sábado, julho 15, 2006

O "Direito" por caminhos tortos

Na Itália, terra mãe da Máfia, onde ainda há pouco tempo era Primeiro-Ministro um fascista mafioso chamado Berlusconi, e agora governado por um governo de coligação de partidos de todas as cores e feitios, foi descoberto (através de escutas telefónicas) no final da época passada (Maio), um "cambalacho" para alterar a verdade desportiva em diversos jogos de futebol. Implicados estavam o campeão de Itália (Juventus) e mais três clubes históricos do campeonato Italiano (Milão, Fiorentina e Lázio). Em dois meses a justiça italiana, investigou, acusou e condenou os culpados. Descidas de divisão e perda de pontos (neste ano e para o próximo) para os clubes e interdição de dirigismo desportivo e multas para os responsáveis em nome individual.
Em Portugal, andamos à anos às voltas com um “apito dourado”, com acusações, recursos, tretas e mais tretas e a grande maioria dos “acusados” a saírem disto tudo impunes por erros processuais e de investigação. Deste processo, já pouco resta, e pelo andar da carruagem, aquilo que não se esfumar no tempo, acabará por prescrever.
Como este, existem muitos outros processos (Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, …. Etc), que se arrastam sem decisão nem condenação de ninguém. A prescrição parece ser o futuro para todos eles.
Assim funciona o direito neste país, que de justiça até tenho vergonha de falar.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Cromos da Política L

Hey! Teacher! Leave them kids alone!
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Retratos da vida quotidiana na Zona de Belém

A nossa Maria em mais uma cena da vida doméstica
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sexta-feira, julho 14, 2006

A Poltergeist da televisão portuguêsa

Inspirado numa cena do filme "Poltergeist" retirada do "Ideias Fixas"
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Maria João Avilez foi ontem a entrevistadora de serviço para questionar o Sócrates. Como sempre, mostrou não possuir aquilo que um profissional da comunicação social deve ter: Isenção e boa educação. Quando o entrevistado é algum amigo ou alguém que comungue das suas opções politicas, são só sorrisos enquanto lhe vai facilitando a vida, quando não é uma coisa nem outra, torna-se agressiva, interrompe, fala por cima daquilo que o entrevistado está a dizer, dá opiniões e faz criticas sem permitir resposta. Um triste espectáculo de numa triste entrevista.
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Um exemplo desta forma de perguntar:
Após ter sido perguntado se aprendia alguma coisa nas conversas com o Cavaco, Sócrates, diplomáticamente, respondeu que sim, que todos aprendíamos sempre alguma coisa quando falávamos com outras pessoas. Imediatamente, interrompe para dizer que não era aquilo que estava a perguntar, o que queria que ele dissesse era se aprendia alguma coisa com o Cavaco. A contra gosto lá saiu um hesitante sim da boca do Primeiro-ministro.
Nos telejornais que se foram seguindo depois do fim da entrevista, a noticia era de que "Sócrates afirma aprender nas conversas com Cavaco".
Assim se fazem noticias, assim se endeusa um Aníbal, assim se faz a informação neste país.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O pupilo do Sôdoutor

Inspirado na obra “A Teacher and his Pupil” de Claude LEFEBVRE
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Ontem, ouvi más notícias para todos nós. Na entrevista à “ascorosa” Maria João Avilez , Sócrates confessou que, nas suas reuniões em Belém, aprende com o Cavaco. Como se já não nos bastasse um Sócrates com os defeitos do Sócrates, ainda lhes vai juntar os do Cavaco. É assustador. A perspectiva de um novo “cavaquismo” com a cara do Sócrates, é uma visão ainda mais assustadora do que uma cena de sexo explicito dos moradores do Palácio de Belém. Até me deu um arrepio na espinha.
Foram efectivamente más notícias o que ouvimos ontem, porque aquilo que nos foi confirmado, é de que o pior ainda está para vir. O Sócrates está a “aprender” com o Cavaco.
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

quinta-feira, julho 13, 2006

Os politicos vão a banhos

Jaime Gama, Presidente da A.R. pode, calmamente, nadar nas calmas águas de uma maioria absoluta do PS. Nem a pequena ondulação produzida pela oposição ameaça a "Bandera verde".
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Big-brother Português

