Se há quem chore de alegria porque não haveremos de rir de tristeza. Todas as imagens deste blog são montagens fotográficas e os textos não procuram retratar a verdade, mas sim a visão do autor sobre o que se passa neste jardim à beira mar plantado neste mundo, por todos, tão mal tratado. A pastar desde 01 Jan 2006 ao abrigo da Liberdade de Expressão.
quarta-feira, março 17, 2010
De PEC em PEC lá vamos cantando e rindo
domingo, março 07, 2010
As "boas razões" de Gordon Brown
"Vencemos a batalha em quase sete dias, mas foram precisos sete anos para ganhar a paz no Iraque. Penso que estamos a desenvolver o conceito de uma paz justa e de como podemos gerir conflitos como este. Haverá intervenções de futuro e a cooperação internacional terá de ser muito maior do que foi".
sábado, janeiro 09, 2010
A Bruxa é outra, a maçã a mesma
Não conheço o texto de acordo que foi assinado mas já ouvi que o governo manteve as quotas para Muito Bom e Excelente e os sindicatos conseguiram garantir a progressão nos escalões para os professores avaliados com Bom. A carreira dos professores tem dez escalões com a progressão a acontecer de quatro em quatro anos (num dos escalões parece que é só de 2 anos). É toda uma carreira para só lá chegar perto da aposentação. O que a Ministra conseguiu foi fazer com que os classificados com Bom passem a poder ter de esperar sete anos para subir para o próximo degrau, o que muito provavelmente não vai permitir que nunca cheguem ao topo em tempo útil de carreira.
Nesta luta, que agora acabou, gostei de ver os professores unirem-se para lutar contra a injustiça, marcaram a diferença e fizeram-nos acreditar que a união é possível. Gostei de ver nascer uma plataforma onde se uniram todos os sindicatos. Não gostei de ver alguns muito preocupados em não deixar que esta luta tivesse chegado onde podia ter chegado, que tenham contemporizado e mesmo chegado mesmo a assinar memorandos de entendimento. Não gostei de ver a união da classe a esboroar-se mal prometeram um “rebuçado” a alguns dos professores. Não gostei de ver as outras carreiras da função pública não se terem unido aos professores engrossando a sua luta. Não gostei, como pai, de ver a recusa de união entre país e professores na defesa da escola pública de qualidade, optando antes por acusações mútuas. Não gosto de ver muitos parecer terem aprendido tão pouco nesta luta.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Os Miseráveis
Passa actualmente na rádio um anúncio de uma instituição bancária que nos tenta convencer a fazermos um PPR com o argumento de que, 1,5 euros por dia não representa mais que uma caixa de pastilhas, não representa nada. Para outros certamente representará muito, pois representa quase um decimo do seu salário o que, utilizando as contas do anuncio chega para 10 caixas de pastilhas por dia. Falta ainda pagar os impostos, a casa, transportes, água, luz, telefone, escola dos filhos, roupa, comida e as taxas que os bancos não deixam de cobrar, sobretudo nas contas que não conseguem manter saldos elevados durante todo o mês. Uma proposta de aumento de 10 euros é uma ofensa à dignidade de quem já tem trabalho precário, sem direitos e mal pago. Deviam ter vergonha.
segunda-feira, novembro 02, 2009
Novas caras no novo governo (4) + um velho conhecido
domingo, junho 21, 2009
A mentira Europeia da Irlanda
Pelos vistos teria valido a pena aos países fazer referendos pois conseguiriam com isso ganhar garantias e ficar livres de algumas obrigações.
Democracia? Respeito pela vontade Popular? Certamente não nesta União Europeia e certamente não com esta gente. Não vale a pena continuarmos com tretas e meias palavras e chamar os bois pelos nomes. Quem entrega a soberania de um país a outros países sem consultar a vontade popular é traidor a esse país. Em Portugal alguns já foram defenestrados e se calhar estava na hora de defenestrar alguns outros.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Não Ver, Não Ouvir e não Falar...nem ter vergonha na cara
Estes voos só podem ter cruzado espaço nacional com autorização do Ministério dos Negócios Estrangeiros e depois de consultado o Ministério da Defesa e sublinha que os arquivos dos dois ministérios têm de ter esta documentação. A passagem destes voos da CIA está a ser investigada há dois anos pelo Ministério Público.
