A apresentar mensagens correspondentes à consulta Cavaco Silva ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Cavaco Silva ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 13, 2011

A amizade é muito bonita

Não é algo de novo nem que muitos já não conhecessem, mas recebi um mail com o texto e é sempre bom não deixar esquecer a alguns e dar a conhecer aos que andaram mais distraídos nestes últimos trinta anos e acreditam que para se ser mais honesto que o Sr. Silva é necessário nascer duas vezes. Não é.

Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa. Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universidade Católica.
Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.
Como é natural, as faltas às aulas - obviamente às aulas da Universidade Nova - começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova, na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.
Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.
Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro. Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.
Até que, ninguém sabe bem como nem porquê... desapareceu sem deixar rasto... E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz, sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas "gaffes", a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof. João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.
A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Obama disse: "Obrigadinho ó Silva!"

Yes we can

Obama agradeceu a carta de felicitações enviada pelo Presidente da República portuguesa, aquando da sua eleição a 4 de Novembro. Dizendo ter apreciado “particularmente” a missiva de Cavaco Silva, Obama. “Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países”, escreveu. Obama apontou ainda “excelentes oportunidades que, se abordadas com eficácia, poderão contribuir para promover os objectivos da nossa aliança” e manifestou forte convicção “da importância fundamental do nosso relacionamento”.
A relação entre Portugal e EUA é, segundo o Presidente da República, de “estreita cooperação” e Cavaco Silva disse acreditar que esta proximidade iria trazer “novas oportunidades” para os dois países “se reforçarem e expandirem”.

Passei todo o dia a ouvir falar da “Carta do Obama” que foi recebida pelos Silvas de Belém. O homem foi bem-educado e agradeceu, mas o que vi mais destacado foi a frase, “da importância fundamental do nosso relacionamento”. Falam mesmo que o Obama pediu ajuda ao Silva, pois parece que os EUA estão necessitadíssimos da colaboração de Portugal. Quem sabe não terá o Obama de vir a Lisboa pedir-lhe conselhos, afinal o Sr. Silva acredita que juntos poderão os nossos dois países “se reforçarem e expandirem”. Para onde se Irão(?) eles expandir só o Sr. Silva nos poderá dizer.

Muito gostamos nós de nos colocar nas pontas dos pés e o Silva até já fala inglês e diz “Yes we can” e até Yes you can”.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Mais uma de Luis Delgado


Razões para a vitória segundo Luís Delgado
1. Os portugueses queriam resolver as eleições à primeira volta, e isso acontecia desde Setembro/Outubro, quando se definiu o quadro das candidaturas. Com isso acabou-se o ciclo infernal de três eleições em menos de um ano.
2. Os portugueses, face à crise e às dificuldades, queriam um Presidente activo, conhecedor, competente e experiente, que ajudasse o país a andar para a frente. Essa decisão estava tomada há muitos meses.
3. Os portugueses estão fartos de crises, e queriam em Belém um factor de esperança e confiança, que trabalhasse com o Governo, este ou outro, para pôr o país a funcionar. Essa opção estava assimilada deste Setembro, e foi-se consolidando com o agravamento da situação económica interna.
4. Os portugueses estavam fartos da politiquice, e nesse sentido favoreceram quem nunca entrou no jogo dos ataques directos e pessoais, como foi o caso de Cavaco e Alegre.
5. Os portugueses refizeram na sua cabeça a história de Cavaco como PM, e reconheceram em foram os melhores dez anos de Portugal desde o 25 de Abril. Isso era certo há muito tempo.
Por tudo isto, e muito mais, Cavaco Silva foi eleito à primeira volta, por merecimento próprio e incontestado. Agora é vida nova.
in "Diário Digital 23.01.06"

Para Luis Delgado já tinha ganho em Setembro. Mas, se reparararmos a maioria dos Portugueses que foram votar não escolheram o Cavaco. Basta juntar os votos brancos (votos de protesto) para isso ser uma realidade. Foi uma vitória que se foi consolidando tanto que passou dos 62% para os 50%.
Se ele soubesse ler, aconselhava-o a dar uma vista de olhos à constituição, documento que Cavaco tem de prometer cumprir. O presidente não trabalha com o governo e não lhe cabe a ele pôr o país a funcionar. Essa é tarefa para aqueles a quem os portugueses deram, também em eleições, essa responsabilidade.
Não foram os portugueses que refizeram na sua cabeça a história de Cavaco como PM, mas sim a comunicação social que o andou a fazer durante vários anos. O “limpar” da imagem do cavaco era algo que se percebia claramente. Se assim não fosse o Guterres nunca teria ganho as eleições quando as pessoas resolveram acabar com o cavaquismo que estava a destruir Portugal. O que Cavaco Silva fez foi aproveitar uma conjuntura económica favorável e o dinheiro recebido em grande quantidade da União Europeia para esbanjar tudo em betão e alcatrão. Será que alguém pode indicar quais os investimentos em sectores produtivos que tenham servido para enriquecer o país? Será que ainda alguém se lembra do estado da economia quando o grande professor “fugiu”. Muitas vezes a história não é aquilo que realmente aconteceu, mas sim aquilo que alguns resolveram fazer dela quando a reescreveram.
Cavaco Silva foi eleito à primeira volta numa campanha que levou anos a preparar. Cavaco Silva foi eleito à primeira volta porque beneficiou da pouca memória dos portugueses que não conseguiram distinguir entre a realidade e a imagem que lhes foi vendida. Afinal ainda temos bons publicitários em Portugal.
Cavaco não é um homem tão sério como nos andaram a vender e é capaz de pisar tudo e todos para atingir os seus objectivos. Para aparecer como o bom da fita não se coibiu de atacar o líder do seu próprio partido. Para ser eleito não teve qualquer pejo em mentir nem em dizer que ia fazer o que não tem poderes para fazer e mostrar ser aquilo que não é.

terça-feira, março 20, 2012

As Presidências abertas aos olhos do "Arrebenta"


Chegado a Lisboa mas sem tempo para fazer novos bonecos aqui deixo um que me foi pedido pelo meu amigo "Arrebenta", há muitos anos o autor dos melhores textos da blogosfera.

