu não sou nem nunca fui comunista, mas não perderei nenhuma ocasião para me manifestar contra a sua pessoa e a sua política. Será que o Engenheirinho se vai sentir ofendido e insultado? Espero bem que sim, também eu me sinto insultado por si, quando quer fazer de mim mais burro do que sou com as tretas que diz. Aprenda a viver com a crítica, com a diferença de opiniões e com o protesto daqueles que anda a lixar. Aprenda a viver com isso ou vá-se embora que numa democracia não há lugar para a arrogância e para a prepotência. De, "quem não é por mim é contra a nação" já eu tive a minha dose no tempo da outra senhora.

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O Nome da Rosa Sócretina

Os nossos copistas terminaram o seu trabalho e ai está ela, a Constituição Europeia “transvestida” de Tratado, prontinha para nos ser impingida. Há muito que a campanha publicitária começou, há muito que nos têm procurado convencer das suas enormes vantagens, da sua maravilhosa inevitabilidade. Há muito que nos vêm fazendo uma lavagem de cérebro, para estarmos preparados para a sua aprovação. É já dia 18, se tudo correr bem, dizem eles. Nós nada podemos fazer perante o facto. A democracia e a liberdade de escolha estão fora desta discussão. Por toda a Europa massivas campanhas estão a decorrer para que a sua aprovação não seja feita em referendo. Por cá, faltando a mais uma promessa eleitoral, o nosso Engenheiro já veio dizer que a Democracia representativa é totalmente válida, abrindo as portas a que a sua aprovação seja feita somente na Assembleia da Republica. Esquece que, quando da sua eleição, ninguém lhe deu essa legitimidade, antes pelo contrário podem até só o ter escolhido por ele ser a favor de só os cidadãos a poderem ter quando chegasse a hora. Como o maior líder da oposição é liderado por um fala-barato, que para contrariar o Pequeno Mendes, também se manifestou em tempos, contra o referendo, daí não podemos contar com nenhuma ajuda. Se, também o democrata Presidente da Republica, que gosta muito de eleições quando são certas e o promovem pessoalmente, já veio mostrar ser contra um referendo, só podemos concluir que estamos tramados. Lá por fora, nos países em que o povo disse não à Velha Constituição Europeia, França e Holanda, os actuais governos já disseram que nem vale a pena pensar-se em fazer referendo. Vamos por isso passar a ser governados por uma Comissão Europeia que não é eleita e a cumprir leis que não foram feitas por aqueles que nos representam. A democracia Europeia transforma-se numa imensa pantomina, num cenário atrás do qual, os poderosos, os Senhores de Bilderberg, traçam os rumos, dirigem as nossas vidas, nos condenam à miséria e à obediência. Fica-nos o direito de eleger as nossas marionetas para serem manipuladas pelos todos poderosos. Mas, para que me estou eu a preocupar, marionetas já são aqueles que por lá estão agora. A aprovação deste tratado prova-o.

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domingo, outubro 07, 2007

Vamos dar uma lição aos Socretinos

O Engenheiro ao alertar os jornalistas para não confundirem «professores com sindicatos» ofendeu toda uma classe, todos os sindicatos e todos os trabalhadores deste país. Se vivemos numa democracia, por mais miserabilista que seja, por mais de brandos costumes que sejamos como povo, este engenheiro merece uma lição de sindicalismo. Sei que muitos consideram que não vale a pena serem sindicalizados, sei que muitas direcções sindicais têm feito demasiados erros e que algumas têm mesmo dado o ouro ao bandido, mas também sei que são a ultima barreira organizada que temos para combater esta corja de lacaios dos Biulderberg que nos anda a tramar.

Proponho por isso a todos, mas com uma maior importância a todos os professores, para que se sindicalizem. Mostrem ao Engenheiro que os professores estão descontentes com este governo, com esta ministra e com este governo. Isso, e mobilizarmos-mos a todos para ir à manifestação de dia 18, para mostrar o nosso descontentamento, não só a estes governantes, mas também a toda a Europa que por cá vai estar reunida para aprovar a Constituição Europeia nas nossas costas. Vamos todas para a rua reclamar desta politica e deste destino a que nos querem condenar. Vamos começar a dar luta a esta gente, mostrar-lhes que não somos os cachorrinhos bem comportados com que contam. Vamos dar uma lição a esta gente.

