sábado, agosto 06, 2011

A chamada parvinha da Joana

O caso da Joana Barata Lopes e o seu telefonema para o 112 para testar quantos segundos demorava a chamada de emergência a ser atendida que revelou durante uma audição da comissão parlamentar de Saúde ao Prresidente do INEM pareceu-me parvo desde o início assim como a "menina" que o causou. Pareceu-me logo que não passava de uma Jotinha que acompanhou o líder nesta tomada de poder e que por isso, ou para cumprir as quotas de mulheres, foi recompensada com uma cadeira em São bento e que fez uma parvoice como se ainda fizesse parte de alguma associação de estudantes. O Presidente do INEM explicou-lhe que o 112 e o INEM são serviços diferentes e bastava que o seu partido lhe tivesse chamado a atenção para que é mau e até crime andar a telefonar para as urgências sem haver uma urgência, e tudo poderia ficar por aí. Há assuntos muito mais importantes e problemas muito maior que nos afligem, mas não o PSD veio a público com a imbecil explicação em que "nega ter feito qualquer chamada falsa" por não ter havido nenhuma comunicação com qualquer operador".
Considera o PSD que, se todos nós agora nos pusessemos a telefonar para o 112 e desligássemos quando o operardor atendesse ser dizer nada não estariamos a cometer um acto irresponsavel e a poder colocar em risco a vida de quem necessita mesmo de comunicar com os serviços? Realmente a Assembleia da Republica anda muito mal frequentada.

Um abusa de empregadas a outra de fundos.


A justiça francesa decidiu investigar Christine Lagarde por desvio de fundos públicos e abuso de autoridade. A nova diretora-geral do FMI corre o risco de ser condenada a dez anos de cadeia. O inquérito judicial visa apurar o papel da então ministra da Economia no caso que tem o nome de "Bernard Tapie".

O seu antecessor anda com problemas de justiça por "abuso" de mulheres e ela por abusos de fundos públicos. Estamos a falar do FMI, Fundo Monetátio Internacional, e não da mercearia da esquina, mas também por cá tivemos o caso BPN e parecem não haver culpados para acusar e até se nomeia gente que pertencia à sua gestão para a nova gestão da CGD. Isto com gente fina é outra coisa.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Mercati e los mercados


Onde é que eu já vi isto? Os mercados dos triliões a atacarem paises em busca de lucro fácil e os governos desses paises a afirmarem a consistência das suas economias, os juros das dívidas soberana a subirem, a negação da necessidade da ajuda externa até que finalmente, quando a força da realidade se sobreoôe à vontade, o inevitável FMI, em formato de Troika, desembarca no aeroporto. Já aterraram em Dublin, Atenas e Lisboa para agora fazerem já as malas para voarem para Nicósia, Roma e Madrid. Será que é desta que implode o Euro e a União Europeia?
A América do Obama também está cada vez mais pendurada por fios, com a aprovação do aumento do limíte de endividamento externo a ser conseguido através da imposição de medidas recessivas, com uma Agência de Rating Chinesa a baixar a nota da maior dívida externa do Mundo.
Como já aqui tenho chamado a atenção várias vezes, o planeta caminha para uma nova guerra Mundial, agora no novo formato global e por isso muito mais devastadora e terriveis que as anteriores. A história das grandes crises anteriores avisa-nos, os sinais são cada vez mais evidentes e ninguém se parece preocupar com isso. O capitalismo sofrego nunca pára e, entre o seu fim ou a guerra, escolhe sempre a guerra.

