terça-feira, fevereiro 14, 2006

Então Sr. Procurador como é que é?










O juiz desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa, Eurico Reis, considera «incompreensível» a demora no esclarecimento do caso do «Envelope Nove» e sublinha que um inquérito semelhante a este demora menos tempo.O responsável é da opinião que as respostas colocadas pelo presidente da República, Jorge Sampaio, ao Procurador-geral da República, Souto Moura, podem ser respondidas em «dois ou três dias».O juiz desembargador chega mesmo a acusar Souto Moura de «leviandade» no tratamento deste processo. «O senhor Procurador-geral da República não está acima da lei, não pode fazer tudo o que lhe apetece, ao não fazer o que o senhor presidente da República pediu está a brincar com todos nós, porque isto é demasiado sério para se conduzir com a leviandade com que o assunto está a ser tratado», acrescentou.… Souto Moura tinha prometido uma «investigação rápida», mas esta segunda-feira confessa que não vai precipitar conclusões em nome da rapidez.
In (TSF on-line)
Já há algum tempo que me perguntava por onde andariam as conclusões a este tão urgente inquérito. Cheguei mesmo a estranhar que, visto estar envolvido o nome do próprio Presidente da Republica, o assunto parecesse ter caído no esquecimento. Felizmente, passado todo este tempo, alguém vem por a boca no trombone e trazer o ressuscitar o assunto. É que das duas uma:
Ou o Procurador não conseguiu realizar o inquérito em todo este tempo que passou e por isso pede ainda mais. Nesse caso, sendo um assunto que não deve ser muito difícil de esclarecer, conclui-se pela incompetência e dai a necessidade de demitir o Procurador e colocar no seu lugar alguém que saiba o que está a fazer.
A outra alternativa é a do atraso premeditado para que o actual Presidente não tenha tempo de actuar antes de ser substituído já em Março. Neste caso trata-se então de má fé e desonestidade pelo que também deveria ser demitido.
A conclusão que daqui se pode tirar é a de que este Procurador já demonstrou não ser adequado ao lugar e mostrou porque já deveria ter sido demitido Há muito tempo.
Espero que o Presidente Sampaio não abandone Belém aceitando uma desconsideração como esta e tome medidas no sentido de forçar um esclarecimento global do que se está a passar. Já tem pouco tempo para isso.

A ler com atenção


Um bom artigo sobre a história passada e o actual assalto à PT.

A OPA da PT É Um Festival

A "guerra das caricaturas"


Foi publicado no site “Iran Cartoon” a primeira caricatura que foi enviada por um australiano, Michael Leunig. A agência France Press cita Leunig que afirma ter feito a caricatura “por solidariedade com o mundo muçulmano e para exercer o seu direito à liberdade de expressão”.
Não concordei com a necessidade da publicação das caricaturas de Maomé e o mesmo se passa com as que começaram agora a ser editadas sobre o holocausto. Não porque isso me importe muito e nem lhes acho assim muita graça, mas sim pelos motivos que levaram à sua publicação. A razão de quem faz estas caricaturas deveria ser a de critica social ou denúncia de algo que se considere errado e não simplesmente a provocação gratuita. Esta ideia de esticar a corda só para ver quando vai quebrar não me parece ter qualquer utilidade, antes pelo contrário acaba por criar o conflito e o perigo de vermos a nossa liberdade de expressão limitada (nem que seja por uma auto-censura ou por medo).
O editor do Hamshahri, Farid Mortazawi, diz que os judeus podem estar descansados porque concurso não pretende insultar a comunidade judia nem pôr em causa o Holocausto. O nosso objectivo é avaliar os limites da liberdade de expressão”.
Este sim é o grande perigo.

Também quero ser Presidente de Camâra


O Estado tem disponíveis 50,4 milhões de euros para subsidiar as campanhas dos partidos e candidatos independentes às eleições autárquicas. Os cinco partidos com assento parlamentar contam receber um máximo de 42,3 milhões de euros repartidos da seguinte forma:PS - 18 milhões, PSD - 11 milhões, CDU - 7 milhões, CDS-PP - 2 milhões, BE - 1,3 milhões e CDS-PP/PSD - 3 milhões de euros.
Os três presidentes de câmara mais mediáticos, Valentim Loureiro (Gondomar) 320 mil euros, Isaltino Morais (Oeiras) 100 mil euros e Fátima Felgueiras (Felgueiras) 115 mil euros, vão receber do Estado perto de 535 mil euros em subsídios para ajudar a pagar as campanhas das últimas Autárquicas.