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Pia, Casa, pia!


Na entrevista ontem publicada, Catalina Pestana diz não ter dúvida de que “existem abusadores internos na Casa Pia” e suspeita de que “redes externas continuam a usar alunos da instituição para abusos sexuais”. No Tribunal de Monsanto, onde está a ser julgado o megaprocesso de pedofilia – que envolve sete arguidos e cerca de três dezenas de vítimas – “está apenas a guarda avançada: o grosso da coluna está cá fora”. O advogado Pedro Namora diz que há indícios de que os abusos continuam e que a situação se deteriorou, razão pela qual apoia a acção de Catalina Pestana. "O que nos preocupa é que permanecem na instituição abusadores referenciados". Sublinhou, a propósito, que "o que está a ser dito não é nada de novo" e criticou o facto de "hoje, enquanto as vítimas continuam a sofrer, se estar a assistir à tentativa de branquemaneto do caso". "O grande problema que nós apontamos é que, mesmo o anterior governo, não conseguiu afastar da Casa Pia a equipa que tudo fez para boicotar o trabalho de Catalina Pestana. Essa gente continua lá! No tempo em que Catalina Pestana esteve à frente da Casa Pia, foram mantidos em ordem. Agora não, agora estão de novo a desenvolver os seus procedimentos".
Na entrevista ontem publicada, Catalina Pestana diz não ter dúvida de que “existem abusadores internos na Casa Pia” e suspeita de que “redes externas continuam a usar alunos da instituição para abusos sexuais”. No Tribunal de Monsanto, onde está a ser julgado o megaprocesso de pedofilia – que envolve sete arguidos e cerca de três dezenas de vítimas – “está apenas a guarda avançada: o grosso da coluna está cá fora”.
O advogado Pedro Namora diz que há indícios de que os abusos continuam e que a situação se deteriorou, razão pela qual apoia a acção de Catalina Pestana.
"O que nos preocupa é que permanecem na instituição abusadores referenciados". Sublinhou, a propósito, que "o que está a ser dito não é nada de novo" e criticou o facto de "hoje, enquanto as vítimas continuam a sofrer, se estar a assistir à tentativa de branquemaneto do caso". «O grande problema que nós apontamos é que, mesmo o anterior governo, não conseguiu afastar da Casa Pia a equipa que tudo fez para boicotar o trabalho de Catalina Pestana. Essa gente continua lá! No tempo em que Catalina Pestana esteve à frente da Casa Pia, foram mantidos em ordem. Agora não, agora estão de novo a desenvolver os seus procedimentos».

Falar do processo Casa Pia é difícil para mim porque não consigo entender, nem o que transforma alguém
em pedófilo. Que força tão grande é essa que os leva a arriscar tudo para continuarem? Não duvido que a caça na Casa Pia continue e que haja muita gente a fazer todos os possíveis para manter o assunto enterrado. Não compreendo esta gente, mas sinto nojo por ela e vergonha que existam no mesmo mundo que eu. Se nos processos da Felgueiras, do Isaltino ou do Major eles se safarem não estranho, se o Furacão se transformar numa aragem é coisa que me chateia, mas trocava todos eles por apanharem toda essa corja, do mais humilde, até ao empresário sem esquecer os políticos. Todos apanhados, julgados e condenados. Talvez voltasse a acreditar na justiça que temos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sábado, outubro 06, 2007

