domingo, janeiro 14, 2007

Honoris Cavacus causa manifestação

O doutoramento «honoris causa» do Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, atribuído este domingo pela Universidade de Goa, gerou protestos. Dezenas da manifestantes munidos de cartazes, com inscrições em inglês a dizer «abaixo o imperalismo» e «14 de Janeiro - Dia negro para a Universidade de Goa», juntaram-se em frente à Kala Academy onde decorreu o doutoramento em Literatura oferecido a Cavaco Silva.

O WehaveKaosInThegarden conseguiu uma imagem inédita dessa manifestação que aqui partilhamos, em exclusivo, com os nossos vistantes.

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O Governador das Indias

Em 1505 D. Francisco de Almeida tornou-se no primeiro Vice-rei da Índia. Nesses 456 anos muitos foram os Vice-Reis e Governadores que por lá passaram, até tudo terminar em 1961 quando "reinava" o Governador-geral Vassalo e Silva.
Cavaco anda em Goa a reviver esses tempos encarnando todos eles. Aqui ficam dois exemplos:

Governador Afonso de Albuquerque (1509 – 1515)

Governador-geral Interino Francisco Craveiro Lopes (1936 – 1938)

PS: Aqui está um pouco de História de Portugal para não dizerem que isto aqui é só palhaçada e má-língua. Tomem lá que é para aprenderem.

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Notas de uma viagem à India


As soluções energéticas, de transporte e de luta contra o aquecimento global, em nome do futuro de Portugal.

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sábado, janeiro 13, 2007

Notas de uma viagem à India

Cavaco mergulha no Rio Ganges para tentar purificar o seu karma. Todos sabemos que em vão, mas a esperença é a ultima coisa a morrer. Não nos parece que esta sua fé consiga remover o esterco que conspurca a sua alma.

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Apagar o passado

O facto de Gomes Cravinho, ter evocado a falta de continuidade que a visita de Mário Soares à Índia teve, para enaltecer que este Governo tudo fará para impedir que as relações entre os dois países voltem a afrouxar, caiu mal junto do Presidente da República, Cavaco Silva.
Em 1992, o actual Presidente da Republica era (e foi por mais três anos) primeiro-ministro e, por isso, era dele a principal responsabilidade de aproveitar o empurrão que Mário Soares na altura tentou dar às relações bilaterais entre Portugal e Índia. Logo, a crítica de Gomes Cravinho atinge Cavaco Silva em cheio, até pela forma como o adjunto do ministro Luís Amado reagiu, quando lembrado de quem era o primeiro-ministro nesse ano e seguintes. “Coincidências...”, disse, sorrindo.

Provavelmente este governante acabou de fazer o seu haraquiri político. Como, não acredito que o Cavaco tenha sido emprenhado pelo espírito de Gandhi, não lhe vai certamente perdoar. É que para o Cavaco, aquilo que mais o preocupa e, que rege todas as suas actividades e atitudes, é a imagem. (Por mais arrepiante que a sua figura nos possa parecer). Os dez anos que levou a construi-la, como que lhe colou à pele essa necessidade. Foram dez anos a criar a ilusão de um grande primeiro-ministro, que fez, que desenvolveu, para depois os seus sucessores esbanjarem todo o seu trabalho e colocado o país no estado em que se encontra hoje, tornando necessário o seu "Sebastionico" regresso para por ordem na casa. Para vender esta ideia há que apagar muita da história dessa época. Quem não se lembra daquele ruinoso segundo mandato, que o fez sair do cargo quase humilhado. Mas também não nos devemos esquecer que, sob a capa de competência e pragmatismo, foi também nos seus mandatos que os maiores erros foram cometidos e que nos levaram ao que somos hoje. Qual D. João V da actualidade, não desbaratou os ouros do Brasil, mas esbanjou os dinheiros da Europa. Muita obra, muito betão, muito alcatrão, mas de investimento produtivo, de preparação da economia, nada. (o que é estranho sendo ele considerado um notável professor de economia). Aliás esse e todos os outros problemas fundamentais porque passa o nosso país, ainda hoje, foram criados nessa altura. O défice, de que é o papá, o exagerado número de funcionários na administração pública, engordada por ele, a corrupção, a quem deu rédea solta aceitando o desbaratar dos fundos europeus em Ferraris para empresários e na criação de novos-ricos. Isto para não falar dos números clausus que fazem com que hoje até já tenhamos de importar médicos. Não pode por isso, deixar que qualquer pedrita possa ser atirada ao seu antigo reinado, com tantos telhados de vidro que tem. Não pode arriscar que tanto trabalho, a apagar e a reescrever o passado, possa ser assim colocado em causa.

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Apagar a luz à Europa

A Comissão Europeia (CE) quer que o Governo volte atrás na sua decisão de limitar o aumento do preço da electricidade a 6%, e quer ver em vigor o aumento proposto pelo regulador do sector, que era de quase 16%.
Segundo a Comissão Europeia, a política de preços regulados e artificialmente baixos imposta pelo Governo na electricidade impede a entrada de novos operadores no mercado, anulando a liberalização do sector energético.

