sábado, janeiro 19, 2013

A democracia de alterne


Portugal está nas mãos de bandidos há muito tempo, gente vendida aos grande Senhores do Mundo, aos Mercados e às grandes Corporações. Paralelamente vivemos numa falsa democracia de alterne que garante que o poder estará sempre nas mãos daqueles que cumprem as ordens desse poder. Tem sido assim há muitos anos e tudo é feito para que assim continue. O sistema está montado na perfeição tendo como pedra base a comunicação social, especialmente as televisões, autenticas máquinas de lavagem cerebral, criadoras de zombies e especializadas em acalmar revoltas e escolhem governantes. Para que tudo fique mais real não pode faltar um partido mais à esquerda (o susto que foi quando surgiu o BE e ganhou a expressão eleitoral que teve até o conseguirem instalar dentro do sistema), e um mais à direita, mas a quem nunca permitirão que se cheguem sequer perto do poder. Para não haver surpresas há ainda o poder legislativo, a força e a justiça para o garantir. (Veja-se a medo que mostram dos movimentos sociais não alinhados e como mandam os cães de guarda morder quando se tornam mais activos). O sistema está montado, é fiável e seguro.
Com o Passos Coelho a espalhar pobreza e miséria em nome de uma divida criada propositadamente para nos explorar e a preparar-se para destruir o que resta do Estado social sabe-se que, mais cedo ou mais tarde terá de ser substituído e já há pretendente, o líder do outro partido de alterne. Nem precisa de fazer nada de especial, basta esperar que a impopularidade do governo seja tanta que o poder lhe caia no colo. As televisões garantem-lhe uma vitória certa. , por mais que isso seja um pesadelo para os que acreditam haver outras formas e outras possibilidades de democracia e de governo, a probabilidade de ser com uma maioria absoluta é grande. Um governo de bloco central tem a desvantagem de não deixar de fora um partido para assumir o poder no alterne seguinte. 
Este Seguro é tão mau como o que lá está agora, aliás têm percursos idênticos, ambos formados nas jotas dos seus partidos, sem nunca terem trabalhado nem saberem fazer nada mais que intriga politica. Da vida real nada sabem mas também não é isso que lhes exigem pois basta-lhes que sejam submissos e obedientes à voz dos donos. É contra isto que temos de lutar, uma luta desigual mas onde temos de acreditar que a razão vencerá a força e a prepotência. Somos os tais 99% de que tanto se falou e por isso temos o direito a escolher livremente o nosso futuro, mas isso exige que todos os que têm essa consciência se mobilizem e empenhem em mostrar que outro caminho é possível. Seremos capazes disso?

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Mais uma manha paralamentar


Hoje de manha passei em frente a uma televisão que transmitia em directo mais um debate parlamentar com a presença de Sua Exª o Aldrabão Passos Coelho. Nada disto é novo, 230 deputados, alguns membros do governo, um monte de funcionários, jornalistas, técnicos, policias e sei lá que mais numa perda de tempo para saloio ver. Não seio o que disseram, imagino que o PCP e o BE criticaram fortemente o governo e ouviram como resposta que o que dizem não serve para nada, o PS criticou e pôs-se em bicos dos pés afirmando-se como possível alternativa, o PSD e o CDS criticaram o PS por não apresentar propostas e o Passos Coelho fez o seu auto-elogio, acenando com a inevitabilidade das medidas e pintando o futuro deste país com as mais lindas cores do mundo. Nada de novo, nada de construtivo e certamente que ao fim de todas aquelas horas o que dali saiu não criou um emprego, nem impediu a perda de muitos, não melhorou as condições de vida de ninguém, não impediu nenhum disparate do governo nem mudou nada de nada. Nada, zero, um exercício de retórica inócuo, um teatro paralamentar sem interesse algum. 
Este governo continua a governar como quer e lhe apetece não respeitando nada nem ninguém, sejam as oposições, a Constituição, as leis ou os cidadãos, cria miséria, fome, desemprego, destruição da economia, perda de direitos e até a morte de alguns sem uma hesitação ou um qualquer sinal de preocupação. Perante isto as oposições nada mais fazem que alguns protestos de ocasião, mais preocupadas com as próximas eleições que com o país real. Mas podem fazer mais e por isso reitero aqui a minha proposta a todos os deputados que não queiram pactuar com o que está a acontecer, que queiram evitar a tragédia, a que já vivemos e a que se aproxima com a destruição do Estado Social, a de que abandonem o Parlamento, saiam, recusem-se a colaborar ou dar cobertura "democrática" ao que está a acontecer. Saiam do Parlamento, não participem e atirem com uma pedra ao charco politico em que vivemos. Algo teria de acontecer, a democracia teria de dar uma resposta e este governo perderia toda a legitimidade (que há muito não tem mas que o jogo politico vai disfarçando). Abandonem o Parlamento e juntem-se àqueles que cá fora protestam e exigem mais democracia, mais directa, mais participativa e mais justa. Não aceitem ser parte do sistema dando-lhe cobertura, saiam do parlamento e façam parte da mudança. Os cidadãos estarão na rua à vossa espera de braços abertos se o fizerem.

Homenagem ao hipócrita


Esta devia e era uma estátua de homenagem aos emigrantes e que relata uma época trágica da vida de Portugal, em que muitos tiveram de abandonar as suas aldeias, deixar as suas terras e famílias para partirem em busca de sustento em terras estrangeiras. Ainda me lembro dos bidonville em França e da forma como os portugueses que emigraram eram tratados como cidadãos de segunda. Como aconteceu primeiro com os Cabo-verdianos e mais recentemente com os imigrantes de leste, viviam quase sem condições e poupando tudo o que podiam para enviar todas as suas poupanças para ajudar as suas famílias que por cá ficavam. Era aliás uma das políticas do "Botas" que paralelamente ao turismo, tinha no dinheiro enviado pelos emigrantes a forma de conseguir divisas estrangeiras.
Hoje, e não só por conselho do aldrabão Passos Coelho mas também por não existirem condições de trabalho e por o país estar a ser pilhado por esta cambada de gatunos, muitos outros têm de seguir o mesmo caminho. Já não uma emigração de analfabetos e desgraçados, mas uma de gente qualificada, gente educada nas escolas que Abril criou, gente que muito tinha para dar a este país. Emigrem, disse o aldrabão do Passos Coelho há um ano e muitos milhares tiveram e continuam a ter de o fazer. Hoje soube-se que a emigração aumentou 85% em relação ao ano anterior, um aumento que mostra bem o estado a que chegámos. Tantos anos a falar-se das baixas qualificações dos nossos trabalhadores e justificando assim os baixos salários, tantos milhões investidos na qualificação dos nossos jovens para depois os obrigar a abandonarem o seu pais em busca de um trabalho e de um salário digno. Hoje o mentiroso do Passos Coelho veio dizer que nunca mandou os nossos jovens emigrar mas que compreende que muitos o façam em busca de melhores condições. Aldrabão, trampolineiro, mentiroso. Estes bandalhos estão a destruir o país, estão a permitir o saque de tudo o que temos e reconstruir um país de pobreza e miséria que tinha pensado fazer parte do passado negro do Salazarismo. Vivi nesse tempo e Portugal era um país cinzento e triste, vi a alegria desabrochar e florir num país que ganhou cor naquela manha de Abril e nunca pensei ver morrer tudo e tudo voltar a ser cinzento e triste. Será que vamos todos fugir e desistir? Eu não e não me calarei enquanto puder falar, não desistirei enquanto houver por ai um cravo vermelho mesmo que murcho e não hesitarei em colocar o meu braço e a minha força ao lado de todos os que quiserem lutar contra este estado de coisas e esta corja que o propaga. Esse é o meu compromisso com todos os que aqui vierem e lerem estas linhas.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Mais uma ano de miséria para os Silvas