A Educação dos Socretinos

Para alguns o discurso do 5 de Outubro do Sr. Silva foram vergastadas na política de educação dos Sócretinos, mas para o Engenheiro foi o apoio à política que têm seguido. Não sei quem tem razão, nem me parece que seja muito importante, afinal aquilo que o Sr. Silva diz não passam de discursos muito bonitos, muito “como as coisas deviam ser”, mas que não são, nem ninguém, nem mesmo ele, acredita que algum dia serão. Basta ver que ele foi Primeiro-ministro deste Jardim durante 10 anos e aquilo que fez foi exactamente o contrário daquilo que agora preconiza. E, não vão ser porque toda a outra politica que envolve a politica educativa, é exactamente o oposto ao que teria de ser, para que ela fosse possível. Diz querer os pais se empenhem mais na educação, que estejam mais presentes nas escolas, mas retiram-lhes toda a possibilidade de o fazerem. Como podem uns pais, que trabalham todo o dia, que cada vez mais são pressionados com a produtividade, a liberalização dos despedimentos, a ter horas marcadas para falar com os professores e a escola a proibir-lhe a entrada. Falo por mim, de uma escola do primeiro ciclo, metida numa de segundo, em que os pais estão proibidos de entrar, com as horas marcadas para falar com os professores a serem a meio do horário de trabalho e parecer que ninguém quer realmente falar connosco. Querer fazer uma escola mais individualizada, em que pais, professores e alunos se conheçam e se respeitem, obrigava a uma escola de proximidade, mais pequena, em que cada uma das pessoas tivesse um nome e uma história. Mas o Engenheiro está muito orgulhoso das 2500 escolas que fechou em dois anos, dos grandes centros educativos com centenas de alunos encafuados que criou. Mais económicas na gestão, mais baratos de equipar, mas também mais indiferentes aos indivíduos, em que já coabitam muitas caras sem nome, muita gente que partilha o mesmo espaço durante anos e nunca se fala. Lugares em que cada um é cada vez mais um número e não um nome. Linhas de produção de mão-de-obra e não de identidades. Locais onde em vez de educar é necessário aprender a viver com uma disciplina mais militarista. É por isso que todos sabem fazer lindos discursos, todos sabem dizer como deveria ser, mas nunca realmente o tentaram fazer. É por isso que temos um chefe do Governo que alerta os jornalistas para não confundirem «professores com sindicatos».

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Ignorancia Socretina

Questionado sobre a afirmação de Cavaco Silva para a necessidade de prestigiar e acarinhar a figura do professor, José Sócrates recusou que esse apelo tenha sido uma crítica ao Executivo. «O Governo não ataca os professores». O chefe do Governo alertou os jornalistas para não confundirem «professores com sindicatos».

Quem devia voltar para a escola era o Primeiro-ministro, pois realmente o ter feito os seus estudos políticos nas faculdades de verão do PSD não lhe ensinou nada sobre o que são sindicatos. É grave porque ele é o líder de um Partido chamado de socialista, mas mais ainda por a associação sindical ser autorizada e defendida na constituição e ele ser o Primeiro-ministro do país. Procurar esconder o descontentamento dos professores na simples acção sindical é desonesto. Os sindicatos são organizações representativas dos trabalhadores que os compõem e procurar dissociar uns dos outros é vergonhoso. Sinto vergonha de ser governado por gente desta. Em todas as eleições sempre considerei as vitórias do PS como um mal menor em relação às do PSD, mas acredito que qualquer outro governo seria melhor que este. Chega de desrespeito por quem trabalha. Chega de arrogância e de prepotência. Já não aceito mais ser governado por gente que tem este tipo de discurso e esta total falta de sentido democrático. Puta que os pariu a todos. Está na hora, e já é tarde, de ir para a rua e mostrar a essa cambada que também somos gente, e que quem enche as ruas não são só sindicalistas mas a população e os trabalhadores deste país.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sexta-feira, outubro 05, 2007

O Coyote

Não resisti à ideia do post anterior. Desculpem lá.

Agora olhando melhor, isto até pode ser uma predestinação para o futuro da política neste país, com um Bio-bip sócretino a correr em todo o lado e um Coyote sempre a persegui-lo, mas incapaz de fazer resultar qualquer um dos planos que engendra, quer seja por azar quer por inépcia.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Shadowman

Estive na dúvida se o Luís Filipe Menezes haveria de ser um Bip-bip ou uma sombra. (Agora que escrevi isto também não ficava mal como coyote, mas isso não interessa agora). Bip-bip por ser o politica mais rápido do mundo; ainda nem há uma semana foi eleito para líder do partido e já formou um governo. É verdade que é um governo sombra, mas é sempre um governo e se pensarmos bem é o único governo de que ele poderá, algum dia, ser primeiro-ministro. E vai ser divertido ver uma data de sombras PSD a perseguirem ministros e secretários de estado por todo o lado.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Razões de Estado