É com todo o respeito que mando esses senhores à merda. Estou cada vez mais farto da prepotência da CE. Estas regras e manias liberalizadoras, estão a acabar com o pouco que temos e a criar barreiras a qualquer hipótese que tivéssemos de sair do buraco.
Não estará na hora de dar um murro na mesa, e impor condições. Mais vale sair da EU e salvar este país que continuar com esta morte lenta. Ou aceitam ou saímos. Temos todos os países de língua portuguesa para formar uma nova comunidade, temos um mundo inteiro para negociar. Recolocamos de novo impostos sobre as importações, voltamos a cultivar este país e a abrir fábricas de produtos de primeira necessidade. Não vamos ter os novos modelos de telemóveis ou de GPS’s ou televisões a preços de trabalho escravo em países de terceiro mundo. Que mal é que isso faz? O que é importante é que tenhamos de novo esperança, um país que seja nosso e um futuro que seja possível.

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

Danças Cavaquistas no Mundo - India II

PASSAGEM PARA A ÍNDIA

Cavaco Silva ao “exigir resultados” em torno de um enunciado composto por três banalidades tem a pretensão de se apresentar como ex-machina justiceira capaz de estabelecer a justiça e reparar os desacertos dos homens.
A sua viagem à Índia, com um coro arcaico de investidores tribais, é uma operação cosmética à sua imagem provinciana, procurando investi-lo de uma máscara de herói aristocrático (só possível por alquimia). Entretanto, Cavaco vai encenando a persona soberba de quem descobriu a Índia, a Europa e o Mundo.

AMARCORD

Sinto-me envergonhado desta gente ser portuguesa

Relatório do Parlamento Europeu sobre voos da CIA vai referir mais de uma centena de escalas em Portugal.
Sobe as escalas em aeroportos europeus, é enfatizada a responsabilidade politica e legal que deve ser assumida pelos governos dos estados membros.
A comissão lamente que o governo socialista não tenha fornecido a lista dos passageiros e tripulações dos aviões suspeitos de pertencerem aos serviços secretos norte-americanos.
A comissão, aponta ainda que o governo português não respondeu a todas as questões colocadas pelos eurodeputados quando da missão a Portugal. Lamentam a “atitude não colaborante” do Ministro dos Negócios Estrangeiros.
O Presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, é nomeado neste documento, tendo os eurodeputados salientado que o governo PSD-CDS, chefiado por Barroso tinha total conhecimento da natureza dos voos da CIA e do programa de entregas extraordinárias.

Por estas e por outras o PS, PSD e CDS recusaram a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os voos da CIA. Foi com um “não há” peremptório que o deputado Vera Jardim recusou a existência de “indícios” sobre a eventual passagem de aviões da CIA por território português transportando prisioneiros suspeitos de actos terroristas. “Parece-me estar suficientemente provada a passagem de aviões que noutras ocasiões terão procedido a entregas extraordinárias, quando cá passaram. Mas nunca com o objecto de fazer entregas extraordinárias – o que é manifestamente diferente”, afirmou.

Agora, afirmo eu, Extraordinário. Do Durão Barroso, que sabia de tudo, até ao Luís Amado, que tudo sabe, todos fogem com o rabo à seringa como o diabo da cruz. Até chega a ser ridícula esta obsessão de negar o evidente. Sinto vergonha de ser governado e representado por esta gente. Será que lá por fora sabem que nem todos os portugueses se revêem nestas posições e não são tão mentirosos e hipócritas? Espero que sim.

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Danças Cavaquistas no Mundo - India

Na sequência das danças Cavaquistas pelo mundo, temos hoje a dança Indiana Kathakali. Não gosto nada da música que eles nos andam a dar.

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quinta-feira, janeiro 11, 2007

Monstruosidades

A comissão nomeada pelo Governo para estudar o modelo de financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) propõe a criação de um novo imposto na Saúde para garantir a sobrevivência do sistema.A comissão propõe ainda a criação de um seguro complementar público voluntário, em que as coberturas adicionais seriam garantidas em troca do pagamento de contribuições, eventualmente ligadas ao rendimento dos beneficiários, refere o documento. É proposto o fim de todos os subsistemas de saúde e a actualização das taxas moderadoras e das novas taxas de internamento e cirurgia. Esta actualização deverá corresponder a valores pelo menos iguais à inflação ou mesmo superiores, “no caso de um crescimento muito acelerado dos custos unitários de prestação de cuidados médicos”.

Já nem tenho palavras para definir o nojo que sinto por tudo isto. Mais vale deixarem de nos pagar de vez e pôr-nos a todos em filas para a sopa dos pobres. É só inventar maneiras de nos tirar o pouco que temos e oferecer tudo a meia dúzia de mamões. Um foi para a Índia, outro vai para a China mas deviam era ir todos para o inferno. Vão e fiquem por lá. Cambada de ladrões e aldrabões, sanguessugas de merda. Vão-se mas é todos embora daqui, deixem-nos em paz. Levem as vossas Uniões Europeias, as vossas globalizações, os vossos futuros, os vossos progressos, os vossos planos de desenvolvimentos, os planos tecnológicos, as reestruturações, as modernizações, os TGV’s, as Otas e mais o raio que os parta. Levem os vossos sorrisos, mentiras e baboseiras daqui para fora. Deixem este país em paz antes que sejamos nós a acabar-vos com a paz. A paciência tem limites e o fundo dos nossos bolsos também. Vocês podem gostar de ser chulos, mas eu estou farto que queiram fazer de mim uma puta.

