segunda-feira, fevereiro 09, 2009

A esquerda do Zé povinho

O meu povinho de esquerda

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, classificou hoje em Coimbra a regionalização e o casamento entre homossexuais como bandeiras que identificam o Partido Socialista com a esquerda progressista e a esquerda do povo.
"Proponho-vos que no próximo programa eleitoral assumamos estas duas bandeiras que identificam o Partido Socialista como a verdadeira força da esquerda progressista, da esquerda moderna, da esquerda do povo”»
[Público]

Regionalização e casamentos entre homossexuais são tudo em que o Pinóquio quer transformar a esquerda. Como se defender isto fizesse alguém ou alguma coisa poder dizer-se de esquerda. E todos os outros valores, a solidariedade, a justiça social, os direitos de sermos tratados como seres humanos, como pessoas, onde estão? Como pode alguém que defende a globalização capitalista e o poder do económico sobre o homem dizer-se de esquerda? De cada vez que se diz de esquerda devia ser obrigado a lavar a boca com sabão. E ainda fala da esquerda do povo. Que povo?

domingo, fevereiro 08, 2009

Partida e de partida

partida e de partida

«O PSD tinha prometido que não iria reagir a sondagens. Mas não resistiu perante a que hoje é publicada pelo Expresso e foi ontem divulgada pela SIC e Rádio Renascença. A queda do PSD para os 29%, enquanto o PS se mantém nos 40%, e uma imagem ainda mais negativa da líder social-democrata levaram o director executivo das campanhas do partido, Agostinho Branquinho, a escrever: "Ou há manipulação ou essas empresas não são de confiança."»
[Diário de Notícias]

Quem é o Sr. que se segue? Será o Paços Coelho ou o Bicho da Madeira? Com esta ao leme o PSD já deve ter entendido que não vai lá, mas provavelmente sabem que não vão conseguir derrotar este Sócrates. A fasquia já está colocada muito mais acima, na linha da maioria absoluta e já há portas que se abrem para apanhar as migalhas de um apoio, pontual ou permanente com um governo minoritário do PS. De fora do poder, fica sempre o PSD. Carrancudo estará também o Sr. Silva que do seu sonho de um governo de Bloco central vai ter de aturar o Sócrates por mais quatro anos.

Estragos

Estragos

Por manifesta falta de capacidade física, o jantar blogosférico deixou as suas marcas em forma de ressaca, vou aqui colocar uma imagem retirada da caixa dos restos e que na altura em que foi feita acabou por não ter oportunidade de ser publicada. Pode parecer um pouco deslocada dos assuntos mais candentes, mas numa altura em que sabemos que o buraco do BPN já vai em um milhão e oitocentos mil milhões de euros, num caso de policia em que muito há explicar por parte de um Conselheiro de Estado e não só, acaba sempre por ser actual. Seja como for, ou era esta ou nenhuma pelo que vai mesmo esta.

sábado, fevereiro 07, 2009

A angustia de um Capitalista na hora da derrocada

O grito

"É uma crise gravíssima, quase como um abalo de terra, que está a gerar uma angústia profunda, porque não sabemos o que havemos de fazer mais", disse o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta

Não entendi bem se a angustia do Basílio Horta é por todos aqueles que estão a cair na miséria do desemprego ou pelo estado de saúde da economia, mas entendi que ele, o homem do Investimento e Comercio Externo do sistema confessa a derrota perante a crise; não sabe o que se pode fazer para parar esta queda. Entendi que esta gente, as sumidades que falavam de alto da sua cátedra e que nos lançavam as pérolas da sua sabedoria, na sua adoração ao Deus da globalização só olhavam o capital sem ver que caminhavam para um precipício. Nós, os terra a terra, os que não entendemos nada de economia há muito que lhes chamávamos a atenção para o buraco. Agora caiem e confessam que isto só parará no fundo e que eles não sabem muito bem se ainda estará longe.
Este sistema faliu, toma aspirinas para as dores mas não para a cura. Continuam a tentar curar a doença com os mesmos remédios que a causaram. Não estará na hora de esquecer a lógica capitalista e procurar outras vias?

