Terça-feira, Outubro 31, 2006

Há bruxas à solta

Poderá ser um problema técnico, uma vingança das sopeiras ou, mais provavelmente, um ataque de bruxas, mas a verdade é que a minha Internet se recusa a trabalhar. Sim porque estamos na noite das bruxas, mais uma importação do Tio da América, para fazer dos nossos filhos novos e admiráveis consumistas do futuro. Resolvi por isso dedicar aqui alguns bonecos às mais famosas bruxas cá do Jardim e começo com a nossa bruxulenta Cavaca, preparando no seu caldeirão, o nosso futuro. Pelo cheiro que exala nada de bom podemos esperar.
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Sem ligação à Internet



MORREU

A minha ligação à Internet deu o triste pio.

Resta a lenta ligação do portátil...até ver.

Um Cherne Nuclear

Eu cá há coisas que me irritam e outras que me cheiram mal. Irrita-me que o Cara de Cherne, venha lá do seu trono de Rei Bobo para nos vir impingir a opção nuclear com a subtileza de um elefante numa loja de porcelanas. Foi Primeiro-ministro deste país, sem saber o que fazer, fugiu para o luxo europeu, que embora seja lá longe também é pago com os impostos de quem trabalha, e vem agora dizer que a União Europeia não obriga, mas ajuda quem desejar fazer centrais nucleares. Cheira-me mal, quando há por aí um lobby cheio de vontade de fazer fortuna com a energia nuclear, surja a notícias de aumentos de 16% na electricidade, e logo de seguida, aquela figurinha apareça por cá a impingir-nos a opção nuclear. Coincidências acontecem, mas quando há muitos mil milhões em jogo não posso deixar de estranhar. Sei que sou eu que sou paranóico, que tenho a mania de levar tudo para a teoria da conspiração, mas que posso eu fazer. Como disse o Fernando Pessoa, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
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Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Temos Lula à Brasileira

Por aquilo que me tenho apercebido sobre o que se passa no Brasil, o Presidente Lula, eterno candidato da esquerda, durante o seu primeiro mandato decepcionou muita gente que o tinha apoiado. As suas cedências ao grande capital e o não ter feito uma guerra aberta à corrupção, antes tendo dela tirado proveitos, fez com que muitos tenham deixado de acreditar nele. Não sou especialista, nem tenho acompanhado o que se tem passado por terras de "Portugal à solta, mas uma coisa é certa. A pobreza, aquela mais profunda e entranhada que havia no Brasil, foi atacada e essa gente hoje vive melhor. Salários mais altos e os produtos do cabaz das necessidades básicas mais baratos. Houve por isso alguns benefícios que não se podem esconder e que fizeram do Brasil um país um pouco melhor.
Eu, pessoalmente estou contente pela vitória do Lula, não tanto pelo próprio Lula, mas por ter derrotado um candidato da direita, Alckmin, que representa tudo de mal que é a Opus Dei.
Por o nosso Popeye ter derrotado o Brutus, estou contente. pelo Brasil e por todos nós
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A eleição do Sócrates

José Sócrates foi reeleito Secretário-geral do PS, no congresso, com 97% dos votos. Perante tal unanimidade, coisa que já não via há mais de 32 anos em Portugal, que se poderei eu dizer? Nada que me lembre, e por isso aqui lhes deixo um passatempo.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS
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Campanha - Salve as Criadas

Mais duas imagens desta campanha, começando com um modelo já visto, já que a sua criação nos leva de volta às grandes limpezas da Primavera em Belém. Já a segunda, embora seja nova, mostra também ele uma criada do passado.


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Domingo, Outubro 29, 2006

Campanha - Salve as Criadas

Nestas duas criadas, temos um antigo modelo "Moita Flores", o tal que só ficará satisfeito quando houverem tantos "domésticos" como domésticas e, um actual, do esforçado, mas pouco credivel, Pires de Lima.

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Campanha - Salve as Criadas

Aqui estão mais duas das nossas criadas. A velha imagem da lavadeira Sócretina a esfregar as nódos de promessas existentes na roupa suja socialista, e uma nova imagem de uma velha Betty Mendes ou Mendes Boop, de acordo com o gosto de cada um.

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Campanha - Salve as Criadas

Integrado na nossa campanha" salvem as Criadas" mais dois modelos. Um antigo e anteriormente já aqui publicado e um outro novissimo, criado já após a nova lei das Finanças Regionais.

Modelo "Cavalgando o cavalo do poder em tempo de vacas magras", com a colaboração do "Bicho da Madeira".
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Sábado, Outubro 28, 2006

Campanha - Salve as Criadas


Mais dois modelos de criadas para todo o serviço, uma representando uma de um passado mais mais tradicional, (e já aqui publicada anteriormente) e outra mais moderna, modelo "Sonsa Sócretina".


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Campanha - Salve as Criadas

Hoje quero falar aqui, daquelas figuras que nos acompanharam na nossa juventude. Refiro-me à “Empregada doméstica”, em tempos conhecida como a criada, e que nada tem a ver com a pelintrice de uma mulher-a-dias. Aquela dormia, comia, vivia em casa dos patrões.



Mas, o que é importante é divulgar esta personagem, agora em vias de extinção e que só subsiste em zonas protegidas, e onde pessoas empenhadas gastam os seus parcos rendimentos na sua preservação. Falo de lugares de gente remediada como é um exemplo a Quinta da Marinha.



Empenhados na divulgação de tão nobre actividade, muitas figuras públicas aceitaram posar para fotografias vestindo diversos modelos criados pelas maiores costureiros. Aqui ficam 3 exemplos, sendo dois deles já imagens antigas, de gente que muito tem contribuído para a causa e uma nova acabadinha de tirar.


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Grandes Portugueses - O Cherne

Tive algumas duvidas na nomeação deste personagem para a listagem dos Grandes Portugueses, porque se por um lado há quem diga que partiu para a aventura europeia qual emigrante em busca de uma vida melhor, outros dizem que não passa de um oportunista, que aproveitou a necessidade que a Europa tinha de um banana para colocar na Presidência da união, para fugir de uma situação económica e a um país que, a cada dia, lhe fugiam mais por entre os dedos. Como se isto não bastasse, ainda nos deixou como herança um Santana Lopes à frente do governo.
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Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Dilema Existencio-Ministerial

Mergulhado na vida
E absorto
Vou seguindo
Atentamente
A polémica do aborto
Não posso dizer se estou seguro
Ou indeciso
Mas uma coisa é certa
Aumenta a confusão
Movem-se, encapotados,
Propósitos sinistros
Interrogo-me aflito
- Se acabam os abortos
Onde ir buscar ministros?
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Poema retirado do "Página em Branco" e assinado por "Temível Gonçalvista"
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Os Grandes Portugueses

Surgiu agora, em forma de programa televisivo, a ideia de escolher os Grandes Portugueses que andaram por este Jardim à beira-mar plantado. A RTP, incentivadora desta ideia, começou por fazer uma lista indicativa de alguns nomes que poderiam ser alternativas para essa escolha. Ai, não surgia o nome, e muito bem no meu entender, de um tal António Salazar, o que desde logo gerou controvérsia junto de alguns saudosistas desse passado cinzentão. Erradamente a televisão pública arrepiou caminho e acrescentou o seu nome, ao rol dos “colunáveis”, o que só por si é uma ofensa, já que uma figura tão sinistra, que criou uma PIDE, utilizou a perseguição politica, a censura, a prisão, a tortura, o assassinato e manteve uma guerra colonial durante mais de uma década, como forma de perpetuar o poder, não é certamente um Grande Português. No entanto, para todos aqueles que ainda suspiram por esses tempos aqui fica a minha visão do animal.
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Porque ontem foi quinta-feira

O que ontem se passou na zona de Belém está no segredo dos anjos. O barulho do aspirador, com que a Maria limpava o novo linóleo que colocou por sobre as carpetes do corredor – É uma pena andar a pisar estes tapetes tão lindos, justificara-se ela ao Aníbal, pouco deixava ouvir.
Sabemos no entanto que o Sr. Silva mostrou a sua preocupação à Socretina por aquilo que viu acontecer em terras húngaras.
- Vê lá tu que querem demitir o primeiro-ministro só porque ele disse que tinha mentido na campanha eleitoral. Se a moda pega não há governo que se aguente.
Assustada a Sócretina não pôde deixar de exclamar:
- Mas Aníbal, tu que já andaste nesta mesma vida em que eu ando, sabes que eu não menti mais que qualquer outra, ou mesmo que tu para vires morar aqui nesta casita tão bem situada e com uma vista tão boa para o rio.
- Eu sei minha Sócretina. Não te preocupes que o papá Silva está aqui para te defender, disse ele enquanto um imperceptível e fugaz sorriso lhe assomou no canto do lábio.
Olhando para um pequeno papel que estava sobre a secretária do Silva, a Sócretina conseguiu ler: “ A Manuela telefonou a dizer que logo passa por cá”.
-Abraça-me, meu anjo, disse ela sentindo um arrepio percorreu-lhe a espinha e com uma ruga de preocupação a surgiu-lhe na testa.
Lá fora no corredor, continuava a jorrar aquele irritante som do aspirador.
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Quinta-feira, Outubro 26, 2006


A RTP pública reciclou Maria Elisa da sua actividade "paradiplomática". Apesar de reciclada, exala um odor nauseabundo, possui um poder de toxicidade elevado e encerra um oportunismo mediático. É um produto não biodegradável com um ciclo de vida eternizado pela RTP. E, é pena!
AMARCORD

Moda Lisboa 2006

Para que não se pense que não ligo à opinião de quem me visita, aqui fica o resultado da votação dos modelos da Moda Lisboa 2006. A vitória ficou para “A Santinha sonsa” apresentado por Paulo Portas, o segundo lugar para o modelo “Bicho da Madeira” apresentado por Alberto João Jardim a pouca distancia do terceiro lugar que ficou para “Já te Isaltinás-te” de Isaltino Morais. Bem perto ficaram ainda o “Força Paulo estou contigo” apresentado pela dupla Nobre Guedes / Paulo Porta e pelo quinto lugar “Anjinho de Pau Carunchoso” passado por José Sócrates.
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Os Grandes Portugueses

Este é o meu voto. O Grande Português, que está por detrás dos maiores Políticos, Jornalistas, Presidentes de clubes, Vip’s, Tias, e toda essa outra gente que conta neste país.
Até chegar a esta decisão, reflecti muito. Olhei para a história, mas já estão todos mortos, passei pelo Elefante Branco, percorri o Intendente, o Parque Eduardo VII, passei por Belém, pela porta da Casa Pia, e vi muitos desses grandes portugueses que por ai andam, e a dúvida manteve-se. Só mesmo o Emplastro mostrou essa capacidade espantosa de estar por detrás de todos eles. Por isso tem o meu voto.
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Quarta-feira, Outubro 25, 2006

A fila do desemprego

"..... Em primeiro lugar, grave não é que se diminua em 3%. Grave é que, enquanto se vai cortar em coisas que são importantes para estimular a economia ou defender a justiça social, se mantenha a aposta nos projectos megalómanos e irresponsáveis da Ota e do TGV para Madrid. Por que é que o PSD não faz disso cavalo de batalha? Porque, tal como sucede com o PS, nesses ruinosos projectos estão envolvidas as empresas que lhes garantem o grosso dos seus financiamentos, para onde os seus dirigentes esperam retirar-se mais tarde ou que os seus deputados / advogados irão patrocinar, após cessada a sua passagem pela politica?....."
Miguel Sousa Tavares no Expresso
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O pequeno Mendes

Nunca considerei o Marques Mendes como um grande político, e a sua atitude em relação às SCUTs só vem provar que lhe falta dimensão para poder aspirar a mais altos voos. A sua primeira reacção, ao considerar que o governo tinha feito bem em rever a sua posição relativamente às SCUTs, que o colocar portagens em três delas era um facto positivo e só pecava por não o fazer em relação a todas as outras, foi correcta para quem sempre defendeu ser um erro a sua existência. A sua segunda reacção, ao deixar-se ir na onda das pressões dos seus opositores internos no PSD, de criticar a medida por ser uma quebra das promessas eleitorais, já lhe ficou mal.

Está mais que claro que o governo vai justificar a sua atitude com o cumprimento dos critérios definidos para a existência da gratuitidade dessas auto-estradas, e o PSD perde a oportunidade de demonstrar verticalidade e consistência nas suas posições, trocando-as por ataques populistas. Ao aceitar seguir por este caminho, Marques Mendes, cedeu à sua necessidade de afirmação interna no partido em contraponto com as suas ideias do que seria correcto para o país. Não é o ser contra ou a favor das SCUts que está aqui em causa, mas sim a honestidade politica de alguém que se diz preparado para governar este país. Parece que, da primeira vez que não apareceu a criticar as posições do governo, sem ter por único critério o serem posições do governo, não durou muito para as pressões interna do partido falarem mais alto.
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Aaaaaaaaiiiiiiiiiii!

Não sei quem me rogou uma praga, mas estou aqui para morrer. Dói-me tudo, o corpo, a cabeça parece quer vai rebentar e passeio-me entre o tremer glacial e o suar tropical. Até vir aqui ao computador tem sido, em alguns momentos, um sacrifício. Peço por isso desculpa por não ter dado a atenção devida, tanto aos comentários feitos, como às visitas que não tenho feito, a outros blogs.
Por isso me penitencio.