Ora ai está um óptimo lugar para se poupar dinheiro. Cá para mim não devia haver pão para malucos. Nespia, rien, niente, nada. Eram mais 50 milhões para ajudar a pagar a crise. Andamos nós durante meses a levar com estes gajos na televisão e agora ainda lhes vamos pagar com o dinheiro dos nossos impostos. Não senhor, era dizer não pago e não tenho medo de ninguém. Como se já não bastasse o que gamam quando lá estão e os favorezinhos que fazem agora ainda lhes vamos dar mais dinheiro para as mãos. Estamos mesmo entregues aos bichos.
O pior é descobrir quem na classe politica queira acabar com esta mama. Todos bebem da mesma teta e por isso calam e pagam. Ou melhor fazem-nos pagar a nós e depois gritam aos sete ventos que o nosso estado é despesista e que é necessário despedir gente. Haja um pouco de vergonha.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

O asno choramingas


O Governador do Banco de Portugal, Victor Constâncio, veio avisar que o crescimento do país dentro da média europeia só acontecerá daqui a dois três anos.
Significa isto que 2006 e 2007 vão ser anos de grande indefinição, para o PIB, que mesmo que cresça estará em divergência profunda com a UE, o que atrasará o país ainda mais.
Por outro lado, ninguém garante, muito menos este tipo de estimativas, a tão longo prazo, que os factores que hoje estiveram na sua base de análise sejam os mesmos, ou tenham idêntico peso, daqui a dois ou três anos.
Em qualquer dos casos, e sendo aceitável este cenário, percebe-se que o Governo de Sócrates, se não borregar antes, terá a maior sorte deste mundo, porque nessa altura estará em fase de renovar, ou não, a sua maioria.
O problema, contudo, é que os portugueses, daqui a dois ou três anos, estarão em coma profundo, do ponto de vista da sua qualidade de vida e bem estar, enquanto que o resto da Europa navega em velocidade de cruzeiro, em alta consistente, e com vento favorável. Porquê nós, sempre?
Luís Delgado In “Diário Digital”

Oh grande economista!
Oh enorme sumidade da analise politica Portuguesa!
Oh monstruoso vidente do nosso futuro!
Oh gigantesco comentador da nossa pátria!
Que seria de nós sem as tuas sábias palavras?
Tu, que vês a verdade e prevês o futuro como ninguém ajuda-nos a encontrar o caminho da salvação para este país. Como é clara a tua interpretação das palavras do Constâncio. Se o crescimento do país dentro da média europeia só acontecerá daqui a dois três anos já visualizas uma profunda divergência e um país ainda mais atrasado.
Tu, que compreendes os planos economistas a longo prazo e mesmo assim questionas resultados a dois ou três anos.
Tu, minha grande besta, que te mostras tão aborrecido por, a serem verdadeiras as previsões, já imaginares a vitória do Sócrates daqui a três anos.
Tu, que ainda manténs uma secreta esperança de que tudo ainda possa borregar, que preferias ver maus resultados para poderes gritar vitórias futuras do teu partido (qual fundamentalista ainda tens fé que o teu Cavaco vai fazer alguma coisa, não tens?).
Tu, que se os resultados económicos forem bons achas que é por sorte e nunca por mérito de quem governa, se esse governo não tiver a tua cor.
Tu, que elogiavas as borradas do Santana Lopes és incapaz de reconhecer que outros consigam melhores resultados (neste caso também não seria muito difícil).
Tu, Oh grandessíssimo hipócrita, vens chorar-te pelos portugueses e falar de um coma profundo da sua qualidade de vida quando sempre defendeste politicas de miséria e de “contenção salarial”. Aplaudiste o congelamento de salários, os cortes na segurança social, defendes a saúde e educação privada em detrimento da pública e apoias quem diz não haver 300€ para pagar de pensão mínima aos mais idosos e vens perguntar “porquê sempre nós”.
Não sou nem nunca fui muito apologista desta politica miserabilista e neo-liberal que tem regido o nosso país nas ultimas décadas, mas este governo tem conseguido, pelo menos, apresentar melhores resultados que os anteriores. Parece pelo menos haver, uma lógica, uma ideia, um caminho.
Tu, profeta da desgraça, vai-te embora, embarca nesse cruzeiro do resto da Europa e deixa que o vento consistente e favorável te levem para bem longe. Nós não te merecemos.

Nem Cristo tinha paciência para isto


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, comparou-se a Jesus Cristo, causando espanto até nos seus apoiantes.
"Sou o Jesus Cristo da política" - afirmou Berlusconi num jantar com partidários no sábado à noite, segundo a imprensa italiana - "Sou uma vítima paciente, suporto o que quer que seja, sacrifico-me por quem quer que seja".
Na sexta-feira, Berlusconi comparou-se a Napoleão, dizendo que só o imperador francês tinha feito mais por seu país.
Berlusconi vai disputar com o líder da oposição de centro-esquerda, Romano Prodi, as eleições gerais em Abril. Pesquisas de opinião sugerem que Berlusconi está atrás de seu principal oponente por uma diferença de cinco pontos percentuais. Mas o primeiro-ministro diz não acreditar nos principais empresas de sondagens. Ele encomendou a sua própria sondagem, que mostra que ele lidera a corrida eleitoral com uma pequena margem.
Depois da promessa de abstinência sexual até às eleições Berlusconi volta à carga e cada vez mais patético. Lá, como acontece cá em Portugal, também as sondagens soa encomendadas para dar resultados à medida do freguês. Lá como cá também ladrões e palhaços, com a cumplicidade da comunicação social, concorrem e ganham eleições só para escapar à justiça. São estes os bons exemplos de democracia ocidental que desejamos “vender” ao mundo.

