terça-feira, dezembro 12, 2006

Nem Moral nem Vergonha

Na abertura da fase de instrução do processo «Apito Dourado», os principais arguidos como Valentim Loureiro, Pinto de Sousa ou José Luís Oliveira não se mostram preocupados nem procuram negar os factos pelos quais são acusados. Esta tranquilidade dos principais arguidos no «Apito Dourado» tem como «escudo protector» a ideia de que a lei de corrupção no desporto é inconstitucional.De acordo com a defesa dos principais arguidos, o crime de corrupção não é aplicado neste caso.Em causa está também um pedido de nulidade das escutas telefónicas feitas pela defesa de José Oliveira e Valentim Loureiro por alegadas ilegalidades na obtenção dessas escutas.
In TSF

Não deixa de ser estranho e de um despudor imenso o facto dos acusados, que ocupam cargos e mexem com dinheiros públicos, não procurem demonstrar a sua inocência relativamente aos crimes de que são acusados, mas simplesmente, encontrar subterfúgios legais para evitar ser condenados por eles. Mesmo que o consigam, que moral e com que cara poderão aparecer em frente de quem os elege e de quem os nomeia para cargos públicos, e continuar a pedir a sua confiança. Como pode a gestão dos dinheiros de todos nós continuar a ser confiada a esta gente, que aceita o ónus da culpa procurando simplesmente fugir ao castigo.
Não sei se a lei é inconstitucional ou não, embora estranhe que se possa considerar sequer que a corrupção quando efectuada no desporto não possa ser punida, não sei se as escutas foram todas legais ou não, mas que no fim tudo aponta para a sua culpabilidade, parece evidente.
Se, virão a ser condenados ou não, ainda se está para ver, mas a culpa já lhes está colada à pele. Só mesmo a falta de vergonha, lhes vai permitir que continuem a armarem-se em virgens ofendidas e a “mandar postas de pescada” para o ar. Haja vergonha e sobretudo coragem para retirar esta gente da vida pública deste país.

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O Malabarista

Integrado na Série dedicada aos Circos de Natal apresentamos hoje o maior Malabarista do Governo, Teixeira dos Santos. Tantas voltas dá ao Orçamento, atirando uma medida, depois outra e outra e outra, numa infindável confusão e, sem que nenhuma acabe por parecer cair, algumas desaparecem misteriosamente no nada. No final acaba sempre sob o aplauso de alguns, como se de um grande sucesso se tratasse, embora para a grande maioria, o que fique é uma enorme sensação de que nos meteram a mão nos bolsos…outra vez.

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O Boxer está de volta e já rosna

Este ex-boxer, Barroseiro e Santanista, Morais Sarmento, andou calado e até meio escondido (basta lembrar a sua imagem fugidia nas televisões no ultimo Congresso do PSD). Num partido em que todos se vigiam a todos, basta que alguém, neste caso com o egocêntrico e ridículo jantar organizado pelo Luís Filipe Menezes, mexa um dedo, para que logo os outros se sintam na necessidade de, também eles, se mostrarem. Lá apareceu ele a ser mais um a criticar o pequenino Marques Mendes (este é que por mais que faça nunca mais vai deixar de ser o saco de pancada no partido). Pelos visto, considerou chegada a hora de reaparecer e mostrar que ainda tem a capacidade de morder. Mais um cromo a querer ganhar uma boa posição para a corrida à liderança.

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segunda-feira, dezembro 11, 2006

A Jaula das feras

Completamente impregnado, totalmente ensopado e de corpo e alma mergulhado no espírito natalício resolvi que, pelo menos um dos posts aqui colocados diariamente deveria estar de acordo com isso. Uma das coisas que por ai aparecem aos montes, para além, de anúncios, luzes, país natais e natais dos hospitais, são os circos. Parecem cogumelos a brotarem por todo o lado.

Hoje, vamos ter um exemplo disso na RTP1 onde vai ser exibido em sessão única o Circo Câmara LX. O número principal terá como domadora a estrela Fátinha dos Campos Correrias e as feras o Carmona RóRó, os Josés Carrilho, Nogueira Pinto, que ainda é dos Pintos que anda são Nogueiras e o Só Fernandes. Segundo parece o tigre da Sibéria Rússia de Carvalho não foi convocado, ou porque é pouco assustador ou por receio que mordesse demais. Seja como for o circo passa hoje no programa Prós e Contras. Espera-se sangue a jorrar pelo ecrã fora.