Este gosta é de malhar

O Malhador

Numa reunião de militantes do PS no largo do Rato para debater as três moções que no final do mês vão ser apresentadas no Congresso de Espinho, os autores das moções rivais de José Sócrates quiseram discutir a situação interna do PS. O histórico militante socialista Edmundo Pedro insistiu na critica à situação interna, alertando para o medo que existe entre os militantes do PS. "Verifiquei um total desinteresse, generalizado, notei outro fenómeno, pessoas que estão no aparelho de Estado que me diziam 'não posso pronunciar-me, porque tenho medo", disse Edmundo Pedro, acrescentando ainda: "isto é uma coisa que não é admissível no partido, o partido da liberdade e da cidadania, que não pode promover este tipo de posições".
Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares e um dos subscritores da moção de José Sócrates, não lhes deu hipótese. "Sou provavelmente a única pessoa interessada em não discutir numa sessão de debate aberta as questões de governança interna e de pequena ou micro escala de um partido político".
"Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS e são das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chic", afirmou o ministro dos assuntos parlamentares.

O outro dizia que quem se mete com o PS leva, este diz que gosta de malhar neles. Não admira que haja quem esteja com medo. É que esta gente anda com um “piquinho” a ditadores e provavelmente, lá no fundo, concordam com a Ferreira Leite que isto da Democracia incomoda. Mas, o pior é que esta gente anda alucinada e já não sabe onde fica o cimo e o baixo nem a esquerda ou a direita. O PS faz a politica da direita mas diz estar bem à esquerda do PCP e do BE. Só não percebi se este sujeito anda de barriga cheia com as sondagens ou a borrar-se de medo com a crise. Uma coisa é certa, bem podia ir à merda.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Olé

Olé Lisboa

«O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse hoje que a decisão de apoiar o social-democrata Pedro Santana Lopes nas eleições para a Câmara de Lisboa foi dos militantes.
Os militantes do CDS de Lisboa reconheceram que Pedro Santana Lopes "tinha obra feita como autarca", justificou Paulo Portas.
O candidato social-democrata à Câmara de Lisboa mostrou-se, na passada quarta-feira, honrado com a decisão do CDS-PP de formalizar uma coligação. No entanto, Santana Lopes afirma que só está a candidatar-se a presidente da autarquia e avisa que a coligação pode não acontecer.»

Ele vem aí outra vez.

PS: mais uma imagem e uma ideia que me foi enviada pelo amigo J.Lima e que lhe agradeço pelo tempo que, com a sua colaboração, me ofereceu para fazer outras coisas (ver um filme, ler, dormir).

Ovelha Negra

Ovelha Negra

O ex-ministro da Saúde António Correia de Campos admite a existência de «excessos» e até de «fraudes» no sector, classificando-as como «perfeitamente normais». «Que haja dois, três, cinco por cento de fraudes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é perfeitamente natural»
Correia de Campos tem consciência de que o sector não é impermeável a fraudes e atribui as mesmas à «organização humana». «Em todas as grandes organizações há sempre ovelhas escuras, ranhosas, ovelhas negras», disse, assegurando que continua a defender a transformação dos hospitais em EPE: «É uma linha absolutamente lógica que tem naturalmente os seus riscos, como todas as reformas».

Que dizer que seja mais claro que as palavras desta Ovelha Negra da Saúde em Portugal. Só fica a indignação, e a certeza que não é gente desta que aceita a fraude na administração pública como algo perfeitamente normal que quero no governo deste Jardim. Não é certamente esse o país onde que quero partilhar e deixar aos meus filhos.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Laranja Bichada

O Novo rei

«Pedro Passos Coelho, candidato derrotado às últimas eleições para a liderança do PSD, continua disponível para a liderança do partido e para ser candidato a primeiro-ministro.
Passos Coelho lamentou ainda que a actual liderança do PSD, representada por Manuela Ferreira leite, não tenha já apresentado um programa alternativo ao do Governo e defende que essa falha está a prejudicar o partido.»

Sócrates treme com a crise sem saber para que lado se virar, o Freeport vem-se juntar ao diploma para lhe corromper ainda mais a imagem e, no meio de tudo isto é o PSD que continua a guerrear-se internamente mostrando que não é alternativa a nada, muito menos ao poder.
Interessante será ver quem serão os convidados do Tio Balsemão à reunião deste ano do Clube dos Bilderberg, que deve acontecer nos próximos meses, para ficarmos a saber com toda a certeza quem ganhará as próximas eleições.

Linda Ministra

Pretty Kitty

A Sra. Ministra está muito desiludida porque os professores reformados não atenderam ao seu apelo para irem ajudar nas escolas, numa atitude de solidariedade não remunerada. Só pode mesmo estar a gozar com a cara dos professores. Depois da maneira como os tratou e continua a tratar, depois da contestação que gerou, das reformas antecipadas mais baixas que muitos professores pediram por culpa dela, vêm-lhes pedir que voltem para as escolas por vontade própria. O que merecia mesmo é que, as professoras reformadas fossem todas no mesmo dia até ao Ministério para lhe fazer um manguito.
Será que aquela Sinistra personagem não tem espelho em casa para ver a cara que milhares de professores desprezam?