Cavaco Silva: Das presidências abertas às presidências completamente fechadas

Quando Garibaldi teve aquelas pretensões de unificar a Itália, para que Berlusconi, quase século e meio depois, já a encontrasse unificada, embrutecida e putificada, Sua Santidade Pio IX, um dos papas mais estúpidos, ignorantes e reaccionários, de toda a longa história de crimes da ICAR (hoje declarado "Santo" (!) pelo pedófilo nazi, Ratzinger), declarou-se "prisioneiro" do Vaticano, situação de que, para aqueles que gostam de História, só o Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e os Papas-Reis dos Estados Pontifícios, os libertou, entregando, doravante, na situação de monarca absoluto, o Vaticano, S. Pedro, uns jardins e sanitários anexos, onde a Guarda Suíça, durante dia e noite, se entrega a atos contra a natureza, e Castel Gandolfo, uma quinta destinada a repousos e retiros pedófilos, como a Casa de Elvas, onde Carlos Cruz nunca esteve, mas só costumava ir.

Toda a gente sabe que os abismos que separam Itália de Portugal, para lá dos milénios de Civilização, e de Neanderthal nunca ter escolhido o ninho de Leonardo, Rafael e Dante, para a sua postura fora de época, são flagrantes, ao ponto de toda a Europa culta sentir alguma vez, a necessidade de fazer a "Viagem a Itália", e, só com o cinto já muito apertado, a viagem a Portugal, excepto em caso de absoluta necessidade, ou para ajustes de contas familiares, como os McCann, que não sabiam onde livrar-se da sua Maddie.

Portugal, curiosamente, tornou-se agora muito Italiano, ou, melhor, mesmo muito pontifício, com um "Presidente" que se encontra tecnicamente prisioneiro dos Jardins do Palácio de Belém, com algumas escapadelas para a Quinta da Coelha, ou idas à campa do Cavaco pai, a Boliqueime, terra que até produziu duas aberrações, uma, na política, e outra, na Língua, a Lídia Jorge, que chegou ao estrelato por não saber escrever, mas levar porrada do Capitão de Abril que lhe pacobandeirava a boca da servidão, mas é melhor eu não me esticar muito sobre isso, não vá a Escandinávia nobélizá-la, para mais uma vergonha nossa.

Voltando ao tema, o Sr. Aníbal, cuja senilidade é uma verdadeira preocupação para os notáveis conselheiros que o cercam, e, sobretudo, a equipa clínica do Doutor Lobo Antunes, que já lhe introduziu um chip no cóccix, para saber, por GPS, com uma aproximação de 1 metro, se Sua Excelência está a conseguir circular regularmente, de sala em sala, sem se borrar pelas pernas (abaixo), apesar daquela casa de banho intermédia, que já teve de ser incrustada no Palácio, não tenha ele uma daquelas aflições que o poderiam levar ao estádio do fraldário presidenciado avançado.

Ora, dado o estado de penúria da Nação, e o avançado estado de degradação do seu Supremo Magistrado, é sabido que o orçamento da Casa Presidencial dificilmente suportaria a construção de retretes de metro a metro, não fosse o Palácio de Belém começar, penosamente, a assemelhar-se à Fundação Amélia das Marmitas.

Decidiram, então, os Doutores que era melhor, mal por mal, pôr a carcaça do Sr. Aníbal a arejar de vez em quando, com o pretexto de a sua Maria, de Centro Esquerda ir inaugurando presépios, ao logo do Portugal dos Pequeninos, sob a tutela do Anísio, ou Anaísio, ou lá como é que o gajo se chama, que, quando não está nisto, anda a apanhar no cu com um ar de compungido, mas isso seria um mero escólio deste texto, e não é para hoje, que o tempo é grave.

O Sr. Cavaco Silva, prisioneiro da sua senilidade, das insustentáveis intervenções públicas, que puseram em causa a magistratura que exerce, ao ponto de os Militares, enquanto garantia da Soberania Nacional, estarem à beira de ter de intervir, e substituir a III pela IV República, pela obscena repetição de um Américo Thomaz, mas incapaz de despertar qualquer humor ou anedota.

Matematicamente, o fenómeno Cavaco Silva, se alguma coisa essas criaturas pardas, que nós pagamos para manterem de pé um cadáver, percebessem de Matemática, já entrou na fase irredutível da Catástrofe da Cúspide, de René Thom, ou, para os apreciadores de Engenharia dos Materiais, de acordo com a Lei de Hook, o Aleijão de Boliqueime já passou da fase elástica para a fase plástica, ou seja, já não é preciso mais nenhum esforço de tensão, para que se deforme e afunde, por si mesmo: basta, agora, sociologicamente falando, que apareça, ou tente aparecer, em público, para imediatamente se desencadearem imprevistas reacções sociais, como iremos assistir, nos tempos breves que nos separam do fim da coisa.