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Um Deus cruel para muitos e bom para alguns

O Governo vai criar, em breve, uma empresa para gerir os funcionários excedentários, pagar salários, fazer compras de bens e serviços e gerir a frota automóvel do Estado.
A Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) vai ser responsável pela aplicação da reforma da Administração Pública e pela prestação de serviços de suporte do Estado.
in "Publico"

Muitos braços têm a administração pública no nosso país. Por um lado corta-se nos direitos dos funcionários, nas despesas, algumas essenciais do estado, e por outro criam-se mais empresas, com mais uns lugares para administradores, assessores, prémios, mordomias e cartões de crédito. Este tirar com muitas mãos a muitos, para dar com outras a poucos parece ser a norma. Este país está pejado de empresas publicas, municipais e outras que tais que, mais não servem como solução para dar guarida aos milhares de amigos e pagar favores. Não existem Secretários de estado, sub-secretários de estado, direcções, assessores e serviços suficientes no estado para que internamente se criem esses mecanismos de gestão? Qual a necessidade de criar mais despesa para fazer o mesmo trabalho que podia ser feito com os recursos internos? Quantos trabalhadores vão ser considerados excedentários e vão ver toda a estabilidade da sua vida ruir, para que outros recebam a bênção do pagamento de uns tantos favores? Que justiça e que moral preside a tudo isto? Estou cada vez mais farto de ver esta roda girar, trucidando sempre os mesmos para benefício de alguns. Estou farto de ver o meu país a condenar à miséria tantos de nós, para engordar a barriga a outros. Estou mesmo farto desta merda.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Pinochet - A caminho do inferno

Morreu, finalmente Augusto Pinichet. Sou contra a pena capital, e por isso não sou de desejar a morte a ninguém, mas também não vou chorar a morte deste assassino. Ditador cruel, por quem não consigo ter o mínimo de respeito ou de pena. Não sou crente de uma vida depois da morte, mas quem sabe se estou enganado e, se assim for, estou certo que neste momento já arde no inferno em eterna agonia. Que a terra lhe pese sempre em cima.

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A Bruxa de Lisboa

Para terminar a série deste fim-de-semana dedicada ás bruxas, escolhemos a Bruxa de Lisboa. Esta autentica vampira, herdou o poder quando a Bruxa Santanete foi amaldiçoar o governo do jardim, para depois derrotar a Bruxa Carrilha, mais por demérito destas que por mérito próprio. Apoiante e apoiado pela Bruxa Mendes (a dançarina que não sabe dançar), tem feito feitiços, como o de permitir a construção ilegais, a multiplicação de assessores, e de prémios para administrações de empresas públicas, autorizações vergonhosas e compadrios. Uma bruxa que muito mal tem feito a Lisboa.

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domingo, dezembro 10, 2006

A Bruxa Adriana

Uma bruxa dos velhos tempos da mais profunda magia negra. Usando feitiços de vira-casacas e de mentira profunda conseguiu transverter-se em pseudo-democrata. Igual ao que sempre foi, nestes momentos em que a negritude cai sobre o jardim, a sua velha cara de outros tempos começa a ver-se sob a o estalar democrata.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Uma Bruxa sem Norte

Esta é uma bruxa que anda ao sabor do vento, num mundo onde o vento nunca sopra a seu favor. Conseguiu perder a Câmara de Lisboa para a Bruxa Carmona por se recusar a fazer a magia do aperto de mão. Choramingas como a Bruxa Santanete embora ninguém entenda bem porque chora. Não se lhe vê futuro na bola de cristal da política.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sábado, dezembro 09, 2006

A Bruxa Cherne

Esta bruxa fujona abandonou os seus clientes à sua sorte após várias bruxarias falhadas. Foi para Bruxaelas e deixou o seu povo entregue nas mãos da incompetente Bruxa Santanete. A sua carantonha de Cherne foi viver para um castelo cheio de riquezas e mordomias. Agora que até lá já começam a ver que as suas poções valem pouco já lhe estão a preparar a vassoura do regresso. A varredela via trazê-la de volta, para nosso desgosto. Já tem os olhos postos no lugar da Bruxa de Boliqueime. Insaciável.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A bruxa das poções

