Os deputados sociais-democratas Helena Lopes da Costa e Miguel Almeida, consideraram que, tanto a existência deste caso como a sua divulgação pública, "só pode ter a ver com o receio" de que Santana Lopes venha a ser de novo candidato à Câmara Municipal de Lisboa.»
Há já algum tempo publiquei aqui vários posts dedicados à “Estratégia da Aranha” e aquilo que se passava na CML. Todos sabemos o que aconteceu, os processos que foram abertos e as acusações feitas. A situação politica e económica chegou a um tal estado que obrigou a eleições para a Câmara e muito contribuiu para o descrédito do PSD e a queda do Marques Mendes.
Estranhei quando surgiram as notícias da possível escolha de Santana Lopes para se recandidatar a Lisboa depois do descalabro que a sua passagem pela autarquia representou. Mais estranhei ainda por a Manuela Ferreira Leite nos querer vender uma imagem de competência, rectidão e sobriedade (um Cavaco de saias). Esta escolha era o reconhecimento de que aceitava tudo e todos para acalmar as discordâncias internas do partido, que não olhava a meios para tentar ganhar a qualquer custo. Um exemplo que até nos pode fazer imaginar que poderia vir a considerar apoiar os Valentins e os Isaltinos das nossas autarquias. O desespero muitas vezes faz destas coisas.
Mas, o caricato desta situação atingiu o ridículo quando os dois deputados constituídos arguidos vêm acusar a justiça de actuar em benefício de alguns e por razões politicas, por recearem a candidatura do Santana Lopes. Se assim fosse este caso seria bem mais grave e pressupunha a corrupção na justiça e a sua total obediência ao poder vigente. Este sim seria um caso gravíssimo. Claro, que neste caso tudo indica que não é mais que uma desculpa esfarrapada de quem foi co-responsável por um dos mais negros períodos da Câmara Municipal de Lisboa.
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