Greve Geral da Função Pública

Vem ai a greve da Função Pública. O Governo diz que não pode dar mais, os Funcionários Públicos que já não podem aceitar menos. Mesmo que desejasse dar o benefício da dúvida ao governo, aceitando as desculpas da crise, do défice, dos sacrifícios para todos, a posição do governo é indefensável. Desde há muitos anos que, este governo e os anteriores, definiram a função pública como o seu inimigo maior e a razão que justifica todos os males. A depreciação das qualidades e do trabalho dos trabalhadores da Função Pública e o apregoar ampliado das suas regalias tem sido a táctica escolhida para justificar muitas das medidas tomadas. O Sócrates até tenta fazer a figura de bonzinho, recusando as propostas do despedimento pura e simples de 50 mil, 100 mil ou 200mil como tem sido apregoado por alguma direita e por essa cambada do Compromisso Portugal, mas as atitudes anteriores não lhe dão muita margem de manobra. Eu não sou funcionário público e acredito que haverá razões de ambos os lados, mas se não há dinheiro para aumentos, não poderia o governo trocar isso por outras regalias sociais? Porque não mais dias de férias em 2007 ou outra qualquer medida do mesmo género? Não será possível chegar-se a um entendimento? Eu acredito que sim.
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Terça-feira, Outubro 24, 2006

Um Menezes de cabaça para baixo

«A direcção do PSD acusou ontem Luís Filipe Menezes de fazer "o jogo de José Sócrates", depois de o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia ter defendido a apresentação de uma moção de censura ao Governo socialista.»
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Depois de o PSD nos ter dado dois Primeiros-ministros do calibre de um Durão Barroso e um Santana Lopes, chega quase a assustar ver que também este cromo queria governar-nos. Com a oposição a ter ideias destas, o Sócrates bem nos pode lixar, que a oposição se lixa a si própria. Porque será que esta gente quando não tem algo de inteligente para dizer não se cala? Viveríamos, certamente, num mundo muito mais silencioso.
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Cavacos na Hungria

A Dança das revoluções
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Um Roubo com Pré-aviso

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, diz que a banca sabe bem o que fazer para não pagar impostos, depois do Ministério das Finanças ter deixado claro que a partir de 2007 os juros obrigacionistas pagos a investidores de sucursais no estrangeiro vão ser sujeitos a IRC e IRS.
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Aqui fica a prova provada da boa-fé da banca. No mesmo dia em que se sabe que as Finanças, perdoaram o IRS e IRC em algumas operações financeiras e, ainda oferece mais dois meses de isenção para o futuro, por considerar que essa fuga foi feita de boa-fé, venha o Presidente da Associação Portuguesa de Bancos, um ex-ministro das finanças, mostrar essa mesma boa-fé da Banca relativamente aos seus compromissos fiscais, ao afirmar que os Bancos já sabem bem como continuar a não pagar.
Parece-me que agora o governo só tem uma opção; fazer com carácter de urgência, uma lei que tape o buraco legal que vai permitir ao Banco ganhar dinheiro sem pagar o respectivo imposto. Se nós sabemos, o que vai roubar um ladrão, quando e como, só somos roubados se formos cúmplices do ladrão. Será que vamos, uma vez mais, ver a banca sair a rir de mais uma trapalhada?
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Segunda-feira, Outubro 23, 2006

O Tabu do aborto

“O Presidente da República deverá analisar esta semana a proposta de referendo sobre o aborto aprovada na quinta-feira pelo Parlamento não tendo até agora tomado uma posição pública sobre a convocação ou não da consulta popular.
«Só na sexta-feira ao fim do dia recebemos o Diário da República com a publicação da resolução da Assembleia da República. Agora, o Presidente da República tem oito dias para enviar para o Tribunal Constitucional», afirmou Cavaco Silva”
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Depois de se ter realizado este mesmo referendo há oito anos, confesso que não entendo muito bem mais este “tabu” do Sr. Silva. Só terá que lhe dar o seu aval e nem mesmo o envio para o Tribunal Constitucional faz sentido. Aprovado por uma larga maioria do Parlamento, e sem que ninguém questione a sua constitucionalidade não vejo qual é o problema de, pegar na caneta e, lhe botar o “bacalhau” o mais rapidamente possível. É isso que todos esperamos dele.

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The Believer

Inspirado na obra "The believer" de James Ryman
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"As Finanças perdoaram à banca o IRS e IRC que o sector deveria ter entregue ao Estado, a título de retenção na fonte, sobre os juros pagos a investidores em obrigações emitidas a partir de sucursais financeiras fora do país.
As Finanças decidiram então que a retenção não é obrigatória até 2007 e justificam a decisão com a ideia de que os bancos agiram de boa-fé quando não realizaram a retenção de imposto. O Governo admite a “forte convicção”, por parte dos bancos, “de que o regime fiscal aplicável seria o da não obrigação de retenção na fonte”, cita o Jornal de Negócios."
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Com esta da boa fé dos bancos é que me lixam. Com tanta gente, tão competente na procura de formas legais de pagar menos impostos, custa a crer que tenham qualquer dúvida sobre cada parcela de impostos que tenham de ser pagos. Acreditando na ideia de boa fé dos bancos, fica ainda a dúvida de porque vai continuar essa fuga aos impostos a ser possível por mais dois meses. Não deveria a lei começar a ser aplicada na íntegra já a partir de hoje?
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O Regresso do Sr. Lopes?

Este homem, que pelo que nos contou foi espancado pelos próprios familiares quando estava ainda na incubadora, parece decidido a renascer de novo. Corajoso, sem dúvida, porque agora já nasce velho, com um passado que não pode apagar e muitas anedotas que nunca se deixarão de ouvir. Apareceu a criticar o seu líder por não ser tão acutilante nos ataques ao governo como deveria ser. Vem dizer aquilo que para ele o Marques Mendes deveria dizer. Bastaram umas manifestações e umas infantilidades do governo, para que todos comecem a pensar se não estará na hora de começar a ocupação do trono no PSD. Basta a ideia, de que poderá haver uma possibilidade, por mais pequena que seja, de o Sócrates possa não ganhar as eleições em 2009, para que os aspirantes a primeiros-ministros se comecem a perfilar no horizonte. Com Luís Filipe Menezes também já a mexer-se lá pelo norte, esperemos pelos próximos capítulos.
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Domingo, Outubro 22, 2006

Uma Semana Difícil

Este governo de “infantilidades andou com uma semana difícil. Um veio apregoar o “fim da crise” para logo outro nos apresentar um orçamento de estado que até nos aleijadinhos vem bater justificando-se com a necessidade de combater a crise que afinal não tinha terminado. Claro que no meio de tudo isto nem tudo são desgraças e pelo menos aprendemos qualquer coisa. Uma é que quem ganha mais de 500 euros já faz parte dos “ricos” e, que mesmo sem sabermos, cada um de nós deve uma porrada de dinheiro à EDP. Pelo menos foi isso que um qualquer Secretário de estado, nos veio dizer para justificar um aumento de quase 16% na electricidade. Estava num dia mau, e logo o ministro veio procurar os buracos na lei, que ele próprio tinha feito, para conseguir encontrar um truque para que o aumento seja só de uns miseráveis 6%. Grande amigo este Manuel Pinho. Vieram depois as más-línguas dizer que, embora o orçamento seja de contenção, que os Ministros iam ter uma aumento do mesmo tamanho do aumento da electricidade, ou seja de 6%. Mas, afinal, também tinha a ver com um mau dia e era um erro no orçamento. Não ficámos a saber se foi um erro feito na sua feitura ou se só o passou a ser depois de sair nos jornais, mas que se lixe, é só mais uma consequência de um mau dia.

Complicada esta semana para o governo, mas quando olhamos não vemos o Papá Sócrates em lado nenhum. Ou, quando prestamos mais atenção lá andava ele pela Finlândia, com os Caras de Cherne todos da Europa para receberem um Putin vindo do frio russo. Agora, com o papá já em casa para dar tautau a todas estas infantilidades, e com a presentação de uma ou duas medidas mais populistas, tudo voltará ao normal, com as nossas vidas mais difíceis e as sondagens a espantar todos, por se ver o Sócrates a subir quase ao mesmo ritmo da miséria que cria.
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A Sanfona Marques Mendes

Quando olhei para os últimos posts que fiz, notei algo de estranho. Por onde anda o Marques Mendes que há tanto tempo que não lhe faço o “boneco” (embora, para esse qualquer fotografia dele, já seja um boneco). Comecei a pensar no porquê e não é certamente por falta de aparecer na comunicação social. Antes pelo contrário, não há dia em que nas rádios e televisões, lá está ele a falar. Fala, fala, mas no fim diz exactamente a mesma coisa que tinha dito ontem, anteontem, há uma semana, ou há não sei quanto tempo que não lhe fiz o ultimo “boneco”. O homem transformou-se numa sanfona mecânica, numa cassete Marques Mendes. É o desnorte do governo, as trapalhadas, dependente da notícia do dia o que o governo fez mal, e termina a exigir explicações ou que quer o Primeiro-ministro vá à Assembleia.
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Tenho pena porque já sinto saudades de me divertir com o “Ganda Nóia”, pequenino, a falar muito e a mexer aquelas mãozinhas no ar. Não que dissesse coisas muito mais inteligentes, mas pelo menos dava-nos vontade de rir. Agora, que lhe arranjaram, um “treinador” que lhe diz como se vestir, mexer, uma aparição televisiva diária e lhe meteram um discurso na cabeça para repetir incessantemente as mesmas palavras, tornou-se chato.
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Por isso, da próxima vez que me lembrar de fazer um boneco do Marques Mendes, vou simplesmente fazê-lo, provavelmente sem sequer tentar justificar o porquê. Não procurarei razões onde elas não existem e simplesmente satisfarei a minha vontade de o retratar da forma que os meus olhos o vêm.
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Sábado, Outubro 21, 2006

Há por ai um Blog que também É TEU

Existe um novo blog por ai. Chama-se “Página em Brancohttp://1kualker.blogspot.com e, embora não saibas também é teu. É um blog comunitário, ou seja qualquer um lá pode colocar aquilo que desejar. Tanto o User Name (1kualker) como a Password (123456) estão visíveis e disponíveis para permitir a todos o acesso. Todos os posts, ficarão assinados por um tal “Unknown”, e se desejares que saibam quem colocou o post, terás de assinar por baixo, se não o desejares ninguém saberá quem o fez. É uma página em branco aberta a tudo e a todos. Usa-a quando e conforme quiseres. Ali, pode haver de tudo, menos censura. Aproveita, também é teu..

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Pensa, Diz, Faz

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Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer! DIZ!
Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só falar.
Você também tem que fazer! FAZ!
Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer.
E depois a gente pensa.
E depois a gente diz.
E depois a gente faz... o que tiver que fazer!
O que tiver que fazer!
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Extracto de "Se liga ai" de Gabriel o Pensador.
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Não explicam, pá!

Há muito que a existência de SCUTs é criticada pela oposição, à direita do PS, que defende o princípio do utilizador pagador, e são apontadas como um dos maiores problemas do défice do estado. Sempre que se procura encontrar financiamento para qualquer outro assunto, como aconteceu agora com a segurança social, ai está a oposição a dizer: -Acabem-se com as SCUTs, e utilize-se esse dinheiro poupado. Ainda recentemente o Presidente da Associação de Municípios, Fernando Ruas, no debate com o Ministro António Costa, no programa Prós e contras, utilizou esse argumento como forma de encontrar dinheiro para um maior financiamento das autarquias. O aplauso dos autarcas presentes foi imediato.

Vem isto a propósito de agora, que o governo resolveu colocar portagens em três delas, o discurso ficar todo baralhado. O PSD vem dizer que ainda bem que o governo mudou de opinião, mas os seus autarcas que são atingidos por esta medida, berram por injustiça e exigem que a SCUT que serve o seu Conselho não deve ser paga. Isto é são contra as SCUTs, todas elas, menos a que os servem a eles. O CDS, que tanto pediu o seu fim, acusa Sócrates de fraude eleitoral e exige a presença do governo na AR para se explicar. As confederações Industriais e as empresas de transportes vêm afirmar a sua discordância com esta medida e afirmam que ela vai prejudicar as empresas, e eu já não percebo nada disto.

Afinal haver SCUTs é bom ou é mau?

Se é bom, será que a introdução de portagens em três delas é um erro?