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A India e o progresso Cavaquista

A India
A tecnologia
O futuro para Portugal
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Louvemos aos impostos...e ao Senhor também

Já começou o “festival Paulo Macedo”, por todo o lado. Não há jornal, rádio ou televisão onde as noticias e os comentários não falem do actual Director Geral dos Impostos. Este empregado de luxo do BCP, onde foi requisitado e mantendo um ordenado quatro vezes superior ao do Primeiro-ministro, vê-se na situação de ter de sair em Maio, por terminar o seu “mandato” e não poder ser reconduzido devido uma lei, que não permite que ninguém na Administração Pública possa receber mais que o PM. Para a sua continuidade, ou aceita baixar o seu salário em 75%, ou o governo altera a lei. Claro que ainda há uma outra hipótese, que passa pelo BCP lhe pagar o diferencial, já que deve dar muito jeito a qualquer banco ou empresa, ter alguém tão bem colocado na DGCI e que trabalhe para ele.

Como se não bastassem as afirmações defendendo a sua continuidade não pararem, todas muito preocupadas com a sua saída, fomos agora surpreendidos com uma missa, por si encomendada, e para a qual convidou todos os funcionários das finanças. Embora, pelas imagens, não pareça que muitos tenham aceite o convite, esta mistura entre religião e impostos não deixa de ser curiosa. Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.

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quarta-feira, janeiro 10, 2007

Notas de uma viagem à India

Um passeio na CavacoGandhia

Oh, Gandhi Cavaco
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O outro lado do espelho

Ontem, talvez por masoquismo, tornei a ouvir o “Estado da Nação” do Paulo Portas. Na verdade nem sei muito bem porque o faço. Tudo o que diz não tem, para mim, qualquer interesse e, por vir de quem vem, qualquer valor. O que tem é pelo menos a capacidade de me fazer passar por diversos sentimentos no espaço de uma hora. Do sorriso, ao desprezo, passando pela indignação, tudo consigo sentir em tão curto espaço de tempo. É certamente difícil de definir como personagem; salta entre a santinha e a puta, entre o condescendente e a velhaca. Constante, só mesmo aquele, “ver-se ao espelho”, aquela pergunta que se sente estar sempre a repetir-se na sua cabeça, “espelho, espelho meu há alguém mais encantador que eu?”. Constante só mesmo aquele eu, eu, eu.
Realmente ainda não entendi como perco tempo a ver estas porcarias.

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"Caminho para a Índia"

Encantador de Serpentes ou simplesmente serpente. O veneno, esse está lá certamente.

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terça-feira, janeiro 09, 2007

As Matemáticas do Ministro da Saúde

A disciplina maldita, e que maiores problemas criam aos nossos jovens nas escolas, é a Matemática. Mas, parece que o problema não é novo e o nosso Ministro da Saúde parece ter problemas nessa área. Como cheguei eu a esta conclusão?

É fácil e explico. Informou-nos o Ministro, que o Serviço Nacional de Saúde não terá capacidade para acorrer a todas as necessidades relativamente às mulheres que desejarem proceder à interrupção voluntária da gravidez, pelo que muitos casos terão de ser encaminhados para os serviços privados. É compreensível que o serviço não esteja ainda preparado para receber este acréscimo de trabalho. O pior foi quando, pouco tempo depois, nos veio dizer que havia médicos a mais nos hospitais públicos e que seria necessário reduzir o seu número. Aí já é mais incompreensível. Afinal, há falta de capacidade para as necessidades ou capacidades a mais? Se há médicos a mais porque estar a enviar gente para serviços de saúde privados? Pois é, parece que há quem prefira pagar serviços a privados do que ordenados a médicos dentro do sistema publico. Há muito que digo que o SNS está a ser desmontado, peça por peça e entregue direitinho nas mãos de grupos privados. Este caso, mais as afirmações de que quem desejar manter o anonimato terá de proceder à IVG em clínicas privadas, parecem comprovar mais uma vez esta ideia. É que tanto no publico como em qualquer instituição privada, a mulher vai ter de se identificar, preencher uma fixa etc. Só o sigilo deontológico, a que estão vinculados todos os profissionais de saúde, garante a confidencialidade dessa informação, em ambos os sistemas.

Haja decência, e por favor falem verdade. Digam aquilo que realmente defendem e querem para este país. Aceitem o debate de ideias e acabem com as mentiras, os silêncios e as meias verdades que só levam ao descrédito e à imundice em que andamos mergulhados.

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Crime no Largo do Caldas

O Nuno Melo, no Jantar de natal, fez-se de uma forma indecorosa ao seu grande amor, Paulo Portas. Ribeiro e Castro sentiu-se traído e exige que ele saia da liderança do grupo parlamentar. O Nuninho, não diz que sim nem que não e vai à Índia com o Cavaco para meditar e depois logo se vê. O Portas sorri de satisfação.

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Zooilógico Garden

Isto é o Fim da macacada

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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Hoteis, golfe e marinas