A Procuradoria-Geral da República adia explicações e informa que, «logo que for proferido o despacho final no processo em curso, será dado conhecimento integral do mesmo, para completo esclarecimento dos cidadãos».
Agora já vem o Luís Amado, depois de ter andado anos a negar a existência de qualquer prova, dizer que estes dados não eram novidade para o ministério e que até foram eles que os forneceram à procuradoria. Esta gente não tem vergonha na cara, jura e desdisse-se como se mentir fosse algo natural. Esta leveza no tratamento do problema, o inocentar de culpas que colaborou na violação de direitos humanos, (o Nuno Rogeiro já veio apregoar que Portugal não violou nenhuma lei e que por isso não pode vir a ser acusado), só demonstra que continuam todos de acordo em branquear o problema e limpar as responsabilidades dos “Durões” da Cimeira das Lajes, e dos compadres que por cá pactuaram e ocultaram a verdade. Esta gente não presta.
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
O Preço da vida humana
«A questão dos direitos humanos não vai atrapalhar o diálogo com a China sobre a crise económica e as alterações climáticas, avisou ontem a secretária de Estado norte-americana. Hillary Clinton chegou a Pequim para a última etapa da sua ronda asiática.»
Está a Hilary a representar as ideias e estratégias do Obama ou simplesmente a pensar pela sua cabeça? (Não me admira que o Clinton procurasse consolo em outras camas, com uma serpente destas lá em casa). Como é que depois de dizerem isto podem apontar o dedo seja a que ditadura for? Será que há ditaduras boas, as ricas, e ditaduras más, as pobres? Pelos vistos é o negócio que fala mais alto e a vida humana continua a poder ser trocada com um punhado de dólares.
Quanto valerá a vida de cada um de nós para a administração Obama?
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
O Swing perfeito
Golfe. Se não estivesse a chover, quase que apostava que o Manuel Pinho devia andar por lá todo contente. Quanto ao Sr. Silva, se não fosse tão importante para o país o problema do “torneio de golfe”, (sobretudo para os que perderam ontem o emprego isso possa parecer estranho), seria o estar no estrangeiro, a visitar os pasteis de Belém, ou a cor da gravata não ser a correcta para nos informar porque não se compromete com nada. São assuntos de estado e não se comentam assuntos de estado. (o estado não somos todos nós?) Estou certo que os que vão perder o emprego amanhã também devem andar muito preocupados com o local onde se tratam os assuntos de estado… ou talvez não.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Oh Almeida vai ...
"A Confap tomará medidas para que serviços como o refeitório e a guarda das crianças continuem a funcionar em futuras greves de professores, nem que para isso tenha de recorrer ao Tribunal Constitucional". As greves de professores tornam-se "atentatórias dos interesses dos alunos e até dos seus direitos mais elementares, como comer"no refeitório. "O direito dos professores à greve não pode colidir com o direito dos alunos e das suas famílias. Espero que as organizações sindicais tenham a lucidez de não marcar mais nenhuma greve para este ano lectivo porque a escola pública fica seriamente ameaçada se se continuar por este caminho, de realizar uma greve por mês", afirmou.»