Dois dirigentes do PCP form constituidos arguidos por "manifestação ilegal"
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Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
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Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
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Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
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Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
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Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
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A Indiferença de Bertolt Brecht
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Sei que há gente por ai, que não partilha comigo de algumas preocupações que aqui tenho colocado, sobre a nossa liberdade estar a ser ameaçada. Tenho referido, várias vezes, o facto de considerar que a informação que nos é transmitida pela comunicação social não ser livre, mas controlada pelos seus donos, os grandes grupos económicos. Já ouvi gente conceituada da nossa praça, defender que se deveria silenciar o “ruído”, feito por aqueles que falam contra as grandes estratégias necessárias para o desenvolvimento do país, e que com isso a prejudicam. Já ouvi profissionais serem proibidos de falar para as rádios e televisões pelas administrações, públicas e privadas, ou pelos seus patrões. Vejo agora dois dirigentes partidários serem acusados de manifestação ilegal. Vejo o Sócrates, usar como argumento para responder ao Jerónimo de Sousa na AR, que ele é que teve mais votos e que por isso o PCP não deveria criticar, como se ele não tivesse ganho as eleições apresentando um programa eleitoral que rasgou mal chegou ao poder. Chamem-me paranóico, mas infelizmente continuo a ver a nossa liberdade ameaçada, e não quero deixar de o dizer antes que esse direito também me seja retirado.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Uma carta aberta ao Sócrates

O Mártir São Sócrates
CARTA ABERTA AO ENGENHEIRO JOSÉ SÓCRATES
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Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
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Desminta, se puder, o que passo a afirmar:
1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
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2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha. As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
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3º. Um dos *slogans* mais usados é do peso das despesas da saúde. Ainsuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é … 758. Todos os restantes países, comexcepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Áustria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.
Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome.
Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário deburocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público.
A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. Aquestão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores.
De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:
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1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se ditobarbaridades. Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão).
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OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO.
Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice dasiniquidades que subjazem à sua política *o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos* por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.
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2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou aeconomia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seusencantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.
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3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma (torre Prédio Coutinho) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?
4º Por que não defende V. Exa. a mesma implosão de uma outra torre, naCovilhã (ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005), em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?
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- Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que asempresas privadas devem à Segurança Social ?- Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução dasdívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20mil milhões de Euros ?
- Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004significaram 1.000 milhões de Euros ?
- Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos,que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?
- Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento quepermitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil,o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros dereceita perdida?
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A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.
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QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA, FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.
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QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS, OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE, PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.
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Santana Castilho (Professor Ensino Superior)
Retirada do do blog "Apanha-Moscas"
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

A mama municipal

A Câmara Municipal de Lisboa vai ter uma despesa de 8 milhões de euros com as 193 pessoas que trabalham ou trabalharam directamente no executivo camarário de Carmona Rodrigues.
Estes funcionários, «a recibo verde», prestam serviços de assessoria, consultoria, apoio e secretariado nos gabinetes do executivo, entre Novembro de 2005 e Junho de 2006, sendo que os seus ordenados variam entre os dois mil e os seis mil euros mensais.
Dos 193 funcionários, sabe-se que 64 estão (ou estiveram) afectos ao gabinete do presidente do município.
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Sempre que um Presidente de Câmara chega, de novo a uma autarquia, a sua primeira decisão, é a de mandar fazer uma auditoria às contas da mesma. O resultado é invariavelmente o mesmo: um enorme buraco financeiro e uma herança pesadíssima para o novo executivo.
Passa o tempo, e com ele começamos a ouvir notícias, como esta, em que se vê que também os novos autarcas seguem as pisadas dos anteriores. Recorrem ao crédito para acudir à preocupante situação financeira, para de imediato começarem a esbanjar dinheiro em cargos e empregos para amigos e afilhados, em obras de fachada, e em luxuosas publicações para as propagandear. O essencial, isso fica por fazer por falta de verbas (lembram-se do buraco financeiro do anterior executivo, é aqui que entra para justificar o não fazer).
Quando finalmente abandonam a Câmara, de livre vontade ou corridos pelos eleitores, lá deixam um novo buraco, para que os próximos também possam fazer auditorias e recomeçar um novo ciclo.
Quem saiu, vai mais abastado, mais conhecedor do negócio imobiliário e de como trabalham a banca e os off-shores. Quem fica, começa a telefonar aos amigos e afilhados e a receber a visita dos seus novos amigos de ocasião que, por acaso na sua maioria são empreiteiros.
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PS: Com os novos governos é um pouco diferente. Devemos substituir, auditoria do Tribunal de Contas por Banco de Portugal e buraco financeiro por crise.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