Nós portugueses, temos momentos da nossa história, em que somos injustos para os nossos governantes. Eles que tanto se esforçam e trabalham, por nos dar uma melhor vida, são vistos e criticados por nós. Eles só estão lá por serviço público e porque só pensam em nós. Eu, a mim me penitencio e reconheço quão injusto tenho sido nas minhas criticas. Já todos devem estar a pensar que, ou me deram um lugar numa administração pública, um cargo no estrangeiro ou que enlouqueci.
Não, estão enganados, o que aconteceu foi que ouvi as declarações do nosso Ministro da Economia, Manuel Pinho, em que ele afirmou, ser a estratégia do governo, a construção de mais 50% dos campos de golfe, hotéis de luxo e marinas em terras portuguesas. Então vocês não estão a ver o alcance desta medida? Até agora, com as instalações para gente endinheirada que temos, era impossível arranjar espaço para todos os dez milhões de Portugueses. Assim, quando já houverem hotéis que possam albergar todos, então os nossos salários serão aumentados a níveis superiores aos dos países nórdicos, de forma a que todos tenhamos dinheiro para passar, pelo menos uma semana nesses hotéis, jogar as nossas partidas de golfe e passear nos nossos iates, que estarão atracados nas novas marinas e que entretanto teremos adquirido com os créditos ao consumo da nossa banca.
Falando agora um pouco mais a sério, já no tempo do Botas e do Cabeça de Abóbora a politica económica portuguesa baseava-se quase exclusivamente em receitas de turismo e da emigração. Neste momento, em que a emigração deixou de ser uma fonte de riqueza só nos resta o turismo e alguns fundos que a Europa, misericordiosamente, ainda nos vai dando. Este tipo de politica era e é ainda muito perigosa, já que nos torna as primeiras vítimas de qualquer crise económica internacional. Tirando os portugueses, todos os outros povos onde cortam primeiro, em tempo de aperto, é nas viagens turísticas. Ou seja, mal as coisas estejam mal por lá, piores ficaremos por cá.
Portugal devia ignorar os “bons conselhos” que nos dão os outros, apostar na agricultura em força, na produção de energia renovável e de bens de primeira necessidade, de forma a nos tornar o mais auto suficientes possíveis.

Já vivemos pior que os outros, e ainda por cima, o melhor que temos, o nosso sol e as nossas praias, deixamos para os outros. Assim se sobrevive neste jardim.

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Cultura encavacada

Ontem o Cavaco foi almoçar ao Martinho da Arcada, na comemoração dos seus 125 anos (do café e não do Cavaco, e mesmo que se fosse o Salazar também só seriam 118, para que não fiquem dúvidas). Gosto sempre de ver o Sr. Silva a tentar misturar-se com assuntos da Cultura. Até a Maria fica sempre sem jeito e com uma cara um pouco encavacada, de cada vez que ele fala desses assuntos. Desta vez, como não assistimos a tudo, não sabemos se terá perguntado ou se a Maria o terá sussurrado que aquele poema, que ali declamaram, era do Fernando Pessoa. De qualquer forma, para não errar, resolveu falar, mais uma vez dos seus tempos de estudante de economia, e dos momentos que ali passou, bebendo só um café, que o dinheiro não dava para mais (até me vieram as lágrimas aos olhos só de pensar nas dificuldades porque deve ter passado). Mas, no princípio do mês, quando chegava o dinheiro fresco da Bomba de Gasolina de Boliqueime, até ali chegou a lanchar. Normalmente um iogurte e uma torrada ou um queque. Depois de o ver comer Bolo-rei, já estou a imaginar os pedaços de queque a voarem pelo café e a atingirem violentamente todos os clientes. Muito deviam desejar os empregados que se lhe acabasse o dinheiro para os lanches.

Apesar da má frequência que teve no dia do seu aniversário, deixo aqui os meus parabéns a esse café que já faz parte da história e da cultura de Lisboa. 125 Anos é obra e espero que dure pelo menos outros tantos (Se nenhum banco, igreja manhosa ou loja chinesa não decidir comprar aquilo).


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SIM

Embora nunca tenha escondido a minha opção de votar Sim no referendo sobre a despenalização voluntária da gravidez, por considerar que é um assunto demasiado sério e que mexe com as convicções individuais de cada um, ainda não tinha aqui falado dele. Esperava ver uma discussão séria e um debate correcto sobre o assunto. Infelizmente, parece que isso não vai acontecer e que esta campanha vai, uma vez mais, ser de baixo nível.

Recentemente, fui “agredido” por um cartaz que perguntava se eu desejava pagar os abortos com o dinheiro dos meus impostos. Fiquei logo mal disposto com aquela triste visão, mas à noite as imagens e afirmações daquela coisa, que de vez em quando rasteja de debaixo de alguma pedra até à luz dos holofotes televisivos, chamada António Borges e da Tia Maria José Nogueira Pinto quase me fizeram vomitar. Substituíram o seu humanismo por uma questão económica, o que para além de desprezível mostra uma mesquinhez tal que nem existem adjectivos que a definam. Seguindo esse raciocínio, poderemos também argumentar porque haveriam, os nossos impostos, de pagar as consultas pré-parto, o parto, o abono de família, as creches, os infantários, o pré-primário … etc. Claro que eu defendo que devem pagar, assim como devem pagar a interrupção voluntária de gravidez, sempre que isso se mostre necessário. Eu defendo que os meus impostos paguem um bom Serviço Nacional de Saúde. Aí sim, e não onde anda a ser distribuído em privilégios, benesses e compadrios.

Eu vou votar Sim e só tenho pena que este “Sim” já não seja despenalizado há muito tempo neste país. Quem sabe, talvez a pessoa tão amarga e insensível que se lembrou de colocar tal questão nunca tivesse existido, para nosso bem e de todas as crianças que nascerem neste país.