"Eu descontei, quase quarenta anos, uma parte do meu salário para a Caixa Geral de Aposentações como professor universitário. E também descontei alguns anos como investigador da fundação Calouste Gulbenkian, e devo receber 1300 euros por mês. Não sei se ouviu bem: 1300 euros por mês. Quanto ao fundo de pensões do Banco de Portugal, para o qual eu descontei durante quase trinta anos parte do meu salário, eu ainda não sei quanto é que irei receber, mas os senhores não terão dificuldade".
Em Janeiro de 2011, Belém confirmou que o Presidente da República decidiu prescindir do salário de 6523,93 euros, optando por receber pensões no valor de 10042 euros mensais. No entanto, "tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações, quase de certeza, não vai chegar para pagar as minhas despesas, porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República."
                                                                                                                   20 Janeiro de 2012

Faz agora um ano que o Sr.Silva fez estas lindas afirmações por as pensões irem ser cortadas no Orçamento de 2012, que não enviou para o Tribunal Constitucional, o mesmo que acabou por declarar inconstitucionalidades em alguns pontos quando questionado por alguns deputados. Este ano promulgou uma vez mais um Orçamento bem mais violento que o anterior mas acabou por pedir a verificação de dois pontos sendo um deles os cortes nas pensões mais elevadas, como a dele. Compreende-se as dificuldades são muitas e pelos vistos também as despesas. Os 14 milhões que o Palácio de Belém recebe ( o dobro da família Real Espanhola) para o seu funcionamento são só umas migalhas para ajudar o pobre homem. Nem quero imaginar como sobreviverá quando tiver de ir viver para a sua Casa na Quinta da Coelha só com a sua magra pensão. Terá certamente de recorrer às suas poupanças mas tenho a certeza que os seus amigos, como o Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa e muitos outros não deixarão de o ajudar.


Palhaço ou parvo?


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que o debate sobre a reforma do Estado começou bem, elogiando a conferência organizada pela advogada Sofia Galvão, mas pediu a mobilização de todos os cidadãos para futuras iniciativas.
De realçar que os jornalistas não foram autorizados a fazer registos de imagem nem de som e foi comunicado que o seu conteúdo poderia ser reproduzido, mas sem citações que não fossem autorizadas pelos intervenientes. No entanto, uma colaboradora da organização disse aos jornalistas que lhes poderia ser posteriormente enviado um "clip" com alguns excertos dos painéis de debate produzido pelo Portal do Governo, que filmou a conferência.

Começou realmente bem o debate sob a reforma do Estado com os cidadãos a não poderem saber o que foi dito e quem o disse. Mobilizem-se os cidadãos para futuras iniciativas que nesta é tudo em segredo. Em segredo não, que há depois o clip filmado e recortado pelo Governo para propaganda nas televisões. Primeiro encomendam um relatório ao FMI que já se sabe não ter passado de um repositório das ideias que o governo pediu para lá serem colocadas, agora vem a OCDE e não se pode saber o que foi dito e ainda pede a mobilização dos cidadãos. Um palhaço que tanto coloca o nariz vermelho como se arma em parvo. Não sei em que papel fica melhor porque em ambos encaixa na perfeição.
O que está a ser discutido é algo de muito sério e que pode colocar em causa todo o estado social, desde o SNS, à Escola Pública ou aos sistema de pensões e segurança social. Também o emprego deverá sofrer um autentico massacre e já se fala em números da ordem das muitas dezenas de milhares de funcionários públicos a ir para a rua. Para este governo a miséria nunca é suficiente e gostam sempre de arranjar maneira de criar mais e mais. Isto é gente com uma agenda liberal, que nem entendeu bem o livro onde a aprendeu e que a quer aplicar a todo o custo, mesmo não tendo mandato dos portugueses para o fazer. Não tivéssemos um Presidente da Republica da qualidade que temos e não haveria problema porque punha logo um travão nisto demitindo-o já. Assim não podemos contar com ele. Há a oposição, mas em minoria na Assembleia e com o PS com um pé dentro e outro fora acabarão a fazer lindos discursos enquanto vêm a banda passar. Já dei a ideia de abandonarem a Assembleia da Republica mas não acredito que resolvam afrontar o sistema. Restamos nós, cidadãos para fazermos alguma coisa, mas para isso é necessário tirar o rabo do sofá, assumir responsabilidades e ir para a rua dizer não e ficar lá até que isto pare. Se acredito que vai acontecer é outra coisa, mas sei que um dia terá de acontecer. Se vai a tempo ou não para travar isso já não sei. Resta-me só a esperança que este povo acorde deste longo sono. 


quarta-feira, janeiro 16, 2013

AR a Casa dos Horrores


No post anterior fiz uma propostas aos deputados da esquerda, a de que abandonem este Parlamento e recusem pactuar com este  PREC (Processo Reaccionário Em Curso). Muitos vieram defender os seus partidos e os argumentos foram muitos, mas nenhum me mostrou uma única razão válida porque isso não é possível. É na Assembleia da Republica que a direita aprova as malfeitorias a que tem submetido os portugueses mesmo com o voto contra das bancadas mais à esquerda. O argumento que a maioria está lá porque foi sufragada pelos portugueses não é válido porque ninguém votou nas politicas que estão a ser implementadas. Ser eleito não dá um poder absoluto e possibilidade de fazer tudo o que se quer. Há uma Constituição, há uma democracia e há a liberdade que têm de ser respeitadas. Quando esses valores são colocados em causa há toda a legitimidade para correr com a canalha. Tem de haver um processo de protesto que seja ouvido e respeitado pelos governantes, mas perante a incapacidade de ouvir deste governo e a sua prepotência só actos mais radicais parecem poder surtir efeito. Há o risco de uma revolta popular e de um banho de sangue, que muita gente cada vez mais parece desejar, ou há a alternativa de derrubar este governo e tentar fazer algo de diferente. Essa possibilidade pode ser conseguida pelo abandono da AR dos deputados que não concordem com o que está a ser feito. PC, BE e até talvez alguns deputados do PS podem fazê-lo se tiverem a coragem para isso. Até eleitoralmente poderia ser uma boa aposta para eles pois mostraria que estão realmente dispostos a defender os direitos e a vida dos cidadãos e não são só uns fala-baratos que fazem lindos discursos sem valor prático.
Podia, mas nem quero fazer uma critica aos partidos e à sua forma de funcionamento, não estou a criticar as suas posições ou ideologias, nem sequer estou a pedir que façam algo de muito extraordinário o que peço é que respeitem os mandatos que lhes deram e ajudem quem já está desesperado travando a destruição do estado social. Levantem-se e não pactuem mais com isto, abandonem a Assembleia da Republica, uma casa que está transformada num antro de horrores.

