Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXOA
Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
terça-feira, outubro 14, 2008
A Europa que temos
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXOA
sábado, setembro 27, 2008
O Alegre Pescador
Uma traineira de pescadores portugueses foi bafejada pela sorte e, depois de terem saído para a pesca da sardinha, saiu-lhes o “Jackpot” de um cardume de Corvina e um barco cheio com 14 toneladas de pescado. Imagino a alegria daquela gente no regresso ao porto de Sesimbra, para aí se transformar em desespero. A Policia Marítima apreendeu todo o peixe por “a quantidade pescada ser superior à permitida por lei”. Disso não entendo nada, mas que saiba não fizeram pesca ilegal, tiveram simplesmente sorte que transformou em tragédia. As 14 toneladas acabaram por ser vendidas na lota a alguns cêntimos o quilo, (quando normalmente valeriam mais de 6 Euros), fazendo com que os mais de 2 mil euros que cada pescador iria ganhar neste dia em que a sorte grande lhes bateu à porta, se tenham transfigurado no prejuízo de uma multa. Perderam os pescadores, ganhou o estado. Podemos dizer que Jaime Silva, o tal que respondeu a um pescador que protestava que se nas estivesse bem que saísse da União Europeia), foi um feliz pescador.
Quando tanto se fala de aumentar a eficiência e a produtividade, que tanto se fala da necessidade de modernização para concorrer com os outros países, como se justifica que um barco possa pescar demais. Modernizar para quê se com aquilo que temos já pescamos mais que aquilo que a lei autoriza. Assim não vamos a lado nenhum, mas também parece ser isso que esta Europa exige aos nossos governantes; que continuemos a ser um pasto para a sua ganância.
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
sábado, junho 14, 2008
Batoteiros
O Tratado de Lisboa tinha como obrigatoriedade para a sua aplicação a necessidade de ser ratificado pelos 27 países que constituem a União Europeia. Sem isso não pode ser aplicado. Para o conseguirem esta gente não se coibiu de fazer batota e de ser desonesta. Mentiram, faltaram com a palavra, conspiraram, fizeram um texto que ninguém entendesse, impuseram a sua vontade recusando saber a nossa por referendo, Cedo cantaram vitória num “Porreiro pá”. Lá foi o tratado sendo ratificado de parlamento em parlamento até que chegou o dia da única dificuldade que tinham no caminho; a obrigatoriedade da Constituição Irlandesa que obrigava à realização de um referendo. Aí não havia volta a dar para poderem evitar a vontade popular. Os Irlandeses disseram não e o Tratado de Lisboa devia simplesmente ser atirado para o lixo, como disse o Cherne, não havia plano B. Isso era o que devia ter acontecido ontem, mas como a desonestidade desta gente é por demais conhecida, já todos, desde o Engenheiro ao Cherne, passando pelos Sarkozy’s, Merkel’s, e outros Bilderberg que por aí andam, já vieram dizer que as rectificações parlamentares que ainda não e realizaram devem ser feitos. Porquê? Não era obrigatório 27 Sim’s para o Tratado poder existir? Que aldrabices já andam a tramar? Que mentiras se preparam para nos dizer? Não duvido que vão fazer batota, que vão aldrabar o “jogo” e impor-nos a vontade dos seus “Donos”. Sabem que descer mais baixo do que aquilo que já fizeram é difícil, mas para seres como eles tudo é possível.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
quarta-feira, junho 11, 2008
65 Horas de Trabalho Semanal...Porreiro pá
A Comissão Europeia já saudou o acordo político. “Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais uma vez, que a flexigurança pode ser posta em prática” »
Porreiro pá. Para quem tinha duvidas que esta Europa é dirigida por sabujos ao serviço dos tenebrosos Bilderberg espero que isto os ajude a pensarem no assunto. Quando o desemprego aumenta, quando a precariedade se está a transformar em regra, quando os direitos nos são retirados uma a um, quando aumenta a vigilância e a actividade policial em redor dos interesses dos poderosos, quando a pobreza aumenta assim como o fosso para os mais ricos, quando nos impõem um Tratado Europeu que coloca o poder e as decisões em mãos de quem nem é eleito, mas nomeado por gente que nem conhecemos, quando o estado social está a ser destruídos, que mais falta dizer. Que vão fechar os nossos filhos, logo desde pequenos, durante 11 horas nas novas super escolas, vigiadas, muradas, gradeadas e onde lhes vão ensinar a obediência, a subserviência para se tornarem em mão de obra barata, enquanto os pais são obrigados a um trabalho cada vez mais escravo e mal pago? Que mais falta dizer quando somos confrontados com esta realidade a ser construída debaixo dos nossos pés para percebermos que temos de fazer alguma coisa? Que temos de reagir, que temos de os travar já. O nosso futuro está a ser construído hoje por gente que não presta e se nada fizermos é nesse futuro que iremos viver. Se estão a contar com aqueles que elegeram para os travar não se esqueçam que, perante este amanhã, eles sorriem e dizem: - Porreiro pá.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
sexta-feira, maio 30, 2008
Pesca ao fundo
Por toda esta Europa os pescadores estão de greve e recusam-se a sair para o mar. Cá, começou à meia-noite e não tem data para terminar. Claro que lá apareceu o Jaiminho, sempre muito elegante (e imagino-o sempre muito perfumado, não sei porquê), a dizer-nos para não estarmos preocupados que o peixe não ia faltar. Se ele disse está dito e acredito que o "Cherne" não vai faltar no prato dele, porque para os outros, não sei quem terá dinheiro para o comprar.