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domingo, janeiro 07, 2007

O Jogo de Paulo Macedo

A campanha de Paulo Macedo para se manter à frente da Direcção Geral de Finanças ( mais de vinte mil euros mensais e o apoio do BCP/Opus Dei que assim tem lá um homem der confiança), parece continuar, pensada e executada como se de jogadas de xadrez se tratasse. Após uma campanha nos órgãos de informação, a realçar os seus fantásticos êxitos à frente da DGCI, de se beatificar com a recusa em receber o prémio de bons serviços prestados, a que supostamente teria direito, aposta agora na jogada/noticia de que o governo não o vai reconduzir no cargo, baseado no salário que aufere ser quatro vezes superior ao do primeiro-ministro, o que contraria a nove lei. Embora o governo ainda nada tenha dito sobre o assunto (embora corram rumores de que gostava que ficasse se fosse possível), vamos ver aparecer uma panóplia de economistas e comentadores a apontar o erro de tal decisão e a endeusar os resultados por ele obtidos. Para começar já ai temos a primeira notícia em que se dependesse dos trabalhadores da DGCI ele manter-se-ia como Director Geral. Bem escorado pelo seu antigo patrão, BCP e abençoado pela Opus-Dei continua o seu jogo até ao xeque-mate final.

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Governo abastece mais 3 centimos por litro

A partir de amanhã os combustíveis ficam mais caros três cêntimos por litro. O Governo publicou ontem a portaria que aumenta o ISP, de acordo com o que estava inscrito no Pacto de Estabilidade. Está ainda previsto um novo aumento de 2,1 por cento.
O peso da carga fiscal (ISP+IVA) sobre a gasolina é já de 63,9%. Isto significa que, numa factura de dez euros, 6,39 entram directamente nos cofres do Estado.

Nem vale a pena dizer mais nada, pois não ?

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sábado, janeiro 06, 2007

Afastado o Guarda da Torre do Tesouro

Convidado por Sócrates para a administração do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, João Cravinho aceitou. Ruma a Londres em Fevereiro, mas não quer desistir das suas propostas sobre o combate à corrupção. E admite apresentar projectos assinados em nome próprio e não pelo PS. “Não esperava que o PS levantasse tantas dificuldades”.
“Já sei que vão dizer que me compraram”, afirmou João Cravinho.

Será que não compraram mesmo? Por mais que se tente olhar para o assunto de outra forma, a verdade é que os projectos perdem o seu grande animador e defensor (não nos devemos esquecer que estamos a falar de um homem que já foi Ministro das Obras Publicas, um dos locais com mais possibilidades de oferecer beneficias e receber ofertas, pelo que deve saber bem daquilo que fala). Perante as reticências, colocadas pelo seu próprio partido, ás medidas por ele apresentadas e a oferta deste “rebuçado” para o afastar, só mostra que há quem não deseje vê-las aplicadas.
Afinal quem tem medo de ver aplicada uma legislação de combate à corrupção? Tendo o convite sido feito pelo próprio Sócrates parece mostrar que os receios vêm mesmo muito lá de cima. Nada de que tivesse muitas duvidas.

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Os três Reis Magos da Quadratura do Circulo

Seguindo a estrela do liberalismo, fazem mais barulho que música. Parecendo que tocam cada um para o seu lado acabam todos a tocar a mesma música.

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Prisões, Mentiras e Aparições

A eurodeputada Ana Gomes revelou que manteve contactos com pessoas da ilha Terceira que garantem ter assistido a «coisas estranhas» na Base das Lajes e que confirmam a passagem nos Açores de voos da CIA. «Houve contactos com outras pessoas da ilha que confirmaram relatos sobre coisas estranhas que se passaram na base, nomeadamente a transferência de pessoas agrilhoadas, o que confirmam os elementos que possuímos».

O Governo português voltou a reiterar, esta sexta-feira, que continua a não haver prova de ilegalidade no caso dos alegados voos da CIA.
José Lello (PS) diz-se sem paciência para aturar "atoardas" de Ana Gomes.
O CDS-PP recomendou hoje a Ana Gomes que tenha "alguma seriedade e honestidade intelectual".
«É uma posição semelhante à fé em relação à visão dos Pastorinhos» (de Fátima), adiantou o Presidente do Governo regional, Carlos César.

Esta gente tem mesmo de ter muita fé e não ter seriedade e honestidade, para pensar que nós vamos acreditar nas atoardas de que não há provas de ilegalidade ou seja, já todos percebemos que realmente houve voos da CIA que utilizaram solo português no transporte de presos. Todos parecem querer atirar com o “esqueleto para o fundo do armário” e esquecer a cumplicidade que claramente têm. Esta negação de uma realidade evidente já não faz sentido e, como uma doença, não vai desaparecer só por se negar que ela existe.

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sexta-feira, janeiro 05, 2007

Motel Cavaco já está à venda

Quem não se lembra da série “Fawlty Towers “ interpretada por um dos geniais Monty Python, John Cleese. Nela, um casal tenta gerir um pequeno hotel, com a ajuda de uma eficiente empregada e de um pequeno e trapalhão criado espanhol.
Já à venda, etá a versão portuguesa, onde a comédia se transforma em tragédia e os actores conseguem ser tão maus como os da Floribela.
Os lucros da venda deste produto revertem a favor da “Casa de apoio aos empresários enriquecidos rapidamente” e o custo pode ser descontado no IRS.

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Mentalidades bacocas

"Pensará que ganhou uma guerra, embora não tenha festejado com champanhe, pois o Nuno Assis não levou a pena máxima tão desejada. Um Secretário de Estado que está contra uma federação, um clube e um atleta do próprio país, sem se preocupar com a sua inocência. Quem imagem pretende dar do maior clube deste país? Que imagem pretende dar da federação?", afirmou Luís Filipe Vieira.
Sílvio Cervan, responsável pela área jurídica, anunciou entretanto, que o clube está a preparar uma acção de anulação da decisão do TAS junto do Tribunal Federal Suíço.