Os especialistas especialissimos


O Governo de Pedro Passos Coelho tinha, até ontem, contratado 51 especialistas para os seus gabinetes. Um número total que poderá estar incompleto, já que falta ainda colocar no portal do Governo as nomeações nos ministérios da Educação, Negócios Estrangeiros e Justiça. A admissão de especialistas foi dos aspectos mais criticados pelo Tribunal de Contas na primeira e única "Auditoria aos Gabinetes Governamentais". No relatório de 2007, os governantes eram criticados por recorrerem, "de modo ilimitado e sem justificação ou fundamento expressos, à admissão de pessoal". A auditoria citava, "como exemplo, os especialistas", cuja nomeação se traduzia numa "forma de tornear o cumprimento das limitações impostas ao número de pessoal do quadro dos gabinetes governamentais". Além de alertar para o facto de não existir número-limite para a contratação e de avisar sobre a ausência de um tecto para o vencimento dos especialistas.
Num mês, o actual Governo ficou perto do número de especialistas contratados pelos antecessores. Nos primeiros quatro anos de José Sócrates em São Bento, entraram 74 especialistas. Nos dois anos de Durão Barroso tinham sido admitidos 70. Nos meses de Santana Lopes foram 48.
O Ministério da Economia, está no centro do fenómeno. Os vencimentos dos nomeados por este sector governativo destacam-se do restante executivo. Até ao momento, o ministro desta pasta, Álvaro Santos Pereira, é responsável pela nomeação de 40 por cento dos especialistas do Governo.

Tão poupadinhos que eles iam ser, mas bastou um mês para se ver que a sua poítica em nada varia dos anteriores, carrega-se em quem trabalha, nos que menos têm, a classe média, cortam-se salários, aumentam-se impostos e preços e "jobs for the boys".Pagam os mesmos de sempre.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Os Silvas vão de férias para a Coelha


De partida para férias o Presidente da República, Cavaco Silva, escreveu uma mensagem no Facebook aos portugueses:
“Nesta época em que muitos podem abrandar o ritmo de actividade ou gozar uns dias de descanso merecido, muitos outros não poderão fazê-lo, ou vivem uma grande intranquilidade quanto ao seu futuro. Os portugueses estão hoje plenamente conscientes das dificuldades que enfrentamos e que exigirão um grande esforço para serem ultrapassadas. Por isso mesmo, este é o momento para recuperar forças e ânimo… para um novo ano, que será de grande exigência mas que deverá também ser, como tanto desejamos, de coragem e de esperança. Portugal não pode falhar o esforço de recuperação da economia e da confiança dos investidores internacionais, para o que é fundamental o contributo, a energia e a determinação de todos nós”.

Quando vejo o Cavaco a fazer estas retoricas em que fala muito para não dizer nada, em que tudo esprimido não é mais do mesmo, da necessidade de nos conformar com a nossa sorte e aceitar e trabalhar para servir os interesses dos mercados, só me apetece mandá-lo de vez ao "cócó". Que vá usufruir dos bons negócios que fez na altura do BPN para a sua vivenda na Coelha, convide os seus amigos como o Dias Loureiro, ou os seus ex-ministros como o Mira Amaral, Que vá mas que se cale que já não há paciência para o ouvir. Desapareça.

Todos Cavaquistas, todos BPN


Sei que nos últimos dias tenho abusado da imagem de grupos de mafiosos para fazer os meus bonecos, mas quando olho para tudo isto que se passa à nossa volta é o que vejo. Atacam os nossos direitos e os nossos salários, aumentam impostos e preços, reduzem a quantidade e qualidade dos serviços públicos e começam a desbaratar o que ainda resta do estado. O caso do BPN é um caso evidente. Vende-se o banco onde os contribuintes já "enterraram" mais de 5 mil milhões por 40 milhões e onde o estado ainda vai pagar o despedimento de mais de 750 trabalhadores, capitalizar o banco em mais 550 milhões e ficar com o resto do "lixo tóxico" e do crédito mal parado que por lá exista, sabendo que havia quem desse mais, (fala-se em 100 milhões) e se comprometesse a não despedir ninguém. A juntar a isto e, perante as dúvidas e indignação geral de muitos, o PSD e o CDS recusaram que os preteridos no negócio e até o próprio Ministro das Finanças, fosse ao parlamento dar explicações. O caso do BPN é o maior caso de trafulhices e roubalheira de toda a história portuguesa, (o Alves dos Reis era um anjinho comparado com esta gente), e não se vêm culpados em lado nenhum. Será que é porque a justiça é cega ou porque vê bem demais?