Ao dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que questionou o ministro da Saúde – Correia de Campos – sobre a razão do Governo estar a despedir enfermeiros, com contrato a termo certo, quando estes eram imprescindíveis para o funcionamento do Sistema Nacional de Saúde, o ministro respondeu: "Despedimo-los… por razões de Estado!"
In “Militante Socialista”

Razões de Estado? O que não se pode fazer em nome de razões do Estado? Quem se pensa ele para evocar razões de estado num estado de direito e sobretudo em coisas tão mesquinhas? É ele quem define quais são as razões de Estado? Nós, é que por razões de Estado, de decência e de justiça devíamos correr consigo. Está no lugar que está porque o Sócrates foi eleito e a si cabe-lhe a função de melhorar o Serviço Nacional de Saúde e, se "despede enfermeiros imprescindíveis ao seu funcionamento", não está a cumprir a sua função. Mas, que em vez de o tentar melhorar, o está a desmembrar para gáudio e benefício dos grandes grupos privados de saúde, já há muito que o afirmo aqui. E, se não sabe, deixe-me dizer-lhe, que defender esses interesses não são razões de estado, mas simplesmente de ganância.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quinta-feira, outubro 04, 2007

Porque hoje é Quinta-feira

Com as Presidências Europeias e com todos já a entender, que os famosos encontros de quinta-feira em Belém, onde procuravam passar a idéia que era o Sr. Silva quem acabava por aprovar e até dirigir o governo dos socretinos, nem sei se eles ainda se andam a realizar. Se sim, então imagino que o diálogo poderá ser algo género.

- Oh Silva,Não andes tão preocupado.
- Mas tu já viste que à frente dos partidos que me apoiaram está gente que não gosta de mim e que me vão tirar o tapete se tiverem oportunidade para isso?

- E depois? Não estou cá eu para te dar a mão?

- Não sei, não sei. A Maria está farta de me dizer que tu não és de confiança.

- Isso são os ciumes a falar, ela que vá limpando o palácio e nos deixe em paz. Sabes que se te portares bem comigo, se não me andares para aí a trair podemos ser muito felizes os dois.

- Trair-te, eu? Mas eu gosto tanto de ti.
- És mesmo manhoso, não és Silva. Pensas que eu não sei que andas em conversas de orelha com a Manelinha Ferreira Leite? Mas lembra-te, agora já não é o menino Mendes que está lá para ela lhe tirar a cadeira quando desejar. Este não vai ser tão fácil e, se ela falhar, depois tu ficas sozinho.
- Isso não é verdade, somos só amigos.

- Eu conheço bem essas amizades. Mas deixa lá isso agora e anda daí que eu já estou com saudades das nossas reuniões na salinha lá do fundo. Não me digas que andas em "défice"?
- Oh minha Sócretina, quando estou perto de ti sinto logo a "economia" a crescer.

Realmente, se pensarmos bem é com a "economia" que eles nos fecundam.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

A corrupção da consciência

"Estou perfeitamente... não satisfeito, mas tenho a ideia de que procurei cumprir o meu dever", afirmou João Cravinho aos jornalistas, no final da reunião da bancada do PS que, mais uma vez, discutiu os seus projectos para prevenir e combater a corrupção.

Isto não foi dito assim há tanto tempo. Foi há nove meses e aí está ele, numa entrevista à revista Visão, a mostrar o seu descontentamento e tristeza por ver o PS tão pouco interessado em atacar a corrupção. Só estranho é que esta gente, que lá anda metida e deve saber de coisas que nós nem sonhamos, demore tanto tempo a descobria aquilo que todos há muito já sabemos. Para acalmar as águas em que começou a mexer, arranjaram-lhe uma ida para Londres e, depois de 50 anos de politica, ele deve ter pensado que já era hora de também ele ter a sua recompensa. Nisto tudo, pena é que a corrupção continue a ser uma realidade em Portugal assim como uma enorme falta de vontade para a combater e acabar com ela. Infelizmente, os deputados que temos, não têm a coragem de afrontar o sistema em nome da garantia de continuarem a ter a sua cadeirinha na próxima legislatura. Infelizmente os deputados que temos não estão lá a defender quem deviam, os eleitores que os elegeram, mas sim o seu partido e a si próprios. Infelizmente isso deve fazer com que, nem entrevistas como a do Cravinho sejam suficientes para lhes despertar as consciências … se é que a têm.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Casamento de conveniência