Independentemente da culpa ou inocência do jogador, estas reacções do Benfica à pena de um ano de suspensão ao Nuno Assis, por consumo de substâncias dopantes, mostram bem como está podre o futebol em Portugal e como a ideia de impunidade e mentira assentou arraiais na cabeça desta gente.
Primeiro vem o Vieira defender que não se deveria ter pugnado pela justiça em nome de um nacionalismo bacoco. Se o jogador fosse estrangeiro, o clube não fosse o Benfica ainda vá lá, mas agora assim não pode ser. Esquece-se que a justiça é justiça e que não pode olhar para a nacionalidade, nem cores de camisola. Isso, é o que se passa por cá, por este jardim, onde o "quem fez" pesa mais na decisão final do que "aquilo que se fez".
Depois, para embelezar o ramo, vêm dizer que vão tentar fazer na Suiça aquilo que é a prática da advocacia neste país. Recorrer para um outro tribunal para tentar anular a decisão de um anterior. Esquecem-se é que não estão em Portugal e que há países onde a justiça funciona. Talvez venham a ter ainda uma má surpresa.

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O Futuro do Serviço Nacional de Saúde

Click na imagem para ampliar

Depois de ver o nosso Ministro da Saúde, Correia de Campos, muito satisfeito com as medidas que tomou em 2006 e adivinhando muita contestação, quer da parte dos profissionais de saúde quer dos utentes, para 2007, já podemos imaginar o caminho que vai ser seguido. A destruição do Serviço Nacional de Saúde vai continuar e os privados vão continuar a ocupar o seu lugar. Se não tratamos da saúde rapidamente a estes senhores que nos governam são eles que nos vão fazer o funeral.

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quinta-feira, janeiro 04, 2007

Para os professores

Sempre admirei a profissão de professor, coisa que eu nunca poderia ser, por falta de arte e engenho para isso, pelo que ela representa de paciência para aturar as criancinhas e pelos conhecimentos, trabalho e dedicação necessários. Claro que como em todas as profissões há os muito bons, os bons e aqueles que só o fazem por necessidade, sem motivação ou gosto. Mas, aqueles de que falo são dos que se esforçam por ensinar as nossas crianças, por lhes transmitir conhecimentos e valores, tantas vezes em situações difíceis e com condições mínimas. Para esses vai o meu respeito e admiração e também esta imagem da sua “Patroa”. Sei que a maioria não gosta dela e compreendo-os, e foi também por isso “pintei esta imagem” de forma a torná-la pelo menos possível de ser olhada. Pode não ser um grande prémio de consolação, mas queria aqui prestar a minha homenagem a essa profissão tão digna e necessária.

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O Bacanal Português

Embora hoje seja quinta-feira, dia de encontro Silva/Sócretina, novos factos ocorridos durante a semana podem ter alterado aquela calorosa relação. Não que acreditemos que os encontros e as relações se alterem muito, mas porque a confiança num final feliz pode estar menos, ou ainda mais, presente. Quem anda muito presente é a pequena Mendes que pelos vistos vai a todas e dá para os dois lados.
Uma festa de fim de ano no Brasil encostadinho à Sócretina e, uns encontros secretos, mas tão secretos, tão secretos, mesmo daqueles tão secretos que por serem tão secretos são mesmo secretos, (aqui o aproveitamento do cliché dos Gatos Fedorentos, que como estão na moda, podem aumentar o número de visitas ao blog), com o Sr. Silva na Barraca de Belém. Provavelmente, sentia-se tão sozinho dentro do seu partido, que resolveu encostar-se a outros mais dispostos a dar-lhe um peito para encostar a cabecinha.
Se a coisa pega, com a Sócretina a fazer aquilo para que lhe pagam usando aquela lábia enganadora que se lhe reconhece, o Sr. Silva a ser o papá autoritário exigente e castigador, mas que vai aprovando a Sócretina com um sorriso e um leve abanar de cabeça, e o Nóia, esquecendo-se que é oposição, trocando uns carinhos e um pouco mais de visibilidade por uma paz podre de regime, tudo o que podemos esperar para o futuro são uns recatados menage-a-trois, (sem a Elsa Raposo para fazer umas filmagens e para animar a festa), e muito menos de poder de compra, informação isente e credivel, nível de vida, …etc.etc.etc.
Quem vai ficar fula e invejosa é a Portas que vai amaldiçoar não estar na Liderança do seu PP para tambémt entar entrar na festa. Um verdadeiro bacanal, esta vida politica portuguesa.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Duende Português

Não, desta vez o Duende Constâncio não veio fazer uma previsão tipo Maya dos números da economia, nem aumentar uma décima a uma outra já feita, para assim fazer um jeitinho ao amigo Sócrates e garantir que o seu lugar está bem almofadado. Não, se o coloco aqui é porque o considero uma das mais pardas entidades deste país, já não lhe fazia um boneco há algum tempo e, num ano novo não podia deixar de aparecer nos primeiros dias. Este Duende, que em princípio deveria ser o guardião do pote de ouro deste país, acaba por defender muito mais o seu próprio que o de todos nós. Não gosto de gente hipócrita que pede sacrifícios aos outros enquanto se serve a si das mais lautas iguarias em ordenados e pensões. Não gosto de gente que faz os seus discurso economicistas e se coloca como se a sua pessoa estivesse fora dos problemas do país e do seu povo. Não gosto deste Duende.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Ai que vou ter de vender o Ferrari