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Vª Farra Blogosférica

É já na sexta-feira, (dia 6) a próxima Farra Blogosférica, que afinal nada mais é que um jantar de amigos que vamos conhecendo e fazendo aqui pelos blogs. Naquelas onde já participei, apareceu gente nova e outros já "veteranos" de quatro jantaradas, mas o que foi comum a todas foi uma noite bem passada, bem alimentada, bem bebida e onde nunca faltou a boa disposição. Rever amigos ou fazer novos são sempre momentos especiais e que gostamos de repetir sempre que possivel.
O de sexta-feira foi organizado pelo amigo Ferroadas, (boa gente), e vai ser ali para os lados do Montijo (não no Freeport, mas em Sarilhos Grandes, na Casa das Lamejinhas. Quem desejar inscrever-se, para garantir que lhe guardamos um lugar, pode passar pelo belo blog "O Libertário" e lá está tudo explicadinho, com mapa, petiscos e tudo.

A Homilia

O Pregador

O amigo J.Lima uma vez mais nos enviou a notícia e o boneco. O WeHaveKaosInTheGarden, ou seja eu, agradece-lhe.

A Missa das 11 ainda não tinha acabado no Mosteiro de Pedroso e já Luís Filipe Menezes se apoderava do púlpito prometendo obras no templo, assim como noutras freguesias. Os fiéis aplaudiram, entusiasmados.
-Vou cobrir parte do restauro da igreja oferecendo 100 mil euros à paróquia. Aleluia, aleluia, gritavam em êxtase os fiéis que ainda mais ovacionaram quando prometeu a construção de casas mortuárias.


Os Novos mandamentos

A Nova Ordem

«A Alemanha não quer perder o título de locomotiva da Europa. A chanceler Angela Merkel, marcou, esta segunda-feira, duas reuniões ao mais alto nível para acertar estratégias com vista à criação de uma nova ordem económica. Os líderes europeus que fazem parte do G20 vão reunir-se, no dia 22 de Fevereiro, em Berlim. O objectivo central deste encontro, convocado pela chanceler alemã, Angela Merkel, será preparar a cimeira do G20 a ter lugar em Londres, no mês de Abril. Outro assunto será o plano de criação de uma nova ordem económica e de um Conselho Económico Internacional, um assunto que vai ser discutido já na próxima quinta-feira, em Berlim, numa conferência entre Angela Merkel e os presidentes do FMI (Fundo Monetário Internacional), Organização Mundial do Comércio, Banco Mundial e OCDE.»

Depois de Davos, o encontro anual e oficial do capitalismo ter parido um enorme nada, chegou a vez da NOVA ORDEM. Desta vez económica, com o acordo das organizações que representam o capital e para ser discutida pelos mais ricos. Nem mesmo internamente na Europa se põe a hipótese de ser um plano discutido e apresentado pela Europa, mas sim dos mais ricos da Europa. Onde está a Europa unida, a Europa como Europa? Os países mais fracos, os mais pobres não têm nada a dizer, não têm direito a opinar, a propor, a contestar aquilo que é decidido pelos mais ricos, os que falam de cima da Burra? Aceita o governo ver Portugal considerado como uma terra de gente de segunda classe? Não têm orgulho, nem dignidade, nem honra? Não têm vergonha?
Eu, como cidadão deste país considera indigno a forma como Portugal está a ser tratado. Não confio nesta Europa e nessa gente e tenho vergonha dos Barrosos, dos Sócrates, dos Amados, dos Cavacos e de toda essa gente que se agacha perante os poderosos. Esta é a Europa que nos estão a querer impor, a Europa escondida por detrás dos Tratados de Lisboa. Esta é a Europa a que temos de dizer não.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Colocar a Raposa no Governo

