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segunda-feira, junho 27, 2011

Viagens low cost ministrial


O Passos Coelho não desejou voar para a Cimeira Europeia em Classe Executivo e embarcou em classe económica. Os jornais lá foram descobrir que isso nada poupa ao estado já que as viagens governamentais são oferecidas pela TAP. Desta vez até vou dizer bem de uma decisão do Passos Coelho, não pelo que poupa, mas pela imagem que passa. Se isto for o exemplo que vem de cima, se a poupança em mordomias e luxos for para aplicar ao próprio Passos Coelho e em todo o Estado, se isto se generalizar seria bom e positivo. Temo é que seja como da última vez de um governo PSD/CDS, em que o Paulo Portas decidiu viajar num C130 militar para poupar o dinheiro da viagem. Uma vez sem exemplo, que depois tudo voltou ao que sempre foi e o exemplo não passou de propaganda populista.
Isso se a política deste governo ainda nos aumentarem a despesa na área das viagens. Basta privatizar a TAP e lá se vão as viagens de borla e lá vai o estado ter nova despesa.

terça-feira, junho 11, 2013

Portugal a saldos


Desta vez foi o Brasil, mas já outros países vieram aos saldos em Portugal. Da China a Angola passando pela Alemanha todos vêm abocanhar o que de bom tínhamos por cá. A estratégia é sempre a mesma e já foi utilizada um pouco por todo o mundo. Compram-se governantes para que façam dívida pública em projectos faraónicos que, de projectos rentáveis se transformam em elefantes brancos. Expo, estádios, estradas, centros culturais, museus, barragens, grandes eventos, tudo serve. Quando a dívida já tem o tamanho desejado, corta-se o crédito e aumentam-se os juros tornando impossível  ao país o poder pagar o que deve. Agora, mandam-se os carrascos do FMI, no nosso caso no formato TROIKA porque a Europa também desejou participar no repasto, e exige-se que tudo o que tenha algum valor seja vendido ao desbarato enquanto a pobreza se torna paisagem. É então que os abutres poisam na Portela e uns levam a EDP, outros a TAP, ou as Águas, estaleiros, comunicações, tudo o que seja lucrativo. O Estado é destruído e enquanto houver um euro para saquear não se vão embora. Quando o fizerem só deixarão pobreza, miséria e um país devastado. Ainda pensam que esta dívida pode e deve ser paga?


quinta-feira, dezembro 13, 2012

Eles comem tudo, eles comem tudo


Não passa um dia em que a canalha que assaltou o poder em Portugal não aumente um imposto, não roube um direito ou venda aos amigos a preço de saldos aquilo que é de todos nós. Agora lá vai a TAP, a ANA e as indemnizações por despedimento são reduzidas para 12 dias por cada ano de trabalho. Enquanto houver pedra sobre pedra, alguém com trabalho que não seja precário ou um cêntimo de riqueza neste país esta gente não vai parar de tentar tudo destruir e tudo roubar. Se alguém te metesse uma mão no bolso e nos roubasse a carteira certamente que a maioria de nós reagiria e isso ainda me faz mais confusão pois não entendo que, quando todos os dias somos roubados nos salários, nos direito e nos bens que são de todos nós, a maioria de nós se mantêm calada e quieta sem nada fazer para o evitar. Que se passa com este povo?

quarta-feira, dezembro 19, 2012

A minha árvore de Natal


Este ano estou sem espírito natalício nenhum, mas, no facebook, já andam tantas árvores com bolinhas, presentes, renas, e senhores gordos vestidos de vermelho que me senti na obrigação de também eu aqui assinalar o momento antes que me esqueça. Fica já a minha árvore já que cá por casa não me parece que vá haver outra. É o que se pode arranjar num Natal onde vai haver tanta pobreza em tantas casas embora em alguns sapatinhos se vão poder encontrar belos presentes como a TAP, a ANA ou a RTP. 


terça-feira, outubro 23, 2007

O Rato Lino

O Rato Lino

O Ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, considera a greve dos pilotos como «inoportuna» e diz que apenas pode ser encarada como uma greve “mais com objectivos políticos do que laborais”. “Neste momento os sindicatos querem manter a greve, mas estas costumam acontecer quando as pessoas já não estão disponíveis para discutir ou já discutiram e não chegaram a acordo. Não estamos de maneira nenhuma nessa situação e por isso acho estranho que o sindicato convoque uma greve que vai criar efeitos muito negativos na TAP e no país”.

Que muitos dos engravatados que costumam passar pelas cadeiras do poder, digam asneiras resultantes da sua ignorância do que são sindicatos e do que é uma greve, já é difícil de entender num regime democrático, onde o direito á greve está consagrado na constituição. Agora que seja logo este ministro, a quem certamente na sua escola e militância no Partido Comunista foram ensinados todos os fundamentos e objectivos de uma greve, torna as suas palavras mais incompreensíveis. Oh Mário, não há greves inoportunas e sabes bem que todas as greves são e serão sempre politicas. É o b-a-bá do sindicalismo e tu sabes isso muito bem.
Engraçado é notar que os governantes se mostrem tão preocupados com esta greve e com os seus efeitos e se estejam nitidamente nas tintas quando se trata de autocarros, barcos ou outros quaisquer transporte público. Talvez por os utilizarem pouco, talvez por andarem demasiadamente confortáveis, de “cuzinho tremido” nos seus popós de luxo, enquanto o avião lhes faz falta para irem e virem nas visitas aos seus “parceiros europeus”.
Pena tenho eu, em ver a forma desigual como são tratados os trabalhadores consoante as consequências que as greves que fazem provocam. Um governo realmente democrático deveria considerar todas as greves de igual forma. Pena tenho eu, que os trabalhadores deste país continuem a olhar para as suas classes profissionais de forma separada, que não haja uma verdadeira união e solidariedade para que, quando justa, a luta de uns fosse sempre a luta de todos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quinta-feira, setembro 29, 2011

Privatização da Água. Vamos dizer Não


Assunção Cristas garantiu hoje no parlamento que a privatização da Águas de Portugal vai mesmo avançar. A Ministra da Agricultura e Ambiente, admitiu a possibilidade do preço da água subir, devido à privatização da empresa Águas de Portugal.

Que vendam os anéis, que privatizem a TAP, a ANA, a EDP, a GALP, a Carris, a CP, aREN, etc. pode ser visto como um disparate e a destruição património que ainda resta ao país. Como dizia o Saramago, "já agora privatizem também a puta-que-os-pariu", mas o que é inadmissível é que queiram privatizar um bem que não pertence a ninguém, que é a essência da própria vida; a água. Muitos já lhe chama o petróleo do Século XXI, um bem que se vai tornar cada vez mais escasso (e mais caro).
Com que direito a querem entregar nas mãos de gente que só pensa em lucro e especulação? Já nem vou falar do custo para os cidadãos e para a idolatrada competitividade das empresas. Falo só do direito à água que é de todos.
Será que o seu futuro dono terá o direito de nos recusar o acesso a esse bem precioso deixando-nos a morrer à sede?
Será que se aproxima o dia em que nos vão recusar um copo de água?

Esta é uma luta que todos temos a obrigação de participar. Não se trata aqui de mais uns euros ao fim do mês ou mais um imposto, (razão que deveria ser mais que suficiente), mas da luta pela água. Que cada um pense nas consequências que daqui podem advir, (vejam como vai subir o preço da electricidade e como têm subido os combustíveis) e vejam se se podem dar ao luxo de ficar em casa no sofá?

segunda-feira, novembro 15, 2010

O cartão vermelho à liberdade


O jogo de futebol a contar para a Taça de Portugal que deveria ser jogado no Estádio da Luz no próximo fim-de-semana entre o Benfica e o Braga foi adiado devido à realização da Cimeira da NATO em Lisboa. Não é que pessoalmente me faça nenhuma diferença que haja ou não jogo, mas a vergonha continua com os Lisboetas a verema as suas vidas suspensas para recebermos os Senhores da Guerra. Mas, mais prejudicados ainda serão os comerciantes da zona do Parque das Nações que se verão impedidos de fazer comércio durante toda uma semana. Vergonhosa a forma como estão a ser tratados os restaurantes da zona que, ou fecham ou só poderão servir refeições aos participantes da cimeira, com preço fixo e determinado pelas autoridades (penso que cerca de 15 Euros e fiados). Segundo parece também a TAP estuda a possibilidade de pedir um indemnização pelos prejuizos que vão sofrer. Esta cimeira já nos está a custar dezenas milhões e se fossem contabilizados todos os prejuizos no comércio e na vida das pessoas atingirá certamente muitas centenas. Para esta gente nada de muito importante mesmo que o país esteja endividado até aos cabelose à beira da bancarrota. Não há dinheiro para ajudar quem está na pobreza mas nunca falta para fazer sumptuosas cimeiras, cheias de luxos e mordomias, (assim como nunca falta para fazer guerras que não são nossa,s seja no Afeganistão ou em qualquer outro lugar).
Vamos todos aproveitar esta cimeira para, nas ruas, afirmarmos o nosso descontentamento e dizermos a esta gente que não as queremos no nosso país. Fora com os Senhores da guerra.
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