Um proposta para a esquerda


Uma dos programas mais famosos da televisão há alguns anos era a série dos Marretas, e duas das personagens mais conhecidas eram os dois velhos que do seu camarote atiravam "bocas" aos actores em palco criticando o seu desempenho. Vem isto a propósito das nossas esquerdas parlamentares que, talvez por alguns traumas e estigmas do passado pós 25 de Abril e do famoso PREC, acabam a fazer um papel muito idêntico aos dos dois velhos marretas.  Criticam muito mas pouco fazem para mudar e para criar alternativas que permitam imaginar que o amanha será diferente daquilo que temos hoje. No fundo acabam mesmo a servir o sistema pois são o escape e a contestação que possibilita que se diga que vivemos numa democracia quando afinal nada disto passa de uma ditadura de alterne. Ambos apostam em criticar muito, discursos inflamados na Assembleia da Republica e em alguma contestação nas ruas, com muitas bandeiras, bem comportada e com hora marcada de início e fim, muitas vezes ao som do Hino Nacional. Hoje os professores, amanhã os enfermeiros, depois a função pública, umas greves sectoriais, uma greve geral por ano e um desfile no 25 de Abril. Nas eleições o apelo ao voto para haver mais um ou outro deputado na Assembleia mas que em nada muda o sentido da governação sempre a cargo do PS/PSD/CDS.
Parece-me que perante o descalabro a que chegou o país, perante a destruição iminente do Estado social é preciso fazer mais, muito mais. Se realmente os partidos de esquerda querem travar isto porque não abandonam a Assembleia da Republica recusando-se a participar nesta fantochada desta falsa democracia e se juntam aos cidadãos que exigem a mudança. Saiam de dentro daquela antro de podridão e venham para a rua juntar-se a que exige a mudança.Façam-no e obriguem o PS a escolher de que lado da barricada quer estar. Se junto das pessoas se junto dos gatunos.
A proposta é simples, Abandono da Assembleia da Republica por parte de todos os deputados que não querem pactuar com o que está a acontecer, criando uma crise que derrube o governo impedindo a continuação do saque do país e dos direitos dos portugueses. Aqui se separariam as águas e se veria quem está com quem e quem defende o quê.

terça-feira, janeiro 15, 2013

A vergonha de Portugal


Confesso que já ando a ficar sem imaginação nem adjectivos para qualificar o que se passa neste país.Sinto-me triste e envergonhado com tudo isto. Ver o meu país a pedir às organizações que representam o capital para virem dizer-nos como devemos governar-nos, como deve ser o nosso Estado, que serviços sociais devemos ter e que portugueses devemos abandonar à sua sorte é algo que nunca imaginei. Primeiro é o ascoroso relatório encomendado ao FMI, agora é a OCDE que se vem sentar à mesas e não tarde nada teremos o Banco Mundial, o Banco Europeu e só falta os chineses, a Coca-cola e a Isabel dos Santos. Não que os gatunos que nos governam não saibam o que querem fazer, o relatório do FMI prova-o, o que procuram é desculpas e justificações para o aplicarem. Isto não é gente, são capachos do grande poder económico, lacaios dos grandes senhores a aplicar uma receita neo-liberal-ultra-capitalista que aprenderam nas Universidades de verão da JSD. Isto é a aplicação daquilo que leram no índice de livro, que o livro era muito grosso e complicado. Esta gente é má, burra e incompetente. Esta gente é reles, é a escoria da moral e do humanismo, esta gente não presta.

Vem ai temporal


Hoje, uma amiga minha, daqueles amigos que no tempo do botas se dizia que andavam lá por fora a lutar pela vida e a que agora chama de oportunidades criadas pela crise, enviou-me uma mensagem para saber como está a situação, como correm as coisas por cá e o que se tem feito para as mudar. Infelizmente tive de lhe responder que anda tudo meio parado enquanto o gatunos e aldrabões do governo andam acelaradíssimos para aproveitar o pouco tempo que lhes resta para destruir o que ainda resta do estado Social, do SNS e da Escola Pública. Mas, para ela não ficar muito desanimada rematei com a ideia de que é a acalmia antes da tempestade que se avizinha. Talvez não tenha dito com tanta convicção como gostaria, mas a ideia agrada-me e anima-me para os tempos difíceis que se aproximam. Quem sabe, ama enorme tempestade esteja prestes a abater-se sobre os Coelhos, Gaspares e Relvas desta terra?

Escudo é protecção



 O amigo "Homelivre3" enviou mais um capitulo e uma bela imagem desta história que ele vai contando lá do estrangeiro para onde teve de emigrar para ganhar a vida. Foi mas não esqueceu o seu pais nem a necessidade de o reconstruir. Renovo o agradecimento pela sua colaboração e ajuda a este blog.

O Zé não conseguiu separar-se da família, e emigrar ficou fora de questão.
Largou as malas, limpou as lágrimas arregaçou as mangas e fui para a arrecadação nas traseiras da casa.
- Vou deixar as minhas mágoas, nervos e má disposição , já venho, disse para a mulher. - O que faz falta é algo que proteja o povo, já vi que ninguém o faz por mim, vou ter que meter mãos à obra, Voto naqueles cabrões do parlamento e fazem o quê? uma óva.
A bófia anda armada até aos dentes, o povo é em maioria mas só consegue atirar pedras para aquela escadaria. Deixem vir a próxima manifestação, e vocês verão.
Estou farto de batalhas desiguais, estou a fundir de novo o escudo, para que os nossos filhos continuem a conseguir viver com os pais.
"Que se lixe a troika" , "fora com o Governo" Declarações de guerra não valem de nada.
Temos que combater, e mais importante ainda, vencer. Mas como ? pergunto eu, se não temos armas,
nem um escudo para nos defender. Uns dizem que o "escudo" jamais nos levaria à vitória e a liberdade verdadeira nunca passaria de um sonho na nossa memória.
Eu Zé Povinho falarei para todos aqueles que perderam a esperança, que não podem fazer como eu, sentarem-se e deixar crescer a pança. Haverá armas e um escudo para todos, é preciso é coragem. A Elite quer nos manter ocupados, para consumir a bruta e não dar-mos conta que estamos a ser manipulados.
Aproveitar o tempo livre que o desemprego nos oferece, para nos artilhar e dar à Elite, ao sistema e ao governo o que ele merece.
A luta não continua a luta está é para começar.
Com o escudo refundido e agora já mais calmo, Zé Povinho volta para casa, para descansar.
- Antes eram os romanos, hoje é a troika, governos e bancos. Tornai-vos Viriato e não vos deixeis envenenar pelo sistema.

                                                                                                       ......continua no próximo Domingo

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Poder absoluto o raio que os parta


Este bandalho do Passos Coelho considera que por ter ganho as eleições, à boleia do desespero e do descrédito ao Sócrates, com mentiras, aldrabices e outras trapalhices,  agora tem o direito de fazer o que quer, destruir o estado social, os portugueses, o emprego, a economia e tudo o que lhe vier à real gana. Num país com um Presidente que não fosse um badameco há muito que teria sido demitido e travada a desgraça a que está conduzir o pais. Esta é a democracia em que nos querem fazer acreditar e em que dizem que temos de viver, mas na realidade não é. É possível ser diferente, é possível responsabilizar quem governa, controlar o que fazem e obrigar a que cumpram com o que prometem. Para isso é necessário reformar esta Democracia e implementar uma mais directa e participativa em que a palavra dos cidadãos seja ouvida e cumprida. Esta é a grande revolução a fazer e é esta que temos de exigir nas ruas, nos locais de trabalho, em todo o lado. Queremos ser ouvidos nas decisões, queremos debater os problemas e propor soluções. Recusamos uma falsa democracia de alterne e de mentira. Já basta de aldrabões e mentirosos a ocupar a governação. Rua com a escumalha.