Aquecimento Global


Por mais que o presidente George W. Bush negue, a comunidade científica internacional se mostra cada vez mais de acordo sobre uma ligação entre o aquecimento global incomum e actividades humanas - como o uso do petróleo de que Bush tanto gosta. Uma nova pesquisa caminha nesta direcção. Publicada na revista científica mais influente dos Estados Unidos, a “Science” (www.sciencemag.org), ela mostra que o Hemisfério Norte registrou no século 20 as ondas de calor mais frequentes e mais influentes de pelo menos os últimos 1.200 anos. Em mais de mil anos, nunca houve uma flutuação tão intensa.
“Os últimos 100 anos são mais surpreendentes do que os períodos de grandes flutuações anteriores. O aquecimento é global e afecta quase todos os registros analisados”, diz Timothy Osborn, um dos autores da pesquisa.
Para entender, basta analisar pesquisas que têm sido publicadas recentemente.Uma das últimas data de Novembro de 2005 e foi publicada na mesma revista “Science”. Pela análise de colunas de gelo, ela mostra que os níveis de gás carbónico e metano na atmosfera são os mais altos dos últimos 650 mil anos. O gás carbónico, ou dióxido de carbono, é produzido em grandes quantidades quando combustíveis fósseis são queimados. Ele se acumula na atmosfera, uma vez que demora mais de 100 anos para sumir, e alimenta o efeito estufa. O efeito estufa, por sua vez, retém a radiação que a Terra recebe do Sol. O resultado é o aquecimento global.
In “O Liberal on-line”

Por mais voltas que demos só existe uma Terra e dela não podemos fugir. Se não tratarmos dela com muito cuidado corremos o perigo de matar a galinha dos ovos de ouro. Infelizmente há gente para quem o dinheiro é mais importante que o futuro. Ainda me lembro de quando os ecologistas eram considerados como um grupo de maluquinhos alarmistas a quem ninguém ligava importância, e não foi assim à tanto tempo como isso. Agora já há ministérios e cimeiras de presidentes para falar do assunto. Pena é que se fale mais do que se faça e a cada dia que passa este planeta fica mais doente. Repito aqui mais uma vez; só existe uma Terra e dela não podemos fugir.

domingo, fevereiro 12, 2006

Porcos.




SOLDIER'S VICIOUS FILM VOICEOVER: 'Oh yes, oh yes, you're gonna get it. Naughty little boys. You little f***ers, you little f***. DIE'
Quando acordei hoje de manhã as primeiras noticias que ouvi foram as de brutalidade praticada por soldados britânicos no Iraque. O som (TSF) que acompanhava a notícia dizia tudo, com o riso, a maldade e a violência daqueles “animais” para quem o bater, maltratar e humilhar é um prazer. Comportamentos como estes num país ocupado e violentado só pode gerar mais ódio, mais violência e mais achas para a fogueira da “guerra santa”. Violência gratuita e sem sentido. Eu, sem culpa nenhuma, sinto-me envergonhado por o meu país ter pactuado com este estado de coisas e ainda mais por não o ver ter a coragem de confrontar Estados-Unidos, Inglaterra e todos os outros que continuam a manter esta situação totalmente intolerável.
O que vamos ver agora? Mais um inquerito, um qualquer general a dizer que este tipo de actuação não é admissivel....até à proxima vez. É triste, muito triste.

Será Constitucional?

A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) aderiu, hoje, ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo. Quer isto dizer que, a partir de agora, a EMEL irá aceitar a mediação deste organismo, em questões que a oponham aos condutores.
As sentenças do tribunal do centro de arbitragem, proferidas por um juiz desembargador, têm o mesmo valor das decisões judiciais. Em caso de incumprimento podem ser executadas, coercivamente, através do recurso a um tribunal comum.
De acordo com os dados fornecidos pela Câmara Municipal de Lisboa, em 2005 a EMEL recebeu 3.500 reclamações dos utentes. As queixas mais comuns diziam respeito a parquímetros avariados que não emitiam título de estacionamento ou que ficavam com as moedas.

Casos certamente difíceis de resolver já que difícil deve ser a apresentação da prova.
Mas a questão que gostava de levantar aqui é a seguinte:
Quando estacionamos num local sujeito a pagamento, e se por um qualquer motivo não efectuarmos o pagamento ou terminar o tempo “comprado” ficamos sujeitos ao a uma multa, ao bloqueio do nosso carro e finalmente ao seu reboque para um qualquer parque criado para isso.
Sem querer questionar aqui o direito de exigir o pagamento de estacionamento em local público (?) e onde tal sempre tinha sido permitido fazer de graça, tenho muitas dúvidas quanto à legalidade do bloqueio e ainda muito mais do de poderem rebocar o carro. Afinal a nossa infracção não é mais que o não pagamento de uma determinada quantia num determinado momento. Não praticamos nenhuma infracção ao código da estrada nem atrapalhamos o trânsito (estamos estacionados num local demarcado para esse fim). Assim sendo, nada mais nos deveria poder ser exigido, do que o pagamento desse mesmo estacionamento e possivelmente uma multa (?). Na prática o que acaba por acontecer é, ao bloquearem o carro, fazem com que aquele lugar fique ocupado ainda por mais tempo, para depois retiram o carro que não está a incomodar ninguém. Não faz qualquer sentido.
O automóvel e meu, e primeiro é-me retirado o direito o seu uso para finalmente ser-me retirado o próprio automóvel, sem o meu conhecimento ou autorização. Será legal “roubarem-me” um bem que é meu? Será constitucional proibirem-me a utilização de algo que é meu sem um motivo que o justifique?

sábado, fevereiro 11, 2006

Fátima Felgueiras sempre presente, aqui na terra como no céu

Oração

Obrigada minha Nossa Senhora de Fátima por teres permitido que eu tenha ganho as eleições.