quarta-feira, agosto 03, 2011

Alvaridades


O Ministro Álvaro Santos Pereira, o tal que veio do Canadá para nos salvar, foi à Assembleia da Republica responder a perguntas dos deputados. Devia ter ido para responder a perguntas mas como parecia não ter respostas para nada, (ficou para as enviar mais tarde por escrito), ocupou todo o tempo a queixar-se do passado e a promover a sua pessoa. Um triste espectáculo o de dizer que encontrou no Ministério "regalias exageradas e salários desproporcionados, que serão devidamente analisados e reajustados" e depois tentar justificar que tenha nomeado uma chefe de gabinete que ganha "mais 50%" do que os chefes de gabinete dos restantes ministros (Primeiro Ministro incluido), simplesmente pela competencia da Senhora. "Também é verdade que a minha chefe de gabinete é uma super-chefe de gabinete. Está a perder mais de 50 mil euros em ordenado por estar a trabalhar para nós", justificou Santos Pereira."Desde que sejam respeitadas as regras estabelecidas pelo Governo para salários, a qualidade tem de ser paga", insistiu o ministro, considerando que "esta pessoa tem as qualidades que é preciso para governar um super-ministério da melhor maneira".
Um Super-ministério de que ele se considera um super-ministro e andou a apagar luzes e de onde até agora saíram a ideia das bandeirinhas de portugal e o aumento dos transportes públicos que nalguns casos ultrapassa os 25%.
Mais um a quem todos deviamos era fazer um belo manguito, pagar-lhe o bilhete de avião de volta para de onde veio. Recusar pagar bilhete nos transportes públicos, se feito por muitos, pode ser uma boa ideia para começar.

Um gang de bons rapazes


Imposto extra ordinário sobre o 13º Mês, aumento de transportes que chegam aos 25% e ainda falta o IVA, o IMI e sei lá que mais impostos para aumentar porque cada milhão é necessário para conter o défice e pagar a dívida. Vendem-se as empresas do Estado. Ou serão que, como no caso do BPN, para oferecer? Oferecer com bonus. Um banco onde já foram enterrados 5 mil milhões dos nossos impostos, sem que se veja acusar ninguém pela da maior fraude de sempre da História Portuguêsa. Há mesmo quem fizesse parte dos Órgãos sociais do BPN que seja nomeada para a nova administração da CGD. O grande amigo do Cavaco, Dias Loureiro mudou de ares para o sol de Cabo Verde. BPN agora vendido por 40 milhões em que vai ter de ser o Estado a pagar o despedimento de 750 trabalhadores depois de capitalizar o banco com mais 550 milhões do dinheiro dos nossos impostos, dos nossos sacrificios. Lixa-se a vida de milhões de portugueses para poupar meia duzia de milhões e depois oferecem-se 550 milhões de mão beijada. Tenham vergonha, os vampiros que nos sugam e nós força para os combater.

terça-feira, agosto 02, 2011

Que comece a peixeirada


O líder do CDS-PP, Paulo Portas, foi à Madeira festejar o aniversário do CDS e afirmou não ser possível à Região Autónoma da Madeira endividar-se mais.
Paulo Portas disse ainda que Jardim na Madeira é igual a Sócrates no continente. «No país, os socialistas fizeram uma política de endividamento para lá do que era aceitável e aqui, na Região da Madeira, os sociais-democratas fizeram uma política de endividamento que é também para lá do aceitável. É que não é possível continuar a endividar mais um país ou uma região».
Alberto João Jardim guardou os ataques ao CDS para a festa anual do partido no Chão da Lagoa, e sem nunca mencionar Paulo Portas, Jardim referiu-se aos centristas como "os fariseus do CDS" e "falsos cristãozinhos", que criticou por terem optado pela abstenção na votação da lei das finanças regionais. "Vejam a lata deles. Dizendo-se um partido cristão foram para a Assembleia da República querer fechar o ''Jornal da Madeira''. São aqueles fariseus que têm de ser expulsos do templo com chicote", afirmou Alberto João Jardim, acrescentando que "eles sabem é jogar no casino".
Mais um murro no estomago do Passos Coelho que agora ainda vai ter de se preocupar com a guerra entre o seu parceiro de coligação e os madeirenses do PSD. Pela primeira aproximação, se o Portas não mete a viola no saco, a coisa vai ficar animada.