Esta é a Bruxa que nos últimos tempos nos tem tratado da saúde. Mais preocupada em poupar nos ingredientes dos feitiços cada vez é mais gananciosa com as poções que distribui. Muita gente já não tem dinheiro para recorrer aos seus serviços.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

A Bruxa Santanette

Eis uma bruxa que faz mais barulho que efeito. Desajeitada, quando lhe dão a possibilidade de fazer feitiços sem controlo parte a loiça toda. Não acerta um, mas acerta em tudo deixando um rasto de destruição inimaginável. Mais desajeitada que outra coisa qualquer prefere culpar as outras bruxas que assumir os seus falhanços. Amaldiçoada pelos próprios familiares logo à nascença, é vingativa e lança faísca contra tudo e contra todos a quem culpa das consequências dos suas asneiras.

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sexta-feira, dezembro 08, 2006

Filha de Bruxa não faz Bruxedos

Ai está uma Bruxa sem jeito para nada. Filha de um Bruxo famoso, esta bruxa bochechas, estraga tudo em que coloca os seus feitiços. Mesmo quando lhe oferecem um caldeirão já com a poção já pronta, consegue sempre fazer algo que a estraga. Perdeu o título de Bruxa de Lisboa e de Sintra quando isso quase parecia impossível. Sem grande futuro neste mundo mágico da politica.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

A Bruxa do vodoo televisivo

A Bruxa Marcela, faz os seus trabalhos de magia negra não através de poções e caldeirões, mas sobretudo através de maus-olhados e pragas. Utiliza o vodu televisivo para atingir os seus objectivos e aspira a um dia ocupar o cargo de Bruxa Mestra de Belém. Falta saber que outras bruxas lhe sairão ao caminho. A Bruxa Cherne é quase uma certeza.

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Uma bruxa que destila veneno

Aqui está mais um longo fim-de-semana e, como prometi, voltam a voar bruxas aqui no jardim. Eu não acredito em bruxas, mas são tantas as que por ai há que nada posso fazer para as impedir de me embruxarem o blog.

Quem melhor para recomeçar que a nossa ex-ministra das finanças Manuela Ferreira Leite. Que maldições e maus-olhados nos terá lançado para hoje estarmos no estado em que nos encontramos. Esta Rainha má do PSD, transfigurada em Bruxa que nos envenenou a todos, não com maças vermelhas, mas com laranjas azedas. Sinistra, continua a lançar os seus feitiços de pé de orelha com a sua parceira Bruxa Cavaca.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Uma Primeira-Dama esquerdista

Ouvi hoje que, num qualquer pasquim de que não percebi bem o nome a nossa Maria se dise como sendo de centro-esquerda. Já a estou a ver de bandeira vermelha na mão a gritar em frente da Assembleia, "Mais politica de direita não, governo para a rua".
Já agora aproveito para perguntar se alguém me pode explicar o que é isso de se ser de centro-esquerda. Melhor, o que é isso de se ser centrista. Ser-se de esquerda ou de direita na politica sei o que é, têm uma ideologia e um modelo económico, agora de centro e ainda por cima acrescentar de direita ou de esquerda é algo a que nem o abstracionismo consegue atingir.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Porque hoje é quinta-feira

Em Belém dia está cinzento e o chão ainda molhado da humidade da noite. A Sócretina entra apressada. No corredor ainda paira o cheiro dos charutos do Bicho da Madeira, isto apesar de a Maria por ali andar, de spray perfumado em punho a pulverizar desenfreadamente enquanto com a outra mão vai varrendo restos de cinza caídos no tapete.