Em Democracia é insustentável que exista um Presidente que está impedido de sair à rua, pelo que o colapso da situação, que, a mim, indefectível inimigo da criatura que gangrenou o Regime e destruiu económica e financeiramente Portugal, já tem uma ampulheta a correr, variando as apostas sobre o tempo, mas sendo todas coincidentes na sua iminência, está a dar particular prazer.

Para os que são de memória curta, o gasolineiro filho foi o único primeiro ministro de Portugal que se enfiou dentro de uma viatura blindada, ato de pavor e cobardia, a quem nem Salazar, que muito mais teria, pelas evidências, a temer. A Maria, pelo seu lado, mal o aborto conjugal se tornou primeiro ministro de Portugal, mandou pôr vidro à prova de bala, nas miseráveis salas de aulas que frequentava na Católica, nas raras vezes que lá, nos intervalos das faltas, como se alguém se desse ao trabalho de desperdiçar uma bala, que fosse, com tão patética figura...

Acontece que os tempos mudaram radicalmente. O Portugal do respeitinho ao Sr. Doutor, ao Sr. Engenheiro e ao Sr. Arquitecto, colossalmente estrangulado por um Sistema, que dia após dia, se revela impiedoso com os fracos, e cada vez mais submisso com os fortes; o Portugal da Senhora de Fátima, cobarde por essência, e que prefere violar crianças, espancar mulheres, e esquartejar avós, em vez de se voltar para os carrascos, que estão acima, tem assistido aos sucessivos trambolhões do Sr. Aníbal, um cúmplice de uma das maiores fraudes e assaltos de há memória no Regime, o BPN; que foge de adolescentes, em idade escolar; incapaz de viver com 20 000 € de reforma, e que se dessolidarizou dos problemas reais, de uma população envelhecida e de faca escolaridade, que era a sua base eleitoral de apoio, como o fora, durante décadas, do Vacão de Santa Comba Dão, que nunca se atreveria a humilhar o seu povo, dizendo-lhe que, ao contrário da outra, roesse côdeas, já que o Sr. Aníbal mal tinha dinheiro para meio brioche, desse Senhor Aníbal, cujos poderes constitucionais teriam atempadamente permitido que demitisse o "Engenheiro" Sócrates, quando a sua cáfila estava a dar cabo do que restava da má saúde do país, mas prefere, cobardemente, aparecer a lamentar-se, num prefácio de um livro que nunca ninguém lerá, e que dificilmente ele terá escrito, mas que já lhe serve de epitáfio, pelo grotesco da forma e a prova de insanidade de quem subscreve tal conteúdo, sem, mais grave ainda, se retractar. Cavaco Silva vive imerso num delírio de neurocompensadores, para a sua degenerescência neurológica, coisa que já vem de muito atrás, como refere a raposa Soares, que revela que, o então primeiro ministro, Cavaco Silva "tinha visões (!)" (procurem a entrevista, que hoje não me apetece...), e ainda não percebeu que já resvalou para aquele limiar perigoso, onde o povo português, turvo, sonso, e falso, já não o vê como uma figura "acima", mas alguém que rasteja no patamar dos seres fracos sobre os quais costuma exercer os seus atos de vingança sádica.

Cavaco Silva caiu naquela zona crepuscular dos que incendeiam os gatos, apedrejam os vidros dos comboios, e queimam os caixotes do lixo. É natural que, de um povo turvo, se esperem, pois, perigosas reacções turvas, mas os dados já estão irremediavelmente lançados: aparentemente, os conselheiros querem agora fazer um derradeiro esforço, e levar, no seu "Cavacamóvel", o cadáver político a inaugurar, este sábado, mais um presépio..., perdão, um passeio a Mirandela. Com as instabilidades barométricas em curso, pode ser que as secretas, ou um comissário da polícia, mais avisado, se lembre de o fazer recuar, à última hora, como aquando da António Arroio. De qualquer maneira, está irremediavelmente condenado.

É dramático, e pungente, quando um povo perde o respeito pelos seus governantes, mas é totalmente lícito, quando os seus governantes também deixaram de os respeitar.

Sinceramente, não tenho pena nenhuma do Sr. Aníbal, mas, por favor, se se decidirem livrar dele hoje, por favor, evitem imagens chocantes: no estado em que ele está, basta que puxem, silenciosa, e piedosamente, o autoclismo.

Sim, até pode ser em Mirandela, pois pode, aliás, neste momento, qualquer sítio serve, desde que seja eficaz...