Espiões à portuguesa


Um caso de espiões portugueses onde tudo começou com um SMS da Manuela Moura Guedes para o Passos Coelho para lixar o Bernardo Bairrão. Dai até agora muito mais já se sabe e nada cheira bem. De negações que depois se confirmam verdades, do SMS tantas vezes naegado até à informação enviada pelo chefe dos nossos espiões para a Ongoing onde agora trabalha. Ora o marido da Manuelinha é Administrador da Ongoing pelo que é fácil descobrir como ela soube dos dados da investigação, desmentida, feita ao Bairrão. Poretanto um espião, o chefe do serviço de segurança do Esatado, envia informações para uma empresa privada que o viria a contratar e um administrador dessa empresa conta à mulher que, por acaso, até é jornalista e vingativa.
Isto só por si era mau e grave, mas pior ficamos quando vemos o tal espião, Jorge Silva Carvalho, ir à Assembleia reconhecer que tinha enviado informações do seu computador para empresas privadas mas com autorização até do Primeiro-ministro da altura José Sócrates. Grave, mas depois ficámos a saber que afinal o nome do Sócrates tinha sido invocado em vão e nem o Sócrates nem ninguém tinha dado ordem ou autorização para o envio dessa informação. O Espião resolve então dar o dito pelo não dito e dizer que afinal não tinha enviado informações nenhumas para a Ongoing, mas arranja um advogado para processar, por violação do seu mail, aqueles que dizem que ele enviou a informação, que pelos vistos enviou como comprovam os mails supostamente violados.
Eu não sou Espião mas tenho a certeza que tinha arranjado uma história mais credivel e não tinha metido tanto os pés pelas mãos. Acreditava eu que um Espião devesse ter mais jogo de cintura e uma melhor capacidade para gerir situações apertadas. Este nem necessitou de ser torturado para se baralhar todo. Pelo menos nos filmes os espiões parecem mais capazes e competentes. Aguardemos sentados o resultado de tudo isto e do inquérito que, se ainda não mandaram fazer, vão mandar.

segunda-feira, agosto 01, 2011

BPN em SALDOS


O BPN custou 2,4 mil milhões de euros ao Estado. BIC pagará 40 milhões de euros pelo banco.
A proposta apresentada pelo BIC apenas assegura a integração de metade dos actuais colaboradores do BPN. Dos actuais 1.580, o banco angolano compromete-se a integrar 750. O Estado assume os "custos com a eventual cessação dos vínculos laborais dos trabalhadores das agências e/ou centros de empresa que venham a ser encerrados ou reestruturados.
Além do BIC, o Governo recebeu propostas de compra por parte do Núcleo Estratégico de Investidores (NEI) e do Montepio. O porta-voz do NEI garantiu recentemente que a proposta deste grupo pelo BPN superava os 100 milhões de euros.

Olho para o BPN e para todos os vampiros que roubaram o país, quase todos impunemente, e para a vergonha que todo este processo tem sido. Neste país rouba-se e dividem-se os espólios sempre entre os mesmos. Os trabalhadores, agoar apelidados de colaboradores", esses continuam a ser quem menos conta e o Estado que temos não se importa de pagar para que sejam despedidos. Números é como nos consideram e isso vamos continuar a ser até ao dia em que levantemos os nossos gordos trazeiros do sofá e vamos todos para a rua correr com esta cambada.


Férias .... finalmente


Chegou a minha vez de partir para aquele momento que passamos todo o inverno a desejar. Umas semaninhas de férias, fora da rotina e da confusão. Espero poder continuar a fazer este blog mas, a juntar às dificuldades de quem está longe de casa este ano as máquinas cá de casa estão todas a avariar. Os e-escola dos miúdos avariaram há uns tempos, o PC da minha companheira hoje resolveu deixar de trabalhar e até o meu pequeno portátil, se lhe dou muito trabalho acaba por aquecer e desligar. Mesmo assim vou tentar continuar mas sem garantir a mesma regularidade que tenho procurado manter. Se não conseguir volto daqui a algumas semanas.
Obrigado a todos pela vossa compreensão.
Um abraço
Kaos

domingo, julho 31, 2011

Extrema unção do serviço público de saude


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que “há excedente de oferta hospitalar, depois de terem sido criadas ofertas privadas e mesmo na área pública” mas que “não vai fechar serviços por fechar”.

Já se está mesmo a ver, como o Ministro não pode mandar fechar os privados, acaba com o público. De privado em privado até ao público final. A saúde é um belo negócio de muitos milhares de milhões e em que clientes, sem possibilidades de regatear preços, estão garantidos.

Uma palhaçada de gravata


«A sugestão de Assunção Cristas foi vertida em despacho, publicado hoje no Diário da República. A partir de amanhã e até 30 de Setembro, os funcionários do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território ficam dispensados de usar gravata. »

Não tenho nada contra a ideia de se trabalhar sem gravata porque a considero um objecto sem qualquer função prática para alem de ser incomoda; parece que temos todos de andar de coleira. A ideia de "libertar" os funcionários do ministério para poupar no ar condicionado até pode ser vista com um sorriso e aceitação. Já o ter feito um alarido mediático sobre o assunto me pareceu populismo exagerado. O ridiculo chega quando se dá ao trabalho de publicar um despacho no Diário da República. Primeiro por ser irrelevante e depois porque não acredito que exista nenhuma lei que obrigue ao uso de uma gravata para os que não têm uma farda de trabalho. Já agora seria bom saber o que acontecerá aos que gostam de andar de gravata e não vierem a prescindir do seu uso; vão presos?


sábado, julho 30, 2011

Filme de uma trajédia anunciada


Despedimentos: indemnizações vão baixar para 10 dias Redução do valor das indemnizações passa, numa primeira fase, pelos novos contratos e, para o ano, para a sua totalidade: novos e contratos já existentes O pontapé de saída neste processo vai ter início hoje, com a apresentação da proposta de lei no Parlamento que reduz de 30 para 20 dias as indemnizações por despedimento, no que diz respeito aos novos contratos. Mas a grande novidade passa por alterações já para o ano que vem, mudanças que poderão passar por uma redução dessa indemnização para dez dias.

Num dia discutem na Concertação Social a redução das indemnização para 20 dias com 10 pagos por um fundo, que não se sabe ainda quem paga nem como vai funcionar e cuja criação ficou para ser apresentada posteriormente e no dia seguinte a imprensa informa que já têm planos para as reduzir para 10 dias já em Janeiro. Tudo em nome da Troika e do emprego promovendo a facilidade de desemprego. Juntem-lhe a austeridade, os cortes sociais, o aumento de impostos, dos bens essenciais e cortes nos salários e temos um filme muito triste pela frente. É que quando cortam na despesa isso quer dizer cortes nos salários e quando falam de aumento das receitas aumento de impostos. Ficamos sempre a perder.

Os sacrifícios dos mais ricos


A fortuna dos 25 mais ricos de Portugal cresceu quase 18%, somando agora 17,4 mil milhões de euros (10% do PIB português).
Américo Amorim mantém-se no primeiro lugar da lista, pelo quarto ano consecutivo, com uma fortuna avaliada em 2,6 mil milhões de euros. Alexandre Soares dos Santos, presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, subiu do quarto para o segundo lugar, com uma fortuna estimada em 1,9 mil milhões (património aumentou 88,9 por cento). Já Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, que caiu para terceiro lugar da lista, apresenta um património calculado em 1,3 mil milhões.


Crise? Qual crise? Para alguns tem sido um fartar vilanagem e a cada corte que os mais pobres sofrem mais esta gente ganha. A mesma gente que afirma que um aumento de 25 euros no ordenado mínimo é incomportavel e que todos os dias se vem queixar das leis laborais exigindo menos direitos para quem trabalha. São também a mesma gente que fica de fora das medidas de auteridade e os sacrificios exigidos aos outros, como aconteceu recentemente com o corte de 50% no subsidio de Natal. Pelo silêncio do Cavaco isto deve estar de acordo com a distribuição de sacrificios que defende.
Tudo isto mete nojo e custa compreender como a indignação que se ouve na rua não se transforma em revolta.

sexta-feira, julho 29, 2011

A política do apertar para caber


O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou hoje que o número de vagas em creches poderá aumentar em 20 mil lugares com a desburocratização das regras dos equipamentos sociais, medida a alargar a lares ou centros de dia.

Se bem entendi este ministro resolve os problemas das creches, lares e centros de dias, não construindo novos porque dá muito trabalho, mas destruindo as regras e aumentando o número de crianças ou idosos nas salas. Se haver um número estudado e considerado ideal de crianças numa sala é burocracia, então não entendo porque não prometeu 40 mil lugares, ou 100 mil, ou um milhão. Basta mandar a miudagem apertarem-se mais um bocadinho. Já os idosos basta que uns durmam de dia e outros à noite para podermos duplicar a capacidade dos lares e, se colocarem beliches então as possibilidades são infinitas. Já sei que muitos vão contestar que os mais idosos poderão ter dificuldade em subir para um beliche, mas isso não passa de burocracia.

Ele há sacrifícios e sacrifícios


João Bosco Mota Amaral foi substituído por Manuela Ferreira Leite no cargo de chanceler das Ordens Nacionais, três meses depois de ter tomado posse do cargo, em conflito com o Presidente da República. "Saio por razões pessoais e políticas."
Talvez por isso a AR resolveu dar-le uma mãozinha e Assunção Esteves mandou publicar o seguinte despacho:
"Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de Junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1

Austeridade e sacrifícios é o que nos pedem e dizem ser inevitável, mas para eles, para os poderosos e políticos as regalias e a boa vida são intocáveis. Não há impostos ou restrições que lhes toque e o Sr. Silva, com os seus 17 milhões para a Presidência da Republica, que o diga.

quinta-feira, julho 28, 2011

A Ideologia da caridadezinha


O Presidente da República defendeu hoje o contributo das misericórdias e outras instituições para um novo conceito de serviço público centrado nas "necessidades dos cidadãos" e não no "ponto de vista obsoleto e ideológico da exclusividade da produção pública".

Eu, quando pago impostos pago-os ao Estado e por isso é ao Estado que tenho de exigir que me preste os serviços públicos correspondentes. Não há aqui nenhuma ideologia, só um contrato entre mim e quem governa, que infelizmente não se tem mostrado ser pessoa de bem porque o tem vindo a alterar unilateralmente. Como aconteceu agora no caso do imposto "extra ordinário" sobre o 13º mês, em que, depois de há alguns meses ter reconhecido que não se podiam pedir mais sacrificios aos portugueses, se mostrou muito satisfeito por quem recebe menos que o salário mínimo não seja atingido e depois de ter dito que os sacrificios tinham de ser repartidos por todos não levanta a voz por as mais valias bolsistas, dividendos e juros ficarem fora desse imposto.

Um Álvaro às escuras



Se o exemplo tem de vir de cima, o simplesmente Alvaro dá-o. «Nos primeiros dias passava o tempo todo a apagar luzes. Não havia nenhuma consciência do dinheiro que se gasta desnecessariamente, em ar condicionado, luzes... Comecei a instaurar um espírito e um sentimento de rigor. Temos de comportar-nos como se fosse a nossa casa, sem desperdiçar», afirma numa entrevista ao espanhol «El País».
Ser o Alvaro, as bandeirinhas de Portugal, apagar luzes do ministério e pouco mais. Compreende-se, afinal passou muito tempo a correr de sala em sala para apagar as luzes e, talvez por isso, o Passos Coelho ficou-lhe o AICEP e é o Paulo Portas que anda a tratar do comércio externo.
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