Políticos no país da fantasia


Quando comecei a fazer esta imagem a intenção passava por escrever um texto a fantasiar a vida politica em Portugal, das suas relações e ralações e falar da democracia, ou melhor da falta de uma verdadeira democracia. Demorei mais do que pensava a fazer o boneco, tive outras coisas para fazer, é tarde, tenho sono e amanhã às seis e meia toca o despertador para iniciar mais uma semana de trabalho. (Sorte a minha que ainda vou sendo dos portugueses que não tem de ir para a fila do desemprego, cada vez mais longa, ou a fazer biscates para matar a fome à minha família). Fica por isso só  o boneco sem mais comentários.

domingo, janeiro 13, 2013

Conversas de um Domingo tranquilo



O primeiro-ministro, Passos Coelho afirmou que «é preciso destruir o mito de que o Governo está a provocar recessão». Eu que sou uma pessoa que por principio quero acreditar nas pessoas, fui até à tasca que fica aqui perto e disse à Sra. Maria enquanto ela me servia o café o que o Passos Coelho tinha afirmado. Ouvi logo, "esse filho da puta que nos aumentou o IVA, esse ladrão que aumentou os impostos que cada vez temos menos clientes por não terem dinheiro, devia era ir lavar aquela boca com sabão, o grande ......" e por ali fora. Repeti a conversa no quiosque do tabaco do Sr. Jorge, que até interrompeu a sua discussão sobre o Sporting para também ele descarregar todos os palavrões que conhece, e são muitos, para rematar dizendo que um tiro nos cornos é que ele merecia. Como sei que o Passos Coelho nunca tem feito aquilo que diz provavelmente a Sra. Maria e o Sr. Jorge têm razão.

Os professores voltam à rua


Tenho assistido nos últimos tempos à convocação de uma manifestação Nacional de Professores para o próximo dia 26 de Janeiro. Finalmente os professores parecem reagir a todos os assaltos a que eles e a escola pública tem sido sujeitos, depois de anos em que pareciam ter desaparecido da luta politica. Voltando um pouco atrás, ou bastante atrás, lembro-me de quando os professores encheram as ruas de Lisboa em enormes manifestações em luta contra a famosa avaliação e a Sinistra Ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Também a história deste blog está ligada a essa luta que sempre apoiou, não por eu ser professor, mas por ser pai e defensor de uma escola pública de qualidade. Foi uma luta em que finalmente se viu uma classe unida e se vislumbrou uma vitória para os trabalhadores, uma luta em que a Ministra foi encostada à  parede e ia cair. Estranhamente, ou talvez não, o Mário Nogueira resolveu morder a maça envenenada que lhe foi estendida pela Bruxa Sinistra assinando um acordo com a Ministra que a salvou e que acabou por levar à divisão, desmobilização e ao fim da luta dos professores. Dai até hoje, a avaliação foi implementada, os horários aumentados, as condições de trabalho piorados e milhares de professores foram para o desemprego. Saúda-se por isso o regresso dos professores à luta em defesa dos seus direitos e do seu trabalho.
Uma vez mais vou estar presente na luta pela defesa da escola pública, assim como estou na defesa do SNS, do estado social ou dos direitos laborais. Defendo mesmo e custa-me a compreender ver classes não se unirem nas lutas, não se compreender que as lutas de uns são as lutas de todos. Essa sim, seria uma grande vitória  e um sinal de esperança para o futuro, ver todos unidos e solidários na defesa dos problemas dos noutros e de cada um.
Mas como disse vou estar presente em defesa da escola pública de qualidade. Só espero é que desta vez os professores assumam a luta e não aceitem que ela seja destruída por acordos de bastidores com o governo. Sou um defensor da existência de sindicatos, a forma de os trabalhadores se organizarem e potenciarem a sua força, mas também acredito que esses sindicatos devam agir de acordo com a vontade dos trabalhadores e não das suas classes dirigentes e de interesses ou agendas políticas. Os sindicatos servem para defender os trabalhadores que deles fazem parte.
Mais uma vez digo que vou estar presente e apelo a todos, professores ou não professores que se juntem e lutem contra as politicas deste governo e por um país mais justo. Razões não faltam, do desemprego à precariedade, da pobreza à destruição da esperança. Juntem-se e esta e a todas as outras lutas porque isto não é um problema só de alguns mas de todo um país. Juntem-se, lutem e tenham a coragem de, após cada vitória conseguida, assumir nas vossas mãos o futuro.

sábado, janeiro 12, 2013

Cuidado com a Machadada final


 Por mais que esta escumalha que está a destruir o país diga que o relatório do FMI é só uma base de estudo para o corte nas despesas do Estado todos sabem que aquelas eram as medidas que este governo gostava de aplicar. A criação de uma Comissão parlamentar tentando que esta seja presidida por alguém do Partido Socialista não passa de um truque para tentar diluir responsabilidades e tentar tapar o sol com uma peneira. Mas, mesmo considerando o documento do FMI, pelo qual pagaram milhões de euros, seja só uma base de trabalho isso já seria inaceitável pois nada ali é aproveitável. A base de trabalho devia ser a realidade da vida dos portugueses, dos milhões de pobres, dos milhares de sem abrigo, das centenas de milhares de desempregados, dos milhões de precários e dos milhares de boys e das suas mordomias, os negócios ruinosos para o Estado e milionários para os especuladores, e já agora os negócios do BPN e do BANIF para não falar das privatizações das empresas públicas lucrativas ou do dinheiro da Segurança Social perdido em jogos da bolsa. 
Importante mesmo é travar este processo e dizer não à destruição do estado social. Querem dinheiro, retirem-no das suas mordomias e do dinheiro que distribuem pelos amigos e pelos especuladores. Não aceitem pagar juros especulativos de uma dívida que nem é nossa. Esta é uma luta que é de todos e que tem de ser travada agora. Quem ficar em casa, quem pensar que não vale a pena, quem deixar para os outros aquilo que também é da sua responsabilidade que depois não se queixe dos males que lhe acontecerem, de não ter um serviço de saúde digno, da escoa dos seus filhos não ter condições ou de ter mais tarde de sobreviver com uma pensão de miséria. A defesa dos nossos direitos tem de ser feita hoje, porque é hoje que eles lhes querem dar a machadada final. Este governo vai cair mais cedo ou mais tarde mas não vamos permitir que antes disse nos retire aquilo que demoramos tantos anos de luta a conquistar.

PS: Hoje esteve quase a não haver bonecos do Kaos porque o meu rato resolveu ganhar vida própria e não fazer nada daquilo que lhe pedia. Felizmente encontrei um outro que, embora já reformado por também ele já não ser de grande confiança, tornou possível fazer o boneco.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

O Jota Zé


Este já deve estar a pensar em comprar meias solas e em como deve ser bom sentar-se numa cadeira em São Bento. Vindo da Jota do PS, nunca trabalhou nem deve saber nada da vida real,  tudo o que sabe fazer é intrigas partidárias e jogos políticos e deve imaginar que este governo já está suficientemente queimado para lhe garantir uma vitória eleitoral. Ontem o PS já falava na demissão do governo e na realização de eleições. Tudo isto até podia ser bom se este não fosse mais um igual ao que lá está, predisposto a cumprir com as ordens da Merkle, dos mercados e dos especuladores, pelo que com nova cara continuaria tudo muito semelhante. Quer isto dizer que não há solução? Não, soluções há o que não sei é se já há também uma consciência das alternativas e da necessidade de todos nos empenharmos nelas. Debate-las e divulgá-las e envolver as pessoas na sua construção e aplicação é urgente e isso só será possível se todos assumirmos a democracia como participação e acção.

Total rectal quase anal


Este governo é um governo que perdeu todas as condições que tinha para governar. Sem legitimidade popular, sem conseguir cumprir as metas definidas, sem o apoio claro do Presidente, com os próprios partidos da maioria governamental a esbroarem-se em criticas e desacordos quanto à governação este é um governo moribundo. Mas, moribundo ou não é um governo de foras-da-lei, um governo cheio de oportunistas e gente intelectualmente incompetente e desonesta, um governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Em menos de dois anos destruiu toda a estrutura do país, da económica à social. Criou centenas de milhares de desempregados, de precários, de jovens  emigrantes altamente qualificados, de pobres, de desalojados e prepara-se para dar a machadada final nos escombros do que ainda resta do estado social. E esse é o maior perigo, o de que antes de morrer este governo ainda nos deixe como legado essa destruição. Isto é gente reles a trabalhar para os senhores do grande capital, para os mercados, para encher os bolsos dos especuladores e pasme-se para pôr em prática a teoria neo-liberal em que as suas cabeças foram ensopadas nas jotas dos seus partidos. Gente burra, e sem moral, gente que não presta, gentinhas reles. Cabe-nos a todos nós dar-lhes o empurrão final e já para evitar que façam mais danos que demorarão depois décadas a corrigir, mas cuidado que se for para tirar estes e meter lá outros dom mesmo género não vale a pena. Que se debata já, que se apresentem propostas de um novo sistema e de novas soluções. Elas existem se realmente desejarmos a mudança.


quinta-feira, janeiro 10, 2013

A reindustrialização


Que esta gente minta porque sente a necessidade de ser eleita ou porque quer implementar as medidas capitalistas e liberais que os seus donos lhes encomendam já estamos habituados e não é nada de novo. Agora é a ideia passa pela necessidade de reindustrializar o país, ideia já defendida pelo Durão Barroso para toda a Europa. Parece ser uma boa ideia, reconstruir o tecido produtivo que paulatinamente, os mesmos destruíram ao longo das últimas décadas. A questão é o como? Liberais defendem que o Estado não deve fazer porque não lhe compete e os privados também não parecem interessados até porque a especulação financeira rende muito mais dinheiro e com muito menos investimento, trabalho e riscos. Claro que há uma solução, a mesma de sempre, o Estado entra com o dinheiro, ou seja nós, e os privados ficam com os lucros. Nós todos vamos andar a pagar o enriquecimento de alguns, uma vez mais. Mas como é que o Estado vai ter dinheiro se está falido e com uma dívida enorme? Fácil, pede mais dinheiro emprestado, aumentando a dívida e o endividamento que depois nós teremos de pagar porque somos pessoas de bem,  honestas e cumpridoras dos seus compromissos,  mas que gastou acima das suas possibilidades. O ciclo repete-se, uma vez mais e uma vez mais os que já têm muito ficarão ainda mais ricos e os que pouco têm ficarão ainda mais pobres e miseráveis. As linhas de crédito para a industrialização devem estar prestes a rebentar por aí. 
 

Gente que nem é gente


Carlos Moedas afirmou na AR sobre o relatório encomendado ao FMI que "Estamos a estudar o menu de medidas que nos foi apresentado" por um "relatório muito completo, muito bem feito, muito trabalhado" que "é um contributo quantificado que tem variadíssimas opções", e que para já não descarta nenhuma das medidas apresentadas.

Todos já vimos a brutalidade e a desgraça que seria a aplicação das medidas apresentadas pelo FMI. Seria uma catástrofe social e económica que atiraria para a miséria milhares de portugueses (a somar aos que já vivem na mais profunda pobreza) e destruiria a pouca economia doméstica que ainda existe, mataria o SNS transformando-o num serviço só para alguns e a educação uma miragem para os filhos dos mais desfavorecidos. O FMI que ainda há pouco tempo arrotava que era necessário ter ponderação na austeridade exigida aos países em dificuldades apresenta um relatório que mais não passa de uma lista de destruição do pais. O Secretário de Estado Moedas vem dizer que está muito bem feito e que contêm propostas muito válidas. Este sujeito que passa a vida fechado em gabinetes, que não conhece nem quer conhecer a realidade da vida dos cidadãos devia ser privado de todos os seus rendimentos e bens e obrigado a viver com o ordenado mínimo ou no desemprego para aprender o que é a vida. Ou se calhar nem vale a pena o melhor é corre-lo logo a pontapé que de bandalhos, ladrões e gente sem escrúpulos já estamos fartos.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

FIM e FMI são sinónimos do mesmo


Hoje foi dado a conhecer um relatório encomendado pelo governo ao FMI que pretende cortar 4 mil milhões na despesa do Estado. Coisas como corte nas pensões, no subsidio de desemprego, nos salários na ordem dos 20%, despedimento de dezenas de milhares de funcionários públicos, aumento da idade da reforma, dos horários de trabalho, das taxas moderadoras na saúde e nas propinas escolares são as soluções apontadas. (Relatório completo aqui). Claro que muitas das sugestões são inconstitucionais, mas o governo já veio dizer que não descarta nenhuma e o velho Ministro das Finanças dos Sócretinos veio defender que se tem de mudar a Constituição para não atrapalhar a governação.
Chamar filhos da puta a esta gente do FMI e quem lhes presta vassalagem é pouco. São assassinos dispostos a fazer um genocídio dos que menos têm para encher a mula a meia dúzia de gulosos que  trabalham para os mercados e grandes corporações. Não sei o que pensarão os portugueses daquilo que está a acontecer, ou melhor saber sei, o que não sei é até quando e o que estão dispostos a fazer para mudar a situação. Soluções há, das mais violentas ás mais pacificas, mas para que se concretizem há que estar disposto a fazer e a participar. Ir a uma manifestação pode ser um começo, mas está muito longe de ser o fim. Eu e muitos outros temos estado presentes e activos à espera dessa hora, agora só falta que se juntem os milhões que também desejam a mudança. 


Deus , Sexo e Procriação


Desde o momento que ouvi falar da gravidez da Ministra que andava com vontade de lhe fazer um boneco. Não que ir ter um filho seja uma coisa má, antes pelo contrário a vinda de uma nova vida é sempre motivo para festejar. Neste caso, se isso fizer a Ministra ficar em casa (coisa que muitos vão perder com a lei do arrendamento que pariu), já são dois motivos.
O que esta gravidez me fez lembrar foi o famoso deputado João Morgado do CDS, o partido da Ministra, que uma vez afirmou na Assembleia da Republica que a  Igreja Católica entende que "o acto sexual só serve para procriar". Sendo esta Ministra tão democrata e tão cristã posso imaginar que também siga as normas da Santa Igreja, que infelizmente para si só conseguiu arranjar um caso em que, por responsabilidade da pomba do Espírito Santo, a mãe gerou e pariu  mantendo-se virgem. Posso portanto imaginar que a Ministra encontrou tempo no seu exigente trabalho, talvez inspirada nas galinhas, vacas e porcos com que tem de conviver, para efectuar o acto sexual pela quarta vez.
Aproveito para deixar os desejos deste blog de que tudo corra bem com a criança e que esta nasça cheia de saúde.

PS: Já agora deixo o poema que a Natália Correia dedicou ao deputado João Morgado na Assembleia da Republica

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! - uma vez.
E se a função faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

terça-feira, janeiro 08, 2013

O D. Durão


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que "O debate no nosso país está centrado no curto prazo e não se reflete nas oportunidades que uma crise como esta abre a Portugal". Barroso questionou ainda se Portugal terá aplicado da melhor maneira os cerca de 96 mil milhões de euros que Bruxelas já enviou para no nosso país no âmbito dos diversos quadros comunitários de apoio.
"Será que fizemos sempre as melhores escolhas no sentido do desenvolvimento do país?", questionou.
Barroso lembrou ainda que quando as coisas correm bem, muito políticos reclamam para si os êxitos, mas quando correm mal, culpam Bruxelas.

Este grande bandalho, que participou activamente como governante na delapidação dos fundos comunitários, que acabou por fazer como escolha abandonar o país para ir para o bem-bom da mordomia europeia, vem-nos falar de oportunidades que a crise abre. Oportunidades para quem? Para os que ficam no desemprego? Para os que caiem na miséria e na pobreza? É a precariedade uma oportunidade para quem tudo tem de aceitar em troca de um salário de miséria, sem garantias ou direitos? É uma oportunidade para as crianças que vão para a escola de barriga vazia, para os idoso que não podem comprar os medicamentos por falta de dinheiro? É uma oportunidade para quem perde perde tudo e acaba a viver debaixo de uma ponte? São este os grandes oportunistas da crise? Ou só se estava a dirigir aos banqueiros que enriquecem à custa da crise, às grandes fortunas que as aumentaram em 13%  em ano de recessão? Ao grande patronato que tem gente a trabalhar em regime de quase escravidão? Ou será aos liberais para aplicarem o seu plano de destruição de tudo o que seja estado social? Atirá-lo ao Tejo ainda era pouco.

Salário Mínimo


A proposta de resolução do BE e do PCP para o aumento do salário mínimo nacional foi ontem rejeitada pela maioria. PSD e CDS-PP votaram contra e o PS absteve-se.

Soube-se hoje que os Portugueses pagam os mais  altos impostos da União Europeia, sabemos que também temos os salário mínimo mais baixo, que os nossos administradores e gestores estão entre os mais bem pagos, que o nosso Presidente gasta o dobro que toda a Casa Real Espanhola e o outro Presidente, o do Banco de Portugal mais que o Presidente da Reserva Federal Norte Americana, que a dívida portuguesa foi a que deu mais lucro a quem nos empestou dinheiro. Hoje sabemos tudo isso mas considera-se que 485 euros é uma fortuna e quem os recebe não merece mais. PSD e CDS votam contra, mas isso não é de admirar vindo de quem vem, o PS abstém-se, mas nem isso é de admirar tal a hipocrisia de todo o seu comportamento na vida política. Uns são maus e vilões, coisa que já sabíamos, os outros armam-se em anjinhos mas o fundo são farinha do mesmo saco, um saco carregado de capitalismo e de desrespeito pela vida e pela dignidade dos cidadãos. São a gente do alterne político, às ordens dos seus donos europeus, que há muito nos governam e nos conduziram ao ponto em que nos encontramos. Será que já aprendemos ou vamos continuar a escolher mais do mesmo?

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Para que serve haver um Tribunal?


Depois do Sr. Silva não ter cumprido com a sua obrigação de vetar um orçamento que é claramente  inconstitucional e ter cobardemente decidido pedir simplesmente a fiscalização sucessiva, logo um coro de vozes ligadas ao governo vieram fazer contas ao que custaria ao governo se essas normas fossem consideradas inconstitucionais. Para uns eram 1800 milhões para outros 1100 milhões para agora andarem numa roda viva a afirmar que assim não se cumpre o acordo da Troika e já só falta vir o argumento de que não haverá dinheiro para pagar salários. Numa pressão inacreditável sobre um Tribunal, todos lhe querem atirar com responsabilidades que não são dele. O Tribunal só tem que ver se a lei está ou não a ser cumprida e não se ele deve ou não deve ser cumprida. Não há aqui nenhuma decisão politica a tomar pois essa foi claramente tomada pelo governo quando decidiu apresentar um orçamento que não cumpre a constituição. O Tribunal só tem de fazer o seu trabalho de julgar e só espero que, como fez o ano passado, não acaba a dizer que há ilegalidades mas que se lixe, avancem-se com elas. Isto já não é uma verdadeira democracia e está rapidamente a tornar-se num terra sem lei. 

PS: Só agora vi que as declarações sobre as consequências do chumbo pelo Tribunal Constitucional foram feitas pelo  pelo Secretário de Estado Luís Morais sarmento e não pelo Nuno Morais Sarmento como erradamente retratei no boneco, mas que se lixe se este não disse podia muito bem ter dito que isto é tudo farinha do mesmo saco.


Mais um túnel, mais uma luz


 "Aproveito esta oportunidade para, por vosso intermédio, desejar a todos, a todos mesmo, mesmo àqueles que gostam pouco do Governo, que tenham um ano à altura de todas as suas expectativas", começou por afirmar o primeiro-ministro. Depois, Passos Coelho dirigiu-se a todos os portugueses que vivem dificuldades, dizendo-lhes: "Que consigam vislumbrar ao longo deste ano aquilo que se chama a luz ao fundo do túnel. 

Confesso que já estou a ficar sem ideias para ilustrar tantas luzes ao fim de tantos túneis vistas por tantos políticos. Não há governo em que não apareçam ministros a ver luzes ao fim de túneis e cada vez os túneis são mais agrestes e escuros. Chegámos mesmo ao ponto em que me pergunto se o túnel de que fala não será antes um buraco cavado pelos coveiros de Portugal. 
Já quanto a desejar aos que não gostam do governo um ano à altura das nossas expectativas é desejar-nos um ano pavoroso pois com governantes como ele, gente que defende o empobrecimento dos portugueses, que lhes aumenta os impostos de uma forma nunca vista, que lhes deseja retirar direitos sociais e laborais, que lhes chama piegas e aconselha a emigrar, que considera o desemprego como uma oportunidade, só podemos esperar um ano horroroso. E isso, é o que ele realmente nos deseja.

Será que vale a pena imigrar?


Esta semana excepcionalmente porque o autor desta história, o amigo "Homelivre3", é também ele um emigrante e por razões que só a ele dizem respeito não pode enviar a continuação a tempo. Mas o importante é que a história continue e possamos todos continuar a contar com os seus belos desenhos. As minhas desculpas a quem me visita e o meu obrigado ao "Homelivre3"

O plano não funcionou. O Governo não caiu e Zé Povinho triste e revoltado teme 2013.
- Sentem-se, diz ele para a mulher e os filhos, - temos que falar, este país já não é solução e vou ter que imigrar. Para não vos faltar o pão, levantei uns trocos, poucos, e vou comprar um bilhete de avião. Alemanha, Franca ou Suíça ainda nao sei, não tenho muito mas se não abalar nada terei. Enganaram-nos e roubaram-nos tudo, e o povo parece que continua mudo,
O que sinto? Será raiva ou tristeza, medo ou simplesmente fraqueza?
- A gente desenrascasse, nisso somos especialistas, daremos sempre a volta por cima, argumenta a mulher com fé para o convencer.
Zé levanta-se para confrontar as despedidas alagadas por lágrimas, pega nas malas e começa a caminhar. Olhou para trás uma última vez e o seu subconciênte, alma ou espírito, - lá sei eu o que foi não sei explicar disse o Zé, impedia-o a todo o custo de andar. Uma parte queria partir e a outra ficar..

......continua no próximo Domingo

domingo, janeiro 06, 2013

Dia de Reis


Sem tempo para escrever um texto pelo que a minha visão do dia de Reis de 2013 fica-se só pelo boneco.

Presidente ou idiota?...ou as duas coisas?


O nosso prezado líder e estimado Presidente da Republica espera que a constituição seja respeitada na privatização da RTP mas ressalva que, no que diz respeito às privatizações de modo geral, o país não tem alternativa. Curiosamente é ao Presidente da Republica que cabe a responsabilidade de fazer cumprir a Constituição, (coisa que não tem feito em relação aos orçamentos de estado), pelo que não se entende a sua preocupação; se a privatização não respeitar a constituição, veta-a. Parece simples e claro, mas claro que para isso tínhamos de ter um Presidente da Republica e não um Sr.Silva sem coragem nem dignidade a ocupar o seu cargo. Aliás, se tivéssemos um verdadeiro Presidente da Republica há muito que os gatunos e bandalhos que nos governam já tinham sido demitidos por não ser aceitável que um país seja governado por aldrabões e vendidos. Infelizmente não temos.



sábado, janeiro 05, 2013

Sopa com muita hortelã


Pouco tempo depois de um Secretário de Estado ter recomendado aos portugueses que não se atrevessem a adoecer ou o SNS explodia e se não estivéssemos a passar por tempos tão difíceis, onde um governo desumano espolia os cidadãos dos seus direitos e meios de subsistência, ver a Direcção Geral de Saúde dar conselhos sobre alimentação saudável seria algo normal e positivo (e alguns dos que dá são até bons conselhos). Ver essa mesma direcção geral dar esses conselhos, primeiro com a publicação de "14 receitas para refeições muito económicas, com um custo que varia entre os 2,78 € e os 7,18 € para quatro doses" e agora com "dez decisões alimentares para 2013 em que os produtos aconselhados são a água, leite, pão, fruta e sopa de hortícolas (com muita hortelã), já nos faz pensar se no futuro não nos pensam pôr só a pão e água.  Sugestões como experimentar novos sabores e actividades, plantando por exemplo ervas aromáticas em casa, com o argumento de que  “Além de poupar algum dinheiro, pode proporcionar momentos de descontracção e divertimento em família", parecem-me exagerados. Eu planto ervas aromáticas, não tanto pelo que poupo e sobretudo não para proporcionar divertimento familiar.
Estes senhores da DGS, quando não têm uma gripe para andar a impingir vacinas ou a atormentar os fumadores parece que não sabem o que fazer ou então resolvem fazer uns fretes ao governo. Porque não se vão antes divertir a plantar hortelã para depois fazerem umas sopas?


sexta-feira, janeiro 04, 2013

Miséria e miseráveis


A palavra Miseráveis pode ser aplicada em mais de uma forma, os miseráveis que estão no poder provavelmente usam-na para descrever o povo que atiram para a miséria, enquanto esse povo a utiliza para classificar a falta de ética, humanidade, justiça, honestidade e decência da corja que está no poder. Parece pois claro qual das duas definições me parece a mais correcta e quem aqui é realmente miserável. A esperança é que os que estão na miséria um dia mostrem aos miseráveis o que pensam deles acabando com a sua miséria e também com os miseráveis. 

PS: Já surgiu no facebook um boneco muito semelhante usando a mesma imagem. Quando a vi estive quase para não publicar esta, mas como não tinha outra para colocar no seu lugar vai na mesma. Não foi uma cópia mas sim uma coincidência. Mas uma coisa é bom, pois se começam a haver cada vez mais gente a fazer bonecos como os meus quem sabe um dia destes não me posso "reformar". Até lá vou fazendo mais alguns.
 
 

Um barco chamado Europa


Durão Barroso considera que não se pode responsabilizar a União Europeia pela actual crise financeira dos estados-membros: só por “algum desconhecimento” e “desonestidade intelectual”, acusou. A verdade, para Durão Barroso, é que a crise apenas revelou as “sérias deficiências” de uma “construção imperfeita”, nomeadamente a “arquitectura da união económica e monetária”. A actual união monetária não passa de “um navio preparado para o bom tempo que se revelou demasiado frágil quando veio a tempestade”.

Quando Portugal entrou para a União Europeia o discurso era de uma Europa unida e falava-se de coesão económica, social e financeira. A Solução passou por pagar aos países a destruição do seu sistema económico e produtivo, (agricultura pescas e industria), substituindo-o por serviços e especulação financeira. Já na altura alguns avisaram para os perigos e para as consequências dessas políticas, chamavam-lhes de velhos do Restelo, mas o dinheiro e as promessas de uma Europa solidária não permitia que fossem ouvidos.
Hoje pode questionar-se se os lideres Europeus da altura o faziam com boas intenções e acreditando naquilo que diziam ou se pelo contrário já executavam um plano de destruição para futura submissão e roubos dos países mais fracos. Certo é que essa é a politica actual dos lideres que agora a governam.  Dizer que acusar a Europa dos males porque passamos é desconhecimento de desonestidade intelectual é sim uma desonestidade intelectual do Durão Barroso. Quem construiu o tal barco para o bom tempo esquecendo-se dos temporais? Quem conduziu o barco e o levou para dentro do temporal? Querer agora lavar as mãos das suas culpas é fácil, mas há culpados e esses culpados têm nome. Durão Barroso é certamente um deles.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Inconstitucoelhidades


Andava eu à procura de uma imagem para fazer um boneco sobre a noticia de que o Presidente da República não pediu que a análise do TC ao Orçamento do Estado para 2013 fosse feita com carácter de urgência, quando encontrei este quadro e não resisti. Tem Coelho, tem Cavaco e tem tempo. O tal tempo a que para o Sr. Silva não carece de urgência. Segundo ele, embora tenha tido medo de assumir a responsabilidade e as funções do seu cargo, o orçamento tem inconstitucionalidades, não devendo por isso sequer entrar em vigor, mas tudo faz para que as medidas nele contidas penalizem os portugueses, a economia que diz necessitar de incentivo e o próprio país. Não há urgência em travar as inconstitucionalidades, o tribunal pode ir com calma e, como já aconteceu em 2012, reconhecer que há normas que não poderiam ser aplicadas mas já não há nada a fazer. Corrija-se lá para 2014. E assim se governa não cumprindo as leis com o aval de quem tem como responsabilidade fazê-las cumprir. Uma vergonha que destrói toda a ideia de democracia e liberdade e que só por si justifica que estes canalhas sejam apeados dos cargos que ocupem.

Abriu o Portas de 2013


E pronto, é oficial, sou fraco e não resisto ás tentações. Fiz uns bonecos com imagens da passagem de ano de alguns políticos e agora não resisto a retratar mais alguns. Imagino o Paulo Portas na sua sede, rodeado dos seus capangas a festejar ter aquilo que mais gosta; poder. É um personagem a que já nos habituámos tal é a sua longevidade na política portuguesa, o mais antigo no activo, dizem alguns mas não fui confirmar. A verdade é que, se olharmos para todos esses anos não encontramos nada que tenha feito que tenha sido útil para o país. Sempre norteou a sua actuação por interesses pessoais e pela vaidade, tanto dentro do seu partido como no país. Na história o que restará da sua memória são tramoias pelo poder e pela ostentação. Ficará o seu gosto por apertar a mãos aos poderosos e os casos das luvas nos submarinos, os sobreiros, a Moderna e muitos outros que mais cedo ou mais tarde acabarão por emergir. Este aliava-se ao próprio diabo para ter poder não fosse ele um diabo encapotado. Pode festejar 2012 por ter conseguido os seus desígnios, viajar muito e com luxo e por ter o que gosta; poder e tenho a certeza que os seus desejos para 2013 sejam o de que os portugueses acreditem que a culpa de todos os males se chama PSD e Passos Coelho e que ele e o seu partido tudo fizeram, e só colaboraram com uma política com que não concordavam em nome de um desígnio nacional e de minorar os sofrimentos. A única dúvida está em se vai tirar o tapete ao governo para ganhar votos nas autárquicas ou se o chamamento do "Sim, Sr. Ministro" é maior. Resumindo, um pulha que nunca fez nada pelo pais e que sempre se serviu dele em nome dos seus interesses particulares e dos interesses dos seus donos, falem eles inglês, alemão o chinês.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Um To-Zé pouco seguro