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quinta-feira, maio 29, 2008
Lá se vai o peixe
Onde já chegámos para ver patrões e trabalhadores unidos nas reivindicações ao governo. Armadores e pescadores reuniram-se com o Jaime Silva, o Jaiminho para os amigos, para pedir soluções que possam minorar o impacto da subida dos combustíveis nas pescas. O Ministro não tinha nenhuma solução para apresentar, não aceitou nenhuma das que lhe foram propostas e por isso a partir de sexta-feira, e por tempo indeterminado, não há pesca em Portugal. Não nos devemos esquecer que este Jaiminho foi o mesmo que, há uns tempos disse, em frente aos seus colegas Europeus, a um pescador que protestava, que se não estava contente por estar na União Europeia, que saísse. Esse mesmo Jaiminho que hoje também disse que não estava à espera que a reunião pudesse evitar a greve. Foi mesmo só para lhes dizer que não tinham sorte nenhuma, que compreendia que o gasóleo é muito importante para os barcos, que sabia que as quotas de pesca impostas pela EU faziam, com que as quantidades que estavam autorizados a pescar, fosse insuficiente para lhes garantir o sustento, que sabia isso tudo, mas o Governo não pode fazer nada. Modernizem-se, que é o mesmo que dizer “desenrasquem-se”, é a solução do Ministro. Um Cherne bem chapado no focinho era o que ele precisava.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
domingo, maio 11, 2008
O Cherne
A amiga “Mário José” colocou este comentário no post “ A chave da Traição“ e eu não resisti a transferi-lo cá para fora.
(Depois de ver o filme O Mundo do Silêncio de Jacques-Yves Cousteau)
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até, do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria...
Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa de passado
Circula o cherne: traído
Peixe recalcado...
Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando, mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa...
CERTAMENTE QUE O'NEILL NÃO FALAVA DO FUGITIVO VENDILHÃO
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
sábado, maio 10, 2008
A Sentença Europeia
Como sou preguiçoso tenho decidido muitas vezes que só vou colocar imagens e deixar isto da escrita de fora ou no máximo colocar uma legenda. Algumas vezes acontece, mas normalmente a raiva que sinto por esta gente, o desprezo que lhes tenho acaba por me obrigar a escrever algumas palavras. O Sr. Silva, hoje, dia da Europa, assinou a traição do Tratado de Lisboa, caucionando a mentira que foi a sua aprovação na Assembleia da Republica à revelia dos Portugueses. Negociaram muita da nossa soberania como país, sem questionar o seu povo se o desejavam fazer. Não há muitos tempo isso seria considerado Traição ao País e os traidores acabavam por perder a cabeça. Hoje é executado com pompa e circunstancia na solenidade da escritura de venda do nosso destino, de um pouco mais da nossa história, independência e autodeterminação. Hoje deixámos de ser tão portugueses e passámos a ser mais europeus. Pertencemos-lhe às zonas de pobreza social, é verdade, mas temos boas praias, bom sol, bons campos de golfe e um povo simpático que se agacha, serve e obedece. Hoje, passámos a ser mais portugueses pelas cores da camisola da selecção de futebol que apoiamos, que por termos nascido nesta terra. Hoje passámos de cidadãos de Portugal a simples adeptos de Portugal.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
segunda-feira, maio 05, 2008
Agricultura portuguesa - Um Jardim
«O primeiro-ministro, José Sócrates, referiu que "A agricultura portuguesa está num bom momento". Para tal, Sócrates diz que "Alqueva tem contribuído de forma particular". "Tem atraído muito investimento privado, em particular olival, mas também em outros domínios da actividade agrícola”. "Parto muito satisfeito por ver um dinamismo agrícola como há muito não se via".O primeiro-ministro, disse que acredita que o sector está preparado para responder a uma eventual crise alimentar internacional.
Por seu turno, o titular da pasta, Jaime Silva sublinha que Portugal está inserido num grande produtor mundial, a União Europeia, que é excedente na produção de cereais, produto que atravessa um período de subida exacerbada dos preços. Apesar desta posição o ministro da Agricultura defende que os 27 Estados devem repensar a sua política de cooperação com outros países, nomeadamente do continente africano, face à conjuntura actual.»
Quem não conhecesse o país onde vivemos e ouvisse a conversa do Engenheiro até podia imaginar que Portugal é o paraíso na terra. Numa altura em que a crise arrasa as maiores economias do mundo, vem-nos dizer que a nossa vai de vento em popa e quando vemos os preços dos produtos agrícolas a subir 30, 40 ou até mesmo 70% num ano que a nossa agricultura, que a União Europeia tem vindo paulatinamente a destruir aos longo dos anos, (passámos da produção de 50% daquilo que consumimos para 25%) é um jardim. Vai elogiar o Alqueva que, em vez de servir a nossa agricultura, está a servir projectos imobiliários e a irrigar campos de golfe. A verdade é que a comida nunca faltará na mesa do Engenheiro como já falta na de muitos milhares de portugueses. Infelizmente é para isso que a agricultura portuguesa está preparada.
Quanto a Jaime Silva, já nada me espanta quando fala. Se a EU tem excedente de cereais porque sobem tanto os preços. Será que o adorado “mercado liberal” deixou de funcionar? E que quer ele dizer com a necessidade de “repensar a sua politica de cooperação com outros países”? Será que, agora que o capitalismo global fez rebentar o sistema, defende que se feche a torneira e eles que morram à fome à vontade? Pelo sim pelo não vou mas é plantar uma horta aqui no quintal (às escondidas da ASAE, que deve haver uma qualquer lei que me proíbe de produzir batatas ou alfaces).
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping
Um processo original
A amiga GI do blog “Garden-of-philodemus” alertou-me para a noticia de um milionário Inglês, Stuart Wheeler que está a processar o Partido Trabalhista do Gordon Browm por este ter faltado à promessa eleitoral de referendar o Tratado de Lisboa. Não sei se vai ganhar ou perder, mas só o levantar a questão no momento em que se aproxima o referendo Irlandês é já algo de bom. É que pelos vistos são tão mentirosos os “gentlemen” ingleses como alguns Engenheiros portugueses.
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quarta-feira, abril 30, 2008
Casa onde não há pão este governo não tem razão
Talvez fosse agora uma boa altura para explicarem porque andaram a destruir a produção agrícola deste país. Talvez seja uma boa altura para saber porque pagam para arrancar oliveiras e Portugal tem de importar azeite. Talvez seja uma boa altura para nos explicarem essa ideia das quotas para garantir o preço aos alimentos. Talvez seja uma boa altura para perguntar porque razão aceitamos que a Europa nos andou a pagar para nos tornarmos mais dependentes da importação em produtos alimentares. Talvez seja uma boa altura para mandar bugiar todas estas regras e imposições que nos chegam da Europa e começarmos a produzir o que queremos e nas quantidades que queremos. Nenhum país pode ser independente se não puder alimentar os seus cidadãos. Se este governo e esta classe politica toda que por aí anda a mostrar que são mais Europeus que Portugueses não passar a incentivar a produção e continuar a abater a agricultura deste país, talvez seja a altura de os tirarmos dos seus poleiros e colocar quem se preocupa com aquilo que é fundamental; a pobreza, a miséria e a fome que se advinham se nada for feito.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
Eles comem tudo, eles comem tudo
O principal conselheiro militar das Nações Unidas no Kosovo , o major-general Raul Cunha criticou o processo de transição da ONU para a Eulex, a maior missão de sempre da União Europeia e que já foi rejeitada pela minoria sérvia no Kosovo que levará muito tempo a aceitar a presença europeia no território, ou mesmo, se calhar esta nunca será aceite. "Se calhar só pela força é que vão aceitar uma situação destas"
A União Europeia pode de estar a fragilizar a ONU não só no Kosovo, mas também em todo o mundo, pela forma como está a entrar neste país, que recentemente se tornou independente.
"Não digo que o fez deliberadamente, mas para servir os interesses de alguns países da União Europeia, dos grandes da União Europeia, que têm aqui interesses estratégicos nacionais, está a estragar-se muita coisa positiva". Raul Cunha não escondeu também o seu desacordo com o investimento europeu de quatro mil milhões de euros, 80 por cento dos quais em capacity building e consultadoria. "Na prática, dos quatro mil milhões de euros, houve logo 3,250 mil milhões que voltaram à base. Ou seja, a União Europeia paga como um todo, mas há dois ou três países da UE que estão aqui a ter lucro"».
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segunda-feira, abril 07, 2008
Come chocolates pequena, come chocolates
«As máquinas onde os miúdos metem uma moeda para receberem uma bola com um chocolate surpresa lá dentro são um jogo de azar. É este o entendimento da ASAE, o que diz tudo sobre o espírito da entidade. E os furinhos das feiras populares, esses grandes negócios que concorrem ilegalmente com os casinos?»
In “Publico “
Preparem-se as associações, o escuteiros, as escolas e todos os outros que fazem rifas para angariar fundos porque, é considerado jogo de fortuna e azar quando “o cliente não sabe o que vai sair”. Mais dia, menos dia lá terão a visitinha da ASAE.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Extracto de “A Tabacaria” de Fernando Pessoa
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sábado, março 01, 2008
Santinhas de Vilar de Maçada
Amanhã volto, se a ressaca deixar.
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terça-feira, fevereiro 26, 2008
Um Governo Económico para a Europa
Já tinha este post escrito há já alguns dias, mas só hoje surgiu a oportunidade de o publicar. Mais vale tarde que nunca.
Estava eu aqui muito descansadinho sem fazer mal a ninguém, quando de repente dou comigo a ouvir o Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas, a defender um Governo Económico para a Europa. Governo Económico, que seria isso? Ele explicou, um governo em que a economia fosse Deus e nada se faria sem ter como objectivo o lucro económico. Este governo económico sobrepor-se-ia às próprias finanças e a garantia que isso não representaria uma escalada na inflação estava em que toda a politica económica de cada governo deveria ser investir todo o seu dinheiro na economia e reduzir ao mínimo os gastos com as administrações publicas. Só me pergunto se um governo, europeu, nacional, regional, local, seja ele qual for, não deverá ser por principio um governo de cidadãos? Um governo cujo principal objectivo sejam os cidadãos, as pessoas, o seu bem-estar e a resolução dos seus problemas? Cada dia mais estou farto destes teóricos, destes servos dos Bilderberg, desta gente para quem o lucro de um euro vale mais que as pessoas, o planeta, a decência ou a justiça. Só saber que há quem pense assim deixa-me arrepiado e triste.
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping
domingo, fevereiro 17, 2008
Cortina de Fumo
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Herois do défice
«O comissário europeu Joaquín Almunia, responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários louvou a actuação do Governo português por ter conseguido reduzir o défice para os 3% em 2007, um ano antes do prazo. Mas Bruxelas advertiu para a necessidade de «medidas suplementares» para o equilíbrio das contas se a economia crescer baixo do esperado.»
In “Agencia Financeira”
Estou certo que todos nós, os portugueses, estamos muito satisfeitos com o défice de 3%. A maioria nem sabe muito bem o que isso quer dizer, estão desempregados, passam fome ou já não têm mais buracos no cinto para apertar, pobres mas honrados. Para atingirmos este sucesso, epopéia que nem um Camões teria engenho e arte para cantar, não vi um poderoso que fosse abdicar de um direito ou de uma regalia, antes pelo contrário, vi-os enriquecer e prosperar como nunca. Ervas daninhas que se dão bem num solo em crise. Já estamos de tanga, mas a UE na voz do Almunia já nos vem avisar que provavelmente teremos de sofrer ainda mais, que teremos de pagar a crise do capitalismo, a crise dos ricos, a crise dos outros. Alegre-se o grande capital que aí vêem mais aeroportos, pontes e TGV's para lhes encher o bolso enquanto nós, faremos os sacrifícios de tudo continuar a pagar.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
domingo, fevereiro 10, 2008
Referendo na Irlanda
Não foi a primeira vez e, certamente não será a ultima, em que procuro a imagem que imaginei para fazer um boneco e, ou simplesmente não a encontro e tenho de mudar de ideias, ou encontro várias que não são o que deviam ser mas que se aproximam. Muitas vezes acaba por se mostrar difícil escolher entre elas, sobretudo antes de fazer as montagens. Este foi um desses casos e, como mesmo após estarem todas feitas, não me consegui decidir aqui deixo as outras imagens criadas para o post anterior. Afinal não saíram assim tão mal que não as possa aqui colocar.

A Ultima esperança da Europa
O referendo irlandês ao Tratado de Lisboa da UE continua sem data, mas já está envolvido em polémicas, designadamente depois de uma deputada acusar o governo de usar fundos públicos para a campanha do 'sim', noticiou a imprensa irlandesa.
As acusações ao governo partiram da deputada do Movimento do Povo, Patricia McKenna, e prendem-se com a publicação de um folheto pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros irlandês, que a deputada considerou promover o 'sim'.
Em causa está uma decisão da justiça irlandesa de 1995, em resposta a uma queixa apresentada pela mesma deputada, então dos Verdes, que proibiu o uso de fundos públicos na promoção de uma ou outra posição nas campanhas para os referendos.
O ministro visado, Dermot Ahern, informou que o governo pediu pareceres jurídicos segundo os quais a decisão judicial de 1995 não se aplica enquanto não produzir uma alteração da lei.
Os eleitores irlandeses rejeitaram em 2001, num primeiro referendo, o Tratado de Nice, actualmente em vigor, vindo a alterar a sua posição numa segunda consulta.
Actualmente, de acordo com a mais recente sondagem, os irlandeses parecem estar outra vez pouco inclinados a votar 'sim'. Esse estudo, publicado a 26 de Janeiro pelo diário Irish Times, concluiu que apenas um quarto (26 por cento) dos cerca de três milhões de eleitores afirma que vai votar 'sim'. Apesar de a percentagem dos que vão votar 'não' ser apenas de 10 por cento, os autores do estudo apontam a imprevisibilidade do resultado tendo em conta que dois terços se declararam indecisos.
in "Diário Gigital"
Sendo a Irlanda o único país que vai efectuar um Referendo ao Tratado de Lisboa é também a única esperança que nos resta de o ver não ser ratificado. Claro está que toda a canalha Europeia, que o quer impor a todo o custo, vai unir forças e fazer uma campanha de sentido único para procurar que o Sim ganhe. Comunicação social, governo e EU vão todos puxar para o mesmo lado, pelo que todos nós que podermos dar uma mãozinha aos defensores do Não unir forças. Todos devemos escrever texto de apoio e em que os possamos informar daquilo que se está a passar por toda a Europa, onde as populações estão a ser impedidas de dizer a sua opinião e as razões que fazem deste tratado um mau tratado. Talvez mesmo criar um blog colectivo em língua inglesa e, para aqueles que poderem e desejarem, tentar visitar a Irlanda na altura do referendo para colaborar na campanha do Não. Todas as ideias que surgirem e tudo o que podermos fazer será bom.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
sábado, fevereiro 09, 2008
O Democrata de merda
«Não posso compreender como é que alguém pode sequer sugerir que o parlamento é menos legítimo, não posso aceitar isso. Na minha opinião, não é democrático sugerir que o parlamento não tem legitimidade para ratificar o Tratado», afirmou José Manuel Durão Barroso. «O parlamento não é a porta das traseiras da democracia, é o centro da democracia», declarou.
O presidente do executivo comunitário falava numa conferência de imprensa para saudar a ratificação do Tratado de Lisboa - pela via parlamentar - pela França, país que em 2005 «condenou» o anterior projecto de Tratado Constitucional, em virtude da vitória do «não» na consulta popular então realizada.
Questionado sobre a razão para convocar uma conferência de imprensa para assinalar a ratificação do Tratado pela França, quando não o fez relativamente aos outros quatro Estados-membros que já ratificaram, Barroso sorriu e admitiu que «de facto, a França não foi o primeiro a ratificar o Tratado de Lisboa, mas foi o primeiro país a votar contra a Constituição Europeia», pelo que entende tratar-se de «um acontecimento especial».
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping






