Agradeço-te teres ocultado as minhas burlas e apagado todos os indícios dos saquinhos azuis.

Eu te venero por teres mantido o povo português na mais completa ignorância e pobreza de espírito, conduzindo-os às urnas para depositar o seu voto de confiança na minha pessoa.

Tu sabes que eu sempre te venerei, mesmo nos momentos mais difíceis quando fazia as minhas plásticas no Brasil.

Aqui estou prostrada a teus pés, para cumprir a promessa que te fiz de depositar no teu santuário esta pequena dádiva que aqui te trago em troca do que me permitiste sacar do erário público.

A teus pés, pecadora me confesso, confiante de que esta minha confissão não chegará aos tribunais.

Já agora aproveito para pedir pelos meus irmãos, estes santos que aqui vedes a meus pés, minhas almas gémeas na corrupção e no descaramento.

Não permitis que caiam nas malhas da Justiça, reza por eles e por mim e perdoa-nos o nosso único pecado (que para mim é até qualidade) de sermos mais espertos que os outros.

Já agora reza por mim e por estes santos rapazes uns quantos padres-nossos e outras tantas avés-Marias que eu agora sou uma presidente da Câmara muito ocupada e não tenho tempo para essas ladainhas.

Fazei arder no Inferno todos os que condenam esta minha visita, inclusive esses padrecas que andam para aí a dizer que é pecado misturar política com religião.

Adeus minha santa, minha homónima, eu te perdoou por não ficares tão sexy como eu no altar mas não basta ser Fátima, é preciso ter este estilo, este charme, esta performance, esta capacidade de gerir uma campanha sob o lema “sempre presente”, mesmo estando a milhas de distância. Tens muito que aprender no que toca à omnipresença, minha pobre santinha de trazer por casa.

Porquê duvidar?

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Petróleo, bombas e bobos

Paul Pillar, antigo coordenador dos serviços secretos no Médio Oriente e no Sul da Ásia entre 2000 e 2005 antigo responsável da secreta norte-americana CIA acusa a administração Bush de ter ignorado informações recolhidas pelos serviços secretos para justificar, «a posteriori», a decisão de desencadear a guerra no Iraque, num artigo publicado hoje no Washington Post.
W. Bush também ignorou advertências segundo as quais o Iraque corria o risco de mergulhar num caos caso fosse lançada uma operação militar para depor Saddam Hussein. Afirmou ainda «Tornou-se claro que os serviços secretos oficiais não serviam de base para as decisões, mesmo as mais importantes respeitantes à segurança nacional, que os serviços secretos eram publicamente afastados para justificar decisões já tomadas e que um clima de má vontade perniciosa se desenvolveu entre responsáveis políticos e dos serviços secretos». «A administração norte-americana «entrou em guerra sem reclamar e sem ser influenciada por qualquer relatório de importância estratégica dos serviços secretos» sobre o Iraque».

Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, …. e mais Petróleo. Pena tenho eu que o fugitivo Durão Barroso nunca se tenha chegado à frente para explicar aos Portugueses a cimeira das lajes e o apoio dado pelo nosso país à ilegal e irresponsável invasão do Iraque. Também era bom que os nossos grandes comentadores políticos tipo Luís Delgado, Nuno Rogeiro ou o almofadinha do Vasco Rato nos viessem agora explicar as suas dementes teorias sobre terrorismo e armas de destruição maciça. Ou pelo menos que tivessem vergonha de nunca, mas nunca nunca mais aparecer a dar qualquer opinião sobre qualquer assunto. Infelizmente, como não têm, era necessário que as televisões e jornais lhes fechassem as portas por incompetência e parvoíce.

Manias do rapaz

Cinco manias pela corrente
(Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.)
As "Cinco Manias Absurdas" cá do rapaz.

1. Buzino sempre aos fiscais da Parques Tejo (é a Emel de Oeiras). Quando posso vou falar com eles para saber se não têm pena andar a “lixar” a vida às pessoas e por isso ninguém gostar deles.

2. Nunca ligar o rádio, a meio de um jogo do Belenenses, para saber o resultado. Quando o fazia acabava sempre de sofrer um golo nessa altura.

3. Comprar sempre uma prenda para mim no dia dos meus anos. Justifico assim uma compra que não compraria de outra forma por não me fazer falta ou ser demasiado cara. (Nunca mais chega o dia dos meus anos que ando com vontade enorme de comprar um gravador de DVD daqueles com disco rígido e que ainda custam um dinheirão).

