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quinta-feira, abril 16, 2009

David e Golias ou a Caneta contra a espada

 David e Golias

O Engenheiro resolveu Processar o jornalista João Miguel Tavares por uma crónica que este escreveu no DN. Não um processo-crime normal, mas um processo cível que custa dezenas de milhares de euros. Não atacou o jornal nem jornalistas conhecidos como o Pacheco Pereira ou o Mário Crespo, escolheu como alvo um freelancer. Uma vez mais atacou os mais fracos e logo com um processo caríssimo, para lhe criar maiores dificuldades na sua defesa. Uma luta de David contra Golias, mas a verdade virá ao de cima e a pena vai vencer a espada. Este blog aqui lhe envia a sua solidariedade e coloca-se desde já à disposição de João Miguel Tavares para tudo o que ele necessitar. Numa altura em que tanto se questiona a justiça e se falam de pressões, esta actitude do Engenheiro só mostra que já treme.
Em baixo transcrevo o texto em causa:

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA (João Miguel Tavares)
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.

quinta-feira, setembro 28, 2006

O Naufrágio

Hoje, na Assembleia da Republica durante o debate sobre a segurança social ouviu-se:
"Verdadeiramente é uma proposta Titanic, a do PSD, porque em primeiro lugar isto significa afundar o barco e pôr em causa o equilíbrio da Segurança Social. Mas é a proposta Titanic por uma outra razão, é que não se trata apenas de afundar o barco, trata-se também de que os únicos que se salvam são os da primeira classe."
José Sócrates
“Eu entendo-o. Tem um congresso à porta, alguma esquerda à perna [José Sócrates] e por isso está refém.
Marques Mendes
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Marques Mendes diz entender o Sócrates, mas eu é que não entendo o Marques Mendes. A primeira questão que coloco é sobre a razão porque andam todos, começando por ele próprio, a insistir que o governo aceite a sua proposta para a segurança social desistindo da sua. Que obrigação tem o Sócrates de fazer isso? O PS ganhou as últimas eleições com maioria absoluta e o PSD perdeu ficando-se pelos 30%. É ao PS que compete decidir qual o caminho que deseja seguir e não ao líder da oposição. Ou será que o tem de aceitar só porque o Sr. Silva resolveu balbuciar que gostava de ver mais um acordo, numa estranha leitura daquilo que deve ser a democracia, sobretudo quando nem ele nem os governos PSD alguma vez fizeram? Não me parece.
A segunda questão é um pouco diferente, mas mostra qual a ideia que Marques Mendes tem de democracia e sobre o uso da mentira como forma de manter o poder. Porque raio haveria o Sócrates de estar refém do congresso do PS? O partido não é dele e a sua obrigação é transportar para o governo as ideias que são aprovadas por esse partido. Se as suas ideias fossem diferentes daquelas que propõe, só teria que as apresentar e esperar pelo veredicto do congresso. Não tem que defender nenhuma posição diferente daquela que realmente tem, não há realmente necessidade de mentir ao seu próprio partido. Afinal, Sócrates tem feito uma política muito mais liberal e de direita que o PSD alguma vez fez e o Partido que se chama socialista nada tem dito.

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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sexta-feira, junho 15, 2007

O Insulto

A directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, reafirmou que considera a recondução como sinal de "mérito e interesse" no trabalho que tem desenvolvido. Falta é saber que méritos lhe reconheceu o governo, nomeadamente o Sócrates e a Ministra da Educação. Será que a expressão “fazer queixinhas” tem algo a ver com isso?
"Foi um insulto e não tem nada a ver com a licenciatura do primeiro-ministro. É um insulto ao cidadão José Sócrates, que além de cidadão é o primeiro-ministro de Portugal".
Agradeço o aviso dado pela MM, já que a partir de agora ficámos todos a saber que se insultarmos um cidadão podemos levar com um processo disciplinar. Ou será que isto só se aplica ao cidadão José Sócrates? Poderei eu insultar o Marques Mendes? E o arbitro de um jogo de futebol? Fica a duvida.
Quanto á campanha de que é vitima e porque sei que “ Nós temos tudo o que tem saído na comunicação social, nos blogues, ofícios, em tomadas de posição, em artigos de opinião”, aqui tem mais um post para juntar ao tudo (Espero que não se ande a passear por blogs durante as horas de serviço). Já agora, considerando um insulto à democracia e à liberdade o que fez, também lhe pode ser instaurado um processo disciplinar?