terça-feira, janeiro 24, 2006

So ares e ventos de mudança


Folhear a imprensa local às vezes pode ser gratificante. Principalmente se é antecedente à eleição presidencial deste nosso portugalezinho meio alaranjado ( faz lembrar a Meia-Laranja, até é familiar, fica bem), meio descontente da outra metade estar podre. Mas o que encontrei eu na imprensa regional? O relato de uma arruada feita mesmo aqui no Mercado Municipal Algés por Mário Soares, cujo optimismo era ipsis verbis o que Mourinho vende no anúncio do BPI - «"se não fosse para ganhar eu não estaria aqui"». Aspas de aspas, Soares usa as palavras de Mourinho para mostrar confiança aos populares. Propaganda política sobre propaganda bancária, sobre propaganda pessoal, e muito optimismo à Soares. Este optimismo gaiato mas não de todo inocente, que soou ridículo aos ouvidos do publicuzinho ensinado a rir dos idosos, valeu-lhe uma derrota two in one a favor de Cavaco e de Manuel Alegre. Mas não foi só isso. O Soares das meias tintas tornou-se uma imagem gasta. Soares já não é o presidente de todos os portugueses. É um Soares demasiado de esquerda para agradar aos direitistas; um Soares com um passado demasiado triste para a esquerda , e contaminado pelo apoio público de um governo impopular. Além disso a esquerda tinha muito mais em quem votar. Soares não podia desta vez agradar a gregos e a troianos, por isso teve e a votação que teve. Só os fiéis ao soarismo o acompanharam na sua loucura fixe. E mesmo esses a sós nas urnas devem ter feito outras escolhas. Muitos votaram Manuel Alegre deliberadamente para que não fosse Soares a ir a uma segunda volta, outros se calhar votaram mesmo no Cavaco. Por isso Manuel Alegre teve a votação que teve e também por se apresentar sem apoio partidário. A sua maior falha foi não se ter apresentado como candidato mais cedo, para deixar o PS de Sócrates ainda mais comprometido se insistisse em arranjar outro candidato como fez. De Manuel Alegre guardemos a ideia da aposta numa cidadania mais empenhada em defender os seus direitos, a convicção numa política mais social. De Mário Soares conservemos a memória de que manteve a vitalidade até ao fim da sua campanha, que só o rejuvenesceu, e do debate que teve com Cavaco Silva no qual nua e cruamente procurou lembrar aos portugueses quem realmente é Cavaco Silva. Foi um candidato necessário. Ousou erguer a voz contra Cavaco Silva e contra o cavaquismo e não lhas popou. Além disso recolheu votos que sem ele provavelmente teriam ido parar a Cavaco Silva. Por isso lhe perdoamos as suas falhas, mas só as de memória, não as de outros tempos quando negociava acordos com a CEE mais o "mon ami Miterand". Damo-nos por felizes por termos tido outras escolhas. Se bem que antes queria engolir outro sapo destes do que ter que mamar com a múmia de Boliqueime à frente dos destinos de Portugal. Soares também não queria a múmia e isso marca um ponto a seu favor. Ficamos à espera que Soares possa continuar a dizer a frase de Mourinho, mas noutras circunstâncias. E que desta vez a use relativamente a ganhar juízo.

quarta-feira, abril 26, 2006

Prova dos nove contra os aldrabões

O Presidente identificou um Portugal de "dualismos" e de "profundas disparidades”.
Cavaco Silva identificou a "desigualdade na distribuição da riqueza”: "Não é legítimo pedir mais sacrifícios a quem viveu uma vida inteira de privação".
Cavaco Silva no discurso comemorações 25 abril (2006)

Estas generalidades cristãs foram prontamente apoiadas por Sócrates. Afinal quem não se preocupa com os pobrezinhos!
(até a Cartilha da escola primária do Estado Novo tinha um texto denominado de “Os Pobrezinhos”).

Contudo a conjuntura existencial dos benefícios dos que gravitam em torno das mordomias do Estado, que não tem meios para acudir a todos (dizem!), encerra uma descarada hipocrisia.
A começar por este novo defensor dos pobrezinhos:

2.679 Euros do Banco de Portugal
5.007 Euros da Universidade Nova de Lisboa
2.876 Euros por ter sido primeiro-ministro
+ Remunerações de Presidente da Republica.

Cavaco Silva, que no seu exercício se rodeia de dignatários do capitalismo mais selvagem e primitivo, apresenta-se como criatura do oratório, chupada, com um sorriso cínico e convicção de quem ofereceu a vida pelos interesses do Estado, a pensar nos pobrezinhos, tão engraçados... É demasiado sinistro! Humor negro... só alguns gostam!
A abordagem da desigualdade é a das relações que geram a pobreza e o privilégio. Cavaco Silva falou da pobreza como factor de desigualdade, escamoteando a organização social polarizada em torno do lucro e privilégios como factor de pobreza. Como se a pobreza caísse do céu !

Jorge Matos
.
Contributo para o Echelon: Kwajalein, LHI

quinta-feira, maio 01, 2008

With a litle help from my friends

With a litle hekp from my friends

«Lisboa O presidente de Portugal, Cavaco Silva, pediu ao governo cuidado na preparação do Orçamento para 2009. “Temos que ter cuidado do lado da receita e da despesa. Há um sentimento generalizado entre os políticos portugueses de que não podemos voltar à situação de descontrolo orçamental”»
«O Presidente da República está apreensivo sobre a revisão da PAC e por isso quer que o Governo e as associações de agricultores se unam “para defender os interesses portugueses”».
«O Presidente da República reconheceu, esta quarta-feira, que há especulação no aumento do preço dos combustíveis.»
«O Presidente da República, Cavaco Silva, continua a ter dúvidas sobre a legalidade da declaração unilateral de independência do Kosovo. Cavaco Silva considera que se trata de uma questão “complicada”».


Olha que engraçado, o Sr. Silva que nunca falava da situação em Portugal quando estava no estrangeiro, (e quando estava em Portugal também), agora resolveu abrir a “matraca” e não se cala em conselhos ao governo. Terá isto alguma coisa a ver com a amiga Manuela Ferreira Leite ser candidata a líder do PSD? Será que já a imagina como Primeiro-ministro? Será que vai tornar-se no líder da oposição? Hummm…deste Silva podemos esperar tudo, até que faça um dueto com a Manelinha para cantar com ela o “With a litle help from my friends”

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

terça-feira, dezembro 14, 2010

Integradissimo salazarismo

Em 1967, o general Martiniano Homem de Figueiredo mostrou interesse na investigação de Cavaco Silva, na altura com 28 anos e já casado com a actual primeira-dama. Este pedido veio com a possibilidade de Cavaco poder ser autorizado a manusear documentação restrita na Comissão Coordenadora da Investigação para a NATO.
Cavaco Silva foi então chamado à sede da PIDE para preencher o "formulário pessoal pormenorizado". À alínea "Sua posição e actividades políticas", Cavaco Silva respondeu "Integrado no actual regime político", acrescentando um reparo: "Não exerço qualquer actividade política". Os documentos estão assinados pelo actual presidente da República.

Realmente este é o tipo de noticias que não têm um grande interesse nem se compreende porque terá o Sr. Silva omitido o facto na sua auto-biografia. Vendo bem ele é do tipo de pessoa que tanto teria feito carreira politica na falsa democracia em que vivemos como na bafienta ditadura do Salazar. Estava integrado na altura como está agora. Não presta agora como teria fedido então.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Recorde Presidencial

recorde dos 20 mil milhões

"O diploma entrou na Presidência da República às 14:00, o Presidente da República estudou-o antecipadamente e às 14:30 promulguei o diploma", afirmou Cavaco Silva. "Foi talvez o diploma elaborado com maior rapidez alguma vez em Portugal, quer pela actuação da Assembleia da República, que o discutiu ontem, quer pelo enviou à Presidência, quer pelo tempo dedicado pela Presidência ao seu estudo, como disse antecipámos a sua analise, quer pela promulgação", ou seja, continuou Cavaco Silva, "o diploma está em condições de ser publicado".
Questionado se pensa que esta medida será suficiente para a situação que se vive, Cavaco Silva disse apenas: "Eu espero bem que sim".

Será Recorde Mundial, poderá ser inscrito no Guiness?
Sempre soubemos que o Sr. Silva era amigo dos Bancos, o seu principado como Primeiro-ministro são disso a prova. Mesmo assim temos estranhar como neste país, onde não há dinheiro para pagar a um vigilante de museus ou a uma qualquer auxiliar para uma escola ou uma enfermeira num Centro de Saúde, tanto o governo como o Presidente sejam tão lestos a disponibilizar 20 mil milhões de euros para ajudar bancos. Bancos, que dizem não estar a ser afectados pela crise do “lixo-tóxico” e até apresentam esta ano lucros superiores a 30%. Já são quem menos IRC paga neste país, tanto pela lei como pela engenharia financeira, são quem criou esta crise com a ganância do lucro e vão acabar por ser quem mais vai beneficiar com a crise. O que eu realmente gostava era vê-los correr tanto e serem tão generosos quando milhares de pequenos negócios fecham e milhares de trabalhadores caiem no desespero do desemprego e da pobreza. Mas, aí, nunca há dinheiro, ou como se parece provar, nunca há vontade.

PS: Sei que esta noticia já não é de hoje, mas não queria deixar de registar aqui este Recorde Presidencial.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

segunda-feira, abril 21, 2008

Morreu Cavaco Silva

A morte do Cavaco

O Cavaco Silva Morreu. Descobri isso quando o ouvi falar e descobri que ele já não existe e o seu corpo está possuído pelo espírito do “Presidente da Republica”. Eu que sou maluco, e como aqui já disse várias vezes sofro de alucinações, desde o primeiro momento que olhei para o Cavaco, imediatamente ali vi a imagem de uma “Múmia”, neste caso a de Boliqueima. O homem morreu e agora quem fala por ele é a imagem de um Presidente da Republica.
– O Presidente da Republica não deve fazer isto, o Presidente da Republica não deve falar sobre aquilo, o Presidente da Republica não deve comentar nada que seja dizer mais nada que não seja, está um lindo dia. O Cavaco já não existe, foi totalmente possuído por este espírito presidencial.
Só falo disto porque há uma questão que me parece essencial para o futuro deste país. Que sentirá a Maria quando, na cama, olha para o lado e já não vê lá o seu Aníbal, mas o Presidente da Republica? Será que faz parte das funções de um Presidente da Republica cumprir as obrigações matrimoniais do Sr. Silva? Será que findo os seus mandatos, o Sr. Silva não vai acusar a Maria de ter andado a dormir com outro, com um tal de Presidente da Republica? Não haverá aqui um caso de bigamia?

Ps: Este post é a prova que ando mesmo sem imaginação e sem saber o que fazer. Ando farto desta politica e desta gente. Ando farto de ver esta gente fazer o que quer e sair sempre a ganhar, enquanto a grande maioria da gente deste país, perde todos os dias um pouco da sua digidade e da esperança.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

segunda-feira, maio 29, 2006

Mais Laranjas amargas para Cavaco do Jardim da Madeira



Alberto João Jardim pediu ao Presidente da República que obrigue o Governo de José Sócrates a assumir, como compromissos de Estado, as 35 promessas feitas à Madeira pelo do anterior executivo de Durão Barroso, antes das eleições regionais de 2004. "Não ajudámos a eleger o professor Cavaco Silva para ele ver os comboios passar", lembrou ontem o líder madeirense na abertura do XI Congresso Regional do PSD.»
.
Até quando vai Cavaco Silva "chupar" esta laranja amarga produzida pelo Jardim da Madeira?
Depois de não dizer nada, após o desrespeito de Alberto João Jardim para com as instituições da Republica, ao assumir que não cumpriria com a lei das incompatibilidades aprovada na Assembleia da Republica afirmando, “Como nós não a vamos aplicar, eu não sei se Portugal continental ou o Estado central ainda têm barcos de guerra para ocupar a ilha”, vê-se agora acusado de “andar a ver comboios passar”.
No primeiro caso fomos, todos nós que fomos desrespeitados, mas no segundo é um apontar o dedo directamente à pessoa Cavaco Silva. Irá ele engolir mais esta laranja amarga ou sairá finalmente detrás dos “pobrezinhos” onde tem andado escondido?
.
Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, janeiro 17, 2006

BOCAGE VS SANTANA LOPES


«Não declarei, nem declaro, qualquer apoio a Cavaco Silva». As palavras são de Pedro Santana Lopes, num artigo de opinião publicado esta terça-feira no Diário de Notícias.
O ex-primeiro-ministro reafirma que não vai votar em qualquer outro candidato fora do seu espaço político, mas diz que Cavaco entenderá que não revele um apoio público à sua candidatura porque, diz Santana, ele «também não declarou qualquer apoio em Fevereiro de 2005».
(in http://www.portugaldiario.iol.pt/)

Pedro Santana Lopes insiste em escrever artigos de opinião. O Diário de Notícias insiste em publicá-los, convertendo-se assim dos mais cómicos pasquins (como se já não lhe bastasse ter um dos melhores cómicos da nossa praça, o Luís Delgado). Não hão-de os humoristas portugueses andar escondidos e acabrunhados, em crise de inspiração, face à veia destes opinion makers que abundam por aí. Realmente algo está a mudar no Diário de Notícias, era um jornal sério e agora é um jornal humorístico.
Mas já que é de humor que se fala, e em ano comemorativo, as palavras de Santana Lopes lembram-nos a célebre anedota de Bocage para escusar a dama que se descuidou, qualquer coisa como: o peido que esta senhora deu, não foi ela, fui eu. Senão vejamos como desenvolve complexamente o seu raciocínio: Ao afirmar publicamente que não apoiará publicamente o candidato em que vai votar (que não diz qual é mas é como se dissesse: não vai votar em qualquer outro candidato fora do seu espaço político, o que, por exclusão de partes, vai dar no único candidato que ocupa o seu espaço político – Cavaco Silva), na verdade, Santana Lopes está precisamente a confessar publicamente, embora por portas travessas, que acabou mesmo por dar o peido que não queria dar. Ou seja, acaba de confessar que embora ache que Cavaco na presidência vá criar “sarilhos institucionais”, porque não se quis desdizer, ele, Santana Lopes, vai votar no Cavaco, como provavelmente também o Alberto João Jardim irá votar no Silva. Faz de conta que não o disse publicamente, mas o que é certo é que ficámos todos a saber em quem Santana votará, tanto quanto sabemos que quem deu o traque foi realmente a dama e não Bocage. Ambos, Bocage e Santana, quiseram ser airosos, sair-se bem da situação. Mas parece-nos a nós que o Bocage se saiu melhor, pois ao menos ficámos a saber que não foi ele que se peidou. Quanto ao outro, já estamos habituados a que não tenha qualquer tacto. Sempre foi assim: bujarda para fora e, quando tenta compor o ramalhete, só sai mais asneira.

segunda-feira, setembro 22, 2008

As mascaras do cavaco

As mascaras

«Cavaco Silva, questionado sobre a disparidade entre a evolução do custo do petróleo nos mercados internacionais e os preços praticados do gasóleo e da gasolina no país, Cavaco Silva disse que a situação é complexa, exigindo reflexão. "A questão é complexa, principalmente porque se insere numa crise financeira internacional muito forte e também de grande complexidade, pelo que não se pode responder de forma apressada" “Mas, estou aqui para (desta vez foi um exercício militar mas podia ser outra coisa qualquer) pelo que não devo fazer declarações sobre a questão dos combustíveis ou da crise internacional”.»

Para o Sr. Silva quando não sabe o que dizer, quando sabe que não sabe o que dizer, basta-lhe falar de complexidade e sobretudo afirmar que ali não é o local para falar disso. Normalmente consegue ter um passeio pelo estrangeiro marcado para os momentos de crise e já todos sabemos que não fala de politica interna no estrangeiro. Este Sr. Silva não serve para nada e já todos vimos que coloca sempre a mascara que lhe dá mais jeito para nada ter de dizer ou fazer. Afinal, estando o país no estado em que está, carregado de problemas por todos os lados e a caminho de um abismo, o que realmente o parece preocupar, o que o faz dirigir-se ao país, é defender os seus pequenos poderes e a garantir a sua reeleição para mais um mandato. Portugal e os portugueses que se lixem.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

terça-feira, setembro 25, 2007

Velhos Marretas

O antigo Presidente da República Mário Soares reuniu-se esta segunda-feira “com cordialidade” com o seu ex-adversário e sucessor em Belém, Cavaco Silva, tendo convidado o actual Chefe de Estado para encerrar a um encontro sobre energia, no próximo mês em Lisboa. Cavaco Silva aceitou, entretanto, o convite de Mário Soares. Soares afirmou, “em democracia as coisas são assim. As pessoas discutem umas com as outras, têm divergências ou não, mas isso não tem nada a ver com as relações pessoais entre elas”.
in "CM"


A cara de pau desta gente, a capacidade de encaixe que possuem não deixa de me causar admiração. Depois das faltas de educação e civismo que ambos mostraram, quer quando o Soares não foi apertar a mão do Sr. Silva na sua tomada de posse, quer quando o Sr. Silva não convidou o Marocas para uma jantar de todos os que tinham contribuído para a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, esta gente ainda consegue sorrir e conversar, como se de grandes amigos se tratasse. O Soares fez bem em não apertar a mão ao Cavaco e este em não o convidar para a jantarada. Quem não sente não é boa gente e, para filho-da-puta, filho-da-puta e meio. Isso eu entendo, mas o cinismo das palavras simpáticas não.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sábado, agosto 09, 2008

O Ressabiado

 Vingança

«As normas do Decreto do Estatuto dos Açores, citadas por Cavaco Silva como inaceitáveis, de facto, são- o. E levaram o Presidente ao ponto de considerar que a sua aprovação poderia pôr em causa o regular funcionamento das instituições da República. Como se sabe, esse é o fundamento único que a Constituição prevê para o Presidente da República poder demitir o Primeiro – Ministro Cavaco Silva pode não escreve uma frase dessas por acaso, ou por engano. Para o escrever e dizer é porque o pensou muito. E tem algo em mente.»
Santana Lopes
no seu blog.

Santana Lopes não consegue resistir ao revanchismo por ter sido demitido do governo por fraca e má figura. Nunca escondeu o sonho de ver o Cavaco fazer o mesmo ao governo sócretino e sobretudo agora que sabe que agora o Presidente tem à frente do PSD uma amiga do peito, a Manelinha Ferreira Leite.
É claro que o Cavaco não o vai fazer e tudo o que podemos esperar é que vá dando umas dicas à Manelinha sobre aquilo que vai fazer, para que ela possa, com alguma antecedência, fazer a oposição ao governo. O Sr. Silva foi dos piores primeiro-ministro que tivemos e o principal responsável por todos os males que agora passamos e como Presidente volta a mostrar a sua pequenez. Quanto ao Santana Lopes há muito que deveria ter entendido que o seu lugar é nas festas sociais a distribuir sorrisos às Lilis e aos Castelos Brancos deste país. Na política, talvez pela pancada que lhe deram na incubadora, é um nado-morto.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sábado, abril 17, 2010

Uma quinta-feira de cinzas na Europa

viagem cavaco republica checa

"Esta conferência de imprensa não é sobre o Tratado de Lisboa." Vaclav Klaus, Presidente da República Checa, não escondeu a sua incomodidade quando ontem, em Praga, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo português, Cavaco Silva, uma jornalista portuguesa lhe perguntou pelo Tratado de Lisboa (que assinou contrariado).

A incomodidade, porém, não o levou a fugir à pergunta. "A minha opinião não mudou." "Pelo contrário", acrescentou. "É um problema aplicar tudo o que foi aprovado." E portanto "o défice democrático não diminuiu na Europa. Pelo contrário". Ao lado, o Presidente português nem pestanejava. Cavaco Silva e Vaclav Klaus conhecem-se há muitos anos, têm muito em comum nos respectivos percursos políticos (ambos economistas, ambos ex- -ministros das Finanças e ambos ex-primeiros-ministros). O Presidente português sabe que o seu homólogo está longe de ser um euroentusiasta: acha o reforço da união política uma miragem. A República Checa não está no euro nem quer estar.

Mas não foi esse o único momento em que Klaus mostrou não ter papas na língua. Questionado sobre os défices excessivos que alguns países da UE exibem - Portugal sendo um deles -, disse o que porventura Cavaco pensa mas não diz.

"Para mim é inimaginável que os países possam admitir um tal défice como aconteceu nos últimos tempos", afirmou o Chefe do Estado checo. "Como ministro das Finanças e como primeiro-ministro, eu nunca admitiria tal défice", acrescentou. Para Klaus, ao "crime" terá de corresponder um "castigo": "Aqueles que aceitaram isso agora terão de suportar as consequências do seu acto."

Cavaco foi, face à mesma pergunta, bastante mais "amável" (expressão do seu homólogo). Manifestou mesmo algum optimismo: "Neste momento surgiram já alguns sinais positivos de recuperação económica na União Europeia, embora essa recuperação seja ainda um pouco tímida." Segundo acrescentou, a sanidade orçamental portuguesa vai depender do "comportamento das economias para as quais exportamos bens e serviços e das quais recebemos os turistas que nos visitam", embora haja que estar alerta face aos riscos de "contágio" provenientes da crise grega. A visita do PR termina hoje.

em "DN Globo"

sexta-feira, julho 20, 2007

A culpa é do Cavaco

Gosto de ouvir o Pacheco Pereira a dissertar sobre tudo e mais alguma coisa como se a sua palavra fosse a de Deus e a sua verdade evidente. Gosto de ver como funciona aquela mente e os raciocínios retorcidos que nos apresenta. No último “Quadratura do círculo” disse, no entanto algo importante. Apesentou-nos Cavaco Silva como o principal responsável pelo estado do PSD. Não que o estado do PSD seja minimamente importante, mas pela forma como aí chegou. Cavaco Silva, enquanto Primeiro-ministro e líder do PSD, criou uma elite de gente que passaram a ser os donos do partido. Gente que tudo decidia e silenciou a opinião interna dos militantes. Os iluminados e os outros.
Isto foi o que o Pacheco Pereira disse, e eu acrescento que essa forma de “governar” o país e os partidos também contaminou o PS. Penso aliás que as “directas”, de que agora tanto se fala nos partidos, são filhas desse tempo e ao contrário do que apregoam os seus defensores, veio ser um entrave à democracia interna. Sob a imagem que agora são os militantes que elegem os líderes, acabou-se com o debate interno nas secções para escolha de representantes ao congresso e com o próprio debate em congresso. Vai-se ao partido no dia marcado, coloca-se o papelinho e está feito. Como acontece nas eleições para o Parlamento ou para as autárquicas. Um voto na urna no “clube partidário” do coração e está feito.
O que se passou com os partidos, acabou também por se espalhar para a forma de governação. Um grupo de Ministros, que só ouve com atenção o enxame de iluminados que pensam o país e desdenham das opiniões de todos os outros. São povinho que não entende nada e a quem nem vale a pena dar muitas justificações. Eles, “os que vivemos no limbo do saber” tratam de tudo, não temos que nos preocupar com isso nem pensar muito no assunto. É demasiado complicado para nós e só aumenta o perigo de termos um ataque de coração precoce. Umas novelas, uns futebois, umas festas de jetesetes e uns bons casos de tribunal, com sangue, putedo e corrupção são muito mais adequados ao nosso nível mental.
Esta foi uma das culpas do Cavaco, a juntar a tantas outras a nível económico e social que tem. Afinal eu sempre disse que o Cavaco foi das piores coisas que aconteceu a este pais. Já pagámos muito por isso, estamos a pagar e vamos continuar a pagar durante muito tempo. E, tudo isto porque um dia um professor se lembrou de ir fazer a rodagem do seu carro e acabou por “chocar” com um congresso do PSD. Bem podia ter avariado o maldito carro.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

domingo, abril 25, 2010

A Rainha de Cravos no País das Maravilhas

25 Abril

Se fosse vivo, o marechal Spínola completaria nesta altura 100 anos, lembrou Cavaco Silva, que sublinhou que era “um homem de grande coragem e que deu um contributo significativo para a queda do velho regime e para a construção do Portugal democrático”. “Nesta exposição, que vale a pena ser visitada pelos portugueses, estão documentos inéditos, como a entrega do poder no dia 25 de Abril, do Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, ao então general Spínola”, disse.
O Jardim dos Buxos está decorado com grandes cravos vermelhos de papel. “Eu acho que está lindo. Nunca tinha visto o Jardim dos Buxos tão bonito”, disse Cavaco Silva.

Foi o Sr. Silva o primeiro Presidente da Republica Portuguesa a não colocar um cravo no discurso do 25 de Abril. É esse mesmo Sr. Silva que este ano resolveu fazer uma grande festa do 25 de Abril, homenagear um Spínola que nada tinha haver com aquele dia, que só apanhou as canas dos foguetes que gente como o esquecido Salgueiro Maia lançou. É esse mesmo Presidente que afirma que os Buxos do palácio nunca estiveram tão bonitos como agora que lá têm espetado uns cravos feitos de papel. Um verdadeiro homem de Abril, este Sr. Silva.

quarta-feira, setembro 23, 2009

O Sacrifício

Sacrificio

Fernando Lima, responsável pela assessoria para a Comunicação social da Presidência da República e conselheiro de Cavaco Silva desde que este ocupou pela primeira vez o cargo de primeiro-ministro, em 1985, foi esta segunda-feira afastado do cargo por pelo próprio Cavaco Silva.
Se bem me lembro, essa notícia ligava directamente o Sr. Silva à tentativa de lançar publicamente a ideia de que o governo andava a espiar a Presidência da Republica. Para se ver a pulhice da tramóia havia a intenção de tentar fazer acreditar que a noticia teria origem na Madeira. Já aqui disse que a ser verdade, como o “despedimento” do Fernando Lima parece provar, o Sr. Silva teria de resignar ao cargo por violação dos seus deveres e responsabilidades. Mas, como parece acontecer cada vez mais na ética politica, parece que vão tentar tapar a “inventona” com uma demissão. Sacrifica-se um assessor para salvar o chefe, encobre-se a mentira com outra mentira. Reconheça-se a fidelidade de Fernando Lima, que aceita ser pregado na cruz para salvar o Sr. Silva. Veremos qual a recompensa que vai receber e que lugar vai ocupar no futuro alguém que conspirou para promover uma guerra entre o governo. Claro que posso estar enganado na compreensão de tudo isto que está a acontecer, mas…

quinta-feira, janeiro 31, 2008

A pérola

 Uma pérola

«Logo no início do seu discurso na abertura do Ano Judicial, Cavaco Silva disse ser frequente suscitarem-se algumas interrogações, “perguntas simples, mas essenciais”, como, por exemplo, se “os portugueses confiam e acreditam na justiça do seu país?”
”A celeridade não é um valor absoluto, mas a lentidão não pode ser uma prática instalada”. “Não é tolerável” que o desfecho de alguns processos se arraste durante anos nos tribunais portugueses.

Para Cavaco Silva, a justiça “não deve estar à mercê daqueles que recorrem a todos os instrumentos processuais como meio dilatório para impedir ou retardar o trânsito em julgado das decisões judiciais”. “O Estado de direito não pode ser refém daqueles que dispõem de maiores recursos”.

O Presidente interrogou-se sobre se “os portugueses se revêem no aparelho judiciário e nas decisões dos magistrados, e se se orgulham da justiça do seu país”.»

in “Diário Digital


Quem vem a este blog sabe que nunca fui um grande admirador do Sr. Silva. Pelo contrário considero-o como um dos principais responsáveis pelo actual estado das coisas neste país. Os seus dez anos de governo criaram muitas das práticas e desigualdades que são hoje apanágio da nossa sociedade. Até o próprio sistema judicial que agora critica tem muitos resquícios dessa época.

Também os discursos do Sr. Silva nunca me entusiasmaram muito, de tão cheios de frases feitas e vazias. Pelo contrário, este parece-me cheio de verdades de que há muito todos temos consciência. Em Portugal há uma justiça dura para os pobres e para os pequenos crimes e uma muito mais macia e complacente para os poderosos (como aliás era e é defendido nas directrizes do Clube Bilderberg). Também os expedientes legais, os recursos dilatórios são prática comum para quem pode pagar aos grandes escritórios de advogados. Tem razão o Sr. Silva naquilo que disse neste discurso. Uma pérola no vazio da sua presidência
.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO