domingo, novembro 11, 2007

o Flatutista de Santiago

Santo Pan

«Se insistirmos muito nas velhas políticas de redistribuição de rendimento, se confiarmos exclusivamente na acção do Estado e na protecção assistencialista de outras épocas, dificilmente poderemos cumprir o desígnio de termos sociedades mais coesas, mais equitativas e mais justas», «É preciso envolver todos, porque todos são responsáveis e a todos os níveis», «Na responsabilidade cívica dos cidadãos, nas redes de solidariedade e entreajuda, na coesão das comunidades locais, na maior eficácia das políticas sociais e na própria cooperação internacional».
Cavaco Silva


Oh Sr. Silva, explique-me lá que eu não entendo bem. Afinal eu desconto, e não é pouco, exactamente para que o estado tenha possibilidade de fazer tudo isso que você me diz que o Estado não vai cumprir? Não me importo de pagar, mas gostava de ver resultados e, se vocês que ocupam os poder não são capazes de cumprir com esses “desígnios”, então assumam o vosso falhanço e dêem lugar a outros, quesejam melhores para que eles o possam fazer. Andar a pedir-nos a nós que contribuamos para a caridadezinha não me parece ser a maneira mais digna de resolver o problema.
Criem objectivos sociais nascidos dos valores da solidariedade e da justiça, coloquem-nos como a meta primordial a atingir e vai ver que tudo tem solução, que até o apelo que faz agora à “responsabilidade dos cidadãos” surgirá naturalmente.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

6 comentários:

  1. Pois é, caro Kaos,

    Só estes governantes oportunistas portugueses é que têm dificuldades na execução de políticas sociais de apoio e redistribuição. Os noruegueses, finlandeses, suecos, suíços, alemães, etc, fazem isso há anos. Ou os governantes deles são inteligentíssimos, ou os nossos são muito estúpidos, pois nem copiar sabem. Quer dizer: eles copiar a "sacar" já aprenderam; o problema é devolver, o apoiar os cidadãos e a sociedade. É tudo para sustentar os mamões e não chega; não sobra nada para apoiar os pobres, os doentes, os desempregados, os deficientes e todos aqueles que qualquer sociedade justa tem obrigação de ajudar. Em tempo oportuno, fiz tudo o que estava ao meu alcance para avisar os portugueses que era um erro tremendo eleger este silva para a presidência. Tenho poucas dúvidas que se lá estivesse o alegre, este sócrates já tinha sido obrigado a mudar de política (ou de emprego).
    Mas a luta continua. Aqueles a quem Deus deu talento para lutar, têm que lutar sem desânimo: porque nem todos têm talento para isso, como você caro Kaos.

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  2. Excelente, Kaos. Parabens.

    É triste, vê-se por esse comentário a hipocrisia dos catedráticos do poder. Ao contrário do que diz o nosso piedoso Presidente, as funções sociais do Estado não se resumem à caridade. Nem por sombras!

    Um país moderno terá que ter estruturas que assegurem a boa saúde dos seus cidadãos (indispensável para a produtividade) e uma educação que nos coloque num alto patamar de competitividade.

    Há ainda a investigação científica que, como sabemos, é um carro que a iniciativa privada só puxa aos esticões, e para o lado que lhe convém de momento. Deixada a ciência ao caritativo cuidado dos privados, logo assistiríamos ao desaparecimento de ciências fundamentais, como a Física e a Matemática, pela simples razão de que quando se descobre algo importante nessas ciências, normalmente beneficia todos por igual (e não apenas quem lá pôs o capital).

    Aliás, essa é a razão por que a iniciativa privada asfixia o desenvolvimento sustentado. A iniciativa privada nunca investe em algo que beneficia todos por igual. Daí os atentados ao ambiente, à coesão social, a expoliação dos trabalhadores, etc, etc, etc. Não será antes por esse demissionismo social e ambiental da iniciativa privada que o Estado é forçado a abarcar mais e mais funções, até se transformar naquele polvo sugador de impostos de que tanto se queixa o capitalismo? Quem é o verdadeiro responsável por tal polvo?

    Sem o demissionismo social dos privados, o Estado certamente passaria a ser apenas aquilo que o Doutor Cavaco (e o Bilderberg) quer, a saber: órgãos de soberania, registos, polícia e forças armadas. Iam trabalhar para outras estruturas (não estatais) mais de 400.000 funcionários públicos, reduzia-se assim a cobrança fiscal em 75%. Mantendo-se intocada a funcionalidade dessas estruturas, a sociedade continuaria a gastar o mesmo dinheiro com elas, só a continha era paga de outra maneira.

    Ou então, entregando tudo à BRISA, empresa que elevou a cobrança de taxas feudais a uma tecno-arte, então a continha aumentava mesmo em flecha para o Zé Pagante. Haveria que sustentar os novos nababos, promovidos a duques e cavaleiros dos novos feudos da iniciativa privada. Poderíamos então ter a certeza de que os pobres -- em nome de quem tanto se lastima o nosso Presidente -- deixariam, de uma assentada, de ter acesso à educação e à saúde. E, era depois ver os outros privados (que não a BRISA) a lastimarem-se com as "novas portagens" que eram forçados a pagar, por forma a terem uma força de trabalho em condições...

    É que o demissionismo social está no ADN dos privados. Está também nos livros de economia, e dá pelo nome de externalização. O Doutor Cavaco sabe isso muito bem, tem um doutoramento (genuino) em Economia.

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  3. Há mais ou menos 140 anos, um dos nossos maiores escritores e um dos nossos maiores políticos pronunciavam-se sobre os governantes e os desígnios deste país, desta forma:


    "Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

    Eça de Queiroz, 1867 in "O Distrito de Évora"

    “Não é a pequenez dos estados, é a pequenez dos homens que os governam, que os condena a uma perpétua inferioridade, porque não sabem, nos recursos da sua inteligência e na força da sua alma, achar os meios de contrabalançar ou de suprir a pequenez do território, a pouca população e a pouca opulência do seu país.”?

    José Estêvão, deputado, in: http://www.prof2000.pt/users/hjco/JEsteweb/Pg00005l.htm


    Há 140 anos era assim!
    Hoje já não é bem assim! Já não são inteligentes, nem escrevem bem, nem discursam com cortesia e pura dicção. Ah, mas não sejamos maus! Refinaram nos restantes predicados, continuando remetidos à sua pequenez!

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  4. SILÊNCIO CULPADO disse...
    Perante uma grande sacanice que está a ser feita sobre alguns professores que não recebem vencimento,têm horários d e12 horas ou estão a recibos verdes sugere-se que todos os blogues publiquem a notícia que está no http://cegueiralusa.blogspot.com

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  5. Ou por outra: se passamos a um regime liberal puro, em que são os cidadãos que se organizam e se responsabilizam pelas funções de protecção social, de saúde, educação, etc, então que o Estado não lhes (nos) cobre (impostos) pelo que têm de ser eles (nós) a fazer.

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  6. Bem,este gajo pode começar a receber apenas o seu ordenado de presidente desta republica das bananas,mas aposto q o figurão não vai nisso...sacrificios é para os mesmos do costume,as usual!Mas,não ten vergonha nenhuma na cara,uma vez q esteve 10 anos de gaulleiter e,o resultado foi do pior,logo o homem é um incompetente.Ele foi déficits excessivos,corrupção em barda e,pq tou a falar deste gajo?É um desclassifoicado com uma lata do carças.Fora!

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