-Bom dia Sócretina – disse ela, num tom seco e cortante. – Terça-feira esteve cá aquele da Madeira e empestou-me a casa toda e encheu-me isto tudo de cinza e de beatas. Anda aqui uma mulher a trabalhar e não têm cuidado nenhum. Vê lá se limpas bem os pés, que não quero isto tudo patinhado.
- Bom dia Maria – disse sorridente a Sócretina. – O Aníbal está por ai?
- Ele já vem, está lá em cima a apinocar-se todo para te receber. Deviam ter vergonha vocês dois. Não sei como aguento isto.
Nesse momento entra o Sr. Silva que cumprimenta entusiasticamente a Sócretina:
- Olá, bom dia, hoje vieste cedo. E toda bonita.
Nesse momento a Maria irritadíssima intensificou ainda mais o seu pulverizar.
- Anda dai Sócrertina, vamos lá para dentro antes que ali a Maria nos intoxique com a mania dos cheiros.
Pondo-lhe o braço por cima do ombro dirigiram-se para a porta do escritório com o Aníbal a segredar-lhe ao ouvido:
-A Maria anda nervosa porque viu umas fotografias nossas que publicaram num blog qualquer. Não sei como conseguiram as fotografias mas não me posso esquecer de mandar fechar aquilo.
-Deixa lá isso agora, que aumentar o ordenado mínimo, não sei bem porquê, excitou-me imenso. Qualquer dia ainda me torno numa socialista, disse ela rindo.
Fechou-se a porta.

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Amanhecer

Max Slevogt (1868 – 1932)

O amanhecer numa casa feita de nadas,
habitada por poalhas douradas
onde se traçam poemas,
se beberica cevada aquecida na lareira escurecida,
que o vento penetra,
para se trajar de laranja em dias de romaria.
A cozinha cheira a fumo e à canela da compota,
feita com as palavras doces,
que é guardada em vidro lapidado
que lhe muda a cor,
consoante a intensidade do afecto e ternura dos dias.
AMARCORD

Porque fogem os nossos politicos?

De que têm tanto medo os nossos governantes, presentes e passados, relativamente aos voos da CIA que utilizaram os aeroportos nacionais?
Se Maomé não vem à montanha, vai a montanha a Maomé, deve ter sido aquilo que pensou a Comissão do Parlamento Europeu que está a investigar o caso, após a recusa do Estado português em ir prestar esclarecimentos a Bruxelas. Vieram por isso eles a Portugal, e só vemos os políticos portugueses, aflitos, a fugir com o rabo à seringa.
Paulo Portas, Ministro da defesa na altura, recusou um almoço com a comissão, (ele sempre disse que não há almoços grátis), com a desculpa que já disse tudo o que sabia, ou seja, nada disse de tudo o que sabe.
O actual Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, que vai hoje depor à Comissão, já veio dizer que não compreende o que podem eles querer e acusando-os de já virem com ideias pré-concebidas. Isto é, já fizeram as suas investigações e não foram nas patranhas que lhes tentaram enfiar.
Toda esta incomodidade demonstrada por quem era, queria ser, é e gostaria imenso de já ser ministro, quer no PS, no PSD ou no CDS, só parece mostrar que todos sabiam aquilo que se passava com esses voos e todos foram e são coniventes. Todos têm telhados de vidro e todos fizeram um pacto de silêncio para apagar essa página negra que lhes deveria pesar na consciência, (se a tivessem).
Só em nota de rodapé e para finalizar, pode-se perguntar se a condecoração, então atribuída a Paulo Portas pelo governo americano, não terá nada a ver com “favores” prestados?

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

quarta-feira, dezembro 06, 2006

O Espírito Natalício

Como nos aproximamos da época natalícia resolvi que tinha de fazer aqui algo alusivo à ocasião. Pensei, talvez uma árvore de Natal, mas reconsiderei por não gostar de ver cortar arvores só para enfeitar casas. Um monte de prendas, bela ideia, mas pensei logo naquelas tretas todas do consumismo. Estava difícil, mas não é que me tinha esquecido da mais lógica de todas. O presépio, o nascimento daquele menino que faz com que que gastemos o que temos e não temos para ter um monte de prendas para colocar debaixo da arvore que cortámos para enfeitar a casa. Era isso mesmo, um presépio. Internet…busca de imagens… presépio. Bem que eu procurei e nada. O presépio hoje já não é o que era. O melhor que consegui foi esta imagem da Virgem Sócretina e do seu São Aníbal. O menino tinha ido para a escola, o burro dar uma aula de substituição e a vaca para o ministério.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
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