Se é mau, porque tanta reclamação de quem sempre afirmou que deveriam ter portagens?
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Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Uma Maria tirada do pó

Andava eu para aqui a mexer nesta pasta cheia de imagens (tenho que ver se me organizo e arrumo isto tudo) e encontrei uns bonecos que já tinha feito há já algum tempo, já não sei muito bem porquê. Como já ando cansado de estar aqui sempre a dizer mal, ponho esta imagem e não digo mais nada.
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Um dia de cão


Depois de numa das mais parvas afirmações feita por um politico, neste caso o secretário de Estado da Indústria, ao culpar os consumidores pelo aumento do preço da energia eléctrica, veio agora desculpar-se dizendo que “foi um mau momento”. Pelos vistos, o Ministério da Economia, está a lutar para ganhar o prémio do Ministério com as desculpas mais parvas para as afirmações mais ridículas. É que recentemente o próprio Ministro, Manuel Pinho, já se tinha desculpado da sua afirmação, de que a crise tinha acabado, considerando-a como uma “infantilidade”.
É assim, entre infantilidades e maus momentos que nos vão pedindo sacrifícios e prometendo um mundo melhor. Num mau momento andamos todos nós, e infantilidade é continuar a acreditar que, com estas politicas e esta gente, chegaremos a algum lugar. Para eles, foi “Um dia de cão”, para nós é um “futuro de merda”.
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O Cantor Lirico

Ontem foi dia de espectáculo de Teixeira dos Santos. O homem cantou que se fartou, e depois de, nos dias anteriores, terem atirado para a praça pública uma série de medidas de arrepiar os cabelos, pondo tudo e todos, a berrar e a lançar impropérios, eis que agora chegam as medidas que nos passam a mão pelo pêlo. Para amaciar ai estão novas regras para os Administradores de empresas públicas, o fim das pensões milionárias e vitalícias aos administradores do Banco de Portugal, e uma maior colecta fiscal aos Bancos. Termina, num trinado para dizer que afinal a electricidade não vai aumentar os quase 16% mas se deve ficar por uns módicos 8%. Ufa, que alivio, só 8%.
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Fica o povinho contente, porque afinal as dificuldades são para todos, e esquece-se daquilo que, na véspera, o tinha indignado.
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Tudo muito bonito, mas ainda me ficam umas perguntas por responder. Do estatuto dos Administradores de empresas publicas, ficamos na mesma, porque feitas as contas nada nos garante que estas regras são melhores e mais baratas que as anteriores. É que na questão do Banco de Portugal, há um gato com o rabo de fora. Isto é, cada Administração nunca pode ser nomeadas para mais de dois mandatos de 5 anos. O que lhes foi retirado é o direito de passarem a receber a reforma vitalícia ao fim de um mandato, isto é, como a grande maioria cumprirá sempre dois mandatos, acabarão sempre por vir a ver a tal milionária pensão ser-lhes atribuída. Já que estou a falar do Banco de Portugal, seria bom saber se já poderemos ver o tal estudo que tinha sido encomendado sobre os salários e reformas que ai são pagos. Foi anunciada num outro qualquer anterior anúncio de orçamento e até agora nada. Da banca, também não entendi nada. Não vai aumentar a taxa de IRC sobre os pobres bancos, ou seja, vão continuar a pagar muito menos que todas as outras empresas embora sejam os que têm os maiores lucros, mas garante, o Ministro, que vão pagar mais. Ou seja, na dose de rebuçados que nos foi dada para amaciar a azia da véspera, esta montanha de medidas populares pode não mais ser que um cenário. Por trás continua tudo na mesma.
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Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Porque hoje é quinta-feira

Quinta-feira, dia da visita semanal da Sócretina a Belém. A Maria certamente que já acordou mal disposta, e como sempre acontece nestes dias, já se deve ter posto a esfregar desenfreadamente a roupa interior ou o chão de alguns dos quartos. A Sócretina lá deve ir a cantarolar e aos saltinhos, afinal ela gosta tanto de comer uns pastelinhos ainda quentes. O Sr. Silva espera ansiosamente por mais este momento de intimidade: “Quando me lembro da altura em que era eu que tinha de vir todas as semanas, para visitar aquela bochechona que só pensava em correr comigo, é que vejo como valeu a pena aqueles dez anos, longe disto tudo, e a ajudar o meu pai a por gasolina nos carros” pensa ele, espreitando para a rua por entre os cortinados com folhos de renda que a Maria disse que ali ficariam muito mais bonitos que os antigos reposteiros de veludo.
Finalmente o reencontro e o esquecer os amuos da semana passada. O Sr. Silva sabe que a Socretina está a passar por uma fase difícil, com problemas mesmo dentro da própria família.
-Tem calma, Sócretina, sabes que podes contar sempre comigo para te ajudar.
-Oh Silva, és tão querido. Que seria de mim sem o teu apoio com estes invejosos todos à espera de uma oportunidade para me escorraçarem
, - disse a Sócretina enquanto lá por dentro sabia bem que, se algo começasse a correr mal, ele rapidamente a trocaria por outra qualquer. “Este não é de confiança, mas que hei-de eu fazer. Se me zango com ele ainda me põe na rua e depois é que estava lixada”.
-Silva, vai fechar a porta e depois vem para aqui para começarmos a trabalhar. Apetece-me tanto.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A MORTE DE FRANSELMO NÃO PODE TER SIDO EM VÃO!



A MORTE DE FRANSELMO NÃO PODE TER SIDO EM VÃO! (CONTRA AS USINAS DE ÁLCOOL NO PANTANAL!) Gomercindo Clovis Garcia Rodrigues*


De novo volta à baila no meu querido Mato Grosso do Sul, a questão das usinas de álcool no Pantanal... E volta de forma “sorrateira”, “escondida” num projeto de lei, o 152/2006 de autoria, como não poderia deixar de ser, do ainda Deputado Estadual Dagoberto Nogueira, eleito, infelizmente, em minha opinião, Deputado Federal, com tramitação incrivelmente rápida na Assembléia Legislativa do MS.
O obscuro projeto, exatamente para tentar esconder seus verdadeiros objetivos, traz uma “redação concisa” que, aparentemente, não diz nada e que pode passar despercebido para a maioria da população e, até, para a mídia local e nacional.
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Diz a redação do “projeto de lei”: “Altera a Lei nº328, de 25 de fevereiro de 1.982.
Art.1º - Fica suprimido o art.4º da Lei nº328, de 25 de fevereiro de 1.982, renumerando os demais.x
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.” (Destaquei)
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Para entender os verdadeiros “objetivos” de dito projeto, que, pelo que sei, está em fase avançada de tramitação na Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul, vou relembrar um já falecido professor de Direito Penal do meu Curso de Direito na UFAC: “olha o título! Olha o título!”, quando a gente ficava sem saber onde “encaixar” determinada conduta ilícita.
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Olhando o “título” – e ressalte-se que “título” aqui tem sentido diferente daquele comum no Código Penal, mas é usado de forma exemplificativa, porque cabível - do projeto, tem-se que ele “altera a Lei nº 328/1982” do Mato Grosso do Sul. E o que diz o “título” daquela lei: “Dispõe sobre a Proteção Ambiental do Pantanal Sul-Mato-Grossense.”
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Então, temos que o objetivo maior da Lei nº 328/1982 é o de promover a proteção ambiental do Pantanal sul-mato-grossense, do que, qualquer alteração em tal lei, pode ter por caráter obscuro – e aqui está o meu entendimento quanto ao “Projeto de Lei nº 152/2006” – exatamente desfigurar a lei, torná-la apenas “objeto decorativo”, porque descaracterizada a sua finalidade maior.
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Quando o malsinado “Projeto de Lei nº 152/2006” fala em “suprimir” o art. 4º da Lei nº 328/1982 ele quer dizer que está suprimindo o seguinte:
“Art. 4º - Fica proibida a ampliação da capacidade instalada das destilarias de álcool ou usinas de açúcar de que trata o artigo 1º, que já se achem instaladas e em operação na data da publicação desta Lei.”
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Ou seja, como se vê, busca criar facilidades para a ampliação da “capacidade instalada” das destilarias que já existiam em 1982. E tais “facilidades” podem ser nocivas?
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Claro que sim, e aqui está a ruptura com o objetivo maior da Lei nº 328/1982, pois todos sabemos que por mais que tenha avançado a pesquisa, a ciência, a tecnologia, não conseguiram fazer com que a produção de álcool não gere vinhoto, que pode ser de 12 a 15 litros de vinhoto, ou restilo, por litro de álcool. Na “justificativa” de seu malsinado “Projeto de Lei” o Deputado Dagoberto Nogueira diz que:
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“Muito se argumenta sobre o efeito poluidor do vinhoto ou restilo que é o resíduo aquoso do processo de fermentação da garapa, e seu risco potencial para o Pantanal. Este resíduo, rico em nutrientes e matéria orgânica, ao contrário do que ocorria em muitas usinas à época da aprovação da Lei 328 de 1982, em apreço, é hoje reutilizado integralmente nas lavouras, melhorando a composição orgânica do solo e substituindo boa parte dos adubos que teriam que ser esparramados.”
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O que o Deputado não diz, nem pode dizer, é que até ser utilizado, e não necessariamente “integralmente”, o vinhoto, que sai do processo produtivo muito quente (em torno de 100º graus), tem de ficar “armazenado” em lagoas, para resfriamento e para a eliminação de resíduos de álcool. Aqui está o risco. Uma “lagoa de armazenamento” de vinhoto pode se romper, pode transbordar se atingida por grandes chuvas e, em caso de acidentes dessa monta – que não é raro e há, inclusive, exemplos recentes! – todo o vinhoto é canalizado para os cursos d’água e, neste caso, como é extremamente poluente (desoxigena a água!) pode causar uma situação irreversível para o Pantanal, dada a sua fragilidade.
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Aqui, então, o “Projeto de Lei nº 152/2006” DESFIGURA e DESTRÓI a Lei nº 328/1982, este o seu “caráter obscuro”, escondido de todos, tratado “a sete chaves” até mesmo, pelo que tenho acompanhado, por boa parte dos Deputados Estaduais do Mato Grosso do Sul.
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Volto agora ao “título”, mas, ao título deste escrito: a morte de Franselmo não pode ter sido em vão! Não é possível que o sacrifício de um dedicado ambientalista do Mato Grosso do Sul, que chamou a atenção do mundo, possa ser “esquecida” de forma tão torpe pelos ilustres Deputados Estaduais do Mato Grosso do Sul.
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Franselmo, como tantos outros que lutaram por um mundo melhor, mais humano, menos “desastrado”, menos destruído, com garantia de sobrevivência para as gerações futuras, para os nossos filhos e netos não pode ser esquecido. Sua morte trágica, seu protesto com a única forma que encontrou à época para chamar a atenção para uma situação de extrema gravidade não podem ser esquecidos e destruídos por uma redação simplória que, aparentemente não diz nada, mas que, no fundo, DESTRÓI TUDO: “Fica suprimido o art.4º da Lei nº328, de 25 de fevereiro de 1.982...”
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Suprime o artigo e tira o “espírito da lei”. É como o poema de Eduardo Alves, “No Caminho, com Maiakovski”:
“...
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Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil delesentra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
...”
Agora é hora de falarmos... porque depois será tarde de mais...
para que a vida e a morte de FRANSELMO não tenham sido em vão!
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Em defesa do Pantanal, do meio ambiente e da vida!
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Tenho dito!
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*Gomercindo Clovis Garcia Rodrigues é matogrossense do sul (Caracol 1959), formado em Agronomia (UFMS/Dourados – 1982) e Advogado militanteem Rio Branco - AC (OAB/AC 1997), formado pela UFAC (fev/1998), ambientalista, amigo de Chico Mendes, com quem trabalhou, membro do Comitê Chico Mendes e autor de “Caminhando na Floresta”. Foi, como estudante de Agronomia em Dourados e vice-presidente do DCE-UFMS, membro da Campanha em Defesa do Pantanal que resultou na Lei nº 328/1982.
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Texto enviado por Claudia Girelli
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Tirar o Cavalo da Chuva

A ministra da cultura, sim é verdade, temos uma em Portugal para quem não tenha dado por isso, depois de afirmar que estava disposta a intervir no problema do Rivoli do Porto, talvez por ter visto o Sr. Silva sacudir a água do capote ao dizer que aquilo era um problema da Câmara do Porto, resolveu, também ela, retirar o cavalinho da chuva e dizer que só falava com os autores do protesto depois de saírem do teatro. Isto apesar de se saber que, numa atitude inqualificável, Rui Rio, tinha mandado cortar a luz, a água, e a possibilidade de receberem comida bem como colocar o ar condicionado no máximo de frio para forçar a saída dos actores barricados. Este dizer, “não é nada comigo, não é nada comigo”, está a tornar-se num hábito na cultura politica portuguesa. É pena que assim se procure fugir de tomar posições sobre aquilo que se pense ser ou não justo, simplesmente para fugir às responsabilidades. É pena que, ao se ver alguém tomar medidas como as tomadas pelo Presidente da Câmara do Porto, só se preocupem em criticar a legalidade da acção de quem protesta e não com a violência da atitude do Sr. Rio.
Como já se sabe, o protesto acabou com a entrada da polícia de intervenção, pela calada da noite no teatro, e pela detenção dos ocupantes.
Louvo aqui a coragem daqueles que, bravamente, lutaram por aquilo que pensam ser justo e pela vitória que conseguiram ao colocar o assunto no primeiro plano das notícias nacionais, critico as forças políticas, todas, desde os partidos até aos políticos no poder pelo receio que demonstraram de tomar posição e desprezo o Presidente da Câmara do Porto pelas suas atitudes ditatoriais e violentas da dignidade e da integridade física dos autores do protesto.
A população do Porto, deveria era juntar-se e mudar de um Rui Rio para um Rua e Rio com ele.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

IMPUNIDADE?