quarta-feira, julho 12, 2006

Porque há dias em que nos sentimos tratados abaixo de cão
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Tele-abafador

A nova publicidade aos telemóveis que por ai anda, fez-me regressar aos meus tempos de meninice. Quem não se lembra de jogar ao “bilas”, nas escolas, nas ruas ou nos jardins. Quem não tinha um “abafador”, um “papa-mundo” ou um “olho de boi”. Quem nunca abafou, quem nunca disse “Olho de vaca, olho de boi, este já se foi”. Fazia parte implícita das regras de relacionamento aceites por todos de uma forma natural. Era, simplesmente assim. Abafava-se.
Agora, os novos anúncios de telemóveis (da terceira geração e meia), fez renascer esse velho modo de vida. Nesses anúncios defende-se o roubo de telemóveis como dantes se abafavam berlindes. Olho, gosto, tiro e depois basta dizer, apaixonei-me por ele, desculpa lá. A partir deste momento, nenhum, nem ninguém está seguro. Basta que alguém deseje possui-lo e, zás. Pega e está feito.
Vi hoje um colega meu lá do serviço com um que me agradou. Já tenho tudo planeado, amanhã, mal lá chegue, é a primeira coisa que vou fazer, ir roubá-lo. Este já não me escapa.
Espero que isto não seja senão um princípio. Espero sinceramente que este “jogo” cresça e se estenda a muito mais objectos. Ainda um dia destes parei o meu carro ao lado de um Porche e claro dos dois teria de escolher o mais bonito.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O ensurdecedor som do silêncio

"Com a sua central de comunicação Santana Lopes queria gerir o ruído, Sócrates mostrou que a boa comunicação consiste em gerir o silêncio."
in "O Jumento"
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Sócrates é um admirador de John Cage ( nesse domínio não tem mau gosto).Às movimentações sociais reage“I do not hear noise, I hear music”.Tal como para Cage a música tem a sua própria linguagem, o seu próprio mundo.
Sócrates quer por momentos abstrair-se de tudo, imunizar-se à entrada de ruídos. Ao querer “ouvir” o silêncio absoluto, houve o próprio organismo e acredita, como Cage, numa relação fascinante com o silêncio : “There is no such thing as empty space or empty time".
Assim sendo hipervalorizou o silêncio por achar que nunca há vazio. Mas que há, há!
Um comentário de Jorgre Matos
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