Sou pai e juro que este Sr. não me representa. Nunca lhe concedi esse direito nem nunca o faria. Só o andar a lambuzar-se e a babar-se para a Sinistra seria mais que suficiente para justificar esta recusa, mas ainda por cima afirma alarvidades sem qualquer sentido. Já todos compreendemos que aquilo que o está a preocupar não é a existência de uma escola onde as crianças vão aprender, mas sim um armazém para encafuar os filhos durante as horas de trabalho. Culpar os professores em greve, não por os seus filhos não terem aulas pode, mas não deve porque eles só estão a exercer um seu direito, mas culpa-los por a escola estar fechada é ridículo. Não são os professores que abrem ou fecham uma escola. Não são eles que servem refeições nem são vigilantes nem auxiliares nas escolas. Eles dão aulas, ensinam. É essa a sua função e não a de manter escolas abertas, … por enquanto.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
O anjo negro da injustiça
domingo, setembro 21, 2008
O Cambalhotas
Triplo Flick-flack para trás com mortal e meio encarpado com pirueta. Não foi este o salto com que foi “ilustrado” a reviravolta que este PS fez ao apresentar este código de trabalho e as acusações que fez, na altura, ao código do Bagão Félix, mas serve muito bem. Conseguiu ultrapassá-lo pela direita no liberalismo, desprotecção e roubo de direitos aos trabalhadores, apresentando uma proposta que a direita mais direitista deste país nunca tinha tido a coragem de apresentar. Por algum motivo os tenebrosos Bilderberg colocaram o Engenheiro no poder, um dito socialista, pois sabem que se estas propostas fossem apresentadas por um partido que se diga de direita, provocaria uma muito maior contestação social (está dito preto no branco nos documentos de estratégia da organização). Depois de ouvir as justificações do Vieira da Silva, fiquei convencido que a mentira é contagiosa, pois o Engenheiro parece estar a contaminar todos os seus ministros.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
sábado, setembro 06, 2008
Uma Circular Gávida
«Circular contraria incentivo à maternidade. Contratos de trabalho recusados em período de licença de parto.
No momento em que José Sócrates anunciava novos incentivos à maternidade, o Ministério das Finanças divulgava uma circular que limita o direito das mulheres a renovar contratos a prazo durante o período de gozo da licença de maternidade.
Eva é professora contratada há oito anos, tantos quantos adiou o sonho de ser mãe. Julgando-se protegida pelas novas medidas do Governo, decidiu engravidar. O filho tem agora dois meses; ela usufrui, actualmente, do segundo dos cinco meses de licença de maternidade a que tem direito. Mas a situação, afinal, é incompatível. Resultado: perdeu o lugar na escola onde havia sido colocada. - "Se quisesse trabalhar, teria de renunciar à licença de maternidade.»
in [JN]
Nem sei que dizer duma coisa destas. Quem no Ministério publica uma tal Circular é… nem sei como lhe chamar, pois mistura insensibilidade, com direitos, com estupidez, com uma total falta de senso. E má, tem de ser alguém mau, alguém que não tem uma vida ou pelo menos não se preocupa que outros não tenham uma. Um parvalhão a quem a subserviência ao poder tira todo o discernimento mas que mostra bem quais as politicas e os sentimentos que criam. Capitalismo a mostrar a cara.
domingo, agosto 31, 2008
O Chip
No mesmo dia em que o Sr. Silva promulga a lei que vai obrigar que rodos os carros sejam obrigados a ter o famoso “chip” que possibilitará a sua localização imediata, num importante passo em direcção ao “Big Brother” foi nomeado o novo Superpolícia, o Senhor de todas as policias, o Secretário-geral da Segurança Interna Mário Mendes, que trabalhará na cadeira do lado do Sócrates. Sabendo como o Engenheiro se comporta, que detesta ser contrariado ou criticado, que tem mau feitio, quer é arrogante, que é mau e que professa a doutrina Bildberguiana, não me deixa dormir descansado.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
sábado, agosto 09, 2008
Que comecem os jogos
Ontem, na cerimónia de abertura lá estavam os velhos donos do mundo, do Bush ao Putin, passando por um Sarkozy que chegou a falar de boicote para acabar como representante da Europa. São os velhos senhores, as velhas potências a prestar homenagem, ou melhor vassalagem ao novo Senhor. Liberdade, democracia, direitos humanos, tudo esquecem e aceitam em troco do negócio e das boas relações. Que comecem os jogos, mas só espero que no fim não fiquemos todos a perder.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
sábado, agosto 02, 2008
A Teia da Educação
Qual é o objectivo da escola? Ensinar? Educar? Fazer os “homens” do amanhã?
O Ministério que a tutela chama-se de educação, mas eu vejo-a como um lugar de ensino, onde os exemplos comportamentais sejam um complemento daquilo que aprendem em casa com os pais, aqueles que têm a obrigação e o direito de os educar. É à família que cabe saber que valores, que conceitos e princípios lhes querem transmitir. Que ferramentas civilizacionais lhes querem fornecer. Para a escola ficam o saber e as ferramentas que lhes permitam desempenhar uma tarefa, um trabalho. Juntos pais e escola devem fazer o homem, devem dar-lhe as ferramentas do futuro.
Li no jornal que o melhor aluno de cada escola vai receber um prémio de 500 euros. Também já os ouvi defender a ideia de ensinarem as vantagens do crédito e os fundamentos da economia liberal. Parece-me que aqui já está a escola, ou o estado, a meter-se com princípios onde não tem o direito para se imiscuir. É a mim como pai que cabe decidir se quero educar os meus filhos nos princípios da competitividade, do vale tudo para ser o melhor, da ânsia e na ganância do dinheiro, ou se prefiro falar-lhes de valores mais humanistas, de solidariedade, ajuda e companheirismo. Se eu não desejar que os meus filhos sejam educados no principio do prémio, mas sim na simples satisfação da consciência que fez bem? Não estou no meu direito? Deverei eu aceitar que a escola eduque os meus filhos em valores que não acredito e até desprezo?
Recuso esta teia em que a aranha da produtividade e da competitividade quer enredar os meus filhos. Não aceito que os tentem condicionar, já desde pequenos, em ideias que considero erradas e que não farão deles melhores seres humanos, só gente mais trabalhadora e obediente. Esse não me parece ser um bom objectivo de vida para ninguém, a não ser os donos do poder, os Bilderbergs, grandes e pequenos, que procuram modelar os nossos pensamentos. Se o estado tem dinheiro, não o gaste a corromper as mentes das nossas crianças, mas a dar-lhes condições de ensino. Pague condignamente a bons professores que lhes transmitam conhecimento e não comportamentos. Faça uma escola publica na qual todos possamos confiar e da qual nos possamos orgulhar. Não me parece que estejamos a ir no bom caminho.
Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
quarta-feira, julho 09, 2008
Onde está o "Mal estar difuso"?
Quando hoje ouvi as conclusões do relatório da SEDES fiquei um pouco admirado com as conclusões. Lembrava-me que há um ano o relatório da SEDES criticava este governo exactamente pelos razões contrárias às que agora apresenta. Fui confirmar e lá estava “Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”, concluindo “Em geral o Estado, a esfera formal onde se forma a decisão e se gerem os negócios do país, tem de abrir urgentemente canais para escutar a sociedade civil e os cidadãos em geral”.
Agora fala de eleitoralismo, de abrandamento de reformas e até coloca em causa o subsídio de desemprego defendendo que o estado devia subsidiar o emprego e não o desemprego. O que teria mudado para a posição da SEDES mudar tanto. Fui ver, foi o seu presidente que agora é Campos e Cunha, o primeiro ministro “remodelado” deste governo. Será essa a justificação ou simplesmente estamos a falar de gente que considera que governar tem obrigatoriamente de ser contra os cidadãos. Se o governo começar a ser eleitoralista, se com isso as condições de vida dos portugueses melhorar um bocadinho que seja, ainda bem. Melhorar essas condições devia ser a obrigação de um governo sempre. Estranha mentalidade a desta gente.
Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO
quarta-feira, junho 11, 2008
65 Horas de Trabalho Semanal...Porreiro pá
A Comissão Europeia já saudou o acordo político. “Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais uma vez, que a flexigurança pode ser posta em prática” »
Porreiro pá. Para quem tinha duvidas que esta Europa é dirigida por sabujos ao serviço dos tenebrosos Bilderberg espero que isto os ajude a pensarem no assunto. Quando o desemprego aumenta, quando a precariedade se está a transformar em regra, quando os direitos nos são retirados uma a um, quando aumenta a vigilância e a actividade policial em redor dos interesses dos poderosos, quando a pobreza aumenta assim como o fosso para os mais ricos, quando nos impõem um Tratado Europeu que coloca o poder e as decisões em mãos de quem nem é eleito, mas nomeado por gente que nem conhecemos, quando o estado social está a ser destruídos, que mais falta dizer. Que vão fechar os nossos filhos, logo desde pequenos, durante 11 horas nas novas super escolas, vigiadas, muradas, gradeadas e onde lhes vão ensinar a obediência, a subserviência para se tornarem em mão de obra barata, enquanto os pais são obrigados a um trabalho cada vez mais escravo e mal pago? Que mais falta dizer quando somos confrontados com esta realidade a ser construída debaixo dos nossos pés para percebermos que temos de fazer alguma coisa? Que temos de reagir, que temos de os travar já. O nosso futuro está a ser construído hoje por gente que não presta e se nada fizermos é nesse futuro que iremos viver. Se estão a contar com aqueles que elegeram para os travar não se esqueçam que, perante este amanhã, eles sorriem e dizem: - Porreiro pá.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI
sexta-feira, junho 06, 2008
E Agora?
E agora? Depois de ter a Avenida da Liberdade com mais de 200 mil que vai fazer a CGTP com esta manifestação? O Engenheiro já disse que não ficou impressionado com o número, não vai mudar de rumo nem alterar a proposta do novo Código do patronato. E agora? Ficaram marcadas manifestações distritais lá mais para o fim do mês. Será suficiente? Parece-me que não.
Já uma vez as ruas de Lisboa tinham visto 200 mil manifestantes a
Que fazer agora com estes 200 mil?
Acredito que mais dia, menos dia, a UGT vai fazer o papel para que lhe está destinado, vai chegar a acordo com o Governo e assinar a nova lei. O Engenheiro vai sair em hossanas, elogiando o diálogo e mostrando que o acordo com os sindicatos “responsáveis”, foi possível. A CGTP vai ficar de fora como sendo o mau da fita, mas infelizmente tudo isto parece fazer parte de um filme que já vi acontecer muitas vezes.
Está a CGTP com vontade de ir para a luta, para a rua, não em dias e horas marcadas para começar a desfilar e horas para ir para casa já mais aliviado de ter cumprido o direito a protestar. Ir para a rua, lutar e ficar lá. Ir para Belém, para S. Bento, para um sitio qualquer e manter a luta até que o Engenheiro e os seus amigos se impressionem e se preocupem. Até a pressão se lhes tornar insuportável que tenham de ceder. Não num acordo de cavalheiros em que os trabalhadores cedam direitos, mas em que ainda conquistem mais. Voltar a lutar, não para defender o que ainda nos resta, mas sim para reconquistar o muito que já nos tiraram. Está a CGTP com vontade de fazer isto ou vai uma vez mais deixar cair a vontade de 200 mil que se manifestaram em Lisboa, uma vez mais?
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17
segunda-feira, maio 19, 2008
Ditadura democrática
«José Sócrates explicou que, a reforma laboral, «esta reforma é da maior importância para o país que deve ter por base um novo consenso social que deve resultar da concertação». O primeiro-ministro assegurou que a reforma laboral vai avançar e garantiu que o novo Código de Trabalho vai ser posto em prática mesmo sem o acordo dos parceiros sociais, muito embora tenha dito que prefira a existência de um acordo.»
Concertação? Acordo? Anda o Engenheiro realmente à procura de um acordo ou de um “Ámen”? Que direitos e liberdades dá aos parceiros sociais que não concordem com a proposta apresentada? A de terem de estar de acordo? Diz o Engenheiro que a reforma vai avançar com ou sem acordo pelo que na prática a concertação é irrelevante e desnecessária. Há os bons, os que querem o avanço do país e, os maus que não aceitam nem calam a sua discordância. Há uma lei que nos vai ser imposta e o que nos pedem é que a aceitemos sem refilar. Anda o Engenheiro a correr para reuniões de militantes para tentar criar uma força que trave uma contestação social muito forte, isolando-a politicamente na esquerda. Quem não estiver de acordo é comunista ou está ao seu serviço. O Engenheiro sabe que a rua o pode matar. O Engenheiro assustou-se com os professores nas ruas. O Engenheiro compreendeu que a rua o pode matar. Haja vontade, haja participação na luta, vamos para a rua, vamos gritar não ao Engenheiro, não na prossecução de nenhuma estratégia partidária ou sindical mas na certeza que iremos até ao fim, até o derrotarmos.
Isto é o que eu defendo porque acredito que é possível ser feito, embora receie que possam fazer deste tempo o tempo certo para nos imporem esta lei pela calada, da celebração dos golos do Europeu de futebol ou entre dois mergulhos nos primeiros dias de calor e praia. A decisão tem de ser nossa, pois como sempre, o poder está nas nossas mãos, desde que unidas. Falta saber o que queremos e sabemos fazer com ele.
Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI





