O Governo da república estará demasiado ocupado com a presidência da UE e a descurar a governação do país, na opinião do presidente do Governo Regional dos Açores, o socialista Carlos César. “O país está a ser governado por um subsistema de ministros sem peso político e de directores-gerais que não representam necessariamente a linha política do Governo nacional, nomeadamente no que respeita às regiões autónomas dos Açores e da Madeira”.
«Isso é uma conversa de costureirinha da Sé, saber que tu dissestes isto mas agora já não dizes isso», comentou, Alberto João Jardim a propósito da troca de palavras entre os dois chefes de Governos Regionais sobretudo quando da aprovação da Lei das Finanças Regionais.
«Só agora é que fizemos esta espécie de registo. É uma união de facto, foi um namoro de 11 anos. Leva-se 11 anos a namorar, a mandar pérolas um ao outro e, agora, passou-se não propriamente ao casamento mas a uma espécie de união de facto política».
Carlos César respondeu: “O senhor presidente (da Madeira) tem uma noiva antiga. O pior é que tenho de dar explicações quando chegar a casa”.

Depois de terem andado em guerra durante tanto tempo, o César foi a casa do vizinho e, como não podia levar só um Queijo dos Açores, lá teve de oferecer uma criticazinha ao Patrão Sócrates, para alegrar o Alberto. Aceitaram trocar a verticalidade e uma certa honra pelos sorrisos dos interesses políticos e pessoais. Um “namorisco”, onde um começou logo a pedir desculpa ao papá, para tentar não apanhar uma tareia quando chegar a casa, e o outro a ser aquilo que sempre foi, que num dia descobre um inimigo para toda a vida, para no dia seguinte lhe estar aos abraços e beijinhos. Já têm idade, um para não ser tão menino do papá e o outro, talvez por ter demasiada testoterona política, para não se andar a babar com todas as que a vão visitar. Um bocadinho de dignidade não fica mal a ninguém.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

quarta-feira, outubro 03, 2007

Os miseráveis

Com uma taxa de desemprego de 8,3 por cento em Agosto deste ano contra 7,5% em igual mês de 2006, Portugal apresenta o aumento relativo mais acentuado da União Europeia, seguido da Irlanda e do Luxemburgo onde a taxa subiu três décimas para 4,7% e 5%, respectivamente. Nos restantes vinte quatro estados membros, o desemprego baixou entre Agosto de 2006 e 2007, com os recuos mais importantes na Polónia (de 13,3 para 9,1%) e na Lituânia (de 5,8 para 4,1%).

Neste nosso caminho para o abismo acabámos, ao fim de 20 anos, de ultrapassar a Espanha na taxa do desemprego. Se isto já parece mau, com as ideias que para aí andam de liberalizar o despedimento, ainda vamos ver muito pior. Confrontado com estes números o Ministro Vieira da Silva, meteu os pés pelas mãos, falou de 2008, que estava convencido que ia melhorar (uma questão de fé certamente) e que tudo dependia da economia. Como podem ver estamos tramados. Também quem deve ter pensado isso foram o Ministro da Economia, Manuel Pinho e o da Presidência, Pedro Silva Pereira, que fugiram dos jornalistas. Sempre tão solícitos para aparecer perante as câmaras da televisão, hoje parecia que tinham fogo no cú.
Segundo dizem, somos um país pobre que importa mais do que exporta, ou seja não produzimos o suficiente para satisfazer as nossas necessidades e, mesmo assim, como dizia o José Mário Branco no seu “FMI” (1979), ”se acha normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar”. Será que em 30 anos não aprendemos nada?

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Chega de baixar as calcinhas

Gonçalo Amaral, o coordenador da PJ de Portimão, responsável pela investigação ao «caso Maddie» foi demitido esta terça-feira, na sequência das declarações ao «Diário de Notícias» em que criticava a actuação da polícia inglesa. Entretanto, o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, afirmou “Foi uma decisão tomada pelo director nacional” explicando apenas que Gonçalo Amaral foi demitido pelas “razões óbvias”, numa alusão directa à entrevista dada ao Diário de Notícias, em que Gonçalo Amaral afirmou: «A polícia britânica tem estado unicamente a trabalhar sobre aquilo que o casal McCann pretende e lhe convém». Acrescentou que os seus colegas ingleses «têm vindo a investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine».