terça-feira, julho 11, 2006

O Carenciado da Madeira

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, escreveu ao primeiro-ministro, José Sócrates, a pedir o apoio da República para a resolução da grave situação financeira que a região atravessa. Jardim, em contradição com a sua ameaça separatista e tese de auto-sustentatibilidade da região que defendeu há um mês no congresso do PSD, apela agora à solidariedade nacional, invocando a perda de competitividade da região.
in publico
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Realmente há gente com uma lata extraordinária. Talvez embalado pelo discurso dos pobres carenciados "encenado" pelo Aníbal Cavaco no 25 de Abril, vem agora o "Bicho da Madeira", pedir batatinhas ao Sócrates. Depois de apelidar os "continentais" de tudo e mais alguma coisa, de desrespeitar as leis e a democracia deste país, vem agora solicitar ajuda para tapar o enorme buraco financeiro que a sua politica populista criou. Endividado e sem forma de pagar, mete as suas ameaças separatistas no saco e "humildemente" pede solidariedade nacional.
Espero que, o Sócrates, para fazer figura de altruísta e numa beata atitude de "eu perdoo-te meu filho" não venha agora ceder às choramingasses do Alberto João Jardim. Talvez assim ele baixe a crista e entenda que os sacrifícios têm de ser para todos e não só para os "cubanos" do "contnente". Uma sugestão que lhe dou, é a de ir agora vender, as milhares de bandeirinhas da Madeira, que andou a comprar ao chineses para fazer propaganda.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Em Cena

Só até 30 de Julho de 2006
Teatro do Bairro Alto, Lisboa, 3ª a sábado às 21:30 e domingos às 17:00


Trabalho dirigido por Christine Laurent, cineasta, argumentista e encenadora. Trata-se de um trabalho sobre um texto de Tchekov, apresentado ao público de forma aberta, como um ensaio, como um esboço que isola certos detalhes da composição geral.
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O GINJAL
Um trabalho sobre o espaço e o tempo.
É como se, com os actores, partíssemos de uma página em branco ou do silêncio total, do esquecimento do sono, e depois, devagarinho, como se nos puséssemos a viver, ali, essa estranha e longa jornada fictícia, inventada por Tchekov, que se desenrola, a partir de uma aurora de primavera fria, através da descida do crepúsculo de um dia de verão, e de uma noite de baile trepidante, até a uma tarde gelada de Outono.
A aposta deste trabalho, é ritmar a concordância destes quatro tempos em contraponto com a meteorologia afectiva e pessoal de cada uma das personagens. Algumas delas hão-de verificar, à sua custa, que “quem volta atrás no espaço, não volta atrás no tempo”(*)
(*) Vladimir Jankélévitch
Christine Laurent
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Ficha Técnica
ENSAIOS PARA “O GINJAL” de Anton Tchékov (Comédia em Quatro Actos) de 1904
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Tradução: Nina Guerra e Filipe Guerra
Encenação, adaptação e guião de espectáculo: Christine Laurent
Assistente de encenação: Manuel Romano
Cenário e figurinos: Cristina Reis
Assistentes para o cenário e figurinos: Linda Gomes Teixeira e Luís Miguel Santos
Desenho de luz: Daniel Worm d’Assumpção
Som: Vasco Pimentel
Colaboração para o movimento: Paula Massano
Director Técnico: Jorge Esteves
Construção e montagem de cenário: João Paulo Araújo e Abel Fernando com Alexandre Araújo
Montagem de luz: Rui Seabra
Operação de luz e som: Rui Seabra
Guarda-roupa: Emília Lima
Costureira: Lurdes Antunes, Maria Barradas e Maria do Sameiro Santos
Alfaiate: José Carlos
Conservação do Guarda-roupa: Alice Madeira
Contra-regra: Manuel Romano
Cartaz: Cristina Reis
Secretária da Companhia: Amália Barriga
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Interpretação:
Liubov Andréevna Ranévskaia, proprietária rural: Rita Durão
Ánia, filha dela, de 17 anos: Cleia Almeida
Vária, filha adoptiva dela, de 24 anos: Rita Loureiro
Leonid Andréevitch Gáev, irmão de Ranévskaia: Luis Miguel Cintra
Ermolai Alekséitch Lopákhin, comerciante: Dinarte Branco
Piotr Serguéevitch Trofímov, estudante universitário: Dinis Gomes
Borís Boríssovitch Simeónov-Píchik, proprietário rural: Luis Lima Barreto,
Charlotta Ivánovna, preceptora: Márcia Breia
Duniacha, criada de quarto: Sofia Marques
Firss, criado velho, de 87 anos: Dinis Gomes
Iacha, criado jovem: Pedro Lacerda
Transeunte: Pedro Lacerda
A acção decorre na propriedade de Ranévskaia