Hoje no jornal vem a notícia de que o governo pertende retirar benefícios fiscais aos defecientes. As razões são por demais conhecidas. Escritas, ditas, em voz alta, repetidas, marteladas, massacradas, as vezes que forem necessárias para convencer o pagode : é preciso cortar na despesa do Estado, para diminuir o déficit.
A mim o que me parece é que há, aqui em Portugal e em muitos outros países, um déficit de decência, decoro, humildade, altruísmo, humanidade, honestidade, verdade.
Esse déficit começa nas pessoas que nos "governam", que foram eleitas pelos portugueses depois de se terem apresentado às eleições onde, com caras muito sérias, mentiram, ao dizerem-se sérios, competentes, com o espírito de serviço à causa pública e bem comum.
Esta práctica dos políticos um pouco por todo o lado, tem saído impune. E continuará a ser assim. Até que alguém conteste com sucesso este escândalo quotidiano, já com décadas no nosso país.
A meu ver, os governos começam a perder a legitimidade para governar. Porquê?
Podemos observar que em Portugal a participação dos eleitores em eleições legislativas não passa dos 65%. O que em cerca de 8 milhões de pessoas com direito a voto dá cerca 5,2 milhões de pessoas que votam e 2,8 milhões que não votam. O partido vencedor com maioria de 44% recebe cerca de 2,3 milhões de votos. Verifica-se assim que Portugal, que tem à volta de 10 milhões de habitantes, é governado por pessoas de um partido que representa menos de 25% da sua população. Mas.....
De acordo com a lei, o governo é legítimo. Porque chegou ao poder através de um processo que está previsto na lei. Esta situação em Direito tem o nome de legitimidade de título. No entanto para se exercer o poder de acordo com a lei é necessário preencher outro requesito : o da legitimidade de exercício. Ora a legitimidade de exercicio resulta do modo como é exercido o poder.Por exemplo: eu ganho as eleições com 85% dos votos (por hipótese absurda ) mas isso não me dá o direito de governar como um ditador, ou desrespeitar a lei, ou governar contra a maioria das pessoas.
É muito provável que os governos em Portugal estejam atingir o limite da legitimidade do exercício do poder. Será que vão continuar impunes mesmo após passarem esse limite? Como poderá ser mudada esta situação?
Texto enviado pelo Vivi
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Quarta-feira, Outubro 18, 2006

CHEGÁMOS À ANTÁRCTIDA !

Portugal chegou no início deste ano à Antárctida através de um grupo de jovens cientistas portugueses investigadores na área da geomorfologia do Planeta. Chegámos com a ajuda dos "nuestros hermanos", que lá assentaram arraiais no século passado pelos finais da década de 80. Os nossos cientistas estão muito interessados em estudar uma coisa que se chama "permafrost" (não tenho a certeza de ter ouvido bem na TV) e, estão entre os pioneiros desta investigação.

O "permafrost" é o nome dado à camada de solo terrestre que se encontra congelada em permanência. Esta camada ocupa cerca de 25% da superfície continental da Terra.Na Antárctida, este "permafrost" é por assim dizer puro mas no Alasca, norte do Canadá e Sibéria, contém matérias orgânicas.É nestas regiões que se encontra a maior parte do "permafrost". Os cientistas já sabem que o "permafrost" tem vindo a descongelar devido ao aumento médio da temperatura no Planeta. Ao descongelar, provoca a decomposição das matérias orgânicas nele contidas, libertando carbono e metano para atmosfera. Este evento causa um efeito de estufa decorrente da mistura destes dois gases com os existentes na atmosfera ( óxigénio, azoto, e outros).
A Antárctida não é um país. É uma região gerida por um tratado, o Tratado da Antárctida. Parece que este tratado já foi assinado por 80% dos países do Mundo, e parece que Portugal ainda não assinou...
Esta "aula" foi dada por um jovem cientista português, naquela entrevista com a Ana Sousa Dias no canal 2 da TV.
Texto recebido de Vivi
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Eu culpado os mando à merda

" A culpa do aumento de 15,7% da electricidade para os consumidores domésticos em 2007 é do consumidor, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia."São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém."Foi o Consumidor Doméstico, quem mais consumiu tarifas no passado e isso gerou défice."Este défice tem de ser pago por quem o gerou."
Secretário de Estado da Indústria, António Castro Guerra
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Tenho tentado ser paciente e evitar utilizar o vernáculo neste blog, mas não sei até quando isso será possível. Esta personagem, vinda de um obscuro gabinete ministerial, quase me fez perder a cabeça. Com que então a culpa do preço da electricidade mais cara da Europa, ir aumentar em quase 16%, é do consumidor. Será que fomos nós, consumidores, quem fixou os preços no passado?
Se existe esse tal défice (estou farto das mentiras escondidas por detrás desta palavra), então como é possível que a EDP tenha no ano passado tido os seus maiores lucros de sempre?
Quem teve a ideia de privatizar o sector para agora vermos as nossas facturas a disparar por ai acima?
Quem teve a ideia de liberalizar o sistema, com a promessa de que com a concorrência os preços iriam descer, para agora vermos que tudo isso não passavam de balelas?
Que obrigação tenho eu de pagar, antecipadamente, os investimentos de privados em energias renováveis, para lhes aumentar ainda mais os lucros?
Que nos andem a adormecer com conversas fiadas sobre o défice do estado, a crise, o pacto de estabilidade e que andem economistas da treta a contar histórias da carochinha, nas televisões, rádios e jornais, nós ainda vamos comendo e calando. Agora, que nos venham chamar de burros, de mentecaptos e de atrasados mentais apontando-nos o dedo como sendo os culpados das suas burrices e desonestidades, já é demais. O Sr. Secretário de estado, e toda a corja existente no meio onde paira, que vão à merda. Estou fartinho de vocês e acreditem que o desprezo que lhes voto, nunca, mas mesmo nunca, será expresso num voto em vocês. Não prestam, são lixo, são aldrabões, são desonestos. Não sei até quando os portugueses estão dispostos a aceitar calados este estado de coisas, mas no dia em que o povo resolver tomar nas suas mãos a limpeza de todo este esterco, eu estarei na primeira fila dos que os vão correr a pontapé.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A Gula de Teixeira dos Santos

Ficámos ontem a conhecer o “menu” que este governo preparou para o ano de 2007. À primeira vista, o prato não parece muito saboroso para o preço que nos querem levar por ele, sobretudo se olharmos para a relação preço/qualidade, em nada semelhante ao almoço, recentemente servido na Assembleia da Republica, e onde o custo por cada uma das 50 pessoas ficou por uns módicos 147,33 Euros mais IVA [Link], e que talvez justifique os 86 milhões de Euros a que têm direito este ano.
Uma das mais controversas partes deste orçamento vem na rubrica dedicada ao IRS, que sobe para reformados e deficientes. O argumento é o de uma maior justiça fiscal, mas chamar justiça a aumentos de imposto em rendimentos acima de 500 euros mensais, não me parece muito certo. Até parece que quem tem 500 euros para viver por mês é um privilegiado e deve ser incluído na lista dos grandes magnatas.
Por este andar, nem é escusado apertar o cinto, porque isso só vale a pena para quem tem calças para segurar e nós já nadamos todos de tanga. Como dizia o poeta, “eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada”.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

RioVoli

"A Câmara Municipal do Porto cortou, esta terça-feira, a iluminação do Teatro Rivoli e mandou colocar o ar condicionado no máximo de frio, numa tentativa de acabar com o protesto de um grupo de actores e espectadores que se mantém há mais de 30 horas no Rivoli."

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Não estou aqui a escrever para falar das razões para este protesto popular, estas estão explicadas três posts mais abaixo “To be or not to be rentável”. O que me parece aqui importante é a falta de “civilidade”, de entender o direito das populações à indignação, à manifestação daquilo que defendem ser os seus direitos. Sujeitar aquelas pessoas à escuridão e infringir a decência, ao “bombear” frio para o interior do edifício, transformam o Sr., Rui Rio, não só em alguém arrogante, vingativo e prepotente, como provou a sua politica de atribuição de subsídios camarários, mas também num triste exemplo de ser humano. Concorde-se ou não com as razões do protesto feito no Rivoli, uma coisa é certa, a reacção do Presidente da Câmara é totalmente desproporcionada e sobretudo barbara. Não é a torturar, quem luta por algo que considera justo, que se mostra ser um democrata e alguém que acredita na liberdade. Sr. Rui Rio, você não presta.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Terça-feira, Outubro 17, 2006

Faça-se luz que isto está a ficar muito negro

Se em Portugal se repetisse uma revolução como a de 1640 o novo Miguel de Vasconcelos a ser defenestrado seria certamente Pina Moura. Foi tudo o que me consegui lembrar, ao constatar que o aumento da electricidade vai ser de 15% para o próximo ano, graças à extraordinária politica de liberalização das energias, que supostamente iriam aumentar a concorrência e com isso reduzir preços. A gasolina é o que se vê, e a electricidade é o que se vai ver.
Será que ainda falta muito para o irem encontrar escondido dentro de um armário?
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

O Sonho de Ribeiro e Castro

Se sempre admirei as pessoas que lutam pelas suas convicções, independentemente da sua posição social, e sempre considerei como tolas aquelas que se põem em bicos dos pés para parecerem aquilo que não são. Ribeiro e Castro, ao condicionar a possibilidade de se abster ou votar a favor do Orçamento de Estado, à aceitação das suas propostas, coloca-se neste segundo grupo. Aceita que o CDS vote a favor se o governo adoptar a sua proposta de segurança social e baixar impostos e de se abster no caso do governo incorporar no orçamento as suas ideias, baixar as despesas do estado pela via da poupança e aceitar considerar a redução das taxas fiscais. Esquece-se Ribeiro e Castro que Sócrates governa com uma maioria absoluta, e por isso não necessita dos votos do CDS para nada. Antes pelo contrário, estes votos só iriam mostrar que este orçamento agrada à direita e assim aumentar a contestação vinda das outras bancadas e da “rua”. Sócrates que tem tentado ocupar o bloco central, comendo franjas do PSD, não está muito interessado em colar-se à direita. Se o Ribeiro e Castro não vê isso, ou simplesmente procura protagonismo, realmente não está lá a fazer nada e confunde uma futura estratégia de coligação pós-eleitoral em 2009, caso o PS não consiga maioria absoluta, com um apoio que neste momento o governo não necessita.
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

A banda do "Mentiroso Aldrabão"

Não sei que bruxa e que feitiço tinha lançado sobre este país que andava tudo adormecido. Com o governo a apertar o cinto, não nas barrigas vazias dos portugueses, mas já no seu pescoço, parecia que já não havia esperança. Ou estávamos moribundos ou já mortos e enterrados. A famosa contestação social, aquilo a que agora depressivamente chamam de “rua”, não se via. Aumentava o desemprego, diminuía o nível de vida e, nada. A rua continuava vazia.

Mas, como não há mal que sempre dure, primeiro com a manifestação dos professores e depois com, dizem, 80 mil pessoas na dos funcionários públicos. Isto, enquanto Sócrates falava com os seus deputados para lhes explicar que a “rua” era um assunto de somenos importância e que nem merecia qualquer comentário. Talvez seja este o primeiro grande erro de Sócrates, este minimizava a importância e a força que o Povo tem. Sim, esta palavra, Povo, agora tão depreciada, tão vista como “pimba, tão pouco na moda. Mas, é a palavra que nos une, é aquilo que realmente somos, por mais que prefiramos ver-nos no espelho como estando acima da ralé. Continuamos a ser povo, e devíamos ter orgulho nisso. Basta olhar para a história e ver que foi ele, que ao longo da história, saiu em defesa deste país. Mas, já ia por aqui fora e não era disso que estava a falar. Pena é que estas manifestações não se libertem das correntes com que são controladas pela Intersindical e partam em contestação livre das pessoas contra este estado de coisas, contra este caminho que seguimos, esta vergonha em que vivemos.

Ultimamente, Sócrates começou a ser vaiado por pequenas manifestações quando se desloca a qualquer lugar. De início era gente que gritava o seu descontentamento para que actualmente já se veja uma banda ensaiada a cantar, “mentiroso aldrabão”. Já existem cartazes, porta-voz e tudo. Uma vez mais, o querer controlar o descontentamento popular, só o vai conter, partidarizar e em ultima instancia matar.

Infelizmente, partidarizar não é a solução e só dá armas a quem pretende manter o pântano em que nos encontramos.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

To be or not to be rentável

Depois de um fim-de-semana, em que dediquei todos os posts à moda Lisboa, haveria muito assunto de que falar. Desde o anuncio do “fim da crise” do Manuel Pinho, passando pela parva teimosia do PSD em apoiar o “Bicho da Madeira”, ou à banda que agora acompanha todas as saídas publicas do Sócrates interpretando o tema “mentiroso aldrabão”, até ao atómico Kim Jong e à mentirosa Condoleezza Rice, a escolha era grande. Perante isto, resolvi falar de algo muito mais “pindérico”; a ocupação simbólica do Teatro Rivoli no Porto.
Após a sessão de uma peça de teatro, os actores e o público presente, resolveram ocupar o teatro durante toda a noite, como protesto pela intenção da Câmara Municipal de entregar a sua gestão a privados. O propósito que estes actores e o publico presente, associando-se a um abaixo-assinado que já decorre nas ruas do Porto, é o de pedir garantias de que «o teatro não seja gerido e programado em função da maior ou menor rentabilidade», de que «os núcleos de produção da cidade do Porto, em todos os domínios da criação, tenham acesso e lugar no seu teatro municipal» e de que «a direcção do teatro pugnará pela formação contínua do público». Isto, depois de Rui Rio ter defendido «uma ideia de um teatro regido por critérios de rentabilidade».
Nesta sociedade em que vivemos, mais governados por números e economistas, estamos a esquecer a importância, não só da cultura, mas sobretudo das pessoas. Esta ideia de que só o que dá lucro, só o que é rentável é que é bom, mata a imaginação, a alegria, um pouco de nós mesmos. Se, na nossa vida privada utilizássemos esse mesmo critério, ninguém iríamos ao teatro, ao cinema, ao futebol, as livrarias só venderiam livros técnicos, e a nossa vida seria muito mais cinzenta. O estado não se pode fechar em conceitos estanques de rentabilidade em todas as áreas da sua gestão. Há que compreender que há vida para além dos números, em que as populações não são máquinas e que têm outras necessidades muito para lá de se manterem vivos. De que outra forma poderão ser então justificados os parque construídos, as festas, e os fogos de artificio pagos pelas autarquias. Simplesmente porque são “rentáveis” em número de votos?

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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Acabou a Moda Lisboa 2006








(Clique nas imagens para ver o post respectivo)
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Ao fim de três dias chegou ao fim a Moda Lisboa 2006, e por sugestão de alguns comentários, aqui abrimos um espaço de votação, para escolher o melhor modelo que passou aqui pela passerelle do WeHaveKaosInTheGarden. Para facilitar a escolha, não criamos nenhum critério de votação, ficando aberta a possibilidade de cada um a fazer do modo que o desejar. Votando num só modelo, em vários, ordenando a sua escolha ou não, como desejarem. Depois, consoante aquilo que vier a acontecer, logo procurarei encontrar uma forma de encontrar o vencedor.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Domingo, Outubro 15, 2006

Moda Lisboa XXI

Modelo "Apito dourado"
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Modelo apresentado por Valentim Loureiro"


Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Moda Lisboa 2006 XX

Modelo "Já te Isaltinás-te"
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Modelo apresentado por Isaltino Morais
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Moda Lisboa XIX

Modelo "Cantas bem mas não me alegras"
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Modelo apresentado por Maecelo Rebelo de Sousa
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Moda Lisboa XVIII

Modelo "Balda-te"
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Modelo apresentado por António Vitorino

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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Moda Lisboa XVII

Modelo "Andar por ai"
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Modelo apresentado por Santana Lopes"
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Moda Lisboa XVI

Modelo "Cardeal da treta"
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Modelo apresentado por Pacheco Pereira

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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Moda Lisboa XV

Modelo "Espectáculo vermelho"
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Modelo apresentado por Jerónimo de Sousa
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Moda Lisboa XIV

Modelo "Monsenhor Caviar"
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Modelo apresentado por Francisco Louça
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Moda Lisboa XIII

Modelo "Força Paulo, estou contigo"
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Modelo apresentado por Nobre Guedes e Paulo Portas
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Moda Lisboa XII

Modelo "Raio que te Portas"
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Modelo apredsentado por Ribeiro e Castro
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sábado, Outubro 14, 2006

Moda Lisboa XI

Modelo "Taxas moderadoras"
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Modelo apresentado por Correia dos Campos
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Moda Lisboa X

Modelo" Gay de Pogtugal"
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Modelo apresentado por sua Alteza Dom Duarte Pio
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Moda Lisboa IX

Modelo "Gand'á Noia"
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Modelo Apresentado pelo "Gand'a Noia"
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Moda Lisboa VIII

Modelo "O mais lindo são os Olhos"
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Modelo apresentado por Mariano Gago.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Moda Lisboa VII

Modelo "Bicho da Madeira"
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Modelo apresentado por Alberto João Jardim
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Moda Lisboa VI

Modelo "Múmia de Boliqueime"
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- Apresentado por Cavaco Silva.
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Moda Lisboa V

Modelo - "Anjinho de pau carunchoso".
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Modelo apresentado por José Sócrates.
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Moda Lisboa IV

Modelo "Santinha sonsa"
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Apresentado por Paulo Portas..
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Moda Lisboa III

Modelo "Mini-Partido
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Apresemtado por Pires de Lima, um vestido com saia rodada e muitos entre folhos e decote amplo, para mostrar os pelos do peito, e terminando em bico com num generoso broche. Botas de cabedal para dar um ar mais militarista e na cabeça um generoso "chapéu" de plumas" branco, simbolizando a sua opção de voto contra a lei do aborto. Na mão transporta um chapéu-de-sol para dar um ar mais “sexy” ao conjunto.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Moda Lisboa II

Modelo "Professor"
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- Apresentado por Maria de Lurdes Rodrigues, usando um fato com gravata de palhaça, chapéu de coco, tapa insultos e na mão uma maça bichada como prenda para os professores.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Quinta-feira, Outubro 12, 2006

Moda Lisboa - I

Começou hoje a Moda Lisboa e o WeHaveKaosInTheGarden não quis deixar de se associar ao acontecimento. Publicaremos por isso, a partir de hoje, alguns modelos que, se não vão desfilar nas passerelles, deviam.
Modelo "Maria"
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– Um lindo fato de Criada de Belém, com saia rodada e saiotes de entrefolhos , pequeno avental com renda a metro, corpete com manga de balão, colete alentejano e meias de rede "Cristian Pior". Todas estas peças foram compradas no mercado nacional do Intendente. .
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Um arrufo de namorados

Numa relação há sempre os bons momentos e depois os arrufos de namorados para dar um certo sal à relação. Ou por se estar numa época em que, a Sócretina, anda a querer cortar nas despesas e por isso a dizer que vai dar menos dinheiro para os afilhados da Madeira e das autarquias, ou porque o Sr. Silva anda muito numa de tentar meter muito o menino Mendes nas conversas, anda alguma frieza no ar.
Mas, todos sabemos bem que, muitas vezes, uma zanga vale a pena só pelos momentos de fazer as pazes. Um beicinho agora para um beijinho mais logo.
Hoje é quinta-feira e logo veremos se a Sócretina sai sorridente, ou a bater com a porta.

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O João Jardim da quadratura

Sempre que oiço o Pacheco Pereira fico com uma vontade enorme de, ou de me insurgir contra as suas ideias ou então simplesmente de lhe fazer mais um boneco. No caso de hoje, nem me parece necessário dizer muito.
Metendo os pés pelas mãos, lá foi dizendo que sim, que a lei devia ser cumprida, mas que esta “guerra” entre o governo do Sócrates e o João Jardim era mais uma luta partidária e uma forma de o PS o tirar do poder. Claro, avisou que, por ser mais uma luta partidária que o simples cumprimento da lei da república, isto só iria fortalecer ainda mais o governo regional. Esta contradição, de tentar tirar o poder e ao mesmo tempo estar a fortalecer ainda mais o Bicho da Madeira, não parece fazer muito sentido, especialmente sabendo-se que o Sócrates pode ser arrogante e teimoso, mas de parvo não tem nada. Por isso me parece, que aquilo que o governo central está a fazer, é o correcto, ao cumprir a lei e, finalmente, mostrar que não há razão nenhuma para não confrontar o “Bicho”.
Vendo bem, não estou com muita vontade de continuar a pagar os “cubanos” que ele tanto gosta de fumar.

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Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Os Roteiros de Boliqueime

Sei que alguns vão dizer que eu estou obcecado com aquela coisa que veio de Boliqueime e poisou em Belém. Eu bem tento esquece-lo, fazer de conta que não existe, um pesadelo que desapareceria quando acordasse. Mas não, a coisa anda atarefadíssima a ir comprar caramelos a Espanha, a receber os amigos no palácio, penso que para mostrar as obras que a Maria fez com os alumínios na varanda, a fazer discursos por todo o lado e ontem, a ir em romaria, visitar freiras e prostitutas.
Entre outras coisas que fez e disse, e que me escuso aqui de comentar por respeito por quem me visita, foi o de ser o primeiro a inscrever-se na novíssima “bolsa de talentos, para quem deseje exercer trabalho voluntário a ajudar os outros.
Sentado em frente ao computador, o Chefe de Estado teve alguma dificuldade em decidir o seu talento: “Actor não... animador... às vezes... assessores... tenho vários... bancário, já fui... cozinheiro... [Não!, respondeu entre risos a mulher]. Está aqui, economista... estou safo!” (in CM)
Questionado se aquela inscrição era só para encher chouriços, ou se realmente estaria disponível para trabalhar como voluntário, de imediato respondeu, poder sempre dar umas aulas de Economia e aqui a Maria fazer o mesmo mas com a cultura.
Se eu fosse católico, benzia-me já aqui, e rezava uns Pais-nossos e umas Ave-marias.
Já estou a imaginar as prostitutas, tóxico-dependentes e os sem-abrigo todos a pedir ao Sr. Silva que lhes viesse ensinar, o que é o défice e o PIB, porque estavam a pensar em investir na bolsa ou em lançar uma OPA sobre a Praça do Chile. Tudo isto, enquanto a Maria vai rodopiando e lançando baforadas de cultura e saber sobre todos eles.
Só não sei se ria, se chore, ou se simplesmente mande tudo à merda.
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Os olhos do Cavaco

Quando olho para o Sr. Silva, agora e quando era Primeiro-ministro não sei de que figura gosto menos. Se deste, que faz discursos contra a corrupção, ou do outro que não a via como prioridade, embora já nessa altura muitos senhores visitassem com frequência a Casa Pia, os jogos de futebol já eram ganhos com erros de arbitragem, as câmaras já tinham sacos azuis e empreiteiros ricos e já muito sobreiro era deitado abaixo sem se ver sombra de condenações. Foi o tempo da corrupção silenciosa. Também não sei se desgosto mais de o ver nesta postura misericordiosa e conciliadora, dos pobrezinhos, das putas e dos pactos, se o quero posso e mando ao mandar carregar a polícia na Ponte 25 de Abril e do “nunca me engano e raramente tenho duvidas”, enquanto esbanjava as ajudas comunitárias em betão, enriquecendo alguns e deixando os mais desfavorecidos entregues à sua sorte. Não sei se desgosto menos da hipocrisia de agora se da triste recordação de outros tempos. Seja como for não gosto.
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O Erro de Sócrates

Andei pelo Jumento, um blog que gosto de visitar regularmente, e encontrei lá este texto interessante, O Erro de Sócrates” e gostava de saber a opinião de quem aqui me visita. Está [AQUI].
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Terça-feira, Outubro 10, 2006

O Autarca da pedrada

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e também Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, acusou o Governo de atacar as autarquias por ainda não ter «engolido» a «retumbante vitória» do PSD nas eleições autárquicas de 2005. Perante o líder do PSD, Marques Mendes, e centenas de pessoas que se deslocaram ao pavilhão multiusos de Nelas para participar na sessão comemorativa do primeiro aniversário das últimas autárquicas, Fernando Ruas admitiu que, quando abre ou jornal ou liga a televisão, está «sempre a pensar qual é o ministro ou o secretário de Estado que vai bater nas autarquias».
Diário Digital / Lusa

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Para quem não se lemre, este Fernando, é o mesmo que aconselhou, durante uma reunião da Assembleia Municipal, aos presidentes de junta de freguesia do concelho que "corressem à pedrada” os inspectores do Ministério do Ambiente que fiscalizam e multam as obras realizadas pelas juntas de freguesia. [Foi aqui]
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Para falar francamente não sei se a Nova lei de Financiamento das Autarquias é injusta, e realmente as coloca em situação muito difícil, ou se simplesmente é justa perante a decisão do governo de poupar nas contas públicas.
O que sei é aquilo que vem a público, e vejo fecharem Urgências, escolas e outros serviços básicos que muita falta fazem à população e que efectivamente se vê muito dinheiro desbaratado por esses municípios fora. Não quero aqui colocar todos no mesmo saco, e haverá certamente muito autarca exemplar, mas aquilo que mais chama a atenção são, em alguns casos obras faraónicas e noutros notícias de corrupção.
As autarquias foram, após o 25 de Abril, um dos melhores instrumentos para a resolução de muitos problemas de Portugal. Saneamento básico, água e electricidade foram obras de grande mérito e utilidade para as populações. Infelizmente acabaram, com o desenvolvimento criado nas suas terras, por também serem responsáveis por muita da perda de identidade e descaracterização de vilas e cidades. A construção e a nova “modernidade provinciana” fazem com que hoje muitas das nossas terras tenham perdido aquilo que as distinguia das outras; a sua autenticidade. Muito do que se vê, é que após as obras básicas efectuadas, muitos municípios apostam em jardins, infra-estruturas desportivas e outras obras de “encher o olho”, para não falar em financiamentos a clubes de futebol, para assim garantirem a sua visibilidade e reeleição nas eleições seguintes.
Estaria na hora de se fazer uma reavaliação das suas competências, porventura aumentando-as, para que os beneficiados fossem as populações e não as grandes empresas de construção e alguns oportunistas eleitos.
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Porque o governo deste país é escolhido em eleições próprias para esse fim e não nas autárquicas, cabe ao governo governar e fazer as leis que também a eles os regem. O Sr. Fernando Ruas tem todo o direito a reclamar e a lutar por aquilo que pense ser justo. Até tem direito de dizer barbaridades. Pena é que o principal lider da oposição se esconda por detrás destes discurso como unica forma de fazer oposição a este governo. Assim se vê a pequenez de um politico.
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Os loucos de Lisboa

-Somos governados por loucos. Afirmou o Bicho da Madeira, referindo-se ao governo Socretino do “contenente”. Agora que lhe cortaram a “semanada” está a bufar por todos os lados e ainda podemos esperar, nos próximos tempos, mais umas “máximas” para a história da democracia em Portugal.
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A Ética em Más Companhias

Marques Mendes, Carmona Rodrigues e Paula Teixeira da Cruz estiveram no novo Parque Oeste, no Lumiar, em Lisboa para assinalar um ano decorrido sobre as eleições locais, o presidente do PSD assinalou que “a vitória [do seu partido] nas autárquicas foi uma afirmação da linha política da ética e dos princípios na vida pública”. Antes de Marques Mendes, o presidente da Câmara de Lisboa subiu ao palanque montado no novo espaço verde denominado “Parque Oeste”, no Lumiar, para agradecer “a confiança” de Marques Mendes no seu trabalho.
In Publico
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Foi colocado aqui no WeHaveKaosInTheGarden (e também noutros blogs) este comentário:

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Anonymous said..

Há pessoas que estão a dar pouca atenção à Câmara de Lisboa, mas fazem mal. Aquilo está a ir por água abaixo dia-a-dia, a cada dia que passa. Não há dia nenhum em que não haja uma bronca. Não têm dado conta do que se passa com a EPUL? Se ninguém tomar medidas, adeus PSD.
Vejam o à-vontade.
Primeiro ponto: a oposição, em bloco, pediu a apresentação de certos documentos. A administração «alegou segredo comercial» e não deu os documentos.
Segundo ponto: ninguém duvida de que há segredos na EPUL. E não são poucos, aparentemente. E qual deles mais picante que o outro.
Terceiro ponto: quem já não está a gostar nada disto é o Vice-Presidente da Câmara de Lisboa, Dr. Fontão de Carvalho. Aqui e ali tem mostrado que está farto desta administração da EPUL. Ele já disse que havia ilegalidades. Ele já disse que deve ir tudo para investigação, dando a ideia de grande pantanal geral.
Como quem dissesse: «Tenho de salvar isto. Então agora que a minha família tem aqui uma mina, vêm estes estúpidos estragar a festa? Vou mas é acabar com eles antes que eles acabem comigo».
Há dias, no jornal Público, Vasco Pulido Valente diz que há um défice de ideologia. Eu digo que na Câmara de Lisboa, da parte de Carmona Rodrigues e de Fontão de Carvalho, há, isso sim, um défice de bom-senso.
Mais: por causa dos segredos da EPUL, o mandato não vai até ao fim. Se for, é milagre. Mas acho que não vai: ou Carmona e seus pares batem com a porta e os outros vão atrás, tantas são as broncas – as próprias e as herdadas de Santana; ou o PSD toma a decisão que toda a gente espera, tentando salvar o mandato. Mas quem é que se segue? Mas podem ficar lá só alguns. Será sempre uma bronca. Mas ficarem lá estes, bronca é. Que raio de situação. Eu não queria estar na pele de Paula Teixeira da Cruz nem na de Marques Mendes….
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Digo eu agora: Oh Sr. Marques Mendes, depois do embaraçoso silencio sobre a acusação de corrupção que caiu sobre António Preto, aparecer agora na companhia de Carmona Rodrigues a falar de ética e de princípios na vida pública. Muito amarelos, devem estar os sorrisos de Isaltino Morais e Valentim Loureiro.
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Segunda-feira, Outubro 09, 2006

A moda do Colarinho Branco

Segundo o Diário de Noticias, o Pacto de Justiça assinado entre o PSD e o Governo, prevê que os suspeitos de crimes de colarinho branco, como são, entre outros, o tráfico de influências, a corrupção activa, a participação económica em negócio praticado por funcionário, o favorecimento pessoal, a denegação da justiça, a prevaricação e a falsificação de documentos, passam a não ser passíveis de prisão preventiva.
Se actualmente, muitos dos senhores que por ai vemos, gostam de andar à moda, vestindo camisas azuis, rosas ou laranjas a partir de agora vai ser vê-los todos a vestir de branco.

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Nasceu o novo PGR

Rei morto, Rei posto. Acaba hoje o penoso mandato de Souto Moura e nasce um novo Procurador-geral da Republica, Pinto Monteiro. Que se pode esperar desta nova criança, nascida de parto natural, filho do casal Sócrates / Sr. Silva e bem recebido por todo o resto da família politica. Pelo menos, sabemos que terá uma vida complicada nesta sucessão. Com a justiça de rastos e a corrupção a estender-se por todo o lado, muito vai ter de se esforçar, se realmente estiver determinado em remediar a porcaria feita pelo seu antecessor.
Dos processos em curso, acredito que pouco haja a fazer para limpar a putrefacção que deles exala. Viciados, corrompidos e já devassados na praça pública, correm livremente para um vazio de condenações. Da sua herança, há pelo menos uma coisa que pode corrigir para tentar relançar alguma credibilidade no Ministério Público; refazer o caso do Envelope 9. Esquecer a cortina de fumo que foi a acusação aos jornalistas do 24 horas, e fazer um verdadeiro inquérito nos seus serviços, para descobrir aquilo que realmente se passou, e apontar o dedo aos responsáveis. É que uma das suas primeiras prioridades tem de ser “limpar” da procuradoria aqueles que por lá andam a violar o segredo de justiça, fornecendo informações a troco ou de dinheiro ou de outros interesses ainda mais inconfessáveis. Há que garantir que, a procuradoria não é utilizada como arma politica por um lado e garantir o efectivo cumprimento da lei. Nós, cidadãos temos de nos sentir seguros nas nossas liberdades e garantias.
Para o futuro, só podemos esperar que seja um Procurador empenhado em acabar com a impunidade de alguns e fazer com que a justiça seja igual para todos. É importante ter cuidados redobrados na obtenção da prova e nos procedimentos processuais, para que, não mais se veja os culpados fugir baseados em ilegalidades de actos de investigação. É importante que os processos sejam construídos em bases sólidas e que não se deixem abertas portas por onde os culpados invariavelmente se escapam. É necessário e urgente que a justiça comece a funcionar neste país e que não continuemos a ver os poderosos, por mais evidente que seja a sua culpa, rir à saída dos tribunais.
Desejo-lhe aqui as maiores felicidades e sobretudo um enorme sucesso nesta sua nova função, e que quando aqui me referir a si seja para o elogiar. É isso que espero de si.
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O Regresso do Hipnotizador Mágico

Ontem fiz aqui a previsão da queda do anjo de pau carunchoso, José Sócrates. Defendi que não seriam as manifestações de rua que o iriam abater, mas sim a sua tentativa de subir os impostos da banca. Descobri depois, que afinal o Sócrates é muito mais malévolo do que imaginei, e que me estava a enganar. Até lhe consigo ver a bolinha por sobre a cabeça a dizer: - Oh Kaos, tens a mania que és esperto. Espera ai que já te lixo. E lixou mesmo, porque me fez aqui prever a sua queda, não vendo logo o que ele escondia. Afinal o que ele está a fazer não tem nada a ver com uma vontade de subir os impostos da banca. Como esta, vão aparecer muito mais notícias de ataques a corporações e a privilégios de alguns poderosos. O que o Sócrates está a fazer é calar os protestos de rua. Como já fez uma vez, quando disse que ia retirar privilégios a administradores, acabar com as remunerações milionárias de alguns e as reformas milionárias de outros, enganou meio mundo (basta ver o que se passa no Banco de Portugal) e calou os protestos sobre os sacrifícios pedidos. Iam ser pedidos a todos, mas no fim a montanha lá pariu um rato. Volta agora à carga na “rentré” da época dos protestos, para de novo, nos tentar convencer que os sacrifícios são para todos. Mais uma vez nos vai hipnotizar com a sua “justiça cega” e com o popular ataque aos poderosos. Vamos aplaudir, elogiar a sua coragem e compreender que todos temos de fazer sacrifícios. Depois, enquanto apertamos o cinto, lá nos vamos esquecer de ir verificar se afinal aqueles privilégios, que iam ser retirados aos poderosos, realmente o foram.
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Direitos de Autor









Foto retirada do blog "A Sombra"

Embora neste blog se considere que aquilo que aqui é publicado é público, e por isso poder ser utilizado por quem o desejar, consideramos de justiça que seja feita a referencia à autoria do mesmo. É minha opinião, até ser de bom-tom, pedir a autorização ao autor para o fazer, embora, como disse, neste blog isso não seja necessário.
Vem esta introdução para o uso indevido de um texto de Davi Reis no seu blog Caderno da Corda pelo site da RTP como sinopse do documentário Loose Change.
Está por esse motivo a decorrer o envio de uma mensagem de critica ao Provedor dos Telespectadores da RTP. Mais informações sobre este assunto, bem como o texto a enviar poderão ser encontrados em qualquer destes blogs:
Caderno de Corda
A Sombra
Aqui fica o apelo para que se juntem a esta luta em defesa dos direitos de autor na blogosfera.

Domingo, Outubro 08, 2006

A queda de um anjo de pau carunchoso

Li ou ouvi algures por ai que agora é que o governo do Sócrates ia começar a sentir o peso das suas medidas impopulares. Agora é que aquelas sondagens, que não param de lhe dar cada vez maior vantagem sobre o PSD, iam cair por ai abaixo. Agora é que vai ser, com os professores, os funcionários públicos, os médicos e as enfermeiras, os autarcas marchando em frente de populações enraivecidas, as grávidas, os feridos graves, os juízes, os polícias e os bombeiros, mais os militares e as empregadas auxiliares desta gente toda, em manifestações e greves, o vão derrubar. Agora é que o Marques Mendes vai fazer oposição, o CDS vai passar dos quatro por cento nas sondagens, o PC vai voltar a pintar paredes agora com “Sócrates para a rua, já” e o BE vai voltar a fazer teatro de rua.
Desculpem que não concorde com nada disto. O que vai mandar o Sócrates abaixo, é algo muito mais simples, muito mais mesquinho. Vai ser uma notícia que apareceu na página de economia de um jornal: “Banca vai pagar mais impostos”. Batem a rebate os sinos de ouro dos banqueiros. Belmiro vai ameaçar que, quando comprar a PT, vai para Espanha e leva a Sonae, o filho, e o Centro Comercial Colombo, o Millenium vai colocar de prevenção a Opus Dei, o BES vai aumentar os gastos em publicidade nos jornais e televisões em troca de notícias sobre o assunto e os restantes banqueiros, ex-ministros das finanças e economistas contratados, vão-se alternar em comentários por todo o lado. Uma comissão de Banqueiros, vai de visita a Belém para apresentar as dificuldades porque passa o sector. Cavaco, que apadrinhou tanta daquela gente, nos seus gloriosos anos de Primeiro-ministro mostrar-se-á sensível ao problema.
Esta sim, vai ser a noticia que vai abater o Sócrates. Lixar toda a população de um país não o matou, mas mexer com um dedo nos fabulosos lucros da Banca será o seu calcanhar de Aquiles.
Não votei, nem tenho qualquer intenção de votar no Sócrates em 2009, mas se chegarmos a essa data e a Banca em Portugal tiver de pagar impostos iguais à de qualquer outra empresa portuguesa, prometo que lhe dou o meu voto.

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Os Poderes Ocultos do Sol

Na associação mais rebuscada que já vi, José António Saraiva, faz o elogio fúnebre do reinado Souto Moura. Transforma-o no justiceiro contra os poderosos, os influentes e os ricos e que por isso alvo de uma campanha para o desacreditar como forma de desacreditar os próprios processos, colocando em causa as acusações e reabilitando os culpados fazendo deles vitimas. Partindo da ideia que o Partido Comunista foi um poder oculto no pós 25 de Abril, por ter mais influência na sociedade do que a que se veio a confirmar nas urnas, veio mostrar que ainda hoje esse tipo de poder oculto existe, e que o motor de luta contra Souto Moura foi a Maçonaria. O argumento é a por entreajuda interna existente nessa sociedade secreta, e terão ido em defesa dos maçons no caso da Casa Pia. Acaba a elogiar Jorge Sampaio por o ter mantido no cargo, defendendo que se a sua cabeça tivesse rolado, e os processos existentes dessem em nada, quem acreditaria ainda na justiça portuguesa e de que é igual para todos.
Eu que não gosto de seitas, desconfio da Maçonaria, mas também da Opus-Dei. Será que, o facto da conhecida ligação a esta sociedade obscura e poderosa ser o maior accionista do Jornal, pesou ma feitura deste artigo? Que obscuros interessem estiveram por detrás dos autênticos assassinatos e tentativas de assassinato políticos que assistimos no caso Casa Pia? Dessas coisas nada sei, mas que o Souto Moura começou aquilo que não tinha unhas para acabar é verdade. De todos os processos iniciados contra os poderosos até hoje nenhum rendeu veredictos de culpabilidade. Gente com “culpado” estampado na testa safa-se por erros processuais ou prescrição do crime. No fim do mandato deste procurador, chegamos à realidade de nunca a justiça ter estado tão desacreditada como agora. Independente da sua intenção inicial, Souto Moura, prestou um mau serviço à justiça.
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Sábado, Outubro 07, 2006

Uma mala preta cheia de silencio

Como bem fez notar o semanário "Sol", a Direcção do PSD não fez qualquer comentário sobre o facto de António Preto estar acusado de fraude fiscal qualificada e falsificação, no caso que envolve 150 mil euros recebidos de empresários da construção civil.

Estranha-se que, Marques Mendes, após o afastamento de Isaltino Morais e Valentim Loureiro de candidatos às Câmaras de Oeiras e Gondomar, em nome da transparência e da moralização do da vida politica do país, nada diga ou faça sobre este caso. Será porque a famosa mala de António Preto poder ter sido utilizada em serviço do partido? Haverá algo que não se quer que venha para a praça pública? Haverá por ai algum gato preto escondido com o rabo de fora?
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A Revolução Gutural de Mau Tsé-Chunga

MAU TSÉ-CHUNGA
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Verdades, meias verdades e outras mentiras

“O PSD acusou hoje o Governo de «tentar enganar os portugueses» a propósito do encerramento de urgências hospitalares, sublinhando que «não é verdade» que exista um saldo positivo entre os serviços que fecham e os novos previstos. «A mensagem que passou para a opinião pública foi a de que se encerravam 14 urgências hospitalares e se criavam 25 novas. Ora isto não é verdade, o que o Governo propõe é fechar 14 urgências hospitalares, sem mais», criticou o líder parlamentar do PSD, Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa no Parlamento. “
in “diário digital”
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Provavelmente terá razão o PSD neste seu ataque ao governo. O Ministro está a tentar vender o seu peixe aos portugueses, talvez não mentindo, mas por omissão. Está errado e está mal. O que eu gostaria de perguntar a esses senhores do PSD é, qual a sua politica de comunicação e de informação. Gostaria de saber se, a própria noticia em que o ministro é acusado de estar a enganar os portugueses, não está também ela cheia de enganos e subentendidos menos honestos. Todos estes partidos, que nos têm tentado vender as suas imagens, mentem para se tornarem mais atractivos perante os cidadãos, mesmo sabendo que só contam os prós omitindo os contras. Está-lhes no sangue, na própria génese da sua existência.
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Era por isso importante que existisse uma comunicação social isenta, analítica e que dissesse a verdade pura e crua, mas como tal não passa de um mito, por serem subservientes a quem os controla financeiramente, seria bom que, aqui na blogosfera, gente desinteressada e conhecedora dos assuntos em profundidade, nos dissesse a verdadeira versão desta e de outras histórias. Até lá continuaremos a ter 365 dias uns de Abril para andarmos sempre a balançar entre as meias mentiras que nos vão impingindo.
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Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Os lindos olhos do ministro

"Vai haver cortes no funcionamento de todos os ministérios. Onde vai subir, só há um, que é o ministério da Ciência", "A decisão do Governo de aumentar em 64 por cento o orçamento do Ministério da Ciência em 2007 representa, segundo José Sócrates, a aposta do executivo "na investigação e na ciência". Esta aposta do governo, "não é feita pelos lindos olhos do Ministro Mariano Gago". Claramente assiatimos ao "remix" do grande eixito "plano tecológico", mas agora em versão Perlimpimpim.
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Quem tramou Jorge Coelho?

Na ultima Quadratura do Circulo, Pacheco Pereira, continuou a sua cruzada em nome da necessidade de uma guerra civilizacional, “regular”, contra as forças do eixo do mal, mesmo que para isso tenhamos de mandar para o lixo tratados, pactos ou mesmo os nossos próprios conceitos de bem e mal.
Lobo Xavier, agora com um novo visual à “cais do Sodré”, “- Oh filha dá cá o meu”, mas mantendo a mesma função daqueles cãezinhos que, abanando a cabeça, habitaram os vidros de trás de muitos carros portugueses, lá foi dizendo o seu sim, concordo com o Pacheco.
Jorge Coelho, que em tempos representava o PS, defendendo muitas vezes o indefensável, perante o olhar complacente dos seus pares, parece andar zangado com alguma coisa. Não sei que mal lhe fizeram, no partido ou no governo, para que tenha procurado atacar as medidas propostas pelo Ministro da Saúde, sobre a reestruturação das Urgências hospitalares, de uma forma tão desonesta. Como ele próprio reconheceu, não conhece os seus males e as suas virtudes, mas não confia desde já nela, preferindo ver poupanças em outras áreas que não na saúde. Também eu não conheço a proposta, os seus males e as suas virtudes, mas pelo que ouvi foi feita por técnicos e com a aplicação de critérios pré-definidos. Segundo parece fechariam 14 urgências para serem criadas 25 novas noutras localizações. Falou-se, que um milhão de portugueses iriam ficar a mais de 45 minutos, tempo considerado aceitável pelos técnicos, de uma urgência, mas não se diz quantos existem actualmente nessas circunstâncias. Não sei eu, se estas novas medidas são boas ou más, assim como não o sabe Jorge Coelho. Foi por isso uma forma populista e pouco ética de fazer a critica. Será que o vírus dos comentadores, sempre mais interessados em intervir na vida politica do que simplesmente fazerem a sua tarefa de comentadores, já o atacou?

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Corrupção virtual?

Cavaco lançou um ataque contra a corrupção que apesar de urgente e necessário me pareceu como a imagem acima. Virtual, pouco trabalhada, sem grande qualidade, demasiadamente plástica e portanto pouco convincente. Espero sinceramente estar enganado e que isto dê o impulso necessário para que esta praga que mina a nossa democracia, a todos os níveis, possa ser erradicada.
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Quinta-feira, Outubro 05, 2006

DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES

O "LURDES"

Hoje, comemora-se o Dia Mundial dos Professores e o WeHaveKaosInTheGarden não quer deixar de se associar a esta data. Vem por isso aqui propor que o Ministério das Educação que crie os Prémios Maria de Lurdes Rodrigues. Sempre neste dia, 5 de Outubro, seriam entregues os “Lurdes”, uma estatueta da nossa Ministra, aos professores mais bem classificados nas avaliações anuais.
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A razão, as causas e os efeitos

Esta personagem, vinda dos confins das trevas para mostrar aquilo que referi num post anterior, como o retrocesso civilizacional a que este liberalismo global inevitavelmente nos condena.
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Houve, ao longo dos tempos conquistas de ideias e valores que nos tornaram, a nós, como humanos, seres mais perfeitos em toda a nossa imperfeição. Mas, ganhámos o valor do humanismo, da solidariedade, dos direitos humanos e criámos ferramentas para garantir que esses direitos não eram violados.
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Pacheco Pereira, invocando um estranho conceito de “guerra irregular”, (como se qualquer guerra alguma vez devesse ser considerada regular), defende que muito daquilo que está consagrado, em convenções sobre direitos humanos e direito internacional, pode e deve ser violado. Se, estamos a ser atacados por gente que os não respeita automaticamente ganhamos o direito a fazer o mesmo. Aceitamos as regras do jogo que nos são propostas, descemos ao seu nível e perdemos a razão que nos tornava diferentes. Aceitamos abdicar da nossa ideia de civilização para aceitar participar no jogo da Barbárie.
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Ao acusar os portugueses, e toda aquela a que chamamos de civilização ocidental, de estar mergulhada num “banho de anti americanismo, para demonstrar ser essa a única razão pela qual se põe em causa actos de rapto, tortura e assassinato, está a passar-nos um atestado de imbecilidade. Ele, grande sumidade da nossa cultura e politica está certo e todos os outros que não partilham das suas ideias, sejam eles gente culta e bem mais inteligente do que ele ou o mais humilde dos cidadãos, estamos errados. Apoiante da politica norte Americana desde sempre, Pacheco Pereira, nunca respondeu à questão fundamental: Porque razão o mundo que eles moldaram está mais inseguro, porque razão existem tantos países e povos que o olham como inimigo, porque razão os povos ocidentais aceitam mergulhar neste banho anti americano. É fácil apontar para actos concretos e justificar respostas concretas, mas mais difícil, e muitas vezes incomodo, é procurar a razão que justifique a sua causa.
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Quarta-feira, Outubro 04, 2006

A Dança do Desempregado

Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
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E vai levando um pé na bunda vai
Vai por olho da rua e não volta nunca mais
E vai saindo vai saindo sai
Com uma mão na frente e a outra atrás
E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)
E bota a mão na carteira (Não tem nada)
E bota a mão no outro bolso (Não tem nada)
E vai abrindo a geladeira (Não tem nada)
Vai procurar mais um emprego (Não tem nada)
E olha nos classificados (Não tem nada)
E vai batendo o desespero (Não tem nada)
E vai ficar desempregado

Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
.
E vai descendo vai descendo vai
E vai descendo até o Paraguai
E vai voltando vai voltando vai
"Muamba de primeira olhai quem vai?"
E vai vendendo vai vendendo vai
Sobrevivendo feito camelô
E vai correndo vai correndo vai
O rapa tá chegando olhai sujô!...
E vai rodando a bolsinha (Vai, vai!)
E vai tirando a calcinha (Vai, vai!)
E vai virando a bundinha (Vai, vai!)
E vai ganhando uma graninha
E vai vendendo o corpinho (Vai, vai!)
E vai ganhando o leitinho (Vai, vai!)
É o leitinho das crianças (Vai, vai!)
E vai entrando nessa dança
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Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
.
E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)
E bota a mão na carteira (Não tem nada)
E não tem nada pra comer (Não tem nada)
E não tem nada a perder
E bota a mão no trinta e oito e vai devagarinho
E bota o ferro na cintura e vai no sapatinho
E vai roubar só uma vez pra comprar feijão
E vai roubando e vai roubando e vai virar ladrão
E bota a mão na cabeça! (É a polícia)
E joga a arma no chão E bota as mãos nas algemas
E vai parar no camburão
E vai contando a sua história lá pro delegado
"E cala a boca vagabundo malandro safado"
E vai entrando e olhando o sol nascer quadrado
E vai dançando nessa dança do desempregado
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Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você
(Gabriel o Pensador)
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Carmona quer mamar no carburador

“Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, na terça-feira, o novo regulamento para os 17 parques de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), que introduz alterações nos seus preços, aumentando em particular aqueles que são considerados de curta duração.
Esta proposta da vereadora da Mobilidade da Câmara de Lisboa que faz com que os preços destes parques aumentem entre 30 e 80 por cento e que teve os votos contra do PS, PCP, Bloco de Esquerda e «Os Verdes», entra já em vigor na próxima semana.”
In "TSF"

Assim vai a vida na capital deste jardim. Ao longo dos últimos tempos, temos sido confrontados com irregularidades em construções, negócios obscuros e milhões desbaratados em obras inúteis, em magotes de assessores na CML, em salários de administradores vitalícios e prémios de gestão.
Com as contas da câmara em estado caótico, endividada e a dever dinheiro a meio mundo, nada melhor que resolver o problema utilizando a solução habitual: Mete-se a mão no bolso do cidadão.
Depois da CML mostrar que é uma porca com muitas tetas para dar de mamar a muitos, vem agora mostrar o outro lado da mama, neste caso com ela a mamar em muitos mais, ou seja no Zé Povinho.
Curiosamente, ouvi na mesma rádio, que iam falar de um curso para candidatos a palhaços. Talvez fosse uma coisa boa que todos nós o pudéssemos frequentar, para assim percebermos finalmente, se somos dirigidos por palhaços ou se os palhaços somos todos nós.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

As canseiras da Maria

Estou preocupado com a Maria. Há que reconhecer que já não tem 20 anos e aquilo porque está a passar é um exagero.

Primeiro teve de deixar a meio a lavagem dos vidros da sua nova marquise de alumínio, para ir arrastar-se atrás do Sr. Silva no seu passeio a Espanha. Verdade seja dita, que o alojamento não era mau, embora ainda cheirasse um pouco ao bafio de Franco que ali viveu muitos anos. Depois teve de ver o seu Aníbal com um aparelhómetro na mão e a dizer coisas estranhas em Espanholês sem entender nada. Quão mais descansada teria ficado se soubesse que não foi só ela a não entender nada. Aquela história da gravidez da princesa só para não ter de os acompanhar também a irritou um bocadinho. Estava ela a fazer aquele sacrifício, com tanto para limpar em Belém, e a outra “balda-se” assim.

Lá acabou o castigo e de novo estava de volta a casa e às suas tarefas domésticas. – O pó que se acumula numa semana, - terá pensado a Maria. Mas, se pensam que é tudo estão enganados. Mal tinha começado nas limpezas lá é ela interrompida pela visita da malta das Câmaras Municipais por causa de uma lei qualquer. Lá fez a distribuição das bejecas, das alcagoitas e das sandes de courato, para grande alegria da rapaziada. Depois chegou a Sócretina para tomar um cházinho. Felizmente que tinha feito um pão-de-ló na véspera. Quando pensou que já não ia aparecer mais ninguém chega o Soutto Mouro e lá teve ela de ir à dispensa buscar aqueles aperitivos que sobraram do Natal e a garrafa do Whisky, do bom, para lhe servir: - Só espero que não venha pedir um café, - mas azar, pediu mesmo. A Maria já nem deve poder com as pernas, e o pó ainda não está limpo, os vidros continuam sujos e ainda queria lavar a roupita da viagem, que já está quase sem cuecas lavadas.

Para mais, ela sabe muito bem que não tarda nada, lá vem aquele chato do Marquês Mendes com as suas choraminguisses, a mexer sempre com aquelas mãos e a ficar até ela ser obrigada a perguntar se quer jantar lá. De qualquer forma é sempre melhor que aquele grupo do Beato, que para além de terem mau aspecto e maneiras meio rudes, sujavam tudo, ou do buçal bicho da madeira a cuspir para o chão enquanto faz queixa dos cubanos comunistas e contenentais de S. Bento por o quererem tramar. - Com este é sempre a mesma conversa e arrebenta com uma garrafa enquanto esfrega um olho e fuma um cubano. É horrível, fica tudo a cheirar a fumo.

- Há ainda os amigos dos copos do partido dele, sempre de gravata laranja e que não se cansam de aparecer para pedir uns favores enquanto jogam um jogo de bisca, como faziam antes do Silva ir para Belém.

Imaginam pois, como a Maria deve estar uma pilha de nervos, cansada e com o trabalho a acumular-se. – Só espero que não chova, senão amanhã não tenho umas cuecas lavadas para vestir. Que chatisse, se soubesse que isto ia ser assim nunca tinha deixado o Aníbal concorrer.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Terça-feira, Outubro 03, 2006

Civilização e solariedade

«Ao procurar garantir os chamados direitos sociais, o Estado é invariavelmente levado a coarctar os direitos individuais – particularmente o direito à liberdade. Assim, as leis que visam garantir o direito ao trabalho coarctam a liberdade dos empregadores e, frequentemente, a dos empregados também; o sistema obrigatório de segurança Social impede cada cidadão de escolher o seu próprio regime de reforma; os sistemas colectivizadores da educação e saúde retiram a todos os cidadãos a liberdade de escolherem os serviços de educação para os seus filhos e de saúde para si próprios.»
"Pedro Arroja"

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Esta frase é de um gajo qualquer, ultimamente muito badalado, mas para quem me estou nas tintas, para ele e para todos esses "Blasfémos". Um gajo que ganha o seu dinheiro apostando o dos outros é um oportunista e pouco mais vale que isso mesmo. No entanto, as suas palavras são suficientemente esclarecedoras para merecer alguns comentários.
O homem mais antigo de que se tem conhecimento viveu à 450 mil anos. Um longo caminho foi percorrido desde aquele hominídeo até ao homem de hoje, muito avançámos em termos civilizacionais. Passamos por guerras, por revoluções, por crimes e heróis. Aprendemos a aceitar o nosso vizinho e o valor da solidariedade. Passo a passo, tornámo-nos numa espécie mais civilizada.
O que é proposto nesse texto, em nome de uma falsa ideia de liberdade, é o voltar a trás nesse processo civilizacional, o regresso à lei do mais forte, ao cada um por si. Sei que a evolução é feita de avanços e retrocessos, mas haverá, neste caso, necessidade de um regresso ao passado?
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Um mundo na nossa mão

"A grande luta moderna, pela melhoria das sociedades e a sobrevivência do Planeta, é feita pela transformação individual e pela acção de pequenos grupos que, se desprendem das malhas consumistas e egoístas e, lucidamente, iniciam o caminho verdadeiro da plena atenção, simplicidade, partilha, amor e unidade."
in "O verdadeiro Almanaque BORDA D'ÁGUA para 2007"
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Este pequeno texto (embora grande no seu potencial alcance), sintetiza muito bem um dos possíveis caminhos para a melhoria efectiva do nosso Mundo.
Afinal são as pessoas (todas e cada uma) os elementos fundamentais necessários para uma efectiva melhoria.
Não poucas vezes, observa-se à nossa volta um ambiente de desalento e resignação. Ouvem-se coisa do género: "não vale a pena fazer nada sozinho", "o que é que consegues fazer sozinho?", "sozinho não mudas nada". Estas frases têm como reflexo, na maioria dos casos, vidas sedentárias, monótonas, repetitivas e muito pouco saudáveis tanto no aspecto físico como no mental. É extraordinário descobrir que é sozinho que se começa. Na busca e no entendimento do eu como ser humano. Descubram-se essas maravilhas, e estaremos aptos para as mudanças que são cada vez mais exigentes, a cada dia que passa.
É urgente mostrar mais alguma coisa de novo às crianças, aos jovens, a todos os que nos rodeiam, no fundo.
Um texto de “Vivi”
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O esperado reencontro.

Após uma semana de separação, em que a Socretina foi a Nova Iorque e o Sr. Silva foi, de GPS em punho, passear a piroseira por Espanha, as saudades já apertavam e o reencontro foi possível. Muito terão contado das suas aventuras e desventuras destes dias. A Socretina poude confirmar se, o palanque onde “El Diablo Bush” falou ainda cheirava a enxofre e o Sr. Silva explicar se, o mosquedo que andava no ar tinha alguma coisa a ver com o cheiro do seu novo desodorizante, se simplesmente não tinha tomado banho nesse dia ou se tinha a ver com a concentração de animais que por ali havia.
Depois, o que fazeram e disseram na intimidade do gabinete só eles o podem saber.
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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Em nome da suprema justiça

Como simples mortal, pertencente à gentalha que popula este país, não conhecia nem a figura, nem o estilo, nem as ideias do novo Presidente do Supremo Tribunal e, por inerência, do Conselho Superior de Magistratura, Noronha de Nascimento. Gente importante, certamente, para ocupar tais cargos. Fui por isso procurar e descobri o seguinte:
Este Juiz, “manifestou desagrado pelo facto de existirem cada vez mais mulheres na magistratura e em licença de parto”.
Comprometeu-se, entre outros nobres desígnios a:
-Melhorar o estatuto remuneratório dos juízes conselheiros.
-Exigir a adopção de um sistema médico alternativo aos serviços sociais do Ministério da Justiça para os juízes conselheiros.
-Impor a redução do número de processos e recursos distribuídos aos juízes conselheiros
-Alargar o número de assessores dos juízes conselheiros, criando inclusivamente gabinetes de apoio nas cidades onde viva um número significativo de juízes conselheiros para que não tenham a maçada de se deslocar semanalmente ao Terreiro do Paço.
-Assumir o compromisso de consagrar em sede de revisão constitucional o presidente do Supremo Tribunal de Justiça como membro do Conselho de Estado.
Inclino-me, portanto, perante tal personagem, capaz de afrontar o “lobby materno-infantil”, que tantos prejuízos causa à nossa nação com a sua mania de parir crianças, e que, com tanta tenacidade, defende os direitos dos pobres e desfavorecidos Juízes Conselheiros.
Eu fiquei já esclarecido sobre a forma como será gerida a justiça, e espero ter ajudado a compreender, a quem ler estas linhas, sobre aquilo com que poderão contar no futuro.
Só em nota de rodapé, e para relembra um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, sobre violência sobre crianças aqui fica o [
link].
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Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Quem sabe sabe e o Marcelo é que sabe

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ontem, na sua homilia semanal na RTP1, que “o poder político controla o poder económico”. É nestes detalhes, que se nota quão mais avançado no tempo está este homem relativamente ao comum dos mortais como nós. Eu, ainda acreditava que o poder económico controlava o político, o judicial, o da comunicação social e todos os outros poderes que existem, existiram ou virão a existir. Afinal ainda vivo na idade da pedra do pensamento, ainda imagino Máfias, Bancos, corruptos, tráficos de influencias até ao de drogas e armas, petróleo, diamantes e sei lá que mais a controlar e a agir em nome do “business”. Fiquei por isso muito satisfeito ao saber que, quem realmente controla tudo isto são os políticos, aquela gente eleita com os nossos votos, o que faz com sejamos todos nós a controlar todos estes poderes, inclusive o económico. O Marcelo é realmente um homem que já vive num futuro tão mais perfeito, tão mais actual. Ou isso, ou então é só um demagogo populista, que usa o espaço dado, melhor pago, pela nossa televisão publica, para nos contar lindas histórias da carochinha para adormecermos. E, realmente, ouvi-lo, cura qualquer insónia.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O MURO

Desde que eu me lembro de pensar que ouvia falar da existência de um “muro da vergonha”. Vim depois a saber que esse muro dividia uma cidade, Berlim, em duas partes, a ocidental, livre e democrática e a oriental, comunista e repressiva, como me diziam na altura. Esta divisão tinha sido feita após a derrota da Alemanha, na segunda guerra mundial, como espólio dos vencedores. Este “Muro de Berlim”, com os seus heróis e mortos em tentativas de fuga, a famosa “porta de Brandemburgo” e sobretudo com o símbolo de vergonha para o mundo. Foram 28 anos e 66,5 Km que caíram naquele Novembro de 1989. O fim dos muros que dividiam o nosso mundo.
Hoje, ainda nem vinte anos se passaram sobre os festejos desse dia e já Israel está a construir um muro de 700Km separando Israel da Cisjordânia
[link]. Também a Arábia Saudita se propões construir um outro muro, este de 900Km, para separar as suas ricas terras do violado e violento Iraque [link]. Como não há duas sem três, também os EUA se decidiram pela construção de um outro muro, este ainda maior, com 1200km e que servirá para impedir a entrada de imigrantes ilegais [link].
Até agora, tinham os meus filhos, já nascidos após a queda do Muro de Berlim, a hipótese de viver num mundo sem muros. Não lhes durou muito essa possibilidade e agora vão ter de acabar de crescer a conviver com três. Isto por agora, já que, pelo caminho que este mundo segue, com a ganância de alguns, a intolerância desses e de muitos outros, a indiferença de todos eles e a violência globalizada ao mais baixo preço de sempre, muitos outros poderão vir a ser construídos no futuro. Incapazes de viver com a nossa própria liberdade, criamos os muros da prisão onde, assustados, nos encerramos.
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Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Domingo, Outubro 01, 2006

A coisa está preta para o Preto da mala preta

Há duas almas pardas na vida política portuguesa que sempre me fizeram alguma confusão.
Um é o Dias Loureiro, que aparece sempre em segundo ou terceiro plano em todos os lugares, com toda a gente e em qualquer tempo. Até no Conselho de Estado ele está. Uma assustadora omnipresença.
O outro é António Preto, o homem da mala, que percorre o PSD, quer nos congressos, nas Câmaras Municipais ou na Assembleia da Republica. Figura sinistra que trata daquilo que os outros não querem, não sabem ou não podem. Agora, talvez vá ser julgado por fraude-fiscal e falsificação. Mesmo assim já conseguiu ser ilibado dos crimes de corrupção e tráfico de influências, por faltarem provas de ter recebido os 150 mil euros, por favores a terceiros, que recebeu para apoiar a sua campanha à Presidência da Distrital e pagar quotas de militantes, para que pudessem votar.
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Preto conta a um empresário, a propósito de uma reunião na DGV:
Correu bem. Ele (o subdirector geral) diz que vai despachar o processo. Tinha tido parecer negativo dos serviços, mas já vai despachar”.

Este homem que apareceu com o braço ao peito, quando foi chamado à Polícia Judiciária para comparar assinaturas, desculpando-se com um acidente no Hospital onde o seu cunhado lhe engessou o braço, muito possivelmente vai, pelos últimos exemplos de julgamentos por corrupção, continuar por ai a assombrar-nos.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

A Zara, a desmazelada, o vison e a chique chicken

Hoje, saiu no nebuloso Sol, uma entrevista despreocupada da Zézinha. Também conhecida como a “Maria do Caldas”, ofereceu-nos uma leitura esclarecedora. Como acredito que não há causas sem efeitos, também o contrário é verdadeiro. Por isso compreendi que aquela Maria não se considera uma Maria como as outras. Não é uma desmazelada como as Marias que não compram uma roupinha na Zara. São por isso a maioria das Portuguesas umas desmazeladas por não quererem ou não poderem comprar na Zara. Ela não, ela adora comprar na Zara e não toma uma única decisão mais difícil sem lá ir. Uma espécie de raça social superior, a dos não desmazelados, a dos que compram na Zara.
Também, no uso de peles de animais, a Tia Zézinha, mostra toda a sua “chiqueza”. Coitada, foi escarrada por um homem na fria Londres, simplesmente por se estar a exibir com um casaco de peles. Aquilo irritou-a, “porque ninguém deve cuspir noutra pessoa”, e por isso lhe arrefinfou um chique pontapé. Num momento de pura cultura ficamos a saber que hoje, todas as peles são de animais criados em cativeiro e que os visons são de aviário, como a “chicken” que esse homem, certamente, comia. Aprendemos, portanto, que os visons são aves criadas em aviários e que criar galinhas para comer é exactamente o mesmo que criar visons para as senhoras pavonearem em frente dos desmazelados.
Outra pérola de cultura VIP, que aceitou partilhar connosco, foi a de que, gente como ela, tem uma “prerrogativa de classe” que lhe permite não necessitar de andar com uma roupa diferente todos os dias, não por não poder, mas exactamente porque todos sabem que podia. Paga bem a Câmara de Lisboa.
Para não pensarem que tenho algo contra a “meia dose”, come ternamente lhe chamou um taxista, informou-nos que usa biquini no estrangeiro, fato de banho em Portugal e que nunca faria nudismo, algo que lhe agradecemos em nome da nossa sanidade mental.

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Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

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