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sexta-feira, agosto 18, 2006

Desempregados de todos os países: UNI-VOS!

Nos últimos dias o governo tem veiculado a informação de que o desemprego está a descer no nosso país, baseando os números optimistas nos dois últimos trimestres e comparando-os com os do ano passado. Toda a gente sabe que nos meses que antecedem o Verão e durante a época de maior turismo, esse fenómeno é normal ocorrer, assim como é sabido que nos trimestres posteriores o desemprego volta a disparar. Trata-se de trabalho sazonal, precário e de curta duração. Uma vez terminada a época alta, as pessoas, na maior parte dos casos jovens que aceitam durante o período das férias trabalho ocasional, retomam as suas vidas. É por isso inaceitável que esse decréscimo fictício no número de desempregados seja usado para fazer propaganda do governo. Mas pior do que isto são outros métodos pouco honestos que estão a ser usados para falsear os números. Sei de quem tenha recebido um envelope do Centro de Emprego em plena época de férias, com um destacável para devolver ao respectivo centro caso a pessoa continuasse interessada em se manter inscrita como desempregada. No caso de o destacável não ser devolvido nos dez dias seguintes, a pessoa seria automaticamente retirada do Centro de Emprego. Este procedimento é absurdo por vários motivos: primeiro o desempregado inscrito no Centro de Emprego tem como dever participar ao centro que arranjou emprego e, se não o fez, deve continuar a ser considerado desempregado; segundo, porque não é durante o período de Verão, quando as pessoas se ausentam das suas residências que devem ser contactadas pelo correio. Em muitos destes casos, é provável que os sobrescritos tivessem ficado os dez dias numa caixa de correio que ninguém viu e que por esta via obscura muitas pessoas tenham ficado fora dos Centros de Emprego onde antes haviam perdido uma manhã inteira à espera da sua vez para se inscreverem, saindo de lá sem grandes expectativas de emprego. Tanto trabalho para se inscreverem; tanta facilidade para serem excluídas… é desta forma que as estatísticas animadoras com que hoje nos acenam foram conseguidas? Alguém aí acredita que de há um ano para cá foram criados em Portugal mais 48 000 novos postos de trabalho? Tudo mentira!

Considero hoje os desempregados a classe não-trabalhadora mais importante para a contestação das políticas neo-liberais. Os desempregados são hoje o novo calcanhar de Aquiles do capitalismo. Para eles não há soluções concretas, apenas deploráveis truques de prestidigitação como estes que hoje se propagandeiam. Os desempregados são cada vez mais e tendem a aumentar; os desempregados já não podem ser vistos como uns vadios que não querem trabalhar: todas as classes trabalhadoras correm hoje o risco de verem os seus postos de trabalho extintos de um dia para o outro devido a uma mera reestruturação com vistas a tornar a sua empresa mais competitiva e mais lucrativa; os desempregados hoje em dia não são só as pessoas de pouca instrução ou de deficiente formação profissional. Muitos são licenciados, com experiência profissional, com conhecimentos de línguas e informáticos. Pessoas válidas que se encontram marginalizadas por não serem boys, ou por não terem padrinhos ou por não serem eternamente jovens. Na verdade, as novas oportunidades que o governo apregoa que visam empregar licenciados nas empresas em regime de estagiários destinam-se apenas a jovens cujo prazo de validade não ultrapassa os 35 anos. Os outros, mesmo obedecendo a todos os requisitos ficam excluídos, mesmo tendo concluído a licenciatura há menos de um ano e apresentando uma considerável experiência profissional.

É por isso que considero que os desempregados são a nova força de contestação para fazer frente às políticas neo-liberais. São muitos, são aptos, estão disponíveis a participar em todas as formas de luta, não têm nada a perder. Só precisam de se organizar. O ideal seria a criação de uma organização que contactasse e congregasse a crescente massa de desempregados, que se revelasse capaz de os mobilizar para todas as formas de luta possíveis e imaginárias, já que os trabalhadores estão demasiado comprometidos para o poder fazer. Os trabalhadores temem hoje a greve, o abaixo-assinado, a contestação. Temem perder os seus empregos já tão instáveis e encontram-se cheios de dívidas, comprometidos pelos empréstimos que contraíram. De mãos e pés atados, não é com eles que se pode contar para reivindicar ou contestar seja o que for. Os desempregados, pelo contrário, estão livres, disponíveis e desesperados, nada mais têm a perder.

Desempregados de todos os países: UNI-VOS!

sábado, fevereiro 25, 2012

Desempregado com "Gestor de Carreira"


Os desempregados inscritos nos centros de emprego vão passar a ter um gestor de carreira, de modo a tornar mais fácil o seu regresso ao mercado de trabalho, segundo anunciou o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, no final do Conselho de Ministros no qual foi aprovada o Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego. O programa prevê ainda aumentar em 20 por cento o número de ofertas captadas pelo centro de emprego e aumentar o número de colocações de trabalhadores desempregados através destes centros em 50 por cento até 2013.

Assusta-me a imagem de desempregado com "Gestor da Carreira". Há carreiras melhores e há ministros que não merecem a que têm. Deve estar a contar com os "Pasteis de Nata" para aumentar em 50% o número de colocações de desempregados pelos centros até 2013. Se estas coisas se fizessem por decreto era tão fácil, não era?

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Governo apoia o trabalho precário

precariedade

O Governo vai alargar os apoios à contratação a prazo a todos os desempregados de longa duração com mais de 40 anos, satisfazendo as reivindicações das associações patronais e da Comissão Europeia. As empresas que contratem a termo pessoas com mais de 40 anos, que estejam à procura de emprego há mais de nove meses, terão um desconto nas contribuições a pagar à Segurança Social de 50% no primeiro ano e de 65% nos anos seguintes.

Quem não se lembra de ver esta gente a impor a nova Lei Laboral afirmando der esta a melhor forma de combater a precariedade no emprego. Nove em cada dez novos empregos são contratos a prazo e, a vantagem das empresas de pagarem menos imposto na contratação sem termo, perde-se agora nesta nova benesse ao patronato.
Também todos se lembram de assistirmos às mudanças feitas nas regras da Segurança Social, com a redução das reformas e aumento da idade a que a ela teremos direito, baseada na necessidade de garantirmos a sua sustentabilidade. Agora é ver essa mesma segurança social ser delapidada nas suas receitas e o seu dinheiro utilizado para tudo e mais alguma coisa. Não deve faltar muito para nos virem anunciar uma nova crise e na necessidade de fazer novas alterações que, como sempre, serão pagas por todos nós. Até quando vamos deixar esta gente delapidar o nosso presente e o nosso futuro?