Mais um texto do amigo Jack (Os Infiltrados):
Um funcionário público entra na Secção B e diz todo sorridente, “Eu só sei que nada sei”!
Um colega que não estava presente mas toma conhecimento do facto através de SMS, vai imediatamente ao gabinete do chefe e diz-lhe:
- Chefe! Um colega da Secção B acaba de ofender a honra e o bom-nome do primeiro-ministro.
O Chefe, admirado, pergunta-lhe:
- Mas, afinal, o seu colega apenas disse “Eu só sei que nada sei”, se o funcionário é assim tão fraquinho vai ser penalizado na próxima avaliação.
- Chefe!!! Ele não é fraquinho, ele é de um partido da oposição! A frase só pode ter vindo de uma acção concertada do Minorca, de uma cabala para manchar a honra e o bom-nome do nosso primeiro.
- Não percebo …
- Claro Chefe, por isso é que é Chefe. Mas eu explico: A frase inicialmente foi dita pelo filósofo Sócrates em oposição aos sofistas. Para o Sócrates, o saber era algo que estava fora dele, que ele não possuía, mas que amava. Os sofistas, oposicionistas e antecessores de Marques Mendes, vendiam o conhecimento nas universidades, assumiam-se como sabedores de todas as coisas. Não acha que há aqui coincidências a mais!
- Isso é verdade, mas eu não percebo…, o nosso primeiro é engenheiro!
- Chefe! Também é dos que acreditam nas Novas Oportunidades?
- Está bem! Proceda-se à abertura de um processo disciplinar.

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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sábado, janeiro 12, 2008

So-ares vs So-crates

 Soares vs Socrates

«O ex-Presidente da República Mário Soares insurgiu-se esta sexta-feira contra o excesso de privatizações e contra o recurso aos privados para fazer trabalhos do Estado - palavras que motivaram o desacordo do primeiro-ministro, José Sócrates.
No seu discurso, o ex-Presidente da República fez um cerrado ataque ao neoliberalismo (sobretudo norte-americano) e às correntes mundiais que tentam enfraquecer o papel do Estado.
"Nunca fui partidário de um Estado de funcionários - obviamente, dependentes - mas sim de cidadãos livres. Mas agora acho que há excesso de privatizações, e que se tem criado o hábito de recorrer a empresas privadas para fazer o trabalho que aos serviços do Estado incumbe", apontou, para deixar ainda as seguintes perguntas:
"Por que preço e com que lucros" se recorre às empresas privadas, interrogou-se o fundador do PS, dizendo depois temer que "se chegue a retirar ao Estado as alavancas necessárias para as intervenções que se imponham".
José Sócrates falou a seguir a Mário Soares e fez um longo discurso de 50 minutos, vincando as diferenças entre uma "esquerda aberta às mudanças" e uma esquerda "fixista e conservadora"».
Portugal Diário

Duas comadres que destruíram a ideia de socialismo no PS a discutirem esquerdas. Um meteu o Socialismo na gaveta, o outro no lixo. Claro que neste momento o Soares parece um comunista radical comparado com o Sócrates, mas isso até o Portas, o Menezes ou o Cavaco também o parecem ser. Nem é necessário ser-se socialista para ver e criticar que o estado está a delegar todas as suas funções nos privados. Aconteceu na saúde, está a acontecer com a educação e, até nos serviços mais básicos como são estudos e pareceres, prefere-se deixar os funcionários públicos de fora e contratar privados. Por algum motivo, este governo, que aumenta as taxas moderadoras para ganhar mais 10 ou 15 milhões de euros no fim do ano, meteu no orçamento quase mil milhões (1.000.000.000 euros) para contratar estudos, pareceres e projectos a privados. Não é necessário ser-se um génio para ver que cada vez mais quem manda no governo, quem decide, quem escolhe, quem constrói e quem explora são os privados e não o estado. Já chegámos ao ponto de até, as infra-estruturas essenciais do país e os seus recursos naturais estão a passar para as mãos dos privados, mas afinal quem financia, quem faz a opinião pública e elege os governantes são os grandes grupos privados. As vistas de futuros primeiros-ministros ao covil dos Bilderberg para receberem instruções são disso uma prova evidente. (Guterres, Durão, Santana, Sócrates, todos por lá passaram 3 ou 4 meses antes de ocuparem o cargo). Esta é a”esquerda aberta a mudanças” que o Sócretino tanto gosta de falar.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

domingo, abril 15, 2007

Clones

Toda esta confusão sobre as habilitações do José Sócrates, está cheia de justificações que só criaram mais suspeitas e duvidas. Como se costuma dizer, cada tiro cada melro, cada cavadela sua minhoca, e com tanta chuva de aves e tanta minhoca a rastejar por aí já não pode haver dúvidas da verdade. Houve trafulhice e isto tem de ter consequências políticas. (Pena é que não as possa ter também criminais, mas os crimes em que incorriam quem as praticou prescreveram ao fim de 10 anos). Esta última minhoca, a da existência de dois certificados com datas de final de curso diferentes, equivalências diferentes e número de cadeiras realizadas na Universidade Independente diferentes não deixa dúvidas. Como se isto não bastasse a cereja no topo do bolo, é a existência de dois pormenores que provam irremediavelmente a aldrabice. Num certificado, passado em 1996, existe um número de telefone e um de fax com o indicativo 21, alteração que só aconteceu em 31 de Outubro de 1999 e um código postal 1800-255 de 7 dígitos que só começou a existir em 1998.Mais uma vez o Sócrates chuta para canto ou seja passa as culpas para a secretaria da Universidade Independente, que mandou agora abrir um processo de averiguações. O que não se entende é como pode ter Sócrates entregue um certificado em 1996 se este foi obrigatoriamente só passado depois de 1999.
Teremos passado por algum portão temporal sem darmos por isso
? Haverá mais que um José Sócrates?
Afinal qual dos dois deu a entrevista à RTP?

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, abril 15, 2008

O Carteiro Sócrates

O Carteiro de Guantanamo

«Um advogado de um preso em Guantanamo escreveu ao primeiro-ministro português pedindo-lhe que confirmasse que o seu cliente foi transportado num voo que fez escala na Base das Lajes a caminho da prisão norte-americana para evitar a sua condenação à morte.
"Eu não posso comentar uma carta que não conheço e que não me chegou às mãos. Quando chegar responderei naturalmente", "O que tenho a dizer sobre essa matéria é o que disse ao longo dos últimos meses: O Governo português nunca foi contactado pelo governo dos Estados Unidos para autorizar nenhuma passagem de aviões", respondeu José Sócrates»

Esta é uma noticia de dia 12 e, embora não saiba se a carta foi envida em correio expresso, azul ou normal, penso que os nossos serviços postais já teriam mais que tempo para “entregar a carta a Garcia”, ou neste caso ao Sócrates. Se o que está em causa é a vida de um ser humano deveria o Engenheiro dar um pouco mais de atenção e mostrar-se mais preocupado com a tal carta. Se fosse eu, certamente que teria, mal chegasse a casa perguntado por ela e pedido que me fosse entregue mal fosse recebida. Infelizmente, nesta sociedade em que tanto barulho e tanta diplomacia se faz e move para salvar uma vida, quando isso é politicamente conveniente, tenhamos de ouvir este infernal silencio e sentir esta total indiferença para com a vida de um ser humano. Nem podemos usar como argumento de ser um terrorista por não haver disso qualquer prova. Foi torturado, condenado sem direito a defesa e vai ser morto.

José Sócrates, incomodado e sem vontade de ter voltar a colocar nas bocas do mundo os voos ilegais da CIA nos aeroportos portugueses, dá a desculpa nunca ninguém lhe ter pedido ou informado de nada, e nada diz sobre a resposta, que nem sabemos se deu, à carta que lhe pede ajuda para salvar uma vida. A comunicação social, bem comportada deixa morrer o assunto (e um homem) como se a carta nunca tivesse sido entregue. Puta que os pariu a todos.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Sondagem Kaos: Sócrates sobe um ponto



José Sócrates falou ontem pela primeira vez sobre a polémica dos cartoons (que levantaram respostas violentas por parte do mundo islâmico), em defesa das posições públicas assumidas por Freitas do Amaral, ministro dos Negócios Estrangeiros.
Sócrates relembrou que “Portugal participa em missões de paz em países islâmicos”, logo depois de ter exigido de “todos um comportamento responsável” sobre esta matéria.
À entrada de uma reunião com o grupo parlamentar socialistas, Sócrates falou com primeiro-ministro para afirmar que “o Islão não é o segundo problema da agenda internacional, é o primeiro”. “O assunto é muito sério”, reforçou. Preferindo o “silêncio” sobre este assunto à “demagogia”, Sócrates apontou ainda a necessidade de se “criar um clima propício à resolução dos conflitos” e “não alinhar em extremismos”. (Diário Económico, 16/02/2006)

Sócrates sobe um ponto na nossa consideração ao assumir uma posição pacifista na polémica do conflito gerado pelos cartoons dinamarqueses, ao contrário do que têm feito outros dirigentes europeus que não fazem senão lançar mais achas para a fogueira (veja-se o caso vergonhoso do ministro italiano que anunciou: «Tenho t-shirts com os cartoons que enfureceram o Islão e vou começar a usá-las a partir de hoje» (ministro italiano para as Reformas Institucionais, Roberto Calderoli). Elogiamos Sócrates por esta sua tomada de posição e aproveitamos para actualizar os números do indíce de popularidade do 1º. Ministro no nosso blog: agora já só lhe faltam n-1 pontos para que a sua pontuação deixe de ser negativa.


sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Assinaturas de Conveniência

 Ai a engenharia

José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.
O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”.
Um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena
in “Publico

Parece que a Engenharia não deixa o Engenheiro em paz e agora surge a acusação feita pelo jornal Público de casamentos de conveniência entre o dito Engenheiro e amigos da Câmara da Guarda. Eles recebiam os pedidos, faziam os projectos, mas como não os podiam assinar por serem funcionários da Câmara, pediam ao Sócrates que o fizesse. Pelos vistos o nosso dito Engenheiro sempre gostou muito de assinar pelos outros. Basta vez o que está a fazer com o Tratado de Lisboa em que também deseja assinar por todos nós sem nos consultar sobre o assunto. Bem diz o bastonário da Ordem dos Advogados que vivemos numa cultura de corrupção e, se é de cima que chegam os maiores exemplos, que moral há para perseguir aqueles que a utilizam para daí tirarem vantagens pessoais. Talvez por isso as leis de anti corrupção nunca avançam e cada vez menos podemos acreditar na justiça que temos e menos esperanças temos no futuro. Vão todos para o raio que os parta.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

segunda-feira, junho 27, 2011

O vingador banqueiro


"Este e mais um dia de audições do caso em que sete antigos gestores do maior banco privado português foram acusados de falsificação de contas e informação falsa. Jardim Gonçalves foi quem teve um castigo mais elevado. O banco de Portugal decidiu que o ex presidente do BCP não pode exercer funções na área durante nove anos e obrigou ao pagamento de um milhão de euros."

Para Jorge Jardim Gonçalves «houve todo um processo cientificamente dirigido» por parte do governo de José Sócrates e dos reguladores dos mercados para tomar controlo do Millenium bcp. O objectivo era resolver «dois grandes problemas»: o BPP e o BPN. Em entrevista ao «Correio da Manhã», o ex-patrão do maior banco privado nacional aponta o dedo a José Sócrates e ao seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos; a Vítor Constâncio e a Carlos Tavares, governador do Banco de Portugal e presidente da CMVM, respectivamente.

Mal mudou o governo e já saem dos seus buracos os acusados de corrupção crimes para passar a culpa para outros. Não defendo os Sócrates, Constâncios ou Teixeira dos Santos, mas também não defendo esta gente que andou a abusar do país e de todos nós, sobretudo quando andamos todos de tanga muito por causa deles. Pague esta raça tudo o que roubou e os prejuízos que causou ao país e acusem-se todos aqueles que nos governos lhes abriram as portas e lhes facilitaram a tarefa.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Ena pá tanto comunista

Uma manifestação de sindicalistas estragou ontem ao primeiro-ministro a inauguração da plataforma tecnológica de hidrogénio para produção de energia de Montemor-o-Velho, em Coimbra. A manifestação acabou por ser mais empolgada antes da chegada do primeiro-ministro, quando a GNR tentou impedir a manifestação, alegando não estar autorizada, retirando faixas, afastando e cercando os manifestantes com uma fita plástica e separando-os das outras pessoas presentes tendo ainda identificado alguns sindicalistas. Indignados, alguns dos manifestantes exibiram os bilhetes de identidade enquanto gritavam "25 de Abril sempre, Fascismo nunca mais".
O primeiro-ministro ignorou os sindicalistas que pretendiam entregar-lhe uma cópia de uma carta sobre o encerramento da maternidade da Figueira da Foz, já enviada por correio há algum tempo a José Sócrates e que estará sem resposta, bem como um documento onde se podia ler "Os sindicalistas fazem falta à Democracia; os maus governantes é que não!". Confrontado com as reivindicações de professores (Fenprof), enfermeiros e outros trabalhadores presentes na manifestação, José Sócrates não gostou e acusou o Partido Comunista de confundir “o direito à manifestação com o direito de insultar”. O Partido Comunista não aprendeu nada, não evoluiu nada. Onde quer que eu vá fazem manifestações”, afirmou.
Questionado sobre se sentia ofendido, Sócrates respondeu: "Não, por amor de Deus!". O PCP, disse ainda, "faz isto há 30 anos", já o fez "com todos os primeiros-ministros", designadamente com Guterres: "Onde quer que ele fosse faziam também estas manifestações."

O primeiro-ministro acrescentou ter sabido "pelos jornais" que o Partido Comunista da Covilhã estava com "muita dificuldade" em saber qual a hora em que irá visitar uma escola daquela cidade. "Informo-os, pois, que lá estarei, na terça-feira, às três e meia da tarde e espero pela manifestaçãozinha do Partido Comunista. Isso não me incomoda nada."

Fiz aqui uma pequena colagem de textos de artigos sobre mais um atropelo á liberdade. Oh, Sr. Engenheiro licenciado na UNI, primeiro diz que os sindicatos nata terem a ver com os trabalhadores e depois de que quem se manifeste é automaticamente comunista. Deixe-me dizer-lhe que eu não sou nem nunca fui comunista, mas não perderei nenhuma ocasião para me manifestar contra a sua pessoa e a sua política. Será que o Engenheirinho se vai sentir ofendido e insultado? Espero bem que sim, também eu me sinto insultado por si, quando quer fazer de mim mais burro do que sou com as tretas que diz. Aprenda a viver com a crítica, com a diferença de opiniões e com o protesto daqueles que anda a lixar. Aprenda a viver com isso ou vá-se embora que numa democracia não há lugar para a arrogância e para a prepotência. De, "quem não é por mim é contra a nação" já eu tive a minha dose no tempo da outra senhora.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, março 16, 2009

Prepotências e mentiras

Mentiroso

José Sócrates, depois de ter sido confrontado com a manifestação da CGTP-IN de ontem, em Lisboa, que os sindicatos dizem ter contado com a participação de cerca de 200 mil pessoas. "Não quero discutir o número de participantes, até porque o número não é argumento. Lamento mas discordo dos dirigentes sindicais que organizam manifestações desse tipo, porque não é solução para nenhum dos problemas", começou por reagir José Sócrates.
"Lamento que nessas manifestações não existam argumentos, mas apenas acusações e insultos. Lamento que organizações sindicais se limitem ao insulto e ao insulto pessoal, chamando-me mentiroso. Há quatro anos que não fazem outra coisa que não seja chamar mentiroso ao primeiro-ministro. Acho que isso não é um grande argumento a favor das suas teses", frisou.
Sócrates acusou ainda as organizações sindicais de se "deixarem instrumentalizar" na convocação de manifestações contra o Governo "pelo PCP e Bloco de Esquerda". "Isso não é positivo, porque acho que as organizações sindicais devem fazer manifestações para defender os interesses dos seus associados e não para defender os interesses de partidos que vão concorrer a eleições dentro de seis meses", afirmou o primeiro-ministro.
in Publico


Nestas afirmações começo por não entender porque não quer o Engenheiro discutir o número de participantes. É fantástico que ninguém o faça porque eu que lá estive tenho muitas dúvidas nesse número. Estranho esta “benesse” que tem sido dada às manifestações da CGTP e, para não dizer pior, só mostra a pouca importância que lhe dão e sobretudo a irrelevância dos resultados que dai se retira. Vale pelo menos o ver que o Engenheiro se irrita por o chamarem de mentiroso, dando-nos ainda mais força e vontade de lhe chamar, mentiroso, mentiroso, mentiroso. Chamo e chamo com a consciência que é isso mesmo que ele é, um mentiroso. Pode não ser um bom argumento mas não deixa de ser uma verdade. Ele é mentiroso.
Quanto ao facto de nos sindicatos haver muita gente do PCP e do BE e se manifestarem contra as politicas de um mentiroso é naturalíssimo. O mentiroso nunca aceitou sequer pensar em não fazer exactamente aquilo que pensou sem ligar a opiniões vinda de ninguém. Perante a prepotência que se pode fazer que não a revolta. Por mim tudo e todos que defenderem um voto de esquerda contra um mentiroso têm o meu apoio.

segunda-feira, março 10, 2008

Lutas do amanhã

 A Sinistra e o Albino

O que me convence não é a força dos números, é a força da razão", afirmou José Sócrates quando confrontado pelos jornalistas com o número de professores que se juntaram em Lisboa contra o sistema de avaliação. Um dia depois de cerca de 100 mil professores se terem feito uma marcha da indignação contra Maria de Lurdes Rodrigues, exigindo a sua demissão, José Sócrates disse respeitar a manifestação mas garantiu que vai manter a ministra. "A saída da ministra não está, nem nunca esteve em causa". Sócrates recusou a ideia de recuar no sistema de avaliação - uma das principais motivos de contestação dos professores - com o argumento de que é uma reforma em que acredita. "Não posso recuar naquilo em que acredito e em que estou absolutamente convencido".

Se a Sinistra Ministra não se demite e o Engenheiro não a demite, se a Sinistra diz que as “reformas” são para continuar e o Engenheiro diz o mesmo, então mantêm-se todas as razões para não baixar os braços e continuar a lutar. Não são operações cosméticas ou o adiar o sistema de avaliação que deve convencer os professores a baixar os braços.
É importante que se coloque como objectivo a demissão de quem chama à classe profissional que tutela de “professorzecos”. Essa Ministra tem de ser demitida e se o Engenheiro se recusar a fazê-lo, então é ele que tem de ser demitido. Confesso que os meus problemas com o rumo da educação são diferentes e não se esgotam em um ou dois decretos ministeriais, ou na cara do Ministro, têm mais a ver com uma visão global da sociedade e de um mundo de terror que, paulatinamente, está ser construído sob os nossos olhos. Apoio a luta dos professores, assim como o farei com a dos pais se resolverem colocar os interesses dos seus filhos acima dos seus. Lutarei com os pais, e eu sou um, quando entenderem que tem de lutar pelo dever de acompanhar o crescimento e a educação dos seus filhos, quando entenderem que têm de exigir a esta sociedade que lhes conceda o tempo para o fazer, que não aceitem que os seus filhos sejam encerrados em escolas durante 11 horas do dia. Lutarei com os pais que não se desejam ver substituídos por um estado, cada dia menos de confiar e mais rendido aos poderes globais, na educação e na transmissão de princípios e valores da vida dos seus filhos. Que não desejam que o quarto dos seus filhos não seja só o local onde o estado armazena as crianças durante a noite. Quero e exijo tempo para estar com os meus filhos, para os ajudar a crescerem como gente inteira, gente que acredite em valores e que não seja simplesmente carne para canhão da economia e do o enriquecimento de alguns. Estou disposto a lutar junto com os professores, com os funcionários públicos, com todos os que desejem travar este caminho que seguimos. Estou certamente obrigado lutar quando vejo ameaçado o futuro dos meus filhos.
É por isso fundamental que os professores não parem, que continuem a sua luta, que passem por cima dos sindicatos e não considerem que basta fazer uns lutos na escola e uma manifestação por mês. Tem de lutar todos os dias, irem aos cem ou aos mil ou quantos forem, protestar para a rua. Não recearem o sistema e quem os tente calar. Parar agora seria ganhar uma batalha mas perder a guerra. Esta guerra só pode parar com a rendição do sistema e das Sinistras figuras que o representam.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

sexta-feira, janeiro 30, 2009

O trambulão

 O trambulão

“A minha convicção é que, até agora, nada foi provado. Houve muitas acusações, insinuações, especulação, nervosismo e muita raiva, o que me parece que deixa ficar mal as pessoas que estão a fazer este jogo de lançar suspeitas e acusações, num estado de desespero e de raiva”, afirmou Freitas do Amaral sobre o caso Freeport.
A procuradoria-geral da Republica veio dizer que não existiam nem arguidos nem suspeitos neste caso.
A polícia inglesa suspeita que José Sócrates facilitou, pediu ou recebeu dinheiro para o licenciamento do Freeport. A carta rogatória entregue às autoridades portuguesas pela polícia indica que José Sócrates facilitou, pediu ou recebeu dinheiro no processo de licenciamento do Freeport de Alcochete.

E agora? Vamos bombardear Londres em protesto ou demite-se esta justiça portuguesa e o Sócrates?

terça-feira, agosto 14, 2012

Vamos de mal a pior


Numa votação em real time no site do Económico que juntou mais de 11.000 votos válidos, José Sócrates foi votado como o melhor primeiro-ministro. Mário Soares pode ter conseguido estabilizar o país no período pós-revolucionário, Cavaco Silva ter sido o primeiro a conseguir completar um mandato, Durão Barroso até pode ter saído de São Bento para a presidência da Comissão Europeia, mas foi José Sócrates o escolhido, pelos leitores do Económico, como o melhor primeiro-ministro do país. Passos Coelho e Santana Lopes fecharam o pódio.

Isto nem o valor de uma sondagem tem e sabemos bem o valor que elas têm, mas num país de "alterne político", não me admira nada o resultado desta votação. Sócrates foi um aldrabão que nos lixou a todos, e quando saiu do poder saiu quase escorraçado, mas esta corja que lá está agora consegue estar a fazer ainda pior. Continua o compadrio, a existir os "amigos"e os negócios pouco transparentes com a agravante de não mostrarem qualquer vergonha, competência, respeito pelas pessoas ou pesar pela miséria que criam, destruindo direitos, o estado social e a economia.
Não estará na hora de não olharmos para a governação como um jogo em que agora governa um, depois governa o outro mas decidirmos que esta gente que está ao serviço dos grandes grupos económicos e dos mercados não nos serve e só nos cria mais problemas que aqueles que resolve? Não está na hora de dizer que, se aqueles que nos têm governado nos colocaram na situação em que estamos, os que governam agora nos dizem que todos temos uma divida para pagar, então que digamos nós que não queremos continuar num sistema que permitiu que isso acontecesse e que a partir de agora assumimos o controlo das decisões que dizem respeito ao nosso futuro? Se vivemos numa democracia temos direito a exigi-lo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

O Primo, rico Primo

O Primo

Sócrates avisa primo e afasta-se da família
"Ilegítima e inadmissível." É assim que Sócrates considera a atitude alegadamente cometida por Hugo Monteiro, filho de Júlio Monteiro, que terá enviado um e-mail para a administração do Freeport, pedindo contrapartidas pelo encontro promovido pelo seu pai e José Sócrates, na altura ministro do ambiente. 'Se existe, como dizem que existe – eu não conheço – um e-mail de um filho do meu tio para o Freeport, reclamando uma qualquer vantagem para si e invocando o meu nome, considero isso um abuso de confiança. E considero que essa invocação é completamente ilegítima e inadmissível', afirmou o primeiro-ministro, ontem de manhã, num dos dias mais difíceis da sua já longa carreira política.

Ora deixa cá ver, se é o filho do meu tio, então ele é…..é…o teu primo. Pois é Sócrates é o teu Primo. Vê lá a lata do puto que também queria ficar com uma fatia dos quatro milhões que andam desaparecidos pelas off-shores. Ele há cada marmanjo por aí.
– “Ele estava aflito. A empresa de marketing e publicidade que geria – a Neurónio Criativo – não conseguia facturar. Ele deve ter visto no projecto Freeport uma oportunidade para fazer um contrato, para facturar. E achou que falando no nome do primo poderia facilitar”, afirmou o pai do filho do tio do Sócrates, sobre as afirmações do primo do seu sobrinho.
Desculpa-o lá Sócrates, o gajo estava aflito, queria facturar e primo é primo.

segunda-feira, novembro 06, 2006

As cambalhotas de Sócrates

Em matéria de visão humanista e respeito pelo Direitos Humanos, não encontro melhor exemplo do que os Estados Unidos. A política externa [norte-americana] valoriza estes pontos
José Sócrates na XVI Cimeira Ibero-Americana

A XVI Cimeira Ibero-Americana, realizada no Uruguai, aprovou, por unanimidade, uma declaração sobre migrações, na qual se apela aos Estados Unidos para que reconsiderem a decisão de construir um muro na sua fronteira com o México. Até aqui tudo parecia bem e ali estava Portugal, junto com os outros países a exigir um mundo melhor. O Pior foi depois quando, uma vez mais, a espinha começou a ceder e, na conferência de imprensa que se seguiu, Sócrates quase rastejou com os elogios, na forma de “perdoa-me”. Se Sócrates não encontra neste mundo nenhum país que melhor defenda os Direitos Humanos que os EUA, então anda seguramente cego. Para só falar do presente, esquecendo toda a politica de assassinatos e golpes militares que fez e patrocinou por todo o mundo, mas com especial incidência na América do Sul, no passado, que Direitos Humanos considera Sócrates que foram defendidos em Abu Ghraib, Guantanamo, nos voos da CIA com presos para serem torturados. Como pode um país ser o melhor exemplo de humanismo quando ainda utiliza a aplicação da pena de morte e tem como Presidente um viciado em petróleo como o Bush
Para que fique registado, eu não me revejo nas palavras do Sócrates, demarco-me delas e recuso-me a mostrar subserviência a essa gente. Que ele, se queira baixar tanto que mostre o seu “rabinho”, é lá com ele, agora não o faça nem com o de Portugal nem com o meu.
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

domingo, março 29, 2009

A conversa que incrimina Sócrates

Freeport corrupção

«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.
Veja aqui o vídeo
A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

A conversa que incrimina Sócrates

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido...
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles…..
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem...
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50... Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa»….
Alan Perkins: Facturaram profissionalmente...
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: Entrou na vossa conta...
Charles Smith: Entrou e saiu logo a seguir.
Alan Perkins: Como sacou o dinheiro?
Charles Smith: Em numerário. Foi tudo transacção em numerário durante dois anos... Tem de compreender, não sou assim tão estúpido. Posso ter sido estúpido para fazer isto, mas fui esperto o suficiente para em pequenas quantias de 3 mil, 4 mil euros. É por isso que demorou dois anos a pagar isso!
Alan Perkins: Era do género pequenos envelopes castanhos por baixo da mesa.
Charles Smith: Por baixo da mesa, exactamente.
Alan Perkins: A quem? Imagino que o ministro...
Charles Smith: Ele tinha agentes. Ele, o próprio, não está envolvido
João Cabral: Um primo
Alan Perkins: Ele tem um primo?
Charles Smith: Sim …
Alan Perkins: Você só tinha de se encontrar com ele num sítio qualquer e...
Charles Smith: Pois. Mas Gary e Sean encontraram-se inicialmente com eles num hotel de Lisboa e discutiram o assunto. Eles queriam um milhão.
Alan Perkins: Um milhão!
Charles Smith: Compreendo que a Freeport se queira distanciar...
Alan Perkins: 150 mil passaram pela vossa conta... você pagou isso?
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: E agora ficou com a conta dos impostos.
Charles Smith: Exactamente….
Alan Perkins: Pois. E foi este tipo, o Sócrates, não foi?
Charles Smith: Eh... não, não foi... Ele não esteve pessoalmente envolvido nisso. Inicialmente esteve, mas...
Alan Perkins: É ele o ministro?
Charles Smith: Ele agora é o primeiro-ministro!
Alan Perkins: Ele agora é o primeiro-ministro. Portanto, ele recebeu o dinheiro, mas recebeu-o através do primo, ou...
Charles Smith: Sim, sim!...
Alan Perkins: Esses pagamentos foram feitos quando?
Charles Smith: Foi em... deixei-me ver a tabela. João foi em Março de 2002?
João Cabral Foi aprovado.
Alan Perkins: Então, quando foram efectuados os pagamentos?
Charles Smith: Em 2002, 2003…
Alan Perkins: Por que foi necessário pagar se o tipo já estava fora do cargo? Foi só por ter havido um acordo...
Charles Smith: É. Tinha havido um acordo.
Alan Perkins: Mas a aprovação do projecto foi quando ele estava no poder.
João Cabral Sim.
Alan Perkins: Como ministro do Ambiente deu aprovação. Havia um acordo sobre o pagamento e os pagamentos foram depois, embora ele já não estivesse no Governo.
João Cabral: Certo…
Alan Perkins: Esses pagamentos foram honrados, não foram?
João Cabral: O Sócrates tinha grandes ligações. É por isso que a gente tem medo de não pagar... É melhor continuar a pagar.
Charles Smith: O que aconteceu foi na fase em que ele disse: «Eu consigo que vos aprovem isto».
Alan Perkins: Sim...
Charles Smith: «Falem com o meu primo». Então eu e o Sean reunimo-nos com o primo e o primo disse: «Vamos conseguir essa aprovação».

Sem necessidade de mais comentários.

quinta-feira, março 06, 2008

Ao menino e ao borracho

O Menino, o borracho e Deus

«Depois do apelo à serenidade do presidente da República, foi a sua conselheira de Estado quem veio em defesa das reformas em curso na Educação Manuela Ferreira Leite foi directa ao explicar que "o sistema não funciona" e que "é preciso alterá-lo". A ex-ministra da Educação do Governo de Cavaco Silva alertou mesmo José Sócrates para a necessidade de não mudar o rumo das reformas neste sector "Acho que vai ser julgado" por essa decisão, disse Ferreira Leite, acrescentando que "daria um voto negativo" a Sócrates caso esse recuo viesse a acontecer.»
in [Jornal de Notícias]


Aí está mais uma barracuda do regime a “apertar” com o Sócrates para que ele resista e não ceda na questão das reformas propostas pela Sinistra Ministra. Claro que esta gente está mais interessada em garantir o fim da escola democrática e da transformação da Escola Pública em fábricas de mão-de-obra barata, que nos problemas eleitorais do Sócrates. Até lhe podem garantir a vitória nas próximas eleições, se ele o pedir. Basta garantirem que o Menezes fica à frente do PPD/PSD e mostrar que os “bons”, os “competentes”, (até arrepia escrever estes adjectivos para estes destinatários), aqueles que o Cavaco confia, gosta, não lhe dão a mão na altura das eleições. Basta garantir ao Engenheiro que o apoiarão na reeleição. É sempre assustador, eu pelo menos sinto sempre que as paredes se fecham e um véu de escuridão começar a descer sobre este país, sempre que vejo ou ouço esta Senhora de tão má memória para os portugueses e de cuja competência muitos nos querem convencer, (embora até ela reconheça que “o sistema não funciona” mesmo depois de ter sido a responsável pelo sector como Ministra da Educação, para não falar da sua performance como Ministra das Finanças e que ficará, certamente e durante muito tempo, nas nossas piores memórias). Neste momento parece evidente que Sócrates vai ter todo o apoio em não ceder aos professores, em fazer que não vê e não ouve, em ser arrogante e teimoso. Neste momento já parece evidente que a Sinistra não vai cair no Sábado, vai ter quem a segure. (Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo, falta é saber quem é o menino, o borracho e até Deus). Sendo assim é hora de os professores mostrarem a sua força e a sua criatividade para não deixarem esta luta parar e sair derrotada. Seria péssimo para o Ensino em Portugal mas sobretudo para a nossa esperança que ainda podemos mudar o futuro que nos designaram. Têm de demonstrar a força com a determinação de não pararem e imaginativos nas formas de se manifestarem e garantirem que, por rotina, a luta nunca deixe de ser noticia. Preparem-se por isso para tempos em que têm de deixar o conforto e o descanso para mais tarde, em que vão ter de estar empenhados e participantes.
Mas, confessem lá se até não estão a gostar, se não se estão a sentir melhor, mais activas, com mais força, por fazerem parte de algo. Não têm uma sensação de estarem mais vivas? A mim, a esperança deixa-me sempre assim.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

domingo, setembro 23, 2007

O Porteiro

Adaptado do Cartaz de "Il Portiere di notte "1974 de Liliana Cavani

Francisco Louça acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de ser o «porteiro dos grandes interesses, dos negócios» por alegadas pressões a favor da SECIL e da ampliação das pedreiras na Arrábida por mais 37 anos. «A ganga ideológica dos liberais agressivos, como é a política dos governos de José Sócrates é isto: garantir aos privados o que é público, garantir à SECIL que pode fazer negócio com aquilo que é de todos».
In “Portugal Diário

Claro que o Engenheiro é o Porteiro de grandes interesses, como foram antes o Silva, o Guterres, o Cherne e o Santana. Claro que todos estão a esbanjar o público, o que é de todos nós, em “oferendas” aos grandes interesses económicos. Quantos recursos do estado não são anualmente gastos em simpatiquíssimas “parcerias”. Quantos recursos ao nível de energia, de recursos naturais, não estão a ser dado de mão beijada a alguns “mamões”. Se até eu que não entendo nada de economia vejo isso, acredito que o Louça há muito que o sabe. Vem aí o novo Tratado Europeu, que é o criar condições para que esta prática possa ser alargada e protegida e, embora já saibamos que defende um referendo, o que gostava de entender é se concorda com um Portugal integrado numa Europa liberal e capitalista, que é aquilo que é e que sabemos ir ainda ser pior. Que nos diga se Portugal deve fazer parte desta Europa, da real, da que existe e não de uma outra com que podemos sonhar, mais justa, mais fraterna, mais rica. Acredita que é estando dentro desta Europa onde estamos agora, que temos a possibilidade podemos mudá-la, para atingir esse sonho? Não pensa que devemos sair rapidamente desse ninho de serpentes, cada dia mais agressivo? Não deveria o Bloco de Esquerda falar claro e dizer-nos exactamente o que pensa e o que defende, fora dos rodriguinhos dos “vícios privados, públicas virtudes” do negócio político? Se é só mesmo mais um cão a ladrar, então não vale a pena.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, fevereiro 24, 2013

Não há desemprego para vampiros


O ex-primeiro-ministro José Sócrates desempenha, desde o início do ano, o cargo de presidente do conselho consultivo da farmacêutica suíça Octapharma.
A Octafarma, faturou, por ajuste directo com o Estado português entre 2005 e 2011, cerca de seis milhões de euros. Nesse período, José Sócrates era primeiro ministro e foi quando o hospital Curry Cabral e os centros hospitalares de Setúbal e Coimbra, os principais clientes públicos da Octapharma, compraram à empresa mais de 50% do total adquirido de plasma do sangue e derivados.
No caso do Centro Hospitalar de Setúbal, o contrato por ajuste directo com a multinacional suíça foi alvo de uma investigação plo Tribunal de Contas. Só no ano de 2009, o Estado português deu à Octapharma mais de um milhão e meio de euros plo fornecimento de  plasma do sangue e derivados ao centro hospitalar de Setúbal. De acordo com o relatório do Tribunal de Contas, contratos superiores a 350 mil euros devem ser remetidos para fiscalização prévia do Tribunal de Contas. E isso não aconteceu. 
A Octapharma fornece a maioria dos hospitais públicos portugueses.

Ainda bem que a vida política portuguesa é toda ela de uma transparência acima de qualquer suspeita. Se assim não fosse até podíamos supor que havia aqui pagamento de favores. Claro que eles fornecem o plasma, mas quem paga em sangue, suor e lágrimas somos nós.

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