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terça-feira, agosto 07, 2007

Carta à Ministra da Educação

Recebi este mail que resolvi publicar por me parecer que o texto o merece.

Caro kaos:
Tendo lido os posts e comentários à deseducação em Portugal envio, em anexo, uma carta publicada na «Folha da Educação» a propósito da política da actual ministra. Penso que os textos têm realmente posto «o dedo na ferida». Mais do que professora também tenho filhos na escola e aflige-me a atitude de bulldozer desta ministra que a todos cilindra - pais, professores e alunos, sempre de acordo com «a voz do dono».
Os sublinhados são de minha responsabilidade. O aspecto também foi recentemente focado no blog “A Educação do meu Umbigo”.
Boas férias
M. A. (uma leitora atenta)

Carta à Ministra da Educação

Excelentíssima Senhora:
Creia que compreendo o recente elogio do Senhor Primeiro Ministro às suas orientações políticas. Enquadro-as, obviamente, na onda reformista cega e desajeitada de um poder absoluto que arquivou, em 2005, a sua carta de princípios, preferindo alinhar em um dos pressupostos da globalização que, no caso em apreço, o filósofo e Catedrático de Ética, Fernando Savater, consubstancia da seguinte forma: "(...) só os fanáticos supõem que o principal desígnio da educação democrática é criar escravos satisfeitos ". Olhando em redor sabe-se que assim é. Digamos que o objectivo do governo a que Vossa Excelência pertence, segue, sem pestanejar, as cinco armadilhas da Educação preconizadas por Riccardo Petrella, julgo que ainda Conselheiro da Comissão Europeia e Professor na Universidade de Louvain (Bélgica):
1."A instrumentalização da educação ao serviço da formação dos recursos humanos". Isto é, o recurso humano considerado como mercadoria económica;
2. "A passagem da educação do campo do não mercador para o do mercador". É a educação considerada como um grande mercado;
3. A educação "como um instrumento-chave da sobrevivência de cada indivíduo" (...) na era de competitividade mundial, o que transforma a escola num lugar onde, subtilmente, se aprende uma cultura de guerra;
4. A "subordinação da educação à tecnologia", pois a mundialização sendo filha do processo tecnológico logo tem de fornecer à educação os instrumentos de adaptação ao pensamento único;
5. "A utilização do sistema educativo enquanto meio de legitimação de novas formas de divisão social", isto é, uma sociedade dividida entre qualificados e não qualificados, entre os que dominam o conhecimento e os excluídos desse acesso. Portanto,
Excelentíssima Senhora, como advertiu Oscar Wilde, citado em El Valor de Educar, de Fernando Savater, "a educação é algo admirável, no entanto, convém recordar, que as coisas que verdadeiramente interessa saber não podem ser ensinadas". O problema está aí. Mundializaram-se os interesses económicos mas nunca os direitos básicos do Homem. Significa isto que não são os professores e, neste caso, o Estatuto da Carreira Docente que limita uma Educação que, uma vez mais, na palavra de Savater, não consegue despertar o apetite de mais educação e, portanto, de novas aprendizagens. Não são os professores os responsáveis pela genérica incapacidade política dos 26 ministros da educação em 32 anos de sucessivos governos. Vossa Excelência, por uma questão de honestidade, não pode, por isso, encostá-los à parede na praça pública, metralhá-los com palavras e actos, espoliá-los dos seus direitos e torná-los bodes expiatórios de erros de processo cometidos por outros. Eles não são os responsáveis, como salientou, recentemente, o Psicólogo Eduardo Sá, pela existência de "pais maltratantes" que não sabem, não podem e não percebem que "as crianças educam-se de dentro de casa para dentro da escola". Não foram os professores, Senhora Ministra, que geraram as assimetrias sociais, económicas e culturais, tornando a escola num local de remediação. Não foram os professores que burocratizaram o ensino e homologaram programas extensos, desarticulados e inconsequentes. Eles não são, na generalidade, os responsáveis pela indisciplina, pelo insucesso, pela violência que brota da sociedade e que entra, na escola, de forma preocupante. Não pode culpá-los pela desresponsabilização dos pais, pela sobrelotação das turmas, pelas erradas opções em sede de Orçamento de Estado para a Educação e pela incapacidade de organizar a escola no sentido da transmissão do amor intelectual e humano.
Saiba, no entanto, que há muito por fazer no sistema. Há muitas roturas programáticas e organizacionais a operar, rotinas a desfazer, disciplina e autoridade a restabelecer, qualidade e rigor a defender. A solução política, parece-me assim óbvia, não passa, permita-me a expressão, por um miserável ataque ao Estatuto da Carreira Docente, nitidamente economicista e absolutamente ineficaz no que concerne à descoberta de um caminho para a excelência.

Eu sei, Excelentíssima Senhora, que aceitou ser Ministra sem um currículo apropriado no Sistema Educativo. Todavia, creia que esperava outra capacidade de observação dos factos e de intervenção política face ao seu Doutoramento em Sociologia. Por isso, espero que não seja Ministra demasiado tempo porque as suas políticas são, do meu ponto de vista, as melhores respostas para um problema errado.
(in Folha da Educação, arquivos)

terça-feira, janeiro 08, 2008

Manifesto Convivencial ou a Arte de Resistir

Maria Lurdes Rodrigues

Este texto foi publicado no blog "O Cartel" e porque diz tudo como eu nunca seria capaz de dizer aqui o deixo sem mais palavras.

"Não sei por onde vou / Não sei para onde vou / Sei que não vou por aí.
Com o grito rasgado do poema de José Régio começo o meu manifesto convivencial ou a arte de resistir. Chegou também a minha hora de dizer: Basta!!! E irei assim intervir civicamente na vida pública deste país.

Prometo resistir de forma pacífica, mas muito activa, a este permanente, sistemático e ardiloso ataque ao Sistema Educativo Português. Atenção que ainda estou a chamá-lo Sistema Educativo e não Sistema Produtivo que é aquilo em que o querem transformar. O triste é que o Ministério da Educação se tenha convertido num Ministério de Produção. O paradigma que preside e orienta as novas reformas educativas é sem dúvida o paradigma industrial, empresarial e produtivo. A transformação da escola numa empresa e do processo ensino e aprendizagem num processo produtivo pressupõe a metamorfose do aluno em matéria prima e do professor num fabricante de objectos.