PS: A UE há muito que reclamava por o o Estado dar apoios maiores ao emprego sem termo que ao emprego precário. Esta é a Europa nas mãos da qual depositamos o nosso futuro.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Call Center

Call Center

Ia colocar esta imagem simplesmente com uma legenda. Foi nessa altura que lia noticia do público sobre o assunto e da boa noticia que é a criação de 1200 postos de trabalho no interior deste país. Notei que “A PT vai lançar um concurso para seleccionar as empresas prestadoras de serviços que vão operar no novo centro”. “No âmbito do acordo que será hoje assinado, o município vai ceder os terrenos para a construção do novo centro, com uma área total de 3700 metros quadrados”. “Será dada prioridade a candidatos que tenham completado o 12º ano, garantindo desta forma a contratação de emprego qualificado “.“O centro, que deverá entrar em funcionamento dentro de 10 meses, vai contar com 600 posições de atendimento a clientes, o que representa cerca de 1200 postos de trabalho qualificado”. “A operadora tem apostado na criação destes centros no interior do país, uma vez que a rotação dos colaboradores é ali menor do que nos grandes centros urbanos, o que se reflecte na qualidade dos serviços prestados”.
Sou só eu que vejo aqui negócio puro e duro? O Estado vai dar o terreno, muito possivelmente impostos e subsídios para formação profissional. Os trabalhadores serão jovens, aqueles a quem dizem querer dar novas oportunidades, e que vão ter um emprego que eu detestaria ter, como detestaria imaginar uma vida a trabalhar numa caixa de supermercado, a ganhar um ordenado perto do mínimo. Até a justificação das razões da construção no interior do país é triste; nessas zonas os trabalhadores sabem que não podem abandonar aquele emprego, que não há mais nenhum, que aquela tem de ser a sua vida. Sabem que vão ter de aceitar a vontade do patrão, dos horários ao salário. Sabem que foram apanhados na engrenagem do sistema e que, a grande maioria, de lá não mais poderá sair.
É por estas e por outras que muitas vezes, até aquelas que são as boas noticias me deixam triste, não por mim, mas por aquilo em que estão a transformar este país.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

quinta-feira, maio 07, 2009

Um Vasco da Gama alimentado a papas Maizena

Vasco da Gama Erasmus

Paulo Rangel propôs ontem a criação de um novo programa, o Erasmus Emprego, que deseja seja chamado de Vasco da Gama, destinado especificamente à mobilidade de jovens à procura do primeiro emprego.
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta, considerou que as propostas feitas pelo cabeça-de-lista social-democrata às eleições europeias «já existem». Existe o INOV Contacto, para jovens licenciados, e o INOV Vasco da Gama.
Paulo Rangel voltou à carga afirmando que «Só faltava que quadros da Administração Pública» o viessem contestar e frisou que o programa Erasmus Emprego ou Vasco da Gama, que propôs, nada têm a ver com os «programinhas que tem a AICEP».
Foi a vez do ministro da Economia, Manuel Pinho se meter no barulho, afirmando que o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta".
«Sinceramente lamento as agressões verbais do senhor ministro da Agricultura no sábado e do senhor ministro da Economia hoje. Nada mais tenho a dizer», finalizou Paulo Rangel.

Maizena

Não seria melhor que se calassem todos e resolvessem de vez o problema do desemprego? Proíbam os despedimentos, utilizem os dinheiros gastos em subsídios de desemprego para financiar a manutenção dos postos de trabalho, (impedindo ao mesmo tempo a destruição da pouca actividade produtiva que nos resta) e utilizem os milhares de milhões dados aos Senhores da Banca para criar novos postos de trabalho e mais riqueza para o país. De fala baratos e de Calimeros estamos nós já fartos.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Desemprego

Desemprego

«Inscrições nos Centros de Emprego aumentaram 20 por cento em 2008.
O Instituto de Emprego e Formação Profissional registou no passado mês de Novembro mais de 59 mil novos inscritos, um crescimento de cerca de 25 por cento em relação a Novembro de 2008. Em termos absolutos, foi contudo Outubro o pior mês de sempre em termos de inscrições nos centros de emprego, com uma afluência de mais de 66 mil pessoas que perderam o posto de trabalho.»
In ” RTP

Isto enquanto o governo dizia que Portugal ia aguentar bem o embate da crise. Agora que já admitem que o pior está para chegar bem podemos começar já a imaginar que vem aí muito mais fome, miséria e que o desemprego vai disparar por aí acima. Infelizmente, hipnotizado pela comunicação social, este povo continua a não acordar e a exigir o fim das mentiras e deste sistema corrupto que enriquece alguns à custa de todos os outros. Falta trabalho neste país? Porquê?

Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acha normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar!
(FMI, José Mário Branco)

Portugal importa muito mais do que aquilo que exporta, Portugal não produz sequer o suficiente para suprir as suas necessidades, mas continuam a fechar a fábricas e as empresas (sobretudo as produtivas). A Europa paga para acabar com a agricultura, os patrões não investem e continua-se a dizer que o estado também não o deve fazer. O país endivida-se para fazer auto-estradas, TGV’s, aeroportos e mais um monte de infra-estruturas que servem para muito pouco, criando empregos temporários e sem futuro. Porque não investe o estado na produção, porque não cria empresas que possam suprimir as necessidades dos portugueses evitando que tenhamos de comprar tanto lá fora? A resposta é fácil, vem directamente da corrupção que faz que esta canalha ande a vender os interesses do país aos grandes grupos económicos mundiais. De que estamos à espera para correr com esta escumalha de uma vez por todas da nossa terra?

sábado, maio 23, 2009

Capataz Azevedo no Reino dos Criseminosos

Criseminoso

O empresário Belmiro de Azevedo afirmou que "estar empregado deve satisfazer praticamente toda a gente neste momento" e garantiu que "não há emprego para quem quer estar a passar os fins-de-semana com os pés na água".
Segundo o "patrão" da Sonae, "nos países que têm uma relação com os trabalhadores muito mais transparente, agressiva e pró-desenvolvimento, as pessoas mexem-se mais depressa e a economia começa a trabalhar mais depressa". "Nos países como Portugal e os nórdicos, onde as pessoas têm um discurso muito concentrado nos direitos adquiridos, qualquer dia estão agarradas a um caco muito pequenino no meio do mar e vão ao fundo com o caco", alertou. Para Belmiro, "o direito ao emprego deve existir, mas é preciso ser empregado e é preciso que o empregador exista também. Se o empregador desaparece o barco vai ao fundo".

Belíssima essa ideia de que devemos aceitar tudo só para manter o emprego. Provavelmente se o patrão decidir que ao toque do chicote trabalhamos mais devemos até agradecer-lhe. Não se preocupe o Sr. Belmiro que quando formos ao fundo com o caco lhe vamos dar a mão para ir connosco. Esquece o Belmiro que foi em Portugal que ficou rico com o suor dos portugueses. Esta gente enquanto os trabalhadores tiverem um direito que seja, enquanto este país tiver um único sistema social não vão descansar. (Até os países Nórdicos que lhes serviram de modelo são agora vistos como perigosos exemplos pelos direitos que concedem aos seus cidadãos). Aproveitam-se da crise de que são os principais responsáveis para imporem mais precarização, aumentarem os horários de trabalho e baixarem salários. Talvez esteja na hora de lhes darmos uma respostas, exigindo mais direitos e melhores salários em troca de não lhes darmos um pontapé no cú e assumirmos a auto-gestão das suas empresas. Todos os povos têm o poder de fazer revoluções se o poder vigente se mostrar incapaz de lhes garantir uma vida digna. Já não falta muito.

quinta-feira, maio 02, 2013

Fiando o desemprego


Parece que o nosso governo pensa despedir 20 mil trabalhadores do estado e aumentar a idade da reforma para os 67 anos como medidas para tapara os buracos que as suas politicas suicidas estão a criar todos os dias. Não vejo muito bem é como isto se coaduna com a agora tão apregoada politica para o emprego a não ser que a ideia seja despedir todos os portugueses e assim quando chegarmos aos 99% de desemprego, (salvam-se os deles os das suas famílias, amantes e amigos do peito), já não poderá subir mais. Nessa altura os seus planos de criação de emprego poderão começar a dar frutos. Quanto ao aumento da idade da reforma também deve ser para contribuir para o emprego jovem, terão é que antes de se sentarem na secretária retirar o cadáver do funcionário que lá morreu de velhice.

domingo, março 05, 2006

O Grito



Em Portugal cada vez é mais notório o fosso entre ricos e pobres. E se quem já nasceu pobre dificilmente poderá compreender ou mesmo imaginar determinadas quantias astronómicas de que hoje em dia se ouve tratar por tu cá tu lá quando se fala de grandes negociatas, também o contrário se parece verificar. A maioria dos nossos neo-liberalistas fala da pobreza alheia como se falasse de um filme. Não tem a mínima noção do que é não ter dinheiro para dar de comer aos filhos ou passar a noite ao relento numa escada. Fala de desemprego como se fosse uma situação banal e corriqueira, sem a qual o mundo não faria qualquer sentido, fazendo lembrar aquela concepção conformista, miserabilista, tacanha, salazarenta e, infelizmente, realista: “desde que o mundo é mundo, sempre houve ricos e pobres”. Só que os pobres estão a aumentar todos os dias, como o desemprego, o que até é normal que aconteça. Hoje em dia não basta nascer pobre, pode-se de repente ser tornado pobre. Não é preciso muito, basta que a empresa onde trabalhamos há vários anos entre em “reestruturação”; ou que a fábrica onde trabalhamos passe a ser mais lucrativa se for deslocada para a Polónia; ou que venha uma OPA e tome conta de empresa onde até então julgávamos ser uns gajos de sorte por ter um bom emprego. Basta isto, ou até menos que isto. Só que andam para aí uns gajos que devem julgar que nasceram com o cú voltado para a lua e que julgam ter direito a tudo (conta bancária choruda, carros de luxo, férias de sonho, Spas a toda a hora, piscinas, condomínios privados, fatos de marca à Padrinho, que agora curiosamente voltou a ser um sinal de status que toda a máfia das negociatas que se preza, desde o economistazeco até ao senhor empresário de sucesso, deve exibir, como uma fardeta distintiva); enquanto existem outros, os pobres coitados, de quem eles na verdade nem sequer sentem pena, apenas um certo nojo por não cheirarem a Boss, mas sim a miséria, que são considerados carne para canhão. Segundo a teoria economicista dos primeiros, estes não devem ter direitos, nem subsídios, nem educação, nem saúde, nem precisam de comer, pois quem não tem dinheiro, não tem vícios!
O meu vizinho era uma pessoa com uma vida normal: não era nenhum maltrapilho, tinha emprego, uma mulher mal empregada, mas que sempre ia levando um dinheirinho para ajudar e, ao menos isso, uma casa própria. Tem uns sessenta anos, o meu vizinho. Deixou de ser preciso como motorista e foi para o desemprego. Recebeu o subsídio enquanto pôde e a mulher lá ia ajudando. Um dia a mulher caiu quando fazia um recado à patroa. Estava perto e insistiu em ir para casa, cheia de dores no pé. Afinal tinha-o partido e a coisa estava feia. Teve que ser operada e quando ia a meio da fisioterapia a seguradora da patroa descartou-se das despesas. Alegou que não pagava nada porque ela tinha tido o acidente em casa.Tem oito testemunhas que viram o acidente e que a ajudaram mas também são uns pobres coitados e o advogado já disse que se a patroa se recusar a falar no tribunal, não vai ter grandes hipóteses. O pé começa a gangrenar e ela certamente não poderá mais ajudá-lo a ele, que está sem emprego, sem subsídio, sem nada. Dentro em breve terá todas as condições reunidas para se juntar à população crescente de desgraçados e só não será mais um sem-abrigo porque a única coisa que terá é a casa que é sua (se conseguir dinheiro para pagar a taxa autarquica ou não acabar por ter de a vender para poder comer).
Mas os senhores bem postos na vida, não falam com gente dessa, nem sequer devem ver filmes ou ler livros onde aparece gente dessa, e por isso não mostram ter a mínima consciência de que estas duras realidades existem. Dentro em pouco tempo tudo se passará como no Brasil. Levantarão de helicóptero do alto do seu condomínio privado e aterrarão na sua empresa privada para nem sequer correrem o risco de se cruzarem com essa ralé. E continuarão obstinadamente a aumentar a fasquia do lucro, a gerar mais desemprego e a subverter todas as formas de protecção social, não olhando a meios para atingir os seus fins, desprovidos de princípios humanistas, sem pensar nos vindouros, vivendo a todo o gás a era do capitalismo desenfreado.

terça-feira, janeiro 03, 2006

“Até neste país de pelintras se acha normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar “ -JoséMário Branco -FMI, (1979)

Muito se tem debatido neste jardim a questão do público e do privado. Com a crescente vaga Neo-liberal-capitalista tem ganho força a ideia de que o que é privado é que é bom. Para o estado fica a responsabilidade de não se intrometer nos negócios privados, promover eleições para demonstrar que estamos numa democracia participativa e fazer alguma caridadezinha para com os mais pobres. Não muita que o estado deve reduzir as suas despesas ao mínimo e deixar que os privados tomem todas as decisões importantes.
Sob a capa do “utilizador pagador”, desde a educação à saúde, passando pela segurança social, tudo deve ser privado e pago. O cidadão-trabalhador deve acabar sendo substituído pelo trabalhador-empresa. Ou seja cada Português é uma empresa e é nessa qualidade que seria sub-contratado para prestar serviços. Assim sendo não haveria qualquer necessidade de lei laboral. Atingiríamos o nirvana capitalista, e quem não tivesse pernas para acompanhar o ritmo seria deixado para trás e abandonado à sua sorte na esperança de poder, ainda, vir a ser apanhado pelo carro vassoura do estado. Já estou a ver todas as tascas deste país a mudarem de nome para Clube empresarial.
-Oh Manel, vamos ali ao Clube empresarial “A ginjinha do beco” beber um bagaço. Espectáculo!
Voltando à realidade o que podemos assistir em Portugal neste momento, é que esse liberalismo vai ganhando mais espaço, mas as coisas continuam sem funcionar. O Estado não faz porque os privados acham que não lhe cabe a ele, Estado, fazer e os privados não fazem porque simplesmente não fazem. Investir, arriscar…está quieto oh meu. Os privados devem fazer, mas não sou eu são os outros. Assim sendo ninguém faz. Ou seja "Não fodem nem saem de cima". E o que faz o estado? Como não pode criar empresas para delas tirar lucros acaba a dar subsídios, a construir estradas, pontes, estádios, TGV’s e aeroportos para depois entregar a sua exploração aos ditos privados. Esta é, neste momento, a única ferramenta que possui para tentar incentivar a economia, criar emprego (embora temporário) e assim tentar sair desta crise com a forma de pescadinha de rabo na boca. Já se viu que assim não dá.
Perante esta incapacidade mostrada pela iniciativa privada de criar riqueza deve o estado assumir a responsabilidade e investir na criação de meios de produção que possam criar emprego e riqueza para o país. É concorrência desleal com a iniciativa privada? Que seja, o que é criado pelo estado é de todos nós e deve sobrepôr-se aos interesses de quem aposta somente no lucro fácil. Vamos acabar com esta palhaçada e pôr este país a funcionar. Vamos ajudar a nossa agricultura com apoio técnico para que os nossos campos voltem a estar cultivados e a nossa indústria para que os Portugueses voltem a ter emprego. Querem produtividade então criem as ferramentas para que possamos todos trabalhar e produzir.

quarta-feira, novembro 09, 2011

A Almofada Orçamental



O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse que não há alternativa no Orçamento do Estado para 2012 que permita manter um dos subsídios salariais na função pública. «O orçamento não tem folgas, foi difícil de ser construído. Será muito difícil de ser executado, porque não há almofadas, não temos alternativa», disse Miguel Relvas, reagindo à proposta do PS de cortar apenas um dos subsídios.

Para nós parece que não há almofadas mas eles querem dormir em colchões de dinheiro roubado aos cidadãos num orçamento cheio de inconstitucionalidades e ilegalidades mas eles querem tornar inevitável. Esqueceram-se de cortar nas gorduras do estado e até se lembraram de aumentar os consumos intermédios que, quando eram oposição, afirmavam seria mais que suficiente para resolver todos os nossos problemas de défice. divida externa e sei lá que mais. O pior é que emagrecer é difícil e os consumos são onde as mãos são mais rápidas que o olhar. Não lhes bastava serem mentirosos quando afirmaram que não iriam subir os impostos para serem também pulhas quando roubam salários, direitos e a esperança a quem vive honestamente do seu trabalho.

Um pequeno exemplo que nos custa 3.056.829,58 Euros por ano.

Lista constante do site do governo
1.Nome:João Montenegro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi vice-presidente da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.287,08 euros

2. Nome:Paulo Pinheiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto do gabinete de Durão Barroso
Vencimento: 3.653,81 euros

3.Nome: Carlos Sá Carneiro
Cargo: Assessor do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi adjunto de Pedro Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.653,81 euros

4.Nome: Marta Sousa
Cargo: Assessora do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Responsável por deslocações e imagem de Passos Coelho enquanto líder do PSD
Vencimento: 3.653,81 euros

5.Nome: Inês Araújo
Cargo: Secretária do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi secretária do Governo PSD chefiado por Pedro Santana Lopes
Vencimento: 1.882,76 euros

6.Nome: Joaquim Monteiro
Cargo: Adjunto do primeiro-ministro
Ligação ao PSD: Foi deputado do PSD entre 1983 e 1985
Vencimento: 3.287,08 euros

7.Nome: Raquel Pereira
Cargo: Adjunta do ministro das Finanças
Ligação ao PSD: Foi adjunta no gabinete do Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Miguel Frasquilho e chefe de gabinete da secretária de Estado Maria do Rosário Águas.
Vencimento: 3.069,33 euros

8.Nome: Rodrigo Guimarães
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete de Morais Leitão no Governo Santana
Vencimento: 4.791 euros

9.Nome: Gonçalo Sampaio
Cargo: Adjunto do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Ex-candidato a deputado pelo PSD e presidente da secção B do PSD Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros

10.Nome: Cláudio Sarmento da Silva
Cargo: Assessor do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Eleito membro da Assembleia da freguesia da Costa da Caparica pelo PSD
Vencimento: 3.356,34 euros

11.Nome: Paulo Cutileiro Correia
Cargo: Adjunto do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Ex-vereador da Câmara Municipal do Porto
Vencimento: 3.183,63 euros

12.Nome: Ana Santos
Cargo: Assessora do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Fez parte da equipa, que, no Instituto Francisco Sá Carneiro, elaborou o programa do PSD para as últimas eleições
Legislativas; Ex-dirigente da Universidade de Verão.
Vencimento: 3.356,34 euros

13.Nome: Nuno Maia
Cargo: Adjunto de imprensa do gabinete do ministro da Defesa
Ligação ao PSD: Foi assessor no grupo parlamentar do PSD quando Aguiar Branco era líder
Vencimento: 3.183,63 euros

14.Nome: Marta Santos
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Foi assessora de António Prôa, vereador do PSD na Câmara Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.183,63 euros

15.Nome: João Pedro Saldanha Serra
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Ex-líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.892,54 euros

16.Nome: João Miguel Annes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Ligação ao PSD: Presidente da JSD Algés/Carnaxide . Faz parte do Conselho Nacional do PSD.
Vencimento: 3.183,63 euros

17.Nome: Rita Lima
Cargo: Chefe de gabinete do ministro da Administração Interna
Ligação ao PSD:Foi chefe de gabinete de Regina Bastos, secretária deEstado da Saúde no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.892,53 euros

18.Nome: Jorge Garcez
Cargo: Assessor do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna
Ligação ao PSD:Secretário-Geral Adjunto da Comissão Política Nacional da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros

19.Nome: António Valle
Cargo: Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Assessor de comunicação de Passos Coelho na São Caetano à Lapa
Vencimento: 3.069,33 euros

20.Nome: Ricardo Sousa
Cargo: Adjunto do Sec. de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Delegado ao Congresso do PSD pela JSD
Vencimento: 3.069,33 euros

21.Nome: Nuno Correia
Cargo: Chefe de gabinete do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Ex-candidato do PSD à Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
Vencimento: 4.542.00 euros

22.Nome: Ademar Marques
Cargo: Adjunto do Sec. de Est. Adj. do Ministro Adj. dos Assuntos Parlamentares
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Peniche
Vencimento: 3.069,33 euros

23.Nome: Marina Resende
Cargo: Chefe de gabinete da Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade
Ligação ao PSD: Ex-assessora do Grupo Parlamentar do PSD (Junho)
Vencimento: 3.892.53 euros

24.Nome: Ricardo Carvalho
Cargo: Adjunto do Secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação ao PSD: Secretário da Junta de Freguesia Prazeres, eleito pelas listas do PSD
Vencimento: 3069,33 euros

25.Nome: João Belo
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Administração Local e Reforma
Ligação ao PSD: PSD/Coimbra
Vencimento: 3069,33 euros

26.Nome: André Pardal
Cargo: Especialista do gabinete
Ligação ao PSD: Vice-presidente da JSD; Delegado no último Congresso do PSD (XXXII)
Vencimento: 3069,33 euros

27.Nome: Diogo Guia
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Membro da Assembleia Municipal Torres Vedras pelo PSD
Vencimento: 3.892.53 euros

28.Nome: Sónia Ferreira
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude
Ligação ao PSD: Candidata a deputada pelo PSD nas últimas eleições Legislativas
Vencimento: 3.069,33 euros

29.Nome: Manuel Martins
Cargo: Adjunto do Ministro da Economia e do Emprego
Ligação ao PSD: Integrou as listas do PSD à junta de freguesia de Santa Isabel; Delegado ao Congresso do PSD
Vencimento: 3.069,34 euros

30.Nome: Álvaro Reis Santos
Cargo: Chefe de gabinete do sec. de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-vereador do PSD na Câmara Municipal de Ovar
Vencimento: 3.892,53 euros

31.Nome: Quirino Mealha
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Colaborou com o Instituto Sá Carneiro
Vencimento: 3.463,49 euros

32.Nome: Jaime Bernardino Alves
Cargo: Adjunto do secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional
Ligação ao PSD: Ex-presidente da Comissão Política do PSD/Resende
Vencimento: 3.069,34 euros

33.Nome: Rui Trindade
Cargo: Especialista do gabinete do sec.de Estado Adj.da Economia e do Desenv. Regional
Ligação ao PSD: Deputado na Assembleia de freguesia de Mafamude pelo PSD
Vencimento: 3.069,34 euros

34.Nome: Isabel Nico
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD Foi adjunta do sec. de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, num Governo PSD
Vencimento: 3.069,34 euros

35.Nome: Amélia Santos
Cargo: Chefe de gabinete do Secretário de Estado do Emprego
Ligação ao PSD:Foi chefe do Gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas, José Castro, no Governo de Durão Barroso
Vencimento: 3.892,53 euros

36.Nome: Carla Mendes Sequeira
Cargo: Especialista no gab. do sec. de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação
Ligação ao PSD: Em 2006 era membro do Conselho Nacional do PSD
Vencimento: 4.297,75 euros

37.Nome: Margarida Benevides
Cargo: Especialista no gabinete do sec. de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi delegada ao XIX Congresso Nacional da JSD em 2007
Vencimento:3.069,34 euros

38.Nome: Carlos Nunes Lopes
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Presidente do PSD/Mangualde
Vencimento:3.892,53 euros

39.Nome: Marcelo Rebanda
Cargo: Chefe do gabinete do Sec. de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ligação ao PSD: Foi adjunto da secretária de Estado do Turismo
Vencimento:3.069,34 euros

40.Nome: Eduardo Diniz
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura
Ligação ao PSD: Foi assessor do gabinete do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Fernando Bianchi de Aguiar num anterior Governo PSD
Vencimento:3.892,53 euros

41.Nome: Joana Novo
Cargo: Chefe do gabinete do Secretário de Estado da Agricultura
Ligação ao PSD: Candidata a deputada municipal de Viana do Castelo nas autárquicas de 2009 na coligação PSD-CDS
Vencimento:3.069,33 euros

42.Nome: Ana Berenguer
Cargo: Adjunta do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunta do secretário de Estado Adjunto e das Pescas, Luís Filipe Gomes, no Governo de Durão Barroso
Vencimento:3.069,33 euros

43.Nome: Paulo Assunção
Cargo: Especialista do gabinete do Secretário de Estado do Mar
Ligação ao PSD: Foi adjunto do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Presidência, Feliciano José Barreiras, no Governo de Santana Lopes
Vencimento:2.167,56 euros

44.Nome: Tiago Cartaxo
Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Conselheiro Nacional da JSD; candidato derrotado à liderança da JSD
Vencimento: 3.069,33 euros

Cargo: Especialista no gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Presidente do Gabinete de Estudos do PSD/Cascais
Vencimento: 3.069,33 euros

46.Nome: Nuno Botelho
Cargo: Apoio técnico ao gabinete do Sec. de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Vereador do PSD na Câmara Municipal de Loures
Vencimento: 1930 euros

47.Nome: Paulo Nunes Coelho
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Local de Miguel Relvas, no Governo Durão
Vencimento: 3.892,53 euros

48.Nome: António Lopes
Cargo: Adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território
Ligação ao PSD: Foi candidato à Câmara Municipal da Azambuja pelo PSD
Vencimento: 3.069,33 euros

49.Nome: Ricardo Morgado
Cargo: Especialista/Assessor do Secretário de Estado do Ensino Superior Ligação ao PSD: JSD
Vencimento: 2505,47 euros

50.Nome: Francisco José Martins
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PSD
Vencimento: 3.892,53 euros

51.Nome: Francisco Azevedo e Silva
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Ex- chefe de Gabinete de Manuela Ferreira Leite
Vencimento: 3.069,33 euros

52.Nome: José Martins
Cargo: Adjunto do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Ligação ao PSD: Adjunto do Secretário de Estado da PCM, Domingos Jerónimo no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros

53.Nome: Ana Cardo
Cargo: Especialista jurídica no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete de Teresa Caeiro (CDS), no Governo Santana Lopes
Vencimento: 3.069,33 euros

54.Nome: Luís Newton Parreira
Cargo: Especialista no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Presidente da secção D do PSD Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros

55.Nome: João Villalobos
Cargo: Assessor no gabinete do secretário de Estado da Cultura
Ligação ao PSD: Prestação de serviços de assessoria em Comunicação Social e New Media, junto Gabinete dos Vereadores PPD/PSD na Câmara Municipal de Lisboa
Vencimento: 3.163,27 euros

56.Nome: Inês Rodrigues
Cargo: Adjunta da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário
Ligação ao PSD: Adjunta do gabinete da secretária de Estado da Educação, Mariana Cascais, no Governo de Durão Barroso
Vencimento: 3.069,33 euros

57.Nome: Marta Neves
Cargo: Chefe de gabinete do ministro da Economia
Ligação ao PSD: Adjunta do ministro as Actividades Económicas e do Trabalho, Álvaro Barreto, no Governo de Santana Lopes
Vencimento: 5.821,30 euros

58.Nome: Fernando Faria de Oliveira
Cargo: Chairman da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado do PSD

59.Nome: António Nogueira Leite
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Conselheiro económico do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho

60.Nome: Norberto Rosa
Cargo: Vice-presidente da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado em Governos PSD (Cavaco Silva e Durão Barroso)

61.Nome: Nuno Fernandes Thomaz
Cargo: Vogal da Comissão Executiva da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Ex-secretário de Estado de Santana Lopes

62.Nome: Manuel Lopes Porto
Cargo: Presidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD: Presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, eleito nas listas do PSD

63.Nome: Rui Machete
Cargo: vice-pesidente da Mesa da Assembleia-geral da CGD (Sector Empresarial do Estado)
Ligação ao PSD Ex-presidente do PSD

64. Nome: Joana Machado
Cargo: Assessora do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Integrou as listas do CDS-PP para a Assembleia Municipal de Lisboa nas autárquicas de 2001
Vencimento: 2.364,50 euros

65. Nome: André Barbosa
Cargo: Assessor do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Ex-assessor do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Vencimento: 2.364,50 euros

66. Nome: Tiago Leite
Cargo: Chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna
Ligação ao CDS: Candidato do CDS a Presidente da Câmara de Santarém nas autárquicas de 2009 e nº3 na lista de deputados à Assembleia da República nas últimas eleições Legislativas.
Vencimento: 3.892,53 euros

67. Nome: José Amaral
Cargo: Chefe de gabinete dSecretária de Estado do Turismo
Ligação ao CDS: Candidato nas Europeias como suplente, nas listas do CDS.
Vencimento: 3.892,53 euros

68. Nome: Antero Silva
Cargo: Adjunto da ministra da Agricultura
Ligação ao CDS: Líder do grupo municipal do CDS/PP na assembleia municipal de Vila Nova de Famalicão e membro da JP
Vencimento: 3.069,33 euros

69. Nome: Carolina Seco
Cargo: Adjunta Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural
Ligação ao CDS: Era a nº3 da lista à Assembleia da República pelo CDS no distrito de Viana do Castelo
Vencimento: 3.069,33 euros

70. Nome: Tiago Pessoa
Cargo: Chefe do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Presidente do Conselho Nacional de Fiscalização do CDS
Vencimento: Vencimento de origem (HS-Consultores de Gestão, SA)

71. Nome: João Condeixa
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Candidato pelo CDS em Lisboa nas últimas Legislativas
Vencimento: 3069,33 euros

72. Nome: Diogo Henriques
Cargo: Adjunta do gabinete ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ligação ao CDS: Chefe de gabinete da presidência do CDS-PP.
Vencimento: 3069,33 euros

73. Nome: Arlindo Henrique Lobo Borges
Cargo: Assessor do Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar
Ligação ao CDS: Deputado municipal pelo CDS em Braga
Vencimento: 3069,33 euros.

TOTAL:
3.056.829,58 Euros por ano.

sexta-feira, maio 18, 2007

Cada um albarda-se como quer

Desemprego cai 10,4% em Abril
O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego diminuiu 10,4 por cento em Abril, face ao período homólogo de 2006, segundo dados do IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional).
In "TSF"
Taxa de desemprego nos 8,4% no último trimestre
A taxa de desemprego estimada para o primeiro trimestre de 2007 foi de 8,4 por cento, mais 0,7 pontos percentuais que no mesmo período de 2006, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas).
in "TSF"

Falta saber se as três personagens da imagem estão a festejar o êxito do governo na baixa dos números do IEFP, ou do êxito da teoria para o desenvolvimento económico com os do INE. É que em tempos, ouvi o Santana Lopes afirmar que só haveria verdadeiro desenvolvimento quando a taxa de desemprego atingisse os 12%, apresentando como exemplo o que aconteceu em Espanha. Claro que da parte dos Sócretinos são os números do IEFP que contam, para a oposição os do INE. Lixados, como sempre, são aqueles que sofrem na pele o desemprego e que vão engrossando a pobreza em Portugal.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Janelas para o amanhã

"Se lhe fecharmos a porta à flexibilidade no emprego ela nos vai entrar pela janela."
Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e Segurança Social

Avisa-nos o Sr. Ministro, que a flexisegurança, ou outra coisa qualquer do género, com esse ou outro qualquer nome, mas que representará sempre uma menor segurança no emprego e na vida, vem ai e, que se lhe fecharmos a porta ela nos vai entrar pela janela. A inevitabilidade do aviso demonstra a falta de consciência social e o liberalismo deste governo "socialista". Para nós, comuns mortais, ferramentas descartáveis dos deuses do lucro, é difícil entender esta incapacidade governativa de defender a nossa casa. Temos de manter a porta aberta ao ladrão ou ele assalta-nos pela janela. Ladrões deste país, aproveitem que em casa do Sr. Ministro até vos deixam a porta escancarada para vos evitar o trabalho de terem de entrar pela janela.

Hoje ficámos a saber que a taxa de desemprego atingiu o valor mais alto dos últimos vinte anos. Já sabíamos que, apesar dos nossos salários serem dos mais baixos da Europa e pagarmos dos impostos e preços mais altos, estamos a perder poder de compra todos os dias. Já sabíamos como funcionam os serviços e a segurança social, de como a justiça é incapaz de controlar a corrupção que alastra tanto no meio político como no empresarial. Já sabíamos isso e muito mais, pelo que sabemos muita coisa. Também sabemos que muitas disto que sabemos está a acontecer porque seguimos no rio da liberalização do capitalismo global. Globalização esta que está a criar cada vez mais desigualdades no mundo, a destruir o ambiente e os recursos naturais, e a provocar cada vez mais guerras e mais terrorismo. Não será altura de questionarmos se não haverá outros caminhos que possamos escolher? Não existirão outras vias em que não tenhamos de manter as nossas portas abertas a qualquer “vampiro” que por elas queira entrar? Eu digo que sim e que é urgente garantir a segurança desta nossa casa já tão devassada.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

quarta-feira, abril 03, 2013

Quem é afinal este Álvaro?


Ontem li por aí que o Super Álvaro, o Santos Pereira estava a preparar uma estratégia, mais uma, para apresentar na Concertação social para a criação de emprego. Não dizia qual era essa estratégia, mas a ver pelas anteriores deve passar uma vez mais por facilitar os despedimentos, reduzir as indemnizações, aumentar o horário de trabalho, a idade da reforma e até possivelmente por redução de salários. A ideia que me dá é que quando conseguirem que só os amigos a quem arranjaram um tacho tiverem emprego, os números do desemprego deixarão de subir mais e muito provavelmente até poderão anunciar que esse número começou a baixar.
Há muito que me questiono porque razão um tão excepcional professor de uma tão importante universidade canadiana, foi o que nos disseram na altura, aceita continuar a fazer parte de um governo onde não faz nada, onde é maltratado pelos outros ministros num país em que a população o vê como um palhaço incompetente e a comunicação social não se cansa de anunciar a sua remodelação. Pelo salário não será certamente pois um professor de uma tão conceituada universidade no Canada deve ganhar bem mais que um reles ministro. Então porque raio não manda o Passos Coelho passear e apanha o avião de regresso? A única razão que posso descortinar é a de que ele talvez não fosse um professor mas não passe de um simples continuo, ou um jardineiro ou até empregado de limpeza da dita universidade. Eu pelo menos, se fosse reitor de uma, não o contrataria para mais nada.


quinta-feira, maio 01, 2008

1º Maio - Dia do Trabalhador

1º Maio

Imagem adaptada de foto de Dionísio Leitão e retirada do blog Catedral

Não sei quanto tempo mais vai este dia 1º de Maio ser festejado como o dia do trabalhador. Com a desculpa de acabar com o trabalho precário esta nova lei laboral que o governo pretende aprovar, torna-nos a todos precários, sem qualquer segurança no emprego e defesa contra a prepotência de um qualquer patrão. É por isso que esta marcha de quem trabalha ameaça vir a tornar-se a marcha dos desempregados.
Está na hora de mostrarmos que ainda somos gente, que ainda sabemos e queremos lutar por uma vida digna, que nos recusamos a aceitar este caminho que nos escolheram. Queremos ser senhores dos nossos destinos e não desistiremos enquanto não o conseguirmos, nem que para isso tenhamos de despedir os Senhores que nos oferecem só miséria.

Primeiro despediram os Bancários, mas eu não me importei, não sou bancário
Depois despediram os operários dos têxteis, mas eu não sou operário têxtil.
Depois despediram os sindicalistas, mas eu não liguei, não sou sindicalizado
Depois despediram uns e outros, mas eu não me importei, tinha emprego
Agora despediram-me a mim, mas todos os que lutavam já foram despedidos

Adaptado de um Poema de Bertold Brecht

terça-feira, abril 28, 2009

Ruptura

 POUS

A partir de hoje e até à véspera das próximas eleições este blog, ou seja eu, deixará de ser desalinhado e vai apoiar a campanha do POUS às Europeias. Revejo-me na ideia da proibição dos despedimentos. Acredito que o Estado deve assumir a nacionalização e a viabilização das empresas em defesa do emprego. Quantos despedimentos poderiam ter sido evitados se os milhares de milhões enterrados na Banca, nos BPN, no BPB, estivessem a ser utilizados na defesa do emprego? Utilizados, para evitar o desespero da pobreza para mais de meio milhão de Portugueses, para evitar o desmantelamento do que ainda resta do sistema produtivo do país.
Revejo-me também no darem voz a um grupo de cidadãos (a RUE), que defende a Ruptura com a União Europeia. Mais de 70% da nossa legislação já se apoia em directivas comunitárias. É a instituição política em que menos os cidadãos têm direito de escolha e é aquela que define a ideologia pela qual nos regemos. Que nos diz que temos de viver num estado com uma política económica capitalista e liberal. Por tornar impossível a um partido que não defenda essas políticas aplicar as suas idéias económicas e sociais. Não nos é possibilitado o direito de escolhermos o nosso caminho. Só a ruptura com esta UE nos devolverá a liberdade de escolha. Apoio o POUS nestas eleições porque propõe uma efectiva ruptura com o sistema.

Quanto ao dia das eleições ainda me balanço sobre o voto no POUS, ou apostar na abstenção. Em nenhum caso farei grande dano ao poder, mas algum fará certamente. Com que legitimidade ética, poderiam defender a legitimidade representativa de um parlamento europeu, se oitenta ou noventa por cento dos cidadãos não votarem nestas eleições? O medo que mostraram dos referendos para a Constituição Europeia e a chantagem tremenda que estão a fazer sobre o povo Irlandês por a ter chumbado, no único caso em que não puderam evitar que se fizesse, mostra que não é a democracia nem a vontade dos cidadãos aquilo que mais os move. Depois direi aqui qual será a minha opção de voto.

terça-feira, setembro 04, 2007

O Código Da Vinci - Ron Howard

"Questiono-me sobre se não estaremos no limiar da eficácia das políticas tradicionais de protecção social", disse Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção perante a sessão plenária do Parlamento Europeu. Referiu também que "é necessário reconhecer a necessidade de o modelo social se adaptar aos novos desafios e aos novos contextos do mundo global e da sociedade de informação e do conhecimento". Considerando que o desemprego é a principal causa de pobreza na UE, apelou para um maior e melhor crescimento económico, lembrando o objectivo da Estratégia de Lisboa de aumentar as taxas de emprego da UE para um limiar de 70 por cento até 2010. Destacou o empenho da presidência portuguesa da União Europeia "no avanço da construção" europeia e apelou «à convergência de esforços para que o novo Tratado possa ser concluído sob a presidência portuguesa», de modo a que a UE possa concentrar-se "nos desafios que preocupam os cidadãos europeus".

Ando um bocado farto destes discursos em que falam, falam e não dizem nada, ou pior que dizem por código aquilo que não têm coragem de dizer abertamente. Toda esta preocupação com a protecção social, que nunca demonstrou quando teve a responsabilidade governativa e todos os meios financeiros para a resolver, é no mínimo hipócrita, sobretudo quando a única solução que apresentou até hoje, como Presidente da Republica, é a de uma maior responsabilização da sociedade civil, transferindo para o cidadão as responsabilidades que pertencem ao Estado e para a qual já todos contribuímos com os elevados impostos que pagamos. Não é na “caridadezinha” que se resolvem os problemas que o liberalismo capitalista do tal mundo global que tanto defendem nos cria a todos. Eles são os principais responsáveis pela fome, miséria e pobreza que existem, são eles os principais responsáveis por haver cada vez mais gente sem trabalho e sem esperança. Dizem promover o conhecimento e as melhores qualificações para os jovens para depois os deixarem sem emprego quando acabam os seus estudos. Quando se dá mais valor ao dinheiro e à especulação que às pessoas dificilmente se pode falar de um estado social ou num modelo social europeu. Basta ver os belos objectivos da EU em querer que só 30% dos seus cidadãos estejam no desemprego em 2010, como sendo algo de positivo sobretudo se pensarmos que isso representa mais de 100 milhões de pessoas.
Mas, vem ai a panaceia que tudo vai resolver, o famoso tratado que andam a desejar aprovar por debaixo da mesa e à revelia das populações.
Já todos conhecemos bem estes discursos e os códigos que se escondem por detrás das suas palavras. Afinal é o palrar normal do homem da bomba de Boliqueime.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

O Swing perfeito

 O swing

O chefe de Estado, Cavaco Silva, esteve de manhã numa prova desportiva com fins solidários, em Cascais."Estamos aqui num torneio de golfe. Não se tratam de assuntos de Estado, podemos assim dizer", afirmou, enquanto ostentava um semblante confiante e sorridente.

Golfe. Se não estivesse a chover, quase que apostava que o Manuel Pinho devia andar por lá todo contente. Quanto ao Sr. Silva, se não fosse tão importante para o país o problema do “torneio de golfe”, (sobretudo para os que perderam ontem o emprego isso possa parecer estranho), seria o estar no estrangeiro, a visitar os pasteis de Belém, ou a cor da gravata não ser a correcta para nos informar porque não se compromete com nada. São assuntos de estado e não se comentam assuntos de estado. (o estado não somos todos nós?) Estou certo que os que vão perder o emprego amanhã também devem andar muito preocupados com o local onde se tratam os assuntos de estado… ou talvez não.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Durão o aldrabão


Durão Barroso garantiu que "A Comissão Europeia reconhece ao Tribunal Constitucional português como ao tribunal constitucional de qualquer país, o direito  – mais, o dever – de verificar se as normas adoptadas [pelos parlamentos] são ou não compatíveis com a respectiva Constituição".
"O que a Comissão Europeia tem o dever de fazer é, isso, sim, salientar aquelas que podem ser as implicações de determinadas decisões", sublinhou. O que significa que se o TC considerar inconstitucionais "as principais medidas [do Orçamento do Estado] que a Assembleia da República aprovou ou vai aprovar, então isso poderá sem dúvida colocar em causa o regresso de Portugal aos mercados na data prevista. Isto é para nós uma evidência", vincou. Se isso acontecer, disse ainda o presidente da Comissão, "Portugal terá de substituir essas medidas por outras medidas (...) provavelmente mais gravosas e medidas que provavelmente terão um efeito mais negativo em termos de crescimento e emprego. Essa é a análise unânime feita pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu, pelo Fundo Monetário Internacional e pelos países da zona euro", justificou. Bruxelas tem um "respeito absoluto pelas decisões do TC" mas "ao mesmo tempo, temos de dizer que as decisões têm consequências", insistiu.

Então esta besta diz que nunca pressionou nem pressionará o Tribunal Constitucional mas depois passa o resto da conferencia de imprensa a fazer isso mesmo. Se chumbam as medidas não cumprem o memorando e não há mais dinheiro, prejudicam a economia e o emprego, blá, bla blá. Este gente tem mesmo cara de pau e são tão merdosos que nem o seu país respeitam. Gananciosos que pensam que estão a falar com mentecaptos. Da próxima vez que pusesse o pé em Portugal deveria ser imediatamente detido e julgado por traição ao seu país, aos direitos dos cidadãos e por gatuno, corrupto e aldrabão. Bandalho.


sábado, novembro 17, 2007

O Pagador de Promessa

Pagador de promessas

Pois é. Parece que o homem sabe que ninguém se vai esquecer da promessa dos 150 mil empregos e conseguiu arranjar uma contabilidade que ainda vai fazer com que a cumpra. Segundo o Engenheiro já criou 106 mil e como ainda tem um ano e meio de mandato pela frente, tudo é possível. Esquece que nunca houve tantos desempregados como agora, que o trabalho precário já não é uma excepção, mas a regra em todos os contratos de trabalho. Esquece que a maior parte desse emprego é emprego de baixa qualidade e mal pago. São empregos sem segurança e que permitem mais o sobreviver que o viver. São sonhos desfeitos, anos de estudos em busca de um curso, que acabam em caixas de supermercados ou no telefone de “call center”. Pode conseguir cumprir essa promessa, mas isso não vai impedir que nos deixe uma sociedade de merda, entregues ao capitalismo global, nas mãos da gula económica, num mundo de tantos muito pobres e poucos muito ricos. Mas, nem que seja só para chatear, tenho aqui a lista de todas as outras promessas para o poder questionar por todas e cada uma delas. Já em Janeiro, com a decisão sobre o referendo ao Tratado Europeu, vamos começara a saber se é um “pagador de promessas” ou um simples trampolineiro, embora já todos saibamos, no nosso intimo, qual é a resposta.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

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