Pelos vistos a resposta “razões óbvios” está a tornar-se moda. Depois de Luís Amado no caso da recusa do governo em receber o Dalai Lama, durante a sua visita a Portugal, chegou agora a vez do Director da PJ. Pelos vistos todos temos de entender as suas “razões óbvias”. Pelo menos tenham a coragem de dizer aquilo que pensam, ou temem que, se o fizerem, lhes aconteça o que aconteceu ao coordenador da PJ?
Como não tenho paciência para novelas, não tenho seguido o “Caso Maddie”, mas mesmo assim tenho visto Portugal e a policia portuguesa serem espezinhados pela comunicação social Inglesa, muitas vezes com declarações da sua própria polícia. Não sei se há ou não razões para criticas, mas quem não se sente não é boa gente. Teve a coragem de responder e assim mostrar que a verdade não é só aquilo que nos “impingem” mas que quem há uma outra que ninguém diz. O mediatismo deste caso a isso obriga.
Chega de vermos os nossos governantes baixarem-se tanto em reverência aos mais poderosos. Tenhamos o orgulho daquilo que somos, mas sobretudo a coragem de termos opinião. Ver o Ministro Alberto Costa aparecer logo a falar de “cooperação profícua”, para deitar água na fervura, irritou-me. Estou farto de ver Portugal baixar a cabeça perante Chineses, Europeus, Americanos, Australianos, Africanos e sei lá mais quem. Tenhamos a coragem e o orgulho de sermos portugueses e honremos a nossa história.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Conto de fadas

É bom que os professores não se imaginem como "Brancas de Neve" e trinquem a maça que a Sinistra Bruxa lhes oferece. É que nada lhes garante que depois aparecerá um "Príncipe" para os salvar. Ou será que ainda há por aí quem acredite em contos de fadas?

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, outubro 02, 2007

O Mundo ao contrário

O nosso mundo anda ao contrário e já não me admirava se amanhã ao acordar os ponteiros do relógio rodassem para a esquerda. Basta alguém tentar posicionar os nossos partidos numa escala esquerda / direita para enlouquecer.
O PS encostou-se à direita e espraiou-se pelo feudo PSD. Com este partido cada dia mais apertado contra o CDS, este tentou fazer-lhe uma finta pela esquerda para o dizimar ainda mais. O PSD, aflito, tenta saltar para a esquerda do PS, onde já anda coladinho o BE, (o que faz dele um autentico partido do centro). Lá mais para a esquerda só está mesmo o PC, que como continua mumificado não se mexe; está lá (o que no actual contexto até é uma virtude). O CDS como tinha tentado posicionar-se à esquerda do PSD dá por si colado ao PC. O PS, empurrado por toda aquela gente já começa a pisar uma zona de extrema-direita autoritária (no mínimo). Resumindo, O PC ocupa o lugar de origem do BE, o CDS o do PC, o BE e o PSD empurram-se para ficar o mais próximo possível da esquerda do PS e o PS ocupa tudo o resto à sua direita. Confusos, então pensem agora quando chegarmos a 2011 e às Presidenciais. Os dois partidos PSD e CDS que apoiaram a eleição do Sr. Silva têm lideres que não gostam dele e provavelmente só o partido que concorreu contra ele, o PS, terá vontade de o ver reeleito. Numa segunda volta corremos ainda o perigo de ver o BE e o PCP e engolirem enormes sapos se tiverem de escolher entre um Santana ou um Portas e um Cavaco. Nessa altura é que me vou mesmo embora deste país.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Onde anda o pequeno?

Onde anda Marques Mendes? Procurámo-lo e lá estava ele com uma enorme ressaca das eleições. Desde a tareia que levou do Menezes que nem se consegue levantar. Aqui lhe desejamos as melhoras que já sinto saudades de lhe fazer o boneco. Era daqueles que encarnava bem qualquer personagem.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Freud explica

Olhando para a euforia demonstrada pelo Santana Lopes nos últimos dias, após a vitória do Luis Filipe Meneses nas directas do PSD, não pude deixar de notar comportamentos que indiciavam a existência de alguma patologia. Procurando no seu passado conclui que afinal tudo se resume a um simples caso de complexo de Édipo. Este menino guerreiro, ainda hoje sofre dos traumas causados pelas tareias que os seus pais do PSD lhe infligiram quando ainda se encontrava na incubadora. Não consegue ultrapassar o seu amor pela mãe PPD/PSD e o seu ódio aos pais que a têm vindo a fecundar ao longo de todos estes anos. Nem a procura da sua sublimação pela incessante caça a “santanetes” o consegue fazer ultrapassar o trauma. Num processo de transferência esquizofrénica, encarnou em si a personagem do Luis Filipe Menezes e a possibilidade de vingança e, como se sabe, a vingança serve-se fria.

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segunda-feira, outubro 01, 2007

O Monstro das duas cabeças

Se o eufórico Santana Lopes aceitar ser líder parlamentar do PSD ficamos com um monstro de duas cabeças. Parece-me que, quem o receará mais não devem ser os Sócretinos mas sim o próprio Sr. Silva. Isto veio baralhar-lhe ainda mais as contas e torná-lo ainda mais refém do Engenheiro. Os encontros das quintas-feiras nunca mais serão os mesmos.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Só mesmo para rir

Desculpem á estar a colocar aqui neste blog tanto PSD, mas estas eleições para a liderança do partido só me dão vontade de rir. Mostra bem o estado a que chegou a politica neste país, na baixeza, no populismo e na mentira. Há alguém que no seu perfeito juízo ainda acredite nesta gente, que lhes conceda a dúvida de ainda terem qualquer credibilidade? Os que ganharam, os que comentam, os que não sabem perder, os que nem sabem o que dizer, todos parecem estar em estado de choque, até ele incrédulos com os factos. Sei que isto é triste, mesmo trágico, que mostra que continuamos a deslizar num plano inclinado rumo ao abismo, mas pelo menos que nos vamos divertindo com toda esta palhaçada. Aproveito também para me despedir do “Gand’a Nóia”, do Pequeno Líder que tanto me ajudou no dia a dia deste blog e que tantas vezes “pousou” para os meus bonecos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Médio Oriente, todo Ocidental

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, é recebido hoje pelo Cavaco Silva, depois pelo primeiro-ministro e presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, mais o Luís Amado, para ir depois ter com Jaime Gama, depois com Jorge Sampaio, depois sei lá mais com quem.
Eu acredito que tudo o que possa ser feito para dar paz a toda aquela região é bom. O pior vem quando nos apercebemos que muito o que é feito tresanda a oportunismo e hipocrisia. Não estão nada preocupados com as mortes daquela gente, mas simplesmente com vantagens politicas. Todos podemos ver que a Autoridade Palestiniana, ex-Fatah do Arafat, que foi comprada pelos Estados Unidos / Israel e impregnada do fedor da corrupção. Muito dinheiro foi enviado para o novo Estado Palestiniano, para nunca chegar ao povo esquecido e deixado na miséria. Na velha tradição ocidental de, quando acreditam que vão ganhar, tentar legitimar os governos por eleições, também aí seguiram esse caminho. O azar deles, é que como já tinha acontecido na Argélia, ganhou quem eles não queriam. Aqui foi o Hamas, facção palestiniana que durante os tempos de corrupção nunca deixou de distribuir dinheiro, obras e ajuda pelas populações. Havia que fazer marcha-atrás e negar os resultados. Se perdemos não vale. Surgiu então a necessidade de fomentar uma guerra civil na palestina entre estas duas facções. Claro que a comunicação social mundial teve um papel primordial de fazer a propaganda, transmitir e defender as posições dos senhores do mundo. Tentam agora negociar com a Autoridade Palestiniana a construção de um Estado Palestiniano (já não existe um?), deixando o Hamas de fora. Nós, como infelizmente tem sido regra, assinamos por baixo todas as posições bushianas. Gostava de ver quem nos governa, ter a coragem de assumir as posições que representassem a justiça, a honestidade, a liberdade e a decência politica. Gostava de ver este país ser independente e mostrar alguma dignidade, mas sei que vai ser difícil.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

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