 Santinho

"– Mas no seu caso assinou o caso Portucale.
- Eu disse que não ia assinar mais nada depois do Parlamento ter sido dissolvido. O que me disseram que era estritamente necessário era subscrever declarações de interesse público e que isso não podia ser adiado. Era só isso que assinava. Em Janeiro apareceu o caso Portucale e uma assessora disse-me que havia um problema com uma declaração vinda do Ministério da Agricultura e que eu não devia assinar.
– E não assinou?
- Não assinei e disse que ia ganhar mais uma guerra. Era mais um ministro que me vai deixar de falar. Já quase ninguém me falava.
– Estamos a falar de Costa neves, então ministro da Agricultura.
- Sim. E eu disse paciência. Quando estiver em condições de eu assinar assino. Falei com o ministro Costa Neves que me disse que era um bom projecto, eu também achava isso. E quando a minha assessora me disse que podia assinar, que estava reposta a legalidade, assinei.
– E assinou.
- Assinei. Quando assinei esse despacho fiz uma coisa muito extraordinária. Sabe que o meu gabinete acabou de relações cortadas com o grupo Espírito Santo."
– De relações cortadas?
- De relações cortadas. Porque Eu recusei-me a assinar o despacho que queriam que eu assinasse. Se o despacho que eu assinei tivesse sido respeitado não tinha havido um único sobreiro abatido.
– Houve uma alteração ao seu despacho?
- Houve uma alteração abusiva do que o despacho dizia.
– Da parte de quem?
- Da parte do Ministério da Agricultura. E portanto estou muito à vontade nessa matéria.”

Esta é só uma parte da hilariante entrevista de Nobre Guedes ao Correio da manhã, e para a qual me foi chamada a atenção pelo amigo J.Lima (e que também me enviou mais esta imagem que aqui lhe agradeço).
Numa altura em que tanto se fala de corrupção, das luvas do Engenheiro, assiste-se a uma enorme preocupação dos “políticos institucionais” em separar a politica da justiça. Não uma separação de poderes, o que seria bom se fosse verdade, mas sim de responsabilidade. A comparação feita a Chirac na França, ao Olmerc em Israel, ao Koln na Alemanha ou o Berlusconi em Itália, feita pelo Professor Martelo, em que mostra como se pode estar acusado de corrupção, a parte da justiça, mas isso não os impede de continuarem a governar no plano politico., Se olharmos para a história recente deste país, para os casos que entraram no corredor escuro e intemporal da justiça e que passam por todos os partidos que estiveram no poder, talvez possamos entender as suas razões, o que não quer dizer que as tenhamos de aceitar. A corrupção não pode estar na governação daquilo que é público, que é de todos nós. Aceitar isso é aceitar que a raposa pode entrar, sempre que desejar, no galinheiro.

Falências e desemprego

 Nova ordem no trabalho

«A GlaxoSmithKline (GSK) está a planear cortar cerca de 6000 postos de trabalho em todo o mundo, de acordo com a imprensa britânica, segundo a qual esta decisão surge na sequência dos resultados anuais da empresa. O segundo maior grupo farmacêutico tem escritórios em Lisboa e emprega 202 pessoas em Portugal, que não se sabe se serão abrangidas por esta medida. Segundo a imprensa, os cortes na Glaxo reflectem também uma descida significativa nas vendas face à concorrência dos medicamentos genéricos.»

Em Davos, os senhores do mundo reuniram-se durante vários dias e saíram de lá sem soluções para a crise. Só esta semana foram anunciados mais de 230 mil empregos. Só na União Europeia já se ultrapassaram os 18 milhões e esse número parece não querer parar de subir. A culpa é da crise, dizem-nos. Vemos os têxteis fechar por falta de encomendas e logo a seguir é uma de agulhas porque os têxteis deixaram de encomendar. Diminui a produção de automóveis e as fábricas que fabricam cablagens ou estofos declaram falência. É a bola de neve da crise a apanhar tudo e todos. Neste momento qualquer empresa que decida despedir não é questionada e esse acto é considerado natural. Mas será que todos os despedimentos a que assistimos são realmente causados pela crise? Será que não há por aí muito gestor oportunista que apanha boleia da crise para fazer uma limpeza nos seus trabalhadores? Como é que um grupo farmacêutico é apanhado na crise? Deixaram as pessoas de necessitar de remédios? A própria Quimonda, afirmou que declarava falência para fazer uma reestruturação. Até quando vamos nós assistir a todos estes despedimentos como se de uma fatalidade se tratasse?
Portugal é um país onde paulatinamente os nossos “parceiros” europeus foram retirando toda a capacidade produtiva, deixando-nos ainda mais na dependência de comprar lá fora tudo o que necessitamos. Somos um país de serviços e um local de férias dos europeus. Não poderemos aproveitar este momento para darmos a volta ao problema e alterarmos a nossa forma de criarmos um futuro?
Em vez de andar o estado a meter o nosso dinheiro em empresas privadas sem qualquer garantia de resolver seja lá o que for, porque não assume o Estado a nacionalização das empresas que declaram falência? Fica com as instalações, a tecnologia e o “now-how” e oferece aos trabalhadores dessas empresas a possibilidade de serem eles a salvar a empresa, a pegarem no seu futuro nas suas mãos. Se, como dizem, a crise é coisa para durar um ou dois anos, então passado esse tempo o esforço destes trabalhadores poderá ser recompensado e a sua vida melhorar. Não será altura de tentarmos fazer a diferença, de alterar alguma coisa e de deixarmos de “oferecer” dinheiro àqueles que, quando tinham lucros cantavam de galo, muitas vezes tentavam fugir ao fisco e nada se preocupavam com o país, para o utilizarmos em beneficio deste país. Ajudar quem trabalha e vive neste país é sem dúvida muito mais justo e a melhor forma de enfrentarmos o futuro.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