Pensava eu que o aluno era um ser humano único e irrepetível, um tesouro incomensurável que nunca poderia ser reduzido à dimensão de um objecto, pela sua transcendência e grandeza. Afinal estava enganado!

Pensava eu que a relação pedagógica se revestia de um carácter extraordinário, quase miraculoso. Julgava que o professor era muito mais que um mero executante ou manipulador de objectos. Concebia o professor como um ser especial com a mais digna e nobre missão: ajudar a formar pessoas. Confesso que estava errado nos meus pressupostos.
No inicio da legislatura, a Sra. Ministra utilizou um argumento absolutamente definidor da sua concepção de Educação. O investimento no ensino cresceu – dizia – nos últimos vinte anos tanto por cento (não me lembro quanto!) e o sucesso escolar não acompanhou esse crescimento; retirava daí o seguinte corolário: os professores são culpados e devemos fazer com que os professores produzam mais sucesso.
Para que os professores se tornem mais produtivos devem passar mais tempo nas escolas e em paralelo é necessário que os alunos também passem mais tempo a aprender. Este é o pensamento da regra de três simples ou da proporcionalidade directa. Mais tempo a produzir maior produção, maior espaço temporal a aprender maior volume de aprendizagens adquirido. Fabuloso!!! Uma ideia genial. Como é possível que não tenha sido pensada antes? Será talvez porque os alunos não são pregos, nem parafusos, nem salsichas... nem outro objecto qualquer e os professores não são produtores de pregos, nem parafusos... nem de outra coisa qualquer? Será talvez porque uma criança não é equiparável a nenhum objecto por mais precioso que este seja?

Esta ideia de que mais tempo nas escolas por parte dos alunos equivale a mais e melhores aprendizagens corresponderá à realidade? Bom se é assim tão simples, eu proponho que os alunos portugueses comecem a pernoitar nas escolas e passem também os fins de semana e férias nas instituições escolares. E desde já auguro que em vez de 22% na diminuição do insucesso escolar em dois anos, como aconteceu até aqui – segundo a ministra – atingiremos, estou certo disso, nos próximos dois anos um país repleto de jovens sábios!!!

A fórmula mágica que a Sra. Ministra encontrou pode ser a solução para as finanças públicas a curto prazo, mas tenho a certeza absoluta que não é o bom caminho para uma educação integral, saudável e digna. No imediato poupou milhões de euros e publicitou que tornou o ensino mais eficaz. Posso afiançar-lhe que, a longo prazo, destruiu um sistema de escola pública, que podia ter muitos defeitos mas tinha grandes potencialidades que acabou por arrasar e delapidar de forma irreversível.

Transferiu os problemas imediatos para o futuro. Os alunos actuais crescerão e irão ser adultos pouco equilibrados e pouco saudáveis mentalmente, e a Sra Ministra contribuiu em muito para que tal acontecesse.

Os milhões que poupou na educação, posso assegurar-lhe, que irão ser investidos no futuro, na construção de novos hospitais psiquiátricos e prisões, e esses recursos que poupou não chegarão.

A ministra tocou de forma muito imprudente e precipitada num mecanismo muito complexo que é a educação e formação das pessoas. Fez contas de merceeiro e simplificou de forma irresponsável aquilo que é enigmático e problemático por natureza. Foi uma opção!!! A Sra. Ministra é a prova provada de como uma única pessoa determinada mas imprudente pode fazer tanto mal a tanta gente no imediato e no futuro, pois as seqüelas destas decisões arrastar-se-ão por gerações.

António Duarte Morais
Escola Básica Integrada de Eixo

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Cientifico ou politico?

A Sinistra Ministra

«A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) considerou esta quarta-feira que a possibilidade de a ministra da Educação presidir ao Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) retira a este órgão o carácter científico, conferindo-lhe «mero carácter político», escreve a Lusa. "Trata-se, no entender desta Federação, de uma clara menorização do conselho científico, reforçada pelo facto de o próprio ministro da Educação de turno poder presidir às suas reuniões, retirando-lhe o carácter cientifico e conferindo-lhe mero carácter político», afirma a estrutura sindical, em comunicado". »

in [Portugal Diário]

«O Ministério da Educação garantiu hoje que nenhum membro do Governo participará nas deliberações do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), apesar da possibilidade de a ministra poder presidir àquele órgão com direito a voto de qualidade.
"O membro do Governo poderá, por sua iniciativa ou convite, dirigir-se aos membros do Conselho com a dignidade do cargo que ocupa. Não há nenhuma intenção de que este órgão consultivo seja direccionado do ponto de vista da tomada de deliberações pelo membro do Governo. Não é isso que se pretende", reiterou o secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira.»
In “
Sol

O Sr. Secretário diz que não é isso que se pretende, mas então o que se pretende realmente?
Porque se criou uma lei possibilitando aquilo que dizem não pretender?
É que aquilo que não se pretende hoje não quer dizer que seja aquilo que se pretende amanhã. Se não há a vontade de controlar politicamente o dito Conselho Cientifico porque se permite que um político presida às reuniões e tenha voto de qualidade?
Que me desculpem os senhores do Ministério da Educação, mas com as provas que têm dado ao longo deste mandato, não posso deixar de não acreditar muito nas suas palavras.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quinta-feira, novembro 13, 2008

MOMENTOS DE HISTÓRIA ?

 Bruxarias

O meu amigo "José Leitão" teve a simpatia de colaborar com o WeHaveKaosInTheGarden enviando um texto sobre a luta dos professores que aqui publíco.