Continuando na ressaca do ano novo e uma vez mais aproveitando um dos bonecos que ficou por publicar desta vez do António José Seguro, o suposto putativo próximo Primeiro Ministro desta democracia de alterne. Deveria talvez por isso estar satisfeito, mas sendo ele mais um jotinha daqueles que a única vida que conhece é a avida de um partido não devemos esperar muito dele. Nem ele parece realmente esperar muito dele próprio tal é a sua cara de menino com lágrima. 
Este país tem de mudar, de destino e também de gente que tudo o que deseja é poder. Encontrar alternativas, não só de pessoas, mas sim de ideias, de novos caminhos e novas soluções. Um caminho que só pode ser trilhado, evitando a ideia dos salvadores que tantas vezes se transformam em ditadores, se for feito pelas pessoas numa nova forma de democracia mais directa e participativa. Essa é a resposta agora falta fazermos todas as perguntas que faltam e ver como as encaixamos nela. 


O Novo Ano Velho do Passos Coelho


Este é mais um daqueles posts que custa a justificar porque é feito. Na prática é o querer aproveitar um boneco que fiz para a noite da passagem de ano mas que por ter feito posteriormente outro que me pareceu mais adequado acabou por ficar de fora. O que falta agora é arranjar uma justificação porque o publico só no dia 2 e até agora ainda não me lembrei de nenhuma que me pareça minimamente credível. Certo é que o Passos Coelho, contrariamente à maioria dos portugueses  teve razões para festejar a chegada do novo ano, porque com ele chegam também novos impostos, mais despedimentos, menos estado social e menos direitos para os cidadãos e trabalhadores. Na verdade isso sempre foi o que defendeu e, mesmo na campanha eleitoral enquanto mentia com todos os dentes em relação às medidas que iria tomar era evidente que era um país sem direitos e sem estado social que pretendia alcançar. A pobreza a que disse que nos tínhamos de conformar já ai está, a emigração dos nossos mais qualificados jovens e técnicos que defendeu também, os serviços públicos emagrecem de dia para dia em pessoal e qualidade e já tem prometido mais um corte de quatro mil milhões, (mais 8 mil milhões num plano B que sempre foi o A) nos serviços do Estado. Este é o Primeiro-ministro que devia estar preocupado com as condições de vida dos seus cidadãos, com o desemprego que sobe a um ritmo assustador, com a miséria que alastra mas só se interessa pela aplicação de uma ideia e de uma ideologia que lhe incutiram quando era um jotinha do PSD.Um imbecil que chegou onde chegou sem nunca realmente ter trabalhado na vida, que de golpes, intrigas palacianas e compadrios tem a escola toda, (nisso o Relvas foi um bom professor), mas que da vida dos cidadãos honestos não entende nada. 

Parece-me que fica bem republicar aqui um outro boneco que publiquei pouco tempo após a sua eleição e que agora me parece vir a propósito.





terça-feira, janeiro 01, 2013

Uma inutilidade inconveniente


Fins-do-Mundo, Natais e Passagens de Ano tudo seguido quase nos fazem esquecer uma calamidade muito pior que temos mesmo aqui ao lado a viver num palácio em Belém.  Um tal de Silva que, vá-se lá saber porquê alguns resolveram eleger para um segundo (já não se entendia o primeiro), mandato como Presidente da Republica. Não que seja um cargo muito trabalhoso, com grandes necessidade de intelecto ou sequer muito importante numa verdadeira democracia, basta um pouco de bom senso, respeito pela constituição e pelos portugueses e um bocadinho de honestidade,  dignidade e coragem. E não é que foram escolher logo um que consegue não ter nenhuma dessas qualidades. O que resta é um inútil que com a sua inutilidade acaba a sancionar o assalto que está a ser feito ao país e aos portugueses. A promulgação do Orçamento, num fim-de-semana feita à última hora, renegando uma vez mais o seu juramento de fazer cumprir a constituição é só mais uma prova disso. Já a noticia de que agora deverá pedir a fiscalização sucessiva ao Tribunal Constitucional, depois de não ter pedido a fiscalização preventiva e ter promulgado o Orçamento, só mostra a sua hipocrisia, falta de carácter, cobardia e desinteligência.
Hoje há noite deverá fazer o seu discurso de Ano Novo, onde vai falar de sacrifícios, da coragem dos portugueses, da sua determinação e sei lá que mais, justificando-se nos superiores interesses nacionais para terminar com os desejos de um Bom Ano para os portugueses. Não há pachorra para aturar tanta hipocrisia pelo que não o vou ouvir. Para o raio que o parta.
Este blog começou e a sua primeira causa foi tentar evitar a eleição do Cavaco de Boliqueime para o primeiro mandado e muito provavelmente não acabará antes de ver o Palácio de Belém desinfectado após a saída do agora Cavaco da Coelha. Uma inutilidade inconveniente.
 


7 Anos de Kaos


Hoje passam 7 anos da data em que iniciei esta aventura que tem sido o WeHaveKaosInTheGarden.blogspot.com, (que só comecei a replicar no wordpress alguns anos depois). Durante todo este tempo tentei manter uma regularidade e sobretudo a coerência de dizer sempre aquilo que penso sobre o que se vai passando neste jardim à beira-mar plantado a que chamam de Portugal. Fiz muitos e bons amigos e certamente alguns inimigos, mas esses são os que menos me interessam. Só na plataforma do blogspot já ultrapassei o milhão e 900 mil visitas, (no Wordpress chegou aos 190 mil só no ano de 2012) coisa que nunca pensei ser possível e que só posso compreender pela simpatia e amizade da muita gente que me visita. Houve momentos em que fazer este blog foi um prazer mas também outros em que me questionei da sua utilidade, o tempo que lhe dispensava e as coisas que deixava de fazer. Num momento mais difícil cheguei mesmo a terminar com a sua publicação, mas já são tantos anos e tantos bonecos (mais de 6300), que acabei por não resistir e voltar pouco tempo depois.
Mais uma ano em que começo a dizer que não sei até quando irá continuar a existir este blog, mas uma coisa é certa enquanto durar será sempre a minha voz e a minha opinião que aqui publicarei. Sei também que o que mantém este blob vivo é o prazer que tenho no fazer dos bonecos pois a escrita nunca foi o meu forte e muitas vezes me falta o engenho e arte para dizer aquilo que realmente quero. Isso e a amizade de muita gente que me vai dando força e incentivo para continuar e que tanto me ajudaram nos momentos de maior desanimo. Quero por isso agradecer a esses meus amigos a todos os outros que por aqui vão passando, não esquecendo os políticos que temos tido, esse filão inesgotável de aldrabões, gatunos, mentirosos e outros nomes piores que me inibo de lhes chamar agora, pois sem eles este blog não existiria.
A todos o meu muito obrigado.


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