SIRESP - Sistema Implantado das Rotinas Eleitorais e Segurança dos Partidos

SIRESP

«O processo SIRESP, que diz respeito à adjudicação, em 2005 na recta final do governo de Santana Lopes, de um contrato para um sistema único de comunicações para polícias e serviços de emergência a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios foi chamado para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal, confirmou ao DN a Procuradoria-Geral da República.
A reabertura do caso, que foi arquivado em Março de 2008, é uma hipótese em cima da mesa, tendo em conta alguma documentação apreendida a José Oliveira Costa, ex-presidente do BPN, no âmbito da investigação a este caso. Para já, o gabinete de impresa da PGR apenas diz que o caso "está a ser analisado no contexto de todas as informações fornecidas até agora".
Em causa está a adjudicação do contrato para o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios, liderada, à época, por José Oliveira Costa. A decisão foi impulsionada por Daniel Sanches, o então ministro da Administração Interna, que, antes de entrar para o governo, foi quadro da SLN.» [Diário de Notícias]

SIRESP, recordações de mais uma trapalhada que prometia apanhar muita vigarice e acabou arquivada. Mais um daqueles que tresanda a 500 milhões de euros num sistema que nunca funcionou nem chegou sequer a ser montado na totalidade. O que parece mais incompreensível não é que a justiça o queira investigar, mas o facto de nunca o terem feito e que tenham encerrado o processo.
Vivemos em tempos de coincidências. Desde as datas ás áreas alteradas no caso Freeport, até ser ano de eleições, o SIRESP ter a cor laranja do PSD, tudo são coincidências. Só que como sempre fazem primeiras páginas de jornais até deixarem de ser noticia, entram em fase de instrução do processo ou outra coisa qualquer do mesmo género, há eleições e os casos hibernam até ao dia que alguém se lembra de os arquivar. O direito está salvaguardado, a justiça, essa ainda continua a ser cega para alguns.

O Swing perfeito

 O swing

O chefe de Estado, Cavaco Silva, esteve de manhã numa prova desportiva com fins solidários, em Cascais."Estamos aqui num torneio de golfe. Não se tratam de assuntos de Estado, podemos assim dizer", afirmou, enquanto ostentava um semblante confiante e sorridente.

Golfe. Se não estivesse a chover, quase que apostava que o Manuel Pinho devia andar por lá todo contente. Quanto ao Sr. Silva, se não fosse tão importante para o país o problema do “torneio de golfe”, (sobretudo para os que perderam ontem o emprego isso possa parecer estranho), seria o estar no estrangeiro, a visitar os pasteis de Belém, ou a cor da gravata não ser a correcta para nos informar porque não se compromete com nada. São assuntos de estado e não se comentam assuntos de estado. (o estado não somos todos nós?) Estou certo que os que vão perder o emprego amanhã também devem andar muito preocupados com o local onde se tratam os assuntos de estado… ou talvez não.

domingo, fevereiro 01, 2009

Divórcios de Fátima

 divórcios de fatima

O Presidente da República abriu hoje os trabalhos do IV Congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), em Fátima, deixando alertas para a falta de recursos destas instituições e duras críticas à nova lei do divórcio. “Dos contactos que tenho mantido com dirigentes de instituições de solidariedade, recolho a informação de que a maioria dos casos de 'novos pobres' está associada a situações de divórcio”, revelou, na sua intervenção.