Dia 8 de Novembro de 2008, Sábado, tive o privilégio de assistir a uma das maiores manifestações de que há memória, nos últimos 20 anos em Portugal.
A mole humana, compacta na união, consciente e convicta da sua razão. Vi os sorrisos de confiança e de segurança de quem sabia exactamente porque é que ali desfilava.Todos os que duvidavam da capacidade e vontade de mobilização dos professores portugueses, para uma manifestação em tudo semelhante à do passado dia 8 de Março, viram dissipar-se todas as dúvidas. Sempre vieram! Mas o que move os professores em Portugal?
Para mim como pai, observador assíduo da escola pública portuguesa, aqui em Lisboa, nos últimos 12 anos e, acompanhando a mesma escola em períodos anteriores, vejo a luta dos professores como uma reacção indignada, crescente, às políticas deste governo para a educação,mas sobretudo aos comportamentos e atitudes que este manifesta perante a classe dos professores, numa falta de respeito malcriada perto dos limites do insultuoso. A ministra tem a resposta merecida por parte de um grupo profissional que, é practicamente todo licenciado e portanto com um nível de conhecimento e nível cultural bem acima da média nacional. São pessoas que sabem o que fazer. Da estupefacção à indignação foi um passo. Da indignação à união da classe, foi outro. Da união à mobilização outro pequeno e seguro passo foi dado.
Chegou-se agora a uma situação insustentável para o governo e sua ministra porque, um e outra insistem em ignorar os problemas que afundam o sistema de ensino em Portugal, sendo que, inevitávelmente, as suas políticas se apresentam de uma incompetência total, revelando a irresponsabilidade espantosa dos nossos governantes neste domínio. Domínio que constitui "apenas" um dos pilares fundamentais da evolução e desenvolvimento da sociedade humana, nas vertentes da cultura e do conhecimento.
Neste momento, esta ministra não tem quaisquer condições de continuar a chefiar o Ministério da Educação, sobretudo depois das patéticas declarações à TV no próprio dia 8 de Novembro.Parecia até que estava em outro país ou em outro continente, ou mesmo em outro planeta. O desfazamento da realidade é tão nítido credo!
O comportamento desta ministra faria corar de vergonha qualquer seu homólogo dos países da UE, onde o ensino através dos seus sistemas, é tratado com o respeito, a atenção e noção de futuro que a área exige, na compreensão da sua importâcia no desenvolvimento das pessoas.
O dia 8 de Novembro foi a 1ª etapa de uma luta, que a cada dia que passa se sente que está mais próxima de ser ganha. Para chegarmos ao fim é necessário, pelo menos, percorrer a última etapa desta fase no dia 15 de Novembro de 2008, Sábado. Não se esperem mais 100 mil. Espere-se tão só um mar de gente onde estarão professores, auxiliares, pais, monitores de ATL e todo e qualquer um que compreendendo o problema que o nosso país atravessa, já com o futuro a 20 anos hipotecado, pretende que essa hipoteca não se prolongue por mais 20. Esta manifestação será a estocada final num processo que mostrará o monumental equívoco, a displicência e o perfeito alheamento por parte da ministra, das suas responsabilidades como governante.Responsabilidades essas que exigem o conhecimento das situações sobre as quais ela toma decisões. Definitivamente, a ministra parece não saber com quem está a lidar.
Dia 15, sim, mais um dia de luta e idealmente de esclarecimento contra a manipulação grosseira do poder. Que está gasto e mal parecido.
Valerá a pena? como?? valerá a pena? como escreveu o poeta: "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Os professores portugueses são hoje um exemplo de coragem e determinação para todo o país. Bem hajam.
E, voltando a parafrasear o poeta:
"_ Senhor, falta cumprir-se Portugal ! "

segunda-feira, novembro 09, 2009

Uma Ministra sob pseudónimo

 Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar

Quem é Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, perguntam vocês? Não sabem mas já a começam a conhecer bem, é a nova Ministra da Educação Isabel Alçada. Temos por isso uma Ministra que governa sob pseudónimo como pode ser comprovado no próprio site do governo. Assim, preserva-se a tal Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar para futuramente poder ser chamada para Ministra da Agricultura sob o pseudónimo de Isabel Inchada, ou Ministra das Obras públicas como Isabel Alcatroada ou outro Ministério qualquer sob outro pseudónimo qualquer. Assim, na realidade a Ministra não existe porque a Isabel Alçada também não. É uma invenção
Proponho mesmo ao Engenheiro que, quando o seu nome já estiver tão sujo de andar pela lama dos casos de corrupção e das aldrabices em licenciaturas, e não só, assim com pela merda que fez no governo, concorra às eleições como José Platão ou mesmo João Aristóteles. (Não recomendo José Nietzsche, João Kant e Manuel Kierkegaard porque são nomes que não ficam muito bem a um Engenheiro).

quarta-feira, agosto 01, 2007

Professores Titulares

Recebi este texto via Email da amiga Luisa M. Porque gostei e porque trata de um assunto importante, a educação das nossas crianças, aqui o publico.

Como é possível que a Comunicação Social não dê relevo aos atropelos à lei…à dignidade profissional e pessoal…da classe docente deste país? Porque não dá relevo às inúmeras atrocidades que se estão a passar no actual concurso a Titulares e que vão provocar o descalabro total e absoluto da educação? Por que não ouvem os Professores e não lhes dão o benefício da dúvida? Por que não se dão, pelo menos, ao trabalho de investigar…de procurar perceber, de norte a sul deste país, quem é que passou a Titular e como conseguiu os pontos? Por que acha a Comunicação Social que a Senhora Ministra da Educação está no caminho certo? Não entendo…não consigo perceber como deixam este país caminhar assim para o fundo. A grande maioria dos agora Professores Titulares são aqueles que nunca gostaram de dar aulas e, por isso mesmo, não as deram…tiveram cargos que agora lhes valem dezenas de pontos para subirem ao topo da carreira! Professores…aqueles que tiveram turmas e turmas de alunos, muitas vezes indisciplinados…resmas de níveis…esses, coitados, têm zero porque S/ Exa., a Senhora Ministra, não considera que a prática pedagógica seja importante numa carreira de professor! Os cargos, sim…esses são importantes e contribuem para o progresso deste país! E os cargos dos últimos sete anos porque em relação aos outros anos não têm importância nenhuma! Qualquer jornalista sabe que quando apresenta o seu CV também só refere os últimos 7 anos…os outros 20 não servem como referência para ninguém, não é verdade? Qualquer deputado…político deste país faz a mesma coisa, não é? O que terá feito a Senhora Ministra ao longo dos últimos 7 anos para ser agora a Ministra da Educação de Portugal? A grande maioria dos agora Professores Titulares são aqueles que, até agora, eram os últimos das listas de graduação profissional e que estavam com horário zero. Graças a isso, tiveram cargos…bibliotecas…assessorias aos conselhos executivos…projectos que, muitas vezes, não tiveram qualquer efeito prático nos alunos…tudo para lhes arranjar horário na escola! Agora, de repente, graças à perversão dos governantes deste país, passam de últimos a primeiros! Ultrapassam toda a gente e ei-los Professores Titulares! Envergonhados, claro, mas Titulares! Não foram eles que criaram o concurso nem as regras escabrosas que o regulam. Não têm culpa! A grande maioria dos agora Professores Titulares são aqueles que sempre foram considerados por todos como incompetentes para estarem à frente das turmas e de alunos em formação. Para evitar isso, as escolas atribuíram-lhes cargos e pouparam, assim, os alunos e as novas gerações. O que faz esta Ministra? Premeia-os…dá-lhes pontos e pontos e promove-os a Titulares! E são estes que, agora, vão passar a avaliar aqueles que ao longo de uma vida de trabalho foram orientadores de estágio…publicaram manuais…fizeram novos programas…acções de formação…e ajudaram, sobretudo, a passar valores e princípios a gerações de jovens. É o país dos equiparados…dos certificados de competência sem a prova da mesma! È o país do faz de conta! Das novas oportunidades criadas por um esperto para outros espertos como ele! Viva Portugal!