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) não se conforma com o fim do regime fiscal mais favorável para os desportistas. Joaquim Evangelista, presidente do sindicato, admite mesmo fazer “parar o futebol”. “Já vimos que o Governo não tem sensibilidade para o tema, mas ainda assim vamos apresentar as nossas reivindicações. Se isso não vingar vamos mobilizar os jogadores e partir para uma greve geral”.
In “Correio da Manhã”

Quem defende que os jogadores de futebol têm uma carreira curta, parece esquecer-se que aos trinta anos ainda se está em muito boa idade para trabalhar noutra coisa qualquer. Alguns nem isso vão ter de fazer, graças às fortunas que ganham, outros terão de pensar se desejam abraçar a carreira de jogadores ou escolher uma outra. Não há qualquer justiça em que quem exerça uma qualquer outra profissão, tenha de trabalhar, na maioria dos casos com salários baixos, até aos 65 anos para depois ter uma reforma ainda mais baixa e mesmo assim pague impostos altíssimos e, outros só porque têm mais jeito para dar uns pontapés na bola, tenham a regalia de não o ter de fazer. Claro, como em tudo neste país, aqueles que mais recebem serão aqueles que mais facilmente vão arranjar formas de fugir a esse pagamento. Pode-se já imaginar que, à semelhança do que fizeram o Figo e do Victor Baia, muitas outras fundações com nomes de jogadores vão surgir do nada. Falta ver é se o estado, desta vez, não vai fazer de conta que não vê ou que não sabe que isso vai acontecer, e arranja um esquema que não permita a fuga ao fisco aqueles que ganham pequenas fortunas todos os meses. Não tenho no entanto grandes ilusões a esse respeito, já que como quase sempre acontece, serão os mais humildes e mais desprotegidos a pagar a grande factura.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O Vigário do Jardim

Cavaco exige "progressos claros" em 2007.
Mensagem de Ano Novo marcada por recados ao Governo.
In "Correio da Manhã"

Eu leio estas coisas, (já não tenho paciência para as ouvir), e fico admiradíssimo. Todos andavam para ai a dizer que o Cavaco era um homem frontal e que não mandava recados por ninguém e, afinal, parece que o faz nos seus discursos.

Mas, o que aqui é importante é perguntar que autoridade tem esse Boliqueinho para exigir seja o que for ao governo. A sua função é a de garantir o respeito pela Constituição e nada lhe dá o direito de se vir armar em grande Senhor que quer isto e aquilo. Quem tem essa obrigação somos nós, os portugueses, que devemos poder exigir ao governo que melhore as nossas condições de vida. Infelizmente, esse povo que devia realmente cobrar o cumprimento daquilo que lhe foi prometido, em campanha eleitoral, anda adormecido e não corre a pontapé estes aldrabões que nos governam, mas é a eles e só a eles a quem esse direito pertence.

Depois fica ainda a lata de quem governou este país durante dez anos, esbanjou os muitos milhões de fundos europeus só em betão e alcatrão, não desenvolvendo a economia, não criando empresas e postos de trabalho e que ficou conhecido pelo pai do défice, chaga essa que ainda hoje é culpada pelo atraso do nosso país, vir dar lições de aos outros. Que lhe passará pela cabeça para vir agora dar lições de moral e economia? Olhe, vá é dar uns passeios com a sua Maria, faça umas inaugurações e deixe-se de tretas que já não há pachorra para aturar gente com tanta fanfarronice.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Aborto ou terrorismo?

“Bento XVI compara aborto a terrorismo”
in “Correio da Manhã”

Isto de falar da Igreja para um ateu como eu é um aborrecimento. É que, se existisse um Deus eu teria de andar muito chateado com ele. Tendo os super poderes que lhe possibilitam ser omnipresente, omnipotente, omnisciente, e muito mais ainda, não deveria ter feito asneiras de palmatória neste mundo, como supostamente fez.
Em primeiro lugar deveria ter-se dignado a dar-me, também a mim, aquilo a que chamam de “Fé” e que supostamente nos possibilita fazer da lógica uma batata e nos faz acreditar naquilo que nos parece mais inverosímil, ilógico, surrealista, impossível, ou seja, que não dá mesmo para acreditar. É que eu também gostava de ter alguém a quem pudesse pedir ajuda nas dificuldades e assim não tenho. Está mal.
A segunda razão, é a de que ele devia saber muito bem que, nós homens, não somos de confiança e, mesmo assim resolveu deixar cá na terra uma dinastia de gente que supostamente é ele; os Papas. Claro está que, ainda ele não tinha desfeito as malas da sua viagem de ascensão para o céu, por cá já andavam eles a fazer guerras e a matar em nome dele. Desde ai até agora, valha-nos Deus, foi um fartar vilanagem de opulência, opressão, miséria e morte.

Escrevi tudo isto, só para não estranharem mais estas “pérolas” ditas de um Papa. Nada mais são que a continuação da panaceia da defesa da vida, por um lado, recusando combater as causas da morte, na prática pelo mesmo lado, mas se o desejarem por outro qualquer.Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

terça-feira, janeiro 02, 2007

O Ali Bábá das Finanças

Só falta dizer que esse tesouro que se vê na imagem é feito do suor e trabalho de muitos portuguêses e que está a ser desbaratado por alguns em favor de muito poucos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A desilusão de 2006. Esperança para 2007?

Num país em que o partido de governo se chama socialista e faz uma politica mais liberal e de direita do que aquela que os próprios partidos de direita fizeram quando tinham o poder e, em que o Partido Comunista não consegue livrar-se do estigma da cassete e da velha união soviética, parecia que o Bloco de esquerda poderia ser a voz do descontentamento, da diferença e da alternativa. Infelizmente, parece que até o próprio Bloco de esquerda, caiu na apatia de oposição e contestação que parece ter assolado este país. Sem a garra nem a alegria de outros tempos, o Louça e demais bloquistas, flutuam no marasmo podre de uma inevitabilidade económica e social que nos é vendida. Até eles parecem não ser capazes de mostrar outros caminhos e outras formas de viver em Portugal, na Europa e no Mundo. Agarrados às velhas batalhas pelas minorias e a ataques a um ou outro acontecimento mais mediático, esqueceram-se de defender ideias e alternativas.

Esperemos que, qual Fénix, renasçam das suas ideias e ofereçam as curas que esta sociedade tanto necessita. Que pelo menos agitem as consciências e ajudem este país a acordar deste sono hipnótico em que foi colocado pelo Partido Socretiniano.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Um ano de Kaos na Blogosfera

Faz hoje, 1 de Janeiro, um ano que esta minha aventura na blogosfera começou e nasceu o WeHaveKaosInTheGarden. Mais de 1100 posts, segundo o Statcounter, quase 60 mil visitantes desde Abril, e muitas, muitas horas em frente do computador em 365 dias. Claro que tudo isto valeu o esforço pelas pessoas fantásticas que aqui vim encontrar, muitas delas a quem tenho a honra de chamar de amigos e só foi possível devido à ajuda e apoio de muita gente. A minha família que me aturou e me deu o espaço e tempo necessários, à kaótica, minha companheira nesta aventura desde o início, ao Jorge (Amarcord) Matos pela beleza que aqui colocou, ao Vivi e à nossa amiga ecológica brasileira Claudinha pelos textos que escreveram. Um muito obrigado também para todos os que me visitaram e para aqueles que escreveram palavras tão simpáticas sobre mim, quer nos comentários, quer nos seus próprios blogs.
Há uns tempos atrás tinha pensado que um ano seria suficiente e que estava na altura de partir para outras aventuras matando este Kaos. Agora, pelo carinho recebido de todos sinto que devo continuar por mais uns tempos. Embora não o possa
prometer, espero que daqui a um ano, poder estar a festejar, com todos vocês, um segundo aniversário. A vida e o tempo o dirão.
Aqui lhes deixo o primeiro post que coloquei neste blog há um ano, por provavelmente nunca ter sido lido por ninguém como provam os zero comentários que o acompanham. Aliás, o primeiro comentário só surgiu no dia 5 desse mês de Janeiro num post escrito pela Kaotica (assinou na altura como
Maria de Craveiro no Lopes): “CARTA ABERTA AO PROF. CAVACO SILVA” e, mesmo esse, dizia assim:
"António de Ramalho no Ortigão disse...
Exma. Sra. Dona Maria de Craveiro Lopes,

Agora passo eu a sugerir que meta as suas sugestões no CU!"

Para quem vive neste jardim à beira mar plantado, a cada dia que passa, maior se torna a dificuldade de compreender este mundo onde vivemos. Os preços dos bens essenciais sobem muito acima da inflação (a matemática já não é o que era) e os ordenados muito abaixo. Vemos os grandes grupos económicos a aumentar os seus já fabulosos lucros em 30, 40 ou 50 % e aqueles que para eles trabalham a terem aumentos de miséria. Já éramos dos países com um menor nível de vida, nesta Europa que devia ser social e solidária, e a cada governo que passa mais nos enterramos nesta lógica economicista sem sentido. Desde os governos do Sr. Cavaco (inclusive) que o défice é uma arma de arremesso para justificar a perda de direitos e aumentar cada vez mais as dificuldades de todos nós. Não há eleições em Portugal em que não nos seja tudo prometido, para no dia seguinte vermos ser realizado um estudo sob as contas públicas e os impostos aumentados. É a coberto de ordenados e reformas sumptuosos, (ex: Sr. Governador do Banco de Portugal) que nos vêm esses “Senhores” pedir contenção e paciência em nome do futuro. Como dizia o Zé Mário Branco, no seu “FMI”, “que se foda o futuro, quero ser feliz agora, porra”. Eu digo o mesmo e responsabilizo todos, mas todos os economistas que, como o “D. Sebastião do PSD” que veio do nevoeiro Inglês para nos dizer, numa entrevista, que o País, o nosso Portugal, não está em condições económicas para dar uma pensão mínima de 300 euros a quem trabalhou e sofreu toda uma vida por ele. Gostava de ver esses senhores a viverem, não um mês, mas uma semana com esse dinheiro. Citando uma vez mais o Zé “Filhos da Puta”.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Entradas politicas em 2007

A Sócretina e o Pequeno Mendes escolheram para a sua noite de passagem de ano o mesmo destino: S. Salvador da Baia. Para alguns uma estranha coincidência, para outros talvez nem tanto.
O que não conseguimos saber é se foram juntos e se, para além da diversão, também vão partilhar o quarto.Esta manhã, procurámos reacções em Lisboa a este facto. Quando questionado em Belém a única reacção que obtivemos foi esta:
– Não comento a vida íntima dos líderes políticos – E, entre dentes ainda conseguimos entender um – Grande cabra. Ficámos por saber se este "Cabra" se referia à nossa repórter ou à Sócretina.

Também ainda não conseguimos a confirmação se o Presidente Lula esteve ou não presente nessa festarola.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

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