4. Recuso-me a usar fato e gravata. Gosto de calças de ganga, t-shirts, camisolas e blusões. Há no entanto, um dia por ano, sem qualquer justificação para a sua escolha, em que surpreendo toda agente e visto um fato e gravata.

5. Detesto ter conversas ao telefone. São bons para dar recados, fazer combinações ou tratar de assuntos. Conversas nem pensar. Fico bloqueado, e acabo sem saber o que dizer. Também não tenho pachorra para estar a ouvir grandes historias com um telefone colado ao ouvido.

Retirado de ...
Ogrunho

E continuando a "corrente", atrevi-me também a sugerir (e a contactar) os colegas dos blogs
Braganza-mothers
Welcometoelsinore
Ablasfemia
Cantigasdomaio
Sexta-feira 13

Tachos e Panelas


A ex-ministra das Finanças de Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite, vai fazer parte da administração do banco Santander em Portugal.
«Aceitei o convite» para integrar a administração do Santander, disse Ferreira Leite. A antiga ministra que também substituirá Cavaco Silva, recém-eleito Presidente da República, no corpo científico da Universidade Católica.
Assim se vive em Portugal. É o défice, é a crise, mas para alguns empregos não vão faltando.
Embora, infelizmente não acredite que a seu tempo, venha a recusar um cargo num futuro governo PSD, é bom saber que essa Sra. está ocupada com outros assuntos e longe das câmaras de televisão. Já vai bastar ter de ver a cara do Cavaco a entrar-nos pela casa dentro todas as noites. Tenho pena é dos pobres trabalhadores do Santander, sabendo-se, a forma como tratou os trabalhadores da função pública quando foi Ministra das Finanças.
Quero no entanto desejar-lhe as melhores felicidades e que realize um trabalho de tal qualidade que a contratem para ir viver em Espanha ou melhor ainda num outro país ainda mais distante. Podia era levar o António Borges como assessor, o Luis Delgado como comentador e o Marques Mendes para lhe transportar as malas. Sei que é só um sonho, mas é o que ainda nos vai dando ânimo para continuar.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Quanto mais falam mais se enterram


Ao comparar os caricaturistas aos fundamentalistas, Vitorino Canas, acabou por fazer uma triste figura. É certo que este é um assunto em que o choque de culturas torna difícil a existência de uma só realidade. Se para os ocidentais a liberdade de expressão não pode ser colocada em causa, para a cultura muçulmana é a sua religião que é sagrada. São dois mundos e duas visões que impossibilitam a demarcação de uma fronteira que as una em vez de as separar ainda mais.
Num momento, em que tantos problemas existem entre o ocidente e o mundo muçulmano, o que se deve perguntar, é se aquilo de que se está realmente a tratar é da liberdade de expressão, de um problema religioso ou antes de um plano premeditado para acicatar ainda mais os já tão inflamados ânimos. Se, procurarmos que beneficia mais com esta situação talvez encontremos as razões para esta crise e possamos apontar o dedo aos responsáveis. Não me parece que a liberdade e a religião expliquem tudo o que se tem passado.

Mais uma pérola no Atlantico.


Numa sessão parlamentar, o deputado socialista João Carlos Gouveia afirmou que a região da Madeira "está transformada, por inacção do poder judicial, num verdadeiro paraíso fiscal (….) salvo uma ou outra excepção, o poder executivo regional, pelo controlo que exerce sobre toda a sociedade, conseguiu sempre (...) subjugar, aos seus próprios interesses, a maioria dos titulares e agentes desses mesmos órgãos na região".
Na sequência destas afirmações, o vice-presidente do PSD/Madeira, Coito Pitta, avançou com um pedido de exame das faculdades mentais do deputado socialista.
"O Sr. deputado João Carlos Gouveia vem produzindo afirmações que indiciam demência, tal o absurdo e insulto que revestem (…) O PSD pretende que seja procedi da a avaliação das faculdades mentais do Sr. deputado João Carlos Gouveia, até, sobretudo, para interesse do próprio", concluiu.
O requerimento do PSD foi aceite pelo presidente do Parlamento madeirense, Miguel Mendonça, que justificou a decisão com o facto de não rejeitar, por norma, requerimentos. Como consequência deste facto toda a oposição abandonou o parlamento aproveitando o PSD para aprovar 19 diplomas em 15 minutos.

Mais um caso de “doidos” no parlamento madeirense. A Madeira é efectivamente uma pérola de disparates. Já todos estamos habituados às afirmações e atitudes do Presidente do Governo Regional, que levariam qualquer um de nós à barra do tribunal. Ofensas ao país e ao Presidente da Republica, ataques, restrições e proibições à imprensa e até mesmo às investigações da Policia Judiciária na Madeira. Com um poder absoluto e um controle sobre tudo e todos assim reina o Sr. João Jardim. Muito se fala em corrupção e na famosa offshore madeirense mas sem que dai se tirem quaisquer conclusões e resultados. Todos parecem ter medo daquele estranho ser sem que eu entenda muito bem porquê. Este caso deveria ser aproveitado para fazer um inquérito exaustivo a tudo o que se tem passado na Madeira nestes últimos 30 anos bem como uma avaliação não só à saúde mental do deputado socialista mas a todos aqueles que participam na vida politica madeirense. Ia ser uma festa com resultados que só poderiam melhorar o chamado “défice democrático”. Não sei é se haveria lugar para todos nas instituições psiquiátricas deste país.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Telhados de vidro


O relatório do Pentágono, divulgado na passada sexta-feira e publicado a cada quatro anos, manifesta a preocupação dos Estados Unidos pelo aumento da despesa estatal em defesa por parte da China que aponta como uma potencial ameaça militar para os Estados Unidos
«Das grandes potências e das potências emergentes, a China tem o maior potencial para competir militarmente com os Estados Unidos e introduzir tecnologias militares novas que, com o tempo, poderão contrabalançar as vantagens militares tradicionais dos Estados Unidos. O ritmo e extensão do poderio militar da China está já a pôr o equilíbrio militar da região em risco», lê-se no relatório. Sublinha ainda, «o investimento da China em novas tecnologias de defesa, como equipamento de guerra electrónica e cibernética, operações contra-espaciais, mísseis balísticos e de cruzeiro, sistemas avançados integrados de defesa aérea, torpedos de nova geração, mísseis nucleares estratégicos e veículos aéreos não tripulados».
O governo chinês rejeitou hoje o relatório do Pentágono e anunciou ter apresentado uma queixa formal a Washington. «São acusações sem fundamento algum, feitas sobre o normal desenvolvimento da China em termos de defesa, interferem com questões internas da China e tentam dar validade a uma teoria errada da China como ameaça militar», disse em Pequim Kong Quan, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
Um relatório do Pentágono do ano passado, negado pela China, apontava para uma despesa entre 50 e 70 mil milhões de dólares americanos. As forças armadas chinesas, o Exército Popular de Libertação, são as maiores do mundo, com 2,3 milhões de efectivos.


Realmente é preocupante que um qualquer país gaste tanto dinheiro em armamento. O desenvolvimento de novas armas, convencionais e nucleares, deve preocupar todo o mundo. Vivemos tempos atribulados, com dezenas de conflitos regionais, cada vez mais violentos e globalizantes. O terrorismo é uma das suas facetas mais graves e atentados podem acontecer em qualquer lugar em qualquer momento. A imposição forçada de culturas e políticas acaba por violentar povos, ainda arreigados aos seus modos de vida e, que reagem violentamente a essa intromissão. A corrida ao armamento é, por isso, um perigo real e permite que divergências entre países possam degenerar em conflitos graves e desencadear guerras em que quem acaba por mais sofrer são as populações.
A questão que se pode pôr aqui é que direito têm os Estados Unidos para fazerem as criticas e colocarem países em listas de potenciais ameaças. Não nos podemos esquecer que, no orçamento proposto pelo presidente americano, também é aumentada a despesa militar, mantendo-a como a maior de todo o mundo. Desde 2001 o orçamento militar Norte-Americano aumentou 48%.
O mesmo se passa com a questão nuclear com o Irão. Quer-se proibir aos outros aquilo que não se abdica de ter. No lugar de acabar definitivamente com as armas de destruição maciça e com as tecnologias de guerra, cada vez mais se investe nelas e se tenta proibir os outros de também o fazerem. É preciso ter muita lata para criticar os outros por fazerem aquilo que nós também fazemos. Quem tem telhados de vidro não pode atirar pedras.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

O gigantone


"Dentro de dias o valor do défice de 2005 será conhecido. Estou convencido de que será de 5,8 ou 5,9 por cento. Toda a gente vai dar os parabéns (ao Governo) e achar que é uma grande vitória. Eu não acho. Mesmo com mais receita, o défice aumenta em relação a 2004, onde foi de 5,2 por cento".
«Todas as pessoas são livres de dar opiniões. Mas eu, como responsável político, tenho de dar orientações. As pessoas não estão preocupadas com a regionalização, mas com a perda de emprego. O que o país quer é mais trabalho e menos impostos. Não será a regionalização ou qualquer outra matéria a desviar-me das prioridades».
«O Governo tem sido useiro e vezeiro em agredir juízes, funcionários públicos, outros sectores. Agredir seja quem for, neste caso os juízes, é de um populismo inaceitável»


Depois de uma época de silêncio estratégico, durante as eleições presidenciais, em que Marques Mendes não falava para não ser associado a Cavaco Silva e este não falava para não meter a pata na poça, o descanso chegou ao fim. Marques Mendes começou a falar mesmo quando nada tem para dizer. É que este governo está a fazer a politica que ele gostava de poder fazer, e que o seu partido nunca teve coragem de fazer quando esteve no poder. Por muito que lhe custe, e a nós também embora por razões diferentes, esta é a realidade. Assim, sentindo a necessidade de protagonismo, (vem ai um congresso do PSD), fala por falar atirando tiros para todo o lado mas não acertando uma que seja. Senão vejamos:
- Retira qualquer mérito ao governo por o malfadado défice ficar abaixo do previsto, afirmando ser, mesmo assim superior ao de 2004. Será que não se lembra do estado caótico em que Santana Lopes deixou o país? Será que não se lembra de que as contas do défice eram sempre resolvidas à última hora com as malditas “receitas extraordinárias” só para tapar os olhos a Bruxelas? Foi a venda das dívidas fiscais, a venda de activos do estado, as caixas de aposentações da CGD, NAv, etc.
- Desvaloriza a regionalização dizendo não ser nada de importante. Há quem seja contra e quem seja a favor e o referendo realizado disse não. Independentemente da posição de cada um a regionalização é um tema muito importante, e tentar minimiza-lo com as bandeiras do desemprego e dos impostos não é mais do que demagogia. É daqueles casos em que se pode dizer que o cu não tem nada a ver com as calças. Para mais, sendo o seu partido um dos principais responsáveis pelo enorme desemprego existente e também ele ter subido os impostos na sombria época da ministra Manuela Ferreira Leite.
-Este governo tem, efectivamente, sido mau para os funcionários públicos. Mas o que fez o seu partido quando esteve no poder. Congelou salários, retirou direitos, chegando mesmo a ameaçar com o despedimento de 200 mil funcionários. E porque será que mexer com os juízes é um populismo inaceitável. Serão eles intocáveis? Serão eles de uma casta superior a quem não se pode retirar direitos como tem acontecido com outros funcionários?
Se algum mérito tem de se dar a este governo é exactamente o oposto. Embora se possa não concordar com as suas politicas tem sido corajoso na sua acção. Tem sido tudo menos populista o que aliás já lhe custou a derrota nas autárquicas e nas presidenciais.

Todos nós compreendemos que Marques Mendes tem de fazer oposição a este governo tanto por razões eleitorais como para consumo interno do seu partido. Deveria, no entanto, tentar atirar certeiro e dizer alguma coisa que faça sentido para os portugueses. Isto de se estar a por em bicos de pés para ver se alguém repara em si não está a dar resultado. Experimente pintar o cabelo de cor de laranja, mascare-se de gigantone no Carnaval que ai vem, faça qualquer coisa diferente porque assim não vai lá. Pelo menos compre um escadote que estou farto de olhar para baixo.

O Hitler do século XXI


Bush propôs um orçamento recorde para a área de defesa, de US$ 439,3 biliões, com o objectivo de combater o terrorismo não convencional e algum grande conflito internacional que apareça. Não estão incluídos, porém, os US$ 50 biliões que o governo pedirá para financiar as guerras do Iraque e do Afeganistão em 2007. A administração também está tentando obter mais US$ 70 biliões no ano fiscal de 2006 para custear as duas guerras.
O Ministério da Defesa pede 84,2 mil milhões de dólares para o programa de armamentos, ou seja, um aumento de cerca de 8%, e 73,2 mil milhões de dólares para a investigação no domínio militar (mais 2,2%). As despesas do Ministério da Segurança interna vão paralelamente aumentar 3,3% situando-se nos 33,1 mil milhões de dólares. O Pentágono quer igualmente aumentar em 33% os efectivos no seio das suas unidades de «guerra psicológica e assuntos civis».
Estes aumentos (nas áreas da defesa e segurança) contrastam com a redução das despesas em ares como o ambiente e a educação. Bush propôs reduzir ou abolir 141 programas opcionais e diminuir em US$ 65 biliões os gastos nos programas obrigatórios, incluindo o Medicare (o seguro de saúde nacional para os idosos e os portadores de deficiência) além de programas ligados à aposentadoria e ao trabalho. Paralelamente nove das 15 agências do governo enfrentarão cortes no ano fiscal de 2007 incluindo as pastas de Justiça, Transportes e Educação. Um dos programas a sofrer cortes será o de policiamento comunitário, que visa a combater a violência contra mulheres.
«Somos uma nação em guerra», declarou por seu lado o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan.
Desde 2001, o orçamento militar norte-americano aumentou 48%, indicou a Casa Branca.

Dizia John Lenon “Give Peace a chance”. Os Americanos elegeram besta do Bush e agora quem paga é o resto do mundo. Corta despesas na saúde, segurança social, transportes, educação, tudo em nome da guerra. O homem é doido e o mundo é a cada dia que passa um local mais perigoso para se viver. Já coloca no seu orçamento gastos com “um grande conflito internacional que apareça”. Não faz diferença onde seja, está é previsto que deve acontecer e logo decidirão onde. Irão, Coreia do Norte, ou um qualquer país da América do sul são os locais com mais hipóteses de lhes cair em cima um carregamento de bombas.
Está na hora de o resto do mundo se unir e exigir o fim da prepotência Norte-Americana. Não podemos deixar tamanho poder nas mãos de um louco. Este mundo já está mal e não necessita de um novo Hitlerzinho. Parem a besta antes que seja tarde demais.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Se ao menos cortassem o mal pela raiz...