L.M.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

segunda-feira, março 10, 2008

Lutas do amanhã

 A Sinistra e o Albino

O que me convence não é a força dos números, é a força da razão", afirmou José Sócrates quando confrontado pelos jornalistas com o número de professores que se juntaram em Lisboa contra o sistema de avaliação. Um dia depois de cerca de 100 mil professores se terem feito uma marcha da indignação contra Maria de Lurdes Rodrigues, exigindo a sua demissão, José Sócrates disse respeitar a manifestação mas garantiu que vai manter a ministra. "A saída da ministra não está, nem nunca esteve em causa". Sócrates recusou a ideia de recuar no sistema de avaliação - uma das principais motivos de contestação dos professores - com o argumento de que é uma reforma em que acredita. "Não posso recuar naquilo em que acredito e em que estou absolutamente convencido".

Se a Sinistra Ministra não se demite e o Engenheiro não a demite, se a Sinistra diz que as “reformas” são para continuar e o Engenheiro diz o mesmo, então mantêm-se todas as razões para não baixar os braços e continuar a lutar. Não são operações cosméticas ou o adiar o sistema de avaliação que deve convencer os professores a baixar os braços.
É importante que se coloque como objectivo a demissão de quem chama à classe profissional que tutela de “professorzecos”. Essa Ministra tem de ser demitida e se o Engenheiro se recusar a fazê-lo, então é ele que tem de ser demitido. Confesso que os meus problemas com o rumo da educação são diferentes e não se esgotam em um ou dois decretos ministeriais, ou na cara do Ministro, têm mais a ver com uma visão global da sociedade e de um mundo de terror que, paulatinamente, está ser construído sob os nossos olhos. Apoio a luta dos professores, assim como o farei com a dos pais se resolverem colocar os interesses dos seus filhos acima dos seus. Lutarei com os pais, e eu sou um, quando entenderem que tem de lutar pelo dever de acompanhar o crescimento e a educação dos seus filhos, quando entenderem que têm de exigir a esta sociedade que lhes conceda o tempo para o fazer, que não aceitem que os seus filhos sejam encerrados em escolas durante 11 horas do dia. Lutarei com os pais que não se desejam ver substituídos por um estado, cada dia menos de confiar e mais rendido aos poderes globais, na educação e na transmissão de princípios e valores da vida dos seus filhos. Que não desejam que o quarto dos seus filhos não seja só o local onde o estado armazena as crianças durante a noite. Quero e exijo tempo para estar com os meus filhos, para os ajudar a crescerem como gente inteira, gente que acredite em valores e que não seja simplesmente carne para canhão da economia e do o enriquecimento de alguns. Estou disposto a lutar junto com os professores, com os funcionários públicos, com todos os que desejem travar este caminho que seguimos. Estou certamente obrigado lutar quando vejo ameaçado o futuro dos meus filhos.
É por isso fundamental que os professores não parem, que continuem a sua luta, que passem por cima dos sindicatos e não considerem que basta fazer uns lutos na escola e uma manifestação por mês. Tem de lutar todos os dias, irem aos cem ou aos mil ou quantos forem, protestar para a rua. Não recearem o sistema e quem os tente calar. Parar agora seria ganhar uma batalha mas perder a guerra. Esta guerra só pode parar com a rendição do sistema e das Sinistras figuras que o representam.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

quinta-feira, março 06, 2008

Ao menino e ao borracho

O Menino, o borracho e Deus

«Depois do apelo à serenidade do presidente da República, foi a sua conselheira de Estado quem veio em defesa das reformas em curso na Educação Manuela Ferreira Leite foi directa ao explicar que "o sistema não funciona" e que "é preciso alterá-lo". A ex-ministra da Educação do Governo de Cavaco Silva alertou mesmo José Sócrates para a necessidade de não mudar o rumo das reformas neste sector "Acho que vai ser julgado" por essa decisão, disse Ferreira Leite, acrescentando que "daria um voto negativo" a Sócrates caso esse recuo viesse a acontecer.»
in [Jornal de Notícias]


Aí está mais uma barracuda do regime a “apertar” com o Sócrates para que ele resista e não ceda na questão das reformas propostas pela Sinistra Ministra. Claro que esta gente está mais interessada em garantir o fim da escola democrática e da transformação da Escola Pública em fábricas de mão-de-obra barata, que nos problemas eleitorais do Sócrates. Até lhe podem garantir a vitória nas próximas eleições, se ele o pedir. Basta garantirem que o Menezes fica à frente do PPD/PSD e mostrar que os “bons”, os “competentes”, (até arrepia escrever estes adjectivos para estes destinatários), aqueles que o Cavaco confia, gosta, não lhe dão a mão na altura das eleições. Basta garantir ao Engenheiro que o apoiarão na reeleição. É sempre assustador, eu pelo menos sinto sempre que as paredes se fecham e um véu de escuridão começar a descer sobre este país, sempre que vejo ou ouço esta Senhora de tão má memória para os portugueses e de cuja competência muitos nos querem convencer, (embora até ela reconheça que “o sistema não funciona” mesmo depois de ter sido a responsável pelo sector como Ministra da Educação, para não falar da sua performance como Ministra das Finanças e que ficará, certamente e durante muito tempo, nas nossas piores memórias). Neste momento parece evidente que Sócrates vai ter todo o apoio em não ceder aos professores, em fazer que não vê e não ouve, em ser arrogante e teimoso. Neste momento já parece evidente que a Sinistra não vai cair no Sábado, vai ter quem a segure. (Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo, falta é saber quem é o menino, o borracho e até Deus). Sendo assim é hora de os professores mostrarem a sua força e a sua criatividade para não deixarem esta luta parar e sair derrotada. Seria péssimo para o Ensino em Portugal mas sobretudo para a nossa esperança que ainda podemos mudar o futuro que nos designaram. Têm de demonstrar a força com a determinação de não pararem e imaginativos nas formas de se manifestarem e garantirem que, por rotina, a luta nunca deixe de ser noticia. Preparem-se por isso para tempos em que têm de deixar o conforto e o descanso para mais tarde, em que vão ter de estar empenhados e participantes.
Mas, confessem lá se até não estão a gostar, se não se estão a sentir melhor, mais activas, com mais força, por fazerem parte de algo. Não têm uma sensação de estarem mais vivas? A mim, a esperança deixa-me sempre assim.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

