Incompetente? Não me parece, está simplesmente a cumprir com a tarefa
que lhe deram. Entregar o país nas mãos dos mercados, da banca
internacional e dos especuladores, transformando-o numa terra sem
direitos e de baixos salários. A tarefa corre bem até ao momentos, mas
ele e os seus donos sabem que mais cedo ou mais tarde as vozes se
levantariam e será necessário "sacrificá-lo". A sua missão está cumprida
e a sua substituição é quase garantida mas não esperem vê-lo nas filas
do desemprego. O seu futuro e a sua reforma estão assegurados com todas
as regalias e mordomias que um servo obediente e cumpridor merece.
Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
domingo, março 24, 2013
Um seu criado Sra. Troika
Este Super-Seguro, o homem da abstenção violenta, o homem que critica o governo por se pôr de joelhos perante a Europa e a Troika, parece que está muito preocupado com o que essa Europa e essa Troika possam fazer por ele ir apresentar uma moção de confiança ao governo que só pode ter um fim; ser chumbada pela maioria. Vai já escrever-lhe uma carta a garantir que também ele se porá de joelhos e lhes lamberá os pés. Venha por isso a Troika, combine o que desejar com este governo, despedimentos, roubos, miséria, que depois ele cumpre. Grande alternativa que ai vem.
sábado, março 23, 2013
Um homem normal
Passos Coelho afirmou na Assembleia da Republica respondendo a uma deputada: "Deixe-me tranquilizá-la, sou uma pessoa normal."
Estou certo que eu e todos os outros portugueses ficámos muito mais descansados embora tenha muitas dúvidas sobre o que considera o Passos coelho uma pessoa anormal. Mentirosos, ladrões, bandalhos, aldrabões, desumanos, palhaços, chulos, gatunos, vendidos, subservientes, vendidos, esses pelos vistos são normais. Só se ser anormal é ser pobre, honesto ou desempregado.
Sangue na Arena Parlamentar
O António José Seguro avisou o governo, que por acaso tem maioria absoluta no parlamento, que está lixado. Ele vai apresentar uma moção de censura e facilmente nos apercebemos que, se até as suas abstenções são violentas, então isto só pode acabar num banho de sangue. A Arena do parlamento abre as portas aos seus Deuses e o sangue jorrará abundantemente. Ou, quem sabe se no espírito do consenso politico que todos andam a dizer que o país necessita o António José, jogando pelo Seguro, não resolve acabar por se abster ou mesmo votar contra a sua própria moção de censura. Deste PS já tudo se pode esperar.
sexta-feira, março 22, 2013
O Senhor das Trevas
Tinha pensado que não falaria mais do assunto de o José Sócrates ir fazer comentário político na RTP a partir de Abril, mas hoje ao ouvir o Bruno Nogueira na TSF referir-se a ele como "aquele cujo nome não pode ser pronunciado" não resisti. Tinha de fazer o boneco.
O consenso nacional...uma porra
Muito se fala na necessidade de haver um Consenso Nacional sobre um governo para aplicar as politicas da Troika e da União Europeia. Perante o descrédito que este governo já atingiu e a não alternativa que o PS representa já muitos falam de um governo em que se unam todos os partidos do alterne. Teríamos assim uma espécie de unanimidade politica em que nem a integridade da constituição estaria salvaguardada. Chamar democracia a uma porra destas só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Isto já não é um país e a soberania é uma palavra sem sentido quando somos governados por gente para quem o seu único objectivo é a obediência aos mercados e à gorda alemã.
Se desejam um governo PS/PSD/CDS ao menos tenham a coragem de levar essa ideia a eleições com os três partidos a concorrerem em coligação. Talvez viessem a ter uma surpresa. Está na hora de encontrar alternativas e exigir o fim desta farsa em onde dos partidos do chamado arco governamental se pode dizer sem errar que eles sim, são todos diferentes, todos iguais. Diferentes no nome, iguais na mentira, no desemprego e miséria a que nos condenam.
quinta-feira, março 21, 2013
Quem vê TV sofre mais que no WC
Posso escrever este texto porque o passado deste blog me permite não ser acusado de ser um admirador ou apoiante dos Sócretinos e do seu líder engenheiro. Vem isto a propósito da palhaçada do dia para entreter o Zé povinho e nos fazer esquecer o roubo a que estamos a ser sujeitos. Andam várias petições a correr a pedir que o tal auto-proclamado engenheiro aldrabão José Sócrates não possa vir a ser comentador semanal na RTP. A minha pergunta é porquê? Se por lá andam Marcelos, Marques Mendes e mais uma carrada de ex-ministros e outros aldrabões do género porque não poderá haver mais um? Se aceitamos ter um, tão ou ainda mais culpado pela situação do país na Presidência da Republica porque não aceitamos um pinóquio como comentador na televisão, sobretudo se não for remunerado?
Que muitos portugueses possam ter ido atrás deste populismo barato ainda compreendo, mas é inacreditável ver deputados e políticos profissionais virem fazer discursos inflamados contra isso. Receiam o que ele possa dizer? Não aceitam que ele se possa defender e são tão cobardes que preferem continuar a ter à sua disposição um saco de pancada que não possa ripostar? O homem está prescrito politicamente e não tem liberdade de opinião? Deve a sua palavra ser censurada? Ou estão alguns mais preocupados com as audiências e com medo que os seus comentários possam passar a ser mais escutados que o dos canais da concorrência?
Que muitos portugueses possam ter ido atrás deste populismo barato ainda compreendo, mas é inacreditável ver deputados e políticos profissionais virem fazer discursos inflamados contra isso. Receiam o que ele possa dizer? Não aceitam que ele se possa defender e são tão cobardes que preferem continuar a ter à sua disposição um saco de pancada que não possa ripostar? O homem está prescrito politicamente e não tem liberdade de opinião? Deve a sua palavra ser censurada? Ou estão alguns mais preocupados com as audiências e com medo que os seus comentários possam passar a ser mais escutados que o dos canais da concorrência?
Na minha opinião é até bom que o Sócrates possa falar na televisão. É uma oportunidade para se fazer um julgamento público da sua passagem pelo poder já que infelizmente os políticos ainda não são julgados criminalmente pelos crimes feitos enquanto governantes.
O homem foi um aldrabão e muitos negócios menos claros aconteceram durante o seu reinado, mas pelo menos tinha uma ideia e uma perspectiva para país enquanto estes que lá estão agora são cegos e têm como única politica a destruição de tudo. Foi talvez negociata mas a verdade é que a ciência e a educação evoluíram durante o socretismo, até com a vinda de cientistas estrangeiros para Portugal enquanto agora o que vemos é os mais qualificados e que mais podiam dar à inovação em Portugal embarcarem para outras paragens, seguindo o conselho do Passos Coelho, "emigrem". A verdade é que as nossas exportações aumentaram imenso durante o reinado socretino e que os palhaços que lá temos agora ainda se aguentaram uns tempos a falar do seu aumento beneficiando do seu trabalho para agora a dura realidade da porcaria que estão a fazer começar a surgir e as vermos começar a diminuir.
O Sócrates foi certamente uma desgraça que aconteceu a este país, mas estes que lá estão agora são uma catástrofe bem pior. Pinóquios foram e são todos.
PS: Aproveito para dizer que o regresso do "engenheiro" é para este blog uma boa notícia pois é um personagem maravilhoso para fazer bonecos.
SuperAlvaro contra Gaspartralhas
Se era para termos um Gaspar nas finanças não havia necessidade de ir buscar um Pateta ao Canadá, tínhamos por cá muitos para ficar com a pasta da Economia. Este Álvaro nem para vender pasteis de nata com bandeirinhas portuguesas serve.
quarta-feira, março 20, 2013
Quando a Rua lhes diz não
O que tem o poder de tão cativante que quem o tem parece que fica agarrado a ele e tudo faz para não o perder? Será só dinheiro ou haverá algo mais que vicia? É de tal forma que mesmo quando já viram que não os querem, que são odiados, que não podem sair à rua sem serem maltratados, lhes chamam os piores dos nomes e estando sujeitos a serem vitimas de algum cidadãos mais desesperado, não o largam por nada.
Eu, que não o quero e troco de boa vontade qualquer poder por paz de espírito e uma consciência tranquila, custa-me a entender. Mas se realmente para alguns é assim tão difícil abdicar do poder, a solução só pode passar por nunca o terem e assim não caírem em tal tentação. Democracia directa e sobretudo a possibilidade de revogação de qualquer cargo a qualquer momento por vontade cidadã.
terça-feira, março 19, 2013
Um verdadeiro comediante
Afinal o Vitor Gaspar não é um mau Ministro das Finanças porque o homem não é um Ministro das Finanças mas sim um actor de Stand-up Comedy. Foi um erro de casting deste governo e ninguém notou. Nem mesmo quando ele falava com aquela voz arrastada e dizia barbaridades todos se deixaram enganar. Se hoje na Assembleia da Republica ninguém morreu com um ataque de riso com aquilo que ele disse é porque aquilo é tudo gente muito sisuda e séria.
15h15 "Tivemos sete avaliações positivas", disse o ministro das Finanças. 15h21 Vítor Gaspar fala sobre a consolidação orçamental. "Julgo que vale a pena destacar que 4,9% do PIB é o défice como apurado de acordo com a metodologia acordada com a troika"
15h31 - Vítor Gaspar diz que Portugal pode beneficiar do apoio dos parceiros europeus.
15h34 - Só será possível obter empregos em Portugal com bons salários se houver recapitalização da economia
15h44 - O envelope de financiamento para Chipre reflecte o consenso económico entre o Eurogrupo e o governo do país.
15h46 - "Na ausência desta medida, os cipriotas estariam a enfrentar consequências ainda piores."
15h49 - "O pacote de medidas é naturalmente da iniciativa e da responsabilidade de cada país", disse Gaspar.
15h50 - Vítor Gaspar diz que não houve radicalismo na execução do programa.
15h52 - A recuperação de crescimento será o motor da recuperação económica.
15H54 - "O grupo tem sabido usar o papel de bom aluno para bater o pé à troika", disse o deputado do PSD
16h07 - O ministro das Finanças sublinha que o desemprego não é uma preocupação macroeconómica, mas humana e social, constituindo o problema mais dramático. Segundo o governante, a melhor forma para combater o desemprego é procurar primeiro as bases para recuperação económica com vist ao crescimento sustentado e criador de emprego.
16h19 - "Portugal está empenhado no aprofundamento da união bancária a nível europeu e na harmonização da garantia dos depósitos a nível da União Europeia, que conjuntamente com outros elementos da união bancária são vitais para a confiança no sistema bancário europeu", declara o governante.
16h25 - O regresso aos mercados, explica Vítor Gaspar, serve para poder distribuir a consolidação orçamental num período mais alargado, sendo que o programa não terá mais tempo.
16h40 - O ministro das Finanças afirma que, de acordo com os cálculos, a dívida pública portuguesa é sustentável, estando abaixo dos níveis que se verificam na Itália, por exemplo, e muito perto dos níveis da Irlanda.
16h55 - "A tomada de uma medida deste tipo [a taxa sobre depósitos] está completamente fora de causa", reitera o ministro das Finanças.
16h57 - Vítor Gaspar explica que os números que foram apresentados hoje aos deputados e os números que decorrem do sétimo exame regular ao programa de ajustamento são consensualizados entre o Ministério das Finanças, o BCE, CE e FMI. Relativamente à questão do Orçamento Rectificativo, o ministro das Finanças explica que o mesmo só se justifica quando é necessário rever ou aumentar limites orçamentais, frisando que neste momento o tesouro português tem uma posição muito confortável, pelo que não há qualquer calendário para um Orçamento Rectificativo.
17h34 - Vítor Gaspar garante que a decisão em relação aos depósitos no Chipre não foi apoiada inicialmente pelo Eurogrupo, nem consequentemente apoiada pelo primeiro-ministro e pelo próprio ministro das Finanças. A iniciativa partiu do governo cipriota, sendo posteriormente apoiada pelo Eurogrupo.
"Considerações de estabilidade sistémica e de confiança aconselhavam que não fosse tocado qualquer depósito abaixo do limiar garantido", afirmou.
17h38 - "A procura interna já está alinhada com a oferta interna e consequentemente a urgência do financiamento não se coloca da mesma maneira, sendo que a procura interna deverá primeiro contrair a um nível mais lento e depois recuperar gradualmente ao longo do tempo", afirma o ministro das Finanças, sublinhando ainda que o sector exportador está a recuperar e as taxas de juro estão também a ajustar.
Vítor Gaspar diz também que há perspectivas de recuperação do investimento privado nacional e do investimento direito estrangeiro.
15h31 - Vítor Gaspar diz que Portugal pode beneficiar do apoio dos parceiros europeus.
15h34 - Só será possível obter empregos em Portugal com bons salários se houver recapitalização da economia
15h44 - O envelope de financiamento para Chipre reflecte o consenso económico entre o Eurogrupo e o governo do país.
15h46 - "Na ausência desta medida, os cipriotas estariam a enfrentar consequências ainda piores."
15h49 - "O pacote de medidas é naturalmente da iniciativa e da responsabilidade de cada país", disse Gaspar.
15h50 - Vítor Gaspar diz que não houve radicalismo na execução do programa.
15h52 - A recuperação de crescimento será o motor da recuperação económica.
15H54 - "O grupo tem sabido usar o papel de bom aluno para bater o pé à troika", disse o deputado do PSD
16h07 - O ministro das Finanças sublinha que o desemprego não é uma preocupação macroeconómica, mas humana e social, constituindo o problema mais dramático. Segundo o governante, a melhor forma para combater o desemprego é procurar primeiro as bases para recuperação económica com vist ao crescimento sustentado e criador de emprego.
16h19 - "Portugal está empenhado no aprofundamento da união bancária a nível europeu e na harmonização da garantia dos depósitos a nível da União Europeia, que conjuntamente com outros elementos da união bancária são vitais para a confiança no sistema bancário europeu", declara o governante.
16h25 - O regresso aos mercados, explica Vítor Gaspar, serve para poder distribuir a consolidação orçamental num período mais alargado, sendo que o programa não terá mais tempo.
16h40 - O ministro das Finanças afirma que, de acordo com os cálculos, a dívida pública portuguesa é sustentável, estando abaixo dos níveis que se verificam na Itália, por exemplo, e muito perto dos níveis da Irlanda.
16h55 - "A tomada de uma medida deste tipo [a taxa sobre depósitos] está completamente fora de causa", reitera o ministro das Finanças.
16h57 - Vítor Gaspar explica que os números que foram apresentados hoje aos deputados e os números que decorrem do sétimo exame regular ao programa de ajustamento são consensualizados entre o Ministério das Finanças, o BCE, CE e FMI. Relativamente à questão do Orçamento Rectificativo, o ministro das Finanças explica que o mesmo só se justifica quando é necessário rever ou aumentar limites orçamentais, frisando que neste momento o tesouro português tem uma posição muito confortável, pelo que não há qualquer calendário para um Orçamento Rectificativo.
17h34 - Vítor Gaspar garante que a decisão em relação aos depósitos no Chipre não foi apoiada inicialmente pelo Eurogrupo, nem consequentemente apoiada pelo primeiro-ministro e pelo próprio ministro das Finanças. A iniciativa partiu do governo cipriota, sendo posteriormente apoiada pelo Eurogrupo.
"Considerações de estabilidade sistémica e de confiança aconselhavam que não fosse tocado qualquer depósito abaixo do limiar garantido", afirmou.
17h38 - "A procura interna já está alinhada com a oferta interna e consequentemente a urgência do financiamento não se coloca da mesma maneira, sendo que a procura interna deverá primeiro contrair a um nível mais lento e depois recuperar gradualmente ao longo do tempo", afirma o ministro das Finanças, sublinhando ainda que o sector exportador está a recuperar e as taxas de juro estão também a ajustar.
Vítor Gaspar diz também que há perspectivas de recuperação do investimento privado nacional e do investimento direito estrangeiro.
O Abutre do Continente
Podia, e talvez devesse, chamar-lhe aqui um monte de nomes feios de ofensas para mostrar o asco que sinto por gente como esta, que não se satisfaz em enriquecer à custa da fome a miséria, que à sua volta, grassam livremente, mas ainda tem de vir mostrar a sua mesquinhes e a sua sobranceria sobre os que sofrem. Podia, mas deixo só algumas "pérolas" daquilo que disse numa entrevista.
"Diz-se que não se devem ter economias
baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a
mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém".
O fundador da Sonae, que terá uma fortuna superior aos mil milhões de euros, comparou também a austeridade a tomar óleo de fígado de bacalhau em vez de arroz doce e entende que as várias
manifestações em Portugal têm sido um «Carnaval mais ou menos
permanente», mas que defendeu que
«enquanto o povo se manifesta, a gente pode dormir mais descansada» e
que «o pior é quando não se manifesta».
segunda-feira, março 18, 2013
O Seguro é um cómico
O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, defendeu
hoje que "chegou a hora da mudança" para Portugal e apelou à mobilização
dos portugueses em torno do projecto do PS. Só muda se os portugueses se juntarem todos em torno de uma alternativa"
e "esse caminho só poderá ser liderado em Portugal pelo PS"
Eu sei que isto parece uma piada, mas é mesmo verdade. O Seguro diz que a alternativa é juntarmos-nos em torno do projecto do PS. Saltemos da frigideira para o lume. Se este governo do PSD é uma vergonha continuar com o alterne politico não resolverá nada. Por cá continuará a troika, a dívida, a austeridade, o desemprego e a pobreza. É necessária uma mudança radical nas premissas, um repensar nas politicas e nos objectivos. Este caminho já mostrou não ter saída a não ser a miséria. Os cidadãos são gente, não são números e merecemos todos que a nossa dignidade seja respeitada. Deixem de mentir e de fazer de nós todos parvos. Cada vez há mais gente a compreender que esta democracia de alterne ao serviço do grande capital já não nos representa e exigem uma democracia mais verdadeira e directa em que os escolhidos possam ser exonerados a qualquer momento se não cumprirem com o que prometeram, em que sejamos consultados sempre que qualquer decisão mais importante tenha de ser tomada e em que a justiça seja despolitizada com zero tolerância para a corrupção. Já chega de mentiras e de hipocrisia.
Eu sei que isto parece uma piada, mas é mesmo verdade. O Seguro diz que a alternativa é juntarmos-nos em torno do projecto do PS. Saltemos da frigideira para o lume. Se este governo do PSD é uma vergonha continuar com o alterne politico não resolverá nada. Por cá continuará a troika, a dívida, a austeridade, o desemprego e a pobreza. É necessária uma mudança radical nas premissas, um repensar nas politicas e nos objectivos. Este caminho já mostrou não ter saída a não ser a miséria. Os cidadãos são gente, não são números e merecemos todos que a nossa dignidade seja respeitada. Deixem de mentir e de fazer de nós todos parvos. Cada vez há mais gente a compreender que esta democracia de alterne ao serviço do grande capital já não nos representa e exigem uma democracia mais verdadeira e directa em que os escolhidos possam ser exonerados a qualquer momento se não cumprirem com o que prometeram, em que sejamos consultados sempre que qualquer decisão mais importante tenha de ser tomada e em que a justiça seja despolitizada com zero tolerância para a corrupção. Já chega de mentiras e de hipocrisia.
domingo, março 17, 2013
Sorrindo na tormenta
Quem olhe para o António José Seguro vê que anda satisfeito. Claro que quando fala para as televisões põe aquela ar sério e preocupado, quando discursa o de indignado e zangado, mas quando se distrai não evita o sorriso. Já se vê como Primeiro-ministro e ganhar eleições é tudo o que deseja. Está programado para isso, cresceu na juventude socialista, foi ai que aprendeu a fazer acordos de bastidores, a comprar apoios e a fazer promessas. Ganhar eleições sempre foi o que lhe disserem ser o mais importante e a meta de qualquer dirigente partidário, um objectivo que vale tudo e que se sobrepõe a tudo e todos. O que fazer com essa vitória é secundário, é algo que depois se vê. Há favores a pagar, promessas privadas a cumprir, negócios a fazer e claro um país a governar, mas para isso há a desculpa do estado em que encontraram as contas, a credibilidade externa para os mercados e as obrigações para com os credores e os nossos parceiros europeus para com a inevitabilidade e a falta de alternativas para tudo ficar na mesma.
Neste longo e chuvoso inverno, muitos esperam por uma primavera mais amena, mas a meteorologia politica só prevê avisos vermelhos e um agravamento das condições para os próximos tempos. Só o Seguro parece gostar de dançar à chuva.
Neste longo e chuvoso inverno, muitos esperam por uma primavera mais amena, mas a meteorologia politica só prevê avisos vermelhos e um agravamento das condições para os próximos tempos. Só o Seguro parece gostar de dançar à chuva.
sábado, março 16, 2013
Um palhaço acossado
Agora que saíram os números que mostram o descalabro a que as políticas troikistas deste governo nos trouxeram e o negro futuro que representam muitos dedos começam a apontar para o Vitor Gaspar. Ele é sem dúvida o rosto da desgraça, mas as culpas não podem ser só atribuídas a uma pessoa. Temos todos culpa quando não os corremos a pontapé mal abriu a boca pela primeira vez, têm culpa todos os que elegeram este governo, têm culpa os economistas, comentadores, especialistas, jornalistas e outra cambada que o defenderam e o apoiaram, têm culpa os militantes dos partidos do poder, têm culpa os deputados que o foram defendendo no parlamento, mesmo os que o criticavam mas não cortavam com as politicas, têm culpa todos os outros ministros que não o afrontaram, tem culpa o Passos Coelho que o apoia e tem culpa o Cavaco Silva que não demitiu este governo. Mas, mesmo havendo cada vez mais dedos apontando para o Gaspar e para as politicas da Troika a verdade é que sabendo-se ser este um caminho errado nada se faz para o travar e corrigir. Tirar de lá o palhaço Gaspar e colocar lá outro Palhaço qualquer não resolve nada, tirar de lá este governo de figurantes e colocar lá outro de outros figurantes, tirar de lá o Passos Coelho e colocar lá o Seguro não resolve nada se não fizermos um corte radical com estas politicas e estas opções de sociedade. Culpados somos todos, uns mais que outros, mas a solução tem de passar por todos e, enquanto houver quem continua a querer mudar caras e não politicas não saímos daqui. Enquanto continuarem a dizer-nos que não pode ser só austeridade mas é preciso também economia, que só precisamos de mais tempo para pagar a dívida, que a solução é afinal só suavizar a austeridade e enquanto nós continuarmos a fingir que acreditamos ou a dizer que não há alternativas o desemprego, a pobreza e a miséria vão continuar a aumentar e daqui a uns tempos vamos estar todos a pedir a demissão de mais um governo e a apontar o dedo a novos culpados. Eu quero que o Gaspar, o Coelho, o Seguro, o Cavaco e toda essa cambada se lixe, mas eles é que nos estão a lixar a nós. Alternativas e soluções existem, não serão fáceis e vão obrigar a uma nova forma de encarar o que é viver em sociedade. Uma vida mais comunitária, mais humana, mais solidária e mais justa. Até lá, tudo pode mudar que tudo continuará na mesma. Crucifiquem o Gaspar que ele sem dúvida merece e é culpado, mas não esperem que isso resolva alguma coisa.
Eles andam com medo, muito medo
Quando numa democracia, ou até numa pertença democracia como a que vivemos os governantes começam a fugir de se cruzar com o povo que os elegeu, então só tem duas alternativas; ou se vai embora ou mantém-se no poder à custa da força e da repressão acabando por se tornar numa ditadura. Numa verdadeira democracia um eleito ou nomeado nunca teria de temer os cidadãos mas sim cumprir com os seus desejos. Em Belém temos um medricas que há anos que foge de tomar qualquer decisão e quando as tem de tomar foge para o estrangeiro em viagens de vários dias. No governo uma cambada de aldrabões que a cada dia aumenta a sua segurança privada, que foge dos cidadãos e algumas vezes até dos jornalistas. Esta gente está com medo porque sabe o que anda a fazer e os ódios e o desespero que estão a criar. Eles andam com medo, com muito medo e fogem, mas não podem fugir sempre e, ou se demitem ou algum ainda um dia destes tem uma má surpresa e lhe acontece alguma tragédia (para eles).
sexta-feira, março 15, 2013
Lixo humano
E agora como é? Para a Troika está tudo bem e até aceitam que o défice
de 6,6% (mais 2.6% que o acordado) em 2012 e nos dão mais uma ano para
atingir os 3%. Que se lixe se afinal a recessão não é de 1 mas sim de
3,2% este ano, que a divida externa atinja os 123,7% e que o desemprego
suba até aos 19%. Que se lixem os portugueses se morrerem de fome e que
se lixe o país. Isto nas novas previsões do governo que normalmente já
mostraram ser optimista passados dois meses com a realidade a ser bem
mais terrível.
E agora como é? Este governo não muda uma virgula no rumo que escolheu e já se prepara para acrescentar mais 4 mil milhões à austeridade, despedir 20 mil funcionários públicos, aumentar impostos e baixar o próprio salário mínimo. Que se lixem as pessoas, que se lixe a Constituição, as leis e a democracia que importante mesmo são os bancos e os mercados.
E agora como é? Vamos ficar a chorar-nos nos sofá lá de casa (quem ainda tem casa), a chamar nomes aos governantes nas conversas de cafés ou vamos realmente fazer alguma coisa que possa mudar isto. Só vindo para a rua, ocupando-a, exigindo a demissão deste governo e a responsabilização de todos os que nos colocaram nesta situação, exigindo tolerância zero para a corrupção, suspendendo a dívida até ser feita uma auditoria independente que anule a sua parte suja e usurária, Exigindo mais democracia, que sejamos escutados nas decisões mais importantes e um maior controlo sobre os governantes assim como o direito a revogar o seu cargo a qualquer altura do mandato, Só quando assumirmos a responsabilidade pela condução da nossa vida e do nosso destino isto pode mudar. De que estamos á espera?
E agora como é? Este governo não muda uma virgula no rumo que escolheu e já se prepara para acrescentar mais 4 mil milhões à austeridade, despedir 20 mil funcionários públicos, aumentar impostos e baixar o próprio salário mínimo. Que se lixem as pessoas, que se lixe a Constituição, as leis e a democracia que importante mesmo são os bancos e os mercados.
E agora como é? Vamos ficar a chorar-nos nos sofá lá de casa (quem ainda tem casa), a chamar nomes aos governantes nas conversas de cafés ou vamos realmente fazer alguma coisa que possa mudar isto. Só vindo para a rua, ocupando-a, exigindo a demissão deste governo e a responsabilização de todos os que nos colocaram nesta situação, exigindo tolerância zero para a corrupção, suspendendo a dívida até ser feita uma auditoria independente que anule a sua parte suja e usurária, Exigindo mais democracia, que sejamos escutados nas decisões mais importantes e um maior controlo sobre os governantes assim como o direito a revogar o seu cargo a qualquer altura do mandato, Só quando assumirmos a responsabilidade pela condução da nossa vida e do nosso destino isto pode mudar. De que estamos á espera?
Hoje é dia de Teatro
O ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino vai estar novamente na
ribalta, mas desta vez a representar e a cantar, também no papel de
engenheiro, numa peça de teatro, Nada do Outro Mundo, que tem estreia marcada para
sexta-feira, em Cascais.
Para não dizerem que aqui neste blog só digo mal aqui está um post para celebrar o facto de ver anunciar um ex-ministro não vai para administrador de uma grande empresa mas para actor de Teatro. E logo o Engenheiro Mário Lino, que não tendo conseguido construir nem uma aeroporto, nem o TGV, nem mesmo sendo no "deserto da Margem Sul", vai fazer o papel de um Engenheiro que constrói uma ponte. Acredito que se vai dar bem, afinal representar para iludir a realidade é aquilo que os nossos governantes sempre fizeram melhor. Talvez ficasse melhor no papel de Camelo, mas não pode ter logo um que lhe valha um Oscar.
Para não dizerem que aqui neste blog só digo mal aqui está um post para celebrar o facto de ver anunciar um ex-ministro não vai para administrador de uma grande empresa mas para actor de Teatro. E logo o Engenheiro Mário Lino, que não tendo conseguido construir nem uma aeroporto, nem o TGV, nem mesmo sendo no "deserto da Margem Sul", vai fazer o papel de um Engenheiro que constrói uma ponte. Acredito que se vai dar bem, afinal representar para iludir a realidade é aquilo que os nossos governantes sempre fizeram melhor. Talvez ficasse melhor no papel de Camelo, mas não pode ter logo um que lhe valha um Oscar.
quinta-feira, março 14, 2013
Mais uma reunião de Donos e dos seus Sabujos
Mais um Conselho Europeu para chefes de Estado e os seus sabujos de estimação. Os Senhores da Europa vão-se reunir mais uma vez para decidirem a melhor forma de resolverem os seus problemas e dar as suas ordens a outros que também por lá andarão de língua de fora a beijar mãos e engraxar sapatos. Se estamos à espera que dali saia alguma coisa que ajude a resolver os nossos problemas bem podemos perder já a esperança pois tudo o que podemos contar é com um Passos Coelho ainda mais obediente e submisso. Dali só virá mais austeridade, mais cortes e mais problemas. Talvez esteja na altura de se pensar se queremos realmente fazer parte de um clube como este que nos retira soberania, liberdade e democracia. A Grécia está como está e até já existem ordens de a calamidade social que por lá se vive não poder ser noticiada pelos órgãos de informação em toda a Europa. Nós estamos a correr para lá rapidamente.
(A)normalidade democrática do sistema
Quando comecei a fazer este boneco tinha lido a notícia que o Macário Correia, Presidente da Câmara de Faro, a quem o Tribunal Constitucional já por três vezes condenou à perda de mandato por actos quando era Presidente da Câmara de Tavira, voltaria a ser candidato. Fiz o boneco e quando fui procurar a notícia para escrever este texto, tudo tinha mudado e ele já não seria candidato. De volta à imagem para fazer as mudanças necessárias que se o boneco estava feito era para aproveitar. Na verdade há muito que lhe devia ter dedicado um post, afinal ele é a prova real de que as leis que temos existem para impedir que mesmo quem age ilicitamente não é apeado do seu cargo de poder. Há sempre mais um recurso, um procedimento, um truque ou um esquema para o garantir. O Isaltino de Morais, mesmo depois de condenado à prisão por corrupção lá continua sentado na cadeira de Presidente da Câmara de Oeiras e este Macário Correia na de Faro mesmo após a decisão do próprio Tribunal Constitucional.
Se esta é a normalidade nesta democracia então esta democracia está podre. É urgente reformá-la e transformar os eleitos em pessoas que só deverão executar as suas tarefas enquanto os cidadãos o desejarem podendo ser demitido em qualquer momento. Uma democracia em que sejam os cidadãos a ter o poder e a escolher. (Embora seja assustador saber que um ser que provavelmente já lambeu cinzeiros e nunca deve ter beijado uma mulher que fuma, foi eleito).
Se esta é a normalidade nesta democracia então esta democracia está podre. É urgente reformá-la e transformar os eleitos em pessoas que só deverão executar as suas tarefas enquanto os cidadãos o desejarem podendo ser demitido em qualquer momento. Uma democracia em que sejam os cidadãos a ter o poder e a escolher. (Embora seja assustador saber que um ser que provavelmente já lambeu cinzeiros e nunca deve ter beijado uma mulher que fuma, foi eleito).
quarta-feira, março 13, 2013
7ª Avaliação da Troika
O sono uma vez mais não me deixa escrever o texto que tinha pensado para acompanhar este "boneco", mas na verdade também estou farto da besta que ele retrata. Que vá à merda que eu vou dormir.
terça-feira, março 12, 2013
Até se baba por ganhar eleições
O Partido Socialista escreveu uma carta aos dois partidos que estão à sua direita no Parlamento mas que supostamente estão mais à esquerda a propor-lhes alianças eleitorais nas autárquicas. Mas não fiquem já satisfeitos os que pensam que o necessário é uma união da esquerda para derrotar a direita neo-liberal no poder. Essa aliança só aconteceria nas autarquias onde o PSD ou a sua coligação com o CDS ganharam as últimas autárquicas. Não há aqui nenhuma ideia de linha política ou de criação de uma alternativa. O interesse é puramente ganhar eleições sem haver nenhum pensamento ou estratégia. Tanto mais que para uma possível antecipação de legislativas o Totó Seguro já faz olhinhos ao Paulo Portas com elogios e tudo.
Este PS não tem qualquer ideia de resolver os problemas, de apresentar alternativas ou ser uma solução, tudo o que deseja é ganhar eleições a todo o custo, seja com quem for. Não é de estranhar, quando o seu líder cresceu nas politiquices dos bastidores da partidária isto foi tudo o que aprendeu e tudo o que sabe fazer. Mais uma nulidade e mais uma desgraça para o país se um dia chegar ao poder. Esta é a política de alterne que o sistema defende e nos quer impingir.
Este PS não tem qualquer ideia de resolver os problemas, de apresentar alternativas ou ser uma solução, tudo o que deseja é ganhar eleições a todo o custo, seja com quem for. Não é de estranhar, quando o seu líder cresceu nas politiquices dos bastidores da partidária isto foi tudo o que aprendeu e tudo o que sabe fazer. Mais uma nulidade e mais uma desgraça para o país se um dia chegar ao poder. Esta é a política de alterne que o sistema defende e nos quer impingir.
Os Miseráveis da Europa
A dias de mais uma cimeira europeia, em Bruxelas, Durão Barroso escreveu
aos chefes de Estado e de Governo para fazer um balanço da resposta à
crise na Europa e dar conta de algumas preocupações da Comissão
Europeia, a que preside. As reformas dos países começam “a dar frutos”
mas é preciso ter em atenção as “consequências sociais” da crise,
nomeadamente a subida do desemprego.
A chanceler alemã Angela Merkel vai
tentar evitar que o Parlamento alemão vote a extensão do prazo para
cumprir o pagamento dos empréstimos concedidos a Portugal e à Irlanda.
Esta é a Europa que temos, a merda em que vivemos, o futuro em que querem que sobrevivamos. Um antro de malfeitores e gananciosos comandado por uma cabra sem escrúpulos. Se algum houve quem tivesse a ilusão de uma União Europeia a realidade mostra bem que são os egoísmos quem mais ordena. Como vai isto acabar? Infelizmente temo que da pior maneira e uma nova guerra na Europa não é impossível
Como até já o próprio Presidente do Parlamento Europeu reconhece, o alemão Martin Schulz, a Europa gastou milhões de euros para resgatar os bancos, mas, com a crise e os actuais níveis de desemprego, em particular entre os jovens, arrisca-se a perder uma geração e identifica a perda de confiança dos cidadãos na capacidade de a União Europeia resolver os seus problemas como “uma das principais ameaças” da própria UE. “E se a nova geração perde confiança, penso que é a UE que está verdadeiramente em perigo”.
Como até já o próprio Presidente do Parlamento Europeu reconhece, o alemão Martin Schulz, a Europa gastou milhões de euros para resgatar os bancos, mas, com a crise e os actuais níveis de desemprego, em particular entre os jovens, arrisca-se a perder uma geração e identifica a perda de confiança dos cidadãos na capacidade de a União Europeia resolver os seus problemas como “uma das principais ameaças” da própria UE. “E se a nova geração perde confiança, penso que é a UE que está verdadeiramente em perigo”.
segunda-feira, março 11, 2013
Crime organizado
O Instituto Nacional de Estatística
confirmou, esta segunda-feira, que no ano passado a economia portuguesa
sofreu a mais profunda recessão desde 1975, atingindo os -3,2% do
Produto Interno Bruto.
A cada mês que passa os resultados só pioram. Aumenta o desemprego, a dívida, a queda das exportações e do PIB e de mais não sei quantos indicadores económicos que nem sei o querem dizer. Boas noticias nem uma e o governo acerta menos nas suas previsões que eu no Euromilhões. Ao fim de dois meses este Orçamento de Estado já está completamente falhado e sempre para pior. Como o Vitor Gaspar não é burro isto só quer dizer que aquilo que está a acontecer é planeado e serve os interesses de alguém. Se não são os nossos nem os do país só pode estar ao serviço dos Mercados, da Grande Banca e Corporações Internacionais. Se isto não é trair o seu país não sei o que é e o Banana de Belém escreve prefácios de livros de discursos compactuando e fazendo dele cúmplice na traição. Rua com toda esta cambada e já.
Disciplina de voto e democracia directa
Peço desculpa por não colocar todos os nomes dos personagens, neste caso deputados do PSD, mas podiam ser de qualquer outro grupo paralamentar porque não os conheço e acredito que a grande maioria dos portugueses também não. Tirando uma dúzia mais mediáticos o resto são personagens pardas escolhidos pelas direcções e que representam interesses, ou de grande empresas de advogados ou de outros quaisquer interesses instalados. Raramente falam e vivem nas sombras do parlamento e as suas grandes tarefas partidárias são o baterem palmas sempre que fala alguém da sua cor política e terem o cuidado de perguntar ao seu líder de bancada se devem votar sim, não ou abster-se nas votações. Todos estão sujeitos a uma coisa a que chamam pomposamente "disciplina partidária" que mais não é que um limpar de consciências. Concorde ou não concorde, vá lixar ou não quem o elegeu, o partido manda e ele obedece porque sabe que só assim voltará a ser candidato ao seu cadeirão no hemiciclo em futuras eleições.
Quero eu ser representado por gente desta? A minha resposta é não e por isso acredito ser urgente lutarmos por uma democracia mais directa. Ideias há várias, umas dentro do próprio sistema instalado, outras com pequenas alterações legislativas e outras ainda que obrigariam a alterações constitucionais. O debate deste tema é importante e exige a participação de todos. Existem vários grupos a trabalhar estas ideias separadamente e parece-me ser necessário que se juntam e as debatam com maior profundidade para se encontrar um caminho e uma estratégia. Esta parece-me ser uma alternativa a explorar e um trabalho a fazer já por cada um de nós e para isso todos devemos tentar informar-nos do trabalho já feito e procurar saber de como outros grupos, noutros países têm tentado avançar.
domingo, março 10, 2013
Um Boneco para Belém
Normalmente quando escrevo os textos já fiz o boneco antes e isso acaba por o condicionar, mas muitas vezes ao escrevê-lo dou por mim a pensar que afinal aquele boneco não era o ideal para acompanhar o que estou a escrever. Foi o que aconteceu mo último post em que acabei a propor que se substituísse o Sr. Silva por um boneco, não se sentiria a diferença e sempre se poupariam uns milhões de euros todos os anos. Poderia ser um manequim que iriam sentando numa cadeira em cerimónias oficiais ou então um boneco daqueles que se vai balouçando no ar . Colocado nos Jardins de Belém, para alem de dar algum colorido ainda poderia atrair alguns turistas para o fotografar. Politicamente ninguém notaria a diferença.
sábado, março 09, 2013
Um boneco em Belém
No prefácio do seu último "best seller" o Sr. Silva acaba a dizer que não faz nada e não diz nada para não atrapalhar a governação. Ficam-lhe bem esses sentimentos assim como o ficam a qualquer outro "banana" que por ai ande enterrado num sofá em frente à televisão, mas ele diz-se Presidente da Republica e isso dá-lhe algumas obrigações que passam, pelo menos, por fazer respeitar e cumprir com a Constituição da Republica Portuguesa. Garantir a estabilidade governativa não é um valor supremo das suas atribuições, é só uma opção e essa nunca pode sobrepor-se ao seu juramento. O não cumprimento da Constituição tem sido uma das suas mais claras opções, tanto quando não veta leis e orçamentos que ele próprio diz violarem o texto constitucional como quando permite a um governo não cumprir com as suas promessas eleitorais ou quando o mantém no poder quando é claro e evidente para todos que já não representa a vontade dos cidadãos. Se é para estar calado e quieto sem fazer nada só em nome da estabilidade então nada justifica que tal personagem viva num palácio em Belém, receba mais de sete mil euros por mês de salário e tenha à sua disposição um orçamento de mais de 14 milhões por ano para as suas actividades. Substitui-se por um boneco que sai mais barato e faz o mesmo efeito.
sexta-feira, março 08, 2013
A Múmia de Belém
Enviaram-me a capa do livro, "Os charutos do Faraó" do Tin Tim e perguntaram-me o que conseguia fazer com ela. Como já em 2006 quando iniciei este blog, chamava ao Sr. Silva de "Múmia de Boliqueime" não resisti e foi isto que saiu.
Portugal tem um sistema semi-presidencial o que faz com que o Presidente da Republica tenha alguns poderes mas a governação esteja nas mãos de um governo aprovado por uma Assembleia da Republica. Ao Presidente cabe sobretudo a função de garantir o respeito e o cumprimento da Constituição. Se os Presidentes que antecederam a esta "múmia" que agora lá está, cumpriram minimamente com esse juramento, embora nunca tenham tido a coragem de obrigarem os governos a cumprir com as promessas feitas em campanha eleitoral permitindo que chegássemos ao estado em que estamos, este parece ter feito à Constituição o que o Mário Soares fez ao socialismo. Meteu-o na gaveta e atirou fora a chave. Para mais este tal de Silva sempre mostrou uma total falta de carácter e de coragem, refugiando-se em viagens de Estado sempre que tinha de tomar uma decisão mais polémica e ultimamente por detrás dos muros do Palácio de Belém e de um silêncio ensurdecedor. Também é verdade que para quem disse que ainda estava para nascer alguém mais honesto que ele há demasiados rabos de palha a surgirem e os podres e a roubalheira dos seus mais directos colaboradores quando foi Primeiro-ministro começam a aparecer por todo o lado. Se este governo é composto por gente sem carácter e vendida a interesses do grande capital, este Presidente não é melhor e só por isso, juntando quem não presta com quem é uma porcaria, que este país caminha a passos largos para a miséria e para a desgraça social e económica. Correr com eles, com todos eles é essencial e urgente.
Borges, o Vampiro sabujo
António Borges defendeu que “o ideal era que os
salários descessem como aconteceu noutros países como solução imediata
para resolver o problema do desemprego". "Temos uma emergência nas mãos e a emergência é uma taxa de desemprego acima dos 17%”.
Este pulha miserável lacaio do grande capital e personagem a quem o pior ofensa não lhe faz justiça por ser muito pior que isso, continua a ganhar muitos milhares de euros para fazer ninguém sabe muito bem o quê neste governo e vem defender que quem já nem dinheiro consegue ter para alimentar a sua família devia ver os seus salários reduzidos. Este saco de estrume com pernas, como o fez o outro saco de merda de Primeiro-ministro, vêm agora justificar esta redução com os números do desemprego como se não tivessem sido eles os principais responsáveis por ele. Primeiro facilitam o despedimento e reduzem as indemnizações para, segundo eles, aumentar a competitividade das empresas e facilitar a criação de emprego. Como seria de esperar isso só criou mais desemprego e agora justificam que o seu combate se faz com redução de salários. Uma das razões que tem feito aumentar o desemprego é o menos poder de compra dos portugueses e com isso um menor consumo interno que por seu lado não atrai investimento em novos negócios, leva à falência de milhares de pequenas empresas e com isso à criação de ainda mais desemprego. Reduzindo mais os salários mais baixos da Europa o que se vai fazer é reduzir ainda mais o poder de compra, menos investimento, mais falências e mais desemprego num ciclo sem fim.
Mas este governo de miseráveis parece não gostar dos portugueses e, não sei se por revanchismo ao 25 de Abril ou simplesmente por não passarem de lacaios dos grandes interesses económicos, despreza-os e retira-lhes toda a dignidade condenando-os à miséria. Esta gente é escumalha, porcaria, nojo. Esta gente tem de ser corrida e é urgente encontrar mecanismos que garantam que nunca mais peçonhentos como estes alguma vez mais poderão chegar ao poder. Temos de criar mecanismos que nos permitam controlá-los, responsabilizá-los e em caso de necessidade correr com eles. Temos de ter tolerância zero para com a corrupção e o compadrio. Temos de ter uma justiça justa, igual para os mais pobres e os mais ricos e célere nas suas decisões. Temos que garantir que o poder e a soberania estão nas mãos dos cidadãos e não de traidores a jugo dos mercados e dos interesses do grande capital internacional. Temos de garantir a existência de uma verdadeira democracia onde gente reles como esta não terá lugar.
Mas este governo de miseráveis parece não gostar dos portugueses e, não sei se por revanchismo ao 25 de Abril ou simplesmente por não passarem de lacaios dos grandes interesses económicos, despreza-os e retira-lhes toda a dignidade condenando-os à miséria. Esta gente é escumalha, porcaria, nojo. Esta gente tem de ser corrida e é urgente encontrar mecanismos que garantam que nunca mais peçonhentos como estes alguma vez mais poderão chegar ao poder. Temos de criar mecanismos que nos permitam controlá-los, responsabilizá-los e em caso de necessidade correr com eles. Temos de ter tolerância zero para com a corrupção e o compadrio. Temos de ter uma justiça justa, igual para os mais pobres e os mais ricos e célere nas suas decisões. Temos que garantir que o poder e a soberania estão nas mãos dos cidadãos e não de traidores a jugo dos mercados e dos interesses do grande capital internacional. Temos de garantir a existência de uma verdadeira democracia onde gente reles como esta não terá lugar.
quinta-feira, março 07, 2013
quarta-feira, março 06, 2013
terça-feira, março 05, 2013
segunda-feira, março 04, 2013
Um Esqueleto no armário
O Sr. Silva anda desaparecido e mesmo quando muitas centenas de milhares de pessoas saem à rua para dizer que não querem mais este governo, que já não os representa, ele não é visto nem ouvido. Alguns dizem que, como cobardolas que é está escondido num armário, outros que são os esqueletos que tem no armário que o obrigam a estar escondido e outros até que é ele próprio que já é um esqueleto.
Quando iniciei este blog há mais de sete anos ia-se iniciar a campanha eleitoral daquele que viria a ser o seu primeiro mandato. Bem berrei que ele era o principal responsavel pelo estado a que chegou o país quando esbanjou os comboios de dinheiro que chegavam todos os dias da Europa, quando destruiu o tecido produtivo, as pescas e a agricultura, quando fomentou a instalação de uma politica de interesses e de gatunos, quando apadrinho o nascimento de Bancos como o BPN, BPP e BCP, quando levou para os seus governos gente sem escrúpulos e sem moral que criou este sistema de clientelismo e compadrio. Hoje estamos a pagar bem caro a sua governação como Primeiro-ministro e a sua vacuidade como Presidente da republica. Se ainda tem uma pinga de vergonha na cara, demita este governo e demita-se a ele depois por triste e má figura.
Economia cheia de músculo
A economia portuguesa precisa de 'cardio', precisa de tónico, de
músculos, precisa de abdominais, que custa um bocadinho mais. Mas,
precisa de esforço físico bem-sucedido e isto aqui é um bom exemplo",
afirmou Paulo Portas depois da cerimónia de inauguração de um ginásio da
VivaFit, num centro comercial em Guargaon, Nova Deli.
Ao que chegámos, um Ministro dos Negócios Estrangeiros anda a inaugurar ginásios na Índia. Qualquer dia ainda acaba a inaugurar barracas de cachorros no Japão e a dizer que a nossa economia necessita é de mais ketchup ou a vender os pasteis de nata do Álvaro no Cazaquistão e a dizer que afinal é canela que a nossa florescente economia necessita com mais urgência.E eu que pensava que necessitava era de emprego e produção.
Ao que chegámos, um Ministro dos Negócios Estrangeiros anda a inaugurar ginásios na Índia. Qualquer dia ainda acaba a inaugurar barracas de cachorros no Japão e a dizer que a nossa economia necessita é de mais ketchup ou a vender os pasteis de nata do Álvaro no Cazaquistão e a dizer que afinal é canela que a nossa florescente economia necessita com mais urgência.E eu que pensava que necessitava era de emprego e produção.
domingo, março 03, 2013
Um Assos Coelho a afogar-se num país a ir ao fundo
Ontem foram muitos os milhares que saíram à rua para mostrar que não querem mais este governo. Perante essa maré de gente pode-se dizer que o Passos Coelho já se afogou nas suas politicas e na sua austeridade. A questão a que falta responder é se é só ele que se está a afogar ou somos todos nós. Se este governo cair tudo leva a crer, pelo menos é o que dizem as sondagens, o PS ganhará de novo as eleições, já faz olhinhos ao Paulo Portas e tudo ficará na mesma. A Troika a mandar, os mercados e os grandes especuladores a enriquecerem à custa do nosso trabalho e esforço, e todos nós a perdermos direitos, a ver crescer o desemprego, a precariedade, a pobreza e a miséria. É para isso que tantos milhares saem à rua?
Não é correr com um governo para que tudo fique na mesma que é urgente. Urgente é uma nova forma de democracia, mais directa, mais participada por todos, para que sejamos todos a definir, dia a dia o que queremos para o nosso futuro.
Não é correr com um governo para que tudo fique na mesma que é urgente. Urgente é uma nova forma de democracia, mais directa, mais participada por todos, para que sejamos todos a definir, dia a dia o que queremos para o nosso futuro.
sábado, março 02, 2013
Deus, o bom e o mau
Líder do PS identifica CDS e Portas como o partido e o governante bom, e
PSD e Passos como os maus. As diferenças também se vêem na
interpretação que fazem da realidade. “A leitura da realidade dentro da maioria varia da negação absoluta por
parte do PSD, até à negação relativa que envolve alguns deputados do
CDS e membros do Governo, com alguns laivos de realismo salpicados aqui e
acolá”, observou o líder do PS. O facto de Portas ter defendido “mais tempo para o défice e para a
dívida, e um “diferimento” do pagamento de juros traçam uma linha entre
Portas e Passos. Um detalhe que “ficou muito bem simbolizado quando o
Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que só quem não está no seu
perfeito juízo é que diz que tudo está bem”.
O Seguro, muito seguro que vai ganhar as próximas eleições já pisca o olho ao Paulo Portas, não vá o diabo tece-las e necessitar de fazer uma aliança. O Paulinho das Feiras que gosta tanto do poder certamente que não lhe vai dizer não.
Eis uma boa razão para nos questionarmos se vala a pena ir amanhã para a rua e só exigir novas eleições deixando tudo na mesma. É que se o PCP e o BE estão à espera que o PS lhes estenda a mão para poderem ser governo bem podem esquecer. Não seria mais útil exigirmos uma verdadeira mudança que garanta que a espiral de pobreza e miséria termina?
O Seguro, muito seguro que vai ganhar as próximas eleições já pisca o olho ao Paulo Portas, não vá o diabo tece-las e necessitar de fazer uma aliança. O Paulinho das Feiras que gosta tanto do poder certamente que não lhe vai dizer não.
Eis uma boa razão para nos questionarmos se vala a pena ir amanhã para a rua e só exigir novas eleições deixando tudo na mesma. É que se o PCP e o BE estão à espera que o PS lhes estenda a mão para poderem ser governo bem podem esquecer. Não seria mais útil exigirmos uma verdadeira mudança que garanta que a espiral de pobreza e miséria termina?
sexta-feira, março 01, 2013
A fazer a sua própria gravata
Como nos tempos do Salazarento "Botas" cada vez mais há menos dinheiro para comprar e cada vez mais é necessário começar a fazer em casa. Ir buscar as velhas máquinas de costura, os ovos de madeira para arranjar meias, as agulhas de croché, e mais dia menos dias voltaremos a ver as cerzideiras às janelas.O Passos Coelho já começou a dar o exemplo e aqui costura a sua própria gravata. Na gravura é com agulhas, na realidade é com austeridade e indignação dos cidadãos.
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Vamos pendurar o Coelho
Hoje não fiz um boneco novo e fui reciclar um já criado para a manifestação de 15 de Setembro. A razão é simples, como fui para o Rossio, distribuir panfletos, pintar cartazes e faixas, falar com quem passava,não houve tempo para mais.Já estou a ouvir alguns a pensar, pois no 15 de Setembro já se falava em pendurar o Coelho e afinal ele ainda por ai anda. Verdade, mas isso não quer dizer que não tenha servido par nada. Serviu e muito porque eles mesmo sorrindo para fora por aquele cuzinho fica-lhes bem apertado pois nunca sabem quando é que uma maré de gente como aconteceu então não se transforma num maremoto que lhes entre pela porta dentro, o que para eles seria uma tragédia mas para muitos simplesmente um limpeza.
Vem isto também a propósito do animal ter dito hoje que "a indignação por si só não é suficiente" para "uma política de resposta à crise". E não é, chegou a altura de ela se transformar em acção, porque a nossa indignação não é contra a crise, é contra as suas causas, os seus responsáveis que se passeiam por aí impunemente a engordar cada vez mais e contra as soluções que não passam de uma aproveitamento para implementação de mais capitalismo neo-liberal, roubo de direitos sociais, salários e recursos e património do país por parte das grandes corporações que já são donos de governantes que se comportam como lacaios e sabujos. Mas se não é, também é verdade que o é, afinal a indignação só por si não é suficiente para responder a esta crise, é necessária também a acção e participação para correr com a escumalha que usurpa o poder em nome de uma democracia caduca e de alterne. É que está mais que na hora de pendurar o Coelho.
Vem isto também a propósito do animal ter dito hoje que "a indignação por si só não é suficiente" para "uma política de resposta à crise". E não é, chegou a altura de ela se transformar em acção, porque a nossa indignação não é contra a crise, é contra as suas causas, os seus responsáveis que se passeiam por aí impunemente a engordar cada vez mais e contra as soluções que não passam de uma aproveitamento para implementação de mais capitalismo neo-liberal, roubo de direitos sociais, salários e recursos e património do país por parte das grandes corporações que já são donos de governantes que se comportam como lacaios e sabujos. Mas se não é, também é verdade que o é, afinal a indignação só por si não é suficiente para responder a esta crise, é necessária também a acção e participação para correr com a escumalha que usurpa o poder em nome de uma democracia caduca e de alterne. É que está mais que na hora de pendurar o Coelho.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
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