Porra! Com mais de cem portugueses a serem despedidos diariamente só neste mês de Janeiro são os divórcios que criam mais casos de novos pobres. Isso só pode acontecer porque muitos dos que foram agora despedidos já eram pobres mesmo quando trabalhavam. Isto, claro, para que um qualquer grupo económico pudesse atingir as suas metas de crescimento nos lucros. Milhões, milhares de milhões de lucros, mas agora quando a crise os aperta, estendem a mão ao governo e atiram para uma miséria ainda maior aqueles que lhes permitiram lucros fabulosos, seja esse alguém, um país ou um pai de família. Talvez o Sr. Silva, em vez de nos estar a falar de divórcios, nos pudesse explicar como grande economista que dizem ser, como vamos resolver os problemas deste e dos muitos outros que por aí vêm. Não precisa de nos vir falar de desenvolvimento e do futuro, mas de hoje, como resolver o problema hoje para termos a solução já amanhã. Ou será que a solução é a solidariedadezinha? O Sr. Silva, como todos os que têm governado, foram arautos, executores e são agora guardiões do sistema capitalista global. São por isso responsáveis pela situação a que chegámos. São culpados por cada novo desempregado, por cada novo caso de pobreza. São culpados e por isso responsáveis. Cabe a nós exigir-lhes a assunção dessas responsabilidades.

Que raio de CITIUS este

 Citius

A juíza Solange Hasse considera que a independência dos tribunais está ameaçada pelo poder político e denuncia que o programa informático Citius, que está sob a alçada do Ministério da Justiça, onde os magistrados passam a emitir os despachos é vulnerável a intromissões do poder político, que podem consultar e alterar os processos. «Permite a intromissão do poder político nas duas magistraturas».«O poder político, através do Ministério da Justiça, tem a possibilidade de ler em cada momento o que um juiz escreve em determinado processo».
Solange Hasse denuncia ainda que qualquer funcionário com perfil de administrador do sistema pode alterar uma decisão judicial.

Com a ideia de corrupção que percorre toda a nossa sociedade e onde o poder politico não está inocentado, só o ser possível imaginar-se que pode meter as mãos nos processos é inaceitável. Já muitos suspeitam de alguma promiscuidade entre as leis que o poder politica aprova e a incapacidade da justiça em acusar e quando o consegue condenar a corrupção neste país. A oposição feita à criação de leis que a combatam, como aconteceu com o pacote João Cravinho, mostra que há muita gente que gosta de ver a lei ser permissiva e que os mecanismos que poderiam combater efectivamente a corrupção são tabus. Ver essa mesma gente a ter uma ferramenta que possa mexer nos processos e alterar dados seria transformar este “CITIUS” num autêntico paraíso para os corruptos.

sábado, janeiro 31, 2009

A Moda na Justiça

 Modas da justiça

O «caso Freeport» que está sob investigação «está na moda, mas é um caso como tantos outros», referiu esta quarta-feira o Procurador-Geral da República (PGR).
«Agora a comunicação social pegou no caso Freeport. Isso é por épocas: temos a época Casa Pia e agora, em vez de ser o futebol, é o caso Freeport». «O caso Freeport é um caso como tantos. Há 70 mil só no DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal] de Lisboa».
Garantia de Cândida Almeida (procurador-geral adjunta) em relação ao caso Freeport: «Os cidadãos são todos iguais, mas há uns que os representam e esses não podem estar sob suspeita durante muito tempo»

Para Pinto Monteiro o Freeport está na moda, mas é só mais um caso do 70 mil que há só no DIAP. Já para a sua Cândida adjunta, os cidadãos são todos iguais, mas como no “Triunfo dos Porcos”, uns são mais iguais que outros”. Se tudo correr normalmente o resultado desta investigação acabará com a acusação a jornalistas por “violação do segredo de justiça”.

Campanha negra

 Manobras obscuras

"Não é desta forma que me vencem", diz Sócrates
O primeiro-ministro voltou esta quinta-feira a "repugnar com indignação as notícias difamatórias" a propósito do Caso Freeport. Numa comunicação na residência oficial de São Bento, José Sócrates afirmou-se alvo de uma "campanha negra".

Até pode ser que ele tenha razão, que se trate de uma campanha negra cheia de noticias difamatórias. Até pode ser que ele se aguente no barco e não caia, mas que merece passar uns maus bocados por tudo o que nos tem feito sofrer, lá isso merece. Merecia muito mais e espero que no dia de colocar o voto, este povo se lembre de quem são aqueles que há muitos anos os enganam e lhes roubam a possibilidade de uma vida melhor.

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