terça-feira, fevereiro 26, 2008

A paixão da educação

Afinal sempre é loira

Não vi, nem ouvi com atenção a Ministra a debitar as velhas máximas os sucessos do seu reinado na educação, nem as suas justificações falaciosas sobre o ensino, gestão escolar ou sobre a avaliação dos “professorzecos”, (forma como trata os dignos profissionais a quem confiamos os nossos filhos, quando fala com os deputados do seu partido). Não há paciência. Mesmo assim ainda fui ouvindo uma ou outra afirmação, sons difusos de um amanhã hipotecado nas mãos desta ministra. Não posso por isso reproduzir o diálogo na precisão, mas em resposta a uma professora, por sinal loira mas nem por isso menos inteligente, que afirmava a necessidade de qualificações para se ser professor e de, para Ministro da Educação poder ir qualquer um, mesmo que não tivesse qualquer prática educativa. A resposta da Ministra foi elucidativa, “Não me diga que também tem de ser loira?” Se estivesse na sala de aulas esta era daquelas vezes em que levantava a mão porque sabia a resposta. Não é necessário ser loira, mas é necessário ser inteligente, honesto e consciente para entender que, o que está a fazer à educação deste país é um mal que infelizmente terá repercussões demasiado duradoiras e que vão hipotecar a esperança desta e das próximas gerações durante muitos e muitos anos. Essa é a minha convicção, não como professor que não sou, mas como pai preocupado com o futuro dos meus filhos.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sábado, novembro 29, 2008

Um conselho sem conselhos

Conselho educação

Na sexta-feira passada, Álvaro Almeida dos Santos afirmou, após um encontro com a ministra para conhecer as alterações ao modelo de avaliação propostas pelo Governo, que este órgão consultivo "provavelmente" manteria o pedido de suspensão do processo.
O Ministério da Educação diz que a maioria dos membros do Conselho de Escolas (CE) concordam com as alterações introduzidas no modelo de avaliação de professores. A tutela esteve reunida com aquele órgão consultivo que representa os conselhos executivos e o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, avançou a reacção dos conselheiros. “A larguíssima maioria dos conselheiros o que disseram foi que as medidas eram as medidas necessárias e suficientes para que o processo de avaliação de desempenho se possa agora desenvolver”, disse.

Se não me engano, ainda a semana passada o CE tinha votado por maioria a suspensão da avaliação dos professores, facto que me faz ficar estupefacto. Votaram a suspensão do processo e agora com algumas mudanças de visual já pode ser aceite? Não é um Conselho, um órgão que deveria ter como função dar conselhos. Se havia forma de manter o processo de avaliação com algumas mudanças, como agora parecem defender ao aceitar a proposta da Ministra, não deveria ter sido o conselho a aconselha-lo à ministra em vez de propor a suspensão? Assim só provam que não servem para nada. Não são órgão consultivo porque não assumem essa responsabilidade e só servem para tentar vender uma imagem de legitimidade e aceitação social das leis da Sinistra. Demitam-se.

sexta-feira, setembro 04, 2009

O fantasma do PS nas eleições

fantasma

Depois de o Engenheiro o ter feito na véspera foi agora a vez da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, admitir que existiram problemas de comunicação entre Governo e professores nos últimos quatro anos. "Talvez não tivesse havido suficiente delicadeza no tratamento com os professores”, disse.
Quem seguiu a guerra entre esta Ministra e os professores não pode deixar de considerar estas declarações como um sinal de hipocrisia e mais uma demonstração de falta de respeito por uma classe a quem, ao longo da legislatura, chamou de professorzecos. Ninguém tem duvidas que o Engenheiro gostaria que esta guerra fosse esquecida e poder recuperar muitos votos que ficaram definitivamente perdidos, não só na classe dos professores mas em muitos que lhes reconheceram a razão e que se preocupam com a defesa da escola publica de qualidade. Tarde demais, naquele que foi o maior erro político do Engenheiro nesta legislatura; o não ter corrido com a Sinistra Ministra quando teve oportunidade disso. Basta ver os resultados que conseguiu na saúde, em que depois de toda a contestação em torno do Correia de Campos e do fecho das maternidades e urgências, substituiu por uma Ministra mais “tenrinha”, que apesar de não ter desfeito o que o seu antecessor fez, passou a ter uma vida bem mais calma sendo mesmo ela a beneficiar agora da abertura dos novos hospitais e urgências prometidas na altura. Se tivesse feito o mesmo na educação, o Engenheiro poderia agora cantar vitória, mas assim encontra-se na posição de fazer o papel de arrependido quando todos sabemos que não está. Só olhar para a cara daquela Sinistra personagem chamada Maria de Lurdes Rodrigues, enjoa e faz crescer uma raiva que não podem apagar.

PS: Sempre apoiei os professores e os seus movimentos, mas custa-me ver alguns desses movimentos, que deveriam só representar os professores e a sua luta, apoiarem claramente o PSD nestas eleições. Eu não voto PS, mas certamente também não votarei na Manuela Ferreira Leite que, por mais que diga que vai rasgar isto e aquilo, é farinha do mesmo saco.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Contestação à "arrogância" do Governo cresce no PS.