Glórias desportivas - Fugas fiscais

A Federação Portuguesa de Futebol vai pedir ao Governo que isente de IRS os prémios de participação no Mundial que serão pagos aos jogadores, cerca de 50 mil euros por cabeça.
De acordo com o "Jornal de Negócios", a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entende que os prémios de presença e em função do resultado que os jogadores da selecção receberam pela sua participação no Mundial da Alemanha (no qual ficaram em quarto lugar entre 32 equipas) devem ficar isentos de imposto porque a Selecção contribuiu para a "divulgação e prestígio" do país.
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O regozijo com os resultados da selecção é natural e justo. A ideia de que com epopeias desportivas sucedidas a nação cumpre o seu destino é desproporcionada.
Um tratamento fiscal benevolente em função do prestígio e da glorificação do mito é um vergonhoso tique feudal e representa a desvalorização do valor simbólico do trabalho do cidadão
comum.
Jorge Matos
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

TERROR EM GAZA

Gaza vive um quotidiano de terror. Uma invasão militar israelita, de enorme envergadura, priva um milhão de habitantes de electricidade, de água potável, de saneamento, de escolas, de hospitais, de tudo, num calvário indescritível, em flagrante violação do direito humanitário internacional e da IV Convenção de Genebra, que obriga a potência ocupante a proteger a vida de civis. O governo israelita invoca a legitimidade da acção como retaliação à captura de um soldado, e, diz-se prestes a tudo para o salvar. Certo que a situação do jovem soldado constitui uma tragédia, e, a reivindicação do seu resgate legítima. Contudo, a partir desta situação, o governo israelita perpetua uma ocupação ilegal, faz 8000 prisioneiros, dos quais 350 crianças e adolescentes, de forma arbitrária.
Para Israel a captura do jovem militar é, evidentemente, um pretexto para uma operação programada para substituir o governo do Hamas (que emergiu de um processo democrático legítimo).
No processo de paz, o governo de Israel impõe termos que sacrificam a continuidade territorial necessária a um estado viável, ignora as tréguas que o Hamas cumpre há mais de um ano, e uma plataforma política assente em dois estados delimitados pelas fronteiras políticas de 1967.
Israel ignorando deliberadamente uma posição de diálogo, mantém em curso uma violação do direito humanitário, um crime contra a paz, um insulto ao futuro, e desenvolve uma visão de segurança que semeia perigos maiores do que aqueles que diz pretender evitar. Com o apoio dos Estados Unidos e o silêncio da EU a política expansionista de Israel acentua o seu carácter trágico e eterniza a violência.
Jorge Matos
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Quem parte e reparte...

Parece ser uma tarefa penosa a alteração do regime de pensões do Banco de Portugal, Sócrates prometeu alterar e passado mais de um ano e várias pensões recheadas voltou a dizer-se que ia mesmo mudar. O certo é que anda está tudo na mesma.
Sócrates deveria explicar porque de uma penada consegue mexer nas pensões de milhões de portugueses e é não difícil alterar o regime de pensões da meia dúzia de funcionários do Banco de Portugal que beneficiam de um estatuto que não tem qualquer justificação, a não ser pela aplicação do princípio segundo o qual "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é estúpido ou não tem arte".
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, julho 10, 2006

Os politicos vão a banhos

Cena quotidiana numa praia na linha de Cascais
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Retratos de Trabalho na Zona de Belém VI

A nossa Maria da Semana
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

A estátua

De tão desaparecido que anda, sem se saberem notícias de como decorrem os processos, em tempos passados, tão mediáticos, somos levados a pensar que o Procurador Souto Moura, já nada mais é que mais uma estátua no nosso degradado muro da justiça. Uma justiça que usa óculos no lugar de venda e que cai mais do que balança.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
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