Eles têm de aprender a respeitar as nossas democracias, o nosso direito a uma imprensa livre, desde que responsável, e a nossa religião. Viver com medo não é viver.
(Luís Delgado, Diário de Notícias, 06/02/2006)

Esse senhor Luís Delgado continua a emitir as suas opiniões sem conseguir realizar qualquer esforço que seja de despersonalização, o que lhe daria a possibilidade de se colocar do lado do outro para poder assim tornar as suas opiniões, no mínimo um pouco menos limitadas, já que no seu caso não se pode falar de inteligência. Infelizmente já não acreditamos que isso possa alguma vez vir a acontecer, porque se há no mundo pessoa mais confinada ao seu próprio umbigo, pessoa mais estreita de horizontes, é o senhor Luís Delgado, como se lhe tivessem colocado umas palas de burro logo à nascença, ou talvez já tenha mesmo nascido com elas. Senão vejamos: quando este senhor não está interessado em defender uma ideia, ele simplesmente a põe para o lado: não lhe interessa as teorias apaziguadoras, não sabe se os desenhos eram ou não de bom gosto,

Luís Delgado é limitadíssimo porque, além de não ser capaz de se colocar no lugar do outro, para poder ver a realidade por várias perspectivas, o que um jornalista deve estar habilitado a fazer, pior que isso, ele é explicitamente islamófobo, além de outras coisas, e não enxerga mais longe que o seu próprio reflexo, o que já de si é uma perspectiva execrável. Por isso seres como Luís Delgado, George Bush, Rumsfeld e mais escória que para aí anda, acham que o outro tem que aprender a respeitar a “nossa” democracia, a “nossa” religião" – e isto enquanto “nós” ocidentais iluminados não temos que respeitar os valores do outro, nem sequer quando o outro acede em jogar com as “nossas” regras democráticas (caso da vitória em eleições democráticas do Hamas);
O que é que o senhor Luís Delgado considera uma imprensa “livre, desde que responsável”? Será que considera que a imprensa da Dinamarca e, depois, de quase todos os países da Europa, agiu com responsabilidade? Só se para ele a responsabilidade é a imprensa europeia estar interessada em espevitar o já ateado fogo entre a civilização ocidental e a muçulmana. Será certamente uma imprensa responsável, mas no sentido de responsabilizável por ter criado ainda mais pressupostos para a violência. Não nos parece que tenha havido qualquer inocência na publicação dos cartoons. Não acredito que quem se propõs a fazer, e principalmente a publicar, um cartoon sobre outro povo, com outra religião e outra cultura, num momento delicado de tensões crescentes, não tenha tido antes o cuidado de saber algo sobre a cultura, algo sobre os preceitos religiosos desses povos, de modo a não ferir susceptibilidades, a medir as consequências, de modo a não lançar mais achas para a fogueira. Parece-me que o que se pretendeu no mundo ocidental foi precisamente atirar achas para a fogueira. A imprensa europeia está longe de ser inocente nesta e noutras questões.

Quanto à questão do Irão, Luís Delgado acha que seria bom que o mundo ocidental se prepare para mais um conflito. É este o seu conceito depravado de bom, como se a vergonhosa guerra do Iraque já não lhe bastasse. Ele acha bem que países como os EUA ou Israel tenham armas nucleares, que a França ameace usá-las contra o Irão, mas acha mal que o Irão deseje possuir energia nuclear (não está ainda provado que também queira ter armas nucleares). Faz-nos lembrar a arrogância daquele comercial já não me lembro de que empresa que gabava sem pudor: uns têm, outros…não!

De opinião parola em opinião parola, Luís Delgado, que é tão cosmopolita, destaca-se da atitude parola dos nossos ministros face à visita de Bill Gates; no entanto, vemos Luís Delgado a lamber as botas de outros americanos de QI bem mais reduzido ou mesmo nulo (Bush, por exemplo), aparecendo sempre servilmente em defesa das mais perigosas manobras desencadeadas pelo imperialismo americano (não se lembrará ele que Bush delineou a sua louca cruzada contra o terrorismo dizendo que o fazia em nome de Deus?). Que Maomé, Buda, Cristo ou um outro qualquer Deus nos proteja das opiniões do senhor Luís Delgado que tanto distorce a realidade em defesa de ideias disparatadas que nem sequer são suas.
Sempre fui contra o terrorismo, mas se existe deveria ser capaz de ser mais objectivo, capaz de atingir alvos bem precisos e que não acabassem sempre por matar e mutilar inocentes. Sr. Luis Delgado, se o raptassem e lhe pusessem a cabeça a prémio, se no final achassem que não tinham apanhado grande coisa e o devolvessem, podia ser que lhe fizesse bem a experiência, talvez passasse a ter mais consciência trágica e a tomar em consideração o lado do outro, talvez deixasse de medir tudo em relação ao seu desprezível umbigo.
e é o próprio sôr Zeca Afonso que vai cantar aqui]
O i o ai, disse-me um dia um careca
O i o ai, quando uma cobra tem sede
O i o ai, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
encosta-a bem à parede
Ainda bem que existe liberdade de expressão: assim possamos nós livremente todas as semanas arrasar com as opiniões parolas do parolo do Luís Delgado que se intitula jornalista e não passa de um golpista deformador de opiniões. Felizmente que já quase ninguém liga ao que diz.
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