 A Sinistra Ministra

«Para uns, foi a reunião "mais complicada" dos últimos tempos; para outros, apenas uma reunião "viva e participada", como "é timbre do PS". Certo é que no grupo parlamentar socialista ouviram-se ontem fortes críticas à actuação do Governo, ou pelo menos de alguns sectores do executivo. A crítica é recorrente e prende-se com a acusação de falta de diálogo entre ministros e o grupo parlamentar sobre políticas difíceis e de grande impacto público. Mas ontem, subiu de tom, com os ministros da educação e da saúde a serem acusados de falta de espírito democrático e de arrogância pela forma como lidam com os deputados e os cidadãos. Dois dos protagonistas foram Luís Fagundes Duarte e Teresa Portugal, ambos da comissão parlamentar de educação, que na véspera tinha reunido com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. A reunião prendia-se com a análise de dois decretos-leis que, como instrumento legislativo do Governo, não passaram pelo Parlamento: o da avaliação dos professores (publicado) e o da gestão das escolas (em discussão pública). Os deputados quiseram, ainda assim, analisar os dois, na medida em que têm recebido muitas contribuições e queixas de cidadãos e professores. Mas a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar. O mal-estar transbordou para a reunião da bancada depois de um vice-presidente ter feito um reparo quanto ao elevado número de declarações de voto entre os socialistas na votação da lei eleitoral autárquica. E depois de Maria de Belém ter levantado a voz contra a falta de consideração do ministro Correia de Campos pelos parlamentares. Mas também se ouviram vozes apaziguadoras. E o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, acabou por ser elogiado como um bom exemplo de articulação entre o Governo e o grupo parlamentar.
Um texto de Leonete Botelho no público de 25.01.2008.

Quero agradecer à Elsa A. o mail que me enviou com esta Noticia. Já a tinha lido na altura em que foi publicada, tinha tirado notas para a referir aqui no blog, mas perdi o papel onde as tinha.
Vergonhoso o desprezo como a Ministra se refere à classe profissional com quem mais devia trabalhar e colaborar, os “professorzecos”, ou ao que denota pelos deputados e pelo sistema democrático que lhe permite estar a executar o seu trabalho de destruição da Escola Pública. Esta notícia devia ser mais que suficiente para que a Sinistra fosse imediatamente demitida, mas se o Engenheiro não se deu a esse trabalho na remodelação governamental, deviam ser os deputados a exigi-lo. Como pelos vistos, embora haja deputados da maioria que já tenham entendido o mal que esta Ministra está a fazer ao ensino e o desrespeito com que os trata e mesmo assim não parecem ter a coragem de afrontar o governo, cabe aos professores, mas também a todos nós que defendemos a existência de uma escola publica com qualidade, correr com ela. Quem fala como ela o faz, quem não respeita uma profissão tão honrada e útil como a dos professores, assim como as instituições democráticas do país, também não merece, da parte de todos nós, o mínimo respeito. Todas as formas que encontrarmos de o demonstrar passam, por isso a ser legítimas. A Sinistra para a rua e já.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, dezembro 09, 2007

Não há dinheiro...para alguns.

A besta

Através de um comentário anónimo aqui no blog, li este texto escrito pelo Professor Santana Castilho, no Público de 04.12.2007 e publicado no “In Verbis”.

"É legítima a revolta: então temos funcionalismo em excesso e depois vamos contratar serviços no exterior ? O refúgio dos políticos censurados na praça pública é geralmente a legalidade dos actos censurados. Como se a moral e a ética não existissem e não precedessem a invocação da capa asséptica da lei.
Nuno Guedes, jornalista do Rádio Clube Português, investigou, mas a notícia esvaiu-se no ruído dos escândalos a que nos habituámos Certamente que a situação descrita está coberta pelo manto diáfano da legalidade. Mas sob o holofote da moral causa-nos repulsa e merece que recordemos os factos denunciados: João Pedroso, advogado ilustre e irmão do ex-deputado Paulo Pedroso, do PS, foi contratado pela ministra da Educação para fazer o levantamento da legislação existente sobre Educação e elaborar um manual de direito da Educação. Os trabalhos deviam ter decorrido entre Junho de 2005 e Maio de 2006, com uma remuneração mensal de 1500 euros. Findo o prazo, não havia nem levantamento nem manual. Mas nada aconteceu. Ou, melhor, a mandante concluiu que o mandado estava a ser explorado e celebrou com ele novo contrato (despacho de Fevereiro de 2007) para fazer a mesma coisa: Mais um ano para a execução da tarefa, desta feita com 20 mil euros por mês. São inevitáveis as perguntas: é preciso mandar levantar (a ouro, em outsourcing) o que se levanta com um clique em n sítios da Net? Se assim não fosse, que é, não teria a ministra, no seu ministério, dezenas de funcionários competentes para levantar o que está de pé? E o que é isso de manual de direito de Educação, sendo certo que os diplomas vigentes estão sobejamente tratados e comentados por especialistas em múltiplas obras publicadas?
Seria vazio de sentido, face ao anterior, questionar a competência de João Pedroso para executar a encomenda de tão generoso contrato. Mas percorrendo a vastidão do seu curriculum e não lhe encontrando qualquer ligação ao particular ambiente da legislação educacional, sobra a questão: porquê ele e não outro, de tantos que têm o que ele não tem?
O conhecimento deste deplorável acontecimento surge quando ainda está vivo o desconforto da função pública face a um Orçamento Geral do Estado que fixa em 2,1 % o aumento dos salários, insuficiente para cobrir a inflação esperada e depois de uma perda do poder de compra próxima dos 10% desde 2000 (estatísticas oficiais). Mas, mais do que isto, coexiste com realidades menos conhecidas desse orçamento. Com efeito, o valor previsto para "remunerações certas e permanentes" volta a descer (tenha-se em vista que a descida dessa rubrica, durante a governação de Sócrates se cifra em valores que rondam os 500 milhões de euros). Como corolário desta nova descida resultarão, obviamente, despedimentos, reformas compulsivas e mobilidades especiais. E que verificamos, do mesmo passo, no orçamento para 2008? Que sobe exponencialmente a verba prevista para a compra de serviços a privados. São nada mais nada menos que 1200 milhões de euros para pareceres, consultadoria, aquisições em outsourcing, estudos e projectos. É legítima a revolta dos funcionários e lógica a interrogação: então temos funcionalismo público em excesso e depois vamos contratar serviços no exterior?
Sob a rosa murcha do PS bem pode Sócrates inscrever a máxima que o ilumina: para uns, nada. Para outros, tudo."

quarta-feira, junho 06, 2007

Opera Bufa

O Governo reconduziu a Directora Regional de Educação do Norte, envolvida no caso da suspensão de um professor, com o argumento de que terá insultado o Primeiro-ministro.
O despacho de recondução de Margarida Moreira foi assinado pelo Primeiro-ministro e pela ministra da Educação, foi já publicado no Diário da República.

Que virá a seguir? A condecoração com a "Grande Ordem “Socretina"?
É a consagração da bufaria e da pequenez. Nem puderam aguardar pelo fim do famoso “processo disciplinar” para agraciar a Senhora. Há que dar desde já o sinal a todos, de que quem agir em defesa do Engenheiro, tem a recompensa, quem criticar ou falar mal dele, o castigo. Podem por isso confiar plenamente que as avaliações que vão dar acesso a promoções, serão isentas e justas. Afinal já todos começamos a ver quais serão os critérios; os bufos sobem, os outros descem.

O Comentário:
Jack . said...

Só me apetece dizer:

Por despacho de S. Ex.ª o Sr. Primeiro-ministro, Eng. Sócrertino, e por proposta da Sr.ª Ministra da Educação, Dr.ª Lurdinhas, é agraciada com a medalha de Serviços Distintos da Bufaria, grau pechisbeque, a Dr.ª Bruxa Moreira, pelos serviços relevantes, extraordinários e distintíssimos prestados no desempenho de uma alta comissão de serviço na Direcção Regional de Educação do Norte. Como directora da DREN, e ao denunciar o Prof. Bribcalhão, além de outros conspiradores do regime, demonstrou excepcional zelo no cumprimento da missão de que secretamente foi incumbida, daí resultando honra, brilho e prestigio para o XVII Governo Constitucional, nomeadamente para o Primeiro-Ministro, Ministros e Ajudantes de Ministro.
Para o meter onde lhe convier e poder a interessada gozar de todas as regalias que o rótulo de bufa lhe confere, se passa o presente diploma que vai assinado pelo Ditador-Mor, José Sócretino.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

quinta-feira, março 15, 2007

A Aldraba da educação

A aldraba da Educação

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu o encerramento, no próximo ano lectivo, de 900 escolas de reduzida dimensão do 1º ciclo.
"Se o conseguirmos fazer, o país tem resolvido este problema das escolas de reduzida dimensão e das escolas abandonadas".
"Se elas se encerrarem, nós temos menos essa dor de cabeça e enfrentamos o futuro com outra disposição. Então [o país] está em condições de enfrentar o desafio da construção dos centros escolares, da modernização das escolas".

Aqui está o plano tecnológico proposto por este governo, a qualificação dos trabalhadores e o desenvolvimento e combate à desertificação do interior. Tudo tretas e que não passam da aplicação do plano de privatização do ensino publico. É evidente que não há privado que queira explorar uma escola pequena e com poucos alunos, mas que dizer de uma escola nova, grande e com uma quantidade razoável de alunos. A transformação das escolas, ou agrupamentos de escolas, em empresas com gestão própria, já está a acontecer. O resto, virá nos próximos capítulos. Está a acontecer na saúde e vai acontecer na educação.
PS: Se fechar escolas tem resolvido o problema de escolas abandonadas? Se estão abandonadas não estão já fechadas? Deve andar a bincar connosco a Ministra.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

quarta-feira, setembro 18, 2013

Assinar em papel branco


A actual ministra das Finanças aprovou um financiamento pedido pela Estradas de Portugal (EP) junto do Deutsche Bank no valor de 150 milhões de euros (o contrato de cobertura de risco, que viria a acumular perdas potenciais superiores a 13 milhões de euro.
No parecer positivo que assinou, enquanto técnica da Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), ao financiamento contraído pela empresa pública, a actual ministra escreveu que “não eram indicados quaisquer detalhes da natureza do swap” na proposta feita pela EP, não se sabendo sequer “se a operação é a taxa fixa ou variável”.
Maria Luís Albuquerque deu “luz verde” à empresa a 4 de Junho de 2010, depois de, a 16 de Dezembro de 2009, ter dado um primeiro parecer em que considerava que "o custo do financiamento é excessivamente alto, sobretudo face à alternativa de financiamento com garantia do Estado".
No parecer de Junho de 2010, a ministra escreve que foi "contactada telefonicamente a directora financeira da Estradas de Portugal", tendo Maria Luís Albuquerque sido "informada de que o swap a contratar associado à operação em apreço não tem ainda os seus termos finalizados".

A Miss Swap até pode ser muito competente mas no mínimo é irresponsável o que faz com que não possa ser ministra. Então assina sem saber o que está a assinar? Ou sabia? É que se ainda por cima havia um financiamento com garantia do Estado mais barato porque autorizou? Porque era o Banco dos patrões alemães? Porque era preciso criar divida para depois poderem invadir o pais aterrando calmamente no aeroporto da Portela? 
Se lá porque razão for, incompetência, irresponsabilidade, corrupção ou traição a verdade é que tem de levar ela e toda a corja que lhe dá guarida e os seus respectivos donos têm de ser corridos, de preferência a pontapé. É que quem está a pagar somos nós, nos impostos, nos salários cada vez mais baixos, na saúde, na educação, nas reformas, na segurança social, na fome e na miséria que alastram. Esta gente é criminosa e devia estar a ser julgada pelos seus crimes contra os cidadãos e contra o país. Rua com esta corja toda e se for hoje já é tarde.

sábado, dezembro 06, 2008

Até à derrota final

Vassoura Partida

A ministra da Educação admite substituir o modelo de avaliação dos professores, mas só no próximo ano lectivo.

Substituir por o quê? Por um igual depois das eleições?
Deu pena ver o ar derrotado da Sinistra Ministra no Parlamento a apanhar tareia de todos os lados. Depois de já ter pedido uma vez desculpas aos professores, hoje veio dizer, pronto dou tudo, mas fazem-me a minha avaliação de estimação este ano. Até poderia parecer uma saída airosa para todos, os professores acabavam com este modelo de avaliação, os sindicatos podiam clamar vitória e a Ministra dizer que aplicou o seu modelo contra tudo e contra todos. O pior é que a aceitação duma tal proposta era a aceitação dos professores do Estatuto da Carreira Docente, das quotas, dos titulares e do sistema de gestão escolar.
Não há que ter pena do bicho, a sinistra parece morta mas ainda destila veneno. Mas, já está sem forças e falta pouco para cair de vez. A exigência deve ser a da demissão da Ministra e uma mudança radical de políticas que garantam a existência de uma escola pública de qualidade, voltada para o saber e para a cidadania e não uma fábrica de mão-de-obra barata. E, essa não é uma luta que seja só dos professores, é uma luta de todos nós.

sábado, abril 12, 2008

A ratoeira

25 Abril

Ontem à noite acordei sobressaltado com um pesadelo. Levantei-me e tentei representá-lo num boneco e saiu isto. Espero que não tenha sido nada mais que isso, um pesadelo que ficaria muito triste se visse sindicatos a portarem-se como ratos e a Sinistra Ministra a conseguir espalhar os seus frutos envenenados por todo este país.

Este foi um post que tinha escrito ontem à noite, mesmo depois de ler esta resposta do Mário Nogueira que tirei do blog "Sinistra Ministra":

Colega,
Acredite que não é necessário pensar, sequer, uma vez, pois não está colocada qualquer hipótese de Acordo com MLR. Só se essa revogasse o ECD, a Gestão, a legislação sobre Educação Especial e, qual cereja em cima do bolo, se demitisse.
Quanto a alguma solução que desbloqueie a actual situação de conflito, passa pela aceitação, pelo ME, das propostas que hoje levaremos (hoje no nosso site).
Quanto ao "capitularem mais uma vez", sinceramente, não consigo lembrar-me qual foi a vez anterior, o que recordo, isso sim, é que em 8 de Março estiveram 100.000 colegas na rua, convocados pelos seus Sindicatos. Como é evidente, não deixaremos de honrar os nossos compromissos. Não por qualquer razão que pudesse ditar o "nosso" fim, mas porque esse fim, enquanto Professores que somos, seria o de todos nós Professores.
Com os melhores cumprimentos
Mário Nogueira

Hoje, depois de ouvir o acordo a que os Sindicatos chegaram com o Ministério tenho de admitir que afinal nada disto foi um pesadelo, mas sim a triste realidade. Um acordo onde tudo fica na mesma. Este ano fazem uma avaliação michuruca, mas para o ano tudo vai cair em cima dos professores, da escola pública e de todo o sistema de ensino. Nada mudou, ficou a avaliação, o novo sistema de gestão, o Estatuto da carreira docente, o estatuto dos alunos e tudo, mas mesmo tudo que a ministra tem pensado para fazer das escolas uma fábrica de mão de obra barata e semi-escravizada continua. Não entendo este cantar de vitória dos sindicatos que nada ganharam. Afinal aquela ratoeira que a sinistra ministra montou e a maça envenenada que lhes estendeu deu resultados.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Horribilis

 Horribilis

«Manuela Ferreira Leite afirmou esta terça-feira que “se o Governo quiser ser sério e honesto não tem nenhuma margem para baixar impostos”. A ex-ministra das Finanças defendeu ainda que o Estado deve retirar-se de sectores como a saúde e a educação.»
in [Correio da Manhã]

O estado do liberalismo já está tão avançado em Portugal, que esta gente já nem disfarça a sua intenção de acabar com o Serviço Nacional de Saúde e com a Escola Pública. Esta horrível personagem, esta mulher tão feia por fora como por dentro, considera como algo de bom que a doença deva ser lucrativa para alguns. Falta saber se ainda defende que seja o estado a pagar a conta dos doentes nas clínicas privadas ou se simplesmente considera que quem não tenha dinheiro pode morrer na rua. Para ela, o estado também se deve descartar da educação. Também aqui a dúvida é se pensa que o estado deve pagar às escolas privadas a educação das crianças ou se simplesmente acaba com a escolaridade obrigatória e nos atira de novo para o analfabetismo salazarento. A saúde e a educação públicas é o pouco que resta dos tempos do 25 de Abril e até isso querem matar. Esta personagem repelente não é administradora de um banco espanhol qualquer? Dedique-se a isso e deixe os portugueses em paz. Gente para nos lixar, já nós temos muita por aí.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sexta-feira, agosto 25, 2006

Majestosas aberrações


350 escolas destruídas no Líbano.
..

"Ministério da Educação admite instalar escolas pré-fabricadas e juntar alunos de várias escolas. Cerca de 350 escolas foram destruídas ou gravemente danificadas no Líbano durante os 34 dias de conflito entre o grupo xiita Hezbollah e Israel, indicou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
O ministro da Educação libanês, Khaled Kabbani, indicou que o regresso às aulas, inicialmente previsto para meados de Setembro, deverá ser adiado para 09 de Outubro.
O Ministério da Educação admite instalar escolas pré- fabricadas, juntar os alunos de várias escolas tendo em conta os seus trajectos e fazer funcionar alternadamente duas turmas no mesmo dia. "
Retirado de
Portugal Diário 2006/08/24 18:42

Agora nós:
Senhora Ministra da Educação: Venho sugerir-lhe que passe a consultar o seu homólogo libanês sempre que lhe surgirem problemas no ministério para resolver. Vai ver que ele está habituado a lidar com contrariedades e em muito a poderá ajudar a encontrar as melhores soluções.

Já agora:
Senhor Vasco Pulido Valente foi você que afirmou em mais um
artigo asqueroso do Público que:

No fundo, o homem comum não acredita que uma civilização fracassada, miserável e medieval possa prevalecer contra a majestade da Europa e da América.

Se bem me lembro, referia-se às nações islâmicas. O senhor, que se diz professor, acha realmente que um país recentemente bombardeado, vivendo num débil período de cessar-fogo, e que mesmo assim se empenha em reconstruir o mais depressa as suas escolas destruídas de forma a minorar os danos infligidos ao seu povo, é uma nação fracassada, miserável e medieval? E dizem-se estas pessoas livres, cristãos e ocidentais…

Vão dar banho ao cão! Ah, e podem limpar as mãos à parede com a majestade da Europa e da América!
Um texto da Kaotica

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping